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Paulo Henrique Fracaro, CEO da Abimo, disse que a tarifa de Trump pode gerar perdas imediatas de US$ 320 milhões em exportações e encarecer equipamentos essenciais de saúde. O setor depende fortemente de importações dos EUA.

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Transcrição
00:00Vamos conversar agora com o CEO da ABIMO, a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos,
00:05que é o Paulo Henrique Fracaro, que vai falar com a gente sobre os impactos do tarifácio de Donald Trump nessa indústria.
00:11Boa tarde para você, Paulo. Seja bem-vindo ao Real Time.
00:15Marcelo, boa tarde. Boa tarde aos telespectadores.
00:20É muito grato por esta oportunidade, neste momento que o mundo vive duas guerras, a de armas e a de tributos.
00:28Exatamente. Eu queria saber qual é a relação de exportação e importação dessa indústria com os Estados Unidos.
00:36Olha, é muito simples, Marcelo. Nós exportamos mais ou menos, em 2024, quase 290 milhões de dólares.
00:47Por outro lado, importamos dos Estados Unidos 1,6 bilhão de dólares.
00:54Por aí você já vê que nós temos um déficit muito grande com os Estados Unidos.
01:01E para 2025, se nada tivesse acontecido, nós iríamos exportar 320, 330 milhões de dólares,
01:13mas também a importação teria aumentada para 1,8, 1,9 bilhão de dólares.
01:22O déficit continuaria.
01:25Nós somos muito dependentes de uma série de equipamentos importantes para a saúde fabricados nos Estados Unidos.
01:35Pode dar alguns exemplos para a gente, Paulo?
01:37Olha, vamos pensar em equipamentos grandes, tomógrafos, ressonância magnética, alguns ultrassom, raio-x.
01:49Importamos também commodities na área de estruturas, temos muita alicates para cirurgias.
01:57De uma maneira geral, são dispositivos médicos.
02:00Mas o grande impacto, produtos para laboratórios também, reagentes.
02:05Mas o grande impacto fica concentrado em grandes equipamentos.
02:11Paulo, eu queria entender dos dois lados dessa negociação.
02:15Se o Brasil colocar tarifas sobre produtos americanos e esses equipamentos americanos ficarem mais caros para a gente,
02:24o Brasil tem outros países de quem ele possa comprar?
02:26Eu também faço a mesma pergunta, na sequência, sobre as nossas exportações.
02:30Se fica mais difícil vender para os Estados Unidos, a gente consegue também mandar esses produtos nossos para outros lugares?
02:37Então, vamos começar pelas nossas exportações.
02:41A área da saúde não é que nem armas, que você manda e o país utiliza ela depois de um treinamento.
02:48Na área da saúde, nós temos um problema, que é o quê?
02:51O produto tem que ser homologado, registrado pelas agências reguladoras do país que está importando o produto.
03:03Essa regulamentação, esse registro pode tardar de seis meses com muito otimismo até um ano, um ano e meio dentro de uma realidade.
03:15Então, tem um tempo para você procurar novos clientes.
03:20No caso das nossas importações, também tem uma complexidade.
03:26Você pode procurar outros países, como a China, por exemplo, Índia, Turquia.
03:33Mas esses países têm que ter uma infraestrutura apropriada para treinar o nosso pessoal e prover assistência técnica.
03:43E isso também não é fácil.
03:46Então, eu digo que a curto prazo nós vamos perder 320 milhões de dólares em exportação
03:56e vamos ter provavelmente um aumento de custo nos produtos que nós estaremos importando.
04:05A gente sabe que o governo federal quer reunir exportadores para conversar sobre estratégias de negociação.
04:12Se você fosse ouvido pelo governo agora, que tipo de sugestão você daria no que concerne ao seu setor, Paulo?
04:20Diálogo.
04:21Diálogo, aliás, vale para qualquer setor, Marcelo.
04:25O Brasil representa muito pouco na economia americana.
04:30Você enfrentar, então, o americano com as mesmas armas, quem tem mais a perder somos nós.
04:38É lógico que nessa imposição do americano, ele está misturando economia com política.
04:46E é uma combinação como água e óleo.
04:49Não se mistura.
04:50Nós temos que separar essa discussão e concentrá-la na economia.
04:57E aí nós poderemos mostrar que há muito tempo nós temos um déficit comercial com os Estados Unidos
05:04e talvez esse caminho, em muita agressão, poderá convencer o presidente Trump.
05:12Em que regiões do Brasil a indústria de dispositivos médicos, as indústrias, estão mais concentradas, Paulo?
05:19Estado de São Paulo.
05:20Estado de São Paulo representa, hoje, de 40% a 45% na produção desses equipamentos.
05:29E esses equipamentos, na sua exportação, é muito importante para o Estado de São Paulo.
05:37Que tipo de equipamento o Brasil mais vende para fora?
05:39Olha, hoje nós vendemos instrumentos cirúrgicos, vendemos suturas, vendemos também equipamentos de pequeno porte, de ultrassom.
05:54Já estamos exportando raio-x, principalmente para portos e aeroportos, produtos para laboratórios, suturas, como eu disse.
06:05Ou seja, de uma maneira geral, nós temos uma exportação bem diversificada na área de dispositivos médicos.
06:16E produtos com valor agregado, que é importante para a nossa balança também.
06:19Exatamente. Quando você fala 300 milhões de dólares, Marcelo, em exportação, às vezes, perto dos números que você fala no agronegócio, podem ser pequenos.
06:33Mas, para o nosso setor, eles têm muito significativo.
06:39Porque é uma demonstração que as nossas empresas, cada vez mais, estão se preparando para uma grande concorrência mundial.
06:50Esta é a grande importância desta exportação.
06:54Paulo Henrique Fracaro, CEO da ABIMO, Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.
07:00Muito obrigado pela sua participação e boa tarde.
07:02Estamos à sua disposição. Muito obrigado.
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