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Carla Beni, economista e professora da FGV, analisou o desempenho dos mercados globais, a alta do Ibovespa B3, o comportamento do dólar e o cenário de juros no Brasil, incluindo inflação, política monetária e os impactos do ano eleitoral nas decisões do Banco Central.

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Transcrição
00:00Vamos agora dar uma olhada em como é que foi o dia no mercado financeiro.
00:03Nova Iorque, os principais índices terminaram no vermelho,
00:08num dia de cautela à espera dos dados do mercado de trabalho que saem amanhã.
00:12Represados, lembra? Por causa daquela longa paralisação do governo americano.
00:17Enquanto isso, seguem as preocupações com as empresas voltadas para a inteligência artificial.
00:22Vamos aos índices, então, agora.
00:24S&P 500 caiu 0,16%.
00:28Nasdaq fechou em baixa de 0,59% e Dow Jones teve uma pequena queda de 0,09%.
00:36Agora, as bolsas europeias, elas fecharam em alta nesta segunda-feira,
00:41na expectativa pelas decisões da política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.
00:47Em Madrid, IBEX 35 subiu 1,11%.
00:52Em Londres, a FUTs fechou em alta de 1,06%.
00:57DAX de Frankfurt fechou em queda de 0,18%.
01:01CAC de Paris também teve uma baixa de 0,7%.
01:05E Stock 600, que reúne as principais empresas da Europa, teve uma leve alta de 0,74%.
01:13Já as bolsas da Ásia fecharam em queda após dados abaixo do esperado.
01:18Na China, em Xangai, a principal bolsa da China teve queda de 0,55%.
01:24No Japão, o Nikkei caiu 1,31%.
01:28Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,34%.
01:32Shenzhen, também na China, fechou em baixa de 1,1%.
01:36E na Coreia do Sul, o COSP recuou 1,84%.
01:41Por aqui, nossa bolsa terminou o dia com uma alta consistente, viu?
01:46Ibovespa B3 subiu 1,07%, 1,06% aqui na arte, aos 162.480 pontos.
01:56O dólar subiu também, terminou o dia valendo R$ 5,42, uma valorização de 0,20%.
02:04E quem acompanhou tudo de perto, nesta segunda-feira, foi o repórter Rafael Coracini.
02:10Dia importante para a Bolsa de Valores, mais uma alta do Ibovespa,
02:14se aproximando da máxima do recorde nominal que tivemos dias atrás.
02:21Houve queda recentemente, uma queda abrupta, algumas semanas.
02:24Agora, está de volta a um patamar de crescimento.
02:27Estou aqui com a Raíssa Florenci, que é sócia da Oscambio.
02:30O que explica hoje a alta da Bolsa, Raíssa?
02:34Perfeito.
02:35Bolsa de Valores a 162 mil pontos, recuperando ali a série de crescimentos que ela vinha apresentando.
02:43Então, alta de 1,1 para a Bolsa de Valores hoje, mostrando um otimismo do mercado.
02:50Esse otimismo reflete dois grandes pontos.
02:52O primeiro ponto são as projeções e as perspectivas positivas,
02:56que o Boletim Focus já sinaliza com mais ênfase na manhã dessa segunda-feira,
03:01e também o ambiente externo, no qual mostra maior perspectiva de corte na taxa de juros,
03:09principalmente dos Estados Unidos e das economias fortes,
03:12que faz com que um fluxo de capital maior venha para o Brasil.
03:16E isso traz boas perspectivas para as empresas internamente.
03:20E também um outro ponto relevante é a questão da economia interna.
03:25Temos ali a inflação, um momento muito mais controlado, chegando ali muito próximo ao nosso teto,
03:32que era uma expectativa muito forte para que houvesse uma sinalização de corte na taxa de juros.
03:37Esse corte não é de imediato, ao que tudo indica.
03:42Esse corte deve acontecer a partir de março do próximo ano,
03:46porém, já é uma sinalização extremamente relevante para as empresas,
03:51e faz com que o ambiente econômico da Bolsa de Valores fique muito mais favorável.
