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As negociações entre o Brasil e os EUA para suspender o "tarifaço" imposto pela gestão Donald Trump esfriaram após o encontro entre os dois presidentes. Trump, focado em questões internas e na pressão sobre o regime da Venezuela, não avançou no pedido brasileiro de revogação imediata das tarifas.

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Transcrição
00:00Mas integrantes do Itamaraty comprariam o discurso otimista do governo e passam a afirmar que a negociação do tarifácio com os Estados Unidos esfriou.
00:11Segundo informações da revista Veja, não há nenhuma movimentação para viabilizar uma nova reunião nos próximos dias com a gestão Trump,
00:19evidenciando outras prioridades na política externa.
00:22Mesmo quando o assunto é América Latina, a percepção dos diplomatas é que o Brasil foi escanteado pelos Estados Unidos,
00:32com o maior foco na região sendo Venezuela e o combate ao narcotráfico.
00:37Na última semana, o representante comercial americano Jameson Greer disse que o governo Trump ainda vai analisar o formato do possível acordo comercial,
00:47mas ressaltou que esse processo poderia levar de semanas a meses.
00:53Em entrevista nesta terça, Lula afirmou que vai ligar para Trump de novo se não houver avanço nessa negociação até o final da COP30.
01:03Começar isso com o Cristiano Beraldo, havia um clima de otimismo após o encontro entre Lula e Donald Trump.
01:10Parecia que o assunto tinha sido, inclusive, resolvido, que os representantes dos países iriam simplesmente acertar a reversão do tarifácio,
01:20ou pelo menos a diminuição das tarifas.
01:22Mas agora, a percepção é que está tudo travado e há uma preocupação no ar, viu Beraldo?
01:29Pois é. Eu ouço a declaração do presidente da República, né, nesse dia, ah, vou ligar para o Trump.
01:36Aí eu me lembro daquela declaração que ele deu, acho que ainda no seu primeiro mandato,
01:41dizendo que quando ele acordava invocado, ele ligava para o Bush.
01:46E aí ele vai acordar invocado, acho que vai ligar para o Trump.
01:49E aí vai falar o quê para o Trump?
01:50Porque, claramente, nós falamos sobre isso aqui, ainda durante a viagem do presidente pela Ásia,
01:59Trump usou o Brasil para ter argumentos de negociação com a China e conseguiu fechar um acordo com a China.
02:08À medida que ele resolveu seus principais interesses com a China, o Brasil perdeu o seu lugar de destaque na fila.
02:16E é impressionante como o presidente da República, aí de novo, sempre focado em capitalizar política e eleitoralmente,
02:28sem considerar os melhores interesses do Brasil, do país, ele vai usando os eventos que acontecem simplesmente com esse objetivo.
02:38E aí vai moldando a interpretação daquilo que realmente é para algo que lhe interessa do ponto de vista da narrativa.
02:46Pois bem, a verdade nua e crua é essa.
02:50O Brasil foi usado por Donald Trump.
02:53Essa simpatia demonstrada por Donald Trump ao presidente brasileiro
02:58foi no sentido de usar esta relação para dizer à China que havia uma alternativa,
03:06caso eles não fechassem um acordo.
03:07O acordo foi fechado.
03:09Então o Brasil está lá no lugar que sempre lhe coube, lá no finalzinho da fila.
03:13Piresinho na mão, cabecinha abaixa, pedindo por favor.
03:18Então nós não vamos ver o empenho do governo americano
03:21simplesmente porque quem dá o ritmo das negociações são os americanos.
03:26E agora nós estamos aí perdidos, olhando para o além,
03:33aguardando que eles lembrem que a gente existe.
03:35Será que ele vai ligar?
03:37Será que ele vai ligar?
03:39Mota, a avaliação dos diplomatas é que o Brasil teria sido deixado de lado,
03:44negociações travadas.
03:46Mota, e o clima? Cadê o clima?
03:48São as mudanças climáticas, Caniato.
03:53Não é isso que eles falam? Olha aí, a gente está vendo agora.
03:56Eu sempre comentei que eu achava duvidoso que o Brasil estivesse entre as prioridades de Donald Trump.
04:04E eu acho que neste momento os Estados Unidos têm o mundo inteiro para tomar conta.
04:12Tem coisas muito críticas acontecendo ali no Mar do Caribe,
04:17a gente espera para qualquer momento aí uma novidade.
04:21E mais do que isso, Caniato, nesse momento estão acontecendo eleições muito importantes nos Estados Unidos.
