- há 1 ano
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NotíciasTranscrição
00:00Bom, hoje a gente também tem um outro convidado aqui no meio-dia em Brasília,
00:05que é o deputado Joaquim Passarinho.
00:08A gente vai conversar com ele hoje,
00:10falar sobre algumas pautas que dominaram o primeiro semestre,
00:16esse momento de recesso, que eu nem sei se dá para a gente chamar de recesso,
00:20ele vai me dizer, porque as coisas parecem que estão tão elétricas que nada para.
00:24E o que a gente pode esperar também do segundo semestre.
00:27Então, boa tarde, deputado. Como é que o senhor está?
00:31Boa tarde, Júlia. Obrigado pelo convite.
00:33Sempre um prazer estar aqui conversando com vocês.
00:35E dizendo dessa parte que você colocou aí, o recesso é de plenário, né?
00:39Mas os bastidores parece que ficam mais agitados ainda.
00:43As conversas não param.
00:45E o Brasil, como você falou, meio polarizado.
00:48Nós precisamos ter um pouco mais de bombeiro nisso e menos incendiários.
00:54Perfeito.
00:55Lembrando que o deputado, ele é deputado pelo Pará, não é isso?
00:59Filiado ao PL, ou seja, a gente tem aí um combo interessante.
01:05E presidente da FPE, Frente do Empreendedorismo.
01:10Não é?
01:11Bom, eu queria começar, deputado, falando sobre um assunto que, como eu disse,
01:16dominou bastante o primeiro semestre.
01:18E o senhor tem uma postura um tanto quanto contundente, que é a reforma tributária.
01:24A gente estava vendo até uma matéria, foi do Valor Econômico, hoje,
01:28que trouxe...
01:30Eles listaram 46 pontos da reforma tributária
01:33que devem precisar de uma regulamentação, regulamentação por lei.
01:37Eu lembro que há um tempo, logo quando essa discussão estava em evidência,
01:43às vésperas da votação, eu estive conversando com alguns auditores de estados e, enfim,
01:51gente que trabalha com a Receita, e eles diziam o seguinte...
01:54Era engraçado porque era unânime.
01:56Eles diziam, é uma reforma que a gente não sabe o dia de amanhã.
02:00E aí eu queria uma opinião do senhor, queria uma avaliação do senhor,
02:04que participou dessa votação na Câmara, sobre o texto que chegou ao Senado.
02:09Que pontos que o senhor destaca e como que o senhor vê essa incógnita reforma tributária?
02:15Bom, primeiro, está claro, Guilherme, eu acho que nenhum brasileiro,
02:18com o senso, seria contra qualquer reforma.
02:22Eu digo sempre que a pior reforma é não fazer nenhuma.
02:24Esse manicômio tributário que o Brasil vive,
02:29hoje, qualquer coisa que a gente faça vai ser melhor.
02:33A estrutura da reforma, ela foi...
02:36Ela é bem pensada, ela traz até, através do Ivo,
02:39o Imposto Sob Consumo, que é quase uma ananidade no mundo.
02:42Porém, se deixou na reforma muita coisa para a infra-constitucional.
02:48E essas matérias infra-constitucional, como, por exemplo, as alíquotas,
02:52elas precisariam estar caminhando juntos.
02:54Não, primeiro, mas sabe um ponto?
02:56Na minha opinião, a reforma administrativa tinha que vir na frente da reforma tributária.
03:01Primeiro, nós tivemos que ir ao tamanho do Estado,
03:03para depois fazer uma reforma tributária.
03:05Mas é o que nós temos, né?
03:07Então, dentro da reforma tributária, qual foi as nossas dúvidas
03:12e por que nós estamos combatendo ainda um pouco do jeito que foi?
03:15Primeiro, porque foi muito assodado.
03:17Dizem que não há 30 anos discutindo,
03:19mas se discute uma possível reforma, ninguém tinha isso escrito no papel.
03:24Foi entregue na mesma semana, dois dias antes.
03:27E na veste, no dia da votação, às 7 horas da noite, aparece um texto com 140 folhas,
03:32com várias alterações no que tinha sido apresentado dois dias antes.
03:37E meia hora depois começou a votação.
03:40Então, era humanamente impossível qualquer um deputado ali
03:44conseguir se ler, interpretar, fazer cálculos sobre aquilo que nós estávamos votando.
