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  • há 9 meses
ODONTOLOGIA GERAL - Todas as Aulas Organizadas de forma Didática na Playlists.

Transcrição
00:00Quando a gente fala de lesões gengivais de origem sistêmica,
00:14então existem algumas desordens mucocutâneas que têm manifestações gengivais.
00:19Alguém lembra de alguma?
00:23Isso aí.
00:25Então o líquenplano, acho que é das características mais...
00:29Patorrinomônica do líquenplano.
00:33As estrias de...
00:36Não era?
00:37Wickham.
00:38Não era?
00:39É.
00:42Vai chegar lá.
00:44Ai meu Deus.
00:47Tenso.
00:52Você quer ver a porta?
00:53Acho que eu destruí o patrimônio.
01:06Pronto, agora vai ficar todo mundo trancado aqui sem poder sair.
01:09Não?
01:10Não.
01:11Então, das mucocutâneas, a mais comum que apresenta a manifestação gengival é o líquenplano, tá?
01:23E aí essa manifestação gengival é encontrada em quatro metades dos pacientes que apresentam o líquen.
01:29Já vi muitos concursos pediram questão de líquenplano, tá?
01:32Desconforto significativo com potencial pré-maligno e aí pra ele se tornar uma lesão maligna em até 2% dos casos.
01:43Como manifestação, a gente tem essas estrias que vocês me falaram, que são as estrias de Wickham.
01:49Então, já vi questão de prova, onde perguntava qual era a patologia que apresentava essas coisas e uma delas eram as estrias.
02:01Então, rapidinho dá pra gente chegar o líquenplano.
02:05Prurido e podem permanecer por anos.
02:08Oi, tudo bem?
02:09Só pra não perder a sua ideia.
02:10Obrigada.
02:11Os aspectos clínicos podem ser papular, reticular, forma de placa, atrófico, ulcerativo e bolhoso.
02:20Também já vi questão, vai estar no final da postilha de vocês.
02:24Perguntando quais os aspectos clínicos do líquen.
02:27E aí a gente tinha que saber quais eram.
02:31O regime terapêutico.
02:34Controle de placa.
02:35Que geralmente é o que a gente faz em todos os casos de doenças gengivais e periodontais.
02:42Tratamento antifúngico.
02:44Pode ser usado corticosteroide tópico também.
02:49Depois do líquen, a gente tem o penfigoide.
02:52Que vai acontecer o quê?
02:55Acontecem bolhas que separam o conjuntivo de epitério.
03:00Então, isso acontece no penfigoide.
03:02Porque outras patologias, essas bolhas acontecem em outra região.
03:06No caso do penfigoide, é na membrana basal.
03:10Então, você separa epitério de conjuntivo.
03:14Entre os dois.
03:16Existe o penfigoide benigno da membrana mucosa.
03:20E é onde só as mucosas vão ser afetadas.
03:22E o penfigoide cicatricial.
03:24Que é aqueles que vocês veem nos livros de patologia.
03:26Que tem um aspecto muito pior.
03:28Que o paciente tem aqueles sintomas oftalmicos também.
03:32A predileção é por mulheres acima dos 50.
03:36Estou quase lá, eu e a sua sogra.
03:41Cavidade bucal.
03:42Costuma ser o primeiro local da atividade da doença.
03:46Então, manifestação deles.
03:47Lesões descamativas da gengiva.
03:49Ele tema na gengiva inserida.
03:52Bolhas.
03:52E aí tem o sinal de Nikolsky positivo.
03:55Vocês já ouviram falar nisso?
03:56Que a gente é aquele que a gente aperta e a bolha se forma, né?
04:01As manifestações.
04:03As bolhas intactas, elas são amareladas ou hemorrágicas.
04:07E aí elas vão ser rompidas.
04:09Vão ficar as úlceras.
04:10E o tratamento, você tira a placa também, assim como no líquen plano.
04:14Usa de clorexidina e corticóide tópico.
04:17Aí a gente passa agora para o pênfigo vulgar.
04:22Que é autoimune.
04:24E aí a formação de bolha é intraepitelial.
04:28Vocês lembravam que a outra era separando o epitélio de conjuntivo?
04:32No caso do pênfigo vulgar, é dentro do epitélio.
04:35Um era entre um e outro.
04:37E nesse, é dentro do epitélio.
04:41Pode ocorrer em qualquer idade.
04:43É mais observada na meia-idade ou nos idosos.
04:45A formação das bolhas.
04:47As lesões são úlceras aftosas.
04:50São discamativas.
04:51Tem erosão e ulceração.
04:55Tratamento.
04:56Tem que ser o paciente deve ser encaminhado rapidamente para o dermatologista.
05:00Fazer controle de placa dele e corticosteroide tópico.
05:04Mais outra.
05:05Ele tem uma multiforme.
05:07Doença vésico-bolhosa.
05:15Recorrente.
05:18A síndrome de Steven Johnson é a última forma do eritema multiforme.
05:24E parece ser uma resposta imune aos seratinócitos.
05:27Então, o mal-estar geral desse paciente vai preceder o início das lesões.
05:39Tem uma variante autolimitada com envolvimento bucal mínimo.
05:44E aí tem a variante progressiva também, que é muito grave.
05:47Ocorre em qualquer idade, indivíduos mais jovens.
05:54E aí chega a envolver, em até 60% dos casos, a mucosa bucal.
06:02Característica.
06:02A gente tem comefação de lábio.
06:04Formação de crosta no vermelhão do lábio.
06:06Então, acho que é uma das mais comuns e mais sabidas.
06:08E as bolhas se rompem e deixam úlceras.
06:11Tratar controle de placa.
06:13Vejam que a gente viu controle de placa em todas elas.
06:16E corticosteroide tópico e sistêmico.
06:18Mais outro famoso.
06:20Lupus eritematoso.
06:22Não é famoso?
06:23É uma doença o quê?
06:25Autoimune também.
06:28Agora, assim, não sei se vocês têm acompanhado,
06:30mas uma série de artistas conhecidos mundialmente
06:33estão comunicando que tem o lúpus.
06:38Acho que essa Selena Gomes é uma que fez até um transplante renal.
06:42Ela fez recentemente.
06:43Uma amiga dela do Orrin pra ela.
06:46Quem mais que tem lúpus?
06:48Lady Gaga.
06:50E teve alguém...
06:52Eu acho que é algum parente de algum Backstreet Boy,
06:55mas isso é da minha época, né?
06:56Vocês nem conhecem Backstreet Boys,
06:58mas alguém tinha também lúpus.
07:00Hoje é One Direction, né?
07:02É.
07:03Ai, gente, depois que eu virei sogra dela,
07:10depois que eu virei sogra dela,
07:11eu falei, gente, tô chocada.
07:13Tô meio assim...
07:14Mas vocês não são da época de Backstreet Boys, né?
07:16Vocês são.
07:17Jura?
07:18Sim.
07:18Sim.
07:20Bye, bye, bye, bye.
07:22Jura?
07:23Gente, mas eu tinha 18 anos na época de Backstreet Boys.
07:26A gente tinha.
07:28Você tinha umas 7.
07:30Não.
07:31Eu não posso mais fazer o...
07:32Você tinha 10?
07:33Aí você tinha foto do Nick Carter no...
07:35Nossa, daquele álbum Milênio.
07:38Milênio, aquele som de branco, assim.
07:39Sim.
07:40Não é?
07:42Não é?
07:44Lembro.
07:44Eu tenho até hoje.
07:47Nunca gostei do cabelo do Justin Timberlake daquele jeito.
07:51Era do NSYNC.
07:53Ele cantava bye, bye, bye, bye, bye.
07:55Não era?
07:56É.
