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José Pimenta, diretor de Comércio Internacional, analisou o impacto das novas tarifas mexicanas sobre autopeças, químicos e bens de consumo, e os caminhos possíveis para manter a competitividade do Brasil no comércio global.

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Transcrição
00:00E o comércio global começa o ano sob mais tensão.
00:03Depois do endurecimento das tarifas dos Estados Unidos,
00:06o Brasil agora enfrenta novas barreiras.
00:09No México, entram em vigor sobre taxas sobre produtos da indústria de transformação.
00:14Estou falando de autopeças, químicos, siderurgia, plásticos, bens de consumo.
00:19O impacto pressiona exportações e também competitividade.
00:23Para analisar os efeitos e possíveis caminhos,
00:26eu vou conversar agora com o José Pimenta, diretor de comércio internacional.
00:30Ele está aqui conectado com a gente no Fast Money.
00:33Tudo bem, José? Boa tarde.
00:35Bem-vindo nessa primeira participação do ano, que sejam várias,
00:39um excelente 2026 para você.
00:42Excelente 2026, Natália. Um prazer estar aqui com você no Fast Money.
00:46A gente começa justamente falando de desafios que vêm junto com esse ano,
00:50com essa virada para janeiro.
00:51Tem pacote novo de tarifas, então, imposto pelo México.
00:56Queria te ouvir sobre ele.
00:57Como é que ele mexe com a nossa competitividade?
01:00Natália, a gente está falando de México,
01:03obviamente porque é um parceiro muito importante do Brasil.
01:06Se tornou um parceiro importante ao longo dos anos.
01:09Nesse último ano, notadamente por conta do tarifácio,
01:12diversas exportações, diversos produtos brasileiros
01:15foram para o México, tiveram o México como destino final.
01:19É um país que já vem em franco crescimento já há vários anos.
01:23Tem, de alguma forma, buscado diversificar
01:25tanto suas fontes de importação quanto de exportação,
01:28porque é uma economia ainda muito dependente dos Estados Unidos.
01:31A gente sabe que o tarifácio tem imposto desafios
01:34hercúleos também para a economia mexicana.
01:36Então, o que aconteceu no México, de alguma forma,
01:38não pode estar dissociado disso.
01:41Dessa crescente batalha, eu diria,
01:43dessa crescente animosidade comercial no âmbito do NAFTA.
01:48Agora, USMCA e daqui a pouco o novo USMCA,
01:52que é aquele acordo entre México, Estados Unidos e Canadá,
01:55que deve ser revisto também esse ano.
01:57E também por conta de uma necessidade interna,
02:00de ajuste interno, de aceno interno para esses produtores,
02:04para essa camada do PIB mexicano.
02:08Produtos industrializados,
02:10alguns produtos agrícolas também tiveram suas isenções retiradas.
02:14Então, a Cláudia, a presidente Cláudia Schema,
02:17tem acenado para esse público de uma maneira diferente,
02:20dizendo, olha, vou dar um certo apoio aqui para vocês.
02:23Isso ainda com base naquela lei de controle inflacionário.
02:27Então, essa lei foi revisitada,
02:29ela foi expandida,
02:31mas agora com algumas exceções.
02:33Isso, obviamente, afeta o Brasil
02:34e todos aqueles países que, de alguma forma,
02:36têm o México como destino final
02:38para esses produtos que você citou.
02:40Eu citei aqui no começo, na introdução da nossa conversa,
02:43alguns setores,
02:44e eu queria te ouvir mais sobre setores mesmo.
02:46Quais devem sentir primeiro e com mais intensidade
02:49o impacto dessas sobretaxas que vieram do México?
02:54Alguns produtos que nós tivemos notoriamente
02:56aumento das exportações para o México esse ano
02:58foram, justamente, proteína animal,
03:01alguns produtos do agro também.
03:03E a gente soube que, recentemente, com essa medida,
03:06alguns produtos da cesta básica mexicana
03:09foram retiradas as isenções.
