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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja usar o aniversário de três anos do 8 de janeiro para vetar o PL da Dosimetria e realizar um ato político.
A medida, confirmada por Jaques Wagner (PT-BA), impede a redução de penas para os envolvidos nos atos de Brasília e atinge diretamente aliados de Jair Bolsonaro (PL-RJ). O gesto é visto como uma tentativa de manter a polarização e punir adversários políticos.
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A medida, confirmada por Jaques Wagner (PT-BA), impede a redução de penas para os envolvidos nos atos de Brasília e atinge diretamente aliados de Jair Bolsonaro (PL-RJ). O gesto é visto como uma tentativa de manter a polarização e punir adversários políticos.
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NotíciasTranscrição
00:00Outro assunto que eu quero trazer aqui no Pinhos nos Is, é que o presidente Lula avalia assinar o veto ao projeto da dosimetria dos atos do dia 8 de janeiro,
00:09dia que marca os três anos em que tudo aconteceu ali na Praça dos Três Poderes, em Brasília,
00:14e o chefe do executivo já manifestou que a sua decisão de barrar a proposta, e até minimizou a possibilidade do Congresso poder derrubar o veto,
00:22ele disse que, até mesmo se manifestando por meio do líder do PT na Câmara, o deputado Lindenberg Farias,
00:30defendendo mobilização de militantes nas ruas para fazer coro contra a redução de penas, caso Lula realmente decida vetar a proposta na data.
00:39De que forma que você avalia isso, Diego Tavares?
00:44Olha, David, quem é nossa audiência cativa aqui dos Pingos nos Is não se surpreende.
00:50Por algumas vezes eu já disse aqui que esse veto simbólico do Lula,
00:54diante dessa possibilidade muito grande que esse veto seja derrubado posteriormente pela Câmara dos Deputados,
00:59fazia parte do início de uma grande narrativa que Lula pretende utilizar como a sua grande tônica eleitoral de 2026.
01:09E eu fiz referência na oportunidade justamente a essa solenidade que ocorrerá em Brasília no dia 8.
01:15Ele até avisou os ministros na última reunião do ano, aquela grande reunião que ele fez com todos os titulares das pastas,
01:21que não viajassem na primeira semana, nas primeiras semanas de janeiro que estivessem à disposição em Brasília,
01:28porque haveria esse ato.
01:30E isso nos dá o sinal do que ele pretende que seja o tema, o grande tema de sua campanha.
01:36Ao que parece ele vai arrastar durante 2026 todo aquele discurso que pautou inclusive a sua eleição anterior
01:44da necessidade de preservação da democracia, vai se colocar claro como um grande salvador da democracia,
01:51alguém que livrou o Brasil do autoritarismo, que livrou o Brasil do fascismo,
01:56enfim, todas aquelas narrativas que nós já conhecemos.
01:59E isso tem um objetivo claro, que é desviar os olhos do eleitor de todos os muitos problemas
02:06que essa terceira gestão do governo Lula deixou para nós brasileiros.
02:11O rombo recorde nas estatais, o déficit gigantesco das contas públicas, déficit recorde também,
02:18a falta de infraestrutura que ainda comete o país, a alta no valor dos alimentos,
02:24um governo que se elegeu numa plataforma com uma promessa muito simples,
02:27um pacto com as classes mais simples, de que teria mais acesso a bens de consumo,
02:32aquilo muito estampado na promessa de picanha e cervejinha no final de semana.
02:36E ao final da gestão, o brasileiro ainda segue com as suas dificuldades aí
02:39para tomar o cafezinho preto toda manhã.
02:42Então, na verdade, começou o embate de narrativas agora para valer.
02:472026 oficialmente está inaugurado com essa estratégia de vetar o projeto da dosimetria
02:53no dia 8 de janeiro, de oferecer esse símbolo à militância lulopetista brasileira.
02:59Claro, nós sabemos, a realidade vai se impor nesse caso,
03:02esse veto possivelmente será derrubado pela Câmara dos Deputados
03:06e vida que segue, o jogo começa e o resultado nós vamos descobrir lá em outubro de 2026.
