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O governo brasileiro emitiu nota oficial após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e realizou reunião coordenada pelo presidente Lula para avaliar os impactos diplomáticos, de segurança e energéticos. Marcelo Favalli conversa com o economista e internacionalista José Nieyemer sobre soberania, petróleo, China, EUA e os riscos de escalada do conflito na América Latina.

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Transcrição
00:00Estamos de volta nesse plantão especial sobre as questões que estão envolvendo Estados Unidos, Venezuela e o futuro deste país que tem a maior reserva de petróleo do planeta.
00:16O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota oficial sobre a situação, lembrando que o Brasil faz fronteira com a Venezuela.
00:24O presidente da República coordenou reunião na manhã de hoje, 3 de janeiro, sobre os recentes acontecimentos na Venezuela.
00:34Claro que, mencionando o presidente Lula, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, o ministro da Defesa, o ministro-chefe da Casa Civil e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República do Brasil.
00:51Além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
00:58Na ocasião, o presidente da República, o presidente Lula, reiterou os termos da sua postagem publicada na manhã deste sábado.
01:07O ministro da Defesa indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que vai seguir sendo monitorada.
01:16E que está em contato, o ministro da Defesa, então, ele está em contato com o governador de Roraima.
01:23O ministro das Relações Exteriores relatou os contatos que teve com os seus homólogos nas últimas horas.
01:30E indicou não haver, até o momento, notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques.
01:37O ministro das Relações Exteriores informou ainda estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para acompanhamento da situação interna.
01:48Uma nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para a atualização da situação.
01:54Eu continuo essa análise, que depende de muitos entendimentos, de diferentes pontos,
02:02agora conversando com José Niemeyer, economista e professor de Relações Internacionais do IBMEC do Rio de Janeiro,
02:10a quem eu começo a nossa conversa agradecendo muitíssimo a disponibilidade.
02:14Um prazer encontrá-lo aqui, professor Niemeyer, mesmo diante de uma situação que a gente começa a frase
02:19com a palavra guerra, ataque, explosão, esses termos que a gente não queria falar muito logo depois do dia 1º de janeiro,
02:28que é celebrado o Dia Mundial da Paz.
02:31José Niemeyer é sempre um parceiraço nosso aqui e a pessoa certa é o lugar certo, internacionalista,
02:37um leitor da leitura das Relações Internacionais e economista.
02:41Nessa situação, Niemeyer, tem tudo a ver as questões diplomáticas, políticas, segurança e principalmente a questão do petróleo.
02:48Eu vou começar do avesso, Niemeyer, porque eu estou conversando com diversos colegas seus aqui de outras instituições,
02:55falando muito de política, falando muito de economia, vou entrar nessas questões contigo,
03:00mas teve uma declaração recente da Casa Branca do J.D. Vance, junto com as postagens do Donald Trump,
03:09reiterando a posição dos Estados Unidos, do ataque, da retirada de Maduro,
03:15que provavelmente, segundo declarações de Washington, vai ser julgado no estado de Nova Iorque
03:23por narcoterrorismo e armamento de grupos contrários aos interesses dos Estados Unidos.
03:30Mas algo que me chamou a atenção, por enquanto sateletal, mas que daqui a pouco pode virar um outro cerne do problema,
03:38Niemeyer, foi um aviso dado pelos Estados Unidos ao presidente Gustavo Petro, da Colômbia.
03:45Venezuela faz fronteira com a Colômbia, a questão do narcotráfico da Colômbia,
03:50cuja droga vai para os Estados Unidos, é uma questão de décadas.
03:54E os Estados Unidos disseram para o Petro, que reclamou da pressão que os Estados Unidos
04:01estavam fazendo contra a Venezuela naquela ocupação militar do Mar do Caribe.
04:05Estados Unidos respondem, Petro, cuidado, que você é o próximo.
04:10A gente já viu a retórica americana, principalmente do presidente Donald Trump,
04:14muito ameaçador, às vezes ele recua, mas agora, Niemeyer, diante desse ataque,
04:21bombas, alvos militares, Venezuela acha que, ou diz, que alvos civis foram atingidos.
04:27Sequestro, captura do presidente para ser julgado nos Estados Unidos.
04:32Uma efetiva ação militar cinematográfica.
04:36A gente pode começar a se preocupar que outros países da região
04:40que têm desafetos com o Donald Trump possam ser alvo de operações militares semelhantes?
04:48Bom dia mais uma vez, Niemeyer. Um prazer te receber aqui.
04:51Oi, Fabalio. Prazer te ver aqui.
04:53Muito feliz com o sucesso da CNBC, um canal que consegue fazer a boa parceria
05:00entre negócios, política, economia política.
05:03Vocês estão de parabéns.
05:05Tenho participado bastante. Um prazer pra mim.
