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A defesa de Alexandre Ramagem defendeu no Supremo Tribunal Federal que o monitoramento da Polícia Federal aconteceu antes de ele se tornar diretor da Abin. Segundo o advogado, as duas visitas foram "óbvias", já que ele "ia assumir o órgão".

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Transcrição
00:00Voltando ao First Mile,
00:04houve, embora o delegado faça alguma mistura entre o First Mile e o monitoramento ilegal,
00:09há uma autoridade, um parlamentar que foi, sim, ao que parece, foi, sim,
00:15monitorado com o uso do First Mile, o então deputado João Willis.
00:20Detalhe, esse monitoramento ocorreu antes de Alexandre Ramagem tomar posse como diretor da BIM,
00:27fato objetivo, antes.
00:31É por isso que a autoridade policial citou aqueles registros de entrada,
00:35de acesso físico de Alexandre Ramagem às dependências da Polícia Federal,
00:38para dizer que, olha, Alexandre Ramagem só tomou posse em julho,
00:41mas em maio ele já frequentava a BIM.
00:42É óbvio que ele frequentava a BIM.
00:44Duas vezes.
00:45Ele foi duas vezes a BIM antes da posse.
00:47Ele ia ser impostado como diretor do órgão nacional de inteligência.
00:53Ele foi visitar a instituição, que dali a algumas semanas,
00:57ele passaria a gerir.
00:59Duas vezes Alexandre Ramagem, ao contrário do que o Ministério Público afirmou,
01:04não foram logs de entrada em First Mile,
01:06foram logs de... logs, perdão.
01:08Registros de entrada nos prédios físicos, nas dependências físicas da BIM.
01:13Maio e junho.
01:16Antes de Alexandre Ramagem tomar posse como diretor do órgão.
01:20Claramente, essas informações foram utilizadas pela autoridade policial
01:25para vincular esse monitoramento ilegal realizado sobre o deputado,
01:30então deputado João Willis,
01:32vinculá-lo a Alexandre Ramagem.
01:33Alexandre Ramagem sequer era o diretor da BIM à época.
01:37É disso que se trata.
01:38É por isso que eu digo,
01:40o relatório da PET-1168 merece redobrar a cautela na sua análise,
01:46e merece muito debate sobre ele.
01:49E ele aportou nos autos somente a posse,
01:53encerrada a instrução processual dessa ação penal.
01:57Para além disso, em relação à desinformação produzida no âmbito da BIM,
02:00de fato, há um diálogo que foi colhido em celulares
02:08entre Marcelo Bormeve e Jean-Carlo Rodrigues,
02:10ambos, um policial federal, um sargento de exército,
02:13ambos lotados na BIM.
02:15Em que eles pegaram um documento de texto,
02:19outro documento de texto, positivo, DOC-X,
02:22que se referia a trazer informações sobre o quadro societário da empresa,
02:24positivo, então fabricante de urnas eletrônicas.
02:28O documento trazia informações sobre o quadro societário dessa empresa.
02:35E a defesa, sim, defendeu o caráter institucional desse documento,
02:38sobretudo baseado no acordo em vigor com o TSE,
02:42para que a BIM atuasse junto ao TSE
02:45para implementar, aumentar, melhorar, aprimorar a segurança das urnas.
02:52Esse acordo havia.
02:54E esse documento estava lá.
02:55E nada mais.
02:56Havia um documento.
02:57Esses dois servidores, com base nesse documento,
03:00sim, produziram desinformação,
03:03algo extremamente reprovável relacionado ao ministro Luiz Fuxi
03:08e ao eminente ministro Luiz Alberto Barroso.
03:12Ligando parentes do ministro Barroso à empresa.
03:18Sim.
03:20Desinformação.
03:20A defesa já havia dito que a ramagem não deu ordem nesse sentido,
03:29que essa responsabilidade não poderia ser atribuída à ramagem,
03:31salvo se admitíssemos culpa em vigilando, culpa em eligendo,
03:35responsabilidade penal objetiva.
03:37Fato é que Marcelo Bombevê, o autor da façanha,
03:42em interrogatório prestado na ação penal uma das ações penais
03:45decorrentes das investigações da PET-12-100,
03:49ele afirmou que essa conduta, essa desinformação,
03:56teria sido fruto de ímpeto político, em razão,
03:59da polarização vivida, enfim.
04:04Marcelo Bombevê, se ele faz para ele,
04:07o diretor-geral mandou que eu fizesse, eu fiz.
04:09Não, ele falou, ah, fiz.
04:12Era o momento.
04:13Era o caos, era a polarização,
04:16era esse inferno dessa polarização.
04:19Enão, pessoal?
04:19Esse inferno que vivemos por conta de políticos de estimação.
04:26Não há um elemento,
04:28não há um elemento que demonstre
04:30uma ordem direta ou indireta que fosse de Alexandre Ramagem
04:33para a produção de desinformação.
