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O payroll mostrou desaceleração na criação de empregos nos Estados Unidos, mas queda no desemprego e alta dos salários. Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, analisou os impactos para juros, dólar, petróleo e mercados no Brasil.

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Transcrição
00:00Os Estados Unidos divulgaram hoje o Payroll, o relatório oficial de empregos, mostrando um mercado de trabalho com o ritmo mais fraco de contratações no fim do ano, apesar da queda da taxa de desemprego.
00:11Esse dado reforça uma leitura mista da economia americana e entra direto no radar do mercado, influenciando juros, dólar e custo de capital.
00:20Para analisar os impactos no Brasil, eu converso agora com o Gabriel Seco, que é especialista da Valor Investimentos.
00:25Boa tarde para você, Gabriel. Seja bem-vindo.
00:27Boa tarde, Gustavo. Boa tarde a todos os telespectadores da Times Brasil. Uma boa tarde.
00:34Bom, se a gente olhar para os números do mercado aqui e lá fora, a sensação é que o Payroll foi bem recebido, porque as bolsas estão em alta, né?
00:43É, as bolsas estão em alta, porém, contrapartida, os juros futuros também estão em alta, né?
00:49Então, é um resultado que pode parecer antagônico, porém, tem alguns fatos que explicam.
00:56Como você bem disse, o resultado do Payroll foi misto.
00:59Então, pesando por um lado, a geração de novos empregos foi muito abaixo do esperado.
01:06Então, era esperado algo em torno de 70 mil novas vagas, enquanto o resultado foram 50 mil novas vagas.
01:13Então, demonstra uma desaceleração da economia, porém, o desemprego também caiu e os salários subiram.
01:21Ou seja, tem mais gente empregada com salários mais altos.
01:26Então, isso, por outro lado, acaba pressionando a inflação, principalmente da parte de serviços,
01:32o que indica que os juros podem se manter mais resilientes por mais tempo,
01:37apesar de que a geração de empregos indique o contrário.
01:41Então, por isso que o mercado tem essa leitura mista.
01:44Principalmente, quando nós avaliamos a parte mais curta da curva,
01:48então, os juros de um ano, de cinco anos, esses são mais voláteis,
01:52então, eles estão subindo, tanto aqui no Brasil quanto no exterior.
01:55E como é que esses dados divulgados hoje podem influenciar, na sua opinião,
01:59a decisão do FED de baixar ou não os juros nos Estados Unidos?
02:03Olha, Marcelo, se a gente olhasse só a manchete das novas vagas,
02:09isso provavelmente poderia fazer com que o FED acelerasse,
02:14tivesse um tom mais dovish e, então, um corte de juros mais agressivo.
02:18Porém, como a gente está falando aqui de dois dados que se contrabalanceiam,
02:22a gente acredita que a postura do FED deve se manter a mesma até o fim do ano.
02:27Então, devem, sim, haver cortes, provavelmente dois,
02:31porém, isso acaba não tendo impacto tão forte por conta de um cabo de guerra.
02:39Os resultados hoje estão um indicador puxando para o outro lado,
02:41outro indicador puxando para o outro lado.
02:44Eu queria ouvir a sua análise sobre a evolução do preço do petróleo.
02:47Nessa semana, eu fiz essa pergunta para vários analistas, viu, Gabriel?
02:50Porque a gente está num momento aí crucial, de incerteza,
02:54sem saber direito se vai ser uma boa o que está acontecendo na Venezuela
02:57quando a gente fala de produção de petróleo,
03:00se, de fato, ela vai retomar a produção como o Trump está alardeando aí.
03:04Qual é a sua leitura?
03:06Então, é muita volatilidade, principalmente porque aqui a gente foge do viés econômico.
03:12Então, a gente está falando de política, a gente está falando de guerra,
03:16então, torna o cenário muito mais difícil de se produzir.
03:19Uma forma que eu gosto bastante de fazer esse tipo de análise é olhar como que os grandes players estão atuando.
03:25Então, por exemplo, olha a produção dos países da OPEP, Arábia Saudita e etc.
03:30E eles se mostraram, assim, pouco preocupados, digamos assim, com esses últimos acontecimentos,
03:36mantiveram a produção da mesma forma.
03:39Então, assim, cena para os próximos capítulos e entender, até se vai ter desdobramento com Colômbia,
03:47que também o Trump já está caçando um novo atrito, apesar de não ter correlação com o petróleo,
03:52tão diretamente como a Venezuela.
03:54Isso acaba mexendo na ordem global, na ordem mundial e no estresse que os mercados vão sofrendo,
04:02que aí sim, cada vez mais estressado, migrando para ativos de menos risco.
04:09A gente vê o ouro aí, dia após dia, atingindo máximas históricas.
04:15E aí, o impacto no DXY também, muito relevante.
04:20Então, a gente vê nos últimos 12 meses o dólar se valorizando versus algumas moedas globais,
04:25justamente porque arrefeceu esse risco global.
04:27Então, a guerra Ucrânia e Rússia encontram-se em patamar muito inferior de atrito do que já teve.
04:34Então, o Hamas com Israel resolvido.
04:37Então, isso deu tranquilidade para os investidores migrarem para países emergentes, buscando maior risco.
04:46Caso essa guerra aumente, ela alavanque,
04:53isso provavelmente deve acabar gerando um novo fluxo de capital para os Estados Unidos.
04:58Então, macroeconomicamente, os fatores acabam sendo até mais relevantes do que propriamente o preço do petróleo.
05:06Queria falar com você agora sobre a Azul, porque a empresa está numa gangorra na Bolsa de Valores poucas vezes vista.
05:13Um dia ela cai 70%, no outro dia ela sobe 70%.
05:17Existe alguma chance, na sua opinião, da empresa se levantar?
05:20Você acha que tem um caminho, uma luz no fim do túnel da Azul aí?
05:24Olha, por si só, o setor já é um setor muito difícil.
05:28É só a gente ver o histórico e isso não é exclusividade do Brasil, tá, Marcelo?
05:32Então, são raras as empresas no mundo do setor que conseguem apresentar bons resultados e conseguem ser perenes.
05:39Existem casos, mas são raros.
05:41Então, o próprio setor já demonstra uma dificuldade muito grande de operação.
05:47Aqui no Brasil, isso é muito maior, em alguns outros países com características parecidas com a nossa,
05:51porque ele é um setor totalmente dolarizado.
05:55Então, a empresa vende uma passagem para daqui a seis meses, onde o custo dela daqui a seis meses vai ser em dólar.
06:00E ela hoje, ela recebe em real.
06:03Então, isso é muito complexo.
06:06Esse Chapter 11, que ela está nos Estados Unidos, tem algumas exigências, como essa oferta adicional de ações,
06:14que acaba tornando o mercado, assim, até complexo.
06:18Muitos investidores procurando até entender o que está acontecendo, por que a ação caiu tanto, subiu tanto.
06:24Mas, assim, a gente sabia que essa volatilidade iria existir.
06:27A magnitude dela é maior ainda do que a esperada, mas esses próximos três meses vão ser bem relevantes
06:35para entender, primeiro, qual é a confiança que o mercado vai ter com a evolução do plano de recuperação judicial
06:40e se vai ser possível ou não salvar a empresa.
06:44Gabriel Seco, especialista da Valor Investimentos, muito obrigado pela sua participação hoje.
06:48Boa tarde para você.
06:50Boa tarde, Marcelo.
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