03:48Então, eu votei contra primeiro, porque não voto às cegas.
03:53E ali nós votamos às cegas.
03:55Então, a gente sabia, de uma maneira geral, o que o relator estava pretendendo.
04:01Quais são as nossas críticas?
04:04Primeiro que o setor que mais emprega nesse país,
04:07que mais gera o pequeno emprego, o empreendedor,
04:10e volta para a nossa frente do empreendedorismo,
04:12onde nós defendemos o pequeno, o médio, o empreendedor,
04:15aquele que tem coragem de empregar nesse país, é o mais afetado.
04:20Se coloca mais de 70% da mão de obra nesse país,
04:23está na mão do comércio e do serviço,
04:26que são as áreas mais afetadas,
04:30que não ficaram com nenhum tipo de alíquota diferenciada,
04:35focada, mesmo sem saber qual é a alíquota.
04:37Então, se nós vamos pegar, num momento que nós precisamos de emprego,
04:41num momento que o Brasil precisa acelerar o crescimento,
04:44você vai em cima de setores que são responsáveis por mais de 70%
04:48do giro do mercado e do emprego,
04:51você, logicamente, vai chegar lá na ponta,
04:54primeiro, com o desemprego, e, segundo, com o aumento no bolso do trabalhador.
04:59Não há como não fazer.
05:00A indústria teve a sua alíquota diminuída, em tese.
05:04Falo em tese que nós não temos as alíquotas ainda.
05:07Mas comércio e serviço, não.
05:09Alguns conseguiram, com as suas forças, das suas associações, das suas expressões,
05:14como no caso do Águia, conseguiu se diferenciar um pouco.
05:17No caso, a cesta básica, se conseguiu tirar as alíquotas lá para zero,
05:23na hora da venda lá.
05:24Mas, primeiro, qual é a cesta básica?
05:26Não temos isso ainda.
05:27É uma cesta básica que ninguém sabe ainda qual é,
05:30quantos produtos estão nessa cesta básica, quais são esses produtos.
05:33E você não sabe qual é a alíquota.
05:35Mesmo assim, a cadeia produtiva da cesta básica vai aumentar.
05:39E essa cesta básica, apesar de não ter imposto, vai chegar mais cara lá na ponta.
05:43Então, a nossa preocupação são esses.
05:46São comércio, serviço e, principalmente, profissionais liberais.
05:51Todos os profissionais liberais.
05:53Médicos, advogados, arquitetos como eu, contadores.
05:57Quem está lá na ponta prestando serviço.
05:59Serviço de segurança, serviço de limpeza.
06:01Todos esses, que empregam muita gente.
06:05Essas pessoas estão fora de qualquer tipo de regime especial.
06:08E vão sair de uma alíquota, em tese, de 8,5%.
06:11Podendo chegar, com todas as outras penduricais que nós temos na nossa legislação,
06:16a 11,30%, mais ou menos, 11,5%.
06:20Se essas pessoas passarem para 25%,
06:22com mais alguns penduricais que ficaram,
06:25porque nós não tivemos cancelamentos,
06:28não tivemos junção de impostos,
06:30não houve diminuição de impostos.
06:33Então, você pode pegar uma pessoa hoje,
06:35que está lá na parte, no serviço, no comércio,
06:37na prestação de serviço,
06:39os profissionais liberais,
06:40saíram de uma alíquota de 11,5%, por exemplo,
06:43para chegar a 30%.
06:44Então, é um aumento que vai ser repassado
06:47para o bolso do contribuinte.
06:48Então, não há mágica nisso.
06:51Se você não teve diminuição de impostos,
06:54se você não teve aumento de impostos,
06:56como que alguns podem pagar menos
06:58e ninguém vai pagar mais,
07:00essa conta não fecha.
07:01Na nossa opinião, essa conta não fecha.
07:03Então, nós precisamos trabalhar isso
07:04para que isso seja melhor explicado no Senado,
07:08para que a gente possa definir de uma maneira
07:09mais coerente agora,
07:11com um pouquinho de tempo para ler,
07:13para entender,
07:14para ver esses jabutis que apareceram também no meio do caminho.
07:17Por exemplo, por um voto não passou
07:19e vai tentar votar no Senado,
07:21um privilégio a um Estado do Nordeste
07:24para uma montadora chinesa.
07:26Então, era uma coisa específica para um Estado,
07:28para um CNPJ.
