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Durante evento nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que está aberto ao diálogo com o presidente Lula (PT) e que “ele pode ligar a qualquer momento” para negociar o tarifaço. A fala indica uma possível reabertura diplomática entre os dois países, em meio ao agravamento das tensões após a aplicação das tarifas e sanções unilaterais.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/tjEPFnbHKhI

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Transcrição
00:00Olha, muitas notícias importantes, mas eu quero chamar a atenção para um destaque que acaba de chegar, inclusive,
00:06nossa produção monitorando, inclusive, a imprensa norte-americana.
00:09O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje, no Jardim da Casa Branca,
00:15que o presidente Lula pode ligar para ele quando quiser.
00:18Olha só a declaração de Donald Trump, vou abrir aspas.
00:22Vamos ver o que acontece. Eu amo o povo brasileiro.
00:25Fecho aspas, essa afirmação do republicano Donald Trump foi questionado por alguns jornalistas,
00:31mas disse que o presidente brasileiro pode ligar para ele quando quiser.
00:36E aí a gente precisa analisar as falas das autoridades brasileiras, né?
00:40Que mencionaram que os Estados Unidos não queriam negociar.
00:44Agora, a partir dessa declaração, o que a gente pode esperar do presidente do país?
00:49Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila? Já está preparado a postos.
00:52Dávila, seja muito bem-vindo. Ótima noite a você.
00:54Excelente sexta-feira, primeiro dia do mês, que seja um agosto muito especial para todo mundo.
01:01Queria a sua análise e reflexão sobre esse posicionamento de Donald Trump.
01:05Foi questionado por alguns jornalistas no Jardim da Casa Branca e ele,
01:10daquele jeito tradicional, muito tranquilo, mas que talvez queira dizer mais do que essa resposta,
01:17dizendo que Lula pode ligar quando ele quiser.
01:20O que a gente pode esperar do presidente brasileiro?
01:22Talvez um pouco de receio, com aquelas projeções de que, a depender do tom da conversa,
01:29Trump poderia deixá-lo em uma situação desagradável?
01:32O que a gente pode esperar, Dávila?
01:33Boa noite, Caniato, boa noite, Kobayashi, boa noite, Beraldo e boa noite a nossa querida audiência.
01:40Primeiro, é um grande gesto, é um gesto para a abertura do diálogo.
01:45Agora, é importante saber como o presidente Lula vai reagir a esta dica de Donald Trump,
01:52nos Jardins da Casa Branca, anunciando que o presidente brasileiro poderia lhe telefonar.
01:56E aí, precisam analisar duas coisas, Caniato.
02:00Primeiro, o tom de voz e da conversa.
02:03Se tiver cordialidade, se tiver disposição para a abertura de negociação sobre as tarifas,
02:11será muito bem recebido, eu entendo.
02:14Então, o que nós precisamos saber agora é medir as palavras, o tom das palavras,
02:19e, principalmente, mostrar a abertura do Brasil para negociar e não retalhar.
02:26Esse me parece o recado principal que deveria ocorrer nesta primeira ligação do presidente Lula
02:34para o presidente Donald Trump.
02:36É um jeito de dizer assim, olha, vamos esquecer um pouco as coisas do passado,
02:39vamos olhar para frente e, olhando para frente, estou aberto a negociar as questões tarifárias
02:46e não tocar em nenhum assunto político.
02:49Porque todos os argumentos políticos utilizados pelo presidente Donald Trump, Caniato,
02:55é apenas para encobertar essa questão das relações comerciais.
03:00Por isso, vamos ignorar as questões políticas, focar nas questões comerciais de maneira objetiva,
03:08mostrar a disposição do Brasil para negociar e, assim, aplanar o caminho para uma discussão mais técnica.
03:15Aí, sim, com o vice-presidente da República, com o secretário de Comércio norte-americano,
03:22com o secretário da Fazenda, aí vai para o segundo escalão.
03:25Ou seja, ministros e pessoas técnicas, não só do Departamento Comercial, mas do Itamaraty.
03:32Mas, para isso, a ligação é importante para aplanar o caminho, tirar a política da frente
03:39e focar nas questões comerciais.
03:41É isso.
03:42A notícia de abertura de Os Pingos nos Is, uma informação que chegou há pouco,
03:47Donald Trump dizendo que o presidente brasileiro pode contatá-lo,
03:51pode ligar quando quiser para tratarem das questões, obviamente, que envolvem o tarifácio.
03:56Deixa eu só retomar um ponto.
