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No Visão Crítica, Kim Kataguiri (União - SP) expressa sua profunda decepção com a Câmara, atacando o Centrão e afirmando que "debate sério não dá voto". Ele defende que "não devia ter um centavo de emenda parlamentar". Arlindo Chinaglia (PT-SP) reforça a crítica, questionando o real interesse dos parlamentares por trás desses valores. Ambos os deputados revelam bastidores e detalhes da dinâmica atual em Brasília, expondo um cenário onde o "problema é muito maior que Bolsonarismo" e a governabilidade é refém de acordos.
Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/OkL-4QqRR2c
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NotíciasTranscrição
00:00Kim, você está no segundo mandato, né?
00:02Isso.
00:02Segundo mandato e mais novo também.
00:04Kim, você pegando esse gancho, quer dizer, por que o Congresso, a Câmara em particular,
00:11não debate as grandes questões nacionais que nós teríamos condições de responder
00:16a medidas do tarifácio?
00:18Responder não no sentido de uma mera retaliação, nada disso.
00:21Responder, eu penso, com uma proposta econômica, uma nova visão do Brasil, etc, etc.
00:26Por quê?
00:26E se você, nessa história toda, sendo o mais novo no segundo mandato, se decepcionou
00:30na Câmara?
00:32Não, porque eu me decepcionei, não tenho a menor dúvida disso, né?
00:34Eu tinha uma expectativa muito maior em relação à relevância dos debates sendo levados na
00:38Câmara dos Deputados.
00:39E eu acho que o problema também é o bolsonarismo, mas vai muito além dele.
00:44E aí eu acho que o problema é muito maior e mais estrutural do que o Arlino está colocando.
00:51Nós temos hoje, a maior parte dos deputados, eu vou chutar 300, talvez o Arlino tenha um
00:55número mais preciso, mas deputados do que nós chamamos de centrão, que são parlamentares
01:00que não se elegem com proposta, não se elegem com ideia, não se elegem com projeto.
01:04É o deputado que se elege basicamente porque o eleitor não sabe o que faz um deputado federal.
01:08E aí quando o eleitor vê um deputado inaugurando uma quadra, uma creche, asfaltando uma rua,
01:13acha que o deputado está trabalhando.
01:15Isso não é trabalho de deputado, isso é trabalho de prefeito, secretário, governador,
01:18ministro, presidente da república.
01:19Só que o parlamento, ele sequestra um pedaço do orçamento, outro pedaço do orçamento
01:25o governo utiliza para pagar o parlamento, para formar a base parlamentar, tem maioria
01:29para aprovar os seus projetos.
01:31E a maior parte dos parlamentares nem lê o que vota.
01:34Eu falo isso com muita tranquilidade.
01:36Eu chego no plenário, a maior parte dos deputados não sabe o que está votando.
01:39Olha para o painel, vê a orientação do líder, segue o líder.
01:43Quando é uma matéria de interesse do governo, os parlamentares do centrão,
01:47eles só querem saber se o governo está pagando e se está pagando quanto de emenda
01:50para a sua base eleitoral.
01:52Não quer saber do mérito, não quer saber daquilo que está sendo votado.
01:56Há, portanto, esse bloco gigantesco, majoritário na Câmara do centrão.
02:01E há outro bloco que são deputados que não são do centrão, que não se elegem com emendas,
02:07que se elegem com voto, entre aspas, de opinião, mas que são absolutamente desqualificados.
02:11Eu vou citar um exemplo.
02:12Nós tivemos recentemente o voto da sessão do Congresso Nacional
02:16para votar os vetos em relação ao PL das eólicas offshore.
02:20E tinha um monte de jabuti lá que era para discutir sobre produção de energia elétrica,
02:25eólica, fora da terra.
02:28E colocaram lá a obrigatoriedade de se contratar termoelétrica,
02:31e colocaram lá a obrigatoriedade de se contratar pequena central hidrelétrica.
02:34Enfim, se a gente num leilão hoje consegue contratar uma energia de hidrelétrica
02:40a 200 reais o megawatt hora, numa termoelétrica ou numa pequena central hidrelétrica,
02:45isso vai para 450 reais o megawatt hora.
02:49Então a gente estava debatendo lá um custo de 200 bilhões de reais na conta de luz
02:54nos próximos 10 anos, num veto do Lula.
