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ODONTOLOGIA GERAL - Todas as Aulas Organizadas de forma Didática na Playlists.
Categoria
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AprendizadoTranscrição
00:00É, vamos lá.
00:11Continuando com suspiros e mortes lentas,
00:15a gente vai seguindo, opa, pra nossa terceira aula,
00:19já me perdi aqui, tá ligando.
00:21De classificação e patologias periodontais,
00:24é uma aula que como tem a parte mais clínica,
00:26acho que fica um pouquinho melhor da gente conversar e desenvolver.
00:30Depois a gente parte pra exame diagnóstico e terapia
00:36e a última litose, trauma, urgência e doença periodontal
00:39como risco pras sistêmicas.
00:41Qualquer coisa, por favor, me mandem e-mail.
00:43Eu costumo responder rápido, então vejam as respostas.
00:48É o bullying.
00:50Nossa bibliografia do Linde, e aí vamos seguindo pra classificação,
00:54tá errado ali, aula 2, você sabe que é aula, nem sei, 3.
00:57Então, olha só, quem são as doenças periodontais?
01:02São infecções polimicrobianas, ou seja, causadas por uma série de micro-organismos,
01:07mistas, que os micro-organismos são, tem várias outras características,
01:12que desencadeiam uma reação imuno-inflamatória,
01:15ou seja, a minha presença faz uma resposta,
01:18induz uma resposta imune e inflamatória nos tecidos periodontais.
01:21Então, lá em 1999, a Hermitage propôs a classificação que está em vigor hoje.
01:29No mundo da periodontia, a classificação das doenças periodontais
01:32é ainda um assunto bem polêmico.
01:35Antigamente, eu acho que eu contei essa história pra vocês,
01:37da época que eu fiz a prova de pério, quando eu estava na faculdade,
01:41que eu tive que saber a classificação antiga da 9 e comparar, né?
01:44Antigamente, a classificação, ela era muito baseada em idade.
01:51Então, tinha periodontite do adulto, pré-puberal, enfim.
01:55E agora, não, ela não é mais idade dependente,
01:57embora a idade seja critério pra gente chegar ao diagnóstico diferencial.
02:04Pra gente resumir, porque a classificação vocês vão ver aí nos quadros mais posteriores,
02:09a gente pode resumir, enxugar em oito grandes grupos.
02:14Então, de doenças gengivais, que podem ou não ser induzidas pela placa.
02:20Periodontite crônica, que ainda pode ser dividida em localizada e generalizada.
02:26E a gente ainda pode classificar quanto à gravidade em leve, moderada e grave.
02:33A periodontite agressiva, que já é grave por natureza,
02:36então a gente não diz que ela é leve, moderada ou grave,
02:39a gente só diz se ela é localizada e generalizada.
02:41A periodontite como manifestação de doença sistêmica.
02:45As doenças periodontais necrosantes, agum e agum, são as conhecidas.
02:50Os abscessos do periodonto, que podem ser gengival, periodontal e pericoronário.
02:54As lesões em endopério, que particularmente é um assunto que eu gosto muito, acho fácil, acho tranquilo, é bonitinho.
03:02Meu trabalho de conclusão de curso da especialização foi de lesão em endopério.
03:07E aí o que não se encaixa no anterior vai para a deformidade e condição congênita adquirida.
03:15E aí a gente já começa de trás, vamos lá.
03:18Quando a gente está falando, opa, de deformidades e condições de desenvolvimento adquiridas,
03:23são fatores locais relacionados aos dentes que modificam ou predispõem as doenças, tá?
03:29Então, por exemplo, fatores anatômicos dentários, restaurações ou próteses dentárias,
03:36fraturas radiculares, reabsorção radicular cervical e fraturas sementares.
03:45A gente tem ainda as condições ao redor dos dentes.
03:49Então como, retração gengival ou de tecido mole, superfície vestibular ou lingual ou na interproximal,
03:55a ausência de gengiva seratinizada, a seratina ela promove o quê?
03:59Ela não dá proteção também aos tecidos?
04:03Profundidade vestibular diminuída, posição inadequada de freio ou músculo.
04:09Temos ainda excesso gengival, então a pseudobolsa.
04:13Vocês lembram o que é pseudobolsa?
04:14A diferença de bolsa para pseudobolsa?
04:17Não? Então vamos lá.
04:18A pseudobolsa é a bolsa falsa, que a gente chama, né?
04:21A bolsa verdadeira é aquela que se dá pela perda de inserção.
04:25Então eu tenho um dente, que eu não tenho o pseudobolsa.
04:29Então eu tenho um dente, cuja minha gengiva está aqui, minha inserção está aqui.
04:36Então a minha profundidade aumenta conforme eu vou perdendo essa inserção,
04:41essa inserção vai indo para a pica, certo?
04:44Então a minha profundidade aumenta para baixo, certo?
04:49Beleza.
04:49Quando a gente tem uma pseudobolsa, acho que para ficar fácil de vocês visualizarem,
04:56a nossa profundidade vai aumentar para cima.
05:00Ou seja, eu não perdi inserção, minha inserção continua aqui,
05:05porém eu tive um crescimento, um aumento da gengiva.
05:09Seja ele por estar inflamado, ou então o crescimento da gengiva induzido por medicação.
05:15Então a gente teve um aumento da gengiva.
05:19Então se eu colocar a sonda aqui, a minha estrutura continua aqui inserida.
05:24Só que como a minha gengiva está mais alta, confere que está mais profunda?
05:29Profunda sim, está maior a medida.
05:31Então a pseudobolsa é isso aqui.
05:34Você não tem perda de inserção, mas a profundidade está aumentada porque você tem um aumento de endival.
05:40Certo?
05:46Além disso, a gente tem os traumas oculosais.
05:50E aí vamos começar agora pelo começo.
05:51A doença gengival induzida por placa, que são o que?
05:54As mais comuns que a gente tem, né?
05:56A gengivite induzida pela placa.
05:59Então ela é a inflamação da gengiva causada pela bactéria,
06:02com a forma mais comum de gengivite.
06:05São restritas aos tecidos gengivais, tá?
06:08Ou seja, a gente tem perda de inserção?
06:11Não, a gente não tem perda de inserção.
06:14São influenciadas por condições sistêmicas, hormônios endócrinos,
06:17fatores genéticos, as medicações e a má nutrição.