03:58A gente já está conectando o Cristiano Beral, também Nelson Kobayashi vai participar com a gente.
04:03Agora, Dávila, quando você menciona a necessidade de uma conversa em tom amistoso,
04:10protocolar duas lideranças de países importantes,
04:14é preciso considerar que um lado pode se surpreender com o posicionamento do outro.
04:21Seria mais adequado, na sua colocação, que eles tratassem dos aspectos comerciais
04:28da decisão tomada pelos Estados Unidos.
04:30Ok, talvez o presidente brasileiro apresentasse alguma contrapartida,
04:35oferecesse alguma coisa que os Estados Unidos pudessem avaliar.
04:40Mas não existe o risco também de Donald Trump puxar uma questão política,
04:45questionar esse cenário que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro
04:50e, a partir de um questionamento desse, não poderíamos ver um cenário de esgarçamento das relações?
04:56Porque uma palavra mal colocada pode mudar completamente o rumo dessa conversa, né?
05:03Exatamente, Caniato.
05:04Por isso que precisa ser uma conversa muito cuidadosa e muito diplomática.
05:07No sentido que, se Donald Trump fizer isso, Lula tem que ter a serenidade para responder.
05:14Olha, presidente Trump, no Brasil existe divisão dos poderes.
05:17E nessa divisão dos poderes, quem está julgando o presidente Bolsonaro é a Suprema Corte brasileira.
05:23E como chefe do poder executivo, eu não tenho nenhuma ingerência sobre a Suprema Corte,
05:28como o senhor também não tem nenhuma ingerência sobre as decisões da Suprema Corte americana.
05:34Então, em relação ao julgamento do ex-presidente Bolsonaro, eu não posso fazer nada.
05:39Aliás, se eu tentar fazer alguma coisa, é um ato inconstitucional,
05:42assim como seria no caso do senhor tentar interferir num julgamento da Suprema Corte.
05:47É ou não é?
05:48Então, vamos voltar para as nossas negociações comerciais,
05:51porque eu não quero que o americano pague mais caro nos produtos brasileiros,
05:56e nós, brasileiros, não queremos ser penalizados por essas tarifas.
06:01Então, eu acho que é uma coisa que beneficia ambos os povos,
06:05tanto os americanos quanto os brasileiros.
06:07E eu entendo que o senhor, como chefe de Estado dos Estados Unidos,
06:10assim como eu, como chefe de Estado do Brasil,
06:13queremos o melhor para ambas nações.
06:15E a melhor coisa para os nossos dois povos é não ter barreiras comerciais,
06:20porque tarifa é imposto.
06:22E imposto pesa no bolso, tanto do americano como do brasileiro.
06:27Agora tem mais uma declaração.
06:29Nessa mesma coletiva ali improvisada, isso é muito tradicional,
06:32o presidente atende aos jornalistas que lá estão,
06:37e ele acaba respondendo rapidamente esses questionamentos feitos pelos repórteres.
06:43E aí, a repórter questionou sobre a tarifa de 50%,
06:47e ele disse o seguinte, vou abrir aspas para o presidente norte-americano,
06:51as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada.
06:56Fecho aspas, mais uma declaração de Donald Trump,
06:59a essa jornalista que fez os questionamentos em relação ao tarifa aço imposto ao Brasil.
07:05Cristiano Beraldo ao vivo com a gente.
07:07Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
07:10Estamos repercutindo e interpretando o posicionamento de Donald Trump,
07:14que há pouco disse que o presidente brasileiro pode ficar tranquilo,
07:18pode ligar para ele quando quiser,
07:21mas ele reforça que as pessoas que comandam a nação
07:25estão fazendo coisas erradas para tentar justificar a tarifa imposta
07:32a muitos produtos brasileiros.
07:34Beraldo, como a gente deve avaliar esse quase convite feito por Donald Trump?
07:41Avaliar que o Donald Trump está correto, Caniato.
07:44Boa noite a você, boa noite ao Dávila, ao Kobayashi,
07:46boa noite à nossa audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
07:50Caniato, o presidente disse o óbvio,
07:55porque ele foi atacado diretamente, frontalmente,
07:59pelo presidente Lula em diversas situações,
08:02desde que anunciou o aumento de tarifas em relação ao Brasil.
08:06O governo brasileiro, de fato, reagiu da pior forma possível.
08:10E, é claro, que preocupa Donald Trump
08:13é o fato do Brasil ter se colocado como porta-voz de ideias amalucadas
08:19para favorecer a China e a Rússia nessa disputa com os Estados Unidos.
