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O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifacção, promoveu alterações em seu relatório para redefinir o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado. Cristiano Beraldo e José Maria Trindade analisaram.
Reportagem: Igor Damasceno
Comentaristas: Cristiano Beraldo e José Maria Trindade

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00:00Nove horas, cinco minutos, vamos até Brasília. O deputado Guilherme De Rit alterou no fim da noite de ontem o relatório do projeto Antifacção sobre a atuação da Polícia Federal.
00:10O Igor Damasceno tem as informações pra gente, porque ainda hoje, né, Igor, terá a votação da matéria no plenário da Câmara, né, pelo menos é a expectativa.
00:19Exatamente, Soraya, a expectativa é que no período da tarde a Câmara dos Deputados analise, então, o texto do secretário de Segurança Pública licenciado do Estado de São Paulo, Guilherme De Rit,
00:34ele que licenciou do cargo justamente para relatar esse projeto na Câmara dos Deputados e foi escolhido pelo próprio presidente Hugo Mota.
00:43Essa sessão vai ser semipresencial, ou seja, alguns parlamentares poderão votar de maneira online, à distância, isso por causa da COP30.
00:54Daqui até o dia 21 de novembro, todas as sessões serão semipresenciais, com possibilidade de votação online por parte dos parlamentares que estão envolvidos na COP.
01:05Isso, então, aumenta a expectativa para que, de fato, o texto do PL antifacção seja votado no plenário da Câmara dos Deputados.
01:14Há expectativa de aprovação, mas, mais do que isso, há muita polêmica.
01:19Ontem, no fim da noite, após uma reunião entre De Rit, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota,
01:27De Rit, relator, desistiu de atribuir à Polícia Federal que eles só podem investigar organizações criminosas se, por acaso, haver alguma solicitação dos governadores.
01:40O texto dele, que é substitutivo ao texto apresentado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, prevê que as investigações piquem a cargo das forças estaduais
01:51e, se, por acaso, os governadores pedirem ajuda da PF, aí, sim, os agentes federais vão poder entrar no caso.
01:59Gerou muita discussão, muita reclamação da base aliada ao governo, gerou insatisfação do próprio Andrei Rodrigues
02:06e, aí, De Rit voltou atrás e deu à Polícia Federal a atribuição independente da solicitação dos governadores no combate às organizações criminosas.
02:17Só que, ainda assim, o texto dá mais liberdade para os ministérios públicos estaduais e para as forças de segurança locais,
02:26ou seja, ainda assim, na visão da base aliada, pode tirar alguma competência da Polícia Federal.
02:33O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Faria, falou a respeito desse assunto pelas redes sociais.
02:39A nossa equipe preparou uma ilustração que vai entrar no ar agora.
02:43Lindbergh diz o seguinte, as alterações não mudam coisa alguma.
02:48Ele continua atacando a Polícia Federal, tentando transformar um instrumento de Estado em refém de interesses políticos.
02:56É um texto feito para domesticar a PF e isso é inegociável.
03:01Lindbergh continua, o parecer ainda inclui todas as organizações criminosas,
03:06como facções, milícias, tráfico e grupos paramilitares, na condição equiparável ao terrorismo,
03:13com o objetivo de blindar o crime organizado.
03:16Por trás disso, está o braço político do crime, interessado em proteger agentes, contratos e emendas,
03:24que a Operação Carbono Oculto começou a revelar.
03:26A matança de anônimos virou cortina de fumaça para esconder a aliança entre o poder e o crime, fecha aspas.
03:36Então, duras críticas de Lindbergh Faria, mesmo depois da mudança no substitutivo de Guilherme Derritte.
03:43A gente falou a respeito da Polícia Federal, mas tem também as modificações propostas por Derritte na lei antiterrorismo.
03:51É que, na visão dele, as organizações criminosas precisam ser equiparadas ao crime de terrorismo.
03:58E isso aumentaria a pena dos faccionados para até 40 anos.
04:02Mas, na visão do governo, isso não é bom, não é possível,
04:06porque, para ser caracterizado como crime de terrorismo,
04:11precisa ter uma motivação ideológica ou política.
04:15E não é o caso, na visão do governo, das facções criminosas.