04:35Neste caso, ministro Fux,
04:37de produção de desinformação em relação à vossa excelência.
04:40O que há é Marcelo Bombevê, o autor da façanha,
04:43reconhecendo.
04:44Fiz por ímpeto, por índole,
04:47em razão da polarização política.
04:51Isso é um dado objetivo.
04:53Doutor, então, para descontar o tempo do advogado,
04:58eu ouvi esse absurdo
05:03que foi atribuído a um bom policial,
05:06que eu acho que isso é uma desqualificação
05:08qualificada como um bom policial.
05:12Mas, independentemente disso,
05:14citado,
05:15e essa questão que não tem a menor importância,
05:19a menor lógica,
05:21eu evidentemente que não iria me dar por impedido
05:25de julgar por causa disso.
05:27Isso não vai influir em nada.
05:29Aqui já se alegou impedimento
05:30que o colega seria a vítima,
05:33o outro participou da prisão,
05:37enfim,
05:38o outro colega teria sido advogado.
05:41Eu não tenho isso aí,
05:42não me firma de forma alguma
05:43a minha independência,
05:46malgrado tenha sido realmente
05:48um desvio gravíssimo
05:50de quem se diz bom policial.
05:52Excelência,
05:54eu não tenho a menor dúvida disso
05:54e aqui volto a reafirmar.
05:56A defesa de Alexandre Ramagem,
05:57em momento algum,
05:59se valeu desses incidentes,
06:01não criticando os colegas,
06:02agiram de forma legítima
06:04no exercício de suas funções,
06:06aplaudo a atitude deles.
06:08Mas a defesa de Alexandre Ramagem
06:10não agui impedimento,
06:11suspeição, incompetência.
06:13A defesa de Alexandre Ramagem
06:14sempre foi direto aos fatos,
06:16aos elementos,
06:16às imputações,
06:18porque eles não dão sustentação
06:19àquilo que o Ministério Público afirma.
06:23Isso vale para aquela investigação,
06:25um dossiê que seria elaborado
06:26em desfavor do ministro Alexandre.
06:27Também,
06:28Marcelo Bomevé,
06:29conversando,
06:30em diálogo com o Jean-Carlo.
06:32E no relatório,
06:33esse relatório da PET 1168,
06:35nenhuma alusão
06:36ao nome de Alexandre Ramagem
06:37foi feita.
06:38Lá vai Marcelo Bomevé
06:39e Jean-Carlo fazendo
06:40por...
06:42indolir por...
06:45sabe...
06:46uma questão política,
06:48enfim.
06:49E, por fim,
06:49Excelências,
06:50para terminar,
06:54a PET 11108
06:55trouxe fatos
06:56que não haviam,
06:58de modo algum,
06:59sido sequer
06:59mencionados,
07:01ainda que indiretamente
07:02na denúncia.
07:04Referência de Alexandre Ramagem
07:05em favor de Flávio Bolsonaro
07:06em Receita Federal.
07:08Sendo que,
07:10aí sim,
07:10há,
07:11na PET 11108,
07:12nos autos dessa PET,
07:14um áudio,
07:14essa reunião foi gravada
07:15e Alexandre Ramagem,
07:16de forma enfática,
07:17a BIM não pode se meter
07:19nessa questão,
07:19essa questão está
07:20jurisdicionalizada.
07:22Ele só faltou falar,
07:22vocês estão malucos,
07:24a BIM não pode fazer isso.
07:25A BIM não pode fazer isso.
07:28Para além disso,
07:30esse fato,
07:31além de não ter sido
07:31ventilado na denúncia,
07:33não guarda relação
07:34com a imputação feita.
07:35se Alexandre Ramagem
07:37estivesse atuando
07:38em benefício
07:38de Flávio Bolsonaro,
07:39questão de ordem
07:40estritamente pessoal
07:41do presidente da República,
07:42entendam?
07:43Sim,
07:44se esse fato ocorreu
07:45e a defesa nega,
07:47mas tivesse ocorrido,
07:48era um grande desvio
07:49de finalidade,
07:50mas sem relação
07:52com atentado
07:53contra o Estado
07:54democrático direito
07:55ou golpe de Estado.
07:56Teresse de ordem
07:57estritamente pessoal
07:58do senhor presidente
07:59da República.
08:00Mesma questão
08:01vale para o PAD,
08:02que foi instaurado
08:03no âmbito da BIM,
08:04que só foi ventilado
08:06agora em alegações
08:07finais pelo Ministério,
08:07por que constata somente
08:08do relatório final
08:09da PES 11.108,
08:11de que Alexandre Ramagem
08:12teria intercedido
08:13no PAD
08:13para evitar
08:15que a questão
08:15do First Mile
08:16viesse à tona
08:17e o prejudicasse,
08:18sendo que Alexandre Ramagem
08:19determinou, inclusive,
08:20que a corrigidoria da BIM,
08:21se é um dado objetivo,
08:22procedesse
08:23à análise
08:24da legalidade
08:25na utilização
08:25dessa ferramenta.
