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A inteligência artificial avançou rapidamente, ganhou espaço nas empresas e passou a influenciar decisões estratégicas. Em entrevista ao Radar, Adriano Carezzato, professor de inteligência artificial da Fundação Vanzolini, analisa os principais avanços do ano, o impacto dos agentes de IA, os riscos para o emprego, a possível bolha de investimentos e as tendências que devem ganhar força em 2026.

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Transcrição
00:00A inteligência artificial deu um salto importante ao longo deste ano.
00:04Ferramentas capazes de criar textos, imagens e soluções complexas
00:08ficaram mais sofisticadas e entraram de vez no dia a dia das empresas.
00:14Agora o desafio é entender o que realmente mudou e o que vem pela frente.
00:18Então sobre isso eu vou conversar agora com Adriano Carezato,
00:21professor de inteligência artificial da Fundação Vanzolini.
00:26Oi Adriano, muito boa noite para você.
00:29Seja bem-vindo aqui ao Radar. Tudo bem contigo, meu amigo?
00:33Boa noite e boa noite a todos.
00:38Adriano, quais foram os avanços, na sua opinião,
00:41que marcaram a inteligência artificial neste ano que já está terminado?
00:46Bom, a gente começou com um momento ali, bem no começo de janeiro,
00:51talvez o pessoal nem se lembre mais, dia 25 de janeiro por aí,
00:55a gente teve um investimento grande ali das empresas em função de um choque que a gente teve,
01:00um momento que a gente chama de momento Sputnik,
01:03que introduziu de vez a geopolítica nesse assunto da IA.
01:07Então teve um choque do Deep Seek, que foi um modelo chinês, Deep Seek R1, em janeiro,
01:13que teve um custo de treinamento que foi uma fração ali,
01:16cerca de 6 milhões de dólares que eles declararam que eles gastaram naquele modelo,
01:21e ele batia os modelos mais caros ali, que tinham custado bilhões de dólares para serem treinados,
01:27600 bilhões ali, valores estratosféricos.
01:30E aí a resposta dos Estados Unidos veio rapidamente, o governo do Trump fez um projeto,
01:36chamado projeto Stargate, para garantir ali a supremacia, pelo menos de física, de hardware.
01:42E os Estados Unidos anunciou esse projeto Stargate,
01:44investimento de 500 bilhões de dólares ali ao longo dos próximos anos,
01:48em infraestruturas, data center, energia, e foi liderado pela OpenAI, SoftBank e a Oracle.
01:54E aí tiveram uma série de desdobramentos em função disso.
01:57E onde que a inteligência artificial generativa, Adriano, já trouxe ganhos, por exemplo, reais para os negócios?
02:06Bom, falando mais de Brasil, tem uma pesquisa que diz que 80% das empresas já investem de alguma forma,
02:13mas mais de forma pragmática, nos processos, nas automações, das atividades mais corriqueiras.
02:21E aí é onde a AI agora está brilhando mais.
02:24Esse ano foi o ano dos agentes, até teve uma declaração do CEO da Microsoft logo no começo desse ano,
02:32falando que o mesmo ciclo que a gente passou ali nos anos 2010,
02:37que foi verticalizado, vamos dizer assim, o software, o SaaS, o Software como Serviço,
02:42foi verticalizado, então, ou seja, para cada indústria ou para cada área de cada empresa,
02:47foi feito uma série de investimentos em software e agora vai acontecer a mesma coisa com os agentes.
02:53Então, a gente vai ver os agentes que são, vamos dizer, uma AI autônoma que vai executar uma série de tarefas,
02:59só que focadas, por exemplo, no jurídico, ou focada no marketing, ou focada em indústrias específicas.
03:04Então, por exemplo, a indústria da tecnologia, ou, por exemplo, para contadores, ou para indústria da mídia, enfim.
03:11Vai ter essa verticalização, essa é a previsão que ocorreu esse ano e o próximo ano também deve seguir dessa forma.
03:18Alguns analistas e até pessoas já se mostram preocupadas, por exemplo, com a redução de vagas no mercado de trabalho com o avanço da IA.
03:27Você considera essa preocupação pertinente neste momento?
03:32Olha, essa preocupação, ela é válida.
03:34Existe até um repórter que saiu no começo, no finalzinho do ano passado, começo desse ano, do World Economic Forum,
03:41que previa que ia ter um saldo positivo, apesar de ter muitas vagas que seriam, vamos dizer assim, substituídas, surgiram novas.
03:50No entanto, apesar de ter esse saldo positivo, na teoria, a distribuição e a forma com que isso seria feito,
03:56o que isso deve acontecer entre países e entre indústrias, não vai ser equalitário, vai ser algo que vai acontecer de forma dispare.
04:05Então, isso deve gerar, realmente, em algumas indústrias, vai gerar um impacto muito grande em termos de mudanças
04:12e até mesmo a questão de desaparecerem alguns empregos, de fato.
04:17Adriano, a pergunta não é nova, mas você acredita na bolha da inteligência artificial?
04:21Porque a gente está vendo aí anúncios de investimentos de bilhões e até trilhões de dólares, né?
