00:00Olhando agora para dentro dos Estados Unidos, o senador americano Mike Lee postou nas redes sociais
00:06que conversou com o secretário de governo, Mark Rubio, secretário de Estado, o chanceler americano, Mark Rubio,
00:13que confirmou os próximos passos com relação a Nicolás Maduro.
00:18Então, disse Mike Lee, acabei de desligar o telefone com o secretário de Estado, Mark Rubio.
00:24Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por pessoal dos Estados Unidos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos
00:33e que a ação cinética que vimos hoje à noite foi implantada para proteger e defender aqueles que executam o mandado de prisão.
00:43Esta ação provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente sobre o artigo 2 da Constituição dos Estados Unidos
00:53para proteger o pessoal americano de um ataque real ou iminente.
00:59O secretário de Estado, então, dos Estados Unidos, o chanceler americano, Marco Rubio, também se manifestou nas redes sociais.
01:06Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo.
01:12Maduro é o chefe do cartel de Los Soles, uma organização de narcoterroristas que tomou posse de um país.
01:20E ele está sob acusação por empurrar drogas para os Estados Unidos.
01:26A procuradora-geral dos Estados Unidos anunciou que Nicolás Maduro e a esposa dele logo irão comparecer ante um tribunal lá nos Estados Unidos.
01:36O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, será julgado por acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína,
01:48posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
01:59Especificou, então, a procuradora-geral dos Estados Unidos, a Pamela Bondi, que, de acordo com a Constituição dos Estados Unidos,
02:09não é apenas a procuradora-geral, ela também acumula o cargo de ministra da Justiça, ou então secretária da Justiça,
02:17fazendo uma comparação com o cargo que nós temos aqui no Brasil.
02:21O presidente da Argentina, Javier Milley, comemorou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela.
02:27Ele postou, então, o seguinte, a liberdade avança, viva a liberdade, caramba!
02:33Foi uma rápida manifestação do presidente da Argentina, Javier Milley, sempre aí com intergenções cheias de exclamações.
02:44O presidente da Colômbia, e é importante a gente trazer esse relato, porque a Colômbia é um dos principais pontos de contato com a Venezuela,
02:54digo, né, é um dos países que tem maior fronteira com a Venezuela,
02:57então o presidente da Colômbia, o Gustavo Petro, também comentou o ataque nas redes sociais.
03:04Neste momento, eles estão bombardeando Caracas.
03:07Mas, alerta para o mundo inteiro, eles atacaram a Venezuela, eles estão bombardeando com mísseis.
03:15A Organização dos Estados Americanos e a ONU devem se encontrar imediatamente.
03:22Miguel Díaz Canel, que é o presidente de Cuba, pediu uma reação da comunidade internacional sobre o ataque.
03:29Vamos ver mais essa postagem aí nas redes sociais.
03:31O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, também se manifestou nas redes sociais.
04:00O importante é que, quando alguém percebe que um inimigo quer impor algo ao seu governo ou nação,
04:08com falsas alegações, deve resistir firmemente a esse inimigo.
04:14Não cederemos a eles.
04:16Com fé em Deus e confiança ao povo e apoio ao povo, faremos o inimigo se ajoelhar.
04:24Também é importante destacarmos essa manifestação do Irã, porque, primeiro, existe uma relação muito próxima entre Venezuela e Irã.
04:34Fornecimento de armas, de sistemas de defesa.
04:39Os dois fazem parte de importantes reservas, né?
04:43Os dois fazem parte de importantes reservas petrolíferas.
04:46E, também, recentemente, houve um ataque, ainda na segunda gestão de Donald Trump,
04:54nessa segunda gestão de Donald Trump, houve um ataque americano ao Irã, nos mesmos moldes, né?
05:00Uma operação cirúrgica com aviões de combate, e, num curto espaço de tempo,
05:07a reação do Irã seria, obviamente, muito esperada.
05:15O primeiro-ministro britânico, o Keir Starmer, afirmou que todos devem respeitar o direito internacional.
05:23Após as ações dos Estados Unidos na Venezuela, e a gente tem mais uma declaração aí,
05:29de um líder importante, uma das maiores democracias, uma das democracias mais longevas do Ocidente,
05:38o Reino Unido.
