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Direto de Nova Iorque, Arthur Igreja detalhou na NRF 2026 como inteligência artificial, realidade aumentada e agentes de compra transformam o varejo. Ele destacou que mesmo pequenos negócios podem se beneficiar da tecnologia para melhorar atendimento e vendas.

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Transcrição
00:00Nosso assunto agora é NRF 2026, a maior evento de varejo do mundo que acontece em Nova York e nos Estados Unidos,
00:08e esse ano com o tema The Next Now.
00:11Sobre como vai ser esse próximo Agora, eu converso direto de Nova York com o especialista em tecnologia e inovação,
00:18Arthur Igreja. Arthur, boa noite pra você, sempre bom demais ter você aqui com a gente.
00:23Bom, você tá acompanhando tudo em loco, e aí pensando, Arthur, também nessas conversas frequentes que a gente tem aqui no jornal
00:31sobre os avanços da tecnologia, sobre inteligência artificial, dá pra arriscar uma pergunta bem clichê pra você?
00:38O futuro chegou?
00:41Boa noite, Cris, boa noite a todos que nos acompanham.
00:44Bom, esse é o tema da feira e eu acredito que sim, pelo menos de uma parte dele, né?
00:49Porque o grande tema é inteligência artificial há bastante tempo, mas a grande pergunta é no que ela vai ajudar.
00:55Então, se no ano passado, em 2025, o CEO da NVIDIA, o James C. Huang, ele traçou uma espécie de roadmap,
01:04falando que os próximos passos seriam a IA dos agentes e depois a Physical AI,
01:10o que nós vimos aqui na NRF é a grande pergunta que como a Gentic AI vai nos ajudar nas compras.
01:16Então, a grande pergunta é se ela vai nos ajudar na descoberta dos produtos,
01:20porque foi isso que mudou em relação aos buscadores, em relação à chegada pela internet.
01:25Em vez das pessoas irem até as lojas fisicamente, elas passaram a descobrir os produtos online.
01:30E num segundo momento, elas passaram a confiar em fazer essa compra online,
01:33porque no começo alguns tinham medo até mesmo de colocar os seus dados nos cartões de crédito.
01:38Então, o que muitos apostam aqui, eu diria que são dois aspectos.
01:42Os primeiros, sim, nós teremos a partir de 2026, os agentes fazendo parte não só da descoberta,
01:48como nós vimos nos últimos anos, as pessoas entrando no chat GPT e pedindo qual é o melhor produto dessa categoria.
01:53Mas os agentes fazendo a compra, inclusive no lugar da pessoa.
01:57Então, para fazer uma analogia, imagina que a pessoa pede para a sua Alexa da Amazon
02:01qual é a temperatura do dia ou quais são as principais notícias do dia,
02:06ela simplesmente faz um comando de voz e faz a compra.
02:09Por isso que um dos temas que foram muito tratados aqui foram as compras absolutamente sem cliques.
02:16Essa programação da NRF destaca essa integração de realidade aumentada,
02:21aprendizado de máquina, reconhecimento facial e até, claro, essa questão da robótica no varejo.
02:27O que você viu na prática por aí que também te chamou a atenção,
02:31além disso que você já nos trouxe, Arthur?
02:33Você tem toda a razão.
02:36O que dá para perceber é que a inteligência artificial ajuda não só nessa experiência de compra,
02:40que é claro, a coisa mais visível, literalmente, mas também em aspectos que o varejo já tem dados.
02:46Então, o que eu escutei de alguns especialistas foi
02:48o varejo tem problemas invisíveis para o consumidor, como, por exemplo, as perdas de compra.
02:53Imagina uma pessoa que entra na loja e, por acaso, não realiza a compra.
02:57Se ela não foi atendida por ninguém e ninguém percebeu,
03:00é aquilo que se chama de consumidor invisível.
03:02A pessoa entrou na loja e saiu da loja.
03:04Mas agora, com o processamento de imagens,
03:06tudo isso fica muito mais claro, inclusive o porquê isso aconteceu.
03:09Além disso, nós temos os furtos, roubos, enfim.
03:12Então, o que nós percebemos é que qualquer informação
03:15que possa ser capturada através de sensores, através de câmeras,
03:19através de qualquer dispositivo eletrônico,
03:22passa a ser processado pela inteligência artificial e se torna um ativo para o varejo.
03:26Então, esse é um tema gigantesco.
03:28Eu diria que os robôs não foram um tema tão grande aqui quanto nós vimos na CES.
03:33Então, parece que o varejo está um pouco mais tímido em edições anteriores.
03:37Nós vimos mais robôs, mas agora parece que nós chegamos realmente nesse The Future Is Now,
03:42ou seja, tentando aterrissar aquilo que pode ser aplicado agora.
03:45Em termos de infraestrutura, de tecnologia de dados,
03:49o que vai ser preciso para as lojas e também, claro, para os marketplaces
03:53disponibilizarem essas funcionalidades todas?
03:57Vai ser tudo na nuvem, utilizando o serviço de algumas big techs?
04:00Ou as varejistas vão precisar ter algo como os próprios data centers, digamos assim?
04:08Olha, é curioso que nós temos um crescimento daquilo que se chama de edge computing,
04:12que é a computação sendo feita mais próximo daquilo que se necessita.
04:16Mas isso é muito para aplicações extremas, como o caso dos carros autônomos.
04:21No caso do varejo, não é bem isso.