08:26Alexandre Ramagem
08:27fez isso.
08:28Duas vezes.
08:29Duas vezes.
08:31Silêncios,
08:31meu tempo está esgotado,
08:32inclusive já usei
08:33a canja
08:34do ministro Fuchs.
08:35Muito obrigado.
08:36Silêncios,
08:37muito obrigado
08:37pela consideração,
08:38pela paciência,
08:39pelo tempo.
08:42Presidente.
08:42Pois não,
08:43ministra Kahnem.
08:43Excelência,
08:44me permite,
08:44eu queria apenas fazer
08:46uma,
08:46não propriamente
08:47uma indagação,
08:48enfim.
08:49Pois não.
08:50É que o
08:51nobre advogado
08:52fez muitas referências
08:54à
08:55inexistência
08:58ou que
08:59teria havido
09:00uma campanha
09:00pela eleição auditável,
09:04pelo processo auditável
09:05e que isto era
09:06algo que foi até
09:07objeto de uma
09:08proposta de emenda
09:10constitucional.
09:12Mas,
09:12vossa senhoria,
09:13sabe a distinção
09:14entre processo eleitoral
09:16auditável e voto impresso?
09:18Sim,
09:18excelência.
09:19repetiu como se fosse
09:21sinônimo e não é,
09:23porque o processo eleitoral
09:24é amplamente auditável
09:25no Brasil,
09:26passamos por uma auditoria
09:27e para que não fique,
09:29para quem assiste,
09:30a ideia de que não é auditável.
09:32Uma coisa é
09:33a eleição
09:34com processo auditável,
09:35outra coisa
09:36é o voto impresso.
09:38O que se fez
09:39foi,
09:39o tempo todo,
09:40dizer que precisava
09:41de voto impresso,
09:42que tem a ver
09:42com o segredo do voto,
09:44a lisura e rigidez
09:45do direito
09:46de cada cidadã
09:47e cidadão votar,
09:48só de acordo
09:50com o que ele pensa
09:51e ninguém sabe disso.
09:52Outra é a auditabilidade.
09:54A auditoria,
09:55desde 1996,
09:57quando foi criado
09:57o processo eletrônico,
09:58ela é auditável
09:59e passa por várias fases.
10:01Então,
10:01só para ficar claro,
10:02porque vossa senhoria
10:03usou com muita frequência
10:04como se fosse
10:05a mesma coisa.
10:06Não é.
10:07E o que foi dito
10:09o tempo todo
10:10foi esta confusão
10:11para criar uma confusão
10:12na cabeça
10:12da brasileira
10:14e do brasileiro
10:15e colocar em xeque.
10:16Então,
10:16só para esclarecer.
10:17Eu posso,
10:18então esclarecer
10:19a minha própria fala
10:20para que eu não passe.
10:21Por favor,
10:22porque foi muito repetido.
10:24Eu estou copiando
10:25e por isso é que eu...
10:26Eu usei essa expressão
10:27voto auditável,
10:28voto impresso,
10:28porque nesses textos
10:30e nos pronunciamentos
10:31de Jair Bolsonaro,
10:32esses termos
10:33eram repetidos.
10:34ilegítimos.
10:36Minha opinião,
10:37vou falar minha opinião pessoal.
10:38Não é a opinião.
10:38Não é a minha opinião.
10:39É o meu entendimento pessoal.
10:40O fato é que o processo eleitoral brasileiro
10:43é amplamente auditável.
10:44Ponto.
10:45Eu conheço profissionalmente
10:49a segurança das urnas
10:51e essa questão do voto impresso
10:54é só em relação à defesa
10:56ao que foi dito.
10:57Não é a defesa
10:58que defende essa ideia.
10:59Ótimo.
10:59Que fique claro,
11:00o processo eleitoral brasileiro
11:01é auditável,
11:02íntegro,
11:04perfeitamente seguro,
11:05como se comprova amplamente.
11:07Voto impresso,
11:08desde a introdução
11:08do voto eletrônico no Brasil,
11:10não estamos tendo.
11:11É este o fato.
11:12E também,
11:12para explicar,
11:13em 2020,
11:142021,
11:15não era o ministro Fachin
11:16o presidente
11:16do Tribunal Superior Eleitoral
11:18para não se imputar a ele
11:21a assinatura do acordo
11:24perfeitamente legítimo,
11:25realmente.
11:25Muito obrigada.
11:27Obrigada, presidente.
11:28Agradeço,
11:29ministra Cá,
11:29me agradeço,
11:30doutor Paulo Renato Gassi,
11:31e a Sintra Pinto.
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