05:08Tudo pode acontecer nesse século XXI.
05:11Eu estou achando o século XXI muito mais instável do que partes do século XX.
05:16Mesmo se a gente considerar que no século XX nós tivemos duas guerras mundiais
05:20e uma guerra fria durante 47 anos.
05:23É um século muito instável, com muito mais tendência à entropia do que à cooperação.
05:31Por isso, os negócios também precisam acompanhar, porque os mercados,
05:35sejam mercados de comércio exterior, seja cooperação econômica,
05:40investimentos de multinacionais no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos, na China e vice-versa,
05:46todos esses investimentos acabam sendo impactados por questões de segurança internacional.
05:52Então, a CNBC está fazendo um trabalho muito bacana,
05:55que é fazer a boa complementariedade entre sistemas.
05:59Acho difícil uma ação como esta também na Colômbia.
06:04Por mais que o presidente Trump seja um presidente muito alternativo,
06:09com relação, inclusive, a outros presidentes republicanos que o antecederam.
06:14Ele é muito pouco institucional.
06:16Esta ação na Venezuela foi uma ação pouco institucional.
06:20Ela é uma ação ilegal.
06:22Os Estados Unidos acabaram jogando no lixo o direito internacional.
06:26Eles não podem decidir sobre a vida política da Venezuela.
06:29Isso tem que ser um processo interno.
06:32Por mais que ele tenha provas contra o presidente Maduro,
06:35ele não pode atuar quase como uma polícia internacional,
06:39sequestrando ilegalmente o presidente da República,
06:43eleito num processo eleitoral que foi claramente fraudulento,
06:49mas, mesmo assim, é uma afronta ao direito internacional,
06:53a soberania da Venezuela e a soberania do povo da Venezuela.
06:56Mesmo que parte desse povo não apoie Maduro,
07:00grande parte não apoie.
07:01Mas nós podemos esperar, talvez, algo no futuro,
07:05com relação a outro país,
07:06mas não acredito por agora porque a ação foi muito alternativa demais.
07:11Isso vai impactar, inclusive, em preço de petróleo.
07:13A gente tem discutido já, em outras esferas,
07:18como o petróleo é uma commodities fundamental para o presidente Trump
07:23e para aquilo que ele acredita como modelo econômico norte-americano.
07:26Ele é um presidente muito petroleiro e minerador.
07:29Ele precisa muito desses recursos,
07:32que são recursos que já estão na dinâmica da economia norte-americana há muito tempo.
07:37Ele não quer buscar novos recursos do campo energético,
07:40porque ele acha que ele perde tempo com isso.
07:43Ele precisa ganhar tempo para fazer com que a economia norte-americana retome
07:47para ele mostrar aquilo que era a agenda principal dele para o eleitorado de Trump,
07:52já visando próximas eleições,
07:54até de candidatos escolhidos por ele.
07:56Então, ele precisa de minério e petróleo.
08:00E você só consegue minério e petróleo controlando o espaço.
08:03Então, nos Estados Unidos, no dia 5 de dezembro, emitiram esse documento,
08:08que é a nova doutrina de segurança nacional,
08:10que fica claro que nos Estados Unidos vão atuar em espaços determinados
08:14do ponto de vista da segurança internacional.
08:17Um dos espaços é a América do Sul.
08:19Então, essa ação na Venezuela faz sentido nesta agenda de controle de espaço,
08:25que não é só a importação de petróleo.
08:28É toda a estrutura das empresas norte-americanas poderem atuar também no espaço venezuelano,
08:35que é a maior reserva de petróleo do mundo.
08:37É petróleo pesado, mas nos Estados Unidos e a própria Venezuela conseguem trabalhar bem com esse petróleo.
08:43E não é só petróleo, é gás também.
08:45E é tudo que está dentro da lógica do mercado de petróleo.
08:48O Brasil tem a impressão que não vai fazer uma outra ação como essa, por exemplo, com relação à Colômbia,
08:56até porque com a Colômbia ele não tem essa interdependência complexa que tem com a Venezuela no mercado de petróleo.
09:03Então, vamos aguardar.
09:04E o Brasil tem que ter uma posição muito clara com relação a essa violação da soberania da Venezuela.
09:12Mas o Brasil ultimamente vem conversando bem, Brasília e o Ostro vêm conversando bem.
09:19Eu imagino que vai ser até interessante, aí já entramos um pouco no campo da política interna,
09:24que a CNBC acaba também sempre trabalhando essa perspectiva da política interna.
09:29Me parece que esse discurso sobre soberania aqui no Brasil vai ser um mote da campanha eleitoral de 2026.
09:37Pois é, Neymar, eu costumo dizer que economia e política são grandezas que andam de mãos dadas, né?