04:18Além disso, o governo diz que fazer essa equiparação pode dar margem para que outros países
04:25atravessem o nosso poder, atravessem a nossa soberania
04:29e acabem, então, investigando no lugar das forças de segurança do Brasil mesmo.
04:36Então, muita polêmica envolvendo o Andrei Rodrigues, envolvendo o Guilherme Derritte
04:40e envolvendo também a base aliada ao governo.
04:44O governo propôs que o crime de organização criminosa seja hediondo,
04:49ou seja, sem indulto, sem nenhum tipo de perdão presidencial e com qualificadoras.
04:56A pena pode chegar a 15 anos de prisão, mas, a depender do agravante,
05:01pode até dobrar 30 anos de prisão.
05:04Como, por exemplo, se houver homicídio, se houver um envolvimento de menores de idade,
05:08se houver um envolvimento de servidores públicos, se tiverem ali o uso de explosivos ou armas de fogo,
05:16tudo isso é um agravante estipulado pelo governo federal para aumentar a pena dos faccionados.
05:22Guilherme Derritte até concorda com essa área, mas também traz algumas alterações.
05:27O fato é que o texto do relator vai ser analisado hoje em plenário da Câmara dos Deputados
05:33numa sessão semipresidencial, Nonato.
05:37Agora, Igor, aproveitando a tua participação ao vivo conosco,
05:41e que você está falando do Supremo Tribunal Federal,
05:44conta pra gente o que vai acontecer hoje por aí.
05:49Pois é, aqui é a área externa do plenário da primeira turma do STF,
05:53porque, em instantes, começa o julgamento, lá na primeira turma,
05:58do núcleo 3 da trama de golpe de Estado.
06:01A gente já teve o julgamento do núcleo crucial,
06:04todos os réus, inclusive Bolsonaro, foi condenado,
06:07teve o julgamento do núcleo 4, todos os réus também foram condenados,
06:12e agora nós temos o julgamento do núcleo 3.
06:15Ele, de acordo com a Procuradoria-Geral da República,
06:19é formado por aqueles agentes das Forças Especiais do Exército,
06:23chamados Kides Pretos,
06:24e eles estariam envolvidos no esquema de assassinato,
06:29não só do ministro Alexandre de Moraes,
06:31mas também do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
06:35As investigações da Polícia Federal apontam que eles tinham um grupo,
06:39chamado Punhal Verde e Amarelo,
06:41onde eles traçavam esse plano,
06:43definiam como esses assassinatos seriam feitos,
06:47seriam, de fato, executados.
06:50Eles chegaram a seguir o ministro Alexandre de Moraes
06:53até a casa dele, aqui em Brasília,
06:55área nobre da região central de Brasília,
06:58chegaram a comprar armas, inclusive.
07:00Então, é um momento importante, um julgamento importante,
07:03porque é considerado pela PGR
07:05como o grupo mais perigoso,
07:08mais violento da trama golpista.
07:10Daqui a pouquinho vai ser aberta, então,
07:12a sessão, dando início ao julgamento,
07:14com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes,
07:17ele que é o relator dessa ação penal.
07:19Logo depois virão as palavras do Procurador-Geral da República,
07:24a acusação que pede a condenação,
07:27e assim deve ser.
07:28E aí, depois, vai começar a fase da sustentação oral.
07:31As defesas vão tentar convencer os ministros
07:34a absorver os réus.
07:35A previsão é que isso não aconteça,
07:37porque o núcleo crucial tem sido utilizado
07:40como termômetro para todos os outros núcleos.
07:43Então, assim como aconteceu com o crucial e o núcleo 4,
07:46o núcleo 3 também deve ser condenado.
07:50Claro que daqui a pouquinho já vou entrar no plenário
07:52da primeira turma,
07:53e qualquer novidade posso trazer aqui
07:54ao longo da programação da nossa Jovem Pão.
07:57Voltamos ao estúdio.
07:59Combinado, então, Igor.
08:00Qualquer novidade, só acionar a gente.
08:02Obrigada, por enquanto, pelas suas informações.
08:04Bom trabalho para você por aí.