03:56E essa atração também mexe na taxa de câmbio, não é isso?
04:01Perfeito. A taxa de câmbio vai refletir tudo isso.
04:05O que acontece?
04:06Quando você tem maior entrada de capital por conta de uma diferença da taxa de juros,
04:12nos países, então, de economia forte e de moeda valorizada,
04:16a gente tem uma taxa de juros menor,
04:19e no Brasil, essa taxa de juros maior,
04:21há um apetite maior ao risco dos investidores internacionais,
04:24que faz com que eles apostem nos países que têm essa taxa de juros,
04:28um pagamento, um retorno maior a esse capital,
04:32então, é uma atração.
04:33E o Brasil, bem posicionado nisso tudo,
04:36chegando, tendo uma maior estabilidade fiscal,
04:39faz com que esses valores sejam atraídos para nós aqui.
04:44E, com mais entrada de capital internacional,
04:46a gente tem uma valorização do real e uma desvalorização do dólar.
04:51Além disso, o ambiente interno também acaba fortalecendo o real.
04:54A gente, com perspectivas melhores ali, fiscais, políticas e tudo mais,
05:00também faz com que a nossa moeda fique valorizada em relação ao dólar.
05:04E, nesta segunda, a gente teve o desempenho positivo,
05:07principalmente das ações relacionadas ao setor de energia e de saúde também.
05:11Vou pedir que a Raíssa explique para a gente o comportamento desses setores
05:15e quais setores devem se beneficiar ao longo da semana.
05:18Perfeito.
05:19Os setores de energia, principalmente, trazem uma boa perspectiva
05:23por conta do anúncio de um possível aumento da conta de luz
05:28acima dos índices inflacionários.
05:31Ou seja, é mais receita entrando.
05:33Onde está um grande ponto de preocupação para o setor de energia
05:36é a Petrobras, que entra hoje em greve ali
05:39e pode haver impactos em relação às ações.
05:43Já houve impacto nas ações ordinárias hoje,
05:45mas a gente deve ver isso de uma maneira mais contundente.
05:48Para os setores de saúde, a gente também tem um repasse importante
05:52de aumento generalizado dos planos de saúde,
05:54principalmente as operadoras de saúde,
05:56que também geram esse impacto para o setor de maneira mais consolidada.
06:02Devido à importância desses dois setores dentro da Bolsa,
06:05isso ajuda também a impulsionar o nosso crescimento.
06:08Quer dizer, hoje a Bolsa de Valores foi bastante eloquente
06:12em relação a mostrar como funciona a economia real
06:17e o comportamento dos ativos no mercado financeiro.
06:21Porque enquanto o aumento dos preços mexe negativamente com o consumidor,
06:27tem a questão do impacto nas ações da Bolsa.
06:30Acaba sendo positivo para as empresas que operam esses reajustes, não é isso?
06:34É isso, porque é mais receita entrando para essas empresas.
06:37Lembrando que, apesar dos valores e da receita,
06:42dos impactos no preço para o consumidor,
06:44trazerem essa perspectiva,
06:47a gente também tem um impacto da taxa de juros,
06:49mostrando uma maior aceleração econômica,
06:52que faz com que a gente tenha, no próximo ciclo também,
06:55mais empregos e mais dinheiro no Bolso do consumidor.
06:58Então, se de um lado a gente tem um aumento de preços
07:01que acaba pesando no Bolso do consumidor,
07:04por outro, a gente também tem uma sinalização econômica
07:06de aumento de empregos e de aumento de receita também no Bolso do consumidor.
07:11Então, é um sentimento misto que a gente tem,
07:13mas quem acaba surfando essa onda dos dois lados
07:15é a Bolsa de Valores mesmo.
07:17E com relação a perspectivas para essa próxima semana,
07:21a gente pode experimentar um movimento maior,
07:23tendo em vista que daqui a pouquinho começam os feriados prolongados
07:27e a gente deve ter uma liquidez reduzida na Bolsa.