06:21Qual o critério para a gente classificar as doenças gengivais induzidas por placa?
06:26A gente categoriza as doenças que afetam a gengiva e necessita de quê?
06:32A avaliação do paciente, ver os sinais e sintomas que seu paciente apresenta,
06:37história dentária e médica e fazer o exame clínico desse paciente.
06:41Características comuns.
06:47Tem sinais clínicos da inflamação que são restritos da gengiva,
06:51ou seja, a gente não tem nada que comprometa o periodonto de sustentação.
06:56Reversibilidade da doença pela remoção da etiologia,
06:58igual naquele estudo experimental,
07:00gengivite experimental em um ano de lei de 1965.
07:03Então você suprime a escovação, os hábitos de higiene,
07:06acumula a placa, você desenvolve.
07:08Se você retorna com seus hábitos, elimina a placa, você tem saúde novamente.
07:14Tem o possível papel como precursor da perda de inserção em volta dos dentes,
07:18mesmo que você tenha um paciente com periodontite.
07:22Quando você tem a inflamação gengival, você controlou a periodontite.
07:26Se você percebe que a gengiva dele está inflamando,
07:28isso não é um sinal de alerta para que ele possa voltar a perder a inserção
07:32e tem atividade de doença de novo?
07:34Então a classificação das doenças gengivais é baseada na presença da placa,
07:40nos fatores que modificam o estado inflamatório da gengiva.
07:44Olá!
07:46Como é seu nome?
07:47Ele é.
07:48Não.
07:48Não.
07:55Foi melhor do que quando eu abracei você e depois eu te reabracei,
07:59que eu me reapresentei.
08:00E aí isso pode ocorrer como?
08:07Fatores locais que englobam anatomia, restauração,
08:11maus de aparelho, fraturas.
08:14E fatores sistêmicos como, por exemplo, o sistema endócrino,
08:18doença hematológica, droga e manutrição.
08:23Dados universais das doenças gengivais.
08:25Então, vocês têm um quadro aí grande, não tem?
08:30Desse, das doenças?
08:32Então, esse aqui eu vou passar porque eu, esse quadro, eu discriminei.
08:36Então, olha só.
08:37Vocês têm sinais e sintomas que se referem à gengiva,
08:40que a gente tem que observar nos pacientes.
08:42Presença de placa, que é necessária para iniciar e para piorar a gravidade da lesão.
08:47E a gente tem que observar os sinais clínicos da inflamação.
08:55Vocês têm aí?
08:59É que tá separado, tá fora de ordem o quê, gente?
09:01É porque o quadro, o quadro não tem.
09:03Eu tive que botar no texto corrido, não foi isso?
09:07Deixa eu ver, peraí.
09:09Deixa eu me situar.
09:10Porque essa postila tem algumas coisas.
09:15Ah, é porque não cabe no slide o quadro da classificação, que é muito grande.
09:21Então, assim, deixa eu ver se é isso mesmo que eu tô pensando.
09:23Volta o que eu pulei.
09:29Ah, não, mas eu vou voltar aqui.
09:31Uma por uma.
09:32Uma por uma.
09:34Ai, desculpa.
09:36Graças a Deus, Deus é Pai.
09:37Senão hoje tinha sido uma tragédia, foi mal.
09:40Então, outra coisa que a gente tem que observar.
09:44Sinais clínicos e sintomas.
09:45Deixa eu ver se eu tô ligando.
09:48Associados aos níveis de inserção do periodonto normal.
09:51Ou se ele não tem perda nenhuma, né?
09:53Mas o periodonto reduzido, perda de inserção por doença.
09:57A reversibilidade da doença pela remoção da etiologia.
10:01E o possível papel como precursor da perda de inserção em volta dos dentes.
10:05Então, a gente sabe que nem toda gengivite evolui pra periodontite,
10:08mas que a periodontite, ela é precedida pela gengivite.
10:13Então, quando a gente fala lá da gengivite induzida pela placa,
10:16como eu acabei de citar no estudo de lei, em 1965,
10:20é a inflamação da gengiva que resulta da bactéria localizada na margem gengival.
10:24Então, acumulou placa na margem gengival,
10:27invariavelmente a gente vai desenvolver a gengivite.
10:30Aí, se ela vai evoluir ou não, o periodontite depende do hospedeiro.
10:35Então, a forma mais comum de doença periodontal começa na margem,
10:39que está associada com a quantidade e qualidade da placa,
10:42com a resposta imune e com as diferenças morfológicas no periodonto.
10:46Então, quanto menos gengiva seratinizada, por exemplo, eu tiver,
10:50pior vai ser.
10:51A intensidade individual dos sinais clínicos e sintomas da gengivite
10:57pode variar entre os pacientes e entre os sítios de uma mesma densão.
11:02Então, por exemplo, se você tem uma gengivite em um adolescente
11:05que está lá cheio de hormônio ou na grávida,
11:08o menor acúmulo de placa vai causar reações maiores
11:12do que se a paciente não estivesse grávida, por exemplo.
11:15É até uma vergonha para mim, né, comentar.
11:20Gente, eu não falei para mim comentar.
11:21Isso aqui é uma vergonha para mim comentar.
11:24Pelo amor de Deus.
11:26Não, porque depois das gafes de português que eu dei no slide aqui,
11:29eu tenho que me retratar.
11:31Quando eu estava grávida, eu tive gengivite.
11:35Eu ficava morrendo de vergonha de mim mesma, sabe?
11:37Eu ia escovar os dentes, eu passava pelo dental,
11:39sangrava tanto, sangrava tanto, que eu ia olhar para o dedico,
11:42cara, eu estou deixando acumular placa e não tinha nada, quase.
11:45Eu falei, eu não acredito.
11:46Eu tive gengivite no primeiro trimestre,
11:48que é quando a gente tem esse boom hormonal
11:49e depois as coisas voltaram ao normal.
11:52Então, a suscetibilidade individual,
11:54ela vai determinar quão grande vai ser aquela sua resposta, tá?
12:01Então, as chaves comuns que a gente tem.
12:03Ele tem uma sangramento, sensibilidade, pouca firmeza,
12:06aumento gengival, mas ainda sem a gente perder a estrutura de suporte.
12:10A composição da flora bacteriana da gengivite induzida pela placa
12:15é diferente da flora associada com a gengiva normal.
12:19Só que não tem uma flora específica, mas ela difere da saúde, tá?