02:57O governo fez um acordo, os petistas votaram no Senado, e salvo engano na Câmara também,
03:05para derrubar esse veto num acordo com o Centrão.
03:08Os bolsonaristas votaram para encarecer a conta de luz, também para derrubar o veto,
03:14mas eles não participaram desse acordo com o governo.
03:17Eles só votaram porque eles não tinham a menor noção do que eles estavam fazendo.
03:20E depois, quando a imprensa bateu nos bolsonaristas, falando
03:24mas e aí, se eles votaram para aumentar a conta de luz junto com o PT,
03:27eles nem sabiam o que eles tinham votado.
03:29Eles não sabem o que é PCH, não sabem o que é termoelétrica,
03:31não sabem o que é mercado cativo, o que é mercado livre de energia.
03:33Eles não tinham a menor noção do que eles estavam falando.
03:35Não sabem o que é eólica onshore, muito menos offshore.
03:38Então assim, é uma mistura de desinteresse com a pauta nacional,
03:43porque o que elege o sujeito é o dinheiro na base dele,
03:45com desqualificação de gente que não precisa de trabalho sério para se eleger.
03:54Porque infelizmente, a chancela do eleitor não é uma chancela de qualidade.
04:01Você ter muitos votos, ser bem votado, ou sequer ser eleito,
04:05não significa que você faz um trabalho sério e competente.
04:07Aliás, tem uma expressão muito boa, que um deputado já me contou na Câmara,
04:11de gente que é muito boa de palco, é muito boa de trabalho,
04:15é muito boa de articulação política, de aprovar relatório, de debater Brasil,
04:19mas é ruim de bilheteria, é ruim de voto.
04:22E é comum que isso aconteça.
04:24É comum, inclusive, que...
04:26Eu vou citar um exemplo aqui de São Paulo.
04:27O deputado Henrico Mizazi, foi meu colega na última legislatura,
04:31colega do Arlinho também.
04:32Um cara muito qualificado.
04:33Fazia um debate, se dedicava a questões do saneamento básico,
04:37debatia questões de infraestrutura urbana com muita qualidade.
04:40Fazia, assim, um dos trabalhos mais técnicos e sérios que eu vi na Câmara,
04:46de debater país mesmo.
04:47Perdeu a eleição.
04:49Porque, infelizmente, o debate sério, técnico de país,
04:54não elege, não dá voto.
04:55Você tem voto por outras razões.
04:57Fazer um debate sério, técnico, debater questões estruturantes,
05:01porque eu respeito quem tem uma visão de mundo diferente da minha,
05:07mas quer alcançar o mesmo objetivo.
05:08Olha, eu quero ter um país desenvolvido,
05:10mas eu acho que esse meio que você está defendendo,
05:13vamos citar uma coisa,
05:14sei que o Arlindo discorda de mim da independência do Banco Central,
05:17mas acho que ele concorda comigo que nós precisamos ter uma moeda forte.
05:21Claro.
05:21Nós temos uma divergência de meio.
05:23Claro.
05:24Agora, o que eu não respeito,
05:25é o sujeito que sequer tem posição,
05:27porque ele não tem nem a qualificação para ter uma posição.
05:30E esse é o grupo majoritário na Câmara,
05:32é por isso que a gente não tem debate de país.
05:34Olha, é importante essas questões que estão sendo lembradas aqui,
05:37que para você pensar, o ano que vem tem eleições,
05:40toda a renovação da Câmara dos Deputados,
05:43para ficarmos no Congresso Nacional,
05:46e dois terços do Senado.
05:48Claro que também todas as assembleias das 27 unidades da federação,
05:53porque nós desprezamos,
05:54esse é um velho problema seu,
05:55acho que dos eleitores brasileiros,
05:57acho que todos,
05:58esquecer a importância do legislativo.
06:01você lembra de quem vota para presidente,
06:03lembra de quem você vota para governador e até para prefeito,
06:06e esquece de quem vota para vereador,
06:08deputado estadual, federal,
06:10e senador também, né?
06:11Não tanto, mas também.
06:13Mas, Kinalha, você queria falar uma observação?
06:15Não, não, eu...
06:17A observação que o Kim fez
06:20não significa que eu não percebo o que eu não falei.