07:30O que a gente pode esperar para essa semana?
07:32Perfeito.
07:33A parte de liquidez da Bolsa, ela deve ser reduzida sim,
07:36tal como também a liquidez do mercado interbancário como um todo.
07:40Então, as negociações de contrato, elas ficam reduzidas,
07:43os horários de negociação também ficam reduzidos.
07:45Porém, quando a gente olha a questão das moedas,
07:48a gente deve ver um dólar se arrefecendo para os próximos dias.
07:51Então, quarta-feira a gente tem divulgação de ata de cupom,
07:54que também vai trazer uma sinalização importante para a gente.
07:59Então, até o final do ano ali, a gente tem uma perspectiva de Bolsa mais alta
08:03e de dólar arrefecendo, o real se valorizando
08:08e a gente tendo taxas mais competitivas aí pela frente.
08:11Legal.
08:11Essas são as projeções, então, para essa semana.
08:15Raíssa Florenci, sócia da Oscâmbio.
08:18Eu volto com vocês no estúdio.
08:19Bom, vários assuntos que eles trouxeram para a gente aprofundar agora
08:23numa conversa ao vivo com a Carla Beni, economista e professora da Fundação Getúlio Vargas.
08:28Professora, boa noite. Bem-vinda.
08:31Boa noite, Natália. Um prazer estar aqui com vocês.
08:34A gente que agradece, professora.
08:36Bom, vimos aí uma queda do IBCBR em outubro,
08:40a segunda queda seguida do indicador.
08:43A senhora diria que já estão dadas as condições para a queda dos juros em janeiro
08:48ou tem chance e tem argumento para deixar isso para março?
08:53Bom, essa queda do IBCBR, ela já estava prevista, caiu um pouco mais.
08:59É importante a gente lembrar que a política monetária,
09:03ela é muito mais lenta do que a gente imagina.
09:06Nós estamos com a Selic a dois dígitos desde 2022.
09:13Olha isso, de fevereiro de 2022, nós entramos nos dois dígitos.
09:18E esse, eu brinco sempre que isso é o grande pavor,
09:21porque você nunca sabe quando vai parar, né?
09:24Entrou nos dois dígitos, é dali para cima.
09:27Então, esse é um processo de política monetária contra acionista
09:32que, na verdade, levou mais de três anos para você ter essa queda do PIB agora.
09:37Então, sim, esse é um fator muito importante,
09:41mas o Banco Central, ele não está olhando agora.
09:43Ele está olhando na metade de 2027.
09:46Ele olha para 18 meses se está saindo dos 3%, que é a meta.
09:53Certo.
09:53E, professor, o mercado financeiro voltou a reduzir as previsões de inflação, né?
09:57Para 25 e 26 também.
09:58É um sinal de que o Banco Central fez um bom trabalho até aqui?
10:02Ou a senhora diria que os juros já poderiam estar mais baixos?
10:07Não, eu diria que os juros já poderiam estar mais baixos.
10:11O fato de você elevar a taxa de juros para conter o processo inflacionário,
10:17ele tem essa lentidão que eu acabei de explicar,
10:20porque nós temos várias causas de inflação.
10:23E a elevação da taxa Selic, ela não tem o mesmo efeito para todas as causas.
10:29Ela é muito mais eficiente para uma inflação de demanda
10:33e menos eficiente para uma inflação de custos, por exemplo,
10:37e até uma questão de expectativa inflacionária.
10:40Então, é muito importante que o Banco Central sinalize
10:44que, sim, ele vai começar a reduzir essa taxa de juros,
10:48porque a expectativa acaba mudando de trajetória.
10:53Professora, eu queria falar mais dessa questão dos juros.
10:56Por que aqui no Brasil eles precisam ser tão altos para conter a inflação?
11:00De fato, precisa ser assim?
11:01Tem alguma coisa estrutural na nossa economia?
11:05Indexação de preço, questão de concorrência, questão fiscal.
11:09O que torna esse processo mais lento do que em outros países?