07:56Namorava Britney nessa época.
08:03Todas de jeans, que eles foram, inclusive, matching no Emmy, Grammy, sei lá, o EMA,
08:08EMA, não, era Music Awards, MTV, MTV, acho que foi um MTV desse da vida aí.
08:17Estão voltando, depois de viajar no tempo, 15 anos.
08:22Falando de lúpus, então ela é uma doença autoimune.
08:26E aí a formação de anticorpos contra o tecido conjuntivo.
08:31Então é mais prevalente em mulheres.
08:33Na verdade, a gente tá saindo perdendo, porque nenhuma dessas eu li que era mais prevalente em homens.
08:38Então a gente só, né?
08:39Sendo prejudicada.
08:42Ele pode ser discoide sistêmico e cutâneo.
08:44A lesão, ela se apresenta como uma área atrófica central e pequenos pontinhos brancos.
08:51Lesões úlceras, lesões acastanhadas na gengiva e lesões, as mais, acho que, características de paciente com lúpus,
09:00são as lesões em asas de borboleta, né?
09:03Na face.
09:04Tratamento com corticoide sistêmico, anti-inflamatório e anti-malarico.
09:09Lembrando que não é a gente que faz esse tipo de tratamento, né?
09:13Além disso, a gente tem as desordens multocutâneas induzidas por medicamentos.
09:18Como a gengivite hiperplásica, que pode ser, assim como vocês me falaram, desencadeada pela nifedipina, fenitoína e ciclosporina A.
09:30E aí, além disso, com as neoplásicos, enfim, as etioprina.
09:36Além disso, reações alérgicas.
09:39Então alguém me fala aí uma coisa odontológica que dá muita alergia no paciente que faz alteração.
09:45Um pouco da prótese.
09:48O acrílico, né?
09:50Aí você tira a prótese total e fica desenhada igualzinho.
09:54Não fica? Não é assim?
09:58Jura? Ficou grave assim?
09:59Foi tudo?
10:03Mas ficou feio.
10:07Então, assim, isso aqui dá pra ver o grão, né?
10:10Onde passa a grade.
10:15Então, assim, a gente pode ter alergia.
10:17Os materiais instauradores.
10:19Ocorre aí de 12 a 48 horas depois do contato.
10:23Geralmente, o mercúrio e o níquel.
10:26O ouro, menos, né?
10:28E os acrílicos das próteses, por exemplo, os provisórios.
10:34As lesões podem ser brancas, vermelhas, podem ser ulceradas ou não, confinadas.
10:40Elas, geralmente, elas ficam confinadas na área de contato.
10:42Então, aqui é um exemplo clássico do confinamento da área de contato.
10:47E você remove a causa da sua alergia.
10:50Você tem a remissão do seu problema.
10:53Além disso, a gente pode ter a reação aos alimentos.
10:57que vão levar à tomefação.
11:02Só se tipo um, desculpa, acho que eu copiei, botei no lugar errado.
11:06Mas, enfim.
11:06Será que é isso?
11:12Tá escrito?
11:14Eu não lembro.
11:19Então, a imediata e a retardada.
11:22Isso aí.
11:24Não é.
11:26A gente ouve muita história de paciente alérgico a amendoim e...
11:32A pólen de vidroeiro, isso eu realmente nunca conheci.
11:37Uma pessoa alérgica a pólen de vidroeiro.
11:40Tipo assim, né?
11:41Eu acho que eu nunca fui apresentada a um pólen de vidroeiro.
11:45A você eu já fui apresentada umas três vezes.
11:46Mas o pólen de vidroeiro eu nunca fui apresentado.
11:51A gente pode desenvolver reações também.
11:53As dentifríces e colutórios, chicletes.
12:00As manifestações.
12:01Pode ser, pode ser apresentado de forma, como forma de uma gengivite edematosa.
12:09Ulceração, branqueamento, Q-VIT.
12:12E a resolução depois que você suprime o uso.
12:15Então, eu nunca peguei um paciente em consultório que tivesse tido alergia a isso.
12:21Vocês já pegaram algum?
12:23Não?
12:23Eu também nunca peguei, não.
12:25Acho que, na verdade, a única pessoa que eu peguei com alergia, que teve manifestação mesmo,
12:29foi um paciente alérgico a...
12:32Qual é o nome desse chiclete que não tem açúcar?
12:34Que é famoso?
12:35De canela.
12:37Então, acho que era mais a canela do que...
12:39Outras manifestações gengivais e condições sistêmicas.
12:44Então, a gente tem doença de Crohn, que é o infiltrado do anglobotose crônico na parede da curva do hílio.
12:50As lesões bucais são semelhantes à do trato gastrointestinal.
12:58Então, o tratamento, a injeção intralesional de esteroide, uma ou duas vezes por dia e controle de placa.
13:05Então, vejam, controle de placa está em todos.
13:08A leucemia, que as manifestações gengivais incluem.
13:13Tomefação, ulceração, PT, que ele tem um sangramento espontâneo e podem ser os primeiros sinais da doença.
13:19O tratamento é o controle de placa por nossa parte, usar a clorexidina.
13:22Acho que está escrito errado aí, porque está faltando um dina ali.
13:26E acompanhar junto com os médicos desse paciente.
13:31Afinal de contas, é uma doença grave.
13:34Com manifestação oral.
13:36Além disso, temos as lesões traumáticas, que podem ser auto-induzidas, biatrogênicas ou acidentais.
13:46Então, lesão química.
13:48Pode ser por clorexidina, queimadura por AS, por cocaína, escamação devido ao detergente do dentifrício,
13:55inflamação e necrose gengival.
13:58Ah, e elas são reversíveis.
14:00Então, a gente para de usar aquilo ali que está causando, obviamente ela vai se reverter.
14:04Pode ser hiperceratose, ciratose restriccional, laceração da gengiva, que pode levar à recessão gengival também.
14:15Além disso, a gente tem a lesão térmica, elas podem ser queimaduras.
14:24O que acontece muito, eu não sei se já aconteceu com vocês, mas na literatura eles reportam,
14:29agora não, já tem um tempo, com o uso do micro-ondas.
14:32A gente às vezes coloca uma coisa no micro-ondas e aí como ele não descongela ou esquenta tudo do mesmo jeito,
14:39se é uma coisa mais, tipo essas lasanhas congeladas, aí você esquenta demais uma parte, não esquenta a outra,
14:47aí o indivíduo não reconhece aquilo ali, vai lá, coloca na boca, está quente demais e aí acaba se queimando.
14:52Reações de corpo estranho também, que fazem o que?
14:59É o mais conhecido com o que, Lucas?
15:01O que faz reação de corpo estranho?
15:04Que é mega conhecido.
15:05Geralmente está associada à presença de corpo estranho.
15:09Abscesso gengival, não é?
15:11Lembra do abscesso gengival?
15:12Mas está lá na parte de abscesso.
15:13Então, essas associações epiteliais podem ser causadas por abrasão ou corte,
15:19que possibilita a entrada do material estranho lá no conjuntivo.
15:23E a gengivite por corpo estranho, que vai causar a inflamação gengival associada a corpo estranho,
15:27a lesão pode ser crônica, se a gente não tirar o corpo estranho de lá,
15:31dolorosa, vermelha ou branco avermelhada.
15:35Aí agora a gente vai começar o bem bom da situação com a periodontite crônica.
15:43Então, a gente viu que as outras lesões, se você tira o estímulo,
15:50você tem a remissão delas, a regressão, não é isso?
15:53No caso das periodontites, seja ela crônica ou agressiva,
15:56a partir do momento que a gente perdeu a inserção,
15:59a gente perdeu a inserção.
16:00Se perdeu o osso, está lá o defeito da sua doença.
