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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que a PEC da Blindagem não deve alterar as ações que já estão em andamento na Corte. Para o decano, a proposta aprovada na Câmara não pode retroagir para beneficiar réus em processos em curso. Reportagem: Janaína Camelo.

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Transcrição
00:00Agora falando em Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes disse que os processos já em andamento no STF contra parlamentares
00:07não seriam afetados pela eventual aprovação da PEC da blindagem.
00:11Vamos conversar com a Janaína Camelo, que vai trazer mais informações pra gente agora,
00:15e quantos parlamentares seriam beneficiados pela PEC. Jana, conta pra gente, bem-vinda.
00:22Pois é, Evandro, o ministro se referiu ali àqueles processos em que já há uma denúncia recebida aqui pelo STF.
00:30Então, ali, que ou já tem um avanço maior, já virou uma ação penal, enfim.
00:35Mas a gente sabe que existem inúmeros inquéritos, inúmeras petições envolvendo investigações ali com relação a parlamentares.
00:44Muitas dessas investigações, desses inquéritos e petições, com relação, inclusive, a desvio de recursos por emendas parlamentares.
00:53Então, vários seriam beneficiados, já que o ministro disse que se começar a valer, se for aprovada começar a valer,
01:00ela atingiria, não atingiria os processos que já há uma denúncia recebida, que são poucos ali.
01:06A gente pode, inclusive, lembrar de uma ação penal que envolve três parlamentares ali, deputados federais do PL,
01:12dois, na verdade, e o outro político que é afiliado ao PL, que é o João Maranhãozinho,
01:18e outros dois ali do Maranhão, que eles, inclusive, vão ser interrogados já numa ação penal que eles respondem aqui
01:26por desvio de emendas parlamentares, são do PL.
01:28Tem o próprio caso da deputada federal, Carla Zambelli, também, não no caso ali com relação ao CNJ,
01:35mas ao caso em que ela perseguiu um apoiador do presidente Lula.
01:39Essa ação penal ainda não foi finalizada, esse processo, embora já tenha dito ali um julgamento,
01:46mas ainda cabe recurso, enfim.
01:48Mas tem vários outros inquéritos, muitos, a maioria, na verdade, que estão sob sigilo,
01:54que envolve ali investigações e que estão citados ali nomes de deputados e senadores.
02:02Enfim, então, são vários, Evandro, ao menos tem, no mínimo, ali, 30 inquéritos e petições
02:10envolvendo somente emendas parlamentares, desvio de emendas parlamentares.
02:15Então, o que o ministro Gilmar Mendes disse sobre a PEC da blindagem, especificamente?
02:20Ele disse também que não acredita, segundo o que ele tem ouvido, de senadores que a PEC da blindagem
02:27seja aprovada no Senado, disse que, provavelmente, esse tema vai ser judicializado,
02:33se for aprovado no Congresso Nacional, vai chegar aqui ao Supremo.
02:37Ele disse que, certamente, isso vai acontecer e que o STF vai aguardar.
02:41Ele disse que houve muitas manifestações aí de senadores dizendo que isso não vai ser votado no Senado,
02:47de modo que, segundo ali nas palavras do ministro, a gente pode estar fazendo aqui uma especulação pouco útil.
02:54Essa foi a frase do decano do Supremo.
02:56Ele deu essa declaração, Evandro, no evento que ele participou hoje pela manhã no Tribunal Superior Eleitoral.
03:02Ele também comentou sobre o PL da Anistia, viu?
03:05Ele disse o seguinte, que é muito arriscado emitir um juízo ainda sobre o PL da Anistia,
03:10porque ainda não há, não se sabe qual vai ser o texto que vai ser realmente, de fato,
03:15vai começar a tramitar no Congresso, agora na Câmara, depois no Senado,
03:20que tudo ainda vai ser debatido.
03:22Não há como especular ali com relação a algum texto que vai ser formulado.
03:28E ele disse que muitos projetos em tramitação e muita especulação em torno desse assunto.
03:32Então, o ministro Gilmar Mendes, ele foi o primeiro ministro, inclusive, publicamente ali,
03:38se dirigindo, falando, emitindo uma opinião ali com relação ao PEC da blindagem,
03:42que até então não havia nenhum comentário de nenhum ministro aqui do STF.
03:48Foi a primeira vez que um ministro tem falado, falou sobre isso publicamente.
03:52Agora, então, ele fala também sobre o PL da Anistia.
03:54Só para relembrar bem rapidinho, embora esse tenha sido ali o primeiro ministro
03:59que tenha falado publicamente sobre o assunto,
04:02é importante lembrar uma decisão de ontem do ministro Gilmar Mendes,
04:05que ele pediu explicações para a Presidência da República e para o Congresso Nacional
04:08sobre duas ações, sobre o rito de processo de impeachment de ministros do STF.
