Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou na CPAC, nos Estados Unidos, que o Brasil é a solução para a América quebrar a dependência comercial da China. Durante o evento neste sábado (28), ele destacou o potencial nacional na exploração de cristais minerais e terras raras.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/WACUCisMwRc

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JornalDaManhã

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Agora a gente vai ver mais um trecho do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, num discurso que ele defendeu
00:06o papel estratégico do Brasil e afirmou que o país pode ajudar a romper a dependência da América Latina em
00:13relação à China. Vamos ouvir.
00:15Brasil é a solução da América para quebrar a dependência da China com cristais minerais, especialmente terras raras, elementos.
00:25Vamos ouvir o Acácio Miranda novamente. Acácio, a China foi um país importante, inclusive, quando nós fomos taxados pelos Estados
00:33Unidos, quando veio toda aquela situação no ano passado.
00:37Como é que você vê essa fala de Flávio Bolsonaro em relação à nossa economia, à nossa geopolítica internacional, o
00:45Brasil abrindo cada vez mais os mercados, que muita gente vê como uma forma positiva de não depender também apenas
00:51do governo americano?
00:54É o tal do dividir para conquistar.
00:57Porque se nós observarmos para a geopolítica mundial das últimas décadas, os Estados Unidos são superpotência e se mantêm como
01:07tal.
01:08Porém, ninguém fez tanta sombra, ninguém ameaçou tanto a liderança norte-americana como os chineses.
01:17E nos últimos anos, os chineses se tornaram grandes parceiros econômicos do Brasil, de outros países da América Latina, de
01:26outros países da Europa e consolidaram essa posição mundo afora.
01:32E aí nós observamos para os norte-americanos, que sempre exerceram esse papel de liderança, uma liderança sólida e distante
01:40dos demais, e agora vem a aproximação dos chineses.
01:45Vem o seu papel de superlíder ameaçado.
01:49Então, é natural que os norte-americanos combatam os chineses neste aspecto econômico.
01:59Porém, essa é uma briga política.
02:02Essa é uma briga, aliás, essa é uma briga geopolítica.
02:06Essa é uma briga econômica.
02:07Mas, a polarização que o mundo vive, o nosso contra eles, o direita contra a esquerda, foi capaz de inserir
02:17a disputa geopolítica Estados Unidos-China neste contexto.
02:22Há quem diga que a China é um país comunista ligado à esquerda, o que é uma meia-verdade, porque
02:29hoje a China é o grande exemplo do capitalismo no mundo,
02:32por mais que seja governada por um partido comunista, e os Estados Unidos, com questões trabalhistas, com questões sindicais e
02:44com problemas semelhantes até aos do Brasil,
02:49já não é também o grande exemplo do liberalismo, do capitalismo.
02:54Então, essa é uma briga de narrativas.
02:56E eu digo tudo isso para voltar para o começo.
02:59Flávio Bolsonaro jogou para a torcida.
03:02Fez um gesto para os seus eleitores, fez um gesto para as pessoas que acompanhavam a sua fala, fez um
03:09gesto para Donald Trump.
03:11Mas é uma ponderação simplista que não condiz exatamente com a realidade.
03:18Mas a verdade é que, num contexto de polarização, as posições não dependem de muita inteligência nem de racionalidade.
03:28Elas sempre terão eco naqueles fanáticos que estão dispostos a abraçar qualquer coisa, desde que seja dita pelo seu líder,
03:40pelo seu escolhido.
03:42Flávio Bolsonaro projetou uma vitória nas eleições de 2026.
03:46Acompanhe.
03:47No próximo ano, quando eu retornar a este palco como presidente do Brasil, não vamos celebrar apenas uma vitória na
03:54eleição.
03:55Nós vamos celebrar o nascimento da aliança mais forte e conservadora do hemisfério norte.
04:04A Cássio Miranda, Flávio Bolsonaro volta a falar sobre uma aliança conservadora, de retomar essa aliança.
04:11Como que você avalia esse discurso e o quanto isso pode colocar Flávio Bolsonaro de fato à frente?
04:18Já há, no entorno de Flávio Bolsonaro, uma grande aliança conservadora, uma grande aliança de direita.
04:26E a direita no Brasil, nos últimos anos, equivocadamente é associada automaticamente ao conservadorismo.
04:35Mas é fato que essa junção de conveniência entre conservadorismo e direita no Brasil permanece.
04:44E o grande protagonista, a grande figura é Jair Bolsonaro, que transfere os seus votos quase que automaticamente a Flávio
04:54Bolsonaro.
04:55Mas quando ele fala dessa grande aliança, ele faz menção ao PSD, que diz ter um candidato à presidência da
05:05República em 2026.
05:06Ratinho Júnior já deixou de cumprir esse papel, que hoje está entre Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
05:15E também outros candidatos de direita, como Romeu Zema, René Santos, do Missão.
05:21Portanto, há, na frase de Flávio Bolsonaro, quase que uma convocação dessas pessoas para que elas estejam juntas em 2026.
05:32Porém, há um outro fator indireto desta ponderação, que é uma responsabilização de Flávio Bolsonaro a essas pessoas a uma
05:44eventual derrota.
05:45Lula é assim e Jair Bolsonaro também é assim.
05:49Eles não admitem a ascensão de outras figuras no seu espectro político.
05:55E quando há um resultado negativo, eles imputam este resultado negativo a quem não estava com eles.
06:03O que não condiz com a democracia.
06:07Então, Flávio Bolsonaro, seguindo o caminho do seu pai, fez quase que uma ameaça àqueles que estão no mesmo espectro.
06:15Olha, se nós perdermos, a culpa é de vocês.
06:18Nada novo, nada novo no cenário político brasileiro dos últimos 20 anos.
06:25A única coisa que muda é o espectro ideológico que faz esse tipo de coisa.
06:31Por vezes é Lula, por vezes é Bolsonaro.
Comentários

Recomendado