16:04Então, é induzida por placa.
16:06E falando de periodontite crônica,
16:09a gente vai ver alteração de cor, textura, volume da gengiva marginal.
16:12Você tem a periodontite ativa, você tem...
16:14Começou com uma gengivite, certo?
16:17Então, você tem todos aqueles sintomas no periodonto de proteção.
16:21Vai acontecer sangramento à sondagem,
16:24redução da resistência dos tecidos a moles,
16:28marginais à sondagem, ou seja,
16:30você tem aumento da profundidade de bolsa à sondagem,
16:32PBS e profundidade de bolsa à sondagem.
16:34A gente vai perder a inserção,
16:40pode ter recessão na margem gengival,
16:43perda de osso alveolar,
16:47exposição de furca,
16:48aumento da mobilidade,
16:50e eventual esfoliação do dente.
16:54Quando vocês estiverem fazendo o diagnóstico diferencial
16:58entre periodontite crônica e agressiva,
17:00a gente faz o diagnóstico com base na exclusão da periodontite agressiva.
17:07Então, a gente tenta classificar nosso paciente com periodontite agressiva,
17:11se não der, ele tem crônica.
17:12Então, é basicamente assim que a gente faz o diagnóstico, tá?
17:15E o tipo de perda,
17:18o tipo de padrão de perda óssea
17:20é um dos critérios que a gente usa
17:22para fazer...
17:24Ele não é conclusivo,
17:28mas como um tem um padrão diferente da outra,
17:31a gente usa para comparar clinicamente.
17:33Então, por exemplo,
17:34a gente tem dois padrões de perda óssea,
17:37basicamente,
17:38o padrão plano ou horizontal
17:40e o angular ou vertical.
17:43Então, um deles está mais associado
17:45a um tipo de periodontite do que o outro.
17:48No caso da periodontite crônica,
17:50o padrão que a gente vê mais frequentemente
17:52é o da perda óssea horizontal.
17:55Ou seja,
17:56todos os meus sítios perdem osso
17:58não é no mesmo intervalo de tempo,
18:04mas...
18:08É homogêneo,
18:09mas tem um jeito...
18:10Acho que vai ficar mais fácil de entender.
18:12Mas, enfim,
18:13se eu tenho dois sítios,
18:14um do lado do outro,
18:15eles dois estão perdendo inserção
18:16ao mesmo...
18:19Não é ao mesmo tempo também,
18:21mas com a mesma velocidade,
18:22a gente vai ter a perda óssea horizontal.
18:24Então, imaginem os dentes
18:26um do lado do outro
18:27e o osso está passando aqui, certo?
18:29Com crista óssea.
18:30Então, a gente tem perda óssea junto.
18:34Então, o osso todo abaixa horizontalmente.
18:36No caso da periodontite agressiva,
18:39o padrão é angular.
18:40Ou seja,
18:41um sítio perdeu o osso muito mais rápido
18:44do que o sítio vizinho.
18:46Então, formam esses defeitos angulares
18:50junto às raízes dos dentes,
18:52que geralmente estão associados
18:53a primeiro molar superior.
18:54A gente vê defeitos angulares enormes.
18:56Então, quando vocês pegarem
18:59questões de prova
19:00que vira e mexe,
19:03pelo menos uma questão
19:04de diagnóstico diferencial,
19:05eu vejo nas provas de concurso,
19:08se eles colocarem
19:09perder o osso vertical,
19:11angular,
19:12está geralmente associada
19:13a periodontite agressiva.
19:14Então, lembra do
19:15A, A,
19:16amoxicilina,
19:17e angular.
19:19Tudo A,
19:20agressivo.
19:21Se não me engano,
19:24tem um quadro aí pra vocês
19:25que tá escrito isso aqui,
19:26não tá?
19:27Pra equivalência em adultos,
19:28localizado,
19:29não sei o que,
19:29não tem?
19:30Esse quadro,
19:32ele,
19:33eu tirei,
19:34não é da bibliografia de vocês,
19:36eu tirei do livro
19:37da Sobrapi,
19:37de 2011,
19:39porque eu achei
19:39que de forma didática,
19:41pra quem não é periodontista,
19:42pra quem não se lembra,
19:44explica de uma boa forma,
19:45pra você chegar
19:46ao diagnóstico diferencial.
19:48Mas ele não é
19:49do Linde,
19:50tá?
19:52Então,
19:53no caso da periodontite agressiva,
19:55a prevalência é maior,
19:56desculpa,
19:57da crônica,
19:58a prevalência é maior
19:59em adultos,
20:00mas pode acontecer
20:01na adensão do tecido,
20:03tá?
20:04A quantidade de destruição
20:05do tecido periodontal
20:06tá relacionada
20:08aos fatores,
20:09então,
20:09é proporcional
20:10a minha quantidade
20:11de cálculo e placa
20:12à destruição
20:13que eu venho sofrendo,
20:14diferente da periodontite,
20:15agressiva.
20:17O cálculo subgengival
20:19tá presente
20:19nos sítios doentes,
20:21ela ainda pode ser
20:22dividida em localizada
20:23e generalizada.
20:25Ou seja,
20:26se eu contar lá,
20:27vocês sabem fazer
20:27esse diagnóstico
20:28da generalizada
20:29e localizada?
20:30Quem não é o pessoal
20:31da Péreo?
20:32O que foi isso?
20:33Não?
20:33Sabe?
20:34Lembra?
20:35Não?
20:36Não sei.
20:37Vocês lembram?
20:37Pode falar, gente.
20:39Sabe?
20:39Não lembra?
20:40Lembra?
20:40Não lembra?
20:41Mais ou menos não lembro?
20:42Então é assim.
20:44Então, por exemplo,
20:44a gente tem um paciente,
20:45isso vai facilitar a minha vida,
20:47tá?
20:47Se eu tenho um paciente
20:48com 10 dentes,
20:50quantos sítios a gente
20:51tem em cada dente?
20:53Ele tem quantos sítios
20:55no total?
20:5760%.
20:57não são 100% dos sítios dele?
21:00E aí, quantos?
21:06Aí eu quero saber a porcentagem
21:07para saber se é localizado
21:08ou generalizada,
21:09porque até 30% é localizado,
21:11acima de 30% generalizado.
21:13Aí eu vou contar lá
21:14no meu periograma
21:16quantos sítios desse total de 60
21:19meu paciente perdeu em inserção.
21:21Então, para facilitar a minha vida,
21:23eu vou dizer que ele perdeu
21:24inserção em 30 sítios.
21:25Aí a gente faz a regra de 3.
21:28Então, 60x...
21:29Agora, 50%, não é isso?
21:38Então, eu estou dizendo aqui
21:40que no total de 60 sítios
21:43do meu paciente,
21:4450% desses sítios
21:45perderam inserção.
21:47E aí eu sou o quê?
21:48Periodontite crônica generalizada.
21:51Beleza?
21:52Para a gente fazer isso aqui,
21:56para saber se é agressiva,
21:57generalizada ou localizada,
21:58é diferente, tá?
21:59Quando chegar lá,
22:00eu explico para vocês.
22:02A gente faz de outra forma,
22:03não é baseada no total de sítios.
22:11Então, a informação gengival
22:12é invariavelmente um componente
22:14da periodontite crônica
22:15e a gengivite vai preceder
22:17o início da periodontite.
22:23O desafio bacteriano,
22:24ou seja,
22:24o meu paciente acumulou
22:25placa e cálculo,
22:26vai induzir a gengivite
22:28mais a resposta do hospedeiro,
22:29ou seja,
22:30a sua suscetibilidade
22:31que vai determinar
22:32se a periodontite
22:34vai acontecer ou não.