03:13Cabe à oposição derrubar essa cortina de fumaça, evidentemente,
03:17e mostrar o Brasil que Lula tenta esconder, o Brasil com tantos problemas,
03:21o Brasil, onde o mais pobre foi incluído no orçamento, como sempre prometeu o presidente,
03:27mas não na condição de beneficiário, sim na condição de pagador.
03:31Nós teremos eleições bem polarizadas, ao que tudo indica, viu, David?
03:35Enquanto isso, a gente tem estatais em greve, né?
03:37Petrobras, Correios, problemas que precisam ser resolvidos, ainda mais num ambiente como esse, né?
03:42Onde a gente aumenta a produção de petróleo, muitas pessoas viajando por todo o território nacional,
03:48os Correios, as encomendas não estão chegando em determinadas regiões do país,
03:52até tem sites já anunciando, olha, sua encomenda não vai chegar por conta de toda essa greve dos Correios.
03:58Mas a preocupação são com atos simbólicos que devem ser feitos, Bruno Musa.
04:03Bom, vamos lá, eu acho que transformar isso em ato político, eu sinceramente não sei qual será o resultado disso.
04:12Eu acho que ele vai falar ali para o público convertido dele.
04:16Eu vi uma pesquisa, confiável ela pode ser, que é um desses institutos principais,
04:21que grande parte dos eleitores brasileiros, algo em torno de 57%, seriam eleitores votantes, não militantes.
04:31Ou seja, não vivem a política e não militam o dia todo sobre ela.
04:37Quer levar o pão de cada dia para casa e o leite para os seus filhos trabalhar e viver sua vida
04:41e ter um final de semana onde possa fazer um mínimo de diversão.
04:4757%.
04:47Quando a gente usa um lado que tem ali o voto certo do PT,
04:52me parece que em um evento em que está tão polarizado dentro do Brasil,
04:57que é realmente o 8 de janeiro, eu não sei quão eficiente será isso quando você vê o Lula
05:06com uma dificuldade de romper a barreira de rejeição de 50%.
05:10Eu acho que é um tema delicado, é um tema que ele fala para a base dele,
05:15mas para aquele público eleitor que é o pêndulo, que decide as eleições,
05:20e decidirão as eleições provavelmente em 2026 novamente,
05:24eu não sei quão eficiente isso deva ser.
05:26Eu tenho, eu participando ali do 3 em 1, o Zé Marias fala que eu tenho,
05:30eu sempre penso com a cabeça do mercado privado, de fato, é o meu mundo.
05:33Então a questão é, eu fico pensando numa tomada de decisão,
05:37quão eficiente seria isso em retornos dos meus clientes,
05:42que no fundo na política os clientes são os eleitores.
05:45Eles estão em busca de leads, eu aqui de cliente de investimento,
05:48e eles em busca de leads que representam votos.
05:50Será que isso traz um evento político de fato,
05:54uma contribuição para o nível de rejeição do Lula que é altíssimo?
05:58Isso que eu fico à minha dúvida.
05:59Eu tenderia a achar, olhando a princípio, que não.
06:03E ainda mais fazer isso no dia 8 de janeiro,
06:06porque é um gesto simbólico,
06:08mas muita gente fala que foi uma jogada ensaiada,
06:10que estava tudo já planejado,
06:13porque a Câmara de fato ia aprovar,
06:15precisava passar esse projeto, o Senado também,
06:18aí voltaria para o presidente, para vetar,
06:21mas a última palavra sempre é do Congresso Nacional.
06:26Então isso já era meio que cartas dadas.
06:29Agora, fazer isso, de vetar, depois a Câmara,
06:32e até mesmo o Congresso Nacional reverter essa condição,
06:37é somente um ato simbólico que não tem efeito nenhum.
06:41Mas aí é feita uma convocação,
06:43é preparada toda uma estrutura para que ele possa fazer
06:46já uma política antecipada.
06:48Você interpreta dessa forma também, Diego Tavares?
06:51Sem dúvida, David.
06:54Existe um acordo a respeito da dosimetria.
06:57Isso nós já estamos repercutindo aqui há um bom tempo.
