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O professor de Relações Internacionais da FGV e FAAP, Vinicius Rodrigues Vieira, analisa as duas principais crises geopolíticas globais.

O especialista discute a escalada da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, alertando sobre os possíveis desdobramentos regionais.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/qsE2hdBBY9M

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Transcrição
00:00Sobre o encontro que nós tivemos não só na semana passada, mas os efeitos do cessar-fogo no Oriente Médio,
00:06o nosso entrevistado é o professor de Relações Internacionais da FGV e da FAP, Vinícius Rodrigues Vieira.
00:12Tudo bem, professor? Como vai? Mais uma vez, obrigado por atender a Jovem Pan. Bem-vindo.
00:18Muito obrigado pelo convite, Tiago. Boa noite a todos.
00:20Boa noite. Bom, professor, a gente, desde a semana passada, já está vendo sistematicamente
00:25esse cessar-fogo sendo violado por ataques de Israel e ainda muita discussão sobre o futuro daquela região.
00:34Pessoalmente, é possível esperar que não haja efetivamente um cessar-fogo que vai ser primordial
00:41ou preponderante para que esse cessar-fogo efetivamente seja cumprido, professor?
00:47Realmente, nós temos aqui uma questão muito complexa, que é as garantias de um lado de segurança para Israel,
00:55ou seja, quais são as garantias que qualquer governo israelense buscaria?
01:00Não apenas o atual governo, o governo Netanyahu.
01:03Garantias de que o Hamas não vai mais ali ter condições de se reconstituir militarmente,
01:09que vai baixar as armas e, portanto, não vai ameaçar a existência de Israel,
01:14a segurança do Estado de Israel.
01:16E do lado palestino, é interessante pensar que também são necessárias garantias de que Gaza seja estabilizada.
01:25O que nós temos hoje ali é uma guerra do Hamas com outras facções, uma guerra localizada
01:32em que eles buscam controlar esse território via administração por métodos milicianos.
01:39Você não tem um governo constituído de fato.
01:42Então, tem ali relatos de execuções, relatos de grande instabilidade.
01:47Enquanto não houver um acordo que, de fato, satisfaça essas duas condições,
01:52estabilidade em Gaza e reconstrução com previsibilidade e com participação do povo palestino e Israel
01:59não se sentir segura, a tendência é que qualquer acordo de cessar-fogo seja violado constantemente
02:05e perca, portanto, credibilidade, que é o que está acontecendo com esse acordo mediado
02:10pelo presidente americano Donald Trump.
02:13E, professor, qual que deve ser a reação do governo americano
02:16se esse cessar-fogo for efetivamente violado constantemente?
02:21Eu acredito que Trump vai pressionar muito o Netanyahu para, do lado israelense,
02:27não ter reações como as que nós vimos, mas, ao mesmo tempo, fazer aquilo que ele prometeu
02:32em relação ao Hamas. Se o Hamas não baixar as armas, de fato, o Hamas vai enfrentar ali
02:38uma grande ação americana.
02:41Não se sabe ao certo se Trump está disposto a entrar diretamente no conflito.
02:45Acho que seria um risco muito forte, principalmente em relação à sua base nos Estados Unidos.
02:50Haja vista que Trump foi eleito, em grande parte, com a promessa de não envolver os Estados Unidos
02:55em conflitos, pelo menos diretamente, e evitar ali ações indiretas.
03:00De toda maneira, é necessário que também os países árabes que entraram ali como fiadores do acordo,
03:06notadamente a Arábia Saudita, o Catar, onde lideranças do Hamas estão sediadas,
03:11e também ali os Emirados Árabes, além da Turquia, claro, também façam pressão
03:17para que o Hamas, de fato, se desmilitarize.
03:20O Hamas disse que não vai fazer isso, ele pode até não se desmilitarizar,
03:24mas é necessário que, justamente, essa situação atual de grande imprevisibilidade em Gaza
03:29seja resolvida, e só será, ao meu ver, não com pressão apenas sobre o Hamas,
03:35mas com a efetiva ajuda da comunidade internacional para que Gaza seja estabilizada
03:40e reconstruída o mais rápido possível.
03:43Professor, para a gente fechar duas perguntas em uma, falando aqui da América Latina,
03:48hoje o presidente Lula fez uma crítica falando sobre possíveis intervenções,
03:53mas não citou o presidente dos Estados Unidos, e tem esse primeiro ponto,
03:57e segundo, a eleição da Bolívia.
03:59Que esperada a relação do Brasil com a Bolívia, porque nós tivemos uma vitória da direita,
04:04desde o segundo turno, só candidatos de direita, professor.
04:09Como já estava previsto, nós temos ali na Bolívia um governo à direita,
04:13e a tendência é que o nosso relacionamento seja como sempre foi com a Bolívia,
04:17seja com o governo de esquerda ou de direita, ainda que a esquerda tenha dominado nos últimos 20 anos,
04:21que é um relacionamento pragmático, fundamentado em interesses econômicos,
04:26uma agenda econômica mútua.
04:27Em relação à Venezuela, nós temos aqui uma preocupação legítima,
04:31por parte não só do governo brasileiro, mas também do governo de Gustavo Petro ali da Colômbia.
04:37Por quê?
04:37Se houver qualquer instabilidade na Venezuela, por mais que seja salutar o fim da ditadura maduro,
04:44é interessante pensar nas consequências em termos de refugiados, de instabilidade,
04:49e não é do interesse de nenhum país latino-americano, sobretudo do Brasil,
04:53que os Estados Unidos iniciem um conflito em nossa vizinhança.
04:57Isso traria consequências imprevisíveis, não só para a Venezuela,
05:01mas para a região como um todo, com grandes custos,
05:04principalmente nessa questão de migrantes refugiados,
05:07para o Brasil e para a Colômbia, que tem as maiores fronteiras com a Venezuela.
05:12Professor Vinícius Rodrigues Vieira, de Relações Internacionais,
05:16muito obrigado mais uma vez por nos atender, uma boa semana,
05:19volto sempre, professor, um abraço.
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