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No Senado, aliados de Jair Bolsonaro (PL) avançam com um projeto paralelo ao da dosimetria para reduzir penas dos condenados do 8 de Janeiro. A proposta, de autoria do senador Carlos Viana (Podemos-MG), fixa punição máxima de seis anos e pode impedir que Bolsonaro cumpra pena em regime fechado.

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Transcrição
00:00Muitas movimentações no Congresso Nacional, no Senado, os aliados de Jair Bolsonaro avançam com um projeto de lei paralelo ao da dosimetria,
00:10mas que pode reduzir a pena do ex-presidente e dos demais que foram condenados pelos atos do dia 8 de janeiro.
00:16Se aprovada, essa proposta reduziria a punição máxima para seis anos e permitiria que o líder da direita não cumpra a pena em regime fechado.
00:25O texto chamado de PL do fim dos exageros de autoria do senador Carlos Viana acaba com os crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado da legislação
00:38sob a alegação de que os artigos criados em 2021 acabam criando interpretações muito abertas e abrem espaço justamente para excessos.
00:48Você, Mota, o que acha dessa proposta do senador Carlos Viana?
00:54Inclusive recebeu essa denominação aqui, PL do fim dos exageros, que também indica uma redução importante aí dessas penalidades.
01:06A gente fica aqui curioso para saber se o projeto que está na cabeça de Paulinho da Força é parecido com esse,
01:15ou se é alguma variação diferente.
01:18Eu só queria esclarecer aqui a minha posição e eu achei ótimo as colocações do Dávila e do Krigner.
01:26A minha visão é a seguinte, se nós temos um problema jurídico,
01:31se nós temos pessoas que foram condenadas quando não deveriam ter sido,
01:37em violação do devido processo legal, do Estado de Direito e dos direitos delas,
01:44o remédio é a anulação do processo.
01:47Não há outro remédio, se nós estamos buscando um remédio jurídico.
01:53Agora, se nós estamos buscando um remédio político,
01:58não há dúvida, meus amigos, é a anistia.
02:00É um remédio que já foi testado com sucesso no Brasil inúmeras vezes.
02:07E aí eu pergunto, e a dosimetria?
02:10A dosimetria é remédio para quê?
02:13Olha, tem gente que diz, a dosimetria é a única coisa que vai ser aceita.
02:19É a única coisa que vai passar.
02:22Isso não é exatamente um critério para sucesso de nenhuma iniciativa.
02:27Eu vou fazer a única coisa que dizem que eu posso fazer.
02:32E mais, e se não for para frente?
02:36E se a dosimetria for logo a seguir declarada?
02:40Não, olha, não vale.
02:42É inconstitucional.
02:44Isso aqui tem caráter político.
02:47Eu quero lembrar, eu não me lembro
02:49de nenhuma ocasião na história do Brasil
02:53em que foi usada a dosimetria
02:56para corrigir uma situação como essa.
02:58Se eu estiver errado, me corrijo.
03:01Todos os episódios parecidos com o que nós estamos vivendo hoje
03:04foram resolvidos, ou parcialmente resolvidos, usando a anistia.
03:11Dito isso, vamos a esse projeto do Senado.
03:14Me parece um projeto interessante.
03:16É uma ideia que já foi discutida algumas vezes,
03:20mas nunca avançou, não avançou até agora.
03:23E no Brasil existe um princípio legal que diz o seguinte.
03:27A legislação, quando muda, ela retroage,
03:32ela tem o seu efeito retroativo se for para beneficiar o réu.
03:38Então você mudou a legislação penal,
03:41acabou com um crime, reduziu a pena,
03:43tem alguém que está lá preso por causa desse crime.
03:47Então ele é beneficiado.
03:50Esse princípio no Brasil vale para o réu comum,
03:56aquele que foi condenado por homicídio,
03:58por sequestro, por estupro, por tráfico de drogas.
04:03Resta a gente verificar
04:05se esse princípio também se aplica
04:09aos réus do 8 de janeiro e da tentativa de golpe.
04:14Ou, talvez, mais uma vez,
04:19nós descobramos que vai ser aberta
04:21uma outra exceção em nome da democracia.
04:26Pois é, a indicação,
04:28porque foi um projeto redigido por aliados
04:31do ex-presidente,
04:32a indicação é que sim retroagiria neste caso.
04:35Você, Kriegner,
04:37essa avaliação desse projeto
04:40apresentado no Senado
04:41tem a ver com aquela história da retaliação?
04:44A retaliação,
04:45o relacionamento ruim entre Congresso
04:48e Executivo Federal,
04:49Palácio do Planalto,
04:50isso pode ser uma janela de oportunidade aberta?
04:53Com certeza é uma janela.
04:55Agora, se tem a ver diretamente,
04:57Caniato, tudo que está se passando,
04:59a gente pode até falar da derrubada dos vetos
05:01na questão da licença ambiental também.