22:36Então, precisa de vários anos
22:37de exposição à placa e cálculo.
22:39Por isso que a prevalência
22:41é maior em adultos
22:43mais velhos, tá?
22:46A suscetibilidade,
22:48ela pode ser relacionada
22:50a fatores do hospedeiro,
22:51como origem genética,
22:53e os indivíduos apresentam
22:55respostas diferentes,
22:57com a mesma quantidade
22:58de placa e cálculo,
22:59e ela pode ser considerada
23:00a gengivite um fator de risco
23:02para a periodontite.
23:03Obviamente,
23:03porque a gente não tem periodontite
23:05sem ter tido gengivite antes.
23:06é a forma mais comum
23:10de periodontite,
23:11ou, desculpa,
23:12gengivite é a forma mais comum
23:13de doença periodontal.
23:15As formas avançadas,
23:16ou seja,
23:17periodontite,
23:18são vistas apenas
23:18em 10% da população.
23:21Em estudos,
23:23em pesquisas científicas,
23:24vocês vão encontrar
23:25prevalências maiores,
23:26mas o livro do Lind
23:27diz que são 10% da população.
23:30A idade de início
23:32e a taxa de produção
23:32vão variar,
23:34são influenciadas
23:35por fatores genéticos
23:36e de risco ambientais.
23:38Então, olha lá.
23:39A prevalência,
23:41a extensão da perda
23:42de inserção.
23:43Ela é considerada baixa
23:44se o paciente perdeu
23:45inserção
23:46entre 1 e 10 sítios.
23:49Ela é considerada
23:49média de 11 a 20 sítios
23:51e alta
23:52mais de 20 sítios doentes.
23:55A progressão,
23:56geralmente,
23:56é lenta.
23:57Em algum estágio,
23:58ela pode ter um pico
23:59de reabsorção óssea
24:00e perda de inserção
24:01mais rápida,
24:02mas, geralmente,
24:02é lenta.
24:03E a destruição
24:05não vai afetar
24:06todos os dentes
24:07da mesma forma.
24:10Não vai afetar
24:11da mesma forma.
24:13Fator de risco.
24:16Então,
24:16o que é o fator de risco?
24:19Vocês já ouviram
24:19falar em fatores de risco,
24:20certo?
24:21Então,
24:21aumenta a minha predisposição
24:23até uma determinada doença,
24:24não é isso?
24:25Tá.
24:25Então,
24:26o Lind,
24:26ele define
24:27fator de risco
24:28como um aspecto
24:29ou estilo de vida,
24:31uma exposição ambiental
24:33ou uma característica
24:34herdada
24:35ou inata,
24:36que,
24:37baseada na evidência
24:38epidemiológica,
24:39é conhecida
24:40por estar associada
24:41a determinada doença.
24:42Então,
24:43qual o fator de risco
24:44que está associado
24:44com a nossa doença
24:45pedagontal?
24:49Tem a bactéria.
24:51O que mais?
24:51De comportamento.
24:55Um fator comportamental
24:57de risco.
24:57Mas o maior fator de risco
25:01é o periodontite.
25:02Tabagismo.
25:06Falou?
25:07Quem falou?
25:08Jura não ouvir?
25:10Jura que a gente
25:10está surda.
25:11Não ouvi?
25:14Eles podem ser parte
25:16da cadeia causal
25:17ou predispor.
25:18Então,
25:19o tabagismo
25:19causa periodontite,
25:21por exemplo?
25:22Não.
25:22Ele predispõe
25:23o indivíduo
25:24a ter periodontite,
25:26mas ele não causa.
25:27O que que causa
25:28periodontite?
25:29Placa e cálculo.
25:33O fator de risco,
25:34ele aumenta a probabilidade
25:35de contrair a doença
25:37ou ter de forma
25:38mais grave.
25:39Então,
25:39vamos supor
25:40que eu invariavelmente
25:41tabagista ou não
25:42ia ter periodontite.
25:43Se eu fumar,
25:44o que que vai acontecer?
25:45Vai piorar a minha doença.
25:46Vai ser mais grave,
25:47mais extensa.
25:48Ou seja,
25:48vai ter mais
25:49mais sítios.
25:52Fatores de risco.
25:53A gente tem
25:53placa bacteriana,
25:54idade,
25:55tabagismo,
25:55doença sistêmica
25:56e estresse genética.
25:58No livro,
25:58eles estão como
25:58fatores de risco.
26:03A placa
26:04é composta...
26:12Esses são etiológicos.
26:17A placa e o cálculo
26:18é etiológico.
26:18é o que causa.
26:26Um livro só.
26:27Esses daqui.
26:29Opa.
26:31Fatores de risco.
26:32Você tem que ter
26:33um micro-organismo
26:33periodontopatógeno,
26:34senão a gente
26:35não tem doença.
26:37E aí,
26:37idade,
26:38tabagismo,
26:38doença sistêmica,
26:39estresse genética.
26:40Mas a gente sabe
26:41que algumas coisas
26:41estão ligadas
26:42não necessariamente
26:44ao fator causal,
26:46mas são mais indicadores
26:48de risco
26:48e fatores predisponentes
26:50do que realmente
26:50fatores de risco
26:51que já são consolidados
26:52tipo sabagismo
26:53e diabetes.
26:56Então,
26:57a placa.
26:58Tem que ter
26:58micro-organismo específico
27:00para agredir o periodonto.
27:02E o biofilme
27:03é um fator crucial
27:04para que ocorra a doença.
27:05Sem ele,
27:06a gente não vai ter.
27:08Os biofilmes
27:09microbianos
27:10vão começar
27:10a periodontite crônica
27:11e a resposta
27:12do hospedeiro,
27:13os fatores de risco,
27:14predispõem
27:15à destruição
27:16desses tecidos
27:17e à perda de inserção.
27:18Beleza,
27:19isso tudo vocês sabem.
27:21Idade.
27:22A prevalência
27:23da periodontite
27:24ela aumenta
27:24com a idade.
27:27E aí,
27:28é o que a gente vai,
27:28a gente está falando agora
27:29de fator de risco,
27:30é ou não é?
27:31Então,
27:31é improvável
27:32que só o fato
27:33de envelhecer
27:34te deixe predisponente
27:36a ter a doença periodontal.
27:37O que acontece?
27:38Quanto mais velho eu sou,
27:40eu estou sofrendo
27:40os efeitos daquilo ali,
27:41da nitrobiota,
27:42há mais tempo.
27:43Então,
27:43eu estou há mais tempo
27:44recebendo esse estímulo negativo,
27:46tá?
27:48Não pelo fato de,
27:49ah, com a idade,
27:50pronto,
27:50periodontite.
27:51Então,
27:52você tem o efeito
27:52cumulativo
27:53da doença
27:54ao longo da vida.
27:57Já o tabagismo,
27:58ele aumenta o risco
27:59até sete vezes
28:00do paciente
28:00ter periodontite,
28:02prejudica a resposta,
28:03dá o tratamento,
28:04então o paciente,
28:04depois que a gente trata,
28:05ele ganha menos inserção,
28:06ele responde
28:07de uma forma pior.
28:08e os sinais e sintomas
28:09são mascarados
28:10pela diminuição
28:11do sinal inflamatório.
28:12Então,
28:13o paciente tabagista,
28:14ele é inflamado?
28:16Ele é inflamado.
28:18Mas,
28:19clinicamente,
28:20ele tem manifestação
28:21visível,
28:22igual um paciente
28:22normal?
28:23Não.
28:24Então,
28:24os sinais clínicos
28:25de inflamação dele,
28:26o que a gente vê
28:27clinicamente,
28:28mascara a situação dele.