07:00O timing, a linha do tempo no qual Flávio se lança candidato,
07:04depois da derrubada das sanções da Lei Magnitsky,
07:08enfim, agora o avanço praticamente em tempo recorde,
07:11nas duas casas do Congresso Nacional do PL da dosimetria,
07:15deixa muito claro que existe aí uma composição política
07:20que eu acho que o Brasil não imaginou,
07:22nem se a nossa história fosse aqui,
07:24uma novela mexicana da mais dramática possível.
07:28Mas nós temos essa necessidade também
07:30que o presidente tem de fazer um aceno aos seus eleitores,
07:33como bem lembrou o Bruno Musa.
07:35O PL da dosimetria não pode, sob nenhum pretexto,
07:38contar com a assinatura de Lula ou de seus aliados do PT.
07:42Então, existe aí um balé muito bem ensaiado
07:45de uma certa manifestação da oposição,
07:47mas sabendo qual que é o resultado que nós teremos no final
07:50a respeito dessa possibilidade.
07:53E por que que isso interessa ao presidente Lula?
07:56Por que que o PL da dosimetria aprovado interessa?
07:59Porque isso mantém Flávio Bolsonaro
08:02numa zona de controle, como seu adversário ideal.
08:06Lula, se pudesse escolher entre todos os pré-candidatos da direita
08:09que se colocaram à disposição,
08:11se ele tivesse essa possibilidade,
08:13ele muito possivelmente escolheria Flávio Bolsonaro.
08:16Como nós já dissemos aqui por várias vezes,
08:18Flávio é o candidato com a maior rejeição
08:20e é muito difícil fazer com que essa rejeição recue
08:24até a data das eleições.
08:26E isso pode garantir um segundo turno mais tranquilo
08:29para o presidente Lula,
08:30mesmo enfrentando uma coalizão de centro-direita.
08:34Ainda que Flávio Bolsonaro consiga angariar
08:37apoio de outros players da direita.
08:39Existe uma massa muito grande de eleitores
08:42que se recusa a votar em Flávio Bolsonaro.
08:44No último levantamento, também,
08:46de um dos principais institutos de pesquisa,
08:48essa rejeição, na média, atingiu 62%.
08:51Quando a gente pega esse eleitor médio,
08:54a que o Musa fez referência aí,
08:56a rejeição chega a 70%.
08:58Então, Flávio Bolsonaro tem pouco espaço
09:01para crescer no tabuleiro eleitoral.
09:03E isso, como eu disse, faz dele o adversário ideal
09:06para o presidente Lula.
09:07Então, toda e qualquer iniciativa que fortaleça
09:10o bolsonarismo nesse momento
09:11é interessante ao presidente da República.
09:14Faz com que ele jogue um jogo combinado.
09:18Faz com que ele jogue o jogo mais propício
09:20para a sua vitória e, consequentemente,
09:21o seu quarto mandato.
09:23E aí fica a questão de realmente a gente ver
09:26esses atos simbólicos sendo realizados,
09:29enquanto existem crises importantes
09:31que precisam ser resolvidas,
09:32mas muitas vezes não é, como eu citei,
09:35as estatais.
09:36E não só essa greve que está sendo,
09:39que está se espalhando pela Petrobras
09:41e pelos Correios,
09:42mas também de outras instituições
09:44que sofrem com déficit,
09:47com mau funcionamento,
09:48e com isso também, o que demonstra uma má gestão,
09:52porque quem gerencia tudo isso
09:53é o governo federal.
09:55A gente falou recentemente da crise também
09:57envolvendo o INSS, o escândalo do INSS.
10:00Ah, mas começou na gestão anterior
10:02e isso já vem do passado.
10:04Ah, mas os rombos bilionários
10:06foram feitos também nessa gestão.
10:09Então, tem muitas questões
10:10que precisam ser resolvidas,
10:12precisam de realmente uma gestão eficaz,
10:16eficiente, só que não é feita.
10:18Então, de fato, a gente tem que avaliar
10:21todo esse contexto,
10:22em vez de, às vezes,
10:23ficar preocupado com o ato simbólico,
10:27preocupado em subir no palanque
10:28para falar diante daqueles
10:30que muitas vezes compactuam
10:32com suas propostas,
10:33do que necessariamente
10:34você conseguir resolver os problemas do país.
10:37Porque isso que atinge os brasileiros.
10:39Então, tem essa questão.
10:41Inclusive, a gente está de volta aqui
10:43para toda a rede.