12:26Doenças gengivais associadas ao hormônio endócrino.
12:29Então, alguém lembra o nome da bactéria do complexo laranja?
12:33Ou seja, o quê?
12:36Muito bem, eu vou até ela.
12:37Ela se beneficia de quê?
12:40Hormônio, né?
12:42Então, as doenças gengivais associadas ao hormônio endócrino.
12:47Os tecidos periodontais, eles são modulados por andrógenos, estrogênios e progesterona.
12:52Então, as alterações induzidas por hormônios,
12:55elas podem ser explicadas por mudanças.
12:58Da microbiota, da função imune, da propriedade vascular e da função celular.
13:02Então, por exemplo, a grávida, ela é uma paciente que está com o sistema imune deprimido.
13:08Só por estar grávida.
13:09Então, isso favorece ainda mais, né?
13:12Essas respostas exacerbadas dos tecidos.
13:16A gente tem respostas associadas à puberdade,
13:19que estão associadas ao aumento dos níveis de hormônios.
13:24O aumento da inflamação sem o aumento do nível de placa,
13:26que foi isso que eu falei pra vocês.
13:28Então, eu quando tinha X placa ou pouquíssima placa,
13:31ou quase nenhuma,
13:33meus tecidos não respondiam, não demonstravam nada, nenhum sinal de doença.
13:37Quando eu fiquei grávida,
13:39por causa das alterações,
13:41aí a mesma quantidade de placa que anteriormente não era capaz de induzir doença,
13:47naquele momento ela foi.
13:48Gengivite associada ao ciclo menstrual.
13:53Então, raramente as mulheres apresentam alterações gengivais junto com o ciclo.
13:58Mas, se apresentarem, vai ser uma forma mais grande da doença.
14:01As alterações mais comuns da inflamação.
14:04Sinales menos significativos na gengiva durante a ovulação.
14:08Um aumento de 20%, porque é o número, porque é banco que gosta de número, né?
14:12Do exudato gengival em 3 quartos das mulheres.
14:15Quando a gente fala da associação à gravidez,
14:20também está relacionada, vejam que não muda,
14:22está relacionada aos níveis de hormônio.
14:26O aumento da prevalência e gravidade durante o segundo e terceiro semestre.
14:30E as sondagens gengivais de profundidade são maiores.
14:33Ela fez bolsa?
14:35Ela fez o quê?
14:37Pseudobolsa, tá?
14:38Aumento do sangramento gengival ao tóquio e escovação.
14:44E o fluxo do fluido está aumentado também.
14:48Regrija ou desaparece após o parto.
14:50E é relatado em até 5% das grávidas.
14:52Eu faço parte dessa estatística aí.
14:58Granuloma piogênico ou tumor gravístico.
15:02São a mesma coisa?
15:08Só que aí o tumor gravístico é o granuloma piogênico na grávida.
15:16Então é uma resposta inflamatória exagerada.
15:19Sangra muito fácil.
15:21É uma elevação dolorosa.
15:24Da margem gengival ao espaço proximal.
15:26É muito mais comum uma maxila e aparece cedo, logo no primeiro trimestre.
15:30Que é quando a gente começa com essa oscilação hormonal muito grande.
15:35E aí, a gente trata ou não trata ele?
15:37O que a gente faz com a gravidinha?
15:38Só clinicamente falando.
15:41Opera, não opera, deixa pra lá, espera.
15:44Espera o parto, né?
15:47Assunto queridinho meu, que é doença de gengivais induzidas associadas a medicação.
15:52O meu primeiro paciente de especialização foi o Eleandro.
15:56Ele tinha crescimento gengival induzido por anticonvulsivante.
16:00Quais são as três drogas que...
16:01Ciclosporina.
16:03Ciclosporina.
16:04Que é o quê?
16:05Ciclosporina A é o quê?
16:06Que classe de medicação?
16:10Começa com I e acaba com o imunossupressor.
16:15Né?
16:17Não é transplantado com o diabético.
16:20Qual é a outra?
16:20Então, a ciclosporina A, que é o imunossupressor.
16:24O que mais?
16:26Mifedipina, que é o quê?
16:28Antihipertensivo, bloqueador de canais de cálcio.
16:31E qual é a outra?
16:31Que é o quê?
16:39Anticonvulsivante, tá?
16:43Então, a fenitoína.
16:4550% dos usuários podem apresentar alteração.
16:49Tá?
16:51Tá associada...
16:52Por que que essas pessoas, 50% deles, podem apresentar isso?
16:55Tá associada, então, a alterações nos fibroblastos, tá?
16:59Então, tem uma comunidade de fibroblastos na gengiva daquele paciente
17:03que é mais sensível àquela medicação
17:06e aí se comporta de maneira diferente.
17:10Então, leva o alcúmulo de tecido conjuntivo,
17:12resultante da redução do catabolismo da molécula de colágeno.
17:17O segundo...
17:18Na verdade, vocês me falaram o primeiro.
17:19Esse aí é a ciclosporina, que é o imunossupressor.
17:23Afeta até 30% dos usuários.
17:26Talvez, em artigos, enfim,
17:28vocês encontrem uma prevalência maior, né?
17:33Eu já cheguei a ler em 80%.
17:35Só que isso, inclusive, me chamou muito a atenção
17:37porque eu já li que a prevalência era muito superior em artigos.
17:42Só que o livro do Linde,
17:43eu fui lá, eu fiz questão de ler, reler, triler a coisa toda.
17:48Ele bota lá no livro.
17:4925% a 30% dos usuários de ciclosporina A, tá?
17:57Então, a ciclosporina,
17:59ela estimularia a proliferação dos fibroblastos.
18:02E o aumento do número de células ligadas à redução
18:07ou destruição do conjuntivo gengival.
18:09Então, você tem uma quebra da homeostasia,
18:11da renovação do tecido...
18:13da produção e renovação do tecido.
18:18E aí, o seguinte,
18:20dentre essas drogas,
18:21as que geralmente têm um...
18:25o crescimento do paciente é mais grave,
18:29geralmente está relacionado à ciclosporina.
18:31Pode cobrir todo o dente inteiro, até o oclusal.
18:34E aí, esse paciente não consegue se alimentar,
18:35esse paciente não consegue falar,
18:37esse paciente tem que fazer o quê?
18:38Sigurgia para tirar.
18:39E aí, além disso,
18:42está relacionado com a quantidade de placa.