09:45Também, não coincidentemente, essa coisa da ação militar acontece nos primeiros momentos de 2026
09:53e lá para novembro, na primeira terça-feira de novembro, nos Estados Unidos,
09:58vamos ter importantíssimas eleições legislativas.
10:01Claro, isso não põe em risco o cargo do presidente Donald Trump, não é uma mudança no poder executivo,
10:08mas o legislativo que ele pode vir a perder apoio e deixa a segunda metade do mandato do Trump bem mais complicado, né?
10:17Ele já tem baixa popularidade, uma popularidade que pode contaminar os seus pares do Partido Republicano
10:23e a gente, às vezes, abusa da história para saber o que aconteceu no passado, entender o presente e projetar o futuro, né, Neymar?
10:30Que guerra sempre dá uma lapidada, dá um lustro no verniz que cobre o presidente.
10:37Ou seja, em outras palavras, aumenta a popularidade.
10:40Mas vamos ver, porque a gente está trabalhando no século XXI, estamos em 2026,
10:44a opinião pública tem agora um outro percurso no caminho chamado redes sociais.
10:48Talvez possa ser um tiro no pé.
10:49Guarda essa informação, porque eu quero chegar daqui a pouco.
10:53Eu vou pegar agora o José Neymar, economista.
10:56Maior reserva de petróleo do mundo.
10:58A gente já sabe, Venezuela.
11:00A relação petrolífera de Venezuela com os Estados Unidos cai brutalmente nesses últimos 26 anos.
11:07O que acontece nesse arco de tempo?
11:09Chavismo, né?
11:11Paulatinamente, o regime de Hugo Chaves, depois herdado pelo Nicolás Maduro,
11:16tem uma coisa da nacionalização do petróleo, vai tirando as empresas americanas,
11:23anglo-britânicas e não tem vácuo quando a gente fala de grandes valores.
11:32A China foi tendo uma presença maior.
11:36Hoje, então, o fluxo de petróleo, quando a gente fala de exportação da Venezuela,
11:40é China e lá atrás, Estados Unidos.
11:43Isso, no final dos anos 90, era absolutamente contrário.
11:48A China nem estava nesse radar aí com esse tamanho que tem hoje.
11:52Bom, e aí a gente olhando a economia e a geopolítica, Neymar,
11:56de um presidente eleito com um mote de drill, baby, drill,
11:59vamos perfurar, neném, perfurar, perfurar petróleo,
12:03e agora, tendo mais acesso a poços jazidas de petróleo, a maior do mundo na Venezuela,
12:09que as empresas americanas nadavam de braçada até o chavismo.
12:15Bom, isso tem a ver, fora isso, a presença maciça da China na América Latina,
12:22cuja porta de entrada, uma das portas de entrada, é a Venezuela.
12:26Queria que, diante dessas premissas, a gente junto chegasse a uma conclusão, Neymar.
12:30Olha, você tem toda razão.
12:32Não é só uma questão de importação de petróleo ou exportação da Venezuela para os Estados Unidos.
12:37É uma questão de operações do mercado de petróleo na Venezuela,
12:42com as empresas norte-americanas voltando a ter o espaço que tinham, como você mencionou.
12:46Isso é muito importante para Trump,
12:48porque parte dos financiadores de campanha são ligados à indústria de petróleo nos Estados Unidos
12:53ou à indústria do setor primário, vamos dizer assim.
12:56Só que eu acho muito difícil a estrutura chinesa ser retirada da Venezuela.
13:01Por isso que, talvez, por esses próximos dias, vai ser importante a conversa entre Washington
13:07e a nova presidente que assumiu,
13:10e mesmo o processo eleitoral, se surgir um novo processo eleitoral,
13:14já estão falando na retomada de eleições na Venezuela de um processo eleitoral,
13:18que eu acho que vai demorar um pouco,
13:20mas é muito importante que os Estados Unidos participem novamente dos negócios de petróleo da Venezuela,
13:27mas não acredito que a Venezuela, qualquer governo,
13:30mesmo de Corina Machado, por exemplo,
13:32vá dispensar a infraestrutura chinesa de exploração de petróleo.
13:36Eu acho muito complicado,
13:38até porque a China já está operando na Goiânia também.
13:41O Brasil tem interesses na produção e exploração de petróleo na Venezuela,
13:47com a Petrobras.
13:48Então, eu tenho a impressão que os Estados Unidos vão,
13:52a partir dessa nova visão de segurança nacional,
13:54tentar garantir mais mercado e mais espaço e logística para a produção na Venezuela.
14:01Mas não vão conseguir ser exclusivos.
14:04Não existe mais exclusividade nos negócios do sistema internacional.
14:09Esse é um erro do presidente Trump.