04:30Tudo indica que a cidade de Nova Iorque, que tem na região metropolitana um PIB maior do que o do Brasil,
04:39está prestes a eleger o prefeito marxista radical, comunista e amigo de extremistas religiosos.
04:48Então, neste momento, eu acho que a atenção de Donald Trump está em outro lugar.
04:54E parece que o governo brasileiro vai ter que pegar uma senha, entrar na fila e esperar um pouco.
05:02Você, Davila, a percepção dos diplomatas mudou, né, de algumas semanas para cá.
05:09Havia um otimismo de que as coisas poderiam ser revertidas,
05:12de que a reunião e o encontro entre Lula e Donald Trump tinha sido muito bom,
05:18enfim, perspectivas muito positivas.
05:21Mas agora a situação mudou.
05:23Negociações travadas, inclusive a avaliação de que o Brasil foi deixado de lado, Davila.
05:31Sempre foi, Caniato, um otimismo infundado.
05:34Como eu sempre disse aqui no Pingos nos Is,
05:37o maestro dessa orquestra chama-se Donald Trump.
05:41Ele dá o tom, ele dá o ritmo e ele toca a partitura de acordo com os seus interesses.
05:49O Brasil tinha um interesse importante nesta negociação, como bem lembrado pelo Beraldo,
05:55em relação à China, em relação ao tema específico de minerais raros.
06:00Como o acordo foi feito, o Brasil deixou de ser prioridade.
06:03E agora a tal da química acabou.
06:08E o que ficou são os cacos de uma relação que nunca foi profícua para o Brasil,
06:16porque o governo brasileiro sempre quis transformar a política externa
06:21numa esgrima de luta ideológica contra o tal do império do mal.
06:26E aí nunca teve uma estratégia de negociação.
06:31Não é à toa que o Brasil é um dos poucos países do mundo que até hoje tem uma tarifa
06:37de 50% sobre produtos brasileiros, porque o governo nunca teve disposição de conversar
06:46para valer com os Estados Unidos.
06:48Mas quais devem ser, então, os próximos passos, Beraldo?
06:53Se quem dita a negociação é o governo norte-americano, o Brasil deve esperar sentado
07:01alguma coisa que pode ser feita?
07:03Você acha que essas discussões que nós tivemos na primeira metade do programa
07:08sobre o enfrentamento ao crime organizado, isso pode ajudar, inclusive, na negociação?
07:14Ou é preciso separar os temas, cada coisa no seu lugar?
07:20Não, pode ajudar.
07:21Aliás, essa negociação só volta a ter prioridade se o Brasil apresentar algum argumento,
07:29alguma vantagem.
07:30A negociação é isso, tem que apresentar a vantagem para o outro lado, deixar de lado,
07:36deixar para depois conversas com outros parceiros e priorizarem a conversa com o Brasil.
07:42Isso você vai conseguir com esses escritórios de lobby que atuam muito junto ao governo norte-americano.
07:51Obviamente, não adianta ser o escritório de lobby dos democratas, escritório de advocacia
07:55dos democratas, tem que ser alguém bem conectado com o governo norte-americano.
08:01E você tem o Brasil sinalizando coisas que podem captar esse interesse.
08:06O combate ao crime organizado, sem dúvida nenhuma, é um argumento muito forte.
08:11O governo brasileiro dizia, olha, nós sabemos aqui que o Brasil precisa reforçar o controle
08:18das suas fronteiras, dos seus portos a aeroportos.
08:21A gente pode fazer aqui um acordo, um convênio, uma cooperação, seja lá o que for, para diminuir
08:27o fluxo ou impedir, à medida do possível, o fluxo de drogas para os Estados Unidos a partir
08:32do Brasil.
08:33E, com isso, vocês nos ajudam nesses temas aqui que são interesses do nosso país.
08:38Então, você consegue usar todos os argumentos para favorecer a recuperação dessa prioridade.
08:47Os setores, as associações setoriais têm um papel fundamental nisso, até talvez do ponto
08:52de vista comercial, maior do que o próprio governo.
08:56Mas essas questões de política pública, sobretudo em termos de segurança e combate ao crime organizado
09:04e ao tráfico de drogas, que é o que motivou os Estados Unidos a se posicionar hoje na costa
09:08da Venezuela, isso é fundamental.
09:11Aliás, temos outras coisas, produção de petróleo, enfim, energia barata, base energética
09:18brasileira, primordialmente vindo de fontes limpas com a produção hidrelétrica, isso é
09:24uma série de argumentos para poder restabelecer ali uma proximidade nas conversas com os Estados
09:31Unidos.