18:44Então, quanto mais placa o paciente tiver,
18:46pior vai ser o crescimento.
18:47E a partir do momento que a gengiva começou a crescer,
18:49é mais difícil ele controlar a placa.
18:51Então, vira uma bola de neve.
18:54E esse pacientezinho, coitado,
18:56o paciente que é transplantado,
18:57toma imunossupressor,
18:58vai conseguir parar de tomar imunossupressor?
19:00Então, ele vai fazer gengivectomia de repetição aí,
19:02porque essa gengiva, infelizmente,
19:04vai continuar crescendo.
19:07Os bloqueadores de canais de cálcio.
19:09O que acontece mais é a infedipina,
19:11em 20% dos usuários.
19:13Estimula o aumento dos fibroblastos gengivais também.
19:17E o aumento da produção da matriz de conjuntivo.
19:21Então, o que acontece nesses casos?
19:22Aumento gengival,
19:23alteração de cor da gengiva,
19:25tem predileção pela região anterior,
19:27mas pode acontecer em todas.
19:29Mais prevalente em pacientes jovens.
19:32E o aparecimento é súbito,
19:33dentro de até três semanas de uso.
19:35Tá?
19:35Tá?
19:35Tá?
19:39Já vi questão,
19:40cai questão em concurso sobre o crescimento, tá?
19:45Normalmente, primeiramente,
19:46é observado nas papilas.
19:48Não está associada a perda de inserção.
19:50Vocês já me disseram que forma o quê?
19:51Pseudo?
19:52Bolsa.
19:54A gravidade da lesão é influenciada
19:56pela quantidade de placa.
19:57Então, quanto mais placa o paciente acumula,
20:00pior vai ser o crescimento de gengival
20:01desse paciente.
20:06Gengivite associada a anticoncepcionais.
20:09Mesma coisa.
20:10Funciona o quê?
20:11Hormônio, né?
20:12Maior incidência de inflamação,
20:14aumento do gengival por edema,
20:16uso em longo prazo pode afetar os níveis de inserção,
20:19e com a diminuição das doses anticoncepcionais,
20:22as mais recentes,
20:23você diminui a prevalência de casos relacionados.
20:26Então, as doenças gengivais associadas
20:30a doenças sistêmicas.
20:34Quem fala uma?
20:35Alguém lembra?
20:36Cola aí.
20:39Nada?
20:42Então, diabetes.
20:44A gente sabe que é o quê?
20:45O segundo maior fator de risco
20:46para a periodontite, não é isso?
20:49Então, a gengivite é frequente
20:51nos pacientes com diabetes mal controlado.
20:54Tem um colega que fala
20:56que a gengiva é o espelho da alma, né?
20:59Então,
21:01quando a gente está em consultório,
21:08e eu trabalho em faculdade,
21:09que a gente vê uma série de pacientes
21:11sendo atendidos ao mesmo tempo,
21:13enfim, a gente vê muito paciente junto,
21:16eu comecei a perceber
21:17que o paciente diabético,
21:19ele não aceita que tenha doença.
21:20Estou falando todos,
21:21mas tem os pacientes que não aceitam.
21:22E ele desconhece como é importante
21:25falar para o profissional de saúde
21:26que ele é diabético,
21:27porque ele é uma série de coisas ruins
21:29que podem acontecer
21:29se ele estiver descompensado.
21:31E aí,
21:33o paciente,
21:34já aconteceu um caso no fundão
21:36de uma paciente diabética,
21:37que aí a dupla de alunas
21:39estava raspando, raspando, raspando,
21:40e não melhorava, não melhorava,
21:41não melhorava,
21:42e elas falaram,
21:42Monique, cara, não aguento mais,
21:44a gente está raspando,
21:44não tem nada,
21:45a paciente continua sangrando,
21:47foi lá.
21:48Quando eu olhei a gengiva dela,
21:50que a gengiva,
21:50para mim, na minha opinião,
21:51não sei vocês, periodontistas,
21:52na minha opinião,
21:53o paciente comprometido sistemicamente,
21:55a gengiva dele não é igual
21:56para o paciente saudável.
21:58Então, a gente pode ter
21:59a mesma gengivite,
21:59a gente pode ter
22:00a mesma periodontite,
22:01do paciente que tem doença sistêmica
22:02é diferente.
22:03Quando eu sentei,
22:04olhei para ela,
22:05eu falei para a paciente,
22:06eu falei,
22:06você é diabética?
22:08Ela começou a chorar.
22:09Aí eu olhei,
22:10eu estava de máscara,
22:10eu acho que meu olho
22:11deve ter molhado fulminante
22:13para as alunas,
22:14porque na anamnese
22:15não estava relatado
22:15que ela era diabética.
22:18Monique, pelo amor de Deus,
22:19a gente perguntou,
22:20ela disse que não,
22:20ela assinou,
22:21ela negou.
22:22Aí eu comecei a conversar
22:23com o paciente,
22:23o paciente chorando,
22:25e ela disse que não aceitava
22:26que tinha doença,
22:27porque tinha um impacto social
22:28muito grande na vida dela.
22:29Então, os amigos saíam
22:31para comer bolinho de bacalhau,
22:32coxinha,
22:32não sei o que,
22:32ela não podia.
22:33Ela queria tomar refrigerante,
22:35ela não podia.
22:36E aí ela só negava a informação.
22:37Então, assim,
22:38a repercussão que a diabetes
22:40mal controlada tem
22:41nos tecidos gengivais
22:43é muito marcante.
22:45E os diabéticos possuem
22:48uma resposta inflamatória
22:48mais pronunciada.
22:50Então, eu preciso de uma quantidade
22:51que, de repente,
22:53num paciente que não é diabético
22:55não causaria nada.
22:56No diabético,
22:57ela faz toda a diferença.
22:59E é uma relação de mão dupla também.
23:01Então, a redução da inflamação
23:02gengival nos diabéticos
23:04vai reduzir a quantidade
23:05de insulina necessária
23:07para controlar os níveis
23:08de glicose no sangue.
23:10Ou seja,
23:11a diabetes influencia
23:12o curso das doenças periodontais
23:14e a infecção periodontal
23:16dificulta o controle glicêmico.
23:19Então, uma das maiores causas
23:21de descompensação da diabetes
23:22é a infecção bacteriana.
23:24E a periodontite é o quê?
