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O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, avalia que o melhor cenário para o Brasil é deixar a "poeira baixar" após a condenação de Jair Bolsonaro (PL). A diplomacia brasileira quer insistir no diálogo com a Casa Branca, mesmo com a promessa de novas sanções dos EUA. Dora Kramer e Cristiano Vilela analisam. Reportagem: Victoria Abel.

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Transcrição
00:00E após ameaças da Casa Branca, integrantes do Itamaraty querem deixar a poeira abaixar e seguir em diálogo com os Estados Unidos.
00:08O governo de Donald Trump fala em novas sanções em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro.
00:13A Vitória Bell volta ao Jornal Jovem Pan com mais informações a respeito da estratégia traçada pela diplomacia brasileira
00:20em relação às possibilidades que vêm dos Estados Unidos de novas sanções.
00:24Vitória Bell, bem-vinda novamente.
00:25Obrigada. Pois é, os diplomatas que estão a par justamente dessas tentativas de diálogo entre o governo brasileiro e integrantes da Casa Branca
00:38afirmam que a melhor coisa a se fazer nesse momento, principalmente depois da última fala do secretário de Estado americano Marco Rubio,
00:45é deixar a poeira abaixar, aguardar mais uns dias, algumas semanas, para retomar novamente o esforço pelo diálogo com a Casa Branca.
00:54A gente lembra que ontem o secretário de Estado americano Marco Rubio disse que os Estados Unidos responderão de forma adequada
01:03ao que ele chamou de caça às bruxas, que seria a condenação de Jair Bolsonaro e os outros réus por tentativa de golpe de Estado.
01:11Ele disse, em resposta a Marco Rubio, o Itamaraty divulgou uma nota, quase ali minutos depois,
01:18dizendo que o Brasil não vai se intimidar com ameaças vindas do exterior, que a democracia brasileira não vai se intimidar.
01:26E o que os diplomatas brasileiros afirmaram nos bastidores é justamente que, além disso, as tentativas de diálogo continuam.
01:35Porque a dúvida inicial era se essa janela de diálogo se fecharia, principalmente depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro
01:44e em meio às respostas e sanções do governo americano ao Brasil.
01:49Apesar dessas sanções e das novas ameaças do governo americano, o que os diplomatas do Itamaraty afirmam
01:55é que as tentativas de diálogo vão sim seguir, mas nesse momento é melhor deixar a poeira abaixar.
02:01A gente também já contou aqui na Jovem Pan, lá quando o presidente americano oficializou o tarifaço contra produtos brasileiros,
02:09que os integrantes do Itamaraty vinham buscando alternativas para chegar nos auxiliares do presidente Donald Trump,
02:15inclusive por meio de parlamentares americanos do Partido Republicano e também do Partido Democrata,
02:21que tenham algum contato dentro da Casa Branca.
02:24Eles estavam tentando fazer esse trabalho de formiguinha para conseguir entrar e tentar ter algum tipo de contato com o Donald Trump
02:31para explicar as versões brasileiras da história.
02:34Esse trabalho continua sendo feito, vai continuar sendo feito depois desse período aí de espera e de aguardo,
02:41mas a gente lembra também que eles mesmos dizem que é uma resposta que deve acontecer a longo prazo.
02:48É um trabalho que dará frutos no longo prazo, Nelson.
02:52Perfeito, muito obrigado. Vitória Bel, ao vivo, diretamente de Brasília.
02:55Deixa eu chamar a Dora Kramer e o Cristiano Vilela.
02:57E aí, Dora, qual é a sua visão sobre isso?
03:01Porque, apesar da estratégia do Itamaraty, tem que combinar com o presidente da República, né?
03:06Ah, pois é, né?
03:08E aí eu não sei o que fica valendo mais na avaliação do governo dos Estados Unidos,
03:14porque todo o tempo foi assim.
03:16A gente teve vários discursos, várias atitudes, né?
03:21Muito diferentes e uma sem conversar com a outra.
03:24Você vê que o vice-presidente Geraldo Alckmin atua de um jeito,
03:28o ministro da Fazenda atua mais em consonância com o vice-presidente,
03:36o Itamaraty, aí tem uma divisão, porque uma coisa é o Itamaraty, a chancelaria oficial,
03:43o ministro Mauro Vieira também tem um tipo de discurso,
03:47e o Celso Amorim, que é o assessor especial da presidência da República,
03:52tem uma outra visão, muito mais anti-americana, muito mais política, muito mais aguerrida.
03:58E aí, em cima disso tudo, reinando, tem o presidente Lula no palanque vociferando.
04:05Então, é um conjunto que não delineia uma estratégia única do governo brasileiro.
04:16E aí, fica difícil, né?
04:19Vamos ver como é que, diante dessas ameaças,
04:22que eu imagino que sejam realmente cumpridas,
04:25porque já houve outras ameaças e foram cumpridas,
04:29vamos ver como é que vai reagir, se o governo está mais bem preparado para reagir.
04:36Mas é aquilo, é como você disse, e o presidente da República?
04:40E aí, mas eu retorno, qual é o peso real que os Estados Unidos dão
04:47às reações do presidente da República?
04:50Se quiser acirrar, dá um peso total,
04:53porque, sem dúvida alguma, o presidente Lula dá motivo para isso.
04:58Porque uma coisa é você assentar que a soberania é inegociável,
05:04agora outra coisa é você repetir isso todos os dias.
05:08Porque aí fica parecendo, dá a impressão de quem usa desse estratagema
05:16está abusando num outro sentido, no sentido político eleitoral.
05:21Cristiano Vilela, e tanto a estratégia do Itamaraty,
05:24de ficar mais ali no campo passivo, na reação, no banho-maria,
05:28quanto do outro lado, eventual discurso mais inflamado do presidente,
05:33essas estratégias podem, de fato, influenciar o que vem dos Estados Unidos
05:36em se tratando de novas e eventuais sanções?
05:41Olha, Coban, o que se relaciona da fala bélica,
05:44acentuada por parte do presidente Lula, com certeza.
05:48Enquanto o presidente, dia sim, dia sim, ele sobe no palanque
05:53e começa a vociferar em relação a Donald Trump,
05:56em relação aos Estados Unidos,
05:58é evidente que vai manter a temperatura alta nessa relação.
06:04E em se tratando de Donald Trump, que é outro bicudo também,
06:08é uma figura de temperamento difícil,
06:10é natural que não haja as pazes entre os dois chefes de Estado,
06:15e especialmente entre os dois países.
06:17Nesse sentido, o ponto de vista muito mais racional,
06:22inteligente, interessante, é o do Itamaraty,
06:25o do vice-presidente Geraldo Alckmin,
06:28que procuram manter, pelo menos, um diálogo institucional,
06:32adequado, republicano, correto.
06:35No entanto, me parece que, na visão do presidente da República,
06:39é útil que esses atores tentem fazer essa atuação,
06:44porque daí Lula acaba tendo o argumento para dizer
06:48olha, nós estamos tentando, mas os Estados Unidos não querem.
06:52Quando, na verdade, em termos concretos, em termos efetivos,
06:56o governo brasileiro tem feito muito pouco.
06:58O presidente da República deveria ser a principal voz
07:02no sentido de levantar uma bandeira branca
07:04e tentar negociar uma saída no campo econômico,
07:07no campo das relações comerciais e das relações diplomáticas,
07:11e não ficar realmente fazendo campanha política,
07:15como tem feito com esse conflito envolvendo os Estados Unidos.
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