00:00Voltamos a falar da participação do ministro da Fazenda numa teleconferência do Banco Safra.
00:06Durante o evento, Fernando Haddad afirmou que não está faltando comprador para os produtos brasileiros diante do tarifácio.
00:14O ministro também ressaltou que a taxação dos Estados Unidos ao Brasil tem mais viés político do que econômico.
00:21Nós fizemos uma avaliação preliminar, cautelosa, sobre o efeito do tarifácio.
00:29Sabendo que declaradamente é uma ação política, não tem nada de econômico em movimento feito pelos Estados Unidos.
00:41Porque eles acumulam em 15 anos, em superávit de bens e serviços, de mais de 400 bilhões de dólares em 15 anos.
00:50Então não havia nenhuma razão para o Brasil ter um tratamento diferente do Uruguai, do Paraguai, da Argentina, para falar do Mercosul,
01:02mas da América do Instituto em todo, que é uma região deficitária em relação aos Estados Unidos.
01:08Eu mencionei isso no encontro que eu tive com o Scott Besson na Califórnia em maio desse ano.
01:15E ele me deu razão naquela conversa, de que realmente era um caso a ser tratado tecnicamente.
01:22De maio para julho, o que era técnico se tornou político e nós estamos em meio a isso.
01:29Mas veja bem, as nossas exportações para os Estados Unidos somam 12% das nossas exportações, está certo?
01:35O que é afetado pelo tarifácio é cerca de 4%.
01:41E quase dois terços desses 4% são commodities que já estão sendo direcionadas para outros mercados.
01:50E bens de qualidade.
01:52O Brasil tem um petróleo de qualidade, um grão de qualidade, uma fruta de qualidade, um pescado de qualidade.
01:59Então não está faltando, nesse momento, comprar bem carne de qualidade para as mercadorias brasileiras.
02:05O Brasil tem um petróleo de qualidade para as mercadorias brasileiras.
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