23:26É uma infecção bacteriana.
23:29Essa daqui é a radiografia
23:30de um paciente meu
23:31lá da faculdade.
23:33Na época que ele chegou para mim,
23:35ele tinha...
23:37Ai, meu Deus, peraí.
23:39Ele tinha 27 ou 28 anos,
23:41não sei.
23:42Aí, ele mal conseguia enxergar.
23:43Ele vinha acompanhado
23:44com as auxiliares de clínica, né?
23:46Ele se sentava e tal.
23:48Aí, eu olhei para a gingivinha dele
23:49e falei, gente, muito novo,
23:50tem alguma coisa errada,
23:51tem alguma coisa errada.
23:52Ele era super humilde,
23:53trabalhava na lavoura, enfim.
23:55Aí, eu pedi uma série de exames
23:57para ele.
23:58A glicemia dele veio em 300 e pouco,
24:00em jejum.
24:00E a hemoglobina glicada em 11.
24:04Uma coisa...
24:04É.
24:05Foi muito, muito alto.
24:08Não, peraí.
24:0911, não.
24:109,5.
24:109,5.
24:11Tô louca.
24:12E aí,
24:14eu falei para ele,
24:15poxa, você é diabético?
24:16Eu já tinha perguntado na miséria
24:18antes.
24:18Ele falou que não.
24:19Aí, nesse dia, ele lembrou.
24:21Ah!
24:21Minha mãe...
24:22Ah!
24:23Sempre tem esse dia, né?
24:24Oh!
24:24Minha mãe é bi-amputada
24:26com essa diabetes.
24:28Aí, ele soube lá
24:30que era diabetes.
24:31Eu não consegui salvar
24:32os quatro primeiros molares.
24:34Aí, a gente acabou perdendo.
24:35Eles não respondiam
24:36de jeito nenhum
24:37ao tratamento.
24:39Então, uma perda de inserção
24:40muito grande.
24:40Eu não consegui salvar, não.
24:41Ele perdeu primeiro
24:42os dois superiores
24:43e depois os dois inferiores.
24:45Infelizmente.
24:46Mas tá controlado agora.
24:50Além disso,
24:51a gente tem gengivite
24:51associada à leucemia,
24:52que é o papel
24:53do cirurgião dentista.
24:55Pode ser um divisor de águas,
24:56porque uma das primeiras
24:57manifestações é oral, né?
25:00Então, o paciente com leucemia,
25:01de repente, pode se queixar
25:02que tava dormindo
25:03e aí acordou com sangue
25:04no travesseiro.
25:06Enfim,
25:06o nosso papel pode ser
25:07muito importante.
25:09Tá?
25:09O paciente apresenta
25:10adenopatia,
25:11peteques,
25:12úlceras na mucosa,
25:13inflamação
25:14e aumento de endival.
25:16Também já vi
25:17questão sobre isso, tá, gente?
25:18Em concurso.
25:20A gengiva se apresenta
25:21com o tecido esponjoso
25:22inchado,
25:23lustroso,
25:24com aparência vermelha
25:25pra sangrenta
25:26e é mais comum
25:27uma forma aguda
25:28da leucemia.
25:30Além disso,
25:30a gente tem o eritema
25:31linear gengival,
25:32que é uma característica
25:34muito comum
25:34em qual doença
25:35faz imunossupressão
25:36o paciente HIV positivo.
25:38e agora tudo bem, gente?
25:48Então,
25:49é uma faixa
25:49que fica ali na marginal
25:50de 2 a 3 milímetros,
25:52intenso ele tema
25:52na lei gengiva livre,
25:54então dá pra ver direitinho
25:55lá
25:55o contorno
25:57e pode se estender
25:58até a gengiva inserida
25:59ou além da mucosa
26:00gengival.
26:02Pode estar localizado
26:02em 1 ou 2 dentes,
26:03então você olha
26:04uma gengiva dessa,
26:05ok, tem muita placa,
26:06tem muita placa,
26:07mas não é uma gengiva
26:08correspondente
26:09de um paciente
26:10que tivesse a mesma placa
26:11que esse tem
26:12e não tivesse
26:12algum problema sistêmico.
26:17Então, é típico
26:17em paciente HIV positivo.
26:20Além disso,
26:20as doenças gengivais
26:21elas podem estar associadas
26:22à má nutrição.
26:24Então,
26:25deficiência nutricional
26:26pode piorar
26:26a resposta placa
26:27e a mais conhecida
26:29qual é?
26:30Que é a vitaminose C, né?
26:33Que é a deficiência
26:34da vitamina C.
26:36Por quê?
26:36Porque a vitamina C
26:37ela está diretamente
26:39relacionada ao colágeno, tá?
26:41Então, os sinais clínicos
26:42gengiva,
26:43vermelho brilhante,
26:44inchada, ulcerada
26:45e suscetível
26:46a hemorragias.
26:48Além disso,
26:49a gente tem
26:49as doenças gengivais
26:50associadas
26:51à hereditariedade.
26:53Então,
26:53a fibromatose
26:54gengival hereditária
26:55que,
26:57clinicamente,
26:58vai se assemelhar
26:59ao crescimento
27:00gengival induzido
27:01por medicação.
27:01Então, acontece aquilo.
27:03Deixa eu ver
27:03só se tem uma foto
27:04aqui pra gente ver.
27:06Não,
27:07se tiver,
27:08tem na outra.
27:09Então, tem um aumento
27:10da gengiva, né?
27:13Acontece em mais
27:14de um membro
27:15da mesma família.
27:16O aumento gengival
27:17é lento
27:18e começa a acontecer
27:19após a erupção
27:20dentária pode ser
27:21localizada
27:21ou generalizada.
27:22Então,
27:22ah, Monique,
27:23mas como é que a gente
27:23vai fazer a diferença,
27:24então,
27:25de se o paciente
27:26tem crescimento
27:27por medicação
27:28ou se é
27:29uma fibromatose
27:30gengival hereditária?
27:31Então,
27:31isso você faz
27:31anamnese.
27:33Então,
27:33o paciente toma
27:33alguma medicação
27:34que faz crescimento
27:35gengival?
27:36Sim ou não?
27:37Ah,
27:37o crescimento aconteceu
27:38antes ou depois
27:38de começar a medicação?
27:40Tem alguém na sua família
27:41que tenha também?
27:42Tem.