10:44Aliás, a gente vai ficando por aqui
10:46para toda a rede
10:47que seguiu os pingos nos is.
10:50Você fica agora com a sua programação local.
10:52Muito obrigado pela sua companhia.
10:56Agora, eu quero ouvir do Dávila também,
10:58que eu não dei a palavra aqui para o Dávila
10:59de forma um pouco mais extensa,
11:02né, Dávila,
11:03em relação a esse ato simbólico,
11:06a essa questão do Lula vetar
11:08o projeto de dosimetria.
11:10Claro que ele ia fazer um aceno
11:12para os seus eleitores também
11:14no trecho que contempla o ex-presidente Jair Bolsonaro,
11:17mas aquelas outras pessoas também
11:18que foram condenadas, né,
11:20por atitudes que, enfim,
11:22a gente nunca viu no país
11:23e até mesmo não está previsto na Constituição.
11:25Na política, David Tarsson,
11:27você só pode controlar
11:29algumas variáveis.
11:30Outras variáveis, você não controla.
11:33Por exemplo, escolher quem será
11:34o seu adversário na eleição.
11:36Não tem a menor chance de controlar.
11:37Isso aí vai ter a decisão do PL,
11:38do PSD, dos outros partidos
11:40que vão decidir quem são os candidatos.
11:42Agora, as suas variáveis,
11:45você tem de todo o poder de controlar.
11:47Então, neste caso,
11:49não é apenas um ato simbólico,
11:51é um tiro no pé do PT.
11:54Por quê?
11:55Porque isso mostra
11:56que o presidente Lula
11:58quer continuar alimentando
12:00fomentando
12:02a polarização política.
12:05E quem fomenta
12:06a polarização política
12:08não consegue capturar
12:10o que nós chamamos
12:11do swing vote,
12:12aquele voto que muda
12:13de lado um ao outro.
12:14Lula recebeu,
12:15aliás,
12:16ganhou a última eleição
12:17e bateu na trave, né,
12:19justamente porque mostrou
12:20moderação.
12:22Só que com esse tipo
12:23de atitude,
12:25ele mostra justamente
12:26que não tem nenhuma moderação,
12:28que ele só está pensando
12:29na sua militância,
12:31com atos desse tipo,
12:32ele não consegue convencer
12:34justamente o eleitor moderado
12:37que pode mudar de voto
12:37a cada eleição.
12:38Então,
12:39isso é um tiro no pé do governo,
12:41não é apenas um ato simbólico,
12:42é um tiro no pé.
12:44É um tiro no pé que mostra
12:45a pequenez do presidente
12:47da república,
12:49a sua vontade de continuar
12:50polarizando,
12:51porque acha que a melhor coisa
12:53para a sua reeleição
12:54é tentar demonizar
12:56o outro lado,
12:57principalmente se o outro lado
12:58for Flávio Bolsonaro,
12:59alguém que soube o nome
13:00Bolsonaro,
13:01e isso que ele conseguiria repetir
13:03o feito da última eleição
13:04e conseguir esse voto moderado.
13:06Não vai acontecer.
13:07E aí vem,
13:08soma-se a isso
13:10dois outros fatos
13:12fundamentais
13:13que impactarão
13:15a eleição
13:15de dois mil e vinte e seis.
13:17O primeiro
13:18é a crescente
13:19violência
13:20no Brasil,
13:21a insegurança
13:22e a maneira
13:23desastrosa
13:24como o PT
13:25e a esquerda
13:26tratam desse tema
13:27que hoje
13:28é o tema
13:28que mais tira o sono
13:30da população brasileira.
13:32Essa história
13:32de achar que bandido
13:33é vítima da sociedade,
13:35isso não tem
13:35a menor conotação
13:37com a maioria dos brasileiros
13:38que trabalham,
13:39dão duro
13:40e são vítimas
13:41dessa violência.
13:42Então o PT
13:42não consegue
13:43endereçar
13:45esse tema
13:45que é tão caro
13:46hoje à população.
13:47E o segundo tema
13:48é o tamanho
13:50da inadimplência
13:52no Brasil.
13:52Nós estamos falando
13:53que hoje
13:53quase 80 milhões
13:55de brasileiros
13:56estão inadimplentes.
