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No Só Vale a Verdade, a Ministra Simone Tebet revela detalhes do tarifaço imposto pelos EUA. Tebet conta que o presidente Lula "não acreditou" na notícia e compartilha os planos de contingência do governo para apoiar os produtores brasileiros. A ministra reitera que, apesar do ataque, o Brasil manterá a posição de diálogo, sem retaliação, preservando a histórica boa relação diplomática com os Estados Unidos.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/IncxHBobm8o

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Transcrição
00:00Ministro, o que devemos considerar em relação aos impactos do talifácio para alguns setores da economia?
00:06A senhora mencionou um plano de contingência, inclusive o ministro Fernando Haddad chegou a comentar em algumas entrevistas
00:10que esse plano estaria sendo desenhado.
00:13Enfim, é preciso também tratar da questão fiscal, a questão orçamentária.
00:18O Brasil tem dinheiro para socorrer alguns segmentos?
00:22Vimos uma situação que se arrasta praticamente até hoje na pandemia.
00:26Seria um novo plano de socorro a empresas e produtores?
00:28Seria um novo plano, mas ele depende muito menos do fiscal.
00:33Ele depende, obviamente, de bancos públicos, o BNDES, o próprio Banco do Brasil, como um banco de fomento da indústria e do agronegócio brasileiro.
00:40Só que a gente antes precisa tirar a espuma, fazer a verdadeira limpeza para ver quais são os setores que não conseguiram redirecionar os seus produtos para novos mercados,
00:50quais são os produtos, como você falou, que não foram absorvidos pela economia local, nacional,
00:55ver quais são verdadeiramente os setores que foram atingidos e fazer um plano de contingência geral e específicos.
01:03Eles envolvem alongamento de prazos de dívidas, carência, talvez uma flexibilização na relação de trabalho.
01:11Tudo isso vai ser colocado na mesa.
01:14O fiscal entra num segundo momento, uma possibilidade de um fundo, mas são valores muito modestos comparado à pandemia.
01:23O Brasil suporta.
01:25Se for nessas condições, o fiscal suporta.
01:29E com uma outra questão também, a lei de reciprocidade que foi aprovada, que permite que a gente tribute, pague na mesma moeda,
01:37ela dificilmente vai ser acionada.
01:40Primeiro que não nos interessa retalhar, não é de retaliação que nós estamos falando.
01:44Nós temos que ser o adulto na sala.
01:46O presidente Hugo Mota defende a adoção da reciprocidade.
01:49Não é o que eu defendo e posso dizer que grande parte da equipe, não só da equipe econômica,
01:53mas da equipe política do governo do presidente Lula não defende.
01:56E não é só porque se trata de retaliação, porque essa briga tarifária não é boa para nenhum das partes,
02:05mas porque isso geraria inflação para o Brasil, aumento de produtos para o Brasil.
02:09Nós não vamos penalizar o povo brasileiro para poder dizer que somos grandes, somos fortes.
02:19Não há necessidade disso.
02:20A gente pode reagir em outro nível.
02:24Na Organização Mundial do Comércio, colocando o corpo diplomático para negociar,
02:29mostrando a verdade dos fatos, que muitas coisas vão ser elucidadas.
02:34Dizem que a verdade sobe de escada lentamente.
02:37E a mentira de elevador.
02:39Mas uma hora, a mentira, nós estamos falando aqui, de só falar a verdade.
02:42Esse programa tinha que valer para toda a política brasileira.
02:49Mas essa também é a postura do presidente Lula?
02:51Eu almocei com ele ontem, eu tive semana passada duas horas de espaço sobre outro assunto.
02:56E é uma coisa interessante que eu posso contar, porque participei disso.
03:01Quando a carta chegou, que chegou sem ser de forma oficial, isso acho que foi até advogado,
03:07ele achou que era fake news.
03:08Ele perguntou, mas isso aqui é sério?
03:10Houve uma certa perplexidade, tipo assim, nós não temos problema diplomático há 200 anos com os Estados Unidos.
03:19Nós não temos problema na balança comercial.
03:21Nós é que temos um déficit na balança comercial, que não é pequeno ao longo dos anos.
03:26Depois veio uma indignação.
03:29Está resumindo, misturando alhos com bugalhos.
03:32Palavras minhas, não, do presidente.
03:34Alhos com bugalhos.
03:35Nós estamos discutindo uma coisa, que é uma coisa inédita, é comércio exterior com política, soberania de um país.
03:43Quem decide que governo que ganha, se é a direita, se é a esquerda, se é o centro, é o povo brasileiro.
03:52Como discutir?
03:53O mundo inteiro reconhece que o Brasil vive uma democracia.
03:57Você pode não ter gostado, eu posso não ter gostado, o João pode não ter gostado, o resultado das urnas.
04:01Mas ninguém vai desobedecer a decisão do povo brasileiro, que é soberano numa democracia.
04:08Não há censura.
04:10Nós temos a liberdade de ir e vir.
04:13Quando você perde na justiça, você tem duplo, triplo grau de jurisdição.
04:17Coisa que não acontece normalmente em muitos países do mundo.
04:20Eu sou advogada.
04:21A gente fala que um processo tem data para começar, porque você não prescreve, e não tem data para acabar.
04:26Você leva, às vezes, 10 anos se defendendo.
04:28Daqui tem ampla defesa, tem contraditório e tudo mais.
04:31Então, veio a indignação.
04:33Peraí, está misturando tudo.
04:35E depois veio a tentativa de negociação.
04:37E todas as portas foram fechadas.
04:39E interessante, porque não foram fechadas para a esquerda brasileira.
04:42Foram fechadas por um homem que São Paulo conhece bem, porque foi governador,
04:46que é uma pessoa com uma diplomacia, com a capacidade de conversar com todos,
04:50que foi o vice-presidente da República.
04:51O vice-presidente do Brasil não consegue diálogo com a mesma contraparte nos Estados Unidos.
04:59Mas é do jogo.
05:00A questão é a seguinte, o decreto está aí, Daniel.
05:02Agora não é hora de fazer biquinho, não é hora de chorar,
05:05agora é hora de colocar, como a gente já estava fazendo com esse plano,
05:10todas, a gente já conhece, agora a gente já sabe do que se trata,
05:13agora é hora de agir internamente, obviamente,
05:18e de ainda continuar forçando a mesa de negociação.
05:21Para dizer o seguinte, para a gente poder trabalhar,
05:23o café entra ou não entra nessa conta?
05:26O suco de laranja entra ou não entra nessa conta?
05:28Tudo 50%, o aço dobrou ou não dobrou?
05:31Ele já tinha 50% de tarifa.
05:33Ele conseguia duras penas sobreviver.
05:35Ele vai para 100?
05:36Se for a 100, nós estamos falando de embargo.
05:38Aí é outra pegada.
05:40Nós vamos recorrer do embargo ao aço brasileiro
05:44nos organismos internacionais?
05:46Enfim, amanhã nós vamos começar a depurar tudo isso.
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