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A Polícia Federal (PF) foi informada com antecedência sobre a megaoperação da Polícia Militar e Civil do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), mas optou por não participar, alegando que a ação, que resultou em 64 mortes, "não era razoável".

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou a decisão, afirmando que a "PF demonstra desinteresse na segurança" do Rio, em um momento de extrema gravidade.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/p89bQeyWBNQ

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Transcrição
00:00A Polícia Federal foi informada sobre a mega-operação no Rio,
00:04mas avaliou que a ação não era razoável para que a instituição participasse.
00:08A repórter Vitória Bel chega com as últimas informações.
00:12A justificativa parece razoável, não é razoável.
00:17Essa discussão sobre a participação da PF, se participaria ou não participaria.
00:22Boa noite para você, bem-vinda.
00:23Boa noite, Tiago. Boa noite a todos que nos acompanham.
00:30Pois é, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues,
00:33fez essa revelação numa coletiva de imprensa logo pela manhã,
00:37dizendo que a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro
00:41chegou a ser informada de que a Polícia Civil do Estado
00:45estava planejando essa operação contra o Comando Vermelho,
00:49mas que naquele momento a superintendência do Rio de Janeiro
00:51avaliou que não caberia à Polícia Federal participar dessa operação,
00:56já que a Polícia Federal tem um caráter de investigar
01:01para depois acabar gerando operações,
01:04e que não caberia, portanto, não teria ali motivação e justificativa jurídica
01:11para a Polícia Federal se colocar, entrar nessa operação já em andamento,
01:17numa investigação já em andamento pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
01:21E de acordo com Andrei Rodrigues, inclusive, o superintendente da Polícia Federal no Rio
01:25tomou essa decisão de que não era necessário a Polícia Federal participar da operação
01:30naquele momento e não informou as instâncias superiores.
01:33Portanto, nem a diretoria-geral da PF, nem o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski,
01:39ficaram sabendo que essa operação contra o Comando Vermelho poderia acontecer.
01:44Vamos ouvir um trecho da fala de Andrei Rodrigues mais cedo para a imprensa.
01:51Nós informamos, e aí volta a assistir o colega do Rio de Janeiro,
01:56informou o seu contato operacional, que a Polícia Federal segue o seu trabalho de investigação
02:00de Polícia Judiciária, fazendo o seu trabalho de inteligência,
02:04mas que naquela operação que é do Estado, tinha mais de 100 mandados,
02:08se não me engano, para cumprir, do Estado do Rio de Janeiro,
02:10nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar
02:13e, portanto, não fazia sentido a nossa participação.
02:21Pois é, e isso acabou repercutindo também aqui no Congresso Nacional.
02:25Os deputados de oposição disseram que isso demonstra um desinteresse
02:30do governo federal em participar desse tipo de operação local.
02:34Vamos ouvir um trecho do que o líder do PL, Sóstens Cavalcante, falou para a gente.
02:38A declaração do chefe da Polícia Federal demonstra o desinteresse
02:44que o governo federal tem na pauta da segurança pública.
02:49É bom lembrar que nós já tivemos outras duas operações no Rio este ano.
02:54Uma na favela Parada de Lucas, contra o terceiro comando,
02:58e outra na favela da Maré.
02:59Com participação nessas duas, aí sim, do governo federal.
03:03Ambas as operações foram fracasso.
03:06Não prendeu ninguém, não prendeu fuzil, sabe por quê?
03:08Porque houve vazamento.
03:10Por que que não houve vazamento desta vez?
03:13E sim, se enfrentou, como nunca tantos bandidos,
03:17se prendeu mais de 100 fuzis.
03:20Será que é porque não teve a participação do governo federal?
03:23Será?
03:24Porque desta vez, a operação não houve vazamento.
03:27Bom, e o que tem repercutido também aqui na Câmara dos Deputados
03:35são as centenas de projetos que também tratam sobre combate
03:39a organizações criminosas e também punições mais graves
03:44para quem participa dessas facções.