08:23É o Brasil fazendo o papel de bobo,
08:25e fazer o papel de bobo não condiz com o papel de um presidente,
08:30de um líder de uma nação, de um estadista.
08:33Agora, o presidente Donald Trump também é conhecido pela sua frieza.
08:39Ele falará com o presidente Lula com a maior tranquilidade
08:44e dominará a conversa, eu não tenho a menor dúvida disso.
08:47Ele não tem nenhum tipo de problema em falar sobre assuntos espinhosos
08:53e com pessoas que ele não gosta.
08:55Aliás, precisamos lembrar que foi Donald Trump que foi visitar a Coreia do Norte
08:59e ter uma reunião com o ditador da Coreia do Norte
09:03para tentar encontrar ali uma forma de caminhar de maneira mais pacífica
09:08com a Coreia do Norte.
09:09Então, ele não se acovarda diante de situações difíceis.
09:13Agora, baseado no que o Dávila nos trouxe,
09:17eu queria lembrar que essa política tarifária dos Estados Unidos,
09:22do presidente Trump, não é uma política tarifária pontual.
09:27É uma política tarifária geral.
09:29Ou seja, fazer negócio com os Estados Unidos custará mais caro.
09:35Isso é um ponto comum agora.
09:39E, além disso, é preciso observar a situação econômica dos Estados Unidos
09:43que enxerga com bons olhos, apesar da dor,
09:47mas enxerga com bons olhos a perda de força do dólar,
09:51porque isso tornará os Estados Unidos mais competitivo.
09:55A inflação, numa determinada medida, também é um remédio amargo, doído,
10:01mas que, a longo prazo, pode trazer efeitos positivos
10:04para o governo americano e para a população americana em geral.
10:08Nelson Kobayashi também ao vivo com a gente.
10:11Kobayashi, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
10:13Inclusive, Kobayashi, a partir dessa informação que nós trouxemos há pouco,
10:18é preciso lembrar também que, nessa semana,
10:20havia uma informação que o presidente da República, o presidente brasileiro,
10:25tinha a intenção de ligar para Donald Trump.
10:29Só que havia um receio de que ele fosse destratado
10:32e que Donald Trump tratasse ou colocasse outros aspectos
10:37para eles discutirem para além das questões comerciais.
10:41Leia-se Justiça Brasileira, STF, redes sociais, Jair Bolsonaro, enfim.
10:47Donald Trump, quando disse que Lula pode ligar quando quiser para ele,
10:53não está condicionando a conversa aos temas que o presidente brasileiro quer tratar.
10:59Ou seja, se quiser conversar comigo, tem que estar preparado para falar de tudo.
11:04É mais ou menos isso, Kobayashi?
11:06É nesse caminho. Boa noite, Caniato. Boa noite, Odávila.
11:09Ao Beraldo, a todos que nos acompanham aqui nos Pingos nos Is.
11:12Sempre um prazer estar com vocês.
11:13Em relação a esta possível ligação entre Lula e Trump,
11:19qualquer assunto pode ser assunto se tratando do presidente americano, principalmente.
11:24É claro que o presidente Lula já tinha dado aquele aceno
11:27de que poderia falar com o presidente americano
11:29desde que é limitado o assunto às questões comerciais.
11:34Interessantemente, nesse sentido, a intenção do presidente Lula,
11:38quando, em todas as outras ocasiões em que ele tem a oportunidade de falar
11:41a respeito do presidente americano,
11:44ele não se limita a questões comerciais.
11:47Pelo contrário, ele fala de muitas outras questões.
11:49Chama o presidente americano de imperador do mundo,
11:52fala a respeito de uma proximidade do presidente americano com o fascismo,
11:56faz críticas pessoais ao presidente americano.
11:59E agora, na conversa, segundo o que a gente viu nos dias anteriores,
12:04o presidente Lula quer se limitar às questões comerciais.
12:07Não dá para acreditar.
12:08Principalmente se tratando de Donald Trump,
12:10que já armou algumas arapucas lá no Salão Oval,
12:14alguns líderes mundiais, inclusive aquela cena,
12:17a mais famosa dessas ocasiões,
12:20com o presidente Zelensky, da Ucrânia.
12:23Em um encontro que foi ali meio de última hora também,
12:25meio desarranjado, enfim, e que gerou um grande constrangimento.
12:30Eu não duvido que essa ligação, ainda que seja uma ligação privada,
12:34seja gravada por qualquer dos lados,
12:37depois explorada politicamente,
12:39porque a gente está falando de um presidente imprevisível,
12:42o presidente americano.
