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Em análise política sobre a relação entre a Presidência e o Legislativo, o ex-ministro Aldo Rebelo sentencia a Marco Antonio Villa que "Culpar o Congresso é um atalho para a própria incompetência" da gestão Lula.

O ex-ministro critica a fragilidade econômica do atual governo, que possui apenas duas agendas: "aumentar despesas e aumentar impostos".

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/pBeLKDqpW0s

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Transcrição
00:00Aí eu perguntaria ao ministro, com essa visão de mundo sua, num país, num momento um pouco estranho que nós vivemos na república agora, o ministro se sente politicamente deslocado?
00:14Não. Por quê? Porque existe uma bolha, que é como se fosse o oceano. Você tem a linha d'água, abaixo da linha d'água ninguém vê o que acontece.
00:23Vê o que está acima da linha d'água, o que todo mundo vê. É essa desorientação, essa divisão artificial entre esquerda e direita.
00:31O Brasil não se divide entre esquerda e direita, entre homem e mulher, entre raças, pretos e brancos, num país miscigenado.
00:38O Brasil profundo não está ligado nessa divisão, professor. O Brasil profundo está ligado em valores, que às vezes se sentem representados.
00:48Por exemplo, por que é que Lula tem 50% dos eleitores e o Bolsonaro teve 50% aproximadamente?
00:56Porque o país se divide, mas se sente identificado em alguma coisa do Bolsonaro, que é a ideia nacionalista, o verde e o amarelo, a família, a religião, os valores religiosos,
01:09que às vezes parece que a esquerda desprezou. Não é toda a esquerda que desprezou, mas às vezes a narrativa que vingou foi essa.
01:18E no lado do Lula, o apreço pela justiça social, se comover pela situação da pobreza, as pessoas simpatizam com isso.
01:27O Brasil, no fundo, quer um país nacionalista, um país que proteja os valores da família, que respeite a religião e que lute pela igualdade social e pelos direitos dos mais pobres.
01:42É isso. É esse o caminho que nós precisamos encontrar. A polarização não explica e não representa o Brasil. Vai dividir sempre.
01:51O senhor foi presidente da Câmara dos Deputados, o que não é pouco. O presidente Lula recentemente disse que esse é o pior congresso da história.
02:07Qual é a sua opinião? Esse é o pior congresso da história? E aí, fazendo um gancho, a questão das emendas parlamentares,
02:17que era muito diferente na época que o senhor presidiu a Câmara dos Deputados do que nós vivemos agora.
02:23Ao menos tem casos de deputados que teriam 50 milhões de reais por ano para distribuir para as suas bases.
02:29200 milhões num mandato de quatro anos. E sequestraram 25% do orçamento foi sequestrado pelo Legislativo.
02:37Isso é uma espécie de senso comum. Eu lhe pergunto.
02:40Concordo com o presidente Lula ou com os analistas, que o Lula está dizendo, outros já disseram.
02:46Eu mesmo já disse isso, de certa forma, muito antes dele.
02:51É o pior congresso da história?
02:55Se ele tem as suas deficiências, como resolvê-lo?
02:58Como nós construirmos um congresso frente à sua última fala, que é a discussão dos problemas estruturais do Brasil,
03:08os desafios da terceira década do século XXI.
03:11Enquanto isso, o congresso fica discutindo se nós devemos ter um, dois, três banheiros.
03:16Um põe peruca, outro tira peruca, o outro briga, não sei o quê.
03:22Como que é com a sua experiência de ser, que não é pouco, pelo contrário, de 24 anos no Congresso Nacional?
03:31Professor, culpar o congresso é o atalho para a própria incompetência.
03:38O congresso tem defeitos? Tem.
03:40Esse é o melhor congresso do Brasil, da história?
03:42Provavelmente não. Certamente não.
03:45Agora, esse congresso, qual é a agenda que o executivo propõe para esse congresso?
03:51O presidente Lula só tem duas agendas.
03:54Aumentar despesa e aumentar impostos.
03:57A agenda do desenvolvimento, o governo não tem.