03:47Um desses projetos, que é de autoria do deputado Danilo Forte,
03:51do União Brasil, prevê uma equiparação de organizações criminosas
03:55a terroristas, ao crime de terrorismo.
03:59Esse projeto que deve ser relatado pelo secretário de Segurança Pública
04:03de São Paulo, Guilherme Derriti, ele que é deputado federal,
04:07e diz que deve se licenciar nos próximos dias para relatar esse projeto
04:11e deve permanecer em Brasília até que esse projeto entre em votação.
04:15No entanto, a gente destaca que não existe, na visão dos líderes
04:19próximos ao presidente da Câmara, Hugo Mota,
04:21nenhuma previsão de que esse projeto entre na pauta aqui da casa.
04:26Então, Derriti estaria aqui sendo um deputado federal
04:30para relatar esse projeto, mas sem ainda uma previsão
04:33de quando que ele poderia ser votado.
04:35Além disso, a própria Polícia Federal, o Andrei Rodrigues
04:38e os investigadores da instituição chamam a atenção
04:41de que uma possível tipificação de organização criminosa
04:45como terrorista, poderia gerar, abrir uma brecha
04:49para intervenções internacionais aqui no país.
04:52Vamos lembrar que os Estados Unidos, a CIA, por exemplo,
04:55justamente tem uma função, essa agência americana,
04:58de combate ao terrorismo em países do Oriente Médio
05:00e recentemente tem atuado também na Venezuela,
05:03que Donald Trump tem justificado a sua aproximação
05:07do território venezuelano, justamente pelo aumento
05:10do narcotráfico ali no país.
05:12Então, para os investigadores da PF, seria extremamente perigoso
05:17na visão deles que intervenções internacionais pudessem ser feitas
05:21em operações contra organizações criminosas aqui no Brasil,
05:25caso elas fossem tidas como terroristas.
05:28A gente também falou mais cedo com os deputados governistas
05:32e também deputados de esquerda.
05:35E quem falou também aqui foi o líder do PT, Lindbergh Farias,
05:38que disse que o governo federal, diferentemente do governo
05:42do estado do Rio de Janeiro e do que pretende os governadores
05:46de direita, quer fazer uma operação, ou melhor dizendo,
05:51um controle do crime organizado de forma que utilize a inteligência
05:57sem provocar um número tão alto de mortes.
06:01Vamos ouvir um trecho.
06:02Eu quero dizer que o ministro Lewandowski com o delegado
06:06da Polícia Federal, doutor Andrei, estão no Rio de Janeiro.
06:11E a nossa ação, a ação do governo federal, vai ser no sentido oposto deles.
06:18É montar uma força, tarefa de inteligência, de investigação.
06:22E eu quero dizer que eu sei o motivo do governador Cláudio Castro
06:27ser contra a PEC da Segurança.
06:31É porque a PEC da Segurança dava autonomia para a Polícia Federal
06:36intervir contra organizações criminosas em crimes interestaduais.
06:44Pois é, e a PEC da Segurança que a gente comentou ontem
06:50aqui no Jornal Jovem Pan, que deve ser apresentado um relatório
06:54até o final de novembro com uma previsão de tentar finalizar essa PEC
06:58aqui na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar
07:01que começa em dezembro.
07:03Tiago.
07:03É isso, Vitória Abel, a repercussão no Congresso Nacional.
07:06Daqui a pouquinho você volta e já já a gente fala sobre um debate,
07:09a possível criação de uma CPI para investigar o crime organizado.
07:13Já já esse assunto, vou girar mais uma vez os nossos comentaristas.
07:17Começo por você agora, Cristiano Villela.
07:19O grande ponto dessa discussão de ontem para hoje
07:22é essa operação solitária no Rio de Janeiro.
07:25Partiu do governo do Rio e a Vitória trouxe a palavra da Polícia Federal
07:30dizendo que eles não teriam ou interesse ou achavam que não era necessário
07:36participar dessa operação.
07:38Agora, tem discurso para qualquer lado.
07:40Uns podem falar que o governo federal não teve interesse
07:43e outro que o governo do Rio de Janeiro agiu sozinho,
07:47a revelia de toda a união de qualquer forma.