12:44E aí vai caber agora ao presidente brasileiro,
12:46saber como lidar com isso.
12:48Porque a reação do presidente, do chefe de Estado,
12:51foi tão firme de que ia retaliar,
12:53de que ninguém manda aqui no Brasil,
12:55de que não tem conversa,
12:57de que o Brasil é quase que do mesmo tamanho dos Estados Unidos
13:00e que não tem viralatismo por aqui, enfim.
13:03Como é que vai sentar agora para negociar e fazer um acordo?
13:06Tentar evitar agora essas empresas que não entraram
13:10naquelas 700 exceções?
13:12Vai ser uma conversa muito interessante.
13:14Eu acho mesmo que o Lula vai terceirizar,
13:17delegar esta ligação para o Geraldo Alckmin.
13:20Que daí, se tiver a Arapuca, já fica com o vice.
13:22Ele não se vê em uma situação de constrangimento.
13:25Esse é um ponto interessante.
13:27Deixa eu até explorar com o Dávila.
13:29Dávila, na hipótese do presidente brasileiro,
13:33sei lá, não se sentir à vontade,
13:35ou evitar esse confronto,
13:36ou uma situação constrangedora,
13:38há uma etiqueta, né?
13:41Quando a gente fala das relações internacionais.
13:42Um presidente não pode transferir a responsabilidade
13:46para o vice falar com o presidente.
13:48Aí seria vice com vice, né?
13:50E eu só quero também trazer para a nossa audiência
13:52a informação que o presidente brasileiro
13:55disse e compartilhou com um jornalista americano
13:59do New York Times.
14:00Uma longa entrevista publicada ao New York Times
14:02dizendo, olha, nós tentamos contato,
14:05mas ninguém quis atender.
14:07Querendo dizer que há muitas tentativas
14:09de negociar o tarifácio, adiar, diminuir, enfim.
14:14Há informação do presidente brasileiro
14:16para a imprensa norte-americana
14:17que eles tentaram, mas não foram respondidos.
14:20Você, Dávila.
14:22Criato.
14:23A tentativa no passado
14:25de falar com o presidente americano
14:27era um jogo de cena.
14:29Na verdade, Lula, desde o início,
14:32não quis negociar sériamente com os Estados Unidos.
14:35Lula quis cacifar politicamente
14:37o anúncio das tarifas
14:40para uma vitória política
14:41e para se contrapor principalmente
14:44a Jair Bolsonaro.
14:46No sentido de que as tarifas
14:48são uma espécie de castigo
14:51à nação brasileira
14:52imposta pela família Bolsonaro
14:54e que ele, como defensor
14:56da soberania nacional,
14:57chefe de Estado,
14:58tem que defender os interesses do Brasil.
15:00Então, esse primeiro round,
15:02o interesse era explorar politicamente
15:05a questão das tarifas.
15:08Agora, com o anúncio das tarifas,
15:10tem um segundo round dessa luta.
15:12E o segundo round dessa disputa
15:13é a negociação comercial.
15:15Ou seja, agora é hora
15:18de discutir detalhes técnicos
15:20sobre tarifas, barreiras não tarifárias,
15:25para que nós possamos manter
15:27boas relações comerciais
15:29com o nosso segundo maior parceiro comercial
15:32que é os Estados Unidos.
15:34Então, agora começa uma negociação
15:36mais técnica.
15:37A vitória política já foi contabilizada,
15:40tira isso da frente,
15:41e nós temos que partir
15:42para uma negociação técnica e comercial.
15:45Por isso, esta ligação
15:47só será atendida
15:49pelo presidente norte-americano
15:50se for feita pelo presidente Lula.
15:52Como você bem disse,
15:53na etiqueta diplomática,
15:55jamais o presidente
15:56ia aceitar uma ligação
15:57com o vice-presidente da República,
16:00Geraldo Alckmin.
16:01O que pode acontecer é,
16:02depois dessa ligação
16:03do presidente Lula
16:04para o presidente Trump,
16:06aplainando o caminho,
16:07dizendo que está aberta a negociação,
16:09e não caindo em nenhuma casca
16:11de banana política,
16:12justamente dando uma resposta
16:14explicativa de como funciona
16:15o sistema constitucional brasileiro
16:17e que o presidente da República
16:18não tem nenhuma ingerência
16:19no processo de Jair Bolsonaro,
16:22é mostrar que nós queremos
16:23virar a página,
16:24sentar a mesa
16:25e negociar as questões comerciais,
16:28isolando a tal da variável política.