07:29Nós não podemos botar isso na Constituição.
07:32Não podemos botar isso na Constituição.
07:33Mas tem um outro artigo 20,
07:34que beneficia, inclusive, o meu Estado,
07:37que inclui a possibilidade da criação de impostos
07:40estaduais e municipais
07:43em cima de produtos primários e semi-elaborados.
07:48Quando você fala isso, parece muito bonito.
07:50Mas você vai pegar direto a mineração e o agro.
07:54Então, se você pegar a mineração e agro
07:56e poder deixar livre para Estados e municípios
07:59poderem fazer imposto em cima desses produtos,
08:02você vai encarecer muito mais nessa cadeia.
08:04E perde um pouco a razão,
08:07ou pelo menos a espina dorsal,
08:09do que é a reforma,
08:11que é a diminuição de impostos,
08:12que é a simplificação de impostos.
08:15Então, vai na contramão do que preconiza essa reforma.
08:19Então, são esses pontos principais
08:21que nós precisamos rever.
08:23Nós estamos lendo ainda.
08:25Muita gente ainda está fazendo conta.
08:27E fazendo conta por um suposto alíquota,
08:30uma suposta alíquota,
08:31que até hoje ninguém sabe.
08:33Então, muita coisa vai ficar
08:34para a legislação infraconstitucional
08:36que nós vamos ter que estar muito alertas
08:38e isso, principalmente nós que defendemos
08:40o empreendedor,
08:41aquele que emprega,
08:42aquele que está ali na ponta,
08:45sabe, com um pequeno negócio,
08:47com um pequeno comércio,
08:48com um pequeno serviço,
08:49mantendo a estabilidade da economia brasileira.
08:52Exato.
08:52Tem uma questão que eu queria lhe perguntar,
08:55que é o seguinte,
08:56no início da reforma,
08:58o ministro da Fazenda, Haddad,
08:59repetiu várias vezes,
09:01o UAPI também,
09:03várias vezes,
09:03que era uma reforma
09:05que não iria aumentar a carga tributária.
09:07Só que, pelo que o senhor está falando,
09:10a gente vai ter uma alteração,
09:13diga-se, de uma elevação,
09:14principalmente para comércio e serviço
09:16e para profissionais liberais,
09:18que aí a gente inclui todos os profissionais
09:21que seriam aqueles que não trabalham
09:22com o CLT, não é isso?
09:24A gente já tem esse número concreto,
09:27porque o senhor falou aqui
09:28que poderia chegar a 30%,
09:30mas esse número é uma estimativa sua
09:33ou não?
09:34Esse número ainda é uma incógnita.
09:36Não, não é assim,
09:37você não é incógnita
09:37porque você não sabe
09:38quais são as alíquotas que vão ser cobradas.
09:40Nós estamos fazendo uma projeção
09:41em cima da possível alíquota de 25%,
09:44que se fala.
09:46Então, essa era uma tese,
09:47se falava em 25%.
09:48Não está no papel.
09:50Então, baseado nesses 25%,
09:52se você pegar,
09:53cobrar os 25%,
09:54em cima de quem pagava 11 pontos,
09:56alguma coisa,
09:57que mais você vai ter lá,
09:58o CL, PL, não sei o quê,
09:59tem algumas outras coisinhas
10:00que ficaram de fora,
10:01que o profissional liberal paga,
10:03ele pode chegar a quase 30%.
10:05Então, você vai ter um aumento
10:06para o profissional liberal
10:07de quase 20%,
10:09para profissionais liberais,
10:11para comércio, para serviços,
10:12que estão na ponta.
10:14Como é que você que está lá na ponta,
10:16no comércio, no serviço,
10:17prestando direto ao cidadão,
10:19se ele tivesse a carga aumentada,
10:22você vai repassar isso para o consumidor.
10:25Então, você vai ter um aumento
10:26de carga tributária, sim.
10:28Mas você ouve uma diminuição na indústria.
10:30Ótimo.
10:31Nós precisamos incentivar
10:32a nossa indústria brasileira.
10:33É perfeito.
10:34A indústria paga hoje
10:35cerca de 34% e ponto alguma coisa
10:37de imposto,
10:38vai passar para 25%.
10:39Ótimo.
10:40Mas eu quero ver no Brasil
10:42esses 10% a menos
10:44ser repassado para o preço final.
10:45Não vai ser repassado.
