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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acenou ao Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pedir que o relator do Projeto Antifacção, deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), retire ou suavize trechos que desagradam o Planalto.

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Transcrição
00:00Presidente da Câmara, Hugo Mota, ele assinou ao governo e pediu mudanças no projeto de lei antifacção relatado por Guilherme Derrite.
00:09O Planalto faz críticas a vários pontos do texto, principalmente em relação às atribuições da Polícia Federal
00:15e a possibilidade de criminalização de movimentos como o MST.
00:21Para atender a pedidos do governo, Mota adiou mais uma vez a análise do texto
00:25e afirmou que vai manter as conversas para construir consenso sobre essa proposta.
00:31Já Derrite negou que vá tirar poderes da PF ou dos estados.
00:37Você, Mota, a leitura que muitos fizeram, que o presidente da Câmara teria aceitado as reclamações do governo,
00:46adiou o projeto e haveria nos bastidores uma costura para que o texto de Guilherme Derrite,
00:53o substitutivo fosse alterado.
00:57É uma leitura que me parece correta.
01:02O que acontece é que o pensamento pró-bandido atingiu a hegemonia em várias áreas importantes do país.
01:11O sistema de ensino, desde as escolas até as universidades, na cultura, todo dia tem uma minissérie nova sobre bandidos.
01:19Vocês já viram isso? Só dá assassino, serial killer, traficante.
01:25E na mídia, infelizmente, na maioria da mídia, onde o criminoso é sempre um pobre coitado,
01:30é inevitável que esse pensamento pró-bandido chegasse na máquina do Estado.
01:37Ele é chamado de criminologia crítica, garantismo penal, até abolicionismo.
01:43O resultado disso é uma máquina estatal que se recusa a punir o criminoso.
01:51Isso.
01:53Enquanto essas ideias não mudarem, nada vai mudar.
01:58O resto é cortina de fumaça.
02:01Você, Cristiano Beraldo, a atuação de Guilherme Derritte, o incômodo do Palácio do Planalto
02:09e o suposto pedido dos integrantes do governo ao presidente da Câmara
02:15para que o projeto, a votação fosse adiada e o texto do substitutivo de Guilherme Derritte fosse alterado.
02:22Na avaliação dos integrantes do Planalto, a PF perderia protagonismo e ficaria enfraquecida.
02:31Já outras figuras fazem uma análise diferente, não.
02:35Simplesmente o texto daria a importância e a responsabilidade aos governos estaduais.
02:43Eles investigam, conhecem a região, vai tirar do governo estadual, da polícia estadual
02:49e passar tudo para a polícia federal.
02:50E um outro questionamento, a polícia federal tem efetivo para tocar todas as investigações
02:56de todos os estados, mais do DF, Beraldo?
03:00Caniato, eu acho engraçada essa preocupação agora com a polícia federal,
03:04depois de termos assistido na sequência da operação do Rio de Janeiro,
03:10que eliminou 117 criminosos que impunham o terror às comunidades onde viviam
03:18e a sociedade do Rio de Janeiro como um todo.
03:21E aí tivemos uma cena pública numa entrevista, o ministro da Justiça desautorizando o diretor-geral
03:32da polícia federal.
03:34Até passa a frente dele.
03:35Parecia que deu um esmarrão, né?
03:37Não, deixa que eu falo, deixa que eu falo.
03:39Exatamente.
03:40Foi na grosseria que isso aconteceu, aquela cena bizarra.
03:45Então, ficou claro ali que a polícia federal, neste governo,
03:50ela é submetida, ela é subserviente à vontade da cúpula do governo federal,
03:59do Poder Executivo.
04:00Então, agora não.
04:02Agora, aí eles estão muito preocupados com a autonomia da polícia federal.
04:07Quer dizer, uma coisa não combina com a outra.
04:10E o que está por trás disso?
04:12Guilherme Derrite é extremamente experiente.
04:16Não é experiente porque ele estudou, não.
04:19Ele é experiente porque ele, por muitos anos, esteve na rua combatendo o criminoso.
04:25ele entende exatamente como deve se dar o combate ao crime organizado.
04:32Como o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo
04:35decretou guerra às facções criminosas, ao PCC, sobretudo, que está presente em São Paulo,
04:41conseguiu avanços.
04:43É óbvio que sozinho o secretário de Segurança Pública, a polícia militar, a polícia civil
04:49não conseguem resolver os problemas porque é bastante mais complexo
04:54do ponto de vista da legislação, é complexo do ponto de vista do judiciário.
04:59A gente vê aí a realidade das audiências de custódia, em que mais da metade dos presos
05:07em flagrante são liberados.
05:09E isso tudo, inclusive, essa farta liberação de bandidos na audiência de custódia
05:15é comemorada pelo governo.
05:17Então, quando o governo olha para Guilherme Niderriti relatando esse projeto,
05:24o governo vê que não conseguirá levar adiante as suas bandeiras.
05:30E quais são essas bandeiras?