16:30A variável política foi importante
16:31no primeiro round.
16:33Agora, o segundo round
16:34é outra história.
16:35Então, é esta atitude madura
16:38e esperada
16:39de todos nós brasileiros,
16:41do chefe de Estado brasileiro.
16:43Agora, tem que se comportar
16:44como chefe de Estado.
16:46Tem que sair do palanque,
16:48não é candidato,
16:49não é exploração
16:50política eleitoral.
16:52Agora, é hora de focar
16:53nos interesses nacionais.
16:55E os interesses nacionais,
16:57hoje, são, acima de tudo,
17:00tentativas concretas
17:03para evitar o tarifácio
17:05de 50%,
17:06aplainar o caminho
17:08para que nós tenhamos
17:09relações comerciais
17:11com os Estados Unidos,
17:12como sempre tivemos no passado,
17:14como um dos grandes parceiros
17:15comerciais do país.
17:17Esta é a atitude madura,
17:19como nós já falamos aqui,
17:20do adulto na sala.
17:22Agora, é hora do adulto na sala,
17:25acaba a exploração política
17:27e vamos focar no que é
17:28essencial
17:29para ambos os países.
17:31Talvez seja,
17:34ou seria uma conversa
17:35muito mais de apresentação,
17:37né, Beraldo?
17:37Com temas genéricos,
17:38sem se aprofundar,
17:40sem tratar de detalhes
17:42em relação a isso,
17:43aquilo, enfim.
17:44Muito mais para sinalizar
17:46que o país estaria aberto
17:48a ajustar questões,
17:51caminhar para achar
17:52um entendimento
17:53para as duas nações,
17:55enfim.
17:55E aí, como disse o Dávila,
17:57entregando essa conversa
17:59mais técnica,
18:00se não para o vice,
18:02para ministros
18:03e pessoas designadas
18:04pelos dois presidentes.
18:06Agora,
18:07várias mensagens aqui,
18:09Beraldo,
18:09de pessoas da nossa audiência,
18:10usando aquela célebre frase
18:12do personagem
18:13daquele seriado
18:14Carga Pesada,
18:15é cilada, Bino.
18:17Você não acha que...
18:18E o Dávila fala
18:19de casca de banana?
18:21Ao longo dos últimos meses,
18:22o presidente brasileiro
18:24fez uma série de declarações
18:26mencionando Donald Trump,
18:27mencionando os Estados Unidos,
18:28você acha que não dá
18:31para passar uma borracha nisso?
18:32Mas você acha provável
18:34que o presidente americano
18:35resgatasse algumas dessas coisas
18:38ou não é perfil do Donald Trump?
18:41O Keneto não é perfil
18:42de uma conversa
18:43entre dois presidentes.
18:45A gente precisa compreender
18:47o contexto de uma conversa
18:49como essa.
18:50Não é uma cilada,
18:52é uma conversa
18:53que é técnica
18:54no sentido
18:55da tecnicidade
18:57da relação
18:58entre nações,
18:59entre líderes
19:00de países.
19:01Há um protocolo
19:02a ser seguido
19:03e há,
19:04ou deveria haver,
19:05pelo menos no caso do Brasil,
19:06um corpo diplomático
19:08de pessoas
19:08que conhecem
19:10o tipo de repercussão
19:12que houve
19:13para cada uma
19:14das declarações
19:15feitas pelo presidente brasileiro
19:17em relação aos Estados Unidos
19:19e ao governo
19:19Donald Trump.
19:20portanto,
19:21esta ligação
19:22ela tem que ser
19:24objetiva.
19:26Não adianta
19:26se ligar
19:28para o presidente norte-americano
19:29para dizer
19:30e aí,
19:31tudo bem?
19:32Não é conversa de bar.
19:33O presidente brasileiro
19:35ele adora dizer
19:36que vai resolver
19:37tudo na mesa
19:38de bar,
19:40revelando
19:40ou reforçando
19:41um perfil
19:42bastante característico
19:44dele,
19:45que inclusive
19:45rendeu
19:46um pedido
19:47pessoal dele
19:48para que fosse
19:49suspenso
19:50o visto
19:51brasileiro
19:52para um repórter
19:53deste mesmo
19:54New York Times
19:54a quem ele concedeu
19:55uma entrevista,
19:57revelando
19:57um aspecto
20:01realmente
20:01autoritário
20:02do atual
20:03presidente brasileiro
20:04e isso está
20:05também
20:05ali no briefing
20:07que o presidente
20:08norte-americano
20:09recebe
20:10em relação
20:10a quem é
20:11Luiz Inácio
20:13Lula da Silva.