10:47Isso não vai acontecer.
10:48Então, não há essa compensação
10:50que na matemática eles querem fazer.
10:52Diminui 10% da carga da indústria,
10:55ele vai repassar menos para o comércio,
10:57vai repassar menos para o consumidor.
10:59Isso você sabe que não vai acontecer.
11:00Então, não precisamos ter esse cuidado
11:02de fazer alguma coisa
11:05por esses setores.
11:06Por exemplo, nós na frente
11:08defendemos a desoneração completa
11:11da folha de pagamento.
11:1317 setores já estão desonerados
11:15desde a pandemia.
11:17Nós conseguimos isso,
11:18renovamos por mais dois anos.
11:20Foi um sucesso.
11:21Aqueles setores, quase todos eles
11:23ou não demitiram
11:24ou até empregaram mais
11:25durante a pandemia.
11:26Mostrando que essa carga
11:28em cima da folha
11:29ela é uma inibidora do emprego.
11:32Então, se você
11:33tira essa carga de cima,
11:36você compensaria principalmente
11:37esses dois setores
11:38que mais são afetados.
11:40Quem mais é afetado com a reforma
11:41é serviço, depois comércio.
11:43Quem mais emprega
11:44é serviço, depois comércio.
11:46Então, se nós conseguimos
11:47trabalhar a desoneração da folha
11:49numa lei infraconstitucional,
11:52acompanhando essa reforma,
11:54você daria uma certa compensação
11:56para esses setores.
11:57Você começaria a tentar
11:58equilibrar um pouquinho o jogo.
12:00Então, são propostas
12:01que a Frente vai encaminhar.
12:03Vamos estar trabalhando isso.
12:04Já estamos trabalhando isso.
12:06Já estamos tentando
12:07uma audiência,
12:08uma reunião na Frente
12:09com o relator no Senado.
12:11As entidades estão
12:12se envolvendo com isso.
12:13A Frente Parlamentar
12:14do Comércio e Serviço também.
12:16O deputado Domingos Sábio
12:17está envolvido nisso.
12:18Também trazer a FPA por dentro.
12:21Pode dizer,
12:22isso é apenas o início.
12:23As leis infraconstitucionais
12:25vão agora,
12:27no segundo semestre,
12:27aparecer,
12:28sem falar que nós estamos
12:30já vendo o ministro falar
12:31de uma segunda etapa,
12:33que seria a taxa de reforma
12:35de imposto de renda,
12:36taxação de bens,
12:39taxação de bens,
12:41taxação de fortunas
12:42e de heranças.
12:44Então, assim,
12:44já vem uma segunda leva
12:45de impactação em cima
12:47da população.
12:48Então, nós sempre pensamos
12:50que a população não precisa,
12:52não precisamos aumentar imposto,
12:54precisamos aumentar
12:54a base de contribuintes.
12:56Como, por exemplo,
12:57o e-commerce,
12:58outro assunto
12:58que nós precisamos tratar.
13:00Hoje estão entrando no Brasil,
13:01chega de um milhão
13:02de produtos chineses,
13:03basicamente chineses,
13:05sem pagar impostos.
13:07Então,
13:08distribuindo a nossa base,
13:09da nossa indústria.
13:10Você compra 100 blusas
13:12na China,
13:13ela não vende 100 blusas
13:14no pacote,
13:15ela vende 100 pacotes,
13:16porque abaixo de 50 dólares
13:18não paga imposto.
13:19E o que mais tem é chinês
13:21para mandar isso para nós de lá.
13:23Então, nós temos
13:23essa competição injusta
13:25com a nossa indústria.
13:26E isso não é presente,
13:28isso é comércio puro.
13:30Então, nós precisamos entender
13:31que às vezes também
13:32a pessoa diz assim,
13:32ah, eu sou pobre,
13:33estou comprando da China,
13:35pago mais barato.
13:36Mas você é pobre,
13:37comprando da China,
13:38talvez porque você está desempregado,
13:40porque a nossa indústria
13:41não está empregando,
13:41porque a China está quebrando
13:42a nossa indústria.
13:43Então, nós temos que defender
13:44o emprego aqui.
13:46Então, são discussões
13:47que nós precisamos ter.
13:49A nossa ideia sempre é
13:50ampliar a base de arrecadação
13:52para poder cobrar menos imposto.
13:54Que este, lembra,
13:56é o mote do simples.