04:14Porque hoje quem compete, quem faz isso é o Senado.
04:17E aí tem duas ações que foram apresentadas no mesmo dia que a PEC da blindagem foi aprovada
04:23na Câmara dos Deputados, caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes
04:26e agora ele está pedindo ali informações para a Presidência da República, para o Congresso Nacional.
04:30Lembrando que tem em paralelo um projeto no Congresso Nacional ali
04:33que aumenta o rol de crimes de responsabilidade dos quais os ministros do Supremo podem ser impeachmados.
04:38Enfim, tudo isso ali interligado com relação a essa aprovação da PEC da blindagem
04:43que pode acabar acirrando ali um pouco mais a relação do Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
04:48Evandro, é com você.
04:49Muito obrigado pelas informações, Janaína Camelo. Um abraço para você.
04:52Ô, Alangani, essa proposta, ela não impediria os casos que já estão em andamento.
04:57A questão são os casos que ainda estão por vir.
04:59Justamente no momento em que o ministro Flávio Dino pede uma série de investigações sobre parlamentares
05:05em relação ao desvio, a possibilidade de desvio de emendas PIX,
05:10a possibilidade de desvio das prefeituras em relação a esse dinheiro recebido,
05:15a contratação de empresas que não teriam o know-how para executar aquilo pela qual elas foram contratadas.
05:22Ou seja, é aquilo que ainda poderia acontecer e ser descoberto pelo Supremo Tribunal Federal em próximos julgamentos.
05:30Olha só, só faltava essa, né? Também tem uma PEC da blindagem para os casos que estão sendo investigados ou retroativos, né?
05:37Aliás, no Brasil a gente já viu também a anulação de corrupção agir de maneira retroativa com réu confesso,
05:45mas no Brasil até o passado é incerto.
05:49De qualquer maneira, essa PEC da blindagem é um grande convite à impunidade.
05:55Ela não tem absolutamente nada a ver com a defesa do artigo 53, né?
06:02Das vozes dos parlamentares, até porque muitos desses parlamentares que votaram pelo Sim nunca se opuseram, né?
06:11Nunca foram vozes contrárias ao poder judiciário, nunca fizeram críticas, muito pelo contrário, Evandro.
06:17Quem fez duras críticas e sofreu perseguição política acabou votando não.
06:22Então, mostra uma grande contradição em relação a esta PEC da blindagem.
06:28Agora há pouco nós conversávamos com o deputado Paulinho da Força, que vai ser o relator da PEC da Anistia,
06:32e ele estava contando que votou sim pela PEC da blindagem e que o fez porque,
06:37além de entender que há, sim, certa interferência do Supremo Tribunal Federal no poder legislativo,
06:43ele mesmo já teria sido vítima de um processo que trouxe consequências para a reputação dele
06:50e que depois foi um processo que não deu em nada, mas a reputação já estava manchada.
06:55Agora, quem assume um cargo público precisa entender também que essa seria uma possibilidade
07:01e que investigações poderão acontecer, assim como denúncias.
07:05Então, também não dá para dizer que ninguém sabe que, ao assumir uma função de parlamentar,
07:13de deputado, de senador, enfim, ou de qualquer servidor público,
07:16que a pessoa já estaria exposta a isso, né, Bruno Mousa?
07:19Isso, eu acho que a sua pergunta foi perfeita, Evandro.
07:22Isso vai exatamente na linha daquela inversão de valores que nós falamos,
07:26onde os políticos brasileiros parece que esqueceram em algum momento,
07:29se é que tiveram em algum momento da história,
07:32a verdadeira relação aqui, talvez a palavra correta possa ser hierarquia,
07:37onde o povo deveria estar, a população que o elegeu deveria estar acima deles.
07:43Mas não, parece que eles se colocam naturalmente acima,
07:47em condições privilegiadas, negociando em nosso nome,
07:51sem o nosso consentimento.
07:54Veja, como é que eles, que querem ser e são pessoas públicas,
07:59votar, ou seja, colocar em prática aquelas pautas
08:03em que o povo que votou neles o elegeu.
08:07Se isso não é um escrutínio público,
08:11o que mais eles querem?
08:12Do que eles querem se esconder?
08:14Por que gastos têm que ser de forma nada transparente?
08:18É o dinheiro do pagador de imposto como um todo.
08:21E veja, eu estou vendo uma matéria aqui,
08:23PEC da blindagem trava 36 inquéritos no STF contra 108 parlamentares.
08:30108 parlamentares com 36 inquéritos que passam a ser travados,
08:34o que vai exatamente na linha do que você falou.