13:57Hoje,
13:578 milhões
13:58de empresas
13:59estão inadimplentes.
14:00Isso é mais de
14:01204 bilhões
14:02de reais.
14:04Então não é
14:04o que você pega.
14:05É muito, né, David?
14:06Aí você pega.
14:07E a gente vê também,
14:08só vou esperar um momento,
14:09inclusive estamos de volta
14:11para toda a rede,
14:11da Jovem Pan.
14:13A gente está repercutindo
14:14aqui que o presidente Lula
14:16vai,
14:18pretende vetar
14:19o projeto
14:20da dosimetria
14:21no dia 8 de janeiro,
14:23como um ato simbólico,
14:24e a gente está falando
14:25dos problemas
14:26que existem
14:27no nosso país,
14:28que precisam ser resolvidos,
14:29e essa busca também
14:30por protagonismo
14:32em pautas importantes.
14:33O Dávila
14:34estava até contextualizando
14:35aqui algumas delas,
14:36sobre segurança pública,
14:38PEC da segurança,
14:39também PL em antifacção,
14:41que o governo ainda conseguiu
14:42articular e até mesmo
14:44fazer uma alteração
14:45em relação a esse texto,
14:48e o protagonismo também
14:50nas operações
14:51que foram realizadas
14:52nos mais diferentes cantos
14:54do nosso país,
14:55com a Polícia Federal
14:56atuando,
14:56as polícias civis
14:57também estaduais.
14:59A última delas
14:59que eu me lembro
15:00foi a Carbono Oculto,
15:01onde teve uma coletiva
15:03aqui em São Paulo
15:04e teve outra em Brasília.
15:05Então,
15:06essa disputa também
15:07por protagonismo, Dávila.
15:09Exatamente.
15:10Então, mostra que,
15:11na verdade,
15:12Lula hoje tem
15:12três pedras no seu pé.
15:14Primeiro,
15:15esse ato da dosimetria
15:16mostra o radicalismo,
15:17a polarização,
15:19e não mais
15:19a sua forma de Lulinha,
15:21paz e amor,
15:21de mostrar que é um
15:22candidato moderado
15:23para capturar esse voto
15:24que muda a cada eleição,
15:26o voto mutável
15:27ou o tal do swing vote.
15:28Segundo,
15:29mostra a total
15:29inabilidade,
15:30incapacidade e incompetência
15:32de tratar o assunto
15:33que mais tira o sono
15:34do brasileiro,
15:35que é a segurança pública.
15:36E terceiro,
15:37não está fazendo nada
15:38para resolver
15:39esse problema
15:40da inadimplência
15:41no Brasil.
15:41Hoje,
15:42afeta o bolso
15:42de todos os brasileiros.
15:44É uma coisa
15:45inacreditável.
15:46E essa inadimplência
15:47é fruto
15:48de um governo
15:48gastador,
15:50irresponsável
15:51fiscalmente,
15:52que obriga
15:52o Banco Central
15:53a ter a taxa de juros
15:54mais alta do mundo
15:56para conter
15:57esta fúria
15:59gastante
16:00do governo.
16:01Então,
16:02hoje,
16:02é muito difícil
16:03um presidente
16:04da república
16:05com a alta rejeição
16:06que já tem
16:07conseguir convencer
16:09eleitores
16:10baixar a sua rejeição
16:12com inadimplência
16:13alta,
16:14incompetência
16:15no trato
16:15da segurança
16:16pública
16:16e usando
16:17qualquer gesto
16:18para acirrar
16:20a polarização
16:20e não
16:21para pacificar
16:22o país.
16:23Muitas vezes,
16:24inclusive,
16:24eu já fiz
16:25esse questionamento
16:26ao ministro
16:27da Fazenda,
16:27Fernando Haddad,
16:28sobre a previsão
16:29de uma possibilidade
16:30de reforma
16:31administrativa.
16:32e aí ele tratou
16:33o tema
16:33como fetiche.
16:34Não sei por que
16:34vocês,
16:35jornalistas,
16:35têm tanto fetiche
16:36em relação
16:37a essa reforma
16:38administrativa,
16:39porque seria necessário
16:40para que a gente
16:41enxugue a máquina
16:42pública.
