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A sobretaxa de 50% imposta pelos EUA aos produtos brasileiros preocupa o setor financeiro. Leandro Vilain, CEO da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), explica os impactos da medida e apresenta uma nova plataforma que promete ampliar o crédito e reduzir custos para empresas.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/

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Transcrição
00:00A imposição de uma tarifa mais alta sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump
00:05espalhou mais preocupação pela economia brasileira.
00:08Os bancos, por exemplo, monitoram de perto os desdobramentos dessa medida.
00:13Para comentar sobre os possíveis impactos dessas tarifas
00:16e também para falar sobre o lançamento de uma plataforma
00:19que oferece eficiência, segurança e padronização para instituições,
00:24eu recebo aqui no estúdio o Leandro Villain, CEO da Associação Brasileira de Bancos.
00:29Tudo bem, Leandro? Boa noite.
00:30Boa noite, Fábio. É um prazer enorme estar aqui com você.
00:32Prazer é nosso em te receber. Obrigado pela presença aqui.
00:36Leandro, como é que esse novo patamar de tarifa, que lembrando que entra em vigor
00:41se nada mudar em 1º de agosto, como é que isso afeta a vida dos bancos brasileiros?
00:46Eu acho que o sistema bancário está acompanhando com atenção o desdobramento,
00:50mas obviamente a gente está muito confiante de que os impactos serão setoriais,
00:55alguns setores vão sofrer mais do que outros, mas estamos confiantes de que haverá uma negociação
01:00com o governo americano.
01:03No final do dia, obviamente essas tarifas não são boas para a economia
01:07e afetam significativamente alguns setores, acho que vocês têm acompanhado durante o dia,
01:12mas mais do que isso, também não é uma coisa boa nem para o mercado americano,
01:16que também depende dessas importações do mercado brasileiro.
01:19Isso gera pressões inflacionárias dentro do mercado americano, mudança de necessidade
01:25de fornecedores de produtos, então mexe toda a cadeia produtiva.
01:29Portanto, a gente acredita, acho que o setor bancário está acompanhando o processo de perto,
01:34principalmente em alguns setores, mas estamos, eu diria, estamos otimistas
01:38de que poderá chegar a um acordo, inclusive a gente percebe que isso foi um efeito também,
01:43um processo que aconteceu em outras geografias, com outros acordos comerciais,
01:47e isso faz parte de um processo de negociação, mas estamos otimistas
01:51que eu acho que vai prevalecer o bom senso e eu acho que ambas as partes
01:55vão chegar a um acordo até 1º de agosto.
01:57Se for inevitável essa nova tarifa, pode haver uma pressão sobre juros?
02:01Olha, não vemos motivo para isso, acho que sob o ponto de vista de economia como um todo,
02:07as exportações para o mercado americano, como eu falei, são setorais,
02:10mas quando você olha na média da economia, ela não tem um peso tão significativo
02:14a ponto de pressionar, ter pressões inflacionárias ou necessidade de aumento de juros,
02:20ou pelo menos não o que parece num primeiro momento.
02:23Nem via câmbio?
02:24Nem via câmbio.
02:25A gente acredita, agora novamente, esse mercado de exportação,
02:29ele deve haver uma reacomodação buscando esses produtos,
02:33essas empresas, essa produção poderá ser redirecionada para outros mercados,
02:39onde você tem a demanda, não gerando, havendo uma certa acomodação.
02:43E outra parte também dessa produção talvez volte para o mercado interno,
02:47então as coisas acabam meio que se equilibrando.
02:49Agora, de novo, eu acho que é ruim, não é positivo para a economia brasileira,
02:55mas também não é positivo para a economia americana,
02:57portanto, eu acho que isso faz parte de um processo e a gente está otimista
03:00de que poderá chegar a um bom acordo.
03:01E aí, qual o papel dos bancos no apoio a esses setores que tendem a ser mais prejudicados
03:08por essa tarifa se ela seguir adiante?
03:10Eu acho que muito a questão de financiamento à exportação e a manutenção das linhas de crédito.