20:13Portanto,
20:14Caniato,
20:15a expectativa
20:16que deve haver
20:17é que esta
20:18é uma ligação
20:19que será dura
20:20por causa
20:21do presidente brasileiro
20:22mas ela é necessária
20:24para quebrar
20:24um gelo
20:26que não pode existir
20:28dada a importância
20:30dos Estados Unidos
20:31no mundo
20:31dada a importância
20:33dos Estados Unidos
20:34para o Brasil
20:35e dada a posição
20:36de fragilidade
20:37que o Brasil tem
20:38porque é incompetente
20:40e irresponsável
20:42ou pelo menos
20:42tem sido governado
20:44por incompetentes
20:45se responsável
20:46uma boa parte
20:47do tempo
20:47desde a redemocratização
20:49e agora
20:50ele tem que
20:51se colocar
20:52no seu lugar
20:53ciente
20:54das suas forças
20:55ciente
20:56dos seus argumentos
20:58ciente
20:58daquilo que ele tem
20:59a oferecer
21:00mas também
21:01sabendo de forma
21:02muito clara
21:03o que é
21:03que ele quer
21:04do governo americano
21:05agora
21:06coba em uma negociação
21:08com os Estados Unidos
21:09é preciso
21:10destacar
21:11para a nossa audiência
21:12que nós
21:12claro
21:12estaríamos do lado
21:13mais fraco
21:14o que nós
21:15poderíamos oferecer
21:16qual
21:16contrapartida
21:18o Brasil
21:19poderia
21:20mencionar
21:21a Donald Trump
21:22para tentar
21:23se não reverter
21:25atenuar
21:25uma taxa
21:26de 50%
21:27porque
21:28há interesses
21:29também
21:29dos norte-americanos
21:30a gente viu
21:31uma extensa lista
21:33de exceções
21:34e essa lista
21:35já dá o tom
21:36de alguns interesses
21:37dos Estados Unidos
21:38mas há
21:40itens
21:40que serão
21:42taxados
21:42e curiosamente
21:44serão taxados
21:45mas fazem parte
21:46do dia a dia
21:46do consumo
21:47do americano
21:48e há quem faça
21:49a seguinte leitura
21:50esses itens
21:51que continuarão
21:52sendo taxados
21:53poderão ser utilizados
21:54como moeda de troca
21:55inclusive
21:56para atender
21:57talvez
21:57interesses
21:59dos Estados Unidos
22:00é sabido
22:01pelo menos
22:01daqueles que
22:02mexem com
22:04combustíveis
22:06o Beirado
22:07até pode
22:07reforçar
22:08essa informação
22:09que há um interesse
22:10do mercado
22:11de etanol
22:11americano
22:12em participar
22:13mais
22:13do mercado
22:14brasileiro
22:15só que
22:16os impostos
22:17são muito altos
22:18e aí
22:18
22:19muitas negociações
22:20que podem tratar
22:21de alguns
22:22itens
22:23em especial
22:24você acha que o presidente
22:24tem que já
22:25descer as cartas
22:27e apresentar
22:28talvez um combo
22:29que possa
22:30inclusive
22:30abrir os olhos
22:31e surpreender
22:32Donald Trump
22:32olha caniato
22:34tem muito
22:35o que pode ser
22:36negociado
22:37essa situação
22:37do etanol
22:38a gente vê lá
22:39nos Estados Unidos
22:40a forma do refrigerante
22:41mudando
22:42para usar
22:42inclusive açúcar
22:43da cana de açúcar
22:44que é
22:45ou que o Brasil
22:46tem
22:46a gente viu
22:47nessa semana
22:48a discussão toda
22:49sobre as terras raras
22:50que aqui no Brasil
22:51tem
22:52com fartura
22:54seria o terceiro
22:55maior produtor
22:56do mundo
22:56e isso é
22:57muito importante
22:58inclusive
22:59para
22:59a utilização
23:01e para
23:02é necessário
23:05para muitos
23:05componentes
23:06de tecnologia
23:07que
23:07interessa
23:09empresas
23:09americanas
23:10e tanta uma série
23:11de questões
23:11que podem ser
23:12utilizadas