16:42Só que a gente
16:43viu recentemente
16:44que o governo
16:44colocou mais
16:45quatro mil cargos
16:47de confiança
16:48ali,
16:49inchando ainda mais
16:50a máquina,
16:52muito provavelmente
16:52já pensando também
16:53nas eleições
16:54de dois mil e vinte e seis,
16:55Musa.
16:56Ele já deu a entender
16:59que caso a PEC
17:00da blindagem
17:03era,
17:03são tantas coisas
17:04que a gente já confunde,
17:05se fosse aprovada
17:06ele abriria mais
17:07um novo ministério.
17:08Um novo ministério
17:09não significa
17:09um simples ministro,
17:11vem todo aquele cabide
17:12junto e todo aquele
17:13orçamento
17:13que eles adoram
17:15parasitar em cima,
17:16um orçamento
17:17que já está escasso,
17:18um orçamento
17:19que já representa
17:20os gastos
17:21obrigatórios,
17:23mais de noventa por cento
17:24do total dos gastos
17:26das despesas primárias,
17:27sendo que
17:28dos duzentos bilhões
17:29só que sobram
17:30das despesas
17:30não obrigatórias,
17:32agora se sente
17:32um bita sendo
17:33para emendas parlamentares.
17:35Então ele quer criar mais,
17:36ele não consegue,
17:37ou melhor,
17:38eu não diria
17:38que ele não consegue entender,
17:40ele entende,
17:40mas faz parte
17:41de um projeto
17:41de poder
17:42e quanto mais
17:43você controla
17:44e centraliza
17:45o orçamento
17:45na mão das pessoas,
17:47poucos burocratas
17:48eu quero dizer,
17:50maior a ineficiência
17:51com o dinheiro,
17:52mas mais fácil
17:52deles manipularem
17:53para se manterem
17:54ali dentro
17:55naquele status quo.
17:57Então fica muito claro
17:58que eles querem
17:59aumentar a máquina
18:00pública,
18:01aumentam a máquina
18:02pública,
18:02centralizam esse processo
18:04de decisão
18:05na mão de poucos.
18:07E a gente sabe
18:08que tem um economista
18:10que eu gosto muito,
18:11o Mises,
18:12em que ele falava
18:13que o conhecimento,
18:15e eu acho que isso
18:16é inegável,
18:16independente do espectro
18:17político de cada um,
18:19o conhecimento
18:19ele é disperso,
18:21ou seja,
18:21a gente não sabe
18:22o conhecimento de amanhã,
18:23ele está aí,
18:23e a gente vai colhendo,
18:25e as empresas vão colhendo
18:26esse conhecimento
18:27para inovar,
18:28para ir melhorando tecnologia,
18:30oferecendo produtos e serviços
18:31de maior valor agregado.
18:33Acho que a nossa evolução
18:34faz parte disso.
18:36Então é impossível
18:37você ter eficiência
18:38quando você centraliza
18:39na mão de alguns poucos
18:40iluminados
18:41esse conhecimento,
18:43porque esses iluminados,
18:44assim como ninguém,
18:45detêm esse conhecimento.
18:46portanto,
18:48a ineficiência
18:49ela é brutal,
18:50a falta de evolução
18:51é brutal,
18:52e aí você começa
18:53subsídios,
18:54controles de preços
18:54e etc,
18:56que significa
18:57mais centralização ainda.
18:58Então mais ineficiência
19:00e mais controle
19:01na mão daqueles poucos
19:02que usam a narrativa
19:03para falar que tudo isso
19:04é para o bem
19:05dos mais pobres.
19:06Veja,
19:07Gustavo Petros
19:07na Colômbia
19:08falou hoje
19:09que vai subir a gasolina
19:10por lá,
19:11porque os pobres
19:12não usam gasolina,
19:13somente os ricos usam.
19:14perceba o nível,
19:17o baixo nível,
19:18melhor dizendo,
19:18do discurso
19:19que é o mesmo
19:20usado aqui.
19:21O tal do petróleo
19:22é nosso,
19:23vamos centralizar
19:24para os pobres,
19:25vamos tirar tudo
19:26dos ricos,
19:27o dinheiro tem que circular
19:28na mão do povo.