08:06Vamos chamar mais uma vez os nossos comentaristas
08:08para a gente também repercutir o primeiro assunto
08:10que o Igor trouxe, ou seja,
08:11a revisão do novo relatório do PL Antifacção
08:14por parte do relator Guilherme Derritte
08:16em relação ao papel da Polícia Federal.
08:20Zé, toda essa discussão,
08:22o PL Antifacção que já está recebendo
08:23uma série de críticas,
08:25pode mudar completamente os rumos
08:27que o governo gostaria de ter
08:29em relação ao crime organizado?
08:31Pois é, o debate aí é totalmente eleitoreiro, né?
08:35Por ser um tema de demanda da sociedade,
08:38o governo tenta o protagonismo nessa história.
08:41E mandou dois projetos que estão sendo debatidos.
08:43Primeiro, esta PEC da Segurança Pública
08:47que será modificada e deve ser aprovada no Congresso
08:51com um novo contorno, né?
08:53E o Mendonça Filho, um deputado experiente,
08:56já foi governador, ministro, já que é o relator.
08:58E este projeto Antifacção que está sendo relatado
09:01pelo experiente Guilherme Derritte,
09:03o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.
09:06Ali estão temas muito pontuais.
09:08Aumento de penas para traficantes organizados, né?
09:13E criminosos organizados.
09:15Me disse o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro
09:18de que o esquema de domínio de comunidades,
09:22ou de favelas, ou de morros, né?
09:24Depende como se chamar.
09:27Isso dá mais de 16 bilhões de reais por ano.
09:30E não é só o tráfico de drogas.
09:33Existem outros rendimentos, a partir do domínio territorial,
09:37que rendem muito.
09:39Como, por exemplo, é a TV, é a cabo pirata,
09:42é a internet, é a fornecimento de gás,
09:46de água, de mototaxi e de vans e outros, né?
09:50Eles formam um governo paralelo
09:52e dá a ideia de como o governo lucra, né?
09:55Então, esses grupos organizados estão dominando territórios
10:01e estão ali aprendendo com as milícias.
10:04Então, os dois devem entrar nesta pena pesada
10:07que vai de 8 a 15, podendo chegar a 30 anos,
10:10dependendo das qualificadoras, né?
10:13Agora, é o seguinte.
10:14Não adianta...
10:14É bom dar instrumentos à justiça de punir e segurar
10:18esses bandidos na cadeia.
10:20Mas o principal mesmo é a certeza da punidade.
10:23Mesmo se for prisão perpétua, pena de morte,
10:27mas se o bandido entender que não será pego,
10:30se ele tiver essa ideia da impunidade,
10:33ele vai continuar dominando o território e praticando crime.
10:37Agora, quando se fala em soberania,
10:40onde está a soberania do povo brasileiro
10:42quando se trata aí de áreas fechadas por bandidos?
10:46Cada cidade tem a sua área sem soberania.
10:49O Beraldo, e acho que quem nos acompanha,
10:53a nossa audiência, se pergunta,
10:55mas eu vou ter a sensação de segurança?
10:57Eu vou ter uma ação efetiva contra os bandidos,
11:02contra milicianos ou o que quer que seja
11:04e que esteja cometendo esse tipo de crime?
11:06Acho que esse é o ponto, né?
11:08O projeto anda nesse sentido, Beraldo?
11:11Olha, Nonato, para que a população tenha esse sentimento,
11:17essa sensação de segurança,
11:18é preciso uma série de outras iniciativas
11:21complementares ao projeto
11:23que agora está sendo relatado
11:25pelo deputado Capitão De Ritchie.
11:28Agora, é até constrangedor
11:32alguém de bom senso ouvir os argumentos do governo
11:35que havia enviado para o Congresso
11:37uma proposta que tornava bastante mais difícil
11:41o combate ao crime.
11:43Não se pode alegar,
11:45primeiro o líder do governo,
11:46Lindbergh Faria,
11:47dizendo que ao se transformar
11:50essas facções criminosas
11:52em organizações terroristas,
11:54que é um esforço
11:56de um grupo político de direito
11:59para proteger os criminosos,
12:01quer dizer, onde está a lógica disso?
12:04Como é que isso se torna algo razoável?