06:25Não, vou te explicar.
06:31Veja, que é muito pior,
06:33eu não tenho nenhuma dúvida.
06:36Qual é o problema da emenda hoje?
06:37Não há nada mais popular no Brasil do que emenda.
06:43Não há nada mais popular.
06:44Emenda parlamentar, o senhor está sendo...
06:45Emenda parlamentar, a famigerada.
06:49Eu não me...
06:49Teve, quando eu cheguei,
06:51tinha duas que não apresentavam emendas,
06:53o orçamento era eu e o genuíno.
06:56Só que, onde você fosse,
06:58te colocava o microfone na cara,
07:00falou, o que você trouxe para a cidade?
07:02E se você não tivesse levado nada,
07:03você não era nada.
07:05Eu fui relator geral do orçamento em 2011.
07:10Pensando nisso,
07:11eu inventei algo que apelidei de
07:15emenda de iniciativa popular.
07:18Não era, vou explicar.
07:20Sim.
07:21Municípios até 50 mil habitantes
07:23no Brasil inteiro receberiam verba
07:25sem precisar passar por emenda.
07:29Até 5 mil era 300 mil,
07:31isso há 20...
07:35Quantos anos atrás?
07:3611...
07:37Há 14 anos atrás, não é isso?
07:40Sim.
07:41Até 5 mil habitantes,
07:43300 mil,
07:44de 5 a 10, 400,
07:46de 10 a 20, 500,
07:48de 20 a 50,
07:49600 mil reais.
07:50em valores atuais seria um valor
07:52bom, melhor, né?
07:55A única exigência
07:57era o prefeito
07:59e o presidente da Câmara
08:01chamarem juntos
08:03uma audiência pública.
08:05Para quê?
08:06Para a população decidir
08:08para onde ia aquela verba.
08:09Então, você tinha...
08:11Eu tinha dois objetivos.
08:13Primeiro este,
08:14a população entender
08:15que ela tem poder
08:17para trazer as pessoas
08:19para uma participação.
08:21E o segundo objetivo
08:22é que você poderia
08:24fiscalizar o executivo.
08:27Eu vou fazer uma reforma
08:28nessa escola,
08:29vai ficar em 250 mil.
08:30Um mestre de obras,
08:32um pedreiro
08:32experiente,
08:34ia falar,
08:34eu faço por 150.
08:37Então, é uma maneira
08:37de você fiscalizar
08:38o executivo
08:39e o gasto público.
08:41Comecei com um problema
08:42injusto dizer
08:44porque eu não posso
08:44falar nomes.
08:47Foi bem recebida
08:48a proposta?
08:49Não,
08:50eu comecei
08:50tendo divergências
08:52no PT.
08:52Ah, já começou ali.
08:54Não,
08:55no PT,
08:56eu tenho que contar,
08:57eu tenho que ser honesto aqui.
09:00O PT,
09:02quem estava contra
09:04não sei o que,
09:05não sei o que,
09:05todo um debate,
09:06aí exigiram
09:07para eu poder fazer
09:08um acordo
09:09que fosse tudo
09:09para a saúde.
09:11Eu não tinha alternativa,
09:12eu aceitava isso,
09:13contrariado,
09:15ou não passava
09:16da bancada do PT,
09:17por causa de alguns.
09:19Mas,
09:20deu uma divergência total,
09:22mas,
09:23consegui organizar
09:25e ganhamos.
09:25A Dilma não vetou,
09:26mas depois também
09:27não foi executada.
09:30Eu estou dando
09:30esse exemplo
09:31por causa disso.
09:32Então,
09:34hoje,
09:34começou com o prefeito,
09:37depois vereador,
09:37hoje todas as universidades,
09:39hoje não tem
09:40nenhuma organização
09:42que possa receber
09:43verba que não peça,
09:46que não peça.
09:46Então,
09:48e por que eu sou
09:49radicalmente contra?
09:50Apesar disso,
09:51nós estamos,
09:53digamos,
09:53você é avaliado
09:55se você mandou
09:57ou não emenda.
09:58Hoje eu mando,
09:59mas eu já recebi
10:00mais de 70 títulos
10:01de cidadão
10:02pelo interior paulista.
10:05Em todas as homenagens,
10:06é porque eu tinha
10:07feito pela cidade.