28:29A gengiva dele
28:31não é vermelha,
28:33a gengiva dele
28:33não sangra facilmente.
28:37Quando a gente fala
28:38de doença sistêmica,
28:40quais as doenças sistêmicas
28:42que podem influenciar
28:43no curso das doenças periodontais?
28:45Geralmente,
28:46doenças que é onde
28:47há redução do número
28:48e função dos polimófilos nucleares,
28:51as drogas,
28:51penitoína,
28:52nifedipina e ciclosporina,
28:53que nem vocês me disseram
28:54anteriormente,
28:55alterações hormonais,
28:57mas sempre no final
28:58ainda faltam estudos
29:00para concluir.
29:04Esse daqui é aquele
29:05meu pacientezinho
29:06que eu falei para vocês,
29:07o diabético.
29:11Então,
29:12foi esse primeiro mola,
29:13quer dizer,
29:13os quatro meus molares
29:14que a gente perdeu,
29:15o meu pacientezinho,
29:17meu pacientezinho
29:18chegou lá assim.
29:19Falei,
29:20não, gente,
29:20isso não é paciente
29:21saudável sistemicamente,
29:22não é só por causa
29:23da placa.
29:24E aí veio a glicemia
29:25em jejum
29:26e eu e a hemoglobina
29:27glicada dele.
29:29Então,
29:29geneticamente,
29:30a gente tem os polimorfismos,
29:32tem pacientes
29:34que produzem citocinas
29:36demais,
29:37então tem a alteração
29:38do gene da interleucina
29:39um beta,
29:39por exemplo,
29:40que acelera o quê?
29:40A absorção óssea.
29:42Então,
29:42os pacientes têm
29:42o risco aumentado.
29:44E aí agora
29:45a gente vai falar
29:45um pouquinho
29:46de periodontite agressiva.
29:47Em relação
29:47à periodontite crônica,
29:48alguém tem alguma dúvida?
29:51Não?
29:52Pessoal do online,
29:53se tiver alguma dúvida,
29:53é só me mandar e-mail.
29:54E aí a gente vem
29:57para a periodontite agressiva,
29:59que tem progressão rápida.
30:01Então,
30:01enquanto a crônica
30:02demora um pouco mais
30:03para o indivíduo ter,
30:04a periodontite agressiva
30:05começa com o indivíduo
30:07mais jovem
30:08e os episódios
30:10de perda óssea
30:11são muito mais rápidos.
30:13Então,
30:14são muito mais raras,
30:15são graves,
30:16por isso que a gente
30:16não classifica
30:17conforme a gravidade.
30:19Vocês lembram
30:19como faz a classificação
30:20da gravidade da crônica?
30:23A gente fez
30:23periodontite crônica,
30:25localizada ou generalizada
30:26com base nos 30%
30:27e grave,
30:28leve, moderada e grave,
30:30a gente faz
30:30da seguinte forma.
30:31Se o paciente perdeu
30:32de 1 a 2 milímetros,
30:34quando você faz lá
30:35o periodograma,
30:36você vai ver
30:36a perda de inserção.
30:37Se ele perdeu
30:38de 1 a 2 milímetros,
30:39ele é classificado
30:40com periodontite leve.
30:42Se ele perdeu
30:43de 3 a 4 milímetros,
30:45ele é classificado
30:46com periodontite moderada.
30:48E se ele perdeu
30:495 milímetros
30:50ou mais
30:50de inserção
30:51em algum dente,
30:51ele é classificado
30:52como periodontite grave.
30:55Quando a gente tem
30:55aquele periograma
30:56todo cheio de número,
30:58como é que a gente
30:58vai fazer?
30:59Ah,
30:59meu paciente perdeu
31:011, 2,
31:031, 2,
31:031, 2,
31:041, 2,
31:04teve 1, 3
31:05e 1, 5.
31:06O que ele é?
31:08Leve, moderado ou grave?
31:09Vou dar uma cola aqui
31:11para a gente ajudar.
31:13Leve
31:13é 1 a 2 milímetros,
31:16moderada
31:173 a 4,
31:19não é isso?
31:19e grave
31:21maior ou igual a 5.
31:24Então vamos supor
31:24que no meu periograma
31:25meu paciente perdeu
31:261, 2, 1, 2, 1, 2, 1, 2,
31:28mais em tudo.
31:30Dois sítios
31:30que ele perdeu 4
31:32e um que ele perdeu 5.
31:33Ele tem periodontite crônica
31:35localizada,
31:36leve ou moderada
31:36ou grave?
31:38Porque basta um sítio,
31:40a periodontite dele é grave,
31:41porque basta um sítio
31:42dentro dessas classificações,
31:44a mais alta,
31:45para ele ser encaixado
31:46naquela classificação.
31:48Então se eu tiver
31:49perda de inserção
31:501, 2, 1, 2, 1, 2,
31:511, micro, 5,
31:54ela vai ser grave.
31:56Tá bom?
31:57Então basta um sítio
31:58para a gente classificar
31:59na maior gravidade.
32:07Ela começa em pacientes
32:08muito mais jovens
32:10e não necessariamente
32:12está limitada a indivíduos
32:13abaixo dos 35 anos.
32:15E tem uma tendência
32:16de se desenvolver
32:17em uma mesma família.
32:18Então geralmente
32:19quando o paciente chega
32:20com periodontite agressiva,
32:21você pergunta
32:21quem teve na sua família?
32:23Pai, mãe, você tem filhos?
32:24Seus filhos já apresentaram?
32:26E tem uma agregação
32:27familiar marcante,
32:28coisa que não acontece
32:29na periodontite crônica.
32:33Então, a flora
32:34é altamente virulenta,
32:35composta especialmente
32:36por quem?
32:37Ah, isso aí.
32:39Apresenta-se precocemente,
32:40então começa muito antes
32:42do que a periodontite crônica.
32:44O diagnóstico requer
32:45exclusão da presença
32:47de doença sistêmica.
32:48Então, se o paciente
32:50apresentar uma doença sistêmica
32:52que comprometa
32:54resposta imune
32:55ou inflamatória,
32:56automaticamente
32:57ele não vai ter
32:58periodontite agressiva.
33:00Então vamos lembrar lá,
33:01para a gente fazer
33:02o diagnóstico diferencial,
33:04para vocês não errarem
33:05em prova nenhuma
33:06de concurso
33:07se eles tiveram
33:07um caso clínico.
33:09Se falarem que está
33:09mais relacionado com a A,
33:11quem é?
33:11agressiva.
33:13Se tiver mais relacionado
33:14a agendivales,
33:16crônica.
33:17Beleza.
33:18Se tiver perda óssea
33:19angular,
33:21horizontal,
33:24crônica.
33:24Isso aí.
33:26E aí,
33:27o meu paciente
33:28tem um problema sistêmico
33:29como, por exemplo,
33:30diabetes.
33:31Eu posso ter
33:32periodontite agressiva?
33:33Não.
33:34Por quê?
33:34Porque é uma doença sistêmica
33:35que altera
33:37resposta imune
33:38e resposta inflamatória.
33:39Então, toda vez
33:40que o meu indivíduo
33:41que eu estou examinando
33:42tiver uma doença sistêmica
33:43que comprometa
33:44o paciente
33:45dessa forma,
33:46a gente automaticamente
33:48exclui
33:48o diagnóstico
33:50de periodontite agressiva
33:51e classifica esse paciente
33:52como periodontite crônica.
33:54Certo?
33:55Beleza.
33:59E aí,
33:59ela pode ser localizada
34:00ou generalizada.
34:01Mais uma vez,
34:02esse daqui,
34:03eu tirei
34:03do livro da Sobrapi,
34:05mas é só para vocês
34:05perceberem melhor
34:07a diferença,
34:07mais didaticamente
34:08a diferença entre uma
34:09e outra.