13:59Por que o simples nacional
14:00deu tão certo?
14:02Primeiro que ele é simples.
14:02Você paga uma vez só
14:03e o governo paga
14:05uma boleta e pronto.
14:07E a outra é que ele é
14:08um pouco mais barato.
14:10E a maioria das pessoas
14:11querem pagar e pagam o simples.
14:13Toda vez que se fala
14:14em melhorar o simples,
14:16a arrecadação cresce.
14:16Então, eu acho que
14:17nesse modelo do simples
14:19que nós estamos trabalhando.
14:21O senhor falou do mercado
14:23com a China.
14:23Já teve gente aqui no chat
14:25dizendo,
14:25ai, ai, as brusinhas.
14:27O senhor vai pegar
14:27a briga também com a Xen?
14:30Eu não estou
14:31que não pegar a briga com ninguém.
14:32Eu acho que nós precisamos ver,
14:33como eu estou te falando,
14:34cobrar menos impostos.
14:35Só não é justo
14:36não cobrar da blusinha
14:38que vem da China
14:39e cobrar do meu produtor
14:42aqui, da minha indústria local.
14:44Ou então,
14:44vamos desonerar a indústria local.
14:46Bom, se não é para cobrar
14:47até 50 dólares,
14:48vamos também
14:49isentar a indústria nacional
14:51até 50 dólares.
14:53Aí está todo mundo
14:53no mesmo jogo.
14:54Não pode
14:55ter uma regra
14:56para quem produz
14:57e emprega no país
14:58e uma regra
14:59para quem traz de fora.
15:00A regra tem que ser a mesma.
15:01Se não,
15:02não vamos cobrar
15:03até 50 dólares.
15:05Por que não pegar
15:06toda a nossa indústria têxtil,
15:07toda a nossa indústria
15:08de confecção,
15:09toda a nossa indústria
15:09de brinquedos,
15:10de tudo isso de sapatos,
15:12de tênis,
15:13e não isentar?
15:14Vamos isentar até 50 dólares?
15:15Eu acho que é perfeito.
15:17Todo mundo isentado
15:18até 50 dólares.
15:19Produtos até 50 dólares
15:20estão isentos de imposto.
15:22Ótimo.
15:23Nós teríamos uma concorrência leal.
15:25O que não pode
15:25é ter a concorrência desleal.
15:27Eu não sou contra,
15:28nem estou pedindo imposto.
15:30Pelo contrário.
15:30Eu quero que o exemplo
15:31que a China está dando,
15:32o Brasil adote.
15:34Proteja o nosso emprego.
15:36Da mesma forma,
15:37estamos protegendo
15:38emprego lá na China.
15:39Então,
15:40desonera até 50 dólares
15:41na China
15:41e desonera até 50 dólares
15:43no Brasil.
15:44Esse que nós defendemos.
15:46Eu queria só sair um pouco
15:47de reforma tributária
15:48para abordar um outro assunto
15:49que eu sei que o senhor
15:50também acompanha bastante,
15:52que é a transição energética,
15:54energia e tal.
15:55O presidente Lula
15:56falou essa semana
15:57que a ideia do governo
16:00é apostar
16:01em energia limpa.
16:04Isso estaria dentro do PAC.
16:05O PAC 3,
16:06que é prometido
16:07desde o início do ano,
16:08já foi adiado
16:09quatro vezes.
16:11Bom,
16:11o que eu queria
16:11perguntar para o senhor
16:12é quais são os gargalos
16:14hoje
16:14para essa infraestrutura
16:16energética.
16:17Porque a gente tem
16:18um PAC
16:18que, por um lado,
16:19não sai e se diz
16:20que é por falta de caixa,
16:21falta de dinheiro,
16:22mas também tem
16:23essa questão do governo.
16:25Não,
16:25vamos investir
16:26em energia limpa
16:27e como?
16:28Quais são os gargalos
16:29hoje
16:30desse universo?
16:32Na energia limpa,
16:34nós temos duas energias
16:36que são tranquilamente,
16:37que estão aí
16:38cada vez aumentando mais,
16:39que é a eólica
16:39e a fotovoltaica.
16:42Essa iniciativa privada
16:43está tocando de caixa,
16:44está aumentando
16:44de uma maneira exponencial.
16:47O governo precisa
16:47só ajudar isso,
16:48principalmente na eólica,
16:49que são fazendas maiores.