11:12É, de fato, mais lento?
11:13Ele é um processo mais lento, o Brasil tem a maior taxa real de juros.
11:19Então, hoje a gente passou dos 9%,
11:22porque se você pegar 15% e descontar a inflação projetada,
11:26que está menos de 4,5%, a gente está com mais de 9% de taxa real de juros.
11:33Então, esse é um movimento muito característico, muito específico do Brasil.
11:39Ele passa além da questão fiscal.
11:41Olha que interessante, nós não tivemos a pandemia?
11:46Durante a pandemia, a Selic caiu para 2% e a inflação foi 4% e pouco.
11:51Pela primeira vez nós tivemos uma taxa real negativa.
11:55A dívida pública bateu quase 90% do PIB,
12:00justamente por causa do auxílio emergencial,
12:04tudo certinho, aprovado dentro do Congresso, tudo certo.
12:07Mas olha como essa questão fiscal, ela não explica esse processo.
12:13Por quê?
12:14A gente não está mais naquele patamar de dívida.
12:16A gente fechou ano passado com uma dívida PIB de 78%, mais ou menos.
12:21Então, não é só a questão fiscal, não são só essas questões individuais.
12:29Então, a gente tem uma característica muito forte e a gente também tem um grande problema,
12:35que é o processo de especulação no câmbio que a gente tem no Brasil,
12:40justamente por causa dessa taxa.
12:43Então, o Brasil, o real, ele sofre muita especulação.
12:47Então, essa é mais uma problemática e fora que o Brasil é o país do mercado da renda fixa.
12:54Exatamente.
12:55Professora, vou incluir na nossa conversa o Vinícius Torres Freire, nosso analista.
12:59Vini.
13:01Carla, boa noite.
13:03Pensando na, falando de futurologia, pensando no ano que vem.
13:07O próprio mercado está dizendo, pelo menos a mediana, está dizendo que a inflação,
13:11que a Selic chega a 12%, nesse foco está em 12,3%,
13:16mas vamos dizer que seja 12%, que vai exigir mais do que 2,5 pontos de corte,
13:21mais de 2,75 de corte até o final do ano que vem.
13:26Para fazer isso, e o Banco Central dar uma pausazinha ali na inflação,
13:30que a coisa pode ser volátil, ele teria que começar em março,
13:34que a previsão agora é essa, março, pelo menos no mercado,
13:38cortando o meio e seguir com um monte de corte de meio até setembro
13:42e ainda fazer um chorinho no final do ano, depois da eleição.
13:44Você acha que, apesar de tudo, o BC vai entrar nesse ritmo?
13:50Porque, segundo o próprio discurso do BC, ainda tem problema.
13:55Tem inflação desancorada, com 3,8% e ela não está se mexendo.
13:59Tem inflação de serviço em 6%.
14:01Gostando ou não do argumento, esse tem sido o argumento do BC.
14:04A não ser que a expectativa de inflação comece a cair muito,
14:06a taxa de juros realmente, ele fale,
14:08bom, agora estou aumentando a rocha, vou fazer alguma coisa.
14:12Esse é o problema.
14:13Você acha que vai dar tempo com turbulência eleitoral,
14:16risco de você ter outras turbulências no câmbio por causa de eleição,
14:20para o Banco Central correr com 0,5% até a eleição para cortar e chegar até 12?
14:25É uma taxa altíssima ainda, mas vai ter que correr e com corte de meio ponto, pelo menos.
14:31Olha, Vinícius, essa sua questão é maravilhosa, é uma questão de milhões, né?
14:35Eu quase estou resgatando aqui a mãe de Iná para ver se ela vem me ajudar dentro desse processo,
14:43porque a última vez que conversamos, não sei se você lembra, eu falei,
14:46olha, o Banco Central poderia, na última reunião do ano, descer 0,25 para poder sinalizar uma trajetória de queda.
14:55Já mudava os ânimos, melhorava, isso tudo para o ano que vem.
14:59Não fez.
