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Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (13) mostrou que a segurança pública ultrapassou a economia nas preocupações dos brasileiros, enquanto a saúde segue como principal problema do país. A repórter Talita Laurino trouxe os detalhes do levantamento e a análise sobre as diferenças entre homens e mulheres, enquanto Mariana Almeida analisou o assunto.

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Transcrição
00:00Uma nova pesquisa divulgada neste sábado pelo Datafolha mostra que a violência superou a economia entre as maiores preocupações dos brasileiros.
00:09Já a saúde segue sendo reconhecida como o maior gargalo do país.
00:13Quem tem os detalhes do levantamento é a repórter Thalita Laurino.
00:17Boa noite pra você, Thalita. Seja muito bem-vinda.
00:23Boa noite pra você, boa noite pra todos que nos acompanham aqui no Times Brasil.
00:27O Brasil, licenciado exclusivo CNBC.
00:30Olha, esse levantamento feito pelo Datafolha, ali nos dias 2 e 3 de dezembro, ou seja, um levantamento bastante recente,
00:38mostrou que, pra maioria dos brasileiros, a saúde é o principal problema que o país deve se preocupar.
00:46Agora, depois disso, vem a segurança pública, que foi considerado o maior gargalo dos brasileiros pra 16% dos entrevistados.
00:55Em seguida, a economia aparece como a questão mais urgente pra 11% dos entrevistados.
01:02Mas é curioso porque, em abril, a economia tava junto com a saúde e representava o principal problema pra 22% dos brasileiros.
01:12A violência aparecia com 11%, ou seja, depois.
01:17A pesquisa também revela várias diferenças no comportamento e no que acham os homens e as mulheres.
01:23Pros homens, por exemplo, o principal problema do país hoje é a violência.
01:2918% deles responderam isso, pelo menos.
01:32Já pras mulheres, o principal problema é a saúde.
01:3526% delas respondeu essa questão.
01:39A categoria menos votada, que recebeu apenas 1%, são os impostos.
01:45Apenas 1% acredita que esse é o principal problema do país.
01:49O levantamento foi realizado agora, nos dias 2 e 3 de dezembro, com mais de 2 mil entrevistados em 113 municípios.
01:58E a margem de erro é de 2% pra baixo ou pra cima.
02:04Muito obrigado, Thalita, pelas informações.
02:06Daqui a pouquinho a gente volta a conversar.
02:08E eu já vou jogar esse assunto pra nossa analista de política e economia, a Mária Almeida.
02:12Primeiramente, boa noite pra você, Mária.
02:14E fica uma provocação aí, né?
02:16Foi a economia que melhorou ou a violência que piorou muito?
02:20Boa noite, Marcelo.
02:21Um prazer estar aqui com você hoje.
02:22Pois é, né?
02:23Primeiro, importante lembrar aí o que a pesquisa traz, que na verdade é quase uma briga pelo segundo lugar, né?
02:29Com a saúde estruturalmente posicionada aí como a principal preocupação dos brasileiros.
02:34O que é sempre interessante lembrar, porque a saúde tem essa situação que, normalmente, inclusive nas eleições,
02:40é quase inequivocamente um assunto importante.
02:43Então, a briga é do segundo lugar.
02:45E aí, dada essa reversão mais recente, né?
02:48Da passagem da violência pro primeiro lugar, a segurança pública, na verdade, pro primeiro lugar,
02:53acho que tem sim uma, na tua provocação aí, de quem que mudou, né?
02:59A situação.
03:00A economia deu uma estabilizada.
03:02E a gente chega em 2025 com uma situação que não é uma situação econômica, digamos assim, resolvida.
03:08Não se trata disso, até porque, né?
03:09Não tem como acabar esse problema.
03:11O problema não é porque essa situação está sempre resolvida, mas num cenário muito diferente do que foi o final de 2024, né?
03:18Então, por exemplo, a gente não teve flutuações cambiais tão significativas, mais recentes.
03:23O próprio tarifaço, que teria sido um choque importante na economia brasileira, afetou alguns setores,
03:29mas a gente conseguiu, de alguma maneira, tanto reverter o tarifaço, quanto manter certa estabilidade ou até crescimento com diversificação de mercados pro lado das exportações.
03:40Por mais que a taxa de juros seja altíssima no Brasil, a gente manteve o desemprego baixo, a renda continuou relativamente alta, o PIB tem diminuído,
03:49mas com impactos sem sentidos menores.
03:52Então, inflação, claro que é bem importante, que no começo do ano estava muito forte, inflação de alimentos, e agora ela foi, está convergindo, passou, né?
04:02Deixou de estar no teto da meta, caiu um pouquinho mais, e acho que, de alguma maneira, então, a economia está dando um alívio.
04:08E aí, então, na sua resposta, qual seria as duas coisas, enquanto a economia deu um alívio, possivelmente a segurança ainda não.
04:15E aí, inclusive, tem até uma mudança na segurança, viu, Marcelo, que a gente olha os dados, e os homicídios pararam ou caíram um pouquinho,
04:22mas os outros crimes, furto, roubo, eles cresceram.
04:25Então, isso também fica mais presente, porque a chance de ser vítima fica mais diluída.
04:30Então, o brasileiro, de alguma maneira, está menos preocupado com preço de alimentos, com desemprego,
04:35e mais preocupado com ser roubado, com ser vítima de algum crime.
04:39E isso está mais no dia a dia, deve ajudar a entender aí essa virada do nosso segundo lugar nas preocupações.
04:45Agora, acho que se essa pesquisa tivesse sido feita só na cidade de São Paulo nessa semana, Mari,
04:49algo inusitado apareceria aí, né? Energia elétrica.
04:52Pois é, esse é um dado importante. Energia elétrica, eventualmente, agora, questões climáticas diferentes, né?
04:59Como tendo ciclone, acho que a gente pode ter uma diversidade aí de preocupações
05:03que não estavam entre o topo, né, Marcela?
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