03:18Estamos cientes de que alguns setores serão mais afetados que outros,
03:23mas são setores muito robustos.
03:24Estamos falando aqui de agrobusiness, estamos falando de agroviário,
03:28Então, são setores robustos que são capazes de poder encontrar novamente esses equilíbrios.
03:34Agora, mudando aqui de assunto, vocês estão lançando uma ferramenta também
03:38que oferece mais eficiência operacional, segurança, padronização no processo de escrituração.
03:44Conta para a gente como é que funciona.
03:45Isso é bem interessante, eu acho que o mercado brasileiro tem um potencial de mudança muito grande
03:52e o sistema bancário está buscando cada vez mais oferecer linhas de crédito baseadas em garantias reais
04:00de maneira que eu possa passar para as empresas taxas de juros mais baratas e maior oferta de crédito.
04:07A questão de duplicatas, a duplicata é um processo em que quando uma empresa vende uma mercadoria para outra empresa,
04:17tipicamente um fornecedor vende para uma empresa doméstica, ela tem um título a receber, que é chamado de duplicata.
04:23Essa duplicata, sob o ponto de vista legal, ela já é regulada desde 1968, lá da lei 5474.
04:31Porém, em 2018, foi aprovada uma outra lei aqui no Brasil, permitindo que essa duplicata passasse a ser escritural,
04:37que ela pudesse ser digitalizada, pudesse nascer digital.
04:40E isso abriu oportunidade, já em 2020 e 2023, o Banco Central do Brasil emitiu algumas resoluções,
04:48criando então um ecossistema de antecipação dessas duplicatas.
04:52Como é que funciona isso, Fábio?
04:54A duplicata hoje, quando um fornecedor entrega uma mercadoria, vende uma mercadoria para uma grande empresa,
05:01ele tem um título a receber, um título futuro a receber.
05:05Esse título, em geral, ele desconta junto aos bancos, junto às instituições financeiras,
05:11junto aos agentes, que a gente chama de agentes financiadores.
05:15Até hoje, essas duplicatas, elas eram negociadas, eu diria, quase que uma a uma,
05:22de uma forma muito individualizada.
05:23Então, você tinha muita dificuldade de saber,
05:25será que essa duplicata já não foi antecipada com outro banco?
05:29Será que essa duplicata realmente existe ou não?
05:31Então, essas resoluções do Banco Central de 2020 e, posteriormente, depois, 2023,
05:37criam uma plataforma, criam um sistema de registro dessas duplicatas,
05:42dando garantia para a instituição financeira de que aquela duplicata, ela pode ser antecipada,
05:48ela vai ficar registrada nessa plataforma e isso vai dar mais segurança,
05:52isso vai dar mais visibilidade.
05:54Então, vai ser possível, por exemplo, que uma empresa, um fornecedor,
05:58possa permitir, possa dar o seu consentimento para uma instituição financeira,
06:03ver toda a sua carteira de recebíveis e poder fazer as antecipações ali daqueles recebíveis
06:10de uma maneira segura.
06:12Isso, no final do dia, vai se traduzir em mais oferta de crédito,
06:17taxas mais baratas, menor inadimplência, menor custo operacional.
06:21Então, isso é positivo, muito positivo para a sociedade.
06:23Quer dizer, é um impacto direto e benéfico para as empresas.
06:27Tremendamente benéfico.
06:28A gente imagina hoje esse mercado, hoje, antecipação, como eu falei,
06:32o mercado tradicional de duplicatas hoje é da ordem de 230 bilhões de reais,
06:37esse é o saldo que tem hoje de duplicatas antecipadas,
06:41e tem o potencial de chegar, talvez, a algumas trilhões de reais
06:46na medida em que essa plataforma entre em operação logo.
06:50Bacana, Leandro Villain, CEO da Associação Brasileira de Bancos, ABBC.
06:55Obrigado mais uma vez, Leandro, pela presença aqui no estúdio.
06:57Eu que agradeço.
06:58Bom fim de semana para você.
06:59Para todos nós. Obrigado.
07:00Valeu, obrigado, obrigado.
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