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O Conselho Monetário Nacional ampliou o acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano, de 30 bilhões de reais, para empresas impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. A análise foi feita por Mariana Almeida, destacando riscos fiscais e impactos na cadeia produtiva.

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Transcrição
00:00O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira a ampliação do acesso ao crédito para empresas afetadas pelo tarifácio dos Estados Unidos
00:09numa reunião extraordinária que regulamentou as mudanças anunciadas ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
00:19Essa medida permite que as linhas emergenciais do Plano Brasil Soberano, que totalizam 30 bilhões de reais,
00:26cheguem a um número maior de empresas, incluindo agora fornecedores das exportadoras.
00:32O Conselho também reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo de faturamento necessário para acesso ao financiamento, ampliando o alcance do programa.
00:43Segundo o governo, as mudanças buscam evitar gargalos nas cadeias produtivas e proteger empregos diante do choque tarifário imposto pelos Estados Unidos.
00:53E quem já está comigo aqui no estúdio, Mariana Almeida, como sempre, todos os dias aqui juntas.
01:00Mari, bom dia. Chegamos a estar uma aguardada sexta-feira.
01:03Sextou, né, Paula? Bom dia para você, bom dia para todo mundo que está sextando com a gente.
01:07Exatamente. O pessoal está sextando aqui com a gente, muito bem informado, né, sempre.
01:11Mari, ontem a gente comentou sobre essa medida, né, e você até mencionou no seu comentário que é uma medida boa para as empresas,
01:17até por conta desse choque todo externo, né, um incentivo aí para a produção e para a exportação,
01:23mas para as contas públicas exige uma certa cautela, né, porque pode impactar também no orçamento, né, na parte fiscal,
01:32se não for muito bem desenhada essa estratégia.
01:36Pois é, Paula. Vamos puxar então esse fio aí que você está trazendo, né,
01:39porque as contas públicas vão ser afetadas toda vez que eu escolher fazer uma medida onde eu gasto
01:45e esse gasto não resulta depois em receita.
01:48Ou seja, se o governo acabar colocando mais recurso na economia do que ele consegue gerar de benefício para a economia
01:53e arrecadar com esse benefício depois, aí o cenário é negativo.
01:57Nesse caso, a tentativa era justamente de amenizar com o programa público os efeitos do choque adverso,
02:04não gerado na economia brasileira, mas sim pelos Estados Unidos,
02:09dando um apoio aí para as empresas que foram afetadas,
02:13para que o efeito do tarifácio fosse suavizado e, ao mesmo tempo,
02:18as alternativas para poder ter uma diversificação de mercado,
02:22depender menos, inclusive, dos Estados Unidos, pudessem ser abertas num custo menor.
02:26Isso é positivo, porque, de fato, dado que as empresas não foram responsáveis por esse choque,
02:32não construíram o choque, que veio por razões políticas,
02:36por razões que não coadunam com a lógica e a racionalidade econômica,
02:41ter o apoio é significativo.
02:43O que a gente comenta só é, esse apoio dele tem que chegar de uma maneira que, de novo,
02:47faça com que as empresas reajam.
02:49Nesse exato momento, a novidade do Brasil Soberano é que ele está ampliando o seu escopo,
02:54com mais empresas ao longo da cadeia podendo acessar,
02:57o que, em tese, é bom, porque amplia a capacidade, realmente,
02:59de que o choque não tem efeito no setor, na cadeia,
03:03mas, ao mesmo tempo, dispersa.
03:05Ou seja, esse ampliar, se não for muito bem desenhado,
03:09com regras muito claras de quem recebe e quem não recebe,
03:12pode ser um apoio que gera o custo, mas não necessariamente salva a cadeia,
03:16não tem um retorno inteiro.
03:18E aí, a gente tem um problema nas contas públicas lá na frente.
03:21Algo que eu chamei a atenção ontem é que, então,
03:23embora o desenho possa fazer sentido por atuar com a cadeia como um todo,
03:26por baixar parte da exigência e, com isso, talvez, incluir empresas menores,
03:31ele chega também num momento onde o tarifácio está sendo rediscutido
03:35e que tem chance de, num curto prazo, você ter uma alternativa ao próprio tarifácio,
03:40que é um outro cenário de menor impacto para a economia brasileira.
03:44Ou seja, será que todo o esforço vai realmente entregar algo melhor?
03:48Ou pode ser que a gente só abre com aqueles resquícios,
03:50aqueles resquícios, aquelas caveiras de programas que a gente faz no momento,
03:56depois não sabe exatamente medir se é o efeito que ele teve ou não
03:59e fica lá na frente com algo que perdeu o seu sentido de existir,
04:02mas que a gente tem muita dificuldade de desfazer até pela dispersão que ele assume.
04:06Então, é só um cuidado.
04:08Cabe ao governo sim reagir.
04:10Faz sentido porque o choque não foi algo intencional das empresas,
04:12porém, fazer um bom desenho, monitorar, avaliar e lembrar por que veio o benefício
04:18e como é que ele pode ir embora no momento em que o cenário muda
04:21é fundamental e é algo que a gente, nesse sentido, acaba fazendo muito pouco, viu, Paula?
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