34:10Então, a localizada,
34:11ela acontece muito,
34:12é um paciente muito
34:13mais jovem mesmo,
34:15né?
34:15A generalizada está ali
34:16na casa dos 20 e muitos,
34:1730 anos.
34:19Na localizada,
34:20vamos lá,
34:21agora a forma localizada
34:22e generalizada
34:23para vocês nunca mais
34:24esquecerem.
34:27Vocês lembram
34:28que na forma crônica
34:29a gente classificou
34:30conforme a porcentagem
34:31de sítios,
34:32não foi?
34:33Na agressiva,
34:34a gente faz
34:34com dentes afetados.
34:36Todo mundo lembra disso?
34:37Lembram?
34:39Não?
34:39Então tá,
34:40vamos lá.
34:42Na periodontite agressiva,
34:44a gente vai ver
34:45primeiros molares
34:46incisivos.
34:50Não é isso?
34:51Por quê?
34:52Porque a doença,
34:53a periodontite agressiva,
34:54ela tem
34:56predileção
34:58por dente.
35:00Então,
35:00primeiros molares
35:01e incisivos.
35:02ela vai ser localizada
35:04quando afetar
35:04primeiro molar
35:05incisivos
35:08e
35:09mais
35:11até
35:12dois dentes,
35:14que não são
35:16incisivos
35:18e primeiros molares.
35:20No caso da generalizada,
35:22a gente vai ter
35:22primeiros molares
35:24incisivos
35:25e
35:26mais
35:28três dentes
35:29afetados.
35:35Certo?
35:36Então,
35:37olha que bizarro.
35:38Se eu tiver
35:39um caso assim,
35:42o paciente tem
35:43o 11,
35:43o 12,
35:44o 21,
35:46o 22,
35:47o 31,
35:48o 32,
35:49o 41,
35:51o 42,
35:52o 16,
35:53o 26,
35:54o 36,
35:59o 46
36:00e o 47.
36:07É o quê?
36:10É localizada, não é?
36:11Ah, mas olha só que legal.
36:13Peraí, eu vou piorar a vida de...
36:14Ela é localizada?
36:16Então tá.
36:16Então vamos lá.
36:18Por quê?
36:18Só comete incisivos,
36:22primeiros molares
36:23e até um dente a mais, né?
36:26Aí olha que maneiro,
36:27quer ver?
36:28Aí a gente faz assim,
36:29ó.
36:30Um 11,
36:31um 16,
36:33um 13,
36:34um 23,
36:35um 43.
36:42Fala comigo,
36:43fala que eu te escuto.
36:47É generalizado.
36:48Agora, não é bizarro isso?
36:50Não é bizarro isso?
36:51Não é bizarro isso?
36:52Mas é generalizado.
36:54Por quê?
36:54Afetou primeiros molares,
36:57incisivos,
36:58no caso aqui,
36:58um de cada,
36:59e três dentes ou mais,
37:01que são de outros grupos
37:02que não são primeiros molares
37:04e incisivos.
37:05Agora você olha pra isso
37:07e me fala,
37:07uma doença que afeta
37:08três, cinco dentes
37:10é considerada
37:11forma generalizada,
37:12enquanto você tem ali...
37:14Ainda posso aumentar aqui, né?
37:15Se eu quiser colocar o 37,
37:17ainda dá, não dá?
37:18E aquela é a forma
37:20localizada
37:21da doença.
37:22Não é surreal isso?
37:24Pois é.
37:28Mas é assim que a gente faz.
37:29Lembraram?
37:32Então, a forma localizada
37:33são primeiros molares,
37:34incisivos e mais
37:35até dois dentes.
37:37E a generalizada
37:38se afetar incisivos,
37:40primeiros molares
37:40e três dentes
37:41ou mais.
37:42a gente classifica
37:44conforme a gravidade
37:45em leve, moderada e grave?
37:47Não.
37:47Por quê?
37:48Porque ela já é
37:49uma doença grave.
37:55Então, a classificação
37:56e síndromes clínicas.
37:57A história médica
37:58não é significativa,
38:00tem rápida perda
38:01de inserção e destruição óssea,
38:03agregação familiar
38:04que a gente não vê
38:05na periodontite crônica,
38:07quantidade de depósitos
38:08microbianos
38:09são incompatíveis
38:11com a gravidade.
38:12Então, às vezes,
38:12você olha e fala,
38:13caracas,
38:13eu tenho que raciocinar
38:14o paciente
38:14de temperodontite agressiva
38:15e você não acha
38:16um cálculo
38:16subendival do cara.
38:21Proporções elevadas
38:22de AA e por firomonas,
38:24anormalidade de fagócitos,
38:26os macrófagos
38:28são hiperreativos,
38:29ou seja,
38:30os macrófagos,
38:30lembra que eles
38:31produzem citocinas
38:32pró-inflamatórias?
38:33Então, se meu macrófago
38:34é hiperreativo,
38:35imagina como é que está
38:36a minha produção
38:37de citocina
38:38pró-inflamatória.
38:39Os pacientes apresentam
38:40produção elevada
38:41de prostaglandina
38:42e a interleucina 1 beta,
38:44que faz reabsorção óssea.
38:46Progressão da perda
38:47de inserção
38:47e perda óssea
38:48pode ser autointerrompida.
38:50Então, ela tem um caráter
38:51de exacerbação e quescência.
38:52Então, você tem surtos,
38:53ela é episódica,
38:55tem surtos
38:56de perdas grandes
38:57e autolimitadas.
39:00Perda de inserção
39:01incidental.
39:02Então, são pacientes
39:03que apresentam
39:04a perda de inserção
39:05e não estão se enquadrando
39:06em nenhum critério
39:07de diagnóstico específico
39:08para a periodontite crônica
39:10e agressiva.
39:11São as nossas incógnitas, né?
39:13É um grupo de alto risco
39:15para a periodontite.
39:16Por exemplo,
39:18recessões associadas
39:19com trauma
39:20ou posição do dente,
39:22perda de inserção
39:23associada com os terceiros
39:24molares impactados,
39:26expoação traumática.
39:28Enfim,
39:28se a gente for ver
39:30o paciente
39:31que faz trauma
39:31de expoação,
39:33ele pode ter perda
39:33de inserção grande,
39:35desde canino
39:36até molar, né?
39:37A tabula óssea vestibular
39:38na maxila é mais fina,
39:40então reabsorbe
39:40mais rápido,
39:41então ele tem
39:41perda de inserção,
39:43mas ele não está incluído
39:44nem na periodontite crônica,
39:45nem na periodontite agressiva.
39:48Falando de epidemiologia
39:49um pouco,
39:50as formas agressivas
39:51da doença periodontal
39:52são detectáveis
39:53em todas as idades,
39:54tanto na dentição decídua
39:56e permanente.
39:58Na dentição decídua
39:59afeta crianças
40:01em até 11 anos,
40:03com a frequência
40:03variando até quase 5%,
40:05e não necessariamente
40:06a forma agressiva
40:07da doença
40:08podendo ser crônica.
40:09Então se o concurso
40:10te perguntar
40:11se uma criança
40:12pode ter periodontite crônica,
40:13ela pode ter periodontite crônica.
40:15É comum?
40:16Não, é muito raro,
40:17mas pode acontecer.
40:19E o concurso gosta
40:20do raro,
40:20mas pode acontecer, né?
40:21Na dentição permanente
40:25acontecem indivíduos
40:26entre 13 e 20 anos,
40:28com uma prevalência
40:29menor do que 1%,
40:30os países
40:31tem relação
40:32com o subdesenvolvimento
40:34e relação
40:35socioeconômica também.