04:23Então, o que nós vemos é que, possivelmente, sim, tudo isso vai ser processado em nuvem,
04:27mas sempre lembrando que tem aí os riscos de indisponibilidade do serviço,
04:32falta de conexão e esse tipo de coisa.
04:35Então, eu diria que, sim, é muito mais nuvem.
04:37E, até por isso, o Google fez um grande anúncio aqui durante o evento,
04:41mostrando um novo protocolo para o varejo,
04:43integrando aquelas bases de dados, a disponibilidade de produtos dos varejistas locais
04:49com um protocolo que conecta isso com o Gemini e com as suas plataformas.
04:53Ou seja, se a pessoa está na loja ou se ela está em casa,
04:56ela consegue usar, não só a IA, mas também os agentes de IA
04:59para fazer essa descoberta, para poder fazer a compra.
05:02E uma coisa que me chamou a atenção pessoalmente é o número de grandes Big Techs,
05:07já que você mencionou elas, que estão disponibilizando,
05:11não só esses protocolos, mas também o checkout.
05:13Ou seja, as Big Techs, elas entenderam que o varejo não é só a nuvem,
05:17mas também IA, e elas estão tentando capturar essa compra.
05:21Então, se no passado nós falávamos sobre a emissão de cartões de crédito,
05:26agora nós estamos vendo toda a forma, toda a sorte de protocolos,
05:30de tecnologias para tentar levar o consumidor para essa compra mais rápida.
05:35Bom, tem que falar de Brasil, evidentemente, né, Arthur?
05:38A nossa delegação, ela costuma ser uma das maiores aí na NRF,
05:42falaram em 4 mil pessoas esse ano, mas, bom, cada um falou um número diferente.
05:47Isso necessariamente se traduz em o país estar na fronteira dos avanços no varejo,
05:55na sua opinião, ou não?
05:56Certamente estamos na frente, pelo menos pela busca desse varejo, né?
06:03Então, o varejo é um dos segmentos que mais emprega no mundo inteiro,
06:06especialmente no Brasil, é um segmento importantíssimo.
06:09Na NRF, há muitos anos, o Brasil é certamente a segunda delegação logo atrás dos Estados Unidos.
06:17Então, é impressionante a força desse setor e o quanto que ele busca,
06:20o quanto que ele é ávido por inovação e o quanto que ele se encontra aqui em Nova York.
06:24Então, eu diria que, até mais, para além da feira e para além dos conteúdos que são aqui apresentados,
06:31é impressionante o quanto que as pessoas se encontram aqui, o quanto que elas fazem negócios.
06:34Então, nós temos desde startups até varejistas que estão listados em Bolsa,
06:39mas o fato é que a NRF, até pela data que ela acontece, é o encontro do varejo mundial,
06:45mas também do varejo brasileiro.
06:46Então, pelo menos no ponto da busca pela inovação, e é claro, nós temos que sempre considerar
06:52que não é só a responsabilidade dos varejistas, mas nós temos que considerar aspectos econômicos,
06:57o poder de consumo dos consumidores no Brasil, enfim.
07:01Por isso que todos esses temas que são ativistas, e eu sempre menciono, por exemplo,
07:05as lojas da 5ª Avenida, que muitos mencionam como uma inovação, como uma referência inevitável,
07:11todos esses assuntos precisam ser tropicalizados, eles precisam ser traduzidos para o Brasil.
07:16Então, dá para ver que tem muita gente por aqui, literalmente milhares de empresários,
07:22e agora, quando eles voltam para casa, eles têm esse desafio de traduzir o que pode funcionar no Brasil,
07:28já que nunca é simplesmente um copia e cola imediato.
07:33E só para a gente terminar, Arthur, os lojistas menores, eles têm condições de acompanhar esse desenvolvimento todo?
07:41Puxa, esse é um ponto que eu acho absolutamente fundamental, e a resposta é sim, sem dúvida,
07:47mais uma vez, tendo as precauções necessárias, porque, olha só, vou citar um ponto importante.
07:54Aqui, muito se fala sobre a IA, escutar as pessoas terem a capacidade,
07:58a IA ter a capacidade de fazer recomendações personalizadas,
08:01e ter aquele atendimento que sabe pelo nome, sabe o que a pessoa faz, qual o estilo de vida dela.
08:07Ora, um pequeno varejista, ele pode buscar isso não só usando o IA,
08:11mas ele pode buscar justamente se aproximando dos seus consumidores.
08:14Então, a impressão geral que eu fico da NRF é a seguinte,
08:18quanto mais nós temos disponibilidade de tecnologia,
08:21mais nós chegamos naquele varejo de bairro,
08:24naquele atendimento gostoso que nós temos na padaria,
08:27que nós mais vamos na pequena loja.
08:30Então, é curioso isso, que parece quase um paradoxo,
08:33mas quanto mais tecnologia, é claro, nós conseguimos escalar isso para grandes empresas,
08:38mas mais chegando naquilo que nos conforta nos pequenos negócios.
08:41Então, eu diria que, se os pequenos negócios eventualmente não podem investir em tecnologia de ponta,
08:47eu acho que eles podem, porque essa tecnologia está cada vez mais disponível,
08:51o diferencial que eles têm cada vez mais é o atendimento.
08:54É muito interessante isso que você coloca.
08:56Arthur, muito obrigada, é sempre bom demais conversar com você,
08:59e boa viagem de volta, a gente se fala aí em breve, que seja em breve.
09:04Boa noite.
09:06Boa noite, até a próxima.
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