05:39Então, a declaração do líder britânico foi dada em breves comentários,
05:43transmitidos na televisão britânica, horas após o ataque dos Estados Unidos.
05:48Keir Starmer disse querer tomar conhecimento dos fatos e falar com o presidente Donald Trump
05:54e com os aliados.
05:56Para Starmer, todos os países devem respeitar o direito internacional.
06:03Nós acompanhamos agora imagens ao vivo de Caracas, capital da Venezuela,
06:09e um dos principais alvos desse ataque, que começou na madrugada deste sábado.
06:16Manifestantes se reúnem após o ataque.
06:19Essa leitura semiótica, essa leitura a partir das imagens, nos dão alguns subsídios para a interpretação.
06:30Nós estamos vendo algumas camisetas vermelhas, algumas bandeiras vermelhas,
06:36algumas faixas, uma manifestação bem mais silenciosa,
06:41bem mais uma concentração apreensiva de pessoas,
06:45muito provavelmente são pessoas alinhadas ao regime, que apoiam,
06:50que aprovam o regime de Nicolás Maduro, os apoiadores do chavismo.
06:56Imagens mais cedo nós mostramos aqui, Chile, Flórida,
07:01onde houve o destino de um enorme êxodo venezuelano,
07:05a comemoração muito mais esfuziante, muito mais sonora,
07:11daqueles que são contra o regime.
07:13As imagens que chegam de Caracas, as primeiras, aliás,
07:17mostram uma população muito apreensiva e, aparentemente, esperando desdobramentos.
07:24Por quê?
07:25Segunda-feira vai ser dia útil e não se sabe quem vai tomar o governo,
07:29quem vai administrar o Estado e como é que vai ser a vida prática
07:36a partir de segunda-feira na Venezuela.
07:38A gente retoma imagens recuperadas ao longo da madrugada,
07:43gravadas por testemunhas, por moradores das áreas atingidas,
07:48enormes clarões de luz, colunas de fogo,
07:54o que indicam um intenso bombardeio,
07:57e segundo primeiras informações vindas dos Estados Unidos,
08:00de pontos militares da Venezuela,
08:05principalmente o Forte Tiuna,
08:08que é a maior base militar dos Estados Unidos
08:11e também onde está concentrada parte da inteligência da Venezuela.
08:17Este teria sido um dos principais ataques.
08:20Eu falo agora com o Leonardo Paz Neves,
08:24pesquisador do Núcleo de Inteligência Internacional da FGV,
08:31a Fundação Getúlio Vargas.
08:33Paz Neves, obrigado por estar aqui conosco
08:36nesse dia de notícias efervescentes.
08:41Ainda a gente precisa de mais dados para ter uma conclusão mais sólida,
08:45mas, por enquanto, a gente conta com conhecimentos como os seus
08:49para tentar desenhar um cenário.
08:51As peças do tabuleiro foram colocadas na mesa,
08:55as peças do quebra-cabeça estão jogadas na mesa.
08:58A gente está tentando formar uma imagem.
09:01Primeiro, eu acho importante a gente colocar luz
09:04sobre o direito internacional.
09:05Por mais que o regime de Nicolás Maduro
09:11fosse passível de críticas,
09:14houve a reeleição do Maduro
09:18num processo amplamente contestado
09:22e não reconhecido internacionalmente,
09:25inclusive por aliados de longa data,
09:29exemplo do presidente Lula,
09:31do atual administração brasileira,
09:33não houve o reconhecimento pleno dessa gestão.
09:36Por mais que haja críticas ao governo,
09:39a gente pode caracterizar-lo como ditadura,
09:42autoritarismo, totalitarismo, autocracia,
09:47existe, o que compõe o mundo depois da Segunda Guerra Mundial,
09:51um direito internacional mais afinado.
09:54E aí eu faço uma lista.
09:56Houve um ato de guerra,
09:58um bombardeio contra a capital,
10:00instalações militares atingidas,
10:03e o governo venezuelano fala inclusive de unidades civis.
10:06Uma informação que ainda a gente precisa corroborar com outras fontes.
10:10E o presidente,
10:12empossado em exercício,
10:15foi sequestrado
10:16e segundo informações da procuradora-geral dos Estados Unidos,
10:21a Pamela Bondi,
10:22que também é a secretária da Justiça,
10:24ele vai ser levado a julgamento
10:26no estado de Nova Iorque,
10:28onde tem pena de morte,
10:31mas sem nenhuma colaboração com a Venezuela.
