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Faltando poucos dias para o prazo final imposto pelos EUA, o governo Trump pressiona países com ameaças de tarifas. Canadá cede sobre imposto digital e Europa reage com cautela. Veja a análise de Mariana Almeida, com reportagem de Louise Maiana, direto de Washington (EUA).

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/

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Transcrição
00:00Estamos hoje a menos de 10 dias do prazo estipulado pelos Estados Unidos para a conclusão das negociações comerciais.
00:07Mas até agora, a equipe de Donald Trump só alcançou acordos com a China e o Reino Unido.
00:13O secretário do Tesouro, Scott Besant, alertou que os parceiros vão enfrentar tarifas muito mais altas depois do prazo de 9 de julho.
00:22Os detalhes com a correspondente Luizy Maiana, direto de Washington.
00:26Pois é, o secretário de Tesouro, Scott Besant, ele foi claro ao dizer que o dia 9 de julho vai ser um grande marco para a economia norte-americana,
00:35visto que há o dia, o prazo final, para que os países entrem em negociação e em acordo com o governo americano.
00:43Besant também deixou claro que caso os países não respeitem esse prazo, eles vão receber taxas e taxas com alíquotas ainda maiores,
00:53que vão variar de 11% a 50%, isso vai depender de cada setor.
00:59Besant também fez questão de deixar claro que sobre o prazo, quem vai determinar é o presidente Donald Trump.
01:07Será que esse prazo pode aumentar? Será que não?
01:10Isso é o Donald Trump que sabe, segundo o Scott Besant.
01:14O que temos de certeza, pelo menos por enquanto, é que caso o prazo não seja respeitado,
01:20esses países vão receber essas alíquotas ainda maiores.
01:23Uma aproximação interessante também aconteceu aqui na vizinhança, é que o primeiro-ministro canadense Mark Carney
01:31conversou com o presidente norte-americano Donald Trump, eles entraram num acordo no que diz respeito
01:37à taxação do Canadá sobre serviços digitais prestados por empresas de tecnologia aqui dos Estados Unidos.
01:46Havia essa possibilidade, o primeiro-ministro canadense então deu um passo para trás
01:51e por conta disso os Estados Unidos disse, olha, vamos responder com novas negociações, com uma nova rodada.
01:58O prazo agora é o dia 21 de julho, então até lá os dois líderes devem manter diálogo e toda a sua equipe também
02:06para que eles entrem num denominador comum.
02:09A Caroline Leavitt, que é a porta-voz da Casa Branca, ela chegou a comentar essa relação e esse acordo
02:15entre Estados Unidos e Canadá, ela falou sobre essa conversa entre os dois líderes, o Carney e o presidente Donald Trump,
02:23disse que Carney cedeu a pressão do presidente Donald Trump, que Trump é um ótimo negociador
02:28e que todos os países querem negociar com a maior economia do mundo.
02:33Vamos acompanhar o que disse a porta-voz da Casa Branca.
02:36O Canadá está retirando seu imposto sobre serviços digitais das empresas de tecnologia americanas,
02:43dias depois de o presidente Trump dizer que está desistindo das negociações comerciais com o Canadá.
02:49Qual é a reação do presidente a isso?
02:52Você pode nos contar mais sobre o telefonema dele com o primeiro-ministro Carney?
02:56Como ele conseguiu que Carney desistisse?
02:59E qual é o impacto para as empresas de tecnologia americanas?
03:02É muito simples. O primeiro-ministro Carney cedeu ao presidente Trump.
03:07E o presidente Trump sabe como negociar e sabe que está governando o melhor país
03:12e a melhor economia do mundo, do planeta.
03:15E todos os países precisam ter boas relações comerciais com os Estados Unidos.
03:20E foi um erro o Canadá se comprometer a implementar esse imposto.
03:24Isso teria prejudicado nossas empresas de tecnologia.
03:27O presidente deixou sua posição bem clara para o primeiro-ministro.
03:31E o primeiro-ministro telefonou para o presidente ontem à noite
03:34para informá-lo de que ele abandonaria esse imposto,
03:38o que é uma grande vitória para nossas empresas de tecnologia
03:41e nossos trabalhadores americanos.
03:45Bom, o Donald Trump tem a Caroline Levitt de porta-voz
03:48e nós temos a nossa Mariana Almeida, porta-voz da análise aqui no Agora.
03:53Oi, Mariana Almeida. Muito bom dia para você. Tudo bem?
03:55Bom dia, né? Claro que eu estou aqui pensando o que eu acho dessa comparação, na verdade.
03:59Não sei exatamente se é uma elogia.
04:01É uma elogia, a nossa porta-voz da análise, né?
04:05Você está bem? Tudo certinho?
04:06Tudo bem, tudo bem comigo. Eric, com você?
04:08Tudo joia também.
04:09Mariana Almeida, a gente está vendo aí, estamos às portas de vencer aquele prazo.
04:13Só temos dois acordos realmente alinhados, Reino Unido e China.
04:18Surpreendentemente, China.