07:50Essa é uma polêmica que surge nesse momento, Villela.
07:54É um tema que está excessivamente politizado, Tiago.
07:58Agora, quando a gente vai acompanhando, vai juntando as informações,
08:03vai ficando cada vez mais evidente que o governo do estado do Rio de Janeiro
08:08tentou, nos últimos tempos, obter algum tipo de apoio do governo federal
08:12e encontrou a porta fechada com relação a isso.
08:15Veja que a própria Polícia Federal teve acesso a essas informações,
08:20haviam sido feitas solicitações ao governo federal de estrutura
08:24para esse tipo de operação.
08:25Então, me parece que há, de fato, um interesse de se dissociar dessa operação
08:32por parte das forças de nível federal,
08:35que acabou redundando nessa situação que nós temos agora.
08:39Claramente existe uma dissonância em relação à visão
08:43da forma como se atua nas questões de segurança pública.
08:47O governo federal, e você vê figuras do governo,
08:51nós tivemos hoje a posse do ministro Guilherme Boulos,
08:56nós tivemos outros quadros do governo se posicionando
08:59de uma forma muito crítica a essa operação.
09:02Então, claramente, o governo federal tem uma visão bastante distinta
09:07a essa que foi empreendida pelo governo do estado.
09:10Enquanto não houver uma sintonia entre as partes
09:13com relação à forma de atuação,
09:15seguramente nós teremos ainda outros episódios
09:18onde vai cada um para o lado
09:20e cada um vai criando a sua própria narrativa
09:23sobre o mesmo fato.
09:25E aí no Rio, não é, Dora?
09:26O governador Claudio Castro deu declarações
09:29falando que a operação foi um sucesso
09:31apesar das mortes dos policiais
09:33e também um drama humano de famílias
09:36que perderam pessoas.
09:37Enfim, essa discussão interminável no Rio,
09:39a politização dessa questão.
09:41E agora é saber, daqui a pouco a gente vai falar
09:43sobre o Congresso Nacional, essa CPI,
09:44que pode ser aberta.
09:47Você já está me perguntando sobre a CPI?
09:49Já, já. A gente fala daqui a pouquinho.
09:50Ah, tá bom. Então vamos lá.
09:52Vamos lá no Claudio Castro,
09:55Polícia Federal.
09:55Eu não entendi nada por que isso causou tanto espanto.
09:59Polícia Federal já participou de operação aqui.
10:03O governo do estado não pediu o apoio da Polícia Federal.
10:06comunicou como é de prática e perguntou se ele queria participar.
10:11E a Polícia Federal disse, aí tem seus motivos,
10:14segundo o chefe da Polícia Federal,
10:18operacionais e legais.
10:21Pode ser que quisesse mesmo se distanciar,
10:24mas não faria diferença a Polícia Federal,
10:26a participação, a concepção da operação,
10:30as críticas que vêm de quem entende que é desse setor,
10:34é que esse tipo de operação não contém um tráfico.
10:37A operação chama contenção,
10:40para conter a ação do Comando Vermelho.
10:44Ora, quantos minutos vai levar o Comando Vermelho
10:48para substituir toda a moçada que foi tirada dali,
10:53que foi morta, enfim, que fugiu, que foi presa?
10:56Quantos minutos?
10:57Vai substituir, não é por aí,
10:59isso não vai adiantar.
11:00Então, Polícia Federal ou não Polícia Federal
11:03é irrelevante.
11:05O que é muito lamentável
11:06é esse aproveitamento
11:08que, olha, diante do drama que isso representa,
11:11é uma coisa boba, né?
11:15De um lado, o PT, com essa voz do grandiloquente,
11:19estão no Rio de Janeiro e vamos fazer um não sei o quê,
11:24isso não resolve nada.
11:26As pessoas devem olhar para isso,
11:28quem está lá sofrendo isso,
11:31olhar para isso e dizer,
11:31e daí o sócio fiscal Valcante levantando uma suspeita
11:35de que a Polícia Federal poderia ter vazado,
11:39ou então a culpada de ter vazado outras operações,
11:42isso é uma acusação grave
11:44e que fica sem nenhuma consequência,
11:47porque é tudo algo que não adianta nada.