03:10Então, esses produtos, esse setor,
03:12como o agro, que já tem uma exportação cativa para o México
03:15e que aumentou,
03:16deve sofrer algum tipo de problema.
03:18A carne de frango está fora desse...
03:20Estou falando, basicamente, carne bovina, carne suína,
03:22mas a carne de frango está fora
03:23porque ainda continua isento
03:26dentro daquela política, né?
03:28Daquele que controle a inflação e a carestia no México.
03:33Você tem, também, alguns produtos de meio de cadeia,
03:35como você mesmo falou,
03:36autopeças,
03:37alguns outros produtos químicos
03:40e ainda também do setor de indústria de transformação.
03:43Então, de maneira geral,
03:45a medida é bem ampla, né?
03:46Ela pegou diversos setores
03:48e aí o que salta aos olhos
03:49não é nem essa medida que veio agora,
03:51mas, obviamente, a continuidade,
03:54possível continuidade ou não,
03:56dessas medidas ao longo do ano.
03:57A gente vive um momento de recrudescimento
03:59do protecionismo global.
04:01A gente está falando aqui de México,
04:03com foco em México,
04:03mas você também tem aplicado, recentemente,
04:06a salvaguarda da carne bovina brasileira
04:09e mundial como um todo,
04:11mas, sobretudo, pegou a brasileira
04:12porque ela é uma grande exportadora para a China.
04:14A União Europeia também implantando medidas restritivas
04:17e de rastreadibilidade em alguns produtos
04:19do comércio internacional.
04:20Então, de maneira geral,
04:22você tem hoje quase que 3 mil medidas em vigor
04:25que, de alguma forma,
04:26afetam o comércio internacional duramente,
04:29o que exige muito mais planejamento do exportador
04:31e olhar de longo prazo,
04:33além do tarifás que a gente passou
04:34comentando aqui o ano passado todo
04:36e esse ano deve ser foco também das notícias, Natal.
04:39Exatamente, né?
04:40Porque várias das nossas exportações
04:42ainda estão sofrendo esse impacto das tarifas
04:45que não foram retiradas sobre taxas dos Estados Unidos
04:47e tem esse acordo, né?
04:49Você mencionou a União Europeia,
04:51o acordo União Europeia e Mercosul
04:53que está empacado, né?
04:55O acordo ainda segue em discussão,
04:57ele está empacado no sentido daquela última milha, né?
05:01Aquele último tiro final, o sprint final.
05:04Sim, ele está em discussão na União Europeia
05:07na última semana de dezembro.
05:09Havia uma expectativa muito forte
05:11de assinatura desse acordo
05:12ainda em Foz do Iguaçu, na cúpula do Mercosul, né?
05:15Isso não aconteceu.
05:17O principal motivo aí foi justamente
05:19a questão da Itália, né?
05:21Ter se colocado contrariamente
05:22à assinatura daquele momento
05:24e que voltaria a discutir em janeiro.
05:26É um acordo muito importante.
05:27É um acordo que já está bem segmentado
05:30e de alguma forma bem evoluíram, né?
05:33As negociações evoluíram muito
05:34nesses últimos três anos
05:36e tanto do lado do Mercosul
05:39quanto do lado da União Europeia
05:41de alguma forma as indústrias estão protegidas,
05:43sejam elas do agronegócio
05:45ou da indústria de transformação.
05:47Elas estão bem protegidas
05:48ou em termos de cotas,
05:50em termos de tarifas
05:52e do cronograma de desgravação
05:54que a gente chama, né?
05:55Que é aquele tempo que leva
05:56para a tarifa ser zerada
05:57de um determinado produto.
05:58Também de ambos os lados
06:00muito consolidados.
06:02Então agora
06:02seria um aceno muito importante
06:05nessa época de recrudescimento
06:07do protecionismo global
06:08um acordo dessa magnitude.
06:10O maior acordo, né?
06:12que estaria em vigor hoje
06:13em termos de dois blocos
06:14já consolidados
06:15em termos de integração regional
06:17nesse começo de 2026.