10:34Vários artigos do direito internacional,
10:37eles foram absolutamente riscados pelos Estados Unidos,
10:40sem contar que agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro,
10:44houve uma ocupação das águas internacionais,
10:48com forte presença militar dos Estados Unidos,
10:51ali na costa venezuelana,
10:52um bloqueio naval sem declaração de guerra,
10:57o que também desrespeita as cartas da ONU.
11:01Diante dessa agressão ao direito internacional,
11:05vamos tentar fazer uma análise por esse caminho,
11:08como é que fica a reputação do presidente americano
11:10e os Estados Unidos,
11:11que sempre sacudiram a bandeira do bastião,
11:15do respeito, da liberdade,
11:18sede da ONU.
11:20O quanto isso acaba arranhando um pouco
11:23essa reputação que os Estados Unidos
11:24construíram pós Segunda Guerra Mundial,
11:27embora os Estados Unidos tenham se enfiado
11:28em vários outros conflitos.
11:30Vietnã, Iraque, Afeganistão,
11:32só para citar alguns.
11:34Perdão pela minha enorme aqui introdução,
11:37só para deixar todo mundo na mesma página.
11:39Bom dia, obrigado pela sua presença mais uma vez.
11:41Paz Neves.
11:42De fato, é uma situação que,
11:48como você mesmo coloca,
11:50machuca um pouco a postura norte-americana
11:54nesse contexto,
11:56mas efetivamente não vai causar nenhum dano permanente,
11:58na minha opinião.
11:59Afinal, não é a primeira vez que os Estados Unidos
12:01fazem um ato de agressão contra um outro país.
12:04O atentado colabora ou perpétuo atentado
12:09contra o Estado.
12:10A gente já viu isso na Líbia,
12:11já viu isso na Somália,
12:13já viu isso no Afeganistão,
12:14já viu isso no Iraque.
12:16O Afeganistão teve a sanção da ONU,
12:18mas no Iraque hoje não teve.
12:20A gente já viu isso na Sérvia.
12:21Então, assim, lamentavelmente não é.
12:24Nesse caso da Venezuela,
12:26os Estados Unidos,
12:27ele meio que completa o bingo,
12:28está quase completando o bingo
12:30da violação de direita internacional.
12:32Já vim fazendo isso desde que ele coloca
12:34todo aquele equipamento militar,
12:36todo aquele aparato militar
12:37em águas internacionais e venezuelanas,
12:40atacando embarcações venezuelanas
12:41que estão passando na região,
12:43matando pessoas sem nenhum tipo de julgamento,
12:45as pessoas que estão naqueles barcos,
12:48segundo os americanos,
12:50levando droga para os Estados Unidos.
12:51Ninguém tem nenhum tipo de comprovação
12:54sobre esse fato,
12:56mas pessoas que estavam sendo mortas ali
12:57sem nenhum tipo de julgamento,
12:59ou até verificação se de fato
13:01elas estavam de fato traficando drogas.
13:05Os Estados Unidos estavam também
13:06apreendendo petroleiros
13:09indo e vindo da Venezuela.
13:11E a gente já imaginava há semanas
13:13que um ataque acontecia em algum momento.
13:15O que eu acho que ficou um pouco
13:16mais surpreendente
13:18foi efetivamente a ideia,
13:20ou melhor, o fato
13:21de aparentemente terem sequestrado Maduro.
13:25A gente não sabe se foi sequestrado
13:27por forças internas,
13:28se foi sequestrado pelos próprios Estados Unidos,
13:30é o que indica.
13:32E isso, sem dúvida,
13:33é uma outra camada
13:34de violação de direitos internacional.
13:37Você introduziu bem,
13:39a Venezuela é um país bastante complicado,
13:41com a última eleição
13:42venezuelana
13:44flagrantemente fraudada.
13:46Até hoje,
13:48as famosas atas
13:49não foram produzidas
13:50pelo governo
13:51pelo governo venezuelano.
13:54E, de fato,
13:55é um regime,
13:55então, nesse contexto autoritário,
13:56é um regime que tem, de fato,
13:58violação de direitos humanos,
13:59mas tem vários outros do mundo
14:00que também estão fazendo a mesma coisa parecida
14:02e não sofrem essa assalanta agressiva.
