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A temporada de compras nos EUA promete movimentar US$ 1 trilhão entre Ação de Graças, Black Friday e Cyber Monday. Apesar do impacto do tarifário, consumidores mantêm confiança e varejistas absorvem parte dos custos. O âncora Marcelo Favalli explica como estoque, preços e contratação sazonal influenciam o mercado e os lucros do setor varejista.

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Transcrição
00:00Amanhã é dia de ação de graças, um feriado muito importante para os americanos, que é seguido pela Black Friday,
00:07data comercial que abre a temporada de compras de final de ano.
00:11Para explicar como está essa economia do consumo, eu recebo agora o Marcelo Favalli, apresentador do Conexão.
00:18Favalli, boa noite para você.
00:20Boa noite, Cris Pelágio. Estamos no meio de uma balança.
00:23De um lado dos pratos tem expectativa, do outro, realidade.
00:27É isso aí.
00:28As expectativas estão assim, como o peru que vai morrer na véspera.
00:34Do outro lado, a gente vai ter que esperar até segunda-feira com a consolidação dos números para ver se tudo isso vai ser verdade.
00:41Mas o humor ali do departamento de varejo dos Estados Unidos está a mil com a expectativa.
00:48E isso tem a ver com o tarifácio, tanto a expectativa quanto a realidade.
00:52Não faz sentido agora, mas eu vou explicar.
00:54Boa noite, Cris Pelágio. Boa noite a todo mundo.
00:57Que nos acompanha.
00:59Então a gente olha para uma palavra que agora vale muito nos Estados Unidos.
01:03Retail.
01:04Que nós traduziríamos como varejo, varejistas.
01:09Querem ver?
01:10Olha a perspectiva do setor de varejo traduzido aqui pelo National Retail Federation.
01:17Algo como uma confederação nacional do varejo ou dos varejistas.
01:23Existe uma enorme expectativa deste tamanho.
01:27Se espera que este consumo entre ação de graças, Black Friday e uma extensão na segunda-feira que eles chamam de Cyber Monday,
01:36quando muitas lojas de eletroeletrônico fazem promoções de equipamentos mais caros, celulares de ponta, notebooks, televisões de grandes telas,
01:47que seja o segundo maior resultado, o segundo maior consumo deste período aí tão tradicional nos Estados Unidos de compra,
01:57tão tradicional que o Brasil e outras partes do mundo acabaram aderindo a este calendário.
02:01Se espera um gasto de um trilhão de dólares em produtos de alto valor agregado do varejo, excluindo automóveis, refeições fora de casa e combustíveis.
02:17Nessa conta do Retail lá, esses três itens não entram no cálculo e ainda assim se chega em um trilhão de dólares.
02:25Deve ser, se as previsões estiverem corretas, tem uma mais otimista e uma mais pessimista.
02:33Olha, a mais pessimista é de 3,7%, um crescimento conforme 2024 e os mais otimistas acham que passem de 4% na comparação com o ano.
02:46Vamos destrinchar? Vamos ver onde vai estar cada um desses produtos?
02:50Eu vou pedir aqui a próxima arte, que é o seguinte, aquele 1 trilhão de dólares vem do departamento de varejo,
03:00que cada consumidor, em média, gaste quase 900 dólares em produtos ou em groceries, em compras para as refeições em família,
03:13que deve ser, então, o segundo maior gasto da história.
03:16Divididos em dois momentos, na Black Friday e no Cyber Monday.
03:23Mas da onde que vem aqui, segundo o departamento de varejo dos Estados Unidos?
03:27Um consumo reprimido, esse medo do tarifaço, que muitos produtos não foram vendidos ao longo,
03:35desde abril até agora, segunda metade de novembro, que muitos consumidores ficaram com medo de inflação,
03:42reajuste de preço, sem capacidade de honrar depois o cartão de crédito.
03:49Agora, tem já mais segurança, porque o índice de confiança do consumidor deu uma subidinha,
03:57então, provavelmente, essa leitura é de que a Black Friday e a Cyber Monday sejam mais gordas esse ano.
04:07Por quê? Os varejistas também identificaram o fenômeno, que houve um exercício de planejamento do consumo.
04:15Consumidor americano, que às vezes é muito mais impulsivo, desta vez se organizou para gastar nessa hora.
04:24O que explica, então, a tendência, a expectativa, que seja a segunda maior temporada de compras da história dos Estados Unidos.
04:32priorização, itens essenciais, então, artigos de decoração, supérfluos, fiquem um pouco mais no final da fila.
04:46Quando a gente fala aqui de Black Friday e Cyber Monday, mas nessa conta tem também muitos alimentos e produtos
04:52que vão ser servidos aí na época de festas.
04:56E o tal do NRF, National Retail Federation dos Estados Unidos, a Confederação Nacional do Varejista,
05:04fez essa declaração.
05:06Estamos enxergando um consumidor cauteloso, mas fundamentalmente forte.
