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No Só Vale a Verdade, a Ministra Simone Tebet descarta a possibilidade do governo articular o PL da Anistia em negociações sobre o tarifaço americano: "Não vamos nos humilhar". Tebet revela que o presidente Lula busca diálogo, mas obteve apenas o silêncio como resposta americana. Ela ainda analisa os lados positivos da crise gerada pelo aumento das tarifas sobre os produtos brasileiros: as novas parcerias comerciais, e os negativos, como o aumento do desemprego e a queda no PIB.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/IncxHBobm8o

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Transcrição
00:00Agora, ministra, dadas as circunstâncias de observando um esgarçamento das relações entre Brasil e Estados Unidos,
00:08poderia o Congresso Nacional pensar em uma alternativa política para resolver essa questão tarifária?
00:16Sim, leia-se pele da anistia ou alguma coisa parecida. Você acredita que isso poderia prosperar em algum momento?
00:23Não, acho que a questão do tarifácio americano não envolve uma única questão.
00:30Você mesmo perguntou, será que não tem também aí big techs, não tem aí a preocupação também?
00:36Mas poderia ser uma sinalização, o início de um processo?
00:39Acho muito difícil. Muito difícil até por conta desse movimento de Eduardo Bolsonaro,
00:44já afastou alguns considerados extrema-direita do processo.
00:48Hoje eu vejo, dentro mesmo do meu partido, o MDB, que tem alguns que são mais aliados ao ex-presidente Bolsonaro,
00:56outros mais aliados ao governo do presidente Lula, de um certo distanciamento.
01:00Opa, não é por aí.
01:01Colocou os interesses pessoais acima dos interesses do agro, da indústria, da indústria, da economia brasileira.
01:08Eu acho que isso afastou a possibilidade do PL ser pautado, número um, e de ser aprovado,
01:15porque você entra num processo institucional que envolve também alguns valores que são inegociáveis
01:23e um deles passa pela soberania nacional.
01:26E, de novo, por mais que seja complicado, os Estados Unidos são um grande parceiro comercial,
01:32não são o mais importante e não são únicos e nós sobrevivemos a duras penas, de novo.
01:40Não vamos sair da mesa de negociação, mas nós sobrevivemos.
01:42Acho que tem três questões pós-decreto importantes.
01:47Um, nós não vamos sair da mesa de negociação, nós vamos continuar negociando.
01:51O corpo diplomático está, o chanceler está nos Estados Unidos e nós queremos dialogar,
01:55mas dialogar enquanto nação soberana.
01:58Não achem que vão humilhar o Brasil, porque humilhar um presidente da república significa
02:03humilhar uma nação.
02:05O Zelensky, quando foi humilhado daquela forma no Carnaval, e foi uma das cenas mais grotescas
02:10que eu vi, assim, eu não imaginava ver aquilo, né?
02:13Você convida alguém para ir à sua casa, você serve um copo d'água.
02:16Você, pelo menos, trata bem, ainda que você fale, olha, o que você está me falando comigo,
02:19Daniel, eu não gostei do que você falou, mas você está na minha casa, eu vou te respeitar,
02:23mas você não faz mais isso.
02:24Mas não, convidou para casa e humilhou.
02:27Aquilo não vai acontecer com o Brasil.
02:29Mas o presidente não o procurou por receio desse episódio se repetir?
02:33Não, é o contrário, Daniel.
02:35Nós colocamos intermediários, que é o corpo diplomático, para procurar a diplomacia,
02:39a Casa Branca, para dizer o seguinte, o presidente Lula quer falar.
02:43E nós tivemos como resposta o silêncio.
02:46Eles não querem por estratégia.
02:48De novo, eu entendo a estratégia.
02:50Ficar em silêncio é negociar também.
02:52É negociar.
02:53Eu não estou discutindo ali.
02:54Eu só estou justificando que não é que nós não procuramos.
02:58Veja, não é qualquer pessoa.
02:59O vice-presidente procurou.
03:00O ministro da Fazenda, que é o ministro mais poderoso do Brasil, procurou.
03:06O chanceler, que vamos dizer, na hierarquia seria o segundo nesse processo, procurou.
03:11E nós estamos tendo o silêncio, que, de novo, faz parte do processo.
03:14Primeiro, nós não vamos sair da mesa.