14:06Você pode pegar até os países
14:07dos Emirados Árabes,
14:09da Árabia Saudita,
14:09que são regimes autoritários,
14:11são regimes violentos,
14:12violam os direitos humanos
14:12das suas populações,
14:14e não tem ninguém reclamando muito disso.
14:16Você tem a Hungria,
14:17na União Europeia,
14:18que tem eleições fraudadas,
14:20que tem um regime semi-autoritário,
14:22e também, eventualmente,
14:23viola alguns direitos humanos,
14:25também não tem tanta gente
14:26reclamando e pensando
14:27em invadir a Hungria.
14:29Acho muito interessante
14:30essa,
14:31o que acabou de mostrar,
14:32a posição do Kirchstheimer,
14:34o premier do Reino Unido,
14:36que estava participando,
14:37inicialmente,
14:39da compartilhamento de inteligência
14:41do que estava acontecendo
14:43ali no Mar do Caribe,
14:44logo a norte da Venezuela,
14:45e ele, no final do ano passado,
14:47ele decide tirar o Reino Unido
14:48daquela,
14:49quando começaram os bombardeios
14:50dos barcos,
14:51ele começa a tirar
14:52o compartilhamento
14:53de informação britânica.
14:54Aparentemente,
14:55ele já tinha clareza
14:56de qual seria o final
14:57daquela ação,
14:59que a gente já imaginava,
15:00como eu disse,
15:01que uma ação de ataque
15:03ao território venezuelano
15:05seria muito possível,
15:06afinal,
15:06todo aquele aparato militar
15:07brutal que estava sendo colocado
15:09na costa venezuelana
15:10não era para atentar
15:11contra a terrorista,
15:12isso qualquer especialista
15:13na área já sabia,
15:15já tinha alertado isso,
15:16à imprensa internacional.
15:18Então, agora,
15:18eu acho que é ver
15:18como o Estado Unido
15:19vai lidar com isso.
15:21O governo Trump
15:22já tenta vincular
15:23a ideia de Estado
15:24narcoterrorista
15:26no Maduro
15:29e em relação
15:30à elite venezuelana
15:31que apoia o Maduro,
15:32justamente para tentar
15:33achar uma base legal
15:35mais fácil
15:36de poder promover
15:36esses ataques
15:37e poder levar
15:37o Maduro,
15:40qualquer que seja,
15:40para poder processar
15:41dentro dos Estados Unidos.
15:42isso já está claro,
15:44ele também já sabia,
15:44ele estava se preparando
15:45legalmente
15:46com essa vinculação
15:47de narcoterrorismo.
15:49Agora,
15:49vê se ele,
15:50de fato,
15:50vai levar o Maduro
15:51para solo americano,
15:54de fato,
15:54se ele vai processar
15:55e como é que vai andar
15:56esse processo.
15:57E o mais interessante,
15:58é ver como a Venezuela
15:59vai se comportar
16:00nesse momento,
16:00como o vice-presidente,
16:02a elite política
16:02que dava apoio ao Maduro
16:04e mantinha o chavismo
16:06barra madurismo
16:07no poder,
16:08como eles vão se dar.
16:08eu tendo a crer
16:10que nesse momento,
16:12e sem grandes informações,
16:13a gente está buscando
16:13informações ainda,
16:15mas que para ter
16:16uma ação dessa,
16:18se é que de fato
16:18o Maduro
16:19foi sequestrado
16:19pelos americanos,
16:21foi muito eficiente
16:22e esse grau de eficiência
16:23seria muito improvável
16:24sem apoio
16:25de forças de segurança
16:27ou de defesa da Venezuela.
16:28Então,
16:28eu tendo a crer
16:29que na Venezuela
16:30teve apoio,
16:31houve essa pressão
16:32dessas últimas semanas,
16:34meses,
16:34para que você tivesse
16:35apoio interno
16:36para poder ajudar
16:36a pegar o Maduro.
16:38interessante ver
16:39como esses apoiadores
16:42dos Estados Unidos
16:43dentro do governo
16:45vão de fato
16:45ajudar em uma transição
16:47que vá para longe
16:48do madurismo.
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