04:26Com certeza. Até os próprios envolvidos, o Sam Altman, que é o fundador e CEO da OpenAI,
04:35ele mesmo já declarou abertamente que existe uma bolha.
04:39A mesma coisa, o Jeff Bezos, que é o fundador da Amazon e da AWS, que hoje fornece a nuvem,
04:46ainda é um grande player que existe de nuvem mundial,
04:50eles mesmos já declararam que realmente existe uma bolha,
04:53mas eles acreditam que, como é uma bolha, como existiu a bolha da internet,
04:57vai permanecer a infraestrutura, né?
05:00Então, eles estão investindo muito, existe até um termo em inglês, FOMO, né?
05:04Que é Fear of Missing Out, o medo de perder a onda, vamos dizer assim.
05:08Então, eles estão investindo, realmente, como você mesmo bem disse, trilhões de dólares.
05:11A própria OpenAI já se comprometeu aí a, vamos dizer assim,
05:16um financiamento de mais de um trilhão de dólares, de fato,
05:20e aí o pessoal questiona porque eles não têm uma receita equivalente, né?
05:24Inclusive, a OpenAI hoje ainda não é uma empresa lançada na Bolsa,
05:27mas eles conseguem fazer um cálculo pelo investimento que a Microsoft fez,
05:31ela tem cerca de um terço.
05:32E pelos valores que ela declara ali no balanço dela,
05:35eles calcularam que teve uma perda ali na casa de,
05:39dentro de 6 bilhões, mais ou menos, de dólares a OpenAI.
05:43Então, assim, como é que uma empresa está tendo um prejuízo de 6 bilhões
05:46consegue se alavancar em mais de um trilhão, né?
05:48Então, é uma coisa que realmente existe essa realidade.
05:52A gente não sabe quando isso vai acontecer,
05:54mas essa aposta está sendo feita e dobrada uma vez em cima da outra, né?
06:01Então, é uma preocupação, realmente, que existe.
06:04Bom, para a gente finalizar esse nosso bate-papo, Adriano,
06:06nos conte aqui, quais tendências devem ganhar força no próximo ano?
06:10Bom, no próximo ano, o que vai acontecer mais fortemente
06:14é isso que a gente falou dos agentes.
06:15Existe um outro movimento, esse agente, só para quem nunca ouviu esse termo,
06:19basicamente é você pegar uma parte do trabalho,
06:23não precisa ser necessariamente o trabalho todo de uma pessoa,
06:25mas parte das atividades que uma pessoa realiza,
06:27e você delegar para uma inteligência judicial
06:30que vai tomar as decisões por conta própria
06:33e, de repente, vai trazer lá um relatório final para uma pessoa
06:36depois analisar e tudo mais.
06:38Mas esse agente vai poder, por exemplo, dar um exemplo mais prático, né?
06:42Telefonar para você,
06:43eu quero comprar uma passagem aérea,
06:45ele vai ligar lá para a empresa aérea,
06:46vai conectar direto no site, vai pesquisar a melhor passagem
06:50e vai te dar a sugestão, como se fosse uma pesquisa que você faria,
06:54e vai te trazer, olha, eu achei essa a melhor resposta,
06:56eu já comprei a passagem para você.
06:58Essa é uma das tendências.
06:59Uma outra tendência que eu também tenho visto que deve acontecer
07:02é o que a gente chama de Edge AI,
07:04o Edge Computing, que vai ser na borda.
07:07Então, a gente vai ter, por exemplo, aparelhos que já vão ter
07:11uma versão menor desses modelos de inteligência artificial
07:14rodando localmente para que não tenha que usar esses recursos
07:18que estão na nuvem.
07:19E aí vai trazer uma resposta ali, talvez, para 80% dos casos
07:23e os 20% que ele não conseguir responder,
07:25aí sim ele vai escalar isso para a nuvem
07:27e vai ter um poder computacional maior para responder.
07:29Então, a gente vai ver, por exemplo,
07:30uma câmera que já vai poder identificar dentro de uma loja
07:33se existe alguém com um comportamento esquisito
07:35ou pode ser alguém que está furtando algo
07:38ou então uma câmera que está olhando o rosto de um motorista,
07:41isso já existe, mas em maior grau vai ter isso,
07:44se ele está fadigado, se ele está com sono,
07:46e aí vai alertar ali, por exemplo,
07:48para esse motorista parar o carro, enfim.
07:50Então, a gente vai ter uma explosão desse tipo de aparelho,
07:53como o próprio robô que vocês mostraram ali também.
07:55A China, como ela é uma grande indústria,
08:04ela vai também fazer esses robôs
08:06e a gente vai ver a invasão desses robôs aqui também no Ocidente.
08:09É, a gente viu aí um robô dando entrevista, viu, Adriano?
08:12Mas nós não vamos substituí-lo
08:14quando a gente quiser falar de inteligência artificial,
08:17nós vamos entrar em contato com você.
08:19Combinado, Adriano?
08:20Um grande abraço para você.
08:22Obrigado.
08:23Obrigado.
08:24Grande abraço.
08:24Obrigado para você também,
08:27obrigado pela participação aqui.
08:28Até mais.
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