03:16Acho que é o primeiro ponto.
03:17Segundo, nós temos um plano de contingência para a economia brasileira.
03:2290% do que nós exportamos não vai para os Estados Unidos.
03:26Uma parte é absorvida pela economia nacional, outra parte,
03:29imediatamente a gente consegue distribuir, ainda que menor.
03:32E a médio prazo, um ano, um ano e meio, nós vamos redesenhar essas cadeias.
03:37Não significa que todas elas vão conseguir sair ilesas.
03:40Não vão.
03:41E terceiro, é continuar diversificando.
03:45Eu acho que tem uma janela de oportunidade imensa.
03:48E o Brasil se preparou ao longo desse tempo, mesmo sem saber.
03:51Um são as rotas de integração sul-americanas, fazendo com que a gente possa utilizar os portos também do Chile e do Peru
03:58para exportar mais rápido e mais barato para a Ásia.
04:02Porque a gente tem essa preocupação também, porque a África tem uma fronteira agrícola crescendo.
04:08A Europa está muito mais perto da Ásia, então nós temos que nos tornar cada vez mais competitivos.
04:12Então, são três medidas.
04:14Não sair da mesa de negociação, plano de contingência para absorver todo esse impacto
04:19e continuar estreitando, ampliando o mercado.
04:24União Europeia, Mercosul, que num primeiro momento você fala assim
04:27Ah, mas se eles estão negociando com os Estados Unidos, pode prejudicar.
04:31Mas eles também estão vendo que eles foram compelidos a isso.
04:35Ninguém gosta de ser empurrado na parede.
04:39Eu acho que isso vai acelerar o acordo da União Europeia com o Mercosul.
04:44A EFTA, que são quatro países que têm juntos o PIB nosso com o Mercosul.
04:50Estreitar as relações do Brasil com a América do Sul, que é outro mercado.
04:55Estreitar as relações do Brasil com os países asiáticos.
04:59Pois é, as oportunidades elencadas.
05:01Mas, ministra, é possível listar quais são os impactos negativos
05:07que foram diagnosticados a partir da implementação do tarifácio?
05:11Dá para falar em desemprego?
05:13É possível levantar a possibilidade de queda na arrecadação,
05:16seja por inadimplência de players de alguns setores
05:19ou até renúncia fiscal com uma alternativa dada pelo governo?
05:24Um pouquinho de cada coisa isso tem de acontecer.
05:26Qual o impacto no PIB, ainda que modesto, ele vai acontecer?
05:31Geração de emprego?
05:33Lembrando o seguinte, a CNI deu uma informação que empregos diretos,
05:36nós estamos falando de 110 mil, mas nós temos os indiretos.
05:40Então, vamos trabalhar em cima dos diretos 110 mil.
05:42Mas, do ano passado para esse ano,
05:44nós colocamos mais um milhão de pessoas no mercado de trabalho.
05:47Então, houve um aumento de um milhão.
05:49Nós estamos falando de 110 mil empregos diretos,
05:52tem os empregos indiretos.
05:54Esses terão que ser adequados, isso se, vamos lembrar,
05:59se todo o tarifácio vigorar.
06:00Então, a gente tem que limpar a primeira área.
06:02Quanto desse tarifácio vai ficar efetivamente?
06:05Quais são as empresas e os setores que vão ser diretamente impactados?
06:10Então, sim, vai ter na parte de arrecadação uma pequena redução,
06:17até porque a maioria do que a gente exporta,
06:20a gente não paga imposto de exportação,
06:22são commodities, agroindústria,
06:24não paga imposto de exportação,
06:25a maioria do que entra nos Estados Unidos
06:28não paga imposto de importação.
06:30Então, nós não arrecadamos com essa transação.
06:32O que você está me perguntando, e corretamente,
06:34é o quanto a gente vai deixar de arrecadar
06:36pelas empresas que podem vir em uma falência
06:40ou em uma recuperação judicial e tudo mais.
06:42Nós vamos proteger para que elas não cheguem nesse ponto.
06:45Então, algumas renúncias fiscais poderão acontecer,
06:49algumas gilações de prazo,
06:51alguns brancos com algum fundo para poder ter juros subsidiados,
06:56alguma carência e prorrogação de dívida.
06:59Isso realmente vai acontecer.
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