27:43Então,
27:43a gente faz o diagnóstico
27:44diferencial assim,
27:45porque,
27:45clinicamente,
27:46elas se apresentam parecidas.
27:47pode cobrir também
27:50a superfície oclusal.
27:52O agilamento
27:53gengival
27:53não é hemorrágico
27:54e aqui a gente tem
27:55uma...
27:57Isso é uma boca
27:58sem dente
27:58com a gengiva
27:59cobrando tudo.
28:01Dá pra vocês visualizarem?
28:03Agora,
28:03você imagina,
28:04você tem uma doença
28:05hereditária
28:06genética
28:08e aí você tem que
28:09viver fazendo
28:10cirurgia de repetição
28:11pra conseguir
28:13falar,
28:14né?
28:15Comer.
28:17além disso,
28:19a gente tem
28:19as doenças
28:19gengivais
28:20com lesões
28:22inserativas,
28:23por exemplo,
28:23agum,
28:24né?
28:25Dói muito.
28:26Alguém já atendeu
28:27o paciente com agum?
28:28Dói demais,
28:29né?
28:30Coitados.
28:31Tem necrose
28:32de papila,
28:33sangramento gengival
28:34espontâneo.
28:35É mais comum
28:35em pessoas jovens.
28:36Por que eu botei isso
28:37em um mapa vermelhinho?
28:38Porque teve uma questão
28:39de concurso
28:40que
28:40uma das cidades
28:43alternativas
28:44se
28:45abordava isso,
28:48né?
28:49A prevalência
28:50em pessoas jovens.
28:53Coisas menos frequentes
28:54que acontecem
28:55com os pacientes
28:55que têm gum.
28:56Febre,
28:57linfadenopatia,
28:58gosto metálico,
28:59odor desagradável.
29:00E aí, Lucas,
29:01cai naquilo que a gente
29:02estava conversando.
29:03Ah, usa o antibiótico
29:04ou não usa, né?
29:05Então, a recomendação
29:06é que o paciente
29:07apresenta algum sistema,
29:08algum...
29:09alguma alteração
29:11ossistêmica,
29:12febre,
29:13linfadenopatia,
29:14no caso do abscesso,
29:15enfim,
29:16a gente usa, tá?
29:18Porque é uma doença
29:20causada...
29:21Ok, imunossupressão,
29:22óbvio,
29:22está associada.
29:24Só que é causada
29:25por placa e cálculo.
29:26Então, na mesma velocidade
29:27que ela vem,
29:28que é muito rápida,
29:29se você remove a causa,
29:30a placa e o cálculo,
29:31rapidamente também
29:32ela regride.
29:34E aí,
29:35a lesão gengival
29:35tem quatro zonas.
29:37Zona bacteriana,
29:38a zona rica em neutrófilos,
29:40a zona necrótica
29:41e a zona de infiltração
29:42de espiroquetas.
29:44Oi, tudo bem?
29:45Pra não perder o costume.
29:46Tudo bem, prazer, Monique.
29:47Pra não perder...
29:48Não foi você da outra vez também?
29:49Então, pronto.
29:51Pra não perder o costume.
29:52Toda vez que tu sair,
29:53vai ser...
29:53Quer falar nisso?
29:54Não tinha Monique
29:54aqui na sala?
29:57Ai, bebê, viu?
30:00Como é que a gente trata
30:02as doenças gengivais
30:02induzidas por placa?
30:04Medida de higiene oral,
30:06dentifrice, escova,
30:07o mecanismo de limpeza
30:08interdental pra ajudar
30:09e remoção dos fatores
30:11de retenção de placa,
30:12senão não adianta nada.
30:13A gente faz, faz, faz,
30:14o paciente volta pra casa
30:15e aí acumula a placa
30:17e cálculo de novo.
30:19Quando ele tiver
30:20condição sistêmica associada,
30:22o plano de tratamento
30:22vai ser combinado
30:23com o profissional médico,
30:25tá bom?
30:26Pra gente conseguir atingir
30:27todas as causas
30:28dessa alteração
30:29gengival que ele tem.
30:31Quando as lesões inflamatórias
30:33não são induzidas
30:34pela placa bacteriana?
30:35A inflamação gengival
30:37não acontece sempre
30:39pelo acúmulo de placa
30:40e apresenta aspectos
30:41clínicos característicos.
30:43Então são elas,
30:44lesões gengivais
30:45de origem bacteriana específica,
30:46por exemplo.
30:50Bacteriana, é.
30:54Qual é?
30:55Um exemplo.
30:56Da bacteriana específica,
30:58doença gengival
30:59não induzida por placa,
31:02não induzida por placa
31:03de origem bacteriana específica?
31:11Cola aí, gente.
31:13Qual é?
31:19A gente tem...
31:21Vamos lá, a gente tem hoje.
31:22Bactéria, vírus, fungo
31:24e origem genética.
31:25A gente vai fazer todas.
31:27Origem sistêmica
31:28e as traumáticas.
31:29Bacteriana específica.
31:31Alguém?
31:31E aí?
31:37Os patógenos não relacionados
31:38à placa,
31:39quem é um conhecido?
31:44Então os pacientes
31:45têm gonorreia,
31:46têm sífilis,
31:47ele pode apresentar alterações.
31:50Gente, eu nunca vou esquecer
31:51quando eu estava na Veiga,
31:53que eu fiz metade da faculdade
31:54na Veiga e metade em Brasília.
31:56Eu fui para a prova,
31:57sei lá do que,
31:57nem me lembro mais
31:58o que era.
31:59Ah, e tinha que decorar
32:00as bactérias, não sei o que.
32:01E passou batida da sífilis,
32:03assim por mim,
32:03eu não lembrava o nome,
32:04não sabia do que era.
32:05Aí uma amiga minha,
32:06Dani,
32:07também não vou esquecer,
32:08estou até grávida ela.
32:09Falou, Monique,
32:11pensa assim,
32:12qual é a bactéria da sífilis?
32:14Primeiro, para você pegar sífilis,
32:17trepo,
32:18treponema.
32:20E aí você descobre
32:22que tem sífilis.
32:24Pálida,
32:25treponema pálido.
32:26Eu falei,
32:27nunca mais me esqueci,
32:28eu falei,
32:28cara,
32:29ótimo,
32:29treponema pálido.
32:32Então,
32:33as lesões vão se manifestar como?
32:35Ulcerações edematosas,
32:36vermelhas,
32:37dolorosas,
32:37ardência.