10:08Em todas,
10:10em todas,
10:11eu falei contra emenda.
10:12E uso exemplos.
10:14Você pega,
10:14por exemplo,
10:15o teto de gastos,
10:16o famigerado.
10:18Durante 20 anos,
10:19estava proibido
10:21de aumentar
10:21um centavo
10:22acima da implação
10:23a verba em várias áreas.
10:25Eu falo,
10:25um deputado
10:26que votou a favor
10:27do teto de gastos
10:28e que trouxe
10:29um milhão
10:29para a sua cidade.
10:30Durante 20 anos,
10:31ele vai impedir
10:32a sua cidade
10:34receber em todas
10:35as áreas,
10:36praticamente.
10:37Ele trouxe dinheiro
10:38para a cidade
10:38ou tirou o dinheiro
10:40da cidade?
10:41Eu queria pegar
10:41esse gancho,
10:42com a sua licença,
10:43que nós vamos voltar
10:44à discussão
10:44do tarifácio,
10:45quem nos acompanha,
10:45mas eu não posso
10:46perder a oportunidade
10:47de perguntar
10:48para quem
10:48se ele também
10:49é cobrado
10:50sobre emendas parlamentares
10:51e qual a sua posição.
10:52Ah, não, claro.
10:53Isso aí é
10:54todos os hospitais,
10:57todas as escolas,
10:58os governadores,
10:59os governadores,
11:00não, só um, né?
11:01O governo do estado,
11:02as prefeituras,
11:04isso todo lugar
11:04que você vai,
11:05todo mundo pede emenda,
11:06pergunta sobre emenda,
11:08a coisa,
11:10como o Kenalha
11:11colocou,
11:11uma das coisas preferidas
11:12do veículo de imprensa
11:13local é noticiar a emenda
11:15e eu sou absolutamente contra,
11:16acho que não tinha
11:16que ter um centavo
11:17sequer de emenda parlamentar,
11:19porque isso foi
11:20uma experiência
11:21que eu tive logo
11:21no início do mandato,
11:22minha primeira missão oficial
11:23foi a convite
11:24do governo do Japão,
11:25eu conheci a dieta
11:27que é o parlamento japonês,
11:29teve até um caso
11:30engraçado
11:30que na área aqui
11:31organizaram
11:33o nosso itinerário
11:34e falaram,
11:35bom,
11:35vocês que são
11:36deputados jovens
11:37que estão vindo
11:37nessa missão,
11:38vamos levar vocês
11:39para conversar
11:39com deputados jovens
11:40do parlamento japonês
11:41e aí a gente
11:43foi recebido
11:44por parlamentar
11:45e disse,
11:45olha,
11:45aqui eu tenho
11:45muita dificuldade
11:46de ter credibilidade
11:47de levar minhas propostas
11:48em frente
11:49porque eu sou muito jovem,
11:49eu estava no meu
11:50primeiro mandato
11:51aqui no Brasil
11:52e aí eu perguntei
11:53para ele,
11:53bom,
11:53quantos anos você tem
11:54para você ter
11:55essa dificuldade
11:56de credibilidade
11:56aqui dentro do parlamento?
11:57Ele,
11:5745 e aí,
11:59e você,
12:00quantos anos você tem?
12:00Eu,
12:0023.
12:03Esse foi um episódio
12:05engraçado,
12:06mas a relação
12:07com a emenda
12:07foi que nessa
12:08mesma conversa
12:09eu perguntei
12:10sobre como é
12:11que funcionava
12:11as emendas parlamentares
12:13no Japão
12:13e aí primeiro
12:15ele não entendeu,
12:15como assim,
12:16que emenda parlamentar?
12:17Eu falei,
12:17não,
12:18assim,
12:18o deputado vai lá,
12:19faz uma indicação
12:19para o orçamento,
12:20no orçamento
12:20depois é executado
12:21no estado dele e tal
12:22e ele perguntou,
12:24tá,
12:25mas o que que é isso?
12:25O que que foi isso aí
12:26nesse seu país?
12:27Foi um escândalo?
12:27Gente foi presa?
12:28Eu falei,
12:28não,
12:29não,
12:29não,
12:29todo mundo faz,
12:29é legalizado,
12:30é um sistema que existe.
12:32Não,
12:32mas como assim?
12:33Isso pode?