09:31Agora, o problema, Caneta, é o Brasil continuar vendo essa proximidade como algo negativo,
09:38um demérito do ponto de vista político-eleitoral.
09:40Você elencou alguns temas que poderiam ser colocados na discussão ou nessa negociação,
09:46oferecer alguma vantagem para os Estados Unidos.
09:49Você nem citou nada relacionado ao ex-presidente.
09:53Num próximo giro, talvez valha mencionar a possibilidade da anistia, porque tem um zum zum
10:00zum em Brasília da possibilidade de avanço desse tema.
10:03Daqui a pouco o Beraldo vai falar sobre isso.
10:05Você, Mota, o Brasil esperando qualquer tipo de movimento dos Estados Unidos, claro, questão
10:12comercial em primeiro plano, mas outras temáticas que fatalmente serão colocadas sobre a mesa,
10:20para além da questão comercial, né?
10:22Enfrentamento ao crime organizado?
10:23Possivelmente.
10:25Talvez, questões que envolvam o ex-presidente?
10:28Também, não sei.
10:28Me parece, Caniato, que é vantagem para o atual governo brasileiro se apegar à narrativa
10:39que ele criou e que está usando até agora e ir tocando essa situação até as eleições.
10:45Eu não vejo nenhuma vantagem do ponto de vista eleitoral que supere a vantagem da narrativa
10:54que o governo adotou e que ele, a cada oportunidade, reforça, né?
10:59A gente está vendo isso agora.
11:01O governo está dizendo com todas as letras que não pode classificar as facções como
11:05terroristas, porque isso abriria oportunidades para intervenções estrangeiras, que é uma
11:11indireta e direta para o governo americano.
11:15Como é que um governo como esse tem realmente intenção genuína de sentar e negociar qualquer
11:21coisa?
11:22Eu acho que, me parece, para ele é muito mais conveniente ir alimentando essa narrativa
11:29até as eleições.
11:32Você, Dávila, nas negociações entre os países, antes disso, antes de passar para
11:37o Dávila, rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
11:42Seguimos aqui com as análises dos nossos comentaristas.
11:45Há uma dinâmica muito própria, né, Dávila, na negociação entre nações, quando tratamos
11:52de agenda comercial, por exemplo, né?
11:55Ainda mais o tarifácio imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
12:00O que é preciso considerar nessa negociação quando, obviamente, nós estamos do lado mais
12:06fraco, hein, Dávila?
12:07Cariato, é bom lembrar sempre uma frase importante do Bismarck, que foi o grande chanceler da Alemanha, e ele dizia o seguinte,
12:20na diplomacia, não existe amigos ou inimigos permanentes, só há interesses permanentes.
12:29O problema é que os Estados Unidos sabem quais são os interesses permanentes, e o Brasil está em busca desse
12:33interesse permanente, ele não sabe o que que é.
12:35Uma hora é uma coisa, outra hora é outra.
12:37Uma hora é acabar com a lei Magnitsy para determinados juízes, outra hora o importante é derrubar as tarifas,
12:43outra hora o importante é fazer algum tipo de ligação dizendo que agora tem uma petroquímica de relação com o
12:50presidente dos Estados Unidos, você não tem o interesse.
12:52E este é o problema, você vai para uma negociação, você não sabe qual é o real interesse nacional,
12:57porque a diplomacia foi totalmente capturada por essa briga ideológica partidária,
13:05e isso faz com que o Brasil não reconheça mais, neste governo, quais são os reais interesses nacionais.
13:12E isso prejudica demais a sua capacidade de negociação, quando do outro lado tem alguém
13:19que sabe exatamente quais são os interesses prioritários a serem defendidos.
13:26Pois é, um minuto e meio para você, viu, Beraldo?
13:28Você acha que em algum momento poderia alguém, inclusive ligado ao governo federal, tirar da
13:34cartola uma proposta de anistia para aqueles que participaram dos atos do dia 8 de janeiro,
13:41na tentativa de atender minimamente ao anseio ou ao desejo do presidente norte-americano?
13:48Isso passa pela sua avaliação, Beraldo?
13:53Olha, Kenyatta, eu acho que essa questão da anistia para os manifestantes do 8 de janeiro,
13:59ela tem muito mais valor para o atual governo, no sentido de tirar a força de Jair Bolsonaro,
14:07ou fazer de forma que a anistia valha para os manifestantes, mas não valha para Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
14:14Com isso o governo, de uma certa forma, mina esse discurso de que é a direita que está
14:23preocupada com os manifestantes, tira os manifestantes de circulação, porque eles obviamente sairiam
14:29da cadeia e teriam que ficar quietos, porque, enfim, ficariam gratos ali ao governo ter feito
14:34alguma coisa e manteria o Jair Bolsonaro fora das eleições do ano que vem.