32:38E elas se manifestam
32:41de formas diferentes
32:42da gengivista
32:42induzida pela placa, né?
32:45Quando a gente tem
32:45origem virótica,
32:46qual é uma conhecida
32:47beça nossa?
32:50Que faz o quê?
32:53Que tipo de lesão
32:54que ela faz?
32:56Vesícola.
32:57E depois faz o quê?
32:58Úlcera.
33:00Então,
33:01são causadas pelo vírus,
33:03herpes simples,
33:03tipo 1,
33:05que geralmente causa
33:05lesões bucais.
33:07a tipo 2,
33:08que ocasionalmente
33:10causa
33:11e a varicela zoster.
33:15A gengivista
33:16matite herpética
33:17ocorre antes da adolescência.
33:19A minha dupla
33:20de faculdade de Brasília
33:21tinha.
33:21Ela fez a biópsia
33:24para saber se era isso mesmo.
33:26Coitada.
33:26Aparecia a afta
33:27na boca dela toda,
33:28a substância sofria.
33:31Inclui o quê?
33:32Gengivite grave,
33:33dolorosa,
33:34vermelhidão,
33:35ulceração
33:36e edema.
33:37Manifestação clínica.
33:39Então,
33:39a gente imagina,
33:40quando a gente de vez em quando
33:41erra na escovação
33:43e bate
33:43e faz uma afta
33:45desse tamanhozinho,
33:46a gente já fica
33:47quase de cama, né?
33:49Imagina só a afta
33:50na boca inteira.
33:51Então,
33:51você forma vesículas
33:52que vão se romper,
33:53coalecer,
33:54tomando úlceras,
33:55que são cobertas
33:56por fibrina,
33:57o paciente vai apresentar
33:58febre,
33:59linfadenopatia
34:00e a recuperação dele
34:01só aguardar o ciclo
34:02do vírus.
34:02O paciente se recupera
34:03de 10 a 14 dias.
34:04A reativação do vírus
34:09pode acontecer
34:10em até 40%
34:11dos casos,
34:12vai se manifestar
34:13como herpes labial
34:14e ocorre mais de uma vez
34:16por ano
34:17no mesmo lugar.
34:21Vamos lá,
34:22o que que provoca
34:22a reativação
34:24do vírus latente?
34:25O que que vocês acham?
34:26Isso aí.
34:33Febre,
34:33menstruação,
34:34outros.
34:34E a gente trata como?
34:35Remove placa
34:36para limitar
34:37essa
34:38superinfecção
34:40bacteriana.
34:42Nos casos graves,
34:43o antiviral sistêmico
34:47tipo a ciclovir,
34:49que é um também
34:49dos nossos mais famosos, né?
34:51Herpes zóster,
35:01o vírus que causa
35:02catapora.
35:04Então,
35:05as lesões intrabucais
35:06são úlceras pequenas,
35:08a reativação
35:09ocorre
35:09em até 20%
35:11dos casos,
35:12as lesões cutâneas
35:13podem vir acompanhadas
35:14das intrabucais.
35:16sintoma,
35:18dor,
35:19parestesia,
35:20as vesículas
35:21que vão formar
35:22as úlceras
35:22e a cicatrização
35:24de uma,
35:24duas semanas,
35:25mais ou menos
35:25no mesmo tempo
35:26do anterior.
35:28Para tratar,
35:29dieta líquida e leve,
35:30repouso,
35:31remoção
35:31atraumática
35:32da placa
35:32para não piorar,
35:34mochecho com
35:34clorexidina
35:35e o tratamento
35:37com o antiviral,
35:38ele é só suplementar.
35:40Você tem o vírus,
35:41esperar o ciclo dele
35:42acabar,
35:43você tem a remissão.
35:44Essa é mole.
35:47Qual é a mais famosa
35:48da gente?
35:50Cangigise.
35:52Acontece geralmente
35:52em paciente o quê?
35:54Imuno suprimido, né?
35:57Então é a infecção
35:58fúngica mais comum,
36:00a candida albicans
36:01é a mais frequentemente
36:02alcançada,
36:03mas existem
36:04outros tipos
36:05de candida
36:05também
36:06que podem causar.
36:09Então é um patógeno
36:11oportunista,
36:12é o mais frequente
36:13micro-organismo
36:14comensal
36:15que a gente tem
36:15que apresente
36:16até 48%
36:17dos adultos
36:18saudáveis.
36:21Atinge
36:21até 80%
36:23do total
36:24da população
36:25de leveduras
36:25da boca.
36:26Então ela quase
36:27predomina,
36:28quer dizer,
36:28ela predomina, né?
36:30Ocorre por quê?
36:32Imunossupressão,
36:33redução
36:34de secreção
36:35ao salivar,
36:36tabagismo,
36:38uso de corticoide,
36:39alteração
36:40da microbiota
36:40pelo uso
36:41de antibiótico,
36:42porque daí você
36:42libera espaço
36:43para competir
36:44os competidores,
36:45você está acabando
36:45com um tipo,
36:46favorece o outro
36:47tipo de micro-organismo
36:48e outros fatores
36:50relacionados
36:51à predisposição.
36:52Como é que ela
36:52se manifesta?
36:54Pode ser
36:54pseudomembranosa,
36:55que são essas
36:56placas brancas
36:57bem características,
36:58removidas,
36:59podem ser removidas
37:00com gase
37:01e geralmente
37:04não tem outros sintomas.
37:05Ela pode ser
37:06itematosa,
37:07pode ser observada
37:08em qualquer lugar
37:08da mucosa,
37:09que são as lesões
37:10vermelhas e doloridas
37:11e da tipo placa,
37:13já vi questão
37:13também cair isso
37:14em concurso,
37:16os tipos de canjizo
37:18que a gente tem,
37:19que a tipo placa
37:20tem essa placa
37:21branca senta
37:21que não pode ser
37:22removida,
37:23lembram que a primeira
37:23pode?
37:24Essa não pode,
37:26também não apresenta
37:26sintomas
37:27e nem pode ser
37:29distinguida
37:30da leucoplasia.
37:33Manifestação,
37:34ó gente,
37:34que fofo,
37:35deixa só um lá
37:36para segurar
37:37a PPR.