15:01E na sinalização, eu concordo com você, não há essa sinalização que na primeira reunião do ano fará.
15:09Então, dali para poder descer, digamos assim, ele ia ter que pisar aí num certo acelerador para chegar a 12, digamos assim, no final do ano.
15:19Eu estou achando um pouco apertado demais, principalmente no ano eleitoral.
15:26Então, a conferir aí, mas eu estou achando que se tivesse começado agora em dezembro,
15:31já dava uma sinalização um pouco mais suave, mas não foi isso que a Ata falou.
15:36E ainda sobre essa proximidade com o ano eleitoral, professora, a gente sabe que é inevitável que cresça essa tensão entre política e economia.
15:45E essa turbulência, até que ponto ela interfere, ela pode interferir nas decisões da autoridade monetária,
15:51mesmo com autonomia formal, que a gente sabe, do Banco Central?
15:56Olha, isso daí até pode, mas se tudo estiver dentro das regras fiscais, ou seja, se estiver dentro do arcabouço,
16:04por exemplo, ano passado o arcabouço fiscal foi cumprido, o déficit ficou dentro do patamar do arcabouço.
16:11Então, admitindo que você não tenha nenhuma exceção, nada que você faça fora do arcabouço fiscal,
16:19você pode ter alterações, sim, de curto prazo, oscilações na Bolsa, no câmbio,
16:26mas eu acho que não sob a ótica das medidas do Banco Central.
16:30A cabeça do Banco Central, ela está na metade de 2027 e esse 3% que você consegue não chegar exatamente como o Vinícius falou.
16:42Então, eu acho que o Banco Central, ele não está em 2026, ele está na metade de 2027, por causa dessa meta contínua agora.
16:51Feito. Vini, mais uma sua.
16:53Carla, voltando aí para a questão eleitoral, a gente viu que a eleição já estava com um preço até mais caro,
17:02mais salgado do que a gente imaginava quando a gente teve o anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente.
17:08A partir da definição da candidatura, isso pode ficar mais pesado e, além do mais,
17:14se vierem resultados em pesquisas ou até em candidaturas que não sejam de agrado da massa dos donos do dinheiro.
17:22Então, você acha que esse ano a gente vai ter uma eleição mais turbulenta na área cambial por causa da alternativa política ou não?
17:31Porque a gente não teve um grande problema no câmbio faz tempo.
17:39A gente não tem uma eleição perturbada por problema cambial faz tempo.
17:42Você acha que esse ano vai ser o ano de a gente voltar a ter problemas desse tipo?
17:46Olha, pensando na questão do FED, no que nós estávamos ouvindo e eu também aqui antes de poder entrar,
17:54e há uma sinalização de mais corte de taxa de juros.
17:59Então, vamos admitir que o tarifácio também do Trump arrefeceu e isso daí para o ano que vem,
18:05digamos que isso daí se mantenha com uma certa constância e o dólar continue perdendo até um pouco de força.
18:11Isso daria para a gente uma força real, se apreciando um pouco, isso daí é melhor para a inflação, para nós internamente aqui.
18:20Então, admitindo essa ótica, sobra o lado interno.
18:23Então, no lado interno, eu acho que sim, nós teremos várias oscilações,
18:29porque justamente o mercado financeiro vive e trabalha desse processo especulativo.
18:35E tem um outro ponto importante que a gente não pode esquecer, ano eleitoral é o ano das surpresas.
18:41Aparece aquele candidato que ninguém imaginou e aparecem aquelas sujeiras debaixo do tapete.
18:47Então, isso daí eu acho que pode dar oscilações sim, mas por curto prazo.
18:53Sabe aquelas oscilações momentâneas no mercado, que dão aqueles pânicos, sobe no boato e depois cai no fato?
19:00Perfeito. Vini, obrigada pelas perguntas.
19:03Professora Carla Bene, muito obrigada pelas respostas e por estar com a gente nessa noite.
19:09Obrigada, foi um prazer imenso. Boa noite a todos e até a próxima.
19:12Até a próxima.
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