04:18Pois é, surpreendentemente, China, depois de tarifas altas,
04:22uma primeira conversa não dá certo lá em Genebra,
04:25aí Trump e Xi Jinping tiveram que conversar por telefone
04:27e chegaram aí, pelo menos em alguns pontos, a um consenso sobre tarifa.
04:32E essa pausa, o não andar das relações comerciais,
04:37está assustando muito os países europeus, não é verdade, Mari?
04:41É, os países europeus, na verdade, estão vivendo aí uma certa montanha russa de sinais,
04:45porque, no fundo, essa forma de negociar que o Donald Trump tem
04:48não é uma forma de sentar à mesa, ouvir os argumentos, colocar os seus,
04:53entender quais são os limites e chegar a um acordo.
04:56É uma coisa, solta uma coisinha aqui, outra da equipe solta ali.
04:59E eles tiveram boas notícias, na verdade, ao longo da semana passada,
05:02inclusive, também, durante o fim de semana, o próprio Donald Trump
05:05tinha falado, não de todos, mas dos países da OTAN,
05:08que são uma parte importante, são europeus,
05:11elogiado a assinatura do pacote de 5% de gasto em defesa,
05:15mas ontem já teve outro sinal, é, esse é a montanha russa de sinais,
05:19que aí veio de Scott Besson, que Scott Besson falou o seguinte,
05:22falou, não, olha, não estou negociando, vai ser ruim, né, se não negociar...
05:26Podemos voltar às tarifas de abril.
05:28Mais ou menos nesse tom, né, a gente não está negociando, então...
05:31Então, tudo bem, a gente volta lá no Liberation Day,
05:34abriu, segue com taxas altas e aí causou preocupação,
05:37a gente vai ver até, depois, o reflexo na Bolsa de Valores,
05:40nas Bolsas Europeias.
05:41Mas, assim, de maneira geral, o que acontece é que ele colocou isso
05:46depois de dizer, depois, de novo, de vários sinais positivos
05:49e fica essa coisa meio em aberto, na verdade, do que é que se espera também, né,
05:55quem que chama, quem para a mesa, tem sempre essa questão,
05:57você vê que a porta-voz ali, com a qual eu fui comparada,
06:01ela chamou, ela fala, tem que saber que os Estados Unidos é a melhor nação,
06:05é o melhor, que todo mundo tem que ter relações comerciais com os Estados Unidos.
06:09É muito, quase autoritário, né, um discurso autoritário.
06:12E com uma clara colocação dos Estados Unidos como centro por onde gravitam as demais economias, né.
06:19E o problema é o seguinte, em alguma medida, do ponto de vista do curto prazo,
06:23ela tem razão, é muito difícil para os países simplesmente dizerem
06:26não vou negociar com os Estados Unidos, vou fechar a minha economia.
06:29Tem um impacto muito significativo, mas uma coisa é hoje e outra coisa é amanhã, né.
06:33Então, assim, tem uma questão aí da Europa talvez estar se posicionando,
06:36a gente já viu que esse efeito todo, né, todo esse jogo com o Trump fez a Europa se unificar mais,
06:42então já tem um acordo maior entre os europeus.
06:45Tem um pacote de retaliação que a Europa nunca, de fato, colocou para fora ainda, que ficou lá.
06:49Foi dias antes da polarização com a China.
06:52Exatamente.
06:53Daquela troca de tarifas.
06:54Quando ela estava um pouco, porque é isso, cada hora está um na mira, né,
06:57então a Europa estava na mira, se preparou para colocar um pacote de retaliação, não veio.
07:02Então, assim, qual é o limite do que a Europa consegue fazer?
07:05E aí, quanto que ela topa fechar dessa relação com os Estados Unidos?
07:08Que fôlego ela tem para dentro, dentro do seu próprio continente,
07:11agora que melhorou um pouquinho essa conversa?
07:13Que alternativas de diversificação estão postas, estão sendo pensadas?
07:16Isso a gente realmente não sabe.
07:18Mas, concretamente, para agora, o mais provável é que realmente tem uma tentativa de aproximação
07:23a ver se vai ser suficiente, antes ou depois do 9 de julho, né,
07:27mas provavelmente vai ter uma tentativa de aproximação para ganhar tempo
07:31e com esse tempo, começando a diversificar.
07:33Mas é o que a gente sempre fala aqui.
07:34Eu acho que a credibilidade dos Estados Unidos e a certa tranquilidade do mundo
07:39e dos agentes econômicos mesmo, de fazer negócio com os Estados Unidos
07:43de maneira mais prioritária sempre, talvez isso tenha acabado.
07:47E aí, a ideia de diversificar e de pensar tudo pode mudar amanhã
07:51é algo que vai ter que ser considerado na tomada de decisão daqui em diante.
07:53É, e parece que o funcionamento de Donald Trump é sempre o pedir a bênção
07:58e a gente vê, claro, isso ficou bem ilustrado com a questão do Canadá.
08:01Estava indo tudo para o buraco e o Canadá teve que recuar justamente
08:05para abrir novamente um diálogo com o Trump.
08:08E aí, e aí, a gente vai colocar a bênção.
08:14E aí, a gente vai colocar a bênção.
08:17E aí, a gente vai colocar a bênção.
08:17Então, vamos lá.
08:18E aí, vamos lá.
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