14:10Ele acredita que ele vai,
14:13em função do passado de glória dos Estados Unidos,
14:15dos últimos quase 130 anos da Pax, norte-americana,
14:19ele acredita que isso vai bastar para ele garantir o controle do espaço,
14:24seja no norte da Groenlândia, seja o canal do Panamá,
14:28seja a Venezuela,
14:29seja os minerais das terras raras do Brasil.
14:32Ele não vai mais conseguir,
14:34a partir da imagem norte-americana,
14:36ele vai ter que perceber que o mundo,
14:39também no campo dos negócios,
14:41hoje pertence a outras potências centrais.
14:45Você tem a União Europeia cada vez mais autônoma com relação aos Estados Unidos
14:49e criticando muitas vezes os Estados Unidos.
14:51Você tem a China como a próxima superpotência do sistema internacional.
14:56Você tem a Rússia voltando,
14:58principalmente no mercado de petróleo,
14:59a ter controle de espaços que ela tinha na época da União Soviética.
15:03Então, o presidente Trump vai ter que perceber,
15:06seguindo o documento que ele mesmo emitiu,
15:08que a Casa Branca emitiu,
15:09que ele vai ter que trabalhar mais em parceria.
15:13Pode ser que isso,
15:15mesmo com a guerra por detrás,
15:17como a gente está vendo,
15:18as ações militares por detrás da ação econômica e dos negócios,
15:23pode ser que a gente chegue, daqui a algum tempo,
15:25é o que eu espero,
15:26que a gente chegue a um sistema internacional
15:28onde as potências centrais e aí as potências também regionais,
15:33como o Brasil,
15:34consigam perceber que há espaço para todos os negócios,
15:39seja no campo do petróleo,
15:40seja no campo do agronegócio.
15:42O que deveria valer neste ponto é o preço do negócio,
15:46é o preço da logística,
15:47é o preço que você oferece ao mercado,
15:49é a quantidade que você precisa para mercado interno e para exportação.
15:55Essas deveriam ser as variáveis,
15:57porque eu tenho a impressão,
15:58se nós partirmos, Favali,
15:59para um sistema internacional,
16:01no campo dos negócios da economia,
16:03onde vai prevalecer quem tem mais força,
16:06nós vamos ficar, nas próximas décadas,
16:09numa disputa que pode levar à guerra
16:11entre Estados Unidos, China, Rússia
16:14e talvez até a União Europeia.
16:16Esses líderes precisam compreender,
16:18por mais que você colocou muito bem,
16:20a guerra muitas vezes está próxima do mundo dos negócios,
16:22mas precisam entender
16:24que há espaço, sim, no sistema internacional
16:27e há possibilidade de exploração desse sistema,
16:30não só a partir de uma potência,
16:33e que potências podem atuar de maneira multilateral.
16:36Isso é o que eu desejo,
16:38que eu espero,
16:39que é o que fique neste processo,
16:40deste início muito conflitoso do século XXI,
16:44para que a gente não tenha,
16:45nos próximos anos,
16:47novas hipóteses de guerra,
16:48como é, por exemplo, a Guerra Rússia e Ucrânia.
16:50A Guerra Rússia e Ucrânia é uma guerra de controle de espaço
16:52e de controle de produção de petróleo e gás.
16:55Então, a gente precisa tomar cuidado
16:56e talvez voltar a falar mais de comércio e de economia
17:00do que de conflito.
17:01José Niemeyer,
17:03que é do IBEMEC do Rio de Janeiro,
17:06internacionalista,
17:07economista,
17:08transita aí muito bem
17:09sobre os dois campos.
17:11Niemeyer,
17:11prazer sempre
17:12conversar contigo,
17:14é a garantia de uma aula
17:15muito esclarecedora.
17:17Agradeço esse nosso primeiro contato.
17:19A gente ainda vai se falar muito aí
17:21ao longo das horas,
17:22dos dias,
17:23das semanas,
17:24porque,
17:24claro,
17:25que esse fato aqui
17:26não vai se extinguir
17:27só nesse sábado.
17:28José Niemeyer,
17:29agradeço publicamente aqui
17:31o compartilhamento do conhecimento
17:33e o tempo
17:34e te desejo um ótimo 2026,
17:36que ele seja de mais paz
17:38e menos guerra, Niemeyer.
17:40Vale,
17:40você é sempre muito gentil comigo,
17:42te agradeço pelas palavras,
17:44não sei se as mereço,
17:45mas estou à disposição,
17:46um abração a você,
17:48um feliz ano novo
17:49e um abraço especial
17:51ao assinante da CNBC,
17:52que já está aí completando
17:54mais de um ano de Brasil
17:55com essa complementariedade
17:58entre temas
17:59que eu acho que é muito importante
18:00para a sociedade brasileira
18:02e para a sociedade internacional.
18:04Muito obrigado.

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