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Qual a viabilidade da nova proposta de Donald Trump para a paz em Gaza? No Visão Crítica, Karina Calandrin e Alberto Pfeifer analisam o controverso plano. O debate aborda a inesperada participação de Tony Blair, a simplicidade da proposta diante de um problema complexo e o ceticismo dos especialistas em relação à sua eficácia.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/j7gsmyLWnIQ

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Transcrição
00:00E certamente uma das perguntas, crio eu, que quem está nos acompanhando e acompanha o noticiário
00:06é uma certa estranheza, pra mim causou estranheza, da última proposta do Trump
00:12pra resolver o problema faixa de Gaza com todas as aspas,
00:16que já foi uma espécie de Riviera Francesa, já teve várias propostas,
00:20mas a última tem a presença inclusive de uma figura importante na cena política europeia
00:26e do mundo ocidental, foi primeiro-ministro do Reino Unido,
00:30importante em certo momento ali no final do século XX para o XXI,
00:34suas discussões, sua visão do novo trabalhismo, que é o Tony Blair.
00:38Pergunta a professora Karina Calandrei, o que Tony Blair tem a ver com a faixa de Gaza?
00:43Obrigado por a senhora ter aceito o nosso convite.
00:46Muito obrigada pelo convite, boa noite a todos.
00:49Bem, essa foi a maior surpresa dessa proposta, pelo menos na minha opinião.
00:54Os termos do acordo que nós vamos discutir com certeza mais à frente
00:57já eram esperados por todas as partes envolvidas com algumas mudanças,
01:03mas a participação de Tony Blair em uma administração da região foi novidade.
01:10Isso porque se discutia uma administração da Autoridade Palestina
01:14ou até mesmo uma administração internacional pelos países árabes da faixa de Gaza,
01:19mas agora se fala de uma tutela internacional ali administrada pela liderança de Tony Blair.
01:26Tony Blair tem um histórico como pontuado de primeiro-ministro do Reino Unido,
01:31de uma longa trajetória política no Reino Unido e também na política europeia.
01:37Teve um envolvimento direto na guerra do Iraque durante os anos 2000,
01:42a guerra do Iraque, a invasão americana ao Iraque a partir de 2003,
01:46e que Tony Blair teve uma participação conduzindo ali nesse período histórico
01:51a partir da sua atuação enquanto primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
01:56Então, é curioso ver agora, a partir do seu legado, o seu envolvimento nessa administração,
02:02que não será uma administração fácil.
02:04E gostaria de citar mais um aspecto, que é o histórico da região
02:09que já foi administrada por britânicos.
02:11Então, nós já tivemos o mandato britânico da Palestina
02:14durante um curto período pós-queda do Império Tricotomano
02:18até a independência de Israel em 1948.
02:22Então, eu não acredito que será interpretado de uma forma positiva pelos palestinos,
02:27não estou dizendo somente o Hamas, estou falando dos palestinos em geral,
02:30não será interpretado de uma forma positiva um mandatário britânico.
02:35Isso visto pelo histórico da região.
02:37É, eu vou passar o professor Alberto Pfeiffer, depois ao nosso convidado remoto Alexandre Teixeira.
02:44Isso é interessante a gente recordar o que a professora,
02:47porque nós fazemos sempre questão, você que nos acompanha no Visão Cris,
02:50dá umas pontuações históricas.
02:52Desde a Declaração Balfour, em 1917,
02:56e quando a professora fez referência a que o domínio britânico não foi muito bem recebido,
03:01inclusive pelos judeus.
03:02Eu lembrei do hotel Rei Davi e a explosão do hotel e todas as consequências a partir dele.
03:08É uma situação muito complicada.
03:10Professor Alberto Pfeiffer, não sei se é mais complicado do que o Santos Futebol Clube
03:14nós falarmos da faixa de Gaza, que é uma questão complexa.
03:19Nesse atual administração americana, já houve uma série de mudanças da visão como presidente,
03:26e o Departamento de Estado parece que perdeu a importância histórica que tinha,
03:29e é bom lembrar que tinha quadros brilhantes com as universidades norte-americanas,
03:33mas a cada momento aparece uma proposta como se fosse uma solução mágica.
03:37A guerra da Ucrânia ia terminar em 24 horas, não foi bem assim.
03:41No caso da faixa de Gaza, com essa complicação milenar, nessa situação complexa que vivemos,
03:46eu pergunto ao senhor, causou surpresa essa última proposta norte-americana?
03:51Vila, boa noite, obrigado pelo convite, boa noite aos colegas aqui, público de casa.
03:56Bom, voltando um pouquinho para a questão do Tony Blair,
03:59a ideia do Tony Blair aqui é uma ideia clássica, simples,
04:02é a ideia de trazer um terceiro, um tercios,
04:05alguém que tenha uma certa equidistância do problema,
04:08que não estava diretamente envolvido naquela problemática corrente,
04:12e que, naquela ideia também de trazer cabelos brancos,
04:16uma pessoa mais velha, com estatura moral,
04:18e que possa servir ali como moderador, um acomodador de situações.
04:23Para que não seja Estados Unidos impondo, impingindo alguma atitude,
04:28alguma solução mágica,
04:30o Trump tem essa tendência a ter ideias brilhantes,
04:33que parecem ser soluções fantásticas para problemas extremamente complexos,
04:38que vão exigir, claro, muita engenharia política,
04:41muita engenharia social, muito dinheiro também,
04:43muita compenetração de todas as partes, Israel,
04:48autoridade palestina, os países árabes, os demais países muçulmanos,
04:53enfim, a comunidade internacional, para resolver esse problema que afeta o equilíbrio regional,
04:59afeta o bem-estar de toda a comunidade global,
05:02e que esperamos que encontre alguma solução, algum encaminhamento.
05:06Evidentemente que ali há um legado histórico,
05:11que deve ser ainda conduzido,
05:16não só quanto à solução da questão palestina,
05:20mas quanto a propiciar um caminho de prosperidade
05:24para todos os países árabes envolvidos.
05:27Eu creio que vale a pena lembrar também que os acordos de Abraão estavam em curso,
05:31que a ideia de fundo do governo dos Estados Unidos,
05:33a ideia de fundo de Trump é restaurar a linha dos acordos de Abraão.
05:38A transformação gerencial que Trump tem imposto à estrutura federal americana
05:44tornou o Departamento de Estado, com toda a sua tradição diplomática,
05:49num braço estendido da Casa Branca,
05:51com o Marco Rubio à frente,
05:54e jogando para par com o trabalho do Departamento de Guerra,
06:00a nova nomenclatura do Departamento de Defesa,
06:02aliás, emblemática, a manifestação do secretário Pete Hegset hoje,
06:07naquele grande, creio que também poderíamos falar sobre isso,
06:10aquele grande encontro de todos os generais,
06:13de todos os oficiais generais das Forças Armadas Americanas,
06:16foi realizado em Quântico,
06:18lá numa base perto de Washington,
06:21para revisitar e consolidar a orientação estratégica,
06:26doutrinária da atual administração americana.
06:28Enfim, várias peças que vão sendo montadas num quebra-cabeça,
06:33que certamente a questão, a chaga aberta de Gaza,
06:38e o ranço que Israel tomou em função dessa questão,
06:46precisa ser resolvido.
06:47Senão, Trump não vai conseguir seguir adiante com a sua agenda internacional
06:52e o seu desejo de conquistar o Prêmio Nobel da Paz.
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