08:36Não é só o passado, mas principalmente o futuro.
08:40Quantos disso poderá levar à impunidade de novos casos?
08:44Eles deitam em berço esplêndido,
08:46eles votam aquilo que eles querem contra eles mesmos,
08:50e nós apenas assistimos.
08:52Então, está na hora da população colocar esses políticos no lugar deles,
08:57que eles são servidores públicos.
08:59Servir ao público, e não ao contrário.
09:02Fala, Piperno.
09:03Ah, veja, quando você fala em 108 deputados,
09:08em 513, está mais ou menos 20%.
09:11Fora outros inquéritos que serão abertos,
09:15até porque o ministro Flávio Dino,
09:17toda hora ele está apontando um novo lote de emendas
09:21sob esse suspeito.
09:22Então, a tendência é que esse número seja ainda muito maior
09:26de vários estratos políticos.
09:29Inclusive, tem lá uns três ou quatro do PDT
09:33que nos últimos tempos também foram alvos de inquéritos,
09:36tem processos abertos,
09:37e não à toa o PDT também acabou fornecendo muitos votos
09:43para aprovação dessa PEC.
09:45Então, o eleitor, ele não pode ser tratado também como aquele inocente útil eternamente enganado.
09:55O eleitor tem que ser cobrado.
09:57Então, o eleitor tem a obrigação, por exemplo, de começar a fazer um cruzamento de dados aí.
10:04Escuta, quem foi que votou no APEC?
10:06Check.
10:06Quem foi que votou no aumento do número de deputados?
10:09Check.
10:09Faz uma lista lá e começa a cruzar isso aí.
10:12Ora, mas pera lá.
10:14Esse apoiou isso, isso, isso, isso, eu discordo de tudo isso, acho que...
10:17Então, por que eu vou continuar votando nesse cara?
10:21Então, quem tem que tomar essa iniciativa agora é o eleitor.
10:24Porque, desde que o Brasil nasceu, a gente sabe que há um pacto das elites.
10:30Políticas, econômicas, do autofuncionalismo, judiciário, etc.
10:34Para desenvolverem mecanismos de autoblindagem.
10:39Então, se existe isso, a arma que o eleitor tem é o voto.
10:43Agora, eu quero voltar a falar rapidamente da anistia e uma coisa está relacionada à outra.
10:47Porque as articulações passaram da proposta da blindagem e da anistia de uma maneira só.
10:53E uma, de certa forma, foi puxando a outra.
10:57Porque, quando o governo fala que não apoiaria a PEC da anistia, o Gumota fala...
11:04Quer dizer, não apoiaria a PEC da blindagem?
11:06O Gumota fala...
11:07Ah, é? Não vai ter apoio à PEC da blindagem?
11:09Pois bem, então vamos dar um jeito de passar a urgência da anistia.
11:13E foi o que aconteceu.
11:14E aí, eu quero falar dessas figuras importantes.
11:17Sobre o posicionamento do governo e sobre a figura do presidente da Câmara, o Gumota.
11:23Alangani, agora há pouco você mencionou para mim que queria trazer uma análise sobre a questão da anistia.
11:29Pode falar.
11:29Olha só, Evandro.
11:30O Piperno trouxe aqui um argumento que muita gente utiliza, da tal das cláusulas pétreas.
11:36Por isso que a palavra final seria do Poder Judiciário.
11:39Eu convido a nossa audiência a ler um artigo ótimo publicado ontem no jornal Estado de São Paulo,
11:46do Nicolau Cavalcante, que é advogado, jurista e mestre doutorando em Direito Penal pela USP.
11:54Ele traz a seguinte reflexão.
11:56Primeiro, a Constituição brasileira nasce de uma anistia.
12:01E uma anistia negociada.
12:03Então, esse é o primeiro ponto.
12:05Então, já abrindo brecha para que essa cláusula pétrea não seja tão pétrea assim.
12:12A segunda reflexão que ele faz e que eu acho muito interessante é que, até então,
12:18não existia o crime de tentativa de golpe de Estado.
12:22Quem é que aprovou o crime de tentativa de golpe de Estado?
12:25Ora, foi o Congresso Nacional.
12:27Se foi o Congresso Nacional que aprovou este crime em 2021, na Lei 14.197,
12:34também poderia ser o Congresso Nacional a ter a última palavra em relação a este tema.
12:41Então, esse papo da cláusula pétrea e aí o Poder Judiciário teria, o Supremo teria a palavra final,
12:49não é bem assim.
12:51Há juristas que pensam o contrário e que talvez a palavra final seja do Congresso Nacional.
12:57Claro, os representantes gostem ou não da população brasileira.
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