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A megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho também repercutiu no STF.

O ministro Flávio Dino afirmou nesta quarta-feira, 29, que a posição institucional da Corte "não é de impedir a ação da polícia, mas ao mesmo tempo não é de legitimar um vale tudo com corpos estendidos jogados no meio da mata".

O ministro decano do Supremo, Gilmar Mendes, chamou a operação no Rio de “lamentável”.

Felipe Moura Brasil, Dennys Xavier e Duda Teixeira comentam:

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Transcrição
00:00O ministro Flávio Dino, do STF, afirmou hoje que a posição institucional da corte não é de impedir a ação da polícia,
00:06mas, ao mesmo tempo, não é de legitimar um vale-tudo com corpos estendidos jogados no meio da mata.
00:12Vamos assistir a essa declaração do Flávio Dino.
00:15Presidente, senhoras e senhores, o eminente procurador-geral que faz uso da palavra na tribuna
00:21acaba de aludir a essa circunstância terrível, trágica, que assistimos no momento no Rio de Janeiro.
00:31E essa alusão se presta a um esclarecimento neste julgamento.
00:36Não se trata jamais de julgar a favor ou contra a polícia como instituição.
00:45Como qualquer atividade humana, com certeza há bons e maus profissionais na polícia, como no sistema de justiça.
00:58E, às vezes, há uma ideia de que, quando há um julgamento dessa natureza,
01:05se trataria de tentar, de alguma forma, impedir a ação legítima da polícia.
01:13Ao contrário.
01:14E esses eventos todos, essas tragédias todas, se prestam a mostrar como nós precisamos sempre cuidar de uma teoria geral
01:24da ação policial, sobretudo, evidentemente, no plano político, e procurar solucionar os casos concretos.
01:32Foi o que eu busquei nesse caso, mostrando uma posição institucional nossa,
01:37que não é nem de impedir a ação da polícia, nunca foi, mas, ao mesmo tempo, não é de legitimar um vale-tudo com corpos estendidos e jogados no
01:47meio da mata, jogados no chão.
01:49Porque isso não é Estado de Direito.
01:54Olha, esse final do comentário do Flávio Dino é ruim, e eu vou explicar rapidamente por quê.
02:01Porque ainda não está esclarecido toda a circunstância que levou nessa mega-operação a que os corpos estivessem lá,
02:12a quantidade de bandidos que estavam ali, eventuais imagens que ainda podem ser reveladas, da atuação,
02:21se os policiais agiram em legítima defesa contra a reação armada daqueles bandidos específicos que estavam lá.
02:28A gente sabe que os bandidos estavam reagindo com disparos de fuzis, com drones, bomba.
02:33Então, já tem um viés político e ideológico nesse discurso do Flávio Dino.
02:41Porque existe a legítima defesa.
02:43O policial está cumprindo uma ordem, ele, eventualmente, vai lá para fazer cumprir um mandado de prisão,
02:50ele é recebido a balas e, para se defender, para defender a sociedade, inclusive, eventuais moradores,
02:56que podem ser utilizados como reféns ou como escudos humanos, eventualmente ele elimina um criminoso como esse.
03:02E, no meio da guerra, no meio do fogo cruzado, não dá para sair carregando todos os corpos,
03:08senão vai haver mais peso, vai haver mais lentidão do policial e ele pode ser alvejado por outro criminoso.
03:14Então, é preciso esperar.
03:15Não estou dizendo que, eventualmente, não possa ter havido um erro que merece crítica, etc.
03:20Mas é que o Flávio Dino não tem elemento, tanto que ele não cita.
03:23Ele não cita o contexto completo.
03:25Então, já tem um discurso de legitimação da postura do governo, do qual ele próprio fazia parte.
03:30E o... Quer comentar, Duda, rápido?
03:32É, provavelmente vai vir uma canetada.
03:34O Flávio Dino é aquele que, em agosto, deu uma canetada para dizer que os bancos brasileiros
03:38não tinham que obedecer à lei Magnitsky, né?
03:42Criou uma baita de uma confusão.