40:36Por quê?
40:37Porque o paciente
40:38tem menos acesso
40:38à saúde, né?
40:42Fazendo a triagem, né?
40:44A gente vai medir
40:45perda de inserção,
40:47fazer radiografia
40:48interproximal,
40:49E aí,
40:51de 7 a 9 anos,
40:53a distância
40:53da crista óssea
40:55até a JCE
40:56em molares descidos
40:57tem que ser de 0 a 1,4 milímetros.
41:00Em permanentes
41:01até meio milímetros
41:02e em adultos
41:03de 2 a 3 milímetros.
41:04Por que que eu coloquei
41:05esses números?
41:06Porque o concurso
41:07gosta de número, né?
41:11O exame periodontal
41:13deve ser feito
41:14como parte da consulta
41:15de rotina,
41:16o que às vezes
41:17não acontece,
41:18então você olha,
41:19de repente o paciente
41:20tabagista não chega
41:21com sinal clínico
41:22de inflamação nenhum,
41:23o dentista acha
41:24que tá tudo certo,
41:25a gente não faz a sondagem
41:27e aí não descobre nada.
41:29Então imagina só,
41:30você olharia
41:32pra uma gengiva assim,
41:34pros dentes assim,
41:35diria que tem uma sondagem
41:36de 9 milímetros aí?
41:38Não.
41:39Então tem que se fazer
41:39parte da rotina.
41:42Eu sei que é um procedimento
41:43demorado,
41:44desgastante,
41:44mas tem que ser.
41:45A forma
41:48da gente detectar
41:50a perda de inserção
41:51é através da sondagem
41:52periodontal,
41:53o exame interproximal
41:55ele pode ser usado
41:56também,
41:56o diagnóstico diferencial
41:58ele vai ser feito
41:59com base na exclusão
42:01da agressiva.
42:01Então a gente tenta
42:02enquadrar o paciente
42:03na agressiva,
42:04pô, não tá dando,
42:05não tá entrando,
42:06é crônica.
42:07Tem doença sistêmica
42:08que envolva
42:09resposta imune
42:10e inflamatória?
42:11Crônica.
42:12Então,
42:16falando de etiogenia
42:17e patogenia
42:18de novo,
42:18a destruição dos tecidos
42:20de inserção,
42:22desculpa,
42:23a destruição grave
42:24dos tecidos
42:25de inserção
42:25periodontal
42:26em idades jovens
42:27ou acontecem
42:29porque os agentes
42:29causadores,
42:30a minha placa
42:31é altamente virulenta
42:32ou porque eu sou
42:34mais suscetível
42:35àquilo
42:35ou ainda
42:36juntou tudo,
42:37coitado do paciente
42:38que tem a soma
42:39de todos os fatores.
42:40Então,
42:44só pra vocês
42:45não ficarem
42:45com saudade,
42:46o AA,
42:48que é sensível
42:49ao qual antibiótico?
42:51A amoxicilina,
42:53né?
42:53Ele é um bastonete
42:54grã negativa
42:55na aeróbica
42:55facultativa
42:56não móvel,
42:57tá em presente
42:58em 90%
42:59dos casos
42:59da periodontite agressiva
43:01e tem os fatores
43:03que são capazes
43:04de causar doença.
43:05Além disso,
43:06tem a resposta
43:06direcionada pra eles
43:07do,
43:08resposta imune
43:09específica
43:10e a gente vê
43:11que a gente teve
43:12tratamento,
43:13sucesso no tratamento
43:14periodontal
43:15se os níveis deles
43:16diminuem.
43:20Então,
43:21esse quadro
43:21vocês têm
43:22na apostila também,
43:23não tem?
43:24Então,
43:25o que que
43:25cada fator
43:27de virulência dele,
43:28como por exemplo,
43:29a leucotoxina,
43:30o que que eles fazem?
43:32Destrói leucócito
43:33e polimorfe macrófago,
43:35então tem
43:35o fator de virulência
43:37aí e o que que esse
43:38fator de virulência
43:39faz de ruim
43:40pro tecido periodontal
43:42do paciente.
43:45O dano bacteriano
43:46ao periodonto,
43:47ele pode ser
43:48ação direta
43:49ou
43:49ou o que?
43:53Indireta.
43:54A direta
43:54sou o que?
43:55Eu patógeno
43:56causando o problema.
43:58A indireta
43:58sou eu patógeno
43:59induzindo o corpo
44:00a reagir, né?
44:01Nosso hospedeiro
44:07vai responder
44:07de forma local
44:08e sistêmica
44:09através do recrutamento
44:10de polimorfo,
44:12células beta,
44:13células B,
44:14plasmócitos.
44:17Há também
44:18a presença
44:18de porfiromona
44:19gengivales
44:19no caso
44:20de virulontite agressiva,
44:21mas o grande
44:22responsável
44:23quem é?
44:24O A.
44:27Aspecto genético
44:28de suscetibilidade
44:29do hospedeiro.
44:30Então,
44:31a porcentagem
44:32de irmãos afetados
44:33na casa
44:34da peridormite agressiva
44:35pode afetar
44:3650% dos irmãos.
44:37Então,
44:37se um irmão tem,
44:39você já pergunta
44:39para o irmão de vocês
44:40chegando em casa,
44:42já dá uma olhada
44:43se ele tiver
44:4450% de chance
44:45de você desenvolver.
44:48E aí,
44:48a agregação
44:49desses casos familiares
44:50indica o quê?
44:51Que esses fatores
44:52podem ser importantes
44:53na suscetibilidade
44:54do indivíduo.
44:57Além disso,
44:58a gente tem
44:58os aspectos ambientais,
45:00o tabagismo
45:02é um grande
45:02fator de risco
45:03para o paciente
45:04também com a periodontite
45:05agressiva.
45:08Então,
45:09as formas agressivas
45:09de doenças
45:10são consideradas
45:11multifatoriais,
45:13se desenvolvem
45:14como resultado
45:14das interações
45:15dos genes
45:16e o meio
45:17e ela é resultado
45:19dessa não capacidade
45:21que o hospedeiro
45:21tem
45:22de lidar
45:23com a agressão
45:23do patógeno
45:24que causa,
45:25que é o quê?
45:25tem o AA.
45:26Então,
45:27o hospedeiro
45:27não consegue lidar
45:29com essa bactéria
45:29e com os fatores
45:30de virulência
45:30que tem
45:31para conseguir
45:31conter essa doença.
45:35O diagnóstico
45:36é feito como?
45:37Clinicamente,
45:38microbiologicamente,
45:40avaliar a defesa
45:41do seu hospedeiro,
45:42geneticamente.
45:43No diagnóstico
45:45clínico,
45:46a gente tem que ter
45:47histórico médico
45:48e dental específico
45:49do paciente.
45:50Por que o histórico médico?
45:52Porque se ele tiver
45:52uma doença sistêmica
45:53que influencia
45:54imune e inflamatória,
45:56ele está excluído
45:56da periodontite agressiva.
46:00Então,
46:00você tem que se perguntar,
46:01existe perda
46:02de suporte periodontal?
46:04Tem.
46:05Tá bom.
46:06Mas aí,
46:06essa perda de inserção
46:07está acompanhada
46:08da formação de bolsa
46:10ou é recessão?
46:12Porque tem diferença.
46:13quando a gente tem
46:14trauma de escovação,
46:15por exemplo,
46:15promovendo a perda
46:16de inserção,
46:17a gente tem
46:17formação de bolsa?
46:19Não,
46:20você tem perda
46:20de inserção,
46:21mas a sua profundidade
46:22de sondagem
46:22não aumenta.
46:23Todo mundo visualizou isso?