16:52A energia fotovoltaica
16:54pode ser feita,
16:55inclusive,
16:55dentro da própria casa,
16:56do prédio,
16:57da empresa.
16:58Então,
16:58isso já está consolidado,
16:59está crescendo.
17:00só que ainda é muito pequeno
17:03em comparação,
17:04por exemplo,
17:04às nossas hidrelétricas.
17:06Eu posso falar isso bem
17:07porque as duas maiores hidrelétricas
17:08genuinamente brasileiras
17:09são no meu estado do Pará.
17:11Aí você vai entrar
17:12com as suas entradas.
17:13Você,
17:14hoje em dia,
17:14não consegue fazer
17:15uma hidrelétrica
17:16mais na Amazônia,
17:18principalmente,
17:19pelos problemas ambientais.
17:20Você não consegue.
17:22Infelizmente,
17:23quem fez,
17:24fez
17:24e não vai fazer mais.
17:26Você vê que
17:27para perfurar
17:28um poço
17:28de petróleo
17:30experimentar
17:31um poço
17:32para entender
17:32se tem petróleo
17:33na costa
17:34do Amapá.
17:35Nós estamos aí
17:35há três,
17:36quatro meses.
17:37A Petrobras está
17:37para desistir disso
17:39porque nós não temos
17:40a licença ambiental
17:41para fazer um poço
17:42de exploração.
17:44Num lugar,
17:45para você entender,
17:45a Guiana,
17:46ali do lado do Amapá,
17:48vai ser o PIB
17:48per capita mais alto
17:50do mundo
17:51este ano.
17:52Per capita mais alto
17:53do mundo
17:54por causa do petróleo.
17:55Então,
17:56bem do lado,
17:56nós temos a possibilidade
17:57de trazer uma fonte
17:59de riqueza
18:00para a nossa região
18:00que é pobre
18:01e nós estamos
18:02com um problema
18:03de meio ambiente.
18:03Então,
18:04nós,
18:04quando na Amazônia,
18:05queremos a preservação
18:06da Amazônia.
18:07Agora,
18:08nós temos 27 milhões
18:09de brasileiros
18:09que moram na Amazônia
18:10e,
18:11enquanto nós estamos aí
18:12com você discutindo
18:13o 5G,
18:14aqui nós estamos
18:14procurando um G.
18:15Precisa subir em árvore
18:16ainda em alguns municípios
18:17na Amazônia
18:18para encontrar um G,
18:19pelo menos,
18:20para conseguir se comunicar,
18:21se comunicar com o mundo.
18:22Não temos saúde,
18:23não temos educação,
18:24de qualidade.
18:25Então,
18:26como é que nós vamos fazer isso
18:27se nós não tivermos,
18:28aproveitarmos,
18:29pelo menos,
18:30as riquezas
18:30que nós temos
18:31na nossa região?
18:32Então,
18:33esses são os impasses.
18:34O outro é o governo
18:36tirar qualquer tipo
18:38de burocracia
18:39para as empresas
18:39que estão trabalhando
18:41nas outras formas
18:42de energia.
18:43Acho que o Brasil
18:44é um modelo no mundo,
18:45já,
18:46de energia limpa.
18:47Nós estamos falando agora
18:48do governo financiar
18:49um gasoduto
18:50na Argentina
18:52e nós estamos reinjetando
18:5447, 49%
18:56do nosso gás
18:57no pré-sal.
18:58Então,
18:59por que eu não financio
19:00um gasoduto
19:02para trazer
19:02um gás
19:03que está sendo reinjetado?
19:05Um gás natural
19:06e lá no...
19:08poluidor.
19:10Então,
19:10acho que são
19:11modos de entender
19:13o Brasil
19:14que nós precisamos fazer.
19:15Acho que a nossa tecnologia
19:16é suficiente para isso.
19:17O Brasil tem um caminho
19:19mais reto,
19:21mais claro nisso.
19:22no mundo
19:22e nós precisamos
19:23incentivar
19:24a quem está fazendo isso
19:25de maneira correta.
19:26Você falou agora há pouco
19:27da questão
19:28da exploração
19:29de petróleo
19:30na Amazônia,
19:30que é aquela discussão
19:31da Foz da Bacia,
19:33não é isso?
19:34Como é que está
19:35essa discussão hoje?
19:36Avançou?
19:37Segue ainda
19:38em queda de braço?