05:14Que sim, que o americano vai voltar a consumir numa escala maior,
05:18porque guardou um dinheirinho aí no bolso, ficou assustado com os desdobramentos mais fortes.
05:25do Tarifácio, que acabaram nem vindo.
05:28Próxima arte aqui, por favor, para a gente entender.
05:33Outro reflexo.
05:35Quando mais pessoas vão às lojas, a indústria é mais provocada,
05:40mas nesse momento os estoques já foram preenchidos.
05:44E para atender o consumidor, mais pessoas são contratadas neste período que começa.
05:49Até começou já no Halloween, mas ganha mais força.
05:52Em ação de graças, Black Friday, Cyber Monday.
05:56Mais recentemente, ainda teve um outro feriadinho de compras, entre aspas,
06:02que é o Trip Tuesday, que nesse Tuesday, na terça-feira,
06:06são vendidos pacotes de viagens.
06:09E isso faz com que os lojistas contratem mais pessoas neste período,
06:13que acaba se estendendo até o ano novo.
06:15que podem ser contratados agora, a expectativa, entre 265 mil e 365 mil trabalhadores temporários.
06:25A contratação sazional.
06:27O varejo absorvendo custos extras.
06:30O Tarifácio veio.
06:32Talvez não na mesma força que se temia.
06:35Mas, aqui, o varejista tem um objetivo claro, não afastar o consumidor.
06:43E para isso, muito provavelmente, vai absorver um certo prejuízo,
06:48vai ficar com os custos para não passar para o consumidor.
06:52E houve até antecipação de promoções.
06:55Temendo que o consumidor não chegasse com dinheiro no bolso,
07:00muitos setores, lojistas, fizeram promoções ainda em outubro,
07:05quando começa esse zoom, zoom, zoom de consumo,
07:08por causa do Halloween, o Dia das Bruxas.
07:11Então, houve campanhas antecipadas também,
07:14o que ajuda a aquecer um pouco essa temporada.
07:17Mas, aqui, a próxima arte, por favor, para a gente já encerrar.
07:21Olha o que eu falei, que talvez haja um prejuízo
07:25de quase 41 bilhões de dólares, por causa do Tarifácio.
07:30O impacto dividido, mais ou menos assim,
07:3428,6 vai ficar em produtos mais caros para o consumidor
07:40e o resto absorvido pelo varejista.
07:44Numa conta aqui, vai ficar um pouco mais caro para o consumidor
07:48e, aí, também mais pesado para o varejista.
07:53A questão é que nós vamos...
07:55Isso aqui tudo teoria.
07:56Na prática, a prática, nós vamos ver segunda-feira,
07:58que é o seguinte, dilema.
08:00Será que os americanos vão reduzir as suas compras?
08:05A previsão diz que não.
08:07Ou vão adquirir mais dívidas?
08:11Isso aqui a gente vai ter que esperar pelo menos umas 72 horas para saber.
08:14E esse aqui é um cálculo feito também pelo Departamento de Varejo,
08:20calculando o seguinte, que os eletrônicos devem ficar quase 200 dólares mais caros.
08:26Chama muita atenção, né?
08:27Levando em consideração que muita gente espera o Black Friday
08:31para comprar, principalmente, produtos eletrônicos de alto custo.
08:35Computadores mais sofisticados, celulares mais modernos,
08:39super televisores, que aí passam dos mil, dois, três mil dólares.
08:44Então, isso ajuda a entender por que os eletrônicos podem ter uma média mais alta
08:48e foram afetados pelo tarifácio, porque eles vêm majoritariamente da Ásia,
08:53países muito sobretaxados.
08:55Roupas e acessórios, até 82 dólares em média, mais caro.
09:00Higiene pessoal, beleza.
09:02E para alívio dos pais, o Papai Noel não vai ser tão atingido,
09:06porque os brinquedos não ficaram tão mais caros assim,
09:09uma média de 14 dólares mais.
09:11E o peru, doação de graças, né?
09:15E a ceia de Natal, mais cara também,
09:17porque o que os americanos chamam de grocery,
09:20ficou em média 12 dólares mais caro.
09:23Num traço, vai ficar mais caro,
09:26o varejista vai ter ali um certo buraco no seu lucro,
09:30porém, como o americano guardou dinheiro,
09:34a expectativa é que essa equação se balanceie
09:37com muita gente indo fazer compras.
09:41A gente vai saber segunda-feira,
09:43e aqui nós estamos torcendo,
09:45imagina o lojista nos Estados Unidos.
09:48É, isso aí.
09:49Isso, pela, a gente leva mais um tempinho,
09:51a gente refaz essa conta na segunda-feira,
09:53mas os estoques estão cheios
09:54e os dedos cruzados nos Estados Unidos.
09:57Vamos ver o que vai acontecer.
09:58Obrigada.
09:58Te chamo de novo já já.
10:00Obrigada.
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