12:06Aliás, nós estamos vendo o esforço que existe
12:10para se transformar tudo
12:12e qualquer coisa que aconteça,
12:15até questões tributárias.
12:17Agora, tudo serve,
12:18segundo a ótica do governo,
12:19a narrativa implantada pelo governo
12:21para justificar financiamento
12:23de facção criminosa.
12:25Então, quem tem sempre uma iniciativa gentil
12:28com os criminosos
12:30quando acontece uma operação da polícia
12:32é o governo, não é a oposição.
12:34E o governo dizer que transformar
12:37essas organizações criminosas
12:39em organizações terroristas
12:41expõe o Brasil a uma invasão,
12:45uma interferência externa,
12:47que terrorismo só se dá
12:48por cunho ideológico.
12:51Me diga uma coisa,
12:52o que é de fato,
12:54o que acontece quando um grupo armado
12:57resolve determinar
12:59que naquela área que eles dominam
13:01com a força da bala,
13:03que não prevalecerá absolutamente
13:06nenhuma determinação
13:07que vem da política brasileira.
13:10Eles determinam que eles não concordam
13:12com as leis vigentes
13:13e estabelecem as suas próprias leis,
13:16estabelecem o seu próprio tribunal,
13:18o tribunal do crime.
13:19E aquelas pessoas que ousam
13:21não cumprir as leis
13:22são assassinadas,
13:24são queimadas em pneus,
13:26desaparecem dessa terra.
13:29isso não é terrorismo?
13:31Terrorismo é o terror.
13:33A pessoa que solta uma bomba
13:35em cima da polícia com drone
13:37está, assim, cometendo um ato de terrorismo.
13:40Está declarando guerra
13:41ao Estado brasileiro.
13:44E nós vamos continuar assistindo
13:46o Estado brasileiro
13:48agir de forma covarde
13:50diante dessa situação
13:52completamente crítica
13:53que a sociedade brasileira vive?
13:56Ninguém aguenta mais.
13:57Esse projeto
14:00que está sendo discutido
14:01agora na Câmara
14:02é o primeiro passo
14:04de um longo processo.
14:05É preciso se mudar
14:06a atuação do judiciário.
14:09É preciso mudar
14:10a atuação do Ministério Público.
14:12É preciso mudar
14:13a estrutura carcerária brasileira.
14:16É preciso entender
14:17que pena é para ser cumprida
14:19para dar vida de preso
14:21a quem está preso.
14:22Quando você capta,
14:25captura um criminoso,
14:27este criminoso
14:29tem que servir de exemplo
14:30para que outros
14:32entendam que não se pode
14:34impunemente
14:36seguir na vida do crime.
14:38Quando alguém puxa
14:39uma arma
14:40para a polícia,
14:41tem que ser eliminado
14:43imediatamente
14:44para que se fique claro
14:46que não se pode
14:47puxar arma contra a polícia,
14:49que isso é absolutamente
14:50inaceitável.
14:52Mas não.
14:53Ficam romantizando.
14:55Agora tem essa história
14:56que a polícia
14:58só pode atirar
14:59no criminoso
15:00se ele fizer mira
15:01contra a polícia.
15:02Que história é essa?
15:03Pegou uma arma?
15:05A polícia tem que agir
15:06imediatamente
15:07em fração de segundo
15:08e tem que atirar
15:09para eliminar
15:10esse sujeito
15:11para ele nunca mais,
15:12os seus comparsas
15:13nunca mais
15:14ousarem
15:15colocar a vida
15:16de um policial em risco.
15:17Então se nós
15:18não mudarmos
15:19essa dinâmica, Nonato,
15:20nós não vamos ver
15:21a realidade brasileira
15:23mudar.
15:24Nós não construiremos
15:26um país seguro
15:27e sem segurança
15:28se nós não nos livrarmos
15:32desse mal
15:33do crime organizado,
15:36o país não vai se desenvolver,
15:38o país não vai prosperar.
15:40Nós não veremos
15:41o brasileiro
15:42levar uma vida normal
15:43e continuaremos
15:45tendo no Brasil
15:46a dinâmica
15:47da sobrevivência.
15:48o brasileiro
15:49sobrevive,
15:50o brasileiro não vive.
15:51Obrigado.
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