12:34É legal?
12:34É,
12:34então assim,
12:35para mim é isso,
12:36um país sério
12:37tem essa postura,
12:38como assim,
12:38um parlamentar?
12:40Nos Estados Unidos
12:40tem até uma expressão
12:42pejorativa,
12:43para o deputado
12:44cujo objetivo
12:46é pegar um pedaço
12:47do orçamento
12:47e levar para a sua base,
12:49eles chamam de
12:49port barrel,
12:50o barril de porco,
12:52uma coisa de deputados
12:53de baixíssimo clero,
12:54gente que não debate
12:55uma pauta ideológica,
12:57o interesse maior
12:58do seu distrito
12:58ou do seu país
12:59para querer levar
13:01uma obra ou outra
13:03para o processo.
13:03O lobby ali
13:04é regulamentado,
13:05inclusive,
13:06né?
13:06É,
13:06não,
13:07o que também aqui
13:08é uma hipocrisia gigantesca,
13:10né?
13:10É,
13:10tem projeto
13:11para legalizar o lobby,
13:12acho que desde um senador
13:13Marco Maciola,
13:15que faz tempo
13:15essa história
13:17e não...
13:17Se não me engano,
13:18tem a relatoria do Zaratini,
13:19né?
13:19Um projeto de regulamentação
13:21de lobby na...
13:21E porque, assim,
13:22hoje,
13:23nós fingimos que não existe,
13:24né?
13:25Para o mundo do direito,
13:27para o mundo dos autos,
13:28mas todo mundo...
13:29E é feio, né?
13:30Falar o lobby,
13:31não,
13:31agora são diretor
13:32de relações institucionais.
13:34E aí,
13:34todas as empresas têm
13:36sindicato,
13:37hospital,
13:38escola,
13:38tudo,
13:39tudo tem lobby,
13:40tem pressão,
13:41tem associação,
13:42dentro do Congresso Nacional,
13:43e a gente tem essa hipocrisia
13:45de...
13:45Ah, não,
13:45não vamos regulamentar
13:46porque lobby é ruim,
13:47lobby é feio,
13:48e todo mundo recebe lobby,
13:49tem lobbyista no plenário,
13:50toda votação tem lobbyista no plenário.
13:52Comigo eu não deixo.
13:52Quando tem uma matéria
13:53de interesse,
13:54hoje em dia,
13:55não sei como...
13:56Não foi presidido por você,
13:57Alino,
13:57mas nas duas legislaturas
13:59que eu participei,
14:00isso é verdade,
14:01tem outras profissões
14:03que entram lá.
14:06Agora eu fiquei curioso.
14:09E eu chegava a parar a sessão
14:14e falar,
14:15para botar para fora,
14:17os policiais legislativos,
14:19se você conversar,
14:20eles podem te contar,
14:22porque eles não conseguem segurar
14:25o deputado
14:25que entra com o lobbyista,
14:27o deputado,
14:28ele acha que ele fica mais importante
14:30se ele levar um parente
14:32ou um eleitor,
14:33qualquer coisa,
14:34um apoiador,
14:34para dentro do plenário.
14:37Você falou da dieta,
14:39eu fui lá,
14:40fui recebido pelo imperador,
14:41você sabe que é uma divindade,
14:43eu e o imperador.
14:46A vida traz essas situações,
14:49mas chegou lá no parlamento japonês,
14:51como presidente da câmara,
14:53eu não fui no plenário,
14:55você fica na galeria,
14:56Estados Unidos,
14:56só na América Latina
14:58que os próprios parlamentares
15:00conspurgam
15:01aquele ambiente
15:03que é
15:04para quem
15:05foi eleito.
15:06Deputado,
15:07eu só vou colocar um parênteses
15:08que eu quero voltar ao tarifácio,
15:09que outras profissões
15:10vão ao plenário
15:11além dos lobbyistas?
15:12Eu também fiquei curioso,
15:13agora você tem que falar,
15:15você levantou?
15:16Não, não,
15:17eu falei na justa medida,
15:20outras profissões.
15:21Tá bom,
15:22então vou mudar de assunto,
15:24é bom.
15:24Ofícios diversos.
15:26Obrigado.
15:27Obrigado.
15:28Obrigado.
15:28Obrigado.
15:28Obrigado.
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