19:29Ou seja,
19:30é uma tática velha
19:31que não traz
19:32resultado sólido.
19:34Mas eu recebi
19:34e passo a bola agora
19:35um vídeo muito interessante
19:37de um entregador
19:37de aplicativos
19:38falando isso.
19:40Ora,
19:41o governo só está aí
19:42para tirar da gente,
19:43vocês não perceberam ainda
19:44que
19:44cada vez
19:45essa espolhação
19:46é maior
19:46através dos impostos,
19:47assim,
19:47muito interessante,
19:49porque são várias pessoas,
19:51independente da classe social,
19:52que começaram a perceber
19:5325 anos de espolhação,
19:55pelo menos,
19:56não deu resultado
19:57em absolutamente nada.
19:58Deu para os políticos,
20:00para a população
20:00que continua presa
20:01nessa mesma roda dos rados.
20:03É,
20:03e o Dávila tocou
20:04num assunto
20:04que eu acho
20:05que é fundamental também,
20:06até gostaria
20:07de repercutir novamente
20:08com ele,
20:09mas vou passar
20:09para o Diego Tavares,
20:11sobre essa
20:12iniciativa do governo,
20:14de sempre falar
20:15sobre a questão
20:17de atender
20:18aos pobres,
20:19do maior programa
20:20e tudo mais,
20:21só que na prática
20:23é cada vez mais
20:24pessoas com
20:25Bolsa Família
20:25sem conseguir,
20:27de fato,
20:28ter uma renda
20:28ou aqueles que tem,
20:30muitas vezes,
20:30não querem se formalizar
20:32e o número
20:32de carteiras registradas,
20:34apesar da gente
20:34ter tido um aumento
20:36em relação
20:37aos últimos tempos,
20:38essa narrativa
20:39não se sustenta
20:41à medida que também
20:42a gente vê
20:43a taxa de juros
20:44elevadíssima,
20:45antes a culpa
20:46era do Campos Neto,
20:46agora que entrou o Galípolo
20:47que é indicado
20:48pelo governo
20:49do atual presidente,
20:50não é culpado,
20:52então a gente não vê,
20:53apesar de ter
20:54indicadores positivos,
20:56uma melhora
20:57em relação
20:57à economia
20:58do nosso país,
20:59Diego.
20:59Pois é, David,
21:02o governo de esquerda
21:03sempre tem
21:04um sabotador,
21:05sempre a culpa
21:06é de terceiro,
21:07é aquela história,
21:08a culpa é minha,
21:09eu ponho ela
21:09em quem eu quiser,
21:10essa parece ser
21:11a lógica
21:12dos nossos atuais
21:13governantes,
21:15mas de fato,
21:16existe sempre
21:17uma terceirização
21:19a respeito de tudo
21:20e nesse caso,
21:21eu gostaria até
21:22de comentar também
21:23a fala que você
21:24repercutiu
21:25do ministro Haddad
21:26de que a reforma
21:26administrativa
21:27seria um fetiche,
21:29chega até
21:29ser curioso
21:30esse tema viratona,
21:31justamente no dia
21:32em que foi notícia
21:33que o presidente
21:34da república
21:34concedeu um reajuste
21:36de oito por cento
21:37aos servidores
21:38do poder judiciário,
21:40justamente o poder
21:42da república
21:43onde mais se concentram
21:44os tais
21:45dos super salários,
21:47onde um grupo
21:49de cinco juízes
21:50em Rondônia,
21:51por exemplo,
21:52nesse mês
21:52tiveram uma remuneração
21:54de oito milhões
21:55de reais,
21:57cinco juízes
21:57esse mês
21:58receberam oito milhões
21:59de reais
22:00do dinheiro
22:00do pagador
22:01de impostos
22:02no estado
22:02de Rondônia,
22:03um estado que,
22:04veja só,
22:05sobrevive de repasses
22:06da União Federal.
22:08Então,
22:08nós temos,
22:09sim,
22:09o Brasil
22:10constituído
22:11nessa estrutura
22:12que parece ser
22:13uma grande máquina
22:14que retira dinheiro
22:15dos mais pobres
22:16para tornar ricos
22:18uma elite
22:19do funcionalismo público
22:20e também
22:20uma elite
22:21de empresários
22:22que,
22:23como o Bruno Musa
22:24sempre lembra muito bem,
22:25recebe uma tonelada
22:26de incentivos
22:27do governo,
22:28de renúncias fiscais,
22:30enfim,
22:31todo o tipo de incentivo
22:32para manter
22:32aqui a sua atividade.