19:41Paginada
19:41entre o Ministério
19:42de Minas e Energia,
19:43que quer exploração
19:43em Petrobras,
19:44e o meio ambiente
19:45que pede mais estudos.
19:47E lembrando a vocês,
19:49nós não estamos pedindo
19:49a exploração.
19:50O que a Petrobras
19:51está pedindo
19:52é perfurar um poço
19:53num navio sonda
19:55para identificar
19:56a viscosidade do óleo,
19:58para identificar
19:58a pressão
19:59do óleo lá embaixo,
20:01para acerciar
20:01condições de viabilidade
20:02da exploração.
20:04Se isso é aprovado,
20:06no mínimo
20:06três anos
20:07de estudos
20:08para se começar
20:09uma produção,
20:10que você poderia pedir
20:11qualquer outro tipo
20:12de dano ambiental
20:13que possa ser
20:14preservação
20:15de qualquer possível
20:16acidente.
20:16vamos lembrar,
20:17é a mesma Petrobras
20:18que está na Bacia de Campos,
20:20que está em toda a Foz,
20:23lá no Rio de Janeiro.
20:24Quer dizer,
20:25pode sujar as praias
20:25do Rio de Janeiro,
20:26mas não pode sujar a praia,
20:27ou não pode sujar o mangue
20:28da Amazônia.
20:29E mais um detalhe,
20:31nós estamos falando
20:32da Foz do Rio Amazonas,
20:34o rio com maior volume
20:35de água do mundo.
20:37se você tiver
20:39algum tipo
20:39de vazamento
20:41pequeno que seja,
20:42a lógica
20:43nos diz
20:44que esse vazamento
20:45não vem para
20:45a costa.
20:48Pelo contrário,
20:49as águas do Rio
20:50vão empurrar isso
20:50para fora.
20:51Então,
20:52eu não vejo
20:53nenhum motivo
20:53para essa queda de braço.
20:55Eu acho que
20:55tem umas idiotices
20:58e falou na Amazônia,
20:59não pode derrubar uma água,
21:00nós temos que ficar aqui
21:01comendo peixe,
21:02que é muito bom
21:03o peixe daqui,
21:03tomando nosso aí,
21:04que é maravilhoso.
21:05Mas nós precisamos
21:06ser o cidadão
21:07como qualquer um.
21:08Nós temos o mesmo direito
21:09de quem mora na vida paulista.
21:12Perfeito, deputado.
21:14Só uma coisa,
21:15já que a gente está falando
21:16de meio ambiente,
21:17também queria ouvir
21:18a opinião do senhor
21:19em relação à COP30.
21:21O Pará vai sediar
21:22esse evento.
21:23A gente falou aqui
21:24o senhor defendendo
21:24justamente essa parte
21:25da exploração.
21:27E é um assunto
21:28muito delicado,
21:29porque envolve
21:30uma série
21:30de acordos internacionais.
21:33Mas a gente tem
21:34o evento da COP30
21:35no Pará.
21:37Como é que está
21:37a preparação do Estado
21:38e como é que o senhor
21:39vê a chegada
21:41desse evento
21:41no Estado,
21:43dentro do atual governo?
21:45Duas coisas.
21:46Eu acho que
21:46é um evento
21:47desse tamanho,
21:48nós temos que preparar
21:50para receber.
21:51Vamos ter problema
21:52aqui com leitos,
21:53vamos ter problema
21:54aqui de estrutura
21:55para receber
21:56um evento
21:56desse tamanho,
21:57mas é bom
21:57que o governo
21:58possa fazer
21:58esse investimento
21:59para cá.
22:01E acho bom
22:02que a gente possa
22:02desnudar isso.
22:04Volto a falar,
22:04nós somos 27 milhões
22:05de brasileiros
22:06que moramos
22:07na Amazônia
22:08com a nossa cidade
22:09cerca de 95%
22:10delas na beira
22:11do rio,
22:12com 3%
22:13de esgoto tratado.
22:153%.
22:16Nós estamos falando
22:17de 27 milhões
22:18de pessoas
22:19que jogam
22:20seus detritos
22:20todos
22:21dentro do rio
22:23da Amazônia.
22:24E ninguém fala
22:24que isso polui.
22:26Todo mundo acha
22:27simples,
22:27todo mundo acha
22:27natural.