11:52Essa mesma reunião,
11:53governo federal e governo estadual aqui do Rio,
11:56uma reunião de uma hora,
11:58diante de um problema desse,
12:00vocês acham que resolve qualquer coisa,
12:02pode se discutir a fundo,
12:03por isso é que sai a criação do escritório,
12:06que equivale a tal do grupo de trabalho,
12:09de sempre,
12:10com uma série de intenções,
12:11vamos dar mais dinheiro,
12:13vamos contratar mais períodos,
12:15vamos, vamos, vamos, vamos.
12:17Mas efetivamente,
12:19qualquer,
12:21não foi produzido nessa reunião,
12:23um alfinete
12:24a respeito do que de fato importa,
12:28dominação de território.
12:30Comando Vermelho,
12:31manda no Rio de Janeiro,
12:32dado que o Viga traz
12:3470% das favelas do Rio de Janeiro
12:37dominadas pelo tráfico.
12:39Eu não sei,
12:40não tenho essa conta
12:41de quantas pessoas
12:42isso representa.
12:45Prisioneiras
12:45que são reféns,
12:46tem que fazer o que o tráfico quer,
12:48não pode denunciar,
12:50tem que pagar
12:50todos os serviços ao tráfico,
12:53essa é a vida.
12:54E do outro lado,
12:54é isso que a gente tem
12:55do poder público,
12:56um fazendo uma acusação boboca
12:58e outro fazendo um discurso
13:01mais boboca e vazio ainda.
13:03Ô, Vilela,
13:03e de ontem pra hoje,
13:04conversando com um integrante
13:05do Ministério da Justiça,
13:06que é alguém técnico,
13:08e pra entender efetivamente
13:10quais poderiam ser as saídas,
13:12a pessoa me respondeu o seguinte,
13:14que é impossível saber
13:15porque a questão está politizada
13:18como nunca esteve.
13:21E isso só atrapalha,
13:22isso só tira da frente
13:24soluções factíveis
13:25para tentar começar
13:26ou ter um início
13:28para se superar
13:29uma crise como essa,
13:31Vilela.
13:32Pois é,
13:33não é à toa, Tiago,
13:34que na linha da pergunta
13:35que eu fiz para o Viga,
13:37determinada ajuda
13:38do governo federal,
13:39que foi pedida
13:40e reiterada outras vezes
13:42por parte do governo do Estado,
13:45foi negada
13:45sob justificativa técnica.
13:47E agora você vê
13:48que essa justificativa técnica
13:49foi por água abaixo,
13:51o governo está lá,
13:52vai dar essa estrutura,
13:54vai auxiliar com essa estrutura,
13:56veja que o aspecto político
13:58ele fala mais alto
13:59mais uma vez.
14:00E o fato é que
14:02o governo federal
14:03está buscando politizar
14:05sobremaneira essa questão,
14:07criando realmente
14:09um cenário ali
14:10de antagonismo,
14:11tentando fazer
14:12com que esses mais
14:13de 120 mortos
14:14acabem se tornando
14:16figuras que possam
14:18ser utilizadas
14:19politicamente
14:20dentro de um discurso
14:21de matar,
14:22de aniquilar a população,
14:23veja que até
14:24o ministro da Fazenda
14:26que a rigor
14:27não teria nada a ver
14:28com essa história,
14:29foi, deu uma declaração
14:30forte hoje
14:31e tudo mais,
14:32então o fato é que
14:33infelizmente
14:34essa politização
14:36excessiva
14:36ela vai fazendo
14:38com que episódios
14:39como esse
14:40deveriam representar
14:41uma sinergia,
14:43uma união
14:44de esforços
14:45para desmantelar
14:46o crime organizado
14:47acaba mostrando
14:48uma divisão
14:49do poder público
14:50e quem ganha
14:51com isso
14:51com certeza
14:52são os criminosos.
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