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A Bolsa brasileira fechou 2025 em forte alta, apesar dos juros elevados. O economista Ricardo Balistiero, professor do Núcleo de Negócios do Instituto Mauá de Tecnologia, analisou o último boletim Focus do ano e os riscos e oportunidades para a economia em 2026.

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Transcrição
00:00E para analisar este último boletim Focus do Ano e as perspectivas para 2026,
00:05eu converso agora com o nosso entrevistado, o Ricardo Balistieiro,
00:09ele que é economista e professor do Núcleo de Negócios do Instituto Mawad Tecnologia.
00:15Oi, Ricardo, muito boa tarde para você, seja bem-vindo aqui ao Radar,
00:19sempre bom tê-lo conosco, tudo bem contigo?
00:23Tudo bom, Erico, o prazer é tudo meu, fico à disposição.
00:26Obrigado.
00:26O Ricardo, a gente acompanhou este ano, vou começar a falar do mercado financeiro aqui no Brasil,
00:31que eu acho que vale a pena a gente ressaltar, que apesar de uma taxa de juros de 15%,
00:36as empresas até listadas na Bolsa Brasileira, tendo dificuldades para investimento,
00:41acho que teve uma resiliência do mercado financeiro, a gente viu a Bolsa de Valores Brasileira subindo mais de 30%,
00:49e em dólar teve um aumento de quase 50%,
00:52ficando entre as principais do mundo em valorização do dólar.
00:57Ao que você atribui a isso?
01:00Bom, nós tivemos um conjunto de fatores esse ano, Eric,
01:04que de alguma maneira contribuíram fortemente para essa alta da Bolsa.
01:10E eu diria que um dos fatores mais importantes, além do fluxo de capital estrangeiro atraído pela Selic,
01:22é muito alta.
01:24Aliás, essa é uma contradição daquelas contradições da nossa economia,
01:29porque normalmente em períodos em que a Selic está alta, a Bolsa não sobe tanto assim.
01:32Mas algumas ações estavam muito baratas, viu, Eric?
01:36Então, os investidores entraram muito forte, comprando principalmente essas ações que estavam mais baratas.
01:45E existe um potencial de crescimento ainda bem robusto para os próximos anos.
01:51Então, o mercado de capitais brasileiro, ele deve atrair a atenção, não só do público interno,
01:57agora com o início da redução da Selic, a partir de janeiro ou a partir de março,
02:02mas também dos investidores estrangeiros.
02:06Então, esse apetite pelo risco, dado o potencial que a nossa economia tem em alguns setores,
02:14principalmente o setor de infraestrutura, que deve crescer fortemente nos próximos anos,
02:19a Bolsa vai se tornar, certamente, uma das opções mais interessantes do mercado de capitais,
02:29não só nesse último ano do governo.
02:31Nesse último ano, ainda a gente pode ter alguma volatilidade, né, Eric?
02:34Porque é ano eleitoral, a gente sabe como é que a coisa acontece.
02:38Mas a partir do ano de 2027, independente de quem ganha a eleição,
02:42a tendência é que o mercado de capitais continue apontado para cima.
02:46Ricardo, a gente vê que as agências de classificação de risco mantém aí os papéis brasileiros
02:53ou em neutro ou estável, né, mantém ali o rating nesses patamares.
02:59E também a gente acompanhou, por exemplo, queda de juros nos Estados Unidos,
03:02a manutenção dos juros na Europa, isso acaba trazendo um fluxo de capital estrangeiro
03:08para mercados emergentes, como o Brasil.
03:10Tudo bem que eles procuram mais, por exemplo, um investimento atrelado à renda fixa,
03:14por causa da Selic, 15%.
03:16Mas ajuda, acaba fazendo ali uma variação também em Bolsa,
03:21se arriscando um pouquinho, já que a gente tem, por exemplo, esse rating neutro, estável.
03:27Então, a situação também dos mercados fora ajuda aqui os investimentos dentro do Brasil?
03:33Ajuda sim, né, e uma série de outros fatores esse ano foram muito positivos, viu, Eric?
03:40Quer dizer, a inflação voltando aí novamente para dentro da meta, né, ainda que esteja distante do centro,
03:48mas voltando para dentro da meta, né?
03:51O país é com recorde de desemprego de baixa, né?
03:56Então, isso aí é um outro elemento.
03:58Todas as questões sociais, né, os indicadores foram muito positivos, né?
04:04E, principalmente, o Brasil ganhou aquilo que se mostrava como uma, entre aspas,
04:13guerra, né, comercial com os Estados Unidos.
04:17E a nossa diplomacia, com muita habilidade, né,
04:21conseguiu, de alguma maneira, mandar um recado muito claro
04:25para os Estados Unidos e para outras economias do mundo, né?
04:30Então, isso aí fez com que o Brasil tivesse um ano de dois...
04:34Nós tivemos um ano de 2025 muito positivo, né?
04:37Isso acaba fazendo com que, a despeito ainda da questão fiscal, né?
04:43E quando eu falo questão fiscal, o Eric, eu sempre faço uma conjunção aí
04:50de dois elementos, né, dois poderes.
04:52O poder executivo, mas o poder legislativo também, né?
04:56Vamos lembrar que só em emendas impositivas,
05:00nós tivemos mais de 60 bilhões esse ano, né?
05:04Com o Congresso Nacional aprovando toda sorte de expansão de gastos aí, né?
05:09Então, se a gente tem como culpar o executivo,
05:13nós também temos que culpar o legislativo,
05:16que contribuiu fortemente para que nós não tivéssemos um ajuste fiscal esse ano.