05:32Nós estamos vendo.
05:33O bandido é sempre um pobre coitado.
05:36Sempre que há algum tipo de ação da polícia que a sociedade aplaude,
05:41o governo está lá preocupado com as vítimas da violência policial.
05:47Veja só, Caniato, o absurdo que estamos vendo hoje no Brasil.
05:51Nós tivemos uma operação policial no Rio de Janeiro,
05:54em que 117 marginais que estavam com arma na mão foram eliminados pela polícia,
06:03devidamente eliminados pela polícia.
06:05alguns daqueles responsáveis pela morte de quatro policiais nessa operação.
06:12Quando há um crime, você não pode mexer na cena do crime.
06:16Mas ali tivemos os bandidos ordenando que as pessoas da comunidade fossem lá
06:22e retirassem os corpos desses marginais dos locais onde eles foram eliminados,
06:30retirassem as roupas de guerra que eles estavam usando
06:33e colocassem enfileirados para dar aquela foto dos pobres coitados,
06:39como se eles fossem vítimas da polícia, como se tivesse havido ali uma chacina.
06:45E aí a polícia do Rio de Janeiro, acertadamente, está investigando,
06:49porque você não pode mexer na cena do crime.
06:53O Supremo Tribunal Federal mandou suspender essa investigação.
06:56Ora, bolas, como é que é isso?
06:57Então você vê o governo aplaudindo esse tipo de iniciativa
07:02enquanto condena um projeto do secretário de Ritchie,
07:09agora deputado de Ritchie,
07:11que obviamente vai contra esse tipo de liberalidade,
07:16autonomia do governo para ficar fazendo o que quer e quando quer.
07:19Não, as polícias dos estados é que conhecem a realidade do crime
07:23e precisam ser municiadas de poder, equipamento, treinamento
07:28para que eles possam combater o crime onde o crime acontece.
07:33Rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
07:37Nós seguimos aqui debatendo e analisando essa notícia,
07:40inclusive, viu, Dávila,
07:41tem a questão que envolve o conhecimento de Guilherme de Ritchie,
07:48a experiência que ele tem nas ruas.
07:50Já integrou a Rota, já integrou o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo,
07:57é uma figura muito experiente, respeitada,
08:00mas também estão utilizando essa saída dele do governo, da secretaria,
08:06para assumir a relatoria desse projeto,
08:08criticando porque entendem que seria um movimento eleitoreiro por parte dele.
08:15Ele já, por diversas vezes,
08:18sinalizou a possibilidade de disputar em 26 uma cadeira ao Senado,
08:24pelo Estado de São Paulo,
08:25e eu acho que a informação de hoje, inclusive,
08:28uma possibilidade de disputar o governo do Estado de São Paulo,
08:31não em 26, mas em 30.
08:33E aí, claro que a base governista acaba apontando o dedo para ele,
08:37dizendo que ele busca protagonismo por conta desse projeto eleitoral.
08:43Mas há crime em querer se destacar em uma pauta,
08:48em que você domina, conhece,
08:51e tentar também agradar a população aos eleitores,
08:55para possivelmente votarem em você em uma próxima eleição,
08:59acho que são coisas distintas,
09:01mas faz parte do jogo político,
09:02ou quem assume relatoria vai ficar escondido.
09:07É, Caniato,
09:07deveria ser visto como um ativo,
09:10uma pessoa que conhece profundamente o tema,
09:13relatar uma matéria
09:16que hoje trata da maior preocupação da população brasileira,
09:20que é a violência.
09:22E por trás da violência estão as facções criminosas.
09:26Então, isso deveria ser visto como um ativo.
09:28Mas no Brasil de hoje,
09:30como não há mais grandeza política,
09:33principalmente nas lideranças do Congresso Nacional,
09:36tudo é visto do ponto da próxima eleição.
09:40Nossa, isso aqui vai dar voto para o Derritte.
09:42Se o Derritte aprovar um bom projeto,
09:44ele vai ficar competitivo.
09:45Então, é uma distorção dos fatos,
09:49de uma forma grosseira.
09:51Ou seja, o governo fica chateado com a escolha de Derritte,
09:56só porque ele é um candidato da oposição,
09:59e esquece que ele é um profundo conhecedor do tema.
10:02Por quê?
10:03Porque não querem dar crédito a um deputado da oposição.
10:08Veja só que pequenez na cabeça desses que governam o país hoje.
10:13Deveriam estar aplaudindo,
10:15porque, na verdade,
10:16se tivermos uma lei bem feita de combate às facções,
10:21isso vai melhorar a percepção de segurança pública.
10:23E hoje, a imagem mais negativa do governo
10:26é justamente por causa da segurança pública.
10:28Então, Caniato,
10:30se você fosse um governante pensando no país,
10:32falaria, puxa, vai melhorar a minha imagem,
10:34porque nós vamos passar uma lei dura,
10:36nós vamos poder combater o crime organizado,
10:37daqui a um ano,
10:39nós podemos dizer que o crime melhorou.