46:25Sua gengiva,
46:26olha,
46:26sua gengiva,
46:27sua raiz fica exposta,
46:29mas quando você coloca
46:30a sonda onde está
46:31a margem gengival,
46:32ela vai entrar muito?
46:34Não vai.
46:36Existe causa plausível
46:38para perda de inserção
46:39que não seja periodontite?
46:41Então,
46:41tem placa.
46:43Tem outra causa
46:44para esse paciente
46:45estar tendo isso?
46:48Existe outro processo
46:49simulando a doença periodontal
46:51por formação
46:52de pseudobolsa,
46:54que às vezes
46:54a gente vai sondar,
46:55vai ver profundidades
46:56aumentadas,
46:57e na verdade
46:57o paciente
46:57não teve perda
46:59de inserção.
47:00Você tem o edema
47:01que está aumentando
47:01essa profundidade,
47:02e você pode confundir
47:03isso com perda
47:04de inserção
47:05e classificar o paciente
47:05com o periodontite
47:06errado.
47:09E aí?
47:10É periodontite crônica
47:10agressiva
47:11ou necrosante?
47:12Então,
47:13a necrosante
47:13é mais fácil
47:14de excluir aí,
47:15né?
47:15Dói demais.
47:16A periodontite crônica
47:17agressiva
47:17dói?
47:18Dói demais.
47:19O paciente geralmente
47:20é imuno suprimido,
47:22tem a formação
47:23de ulceração,
47:24né?
47:25E aí a gente fica
47:25entre a crônica
47:26e a agressiva,
47:27mas agora vocês já sabem
47:28fazer o diagnóstico
47:28diferencial.
47:29No caso do diagnóstico
47:33microbiológico,
47:35pra que a gente faz?
47:37Porque existem patógenos
47:38que estão muito mais
47:39associados com uma forma
47:40de doença
47:41do que com outra.
47:42Então,
47:42se eu pegar um caso
47:42de periodontite agressiva
47:43e for fazer um exame
47:44microbiológico,
47:45quais as chances
47:46de ter a A naquilo lá?
47:47São enormes,
47:48né?
47:49E não da crônica,
47:50não.
47:50Se ele estiver presente,
47:51os níveis deles
47:52são mais baixos
47:53e está predominando quem?
47:55Porfiromona,
47:55gengivales,
47:56as outras bactérias
47:57do complexo vermelho
47:58e laranja.
47:59Avaliar a defesa
48:03do hospedeiro.
48:04Então,
48:04tem que ver
48:05se o paciente
48:05apresenta
48:06distúrbio
48:06fagocitário
48:08em célula
48:08de primeira linha
48:09de defesa,
48:10quimiotaxia alterada,
48:13se tem mais
48:13prostaglandina E,
48:15capacidade diminuída
48:16para atingir
48:17altos índices
48:18de anticorpos
48:19para o AA.
48:22Diagnóstico genético.
48:23Então,
48:24tem a necessidade
48:24de avaliação
48:25de irmãos
48:26e outros familiares
48:27para a gente estabelecer
48:28uma relação.
48:30Então,
48:30se não tem agregação
48:31familiar marcante,
48:32as chances
48:33de terem periodontite
48:34crônica
48:34são maiores.
48:37Então,
48:38ajuda também
48:38a estabelecer
48:39a necessidade
48:39de monitoramento.
48:41Ou seja,
48:42se eu sou da família
48:43de alguém que tem
48:44as chances
48:45de eu ter,
48:46são grandes.
48:47Então,
48:47você monitora
48:48aquele indivíduo.
48:50Recentemente,
48:51lá na faculdade,
48:53a gente está tratando
48:54uma paciente
48:54que tem periodontite
48:55agressiva,
48:56ela está em manutenção
48:56de 4 meses
48:57e ninguém nunca
48:59tinha avisado
48:59para ela
49:00que tem esse perfil
49:01familiar.
49:02Ela não soube,
49:02ela não sabia
49:03que tinha periodontite,
49:04enfim.
49:05E aí,
49:05eu perguntei dos filhos.
49:07Ela tinha um filho
49:08de 20 e poucos anos
49:09e uma filha também,
49:10mas eu não lembro agora
49:10de cabeça e idade.
49:12Aí,
49:12eu pedi radiografia
49:13do filho,
49:14o filho já começou
49:15com perda de inserção,
49:16nem sabia.
49:16Então,
49:16a gente colocou ele
49:17para monitorar
49:19e a filha,
49:19que é mais nova,
49:21já está também
49:21fazendo as consultas
49:23mais regularmente
49:23para a gente evitar
49:24que ela tenha doença
49:26precocemente.
49:29E aí,
49:30a intervenção terapêutica,
49:31né?
49:31O tratamento,
49:32ele deve ser iniciado
49:33logo que a gente for,
49:34que o paciente for diagnosticado,
49:36porque não tem
49:37o que adiar,
49:38né?
49:39O sucesso vai depender
49:40da eliminação
49:42ou diminuição
49:44dos níveis
49:45do patógeno causador
49:46e proporcionar
49:48um ambiente
49:49de saúde
49:50a longo prazo.
49:52por quê?
49:53A gente consegue
49:53manter essas visitas
49:54de intervalos
49:55de manutenção
49:56de terapia periodontal
49:57de suporte
49:58com intervalos
49:59um pouco maiores,
50:00né?
50:02O elemento diferencial
50:04do tratamento
50:05da periodontite agressiva
50:06refere-se
50:07a afetar a composição
50:09e não somente
50:10a quantidade
50:10da microbiota.
50:12Por quê?
50:12Se eu sou um paciente
50:14que tem lá
50:14na minha flora normal
50:15AA,
50:18adianta eu ficar
50:19tentando raspar
50:19e tudo mais?
50:20Ok,
50:21adianta,
50:21ela vai melhorar.
50:22Mas o que eu quero?
50:23Quero que esse AA saia.
50:25Então a gente tenta
50:26restabelecer
50:27a flora dele,
50:28favorecer os benéficos
50:30para que esse AA
50:31não tenha lugar
50:32e nem nutriente
50:33para ele se restabelecer,
50:34mas isso não é fácil.
50:39Então é difícil
50:40eliminar o AA
50:41com a terapia mecânica
50:42convencional.
50:43O uso de antibióticos,
50:45conforme a gente viu
50:46na aula passada,
50:47como complemento
50:48racional,
50:49tá faltando um Czinho aí,
50:50para o debridamento
50:51mecânico,
50:52a gente lança a mão
50:53nesses pacientes
50:54com periodontia agressiva,
50:56que é o metronidazol
50:57e a moxicilina,
50:58né?
50:58A gente trata o paciente,
51:01faz essa reavaliação
51:02quatro semanas depois
51:03e até seis semanas.
51:05O que é essa reavaliação?
51:06Quando o paciente chega,
51:07a gente sonda
51:08o paciente inteiro,
51:08seis sítios por dente.
51:10A gente vai marcar...
51:11Dor de que?
51:14Ai, relaxa.
51:16Tamo junto.
51:18E aí a gente reavalia
51:20para saber qual é o efeito
51:21daquela terapia.
51:22Então, o meu paciente
51:23ganhou a inserção,
51:23a profundidade de bolsa
51:24diminuiu,
51:25ele apresenta sangramento ainda.
51:27Então, isso tudo vai determinar
51:28o intervalo que ele vai fazer
51:30a visita da terapia periodontal
51:32de suporte.
51:34O teste microbiológico,
51:36ideal que fosse feito
51:37de um a três meses depois.
51:39Para quê?
51:39Para a gente ver se a gente
51:40conseguiu diminuir
51:41a quantidade de níveis
51:42desses patógenos
51:43ou então suprimir,
51:44eliminou.
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