14:40Não seria um cabo eleitoral nas eleições do ano que vem, que eu acho, neste contexto
14:46atual que vivemos, para o atual governo, para essas pessoas que vão buscar a reeleição
14:52no ano que vem, é um cenário ideal para eles, não ter o Jair Bolsonaro como cabo eleitoral
14:59dos opositores.
15:01Não acho que isso está ali no cardápio prioritário dos Estados Unidos hoje em dia.
15:05Pois é, mas fiz esse questionamento para o Beraldo, porque tem um zoom, zoom, zoom em Brasília,
15:11não é uma informação oficial, mas de que o governo federal poderia se debruçar sobre
15:17essa pauta.
15:17Anistia para os manifestantes do dia 8, sem Jair Bolsonaro e aliados.
15:23A gente vai tratar disso em breve.
15:25De volta, recebendo toda a rede Jovem Pan, a notícia em destaque, a avaliação de diplomatas
15:33e embaixadores brasileiros de que os Estados Unidos teriam deixado o Brasil de lado nas
15:38negociações sobre o tarifaço e, inclusive, há uma informação de que Lula poderia passar
15:45a mão no telefone e ligar para Donald Trump se as conversas não avançarem, se os diplomatas
15:51não conseguirem acertar algum tipo de tratativa sobre as questões que foram inicialmente
15:57discutidas entre os dois presidentes.
16:00Deixa eu só passar para o Roberto Mota, para a gente finalizar essa discussão, em relação
16:05à possibilidade de captura, como o Beraldo usou essa expressão, a captura da pauta da
16:13anistia pelo governo federal na tentativa de transformar isso em um ativo, talvez até
16:19eleitoral, o governo federal ter esse troféu nosso, a partir desse projeto ou de um indulto
16:28presidencial, tiramos essas pessoas da cadeia e isso poderia ser utilizado, inclusive, eleitoralmente.
16:36Lhe parece factível essa proposta, Mota?
16:39Não, embora eu até apoiasse isso, porque o mais importante é você tirar as pessoas
16:49que não deveriam estar presas da cadeia e colocar na cadeia quem não deveria estar
16:55nas ruas, que é o que a gente viu na operação do dia 28.
17:00Agora, eu acho que essa possibilidade é muito remota, porque ela envolve ceder terreno
17:06ideológico. Lembrar que os manifestantes do 8 de janeiro, eles inicialmente foram chamados
17:14de terroristas, você lembra disso? Terroristas. Vocês fizeram uma pesquisa na internet, vocês
17:20vão ver muitas manchetes e declarações de autoridades. As mesmas autoridades que não
17:27querem chamar as facções de terroristas, porque estão com medo da intervenção americana.
17:33não tiveram medo naquela época. Chamaram os manifestantes de terroristas. Então, eu acho
17:41que essa possibilidade é remotíssima, porque ela envolve ceder terreno moral. E essa turma
17:49da esquerda está convencida que tem o monopólio da virtude. Eles podem fazer e dizer o que
17:57quiserem, inclusive, fazer e dizer hoje exatamente o contrário do que fizeram e disseram há 10 anos
18:05atrás ou há 5 anos atrás e está tudo bem. Eles podem. Os outros é que tem que ser policiados
18:14por tudo o que dizem e fazem. É só arrematar essa possibilidade, inclusive, muito se discute nos
18:22corredores em Brasília, dá a possibilidade do governo, inclusive, apoiar uma medida de anistia
18:28somente para os manifestantes do dia 8, sem beneficiar Jair Bolsonaro e transformar isso
18:34em um ativo da esquerda, um ativo do presidente Lula, inclusive, podendo utilizar isso na campanha
18:41eleitoral do ano que vem. Você acha que isso estaria no radar do governo, Dávila?
18:46Parece um pensamento muito sofisticado para alguém bitolado em alguns dogmas e achar que
18:56esta sutileza alguma hora poderia se tornar num ativo político à frente. Esse tal do zum zum zum
19:03como você bem definiu o caniato em Brasília, esse assunto já deu tantas voltas que nós não
19:10sabemos mais discernir entre a ficção e a realidade. Pois é, é isso. A gente sempre
19:17monitorando o que acontece, né? Qualquer novidade, quando tiver uma manifestação oficial, obviamente,
19:22a gente vai trazer e discutir com os nossos comentaristas. Por enquanto, no campo da especulação.
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