23:12a questão do petróleo
23:13tantas coisas
23:14que podem ser
23:15conversadas
23:16por isso é que
23:17eu
23:18divirjo aqui
23:19dos colegas
23:20excepcionalmente
23:20em relação
23:21a ordem
23:22de negociação
23:23que eu acho
23:24que o caminho
23:24inicial
23:25da conversa
23:26com os Estados Unidos
23:27é técnico
23:28é justamente
23:29com aquilo
23:30que pode
23:31ou não
23:31ser de interesse
23:32do Estado
23:33americano
23:33e do Estado
23:33brasileiro
23:34para que depois
23:35de um alinhamento
23:36técnico
23:36que está sendo
23:37liderado aqui no Brasil
23:38pelo vice-presidente
23:39Geraldo Alckmin
23:39com as autoridades
23:41americanas
23:41depois disso
23:42com já
23:43um acordo
23:44meio azeitado
23:45meio bem encaminhado
23:47é que
23:47pudesse haver
23:49ali um
23:49encontro
23:50uma ligação
23:51entre o presidente Lula
23:52com o presidente americano
23:53porque se depender do presidente Lula
23:54falar de pronto
23:55o que pode
23:56o que não pode
23:56ser negociado
23:57a gente
23:57vai estar
23:59numa situação complicada
24:00a gente viu aí mesmo
24:01sobre essa questão
24:02das terras raras
24:02que o presidente
24:03nem sabe
24:03direito do que se trata
24:04imagine só ele tratando
24:05a respeito disso
24:06com o presidente americano
24:07de pronto
24:08sem um escopo técnico
24:10preparado
24:10já bem dialogado
24:12com as autoridades
24:13americanas
24:14e tem sim
24:15tem muito
24:15que pode ser negociado
24:16só que isso
24:17tudo que a gente está falando
24:18está dentro daquilo
24:19que pode ser dito
24:20daquilo que pode constar
24:21num papel
24:22daquilo que pode constar
24:23em um acordo
24:24pode ser objeto
24:25de uma coletiva de imprensa
24:26pode ser amplamente falado
24:28mas tem também
24:29alguns pontos
24:30de um acordo
24:31que seria
24:32um ponto
24:33de um ponto implícito
24:35vamos dizer assim
24:35que é justamente
24:36um recuo do Brasil
24:38em relação
24:39a tudo que vem sendo dito
24:40pelo presidente Lula
24:41na relação com os BRICS
24:43e com a China
24:43e as críticas
24:45acirradas
24:45e constantes
24:47do presidente brasileiro
24:49em relação
24:49a hegemonia do dólar
24:50e tudo aquilo
24:51que ele vem falando
24:52e com destaque
24:54falou
24:54na cúpula
24:55dos BRICS
24:56isso não constaria
24:57imagino eu
24:58de um
24:59um termo
25:01público
25:02de acordo
25:03mas seria
25:03certamente
25:05um ponto
25:05implícito
25:06do que pode
25:07ajudar
25:09o Brasil
25:10chegar a um acordo
25:11com os Estados Unidos
25:12você fala em ponto implícito
25:14mas Dávila
25:15uma porção de analistas
25:16entendem que
25:17o que estaria por trás
25:18ou uma das principais
25:20motivações
25:21de Donald Trump
25:22seria justamente
25:22uma insatisfação
25:24com as estratégias
25:26adotadas
25:26pelos BRICS
25:27ou a maneira
25:28como os países
25:29enxergam a necessidade
25:32de utilizar
25:32se não uma moeda
25:33uma unidade
25:34de pagamento
25:35para substituir
25:36o dólar
25:36enfim
25:37a essa tese
25:38e a essa teoria
25:39se o presidente brasileiro
25:40ajustasse
25:42o seu posicionamento
25:43ou pelo menos
25:44modulasse
25:45o discurso
25:46para não parecer
25:47uma figura tão radical
25:49principalmente
25:49quando a gente fala
25:50das estratégias
25:52do BRICS
25:53isso poderia
25:54alterar
25:55o curso das coisas?