03:44Ele se mete em assuntos onde ele não é chamado.
03:47Provavelmente vai fazer isso de novo.
03:49E o STF deveria, na verdade, ser mais cauteloso,
03:51porque as decisões anteriores do STF em relação à criminalidade deram errado.
03:57A DPF 635 é um exemplo claro disso.
04:00Deveriam ser mais cautelosos, mas não.
04:02O Dino vai passar por cima de tudo e vem canetada por aí.
04:05E o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte,
04:07chamou a operação no Rio de lamentável.
04:09Vamos assistir também.
04:10O caso mostra a importância da temática dentro do contexto em que nós estamos inseridos.
04:28A toda hora vivemos situações de graves ações policiais
04:39que causam danos às pessoas, ou mesmo a morte de várias pessoas,
04:50como acabamos de ver nesse lamentável episódio do Rio de Janeiro.
05:01De modo que me parece que devemos todos estar atentos à criação de uma jurisprudência
05:11que, como falou o ministro Flávio Dino, reconheça a necessidade eventual de ações policiais,
05:22mas que, ao mesmo tempo, não comporte abusos, muito menos violação dos direitos fundamentais.
05:29Bom, não há evidência aí de nada do que eles estão falando nesse momento.
05:39Quer dizer, são juízes que deveriam agir conforme a provocação, julgar nos autos,
05:43mas eles se sentem obrigados a todo momento a comentar aquilo que está acontecendo no país,
05:49a adjetivar tudo.
05:50E o ministro Alexandre de Moraes ordenou que o governador do Rio, Cláudio Castro,
05:53preste esclarecimento sobre a mega-operação.
05:55Moraes assumiu a relatoria do caso de forma temporária,
05:58já que ele estava sob o comando de Luiz Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria.
06:02O ministro determinou a apresentação de um relatório com as circunstâncias da operação,
06:06justificativa formal para o grau de força empregado
06:09e identificação das forças envolvidas, número de agentes, armamentos utilizados e vítimas.
06:14Moraes também ordenou o uso de câmeras corporais e em viaturas,
06:17preservação de vestígios e atuação da Polícia Técnico-Científica,
06:21comunicação imediata ao Ministério Público,
06:23medidas de responsabilização por abuso e assistência às vítimas
06:27e justificativas para ações em horários escolares e uso de escolas ou unidades de saúde
06:31como base operacional.
06:33Quer dizer, se está pedindo todas as informações é porque não as tem,
06:36de modo que os comentários de Flávio Dino e Gilmar Mendo
06:39deveriam ter sido feitos pelo menos nesse teor.
06:42Denis Xavier, considerações finais.
06:44Eu fico pensando em que mundo essa gente vive, né?
06:48Assim, eu gostaria de saber se lá existia uma pista de self-service
06:54para adequada alimentação do policial,
06:57se eles paravam 10 minutos para descansar no meio do tiroteio.
07:01É patético, né?
07:02Além de terem virado comentadores do cotidiano,
07:06coisa que não é papel de um ministro do Supremo,
07:10tratam fatos muito complexos no gabinete,
07:15no conforto do ar-condicionado,
07:17despachando pedidos de explicação,
07:19assim como se fosse uma coisa absolutamente banal.
07:22Duda, para completar?
07:24Essa mega-operação, ela contou com a participação também do Ministério Público, né?
07:29Em respeito, respeitando ali as exigências da DPF 635.
07:36Então, tem que ser uma causa de excepcionalidade.
07:40Tudo isso foi cumprido.
07:41Aí, meio que ele está supondo que essas questões não foram atendidas
07:46e está cobrando mais informação.
07:48Aí, ele precisava realmente ter mais informação para ter qualquer atitude.
07:52Muito bem, outras pautas a gente aborda amanhã.
07:54Vamos ver o resultado final da enquete do dia.
07:56Quem combate o crime organizado no Brasil?
07:58Para 64% do nosso público, ninguém.
08:0333% os governadores e apenas 3% o governo Lula.
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