05:04E todos os outros pacotes
05:06que estão sendo votados
05:07nesses dias agora
05:09dentro do Congresso Nacional,
05:11tudo isso entra num contexto
05:12de uma suposta crise
05:14entre os presidentes da Câmara e do Senado
05:17com o presidente da República,
05:20o presidente Lula.
05:21Então, nesse sentido,
05:22tudo pode ser entendido por essas lentes.
05:24Se é de fato,
05:26a gente vai descobrir nos próximos capítulos
05:28quando isso se resolver
05:30e se for resolvido.
05:31A maneira como esses acordos
05:34forem estabelecidos,
05:35aí vão indicar sim
05:37se isso é moeda de troca
05:38nessa situação de conflito ou não.
05:42Agora, que é uma janela,
05:43é uma janela.
05:44E é uma janela também,
05:45voltando à questão da anistia,
05:47que a gente está falando da maneira,
05:49mas acho que ninguém aqui
05:50está discordando da importância
05:52de alguma coisa ser feita,
05:55é uma janela nesse momento.
05:56Porque, de fato,
05:57tanto o governo federal
05:58está enfraquecido nessa questão,
06:00como também já se coloca
06:02um posicionamento de dúvida
06:05por parte da sociedade
06:06a respeito da maneira
06:08como esse processo foi conduzido.
06:10Isso é crescente.
06:11Antigamente, você tinha
06:12um posicionamento muito claro
06:13de pessoas que rejeitavam
06:15absolutamente qualquer possibilidade
06:18de anistia
06:18e pessoas que só aprovavam anistia.
06:21Isso aí não dá margem
06:23para a negociação,
06:24porque é quase que a cegas,
06:26quase que pela fé.
06:27Vou ali aprovar ou rejeitar.
06:30E hoje você já tem pessoas na rua
06:31que começam a conversar
06:33a respeito da questão da dosimetria.
06:37Você tem também pessoas
06:38que começam a concordar e dizer
06:39peraí, não foi bem assim.
06:41Ou isso não está sendo contado
06:42do jeito certo.
06:43Então, esse é um reflexo
06:44de algo que pode estar penetrando
06:46ali também no Congresso
06:47para uma margem de negociação.
06:49Agora é a janela.
06:50Existe uma ruptura
06:52entre Congresso
06:53e a presidência da República.
06:56E se tem uma chance, é agora.
06:58Você, Dávila,
06:59o projeto da dosimetria
07:01fala em fusão, praticamente,
07:03de crimes.
07:04Por isso, haveria uma redução.
07:06Já nesse,
07:07seria a eliminação
07:09de pelo menos dois crimes.
07:10Aí a redução seria ainda maior.
07:13Quando dois projetos
07:15relativamente similares
07:16correm em casas distintas,
07:18como é que faz?
07:19Em algum momento,
07:20há a fusão dessas iniciativas?
07:23É, pode ocorrer,
07:25principalmente porque
07:26o deputado Paulinho da Força
07:28está ainda redigindo o projeto.
07:31Então, pode até sentar
07:32com o senador Carlos Viana
07:33e chegar ali a pontos comuns, né?
07:35Inclusive, para facilitar
07:37o trâmite no Senado, né?
07:39Agora, tem um ponto
07:41que eu discordo desse projeto.
07:44Eu não acho que é hora
07:45de abolir o crime
07:46contra o Estado Democrático e Direito,
07:50golpe de Estado.
07:51Não acho que precisa abolir.
07:52O que precisa é especificar
07:54exatamente o que é isso
07:55e não deixar um termo genérico,
07:57porque o termo genérico
07:58é péssimo.
07:59Abre espaço
08:00para todo esse abuso
08:01de interpretação
08:02que ocorreu no Supremo.
08:04Agora,
08:06uma Constituição Democrática
08:07ter alguma forma
08:08de punição para pessoas
08:10que atentam contra a democracia,
08:12uma vez que estão no poder
08:13tentando derrubar o governo,
08:14parece injusto.
08:15O problema é que tem que ser específico.
08:18O que é atentado
08:20contra o Estado Democrático e Direito?
08:21O que é golpe de Estado?
08:23E não pode ser uma coisa genérica.
08:25Então, eu discordo disso.
08:27Eu acho que retirar 100% isso
08:30abre um caminho perigoso,
08:32que amanhã,
08:32se algum golpista de verdade
08:35tentar mobilizar as coisas,
08:36pode ser que ele não seja punido?
08:38Não.
08:39Eu acho que tem que ser punido,
08:40tem que saber que tem um risco.
08:41Então,
08:42esse ponto do projeto me preocupa.
08:44Eu não acho válido
08:46excluir completamente
08:48esses dois termos da lei.