04:00Foi bloqueada pelo próprio governo.
04:03Bloqueado pelo Ministério do Meio Ambiente, bloqueado pelo Ibama,
04:06bloqueado pela FUNAI, bloqueado pelo Ministério das Populações Indígenas,
04:11bloqueado pelas corporações e o presidente faz de conta que não existe.
04:14Só aparece lá, me dá pena um homem com qualidades humanas, como o ministro Haddad,
04:22sofrer as derrotas consecutivas que sofre.
04:25Porque ele só pensa em aumentar impostos para que o presidente Lula tenha mais dinheiro
04:32para gastar num país que está exaurido.
04:35O orçamento não existe mais.
04:36O Estado está parando nas suas funções essenciais.
04:39Não há recursos mais para as Forças Armadas, para as universidades, para as agências.
04:44E vai botar a culpa no Congresso?
04:46Não.
04:46O Congresso é desenvolvimentista.
04:48Pode enviar.
04:49Agora o Congresso tentou reduzir os embargos, a burocracia para o licenciamento ambiental.
04:57O presidente vetou.
04:59O Congresso tentou derrubar o veto.
05:01Houve uma insurreição de ONGs e de gente do governo que é contra o desenvolvimento para impedir o Congresso.
05:10Então o governo e o Congresso têm agendas diferentes.
05:12O governo é um governo modernizante.
05:15É um governo que quer introduzir reformas nos costumes, no comportamento que o Congresso não aceita.
05:21Desse ponto de vista, o Congresso é conservador.
05:23Então você tem um Congresso desenvolvimentista, conservador nos costumes, e um governo que não quer o desenvolvimento ultraliberal nos costumes,
05:34e isso vai entrar em conflito e o governo bota a culpa no Congresso.
05:37Emenda, eu nunca tive direito de assinar, de pagar emenda.
05:43As minhas emendas todas que eu fazia, eu entregava para o PSDB, até para o governo do Maluf,
05:49porque a oposição não liberava emenda.
05:51Só o governo liberava emenda.
05:52Então eu disse, pode liberar para vocês aí, para quem for deputado da base do governo.
05:59Quando eu era ministro da coordenação política, cada deputado da base do governo tinha direito a um milhão de reais de emenda por ano.
06:08Era um milhão de reais.
06:10Agora, veja só também, que não há inocência nesse processo.
06:14Quando a presidente Dilma sofreu o processo de impeachment,
06:19a oposição chegou à conclusão que ela poderia usar o orçamento para se defender.
06:27À medida que tomaram emendas impositivas, tiraram do executivo o recurso para deixar no Congresso,
06:36que era um Congresso dominado pela oposição.
06:39Eu disse na época, eu era ministro, falei para os meus amigos da oposição,
06:43vocês não estão subtraindo essa atribuição da presidente Dilma.
06:48Ela vai ser presidente agora, não será amanhã.
06:51Vocês estão subtraindo o orçamento do Poder Executivo.
06:55E depois de subtraído, ninguém vai mais trazer de volta.
06:59Depois do presidente Bolsonaro fragilizado diante de um Congresso que ele não conhecia,
07:05de um presidente da Câmara com o qual ele não dialogava, que era o Rodrigo Maia,
07:10que era um bom presidente, que tinha boa vontade, mas não havia diálogo.
07:15Essas emendas impositivas foram ampliadas.
07:17Então, na verdade, a Câmara hoje acumula as três funções.
07:22Votar o orçamento, fiscalizar o orçamento e agora também executar o orçamento,
07:29o que é uma coisa completamente absurda.
07:31Professor, quem vota e fiscaliza não pode executar.
07:36Por isso é que há divisão de atribuições.
07:39O executivo executa um orçamento que foi votado pelo Congresso.
07:43A hora do Congresso interferir no orçamento é na hora da votação.
07:46Dizendo, esse recurso vai para aqui, esse vai para ali.
07:49E na hora de fiscalizar.
07:51Quando executa, fiscaliza e vota, a confusão está já prometida e precificada.
08:01Infelizmente, nós estamos indo para o final do nosso encontro.
08:05Eu digo infelizmente porque eu acho que a conversa, e tenho certeza que vocês concordam,
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