37:45Aí como manifestação,
37:46a gente tem
37:47a candidose nodular
37:48também,
37:49pouco frequente
37:50na gengiva,
37:51tem nódulos
37:52pouco elevados,
37:53é coloração
37:54branca,
37:55senta
37:55ou avermelhada.
37:57Como é que a gente
37:57faz o diagnóstico?
37:58Cultura,
37:59esfregaço
37:59e biópsia.
38:01Como é que trata?
38:02Antifúngico,
38:03mistatina,
38:04miconis...
38:05miconis...
38:06Eita!
38:08Miconazol,
38:08obrigada!
38:09Eu vou trazer
38:10um microfone
38:10para vocês
38:11agora assim também.
38:13Fala nisso,
38:14alguém gosta
38:14de karaokê?
38:16É que eu vou
38:17na karaokê sábado.
38:18Já estou tensa
38:19aqui, ó.
38:20Vou rifar
38:21própolis.
38:24Karaokê é bom demais,
38:25gente,
38:25não é?
38:27Não,
38:27mas eu não sei,
38:28mas eu acho
38:28que eu sei.
38:30Eu canto mal a beça,
38:31mas eu não estou nem...
38:31Sério,
38:37vocês nunca foram
38:37no karaokê?
38:38Você nunca foi?
38:38Você já foi?
38:40Onde?
38:44É.
38:45O que eu conheci,
38:46que eu fui,
38:46foi na Feira de São Cristóvão.
38:48Já foram lá?
38:49Tem um monte de...
38:49Tem milhares de karaokês lá.
38:52Aí,
38:52a Feira de São Cristóvão
38:53é aquela coisa, né?
38:54Beleza.
38:55Aí eu levo
38:55álcool gel,
38:56porque eu acho
38:57que 90% da população
38:58que vai no karaokê
38:59tem periodontite.
39:00Aí apaga isso,
39:01Alexandre,
39:02é sério,
39:02apaga,
39:02porque senão,
39:03sei lá,
39:03vão brigar comigo.
39:04Aí, gente,
39:04tem um velhinho
39:05com periodontite lá
39:06que tinha bem assim,
39:07dentinho,
39:07um dentinho,
39:08um sim,
39:08um não,
39:08um sim,
39:08um não.
39:09Aí ele virava assim pra mim,
39:10eu te conheço,
39:11você vem sempre aqui.
39:12Eu falei,
39:13pois é,
39:13conhecida do karaokê
39:14da Feira de São Cristóvão,
39:15gente,
39:15eu adoro.
39:16Mas esse agora
39:16eu fui no Terói,
39:17que eu descobri um lá
39:18que tem até palco.
39:18Big Bang,
39:26Big Bang,
39:27já fui lá.
39:32Vamos mais a ver.
39:34Ah,
39:34meu caso,
39:35meu caso.
39:37Foi nada.
39:42Esse pier eu descobri recentemente,
39:44lá em Niterói,
39:44no fundo de Niterói,
39:45num buraco lá em Niterói,
39:46gente,
39:46tem até palco,
39:47você entra por trás do palco,
39:48tipo alguém te chamando mesmo,
39:49e agora você,
39:50não sei o que,
39:51você entra pela cortina,
39:52você não vai lá.
39:53Pois é,
39:54a periodontia.
39:56Aí voltando,
39:57o eritema linear gengival
39:59é uma manifestação
40:00da imunossupressão,
40:02que nem a gente tinha visto
40:02anteriormente,
40:03da GUM.
40:05A gente tem uma linha
40:08eritematosa,
40:10a gengiva livre,
40:12e aí a gente tem essa
40:13disposição.
40:16Então é desproporcional
40:17a intensidade,
40:18inflamatória,
40:19a quantidade de placa,
40:20não responde bem
40:21a remoção da placa.
40:23Prevarência
40:23para ser infectados
40:24pelo HIV.
40:25Por que que não responde
40:26bem a remoção da placa?
40:27Porque está associada
40:28à imunossupressão.
40:31Além disso,
40:31a gente tem
40:31a estoplasmose,
40:33que é uma doença
40:34granulomatosa
40:35causada
40:36por
40:36estoplasma capsulato.
40:39Isso é muito comum
40:40na América do Norte.
40:43Então,
40:43esses esporos
40:44estão dispersos no ar.
40:45as lesões bucais
40:47vão acontecer
40:47em até 30%
40:48dos casos
40:49de pacientes
40:52com estoplasmose
40:53pulmonar
40:53e 66%
40:54da forma disseminada
40:55da doença
40:56que é muito grave.
40:58Então,
40:59pode afetar
40:59qualquer área.
41:01É inicialmente
41:02nodular
41:03ou papilar,
41:05posteriormente
41:05ulceração
41:06e perda
41:08do tecido
41:08gengival
41:09e pode ainda
41:09ser granulomatosa.
41:12Então,
41:12essa é uma foto
41:13de um paciente
41:13com estoplasmose.
41:16Então,
41:16o diagnóstico
41:17é feito
41:17clinicamente
41:18e estopatológico
41:19ou cultura.
41:21O tratamento
41:22é terapia
41:23antifúrgica
41:23sistêmica.
41:24Então,
41:24não é uma doença
41:25simples,
41:26é uma doença grave.
41:29E aí,
41:30as lesões
41:30gengivais
41:31de origem genética,
41:32fibromatose
41:33gengival
41:33hereditária,
41:36que faz
41:37hiperplasia gengival,
41:38aumento da gengiva,
41:39que pode cobrir
41:41completamente
41:41os dentes.
41:44Extensas
41:45pseudobolsas.
41:46Quem são
41:46as pseudobolsas?
41:48São as bolsas
41:49falsas,
41:50onde não há o quê?
41:51Perda de inserção.
41:53Você tem o quê?
41:53O crescimento
41:54da gengiva.
41:56Muito bom.
41:58E a coloração
41:58pode ser normal
41:59ou ele tem
42:00a tosse
42:00se estiver inflamado.
42:01Esse é o caso.
42:04O paciente
42:04vai ter problema estético,
42:05obviamente,
42:06funcional,
42:06não vai conseguir
42:07mastigar.
42:09Observada
42:09em dados
42:10precoces,
42:11pode interferir
42:11ou impedir
42:12a erupção
42:13dos dentes.
42:14E o tratamento,
42:14infelizmente,
42:15é remoção cirúrgica
42:16em cirurgias seriadas,
42:18que a recorrência
42:19vai acontecer.
42:19teste.
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