05:21Então, a despeito do ajuste fiscal, o ano de 2025 ainda foi um ano muito positivo
05:27para a nossa economia.
05:28Ricardo, agora no fim do ano, o Congresso acabou aprovando ali um pacote
05:33arrecadatório para o governo, né?
05:36Que prevê ali um potencial de arrecadação de um pouquinho mais de 20 bilhões de reais
05:40com aumento de imposto de Betis, Fintechs e também o fim de alguns benefícios fiscais.
05:46Isso também cria um ambiente pavimentado para atrair o investidor estrangeiro para 2026?
05:53Claro que durante o percurso deve ter algum pullback, alguma correção,
05:57mas já cria um ambiente menos turbulento para atrair esse capital estrangeiro
06:03ainda mais aqui para o Brasil?
06:05Sim, acho que esse é um elemento também importante, né?
06:08Que mostra que o governo, a despeito de ter um Congresso Nacional
06:13do ponto de vista político, né?
06:16É muito mais alinhado com o centro e com a direita, né?
06:20Mas o governo tem capacidade de negociação, né?
06:23E essa recuperação nas pesquisas aí do presidente Lula,
06:29que o coloca como favorito para mais um mandato a partir de 2027,
06:37isso deve gerar, e a movimentação política é muito sugestiva nesse aspecto, né?
06:42É muito difícil a gente fazer análise econômica descolada da questão política, né?
06:49Quando você coloca essa questão dos 20 bilhões,
06:53o Eric, a gente ao mesmo tempo leva em consideração também
06:58todas as questões políticas, né?
07:00A questão da dosimetria, né?
07:02Que contou, inclusive, com o apoio de senadores e deputados do próprio PT, né?
07:07Então, isso tudo está num grande pacote, né?
07:10De negociações, né?
07:12Que envolvem a economia, mas envolvem a política, né?
07:15Quer dizer, isso tudo para dizer que, ao que tudo indica,
07:18salvo qualquer outro movimento que possa ocorrer na política,
07:23mas, ao que tudo indica, o presidente da Câmara e o presidente do Senado
07:28devem adotar uma pauta um pouco mais voltada para a economia no ano de 2026
07:37e talvez menos para a política.
07:40Eu diria que o esforço que foi feito para, de alguma maneira,
07:46agradar aquelas alas que defendiam algumas pautas um pouco mais polêmicas, né?
07:52Já se esgotou em 2025.
07:54Eu tenho a impressão que, em 2026, dado o ano eleitoral,
07:58a presidência da Câmara e a presidência do Senado
08:02devem estar, de alguma maneira, alinhadas com o governo
08:06e isso cria, do ponto de vista do investidor externo, né?
08:10É um ambiente político-institucional favorável para colocar dinheiro no Brasil.
08:15Ricardo, eu sei que dólar derruba economista, derruba analista,
08:20mas pode ser o grande ponto aí, vamos dizer assim,
08:23de discórdia do ano que vem ou ter um peso nessa balança
08:27da economia brasileira importante.
08:29A gente vê que o dólar já está voltando aí para uma casa
08:33de quase R$ 5,60.
08:35Claro, não é tão alto quanto no fim do ano passado,
08:39que disparou, passou, né?
08:40Entre final do ano e começo do ano,
08:42ultrapassou R$ 6,00, chegou a R$ 6,20.
08:45Mas o dólar pode ser ali o instrumento,
08:49um ativo que mais pode ou possa preocupar para o ano que vem?
08:53Eu acho que sim, né?
08:54O dólar foi o grande elemento de recuperação da popularidade do presidente esse ano, né?
09:02O IGP-M acabou de ser divulgado aí, enfim, com deflação no ano.
09:07O IGP-M, ele captura muito a movimentação do dólar, né?
09:10Então, o dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 5,30, até pouco tempo atrás, né?
09:16Isso aí ajudou muito, principalmente, a parte dos alimentos, né?
09:20Então, a popularidade do presidente acabou sendo muito afetada positivamente
09:26por conta disso, né?
09:28E isso pode se reverter no ano que vem, né?
09:32Não se prevê nenhum tipo de descolamento do dólar, né?
09:37Um pouco mais forte, né?
09:39Mas o que pode ocorrer, Eric, é numa situação de a eleição um pouco mais apertada,
09:46é, de repente, o governo tentar pisar no acelerador, né?
09:50E a gente sabe que nós temos aí um encontro marcado com a justiça fiscal a partir de 2027.
09:56Se se pisa no acelerador, como, por exemplo, aconteceu no ano de 2022,
10:00Vamos lembrar que no ano de 2022, o candidato da situação à época pisou no acelerador, né?
10:08Quer dizer, dando calote precatório, distribuindo benesses para toda a categoria de...
10:15Categorias profissionais, né?
10:19Enfim, e essa conta ficou para ser paga no ano de 2023, né?
10:23Então, se houver um descontrole de gastos eleitoreiros no ano de 2026,
10:30isso pode impactar o dólar, né?
10:32E ao impactar o dólar, isso pode, por exemplo, retardar um plano de redução da Selic,
10:37afetando, por exemplo, o ritmo da economia.
10:40Então, sim, Eric, acho que é um fator de preocupação olhar para o dólar como variável importante
10:47no comportamento da inflação e da taxa Selic em 2026.
10:50É, até porque o dólar alto acaba impactando muito a inflação aqui no Brasil.
10:55Ricardo Balistieiro, obrigado, viu, pela sua participação aqui no Radar.
10:59Uma ótima semana para você, um feliz ano novo e um grande abraço.
11:04Muito obrigado, Fábio.
11:05A você e a todos que nos assistem agora, um feliz 2026.
11:08Muito obrigado.
11:09Obrigado.
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