08:50O que eu acho importante
08:51é especificar
08:53o que é esse tipo de crime
08:54e aí sim,
08:56isso seria muito mais justo
08:57e sensato
08:58num país democrático.
09:00Só para deixar claro
09:01para a nossa audiência,
09:02o senador Carlos Viana
09:03defende a extinção
09:05dos crimes de abolição
09:06do Estado Democrático
09:07de Direito e Golpe de Estado
09:09da legislação brasileira,
09:11porque, segundo ele,
09:12esses artigos
09:13acabam criando interpretações
09:15muito abertas,
09:17genéricas,
09:18e abririam espaço
09:19para excessos.
09:21Refletiu sobre essa possibilidade
09:22também, Mota?
09:24Sim.
09:25Essa é uma discussão
09:26muito complicada.
09:29Discussões similares
09:31acontecem nos Estados Unidos,
09:33aconteceram no contexto
09:35dos processos
09:36contra Donald Trump.
09:38Vamos lembrar que
09:38Donald Trump
09:39chegou a ser acusado,
09:41não sei se a acusação
09:42ainda está valendo,
09:43de insurreição
09:44por ter liderado
09:46aquele episódio
09:47de invasão
09:48do Capitólio
09:49nos Estados Unidos.
09:51Várias pessoas
09:51foram presas
09:52por causa daquele episódio,
09:54depois foram perdoadas
09:55por Donald Trump.
09:56Então, nenhuma legislação
09:59do mundo
10:00vai ser precisa
10:02o suficiente
10:03para impedir
10:05que injustiças
10:06sejam cometidas.
10:08É para isso
10:08que existem magistrados,
10:10porque o magistrado
10:11olha a lei
10:12e aplica
10:14no caso concreto.
10:16Então,
10:16eu,
10:17mais uma vez,
10:18a gente está
10:19naquele conflito
10:20do resultado prático
10:21e da convicção.
10:22você mudar a lei
10:24para tirar da lei
10:25dois crimes
10:26para libertar pessoas
10:28que não deveriam
10:29estar presas,
10:31eu concordo
10:32com a segunda metade.
10:33Se as pessoas
10:34não deveriam estar presas,
10:36elas têm que
10:37ser soltas.
10:40A fartura
10:41de pessoas
10:42nesse país
10:42de bandidos
10:43nas ruas
10:44que deveriam estar presas
10:45estão soltos.
10:46Então,
10:46é insustentável,
10:48é inaceitável
10:49a gente conviver
10:49com essa situação
10:50de ter pessoas
10:51que estão presas
10:53e deveriam estar soltas.
10:55Agora,
10:57e na próxima situação
10:58de injustiça?
10:59Porque vamos imaginar
11:00que esse projeto
11:02seja aprovado,
11:04ele é sancionado,
11:06não é vetado,
11:09entra em vigor,
11:10as penas são reduzidas,
11:12algumas pessoas
11:13são soltas,
11:15e na próxima situação
11:17parecida com essa
11:18que a gente está vivendo,
11:21em que
11:21manifestantes
11:23políticos
11:24ou
11:24pessoas
11:25do mundo político
11:27sejam
11:28acusados
11:29por outros crimes,
11:30que não esses,
11:30porque esses
11:31já não estarão
11:32mais no Código Penal,
11:33não tem problema,
11:35a gente acha
11:36que outros crimes
11:37para acusar
11:38essas pessoas,
11:40a gente vai fazer
11:41um outro projeto
11:42para também retirar
11:43esses novos crimes
11:45do Código Penal,
11:46não precisa
11:47muito
11:48extrapolação
11:49para ver
11:49que essa
11:50não é
11:50uma estratégia
11:51sustentável,
11:52se a lei
11:53não foi
11:54aplicada
11:54de forma
11:55correta,
11:56ela tem
11:57que ser
11:57aplicada
11:58de forma
11:58correta,
11:59e não
12:00modificada,
12:01o que o Dávila
12:02está dizendo,
12:04é em parte
12:05isso,
12:06se o crime,
12:07das duas,
12:08mais uma,
12:09ou o crime
12:10realmente
12:11existe,
12:12é uma ameaça,
12:13precisa ser
12:14punido,
12:15então ele tem
12:15que estar lá
12:16mesmo,
12:17ou esse crime
12:17é fictício,
12:19e olha,
12:20é uma reflexão
12:21muito grande
12:23que você tem
12:23que fazer isso,
12:24porque como eu
12:25disse no começo
12:26do meu comentário,
12:27uma situação
12:28muito parecida
12:29com essa
12:30aconteceu
12:30na república
12:32mais antiga
12:33do planeta,
12:35uma república
12:35que existe
12:36desde 1700,
12:37e 89,
12:40e eles
12:41não conseguiram
12:42lidar com isso
12:43de uma forma
12:43adequada,
12:44imagina o tamanho
12:45do desafio
12:45que está
12:46diante de nós
12:46aqui.
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