25:57Com certeza
25:58é por isso
25:59que preciso atuar
25:59essa ligação
26:00Coba
26:01é mais importante
26:02nesse momento
26:03é uma ligação
26:04política
26:04não é para tratar
26:05de itens da pauta
26:06é uma ligação
26:07política
26:07justamente
26:09para desanuviar
26:10a disputa
26:12comercial
26:12com o Brasil
26:13ela tem uma coisa
26:15atípica
26:15de todas as disputas
26:17comerciais
26:17de Donald Trump
26:18com o restante do mundo
26:19aqui
26:20ela está
26:21encoberta
26:22pela pauta política
26:23em nenhum outro país
26:24se discutiu política
26:25discutiu
26:25é uma questão comercial
26:26olha
26:27vocês tem um grande déficit
26:28com os Estados Unidos
26:29aqui
26:29é o superávit
26:30com os Estados Unidos
26:31nós precisamos equilibrar
26:31essa balança
26:32por isso eu estou emitindo
26:33tarifa
26:33esse é o argumento
26:35básico
26:36de Donald Trump
26:37com os demais países
26:39no caso do Brasil
26:40isso não é verdade
26:41primeiro que nós temos
26:42uma balança deficitária
26:45com os Estados Unidos
26:45então não é uma questão
26:46comercial
26:47é uma questão
26:47política
26:48por isso a ligação
26:50tem que tratar
26:51dos temas políticos
26:52no sentido de desanuviar
26:54tirar do caminho
26:55botar entre parênteses
26:56Canhato
26:57questão de Rússia
26:58BRIC
26:59dólar
27:00o presidente Trump
27:01vai ter que fazer
27:02uma coisa com
27:02lei Magnits
27:03que Bolsonaro
27:04tira tudo assim
27:05vamos fazer o seguinte
27:07vamos conversar sobre
27:08o que um país
27:09pode vender para o outro
27:10com menor barreira comercial
27:11para pesar menos
27:13no bolso americano
27:13e do brasileiro
27:14isso é bom para os dois países
27:16afinal de contas
27:17somos dois grandes países
27:18da América Latina
27:19do continente americano
27:21a gente tem que tratar
27:22do temas genéricos
27:25cordiais
27:26para dizer que essas
27:28divergências políticas
27:29estão colocadas de lado
27:32nesse momento
27:33para tratar
27:34para focar
27:35na discussão
27:36das questões tarifárias
27:38esta é a atitude
27:40política
27:40para desanuviar
27:41inclusive
27:42a discussão técnica
27:44porque o problema
27:45de começar uma discussão técnica
27:47com nuvens carregadas
27:48da política
27:49é que elas podem poluir
27:51logo a frente
27:52daqui a pouco
27:53vai dizer assim
27:53não
27:54a lei Magnits
27:55é contra a soberania nacional
27:56aí começa a fazer
27:58uma tempestade
27:58de uma lei Magnits
27:59acaba a conversa
28:01ou
28:01o Supremo
28:02termina
28:03conclui o julgamento
28:04de Jair Bolsonaro
28:05e o presidente Trump
28:06chega a falar assim
28:07esse julgamento
28:08é lawfare
28:09perseguição política
28:10não sei o que
28:11então o negócio agora
28:12vai ter tarifa de cem por cento
28:13e aí acaba
28:14então assim
28:15a gente tem que nesse momento
28:16desanuviar a agenda política
28:19focar na questão comercial
28:22e isso mostra
28:23que os dois
28:24chefes de estado
28:26sabem a hora
28:28de colocar uma questão política
28:29mas não vai deixar
28:31que a questão política
28:32polua a relação bilateral
28:35de dois países
28:36que tem uma relação
28:38bicentenária
28:39aliás a relação
28:40dos Estados Unidos
28:41e do Brasil
28:42é uma relação
28:42bicentenária
28:44então assim
28:44não dá pra jogar
28:45toda essa relação
28:46bicentenária
28:47na lata do lixo
28:49porque um quer ficar
28:50discutindo soberania
28:51a lei Magnits
28:52e o outro quer ficar
28:53discutindo o lawfare
28:54sobre o Jair Bolsonaro
28:55isso não pode ser
28:57um obstáculo
28:58pra manter
29:00relações cordiais
29:01principalmente comerciais
29:03e diplomáticas
29:04entre essas duas
29:05grandes potências
29:06da América
29:07então
29:07a ligação
29:08ela é importante
29:10pra dar o tom
29:11olha
29:11vamos
29:12colocar de lado
29:14as questões políticas
29:15e vamos focar
29:16nas questões
29:17comerciais
29:17não entrar em nenhum detalhe
29:19aliás nenhum dos dois
29:20presidentes sabe nada
29:21sobre a questão
29:21detalhe de questão comercial
29:23então
29:24deixa o caminho aberto
29:26pra uma negociação técnica
29:27agora
29:28fica muito difícil
29:30negociar
29:30tecnicamente
29:31quando
29:32a relação
29:34entre os dois
29:35chefes de estado
29:36está muito poluída
29:38pelas questões políticas
29:39e aí
29:44o
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