06:19Janeiro chegou,
06:20vamos ver se até o final do mês
06:22a coisa avança.
06:23É, exatamente.
06:24Falei empacado aqui.
06:25Na verdade, ele está avançando, né?
06:26Que a gente tinha expectativa
06:27de já começar 2026
06:29com ele valendo, né?
06:31Que seria assinado antes.
06:32Agora, de volta ao México,
06:34José Pimenta,
06:35você vê espaço
06:36para uma negociação diplomática?
06:39Quais são os caminhos possíveis ali?
06:41Ou é mais um caso
06:42em que vale mais a pena
06:44apostar na diversificação
06:45de mercados para esses setores?
06:48São dois movimentos, Natália.
06:50O primeiro, sim,
06:50é continuar o diálogo.
06:52O governo brasileiro já iniciou,
06:53já tinha iniciado um diálogo
06:54com o México no ano passado
06:56para aumentar o acordo
06:58já existente com o México.
06:59é o Acordo de Complementação Econômica
07:02número 53.
07:03É um acordo parcial de comércio,
07:05um acordo que já foi alvo
07:07de negociações diversas vezes,
07:10mas agora, por conta desse contexto todo
07:12que a gente já falou aqui,
07:14tinha ganhado um novo escopo
07:15em termos de possível negociação
07:18para a sua ampliação.
07:20Então, esse é um ponto importante.
07:21Tem outro acordo específico,
07:22o Acordo Setor Automotivo,
07:24esse segue valendo,
07:25mas quanto mais a gente conseguir,
07:27de alguma forma,
07:28ampliar o acordo,
07:29já existente com o México,
07:31o ACS 53,
07:32que a gente está falando aqui,
07:33mas a gente poderia,
07:35talvez,
07:35colocar esses produtos
07:37em alguma lista de exceção,
07:39trabalhar essa comunicação
07:41de uma maneira mais
07:42ganha-ganha com o México,
07:44dizendo que também teria acesso aqui,
07:46ou seja,
07:46negociação pura e simples,
07:48dizendo, olha,
07:48você vai ter acesso
07:49ao mercado aqui também,
07:50é possível ter algum tipo
07:52de cota,
07:53é possível ter algum tipo
07:54de exclusão
07:56das exportações
07:57do Brasil,
07:59caso a gente tenha
08:00um acordo mais amplo,
08:01chegando até,
08:01possivelmente,
08:02talvez,
08:02um acordo de livre comércio.
08:03Então,
08:04isso está na mesa,
08:05isso está em jogo,
08:06isso não avançou
08:07como, talvez,
08:08os setores que exportam
08:09para o México gostariam,
08:11mas isso está em jogo
08:12e segue em jogo,
08:13o governo brasileiro
08:14tem atuado muito forte
08:15nesse sentido.
08:16Paralelamente a isso,
08:17não dá para descuidar,
08:18não dá para simplesmente
08:20colocar todas as fichas
08:22num ponto só,
08:23dizendo que a negociação
08:25deve avançar,
08:26ela deve avançar,
08:27porém,
08:28você falou muito bem,
08:29diversificação de mercados,
08:30inclusive,
08:31saiu matéria recente
08:32em alguns vínculos
08:33de informação
08:34alguns dias atrás,
08:35dizendo que essa diversificação
08:36foi o que tem salvado
08:38a balança comercial brasileira
08:39nos últimos meses
08:41por conta do tarifácio.
08:42Então,
08:43abrir novos mercados
08:44é um mantra
08:45para 2026,
08:46buscar novos mercados
08:47é um mantra
08:48para o exportador brasileiro
08:49em 2026.
08:50Boa.
08:51José Pimenta,
08:52diretor de Comércio Internacional,
08:53muitíssimo obrigada
08:54por estar com a gente,
08:55então,
08:55nesse 2 de janeiro.
08:56Até a próxima.
08:58Eu que agradeço,
08:59até uma próxima oportunidade,
09:00um abraço a todos.
09:01Igualmente.
09:02E o Alí...
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