10:40Se isso é crédito da lei,
10:42ou da polícia estadual,
10:44não importa,
10:44quem vai capitalizar nisso é o governo.
10:46Tanto que hoje mostra
10:47que a popularidade do governo cai
10:49e o governo é considerado pela população
10:51responsável por esse desastre da criminalidade no Brasil.
10:55Então, ele devia achar isso como ativo
10:57e não como um passivo.
10:59Segundo ponto,
11:00e isso também é altamente preocupante,
11:03é a briga do corporativismo.
11:06porque o fato é o seguinte,
11:09o governo federal quer qualquer medida
11:11que centralize o poder em Brasília
11:13e na Polícia Federal.
11:14Davila, vou pedir, por gentileza,
11:16só a palavra,
11:17vou receber as pessoas da rede,
11:18você já vai complementar?
11:20Rapidinho?
11:21Deixa eu só receber as pessoas
11:22que nos acompanham pela rede Jovem Pan,
11:25as articulações para o avanço
11:28daquele projeto anti-facção,
11:31relatado por Guilherme Derrite,
11:32Hugo Mota, que é o presidente da Câmara,
11:35teria atendido aí a pedidos do governo
11:38e adiou a votação desse projeto.
11:40Ele vai tentar costurar alteração
11:42nesse texto,
11:43no substitutivo,
11:45que será apresentado por Guilherme Derrite.
11:47O Davila faz justamente a avaliação
11:49sobre parlamentares
11:53que vislumbram a possibilidade
11:55de um outro parlamentar crescer muito
11:57com a relatoria de um projeto
11:59e não querem nem avaliar
12:01se o projeto é bom, se é ruim.
12:03Não, vamos atrapalhar
12:04a tramitação desse projeto,
12:06porque senão aquela figura
12:07vai aparecer demais
12:08e ele vai se eleger
12:09para um cargo importante
12:10nas próximas eleições.
12:12A palavra é sua, Davila.
12:13Então, como eu dizia,
12:14deveria ser um ativo,
12:15uma pessoa que conhece profundamente
12:17o assunto de segurança pública,
12:19relatando uma matéria
12:20que trata justamente
12:21do combate às facções.
12:23Mas o governo vê isso
12:24como um passivo,
12:26porque pode ser que esse projeto
12:28seja um sucesso
12:28e o crédito vai para o deputado
12:30da oposição.
12:31Mas o governo não consegue
12:32sequer enxergar
12:33que se nós conseguirmos
12:35combater o crime organizado,
12:37todo mundo vai se beneficiar
12:38não apenas Derrite,
12:39mas o próprio governo,
12:40que hoje tem uma péssima avaliação
12:42justamente por seu descaso
12:44na questão da segurança pública.
12:47O segundo ponto
12:47é a briga do corporativismo,
12:50o que também é outro desastre.
12:52Ou seja,
12:53no momento que o relatório é feito,
12:55a Polícia Federal acha
12:57que vai perder poder,
12:58porque vai estar descentralizado.
13:00As polícias estaduais
13:01acham que vão perder poder
13:02porque vai estar na mão
13:03da Polícia Federal.
13:05Na verdade,
13:05o que nós precisamos
13:06é cooperação cada vez maior
13:09entre as polícias.
13:11Tanto Polícia Federal
13:12trabalhando junto
13:13com o Ministério Público,
13:15trabalhando junto
13:15com as polícias,
13:16trabalhando junto
13:17com o COAF
13:18e com a Receita Federal
13:19para poder ter
13:20a visão total,
13:22não só do combate ao crime,
13:24mas da movimentação financeira
13:26desses recursos ilícitos
13:28adquiridos com o crime.
13:31Então,
13:31tudo isso
13:32polui a discussão
13:34objetiva
13:35de qual deve ser
13:36o relatório final.
13:38Isso mostra
13:39o Brasil,
13:40mais uma vez,
13:41não tem noção
13:42das prioridades
13:44da população.
13:45Pegue qualquer pesquisa
13:46hoje de opinião
13:47que mostra
13:48o assunto
13:49que tira o sono
13:50do brasileiro hoje
13:51é a questão
13:51da segurança pública.
13:52Então,
13:53deveria estar
13:54todo mundo,
13:55deputados da situação
13:56e da oposição,
13:58juntos
13:58em fazer a melhor
13:59lei possível
14:01para combater
14:02as facções.
14:03Isto
14:03acabaria sendo
14:04um grande
14:05ativo político
14:06para todos os lados.
14:08Mas,
14:08infelizmente,
14:09essa partidarização,
14:11essa visão
14:12curta,
14:13mesquinha,
14:14unicamente
14:15com fins eleitoreiros,
14:17acaba poluindo
14:18a discussão
14:19que trata
14:19do assunto
14:20que tira o sono
14:21do brasileiro,
14:22que é o combate
14:22ao crime organizado.
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