22:34Aí nós construímos
22:35essa economia
22:36extremamente protecionista,
22:38de portas fechadas
22:39para o mundo
22:40e com o povo
22:41que tem cada vez
22:42menos o poder de compra.
22:44Aí,
22:44para compensar isso,
22:45criam-se esses auxílios
22:47e o povo não consegue
22:48perceber,
22:48porque recebe ali
22:49um dinheirinho
22:50no final do mês
22:51e eu não estou aqui
22:52demonizando o Bolsa Família,
22:55porque um país
22:56como o Brasil,
22:57o Bolsa Família
22:57é um programa
22:58de certa forma
22:59necessário.
23:00Inclusive,
23:00o Bolsa Família
23:01tem origens liberais,
23:03ele parte da concepção
23:04do imposto de renda negativo
23:06que é,
23:07que foi criado,
23:07uma teoria desenvolvida lá
23:08na escola de Chicago.
23:10Então,
23:11não é,
23:11o problema não é o programa,
23:13é o aprisionamento
23:14que se faz do povo
23:15com esses pacotes
23:16de bondades,
23:17a falta de incentivo
23:19para que as pessoas
23:19deixem essa situação
23:21na qual ela está
23:22amparada
23:22pela estrutura social
23:24do Estado
23:25e consiga andar
23:26com as próprias pernas.
23:27O Brasil,
23:28um ambiente extremamente
23:29tóxico,
23:29por exemplo,
23:30para o empreendedorismo
23:31e quando você não
23:32fomenta o empreendedor,
23:34quando você não
23:34incentiva o empreendedor,
23:36você não consegue
23:37criar emprego.
23:38Já dizia,
23:39frase muito antiga,
23:40o melhor programa social
23:41que existe no mundo
23:42é o emprego,
23:43é ter trabalho
23:43para todo mundo.
23:45Infelizmente,
23:45não é o que nós
23:46observamos aqui.
23:47Nós observamos no Brasil,
23:48sim,
23:49uma máquina,
23:49como eu disse,
23:50de tirar dinheiro
23:51do mais pobre
23:52e fortalecer
23:53classes mais ricas,
23:54perpetuando sempre
23:55os mesmos do poder
23:57que utilizam
23:58a máquina pública
23:58para renovarem
24:00os seus mandatos,
24:01para se renovarem
24:02nas estruturas do Estado
24:03e manter
24:04esse estado de coisas
24:05que nós temos aqui,
24:06fazer com que
24:07esse abismo social
24:08seja parte
24:09da paisagem
24:10natural brasileira.
24:12Infelizmente,
24:12se nós não dermos
24:13um 360 aqui,
24:15não fizermos algo
24:16muito semelhante
24:17ao que fizeram
24:18os nossos
24:18irmãos argentinos,
24:20o Brasil
24:21é esse carro
24:22acelerado
24:22rumo a um precipício.
24:24Ou a gente
24:24puxa o freio de mão
24:25ou, infelizmente,
24:26vamos cair nesse buraco.
24:27E depois
24:27que você está
24:28no fundo
24:28desse abismo,
24:30é muito mais difícil
24:31de sair de lá.
24:32Não,
24:32reajuste de 8%
24:34acima na inflação
24:35para o Poder Judiciário,
24:37sendo que a gente vê,
24:38né,
24:38os desembargadores,
24:39como, por exemplo,
24:40naquele episódio
24:41do desembargador
24:42que estava envolvido
24:43ali no caso
24:43do TH Joias,
24:44no Rio de Janeiro,
24:45recebendo mais de 110 mil reais,
24:48esteve afastado
24:49por duas décadas,
24:51de acordo com a informação
24:52do Rodrigo Viga,
24:53inclusive recebendo
24:54e recebendo também
24:55esses reajustes
24:57e agora
24:58o governo
24:59autorizando
24:59mais
25:00um aumento
25:01ao Poder Judiciário.
25:03e aí
25:08o
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