22:28Eu não vejo
22:29na Noruega,
22:29não vejo a Alemanha
22:30trabalhar nisso
22:32e trazer e injetar
22:32recursos aqui
22:33para que a gente
22:34possa despoluir
22:35o nosso rio.
22:36Do que nós,
22:37seres humanos,
22:38o que está lá na ponta,
22:39nós nas grandes cidades
22:40estamos fazendo
22:41com o nosso rio.
22:42Porque 3%
22:43de esgoto tratado
22:44é o menor índice
22:44do Brasil
22:45que está na nossa Amazônia.
22:47Então,
22:47aqueles que gostam
22:48da Amazônia,
22:49que querem preservar
22:50a Amazônia,
22:50nos ajudem.
22:51E talvez
22:52essa copa
22:53tendo aqui,
22:54se a gente souber
22:55aproveitar,
22:55se a gente não quiser
22:56apenas vender
22:57a floresta
22:58com algo intocável,
22:59que a gente possa vender
23:00a floresta
23:01com algo economicamente
23:03viável,
23:04sem a destruição.
23:05Você pode ter
23:06a extração de madeira
23:08de modo
23:09conservando a floresta,
23:11você pode ter
23:12a exploração
23:12do garimpo
23:13de modo sustentável.
23:15Nós temos
23:15exemplos aqui.
23:17Só para você ter
23:18a mineração
23:19e a meio ambiente,
23:22eles não são antagônicos.
23:23A área mais preservada
23:25no estado do Paraújo
23:25de floresta
23:26é a floresta do Carajá,
23:28protegida por uma mineradora,
23:29no qual eu tenho
23:30muitos problemas.
23:31Acho que a Vale
23:32tem diversos problemas,
23:33mas tem esse exemplo
23:34de que a área
23:35mais preservada
23:36que nós temos hoje
23:37na natureza
23:38do nosso Pará
23:39está sob a proteção
23:40de uma mineradora.
23:41Parece que é algo
23:42antagônico
23:43e não é.
23:44Nós temos tecnologia,
23:45temos capacidade,
23:47basta que a gente tenha
23:47esse entendimento
23:48que nós precisamos
23:49preservar a Amazônia,
23:50mas precisamos também
23:51que o homem da Amazônia
23:53possa ter o direito
23:54de ter uma vida digna.
23:56Ok, deputado.
23:57Só para finalizar,
23:58eu vou fazer uma pergunta
23:59que não tem a ver
24:00com nenhum dos temas
24:01polêmicos
24:03que a gente falou hoje.
24:04Tem que ser polêmico,
24:05é melhor polêmico.
24:06Que é o seguinte,
24:08mais uma pessoa
24:09perguntou aqui,
24:10o senhor é filho
24:11de Jarbas Passarinho,
24:12é sobrinho, não é?
24:13Sou sobrinho.
24:15Muito orgulho,
24:16foi um grande brasileiro,
24:17foi uma pessoa
24:18que me orgulha muito,
24:20entrei na política
24:21por causa dele,
24:22espero manter
24:23e honrar o nome dele
24:24até sair da política
24:26com homicéria,
24:27honesto,
24:27sem ter se envolvido
24:28nunca em nenhum ato
24:29de corrupção,
24:30nenhum processo.
24:31Graças a Deus,
24:32eu estou com 36 anos
24:33na política,
24:33nunca me envolvi
24:34em nenhum processo,
24:35nunca fui processado
24:36na minha vida,
24:37pelo exemplo
24:37que eu tenho
24:38do meu tio Jarbas Passarinho
24:39e de outros parentes nossos.
24:42Perfeito.
24:43Bom, deputado,
24:44obrigada pela participação
24:45novamente.
24:46A gente vai continuar
24:47acompanhando esse assunto,
24:48tanto reforma,
24:50quanto a COP30,
24:51e quanto a essa discussão
24:52sobre a Foz do Amazonas,
24:55a exploração de petróleo lá,
24:56tendo novidades,
24:58o espaço está aberto,
24:59viu?
24:59Vamos trabalhar muito
25:01na desoneração
25:02da folha de pagamento.
25:03Acho que essa é a saída
25:04para o Brasil,
25:04é a saída do emprego,
25:05é a saída de melhor,
25:06minorar os danos da reforma,
25:08e isso nós vamos perseguir
25:09através da Frente Parlamentar
25:11do Empreendedorismo.
25:22Empreendedorismo.