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Transcrição
00:00Quem Cataguiri está na linha com a gente? Bota ele aqui no telão. Cadê a nossa câmera geral para pegar todo mundo nesse momento?
00:05Olha que beleza. Deputado Federal, muito bem-vindo aqui ao Papo Antagonista. Muito obrigado pela disponibilidade.
00:11O senhor também é pré-candidato a prefeito de São Paulo. Boa noite.
00:17Boa noite, Felipe. Sua figura cumprimenta aí toda a bancada e todos que nos assistem.
00:23Maravilha quem está comigo aqui, Carlos Graeb e o Rodrigo Oliveira.
00:26A gente falou agora há pouco, Kim, a respeito da emenda Pix.
00:32Eu vi que o senhor foi atacado ali pela militância bolsonarista como quem tivesse recebido dinheiro de emenda
00:39para votar de determinada maneira na reforma tributária, obviamente aprovando a medida
00:43que era demonizada ali pelo Jair Bolsonaro como reforma tributária do PT.
00:48Só para a gente aproveitar o gancho que a gente tratou dessa pauta, o senhor poderia explicar a diferença
00:53entre a emenda que o senhor teria recebido e aquelas que são usadas para comprar voto diretamente?
01:01Claro. Primeiro que você tem a emenda impositiva individual, que é aquela que todos os parlamentares têm direito,
01:08não importa se é governo, não importa se é oposição.
01:10No ano passado, no governo Bolsonaro, eu fiz as indicações das minhas emendas obrigatórias.
01:16E eu era um deputado de oposição, não recebia orçamento secreto, assim como não recebo agora orçamento secreto do Lula.
01:22E o governo Lula tem a obrigação de pagar, porque a emenda é impositiva, o próprio nome diz, se impõe,
01:28ele é obrigado a pagar, sob pena de cometer crime, as emendas de todos os parlamentares,
01:33as emendas impositivas individuais de todos os parlamentares, incluindo eu.
01:37E aí o Globo publicou uma matéria, uma matéria que na minha avaliação foi mal escrita,
01:43que induz a erro, porque faz parecer que quem está naquela lista recebeu dinheiro para votar a reforma tributária,
01:49mostrando aqueles que o Lula empenhou, ou seja, autorizou o pagamento,
01:55que é uma fase burocrática do processo de orçamento, que ele teria que fazer com todas as emendas impositivas,
02:01e colocou o meu nome nessa lista. Acontece que todos os deputados que exerceram o mandato na legislatura passada,
02:09inclusive deputados bolsonaristas que votaram contra a reforma, estão nessa lista,
02:14porque emenda impositiva individual, todo mundo recebe, é transparente, está no meu site de deputado,
02:19você coloca lá aqui em categoria e câmara, você vai ver para onde é que eu indiquei,
02:23qual é a ação que eu indiquei, se foi para custeio, se foi para investimento, para qual cidade foi,
02:28para qual hospital foi, para qual escola foi, e foi essa emenda que eu indiquei.
02:32Eu não recebi nenhuma emenda para votar nenhuma reforma, mesmo porque eu não me elejo com base em emenda,
02:38o meu eleitorado não é um eleitorado de opinião, ninguém vota em mim porque eu inaugurei uma creche,
02:42um hospital ou qualquer coisa do tipo. E mais do que isso, todas as emendas que eu faço indicação,
02:46eu mesmo publico vídeo, eu indo até a obra mostrando que ela está acontecendo justamente para dar transparência.
02:53Então, de maneira com má fé, com mau caráter, você teve adversários políticos compartilhando
03:00como se eu tivesse recebido para votar reforma tributária, quando na verdade a reforma tributária
03:05não vai nem gerar efeitos no governo Lula, nem quem assumir depois do governo Lula,
03:10vai começar a gerar efeitos em 2029 com uma transição de 10 anos,
03:14ou seja, nem faria sentido receber qualquer coisa para votar reforma tributária do governo Lula.
03:19Agora, é importante separar a reforma do consumo, que foi essa reforma que a gente votou agora
03:25e que começou em 2019 e que a gente terminou agora, da reforma da renda,
03:30porque eu acredito que seja nessa reforma, que deve vir no segundo semestre,
03:35que o Haddad vai querer aumentar os impostos, além de outros impostos que ele tem falado,
03:39sobre apostas e sobre a importação de produtos chineses e por aí vai.
03:45Carlos Graeb tem uma pergunta para o senhor, deputado Diego Agrae.
03:47Deputado, boa noite. Eu queria que o senhor explicasse um pouco melhor a questão das emendas PICS.
03:54Se eu bem entendo, as emendas PICS são aquelas que são depositadas diretamente
03:59no caixa de uma prefeitura, por exemplo, por indicação de um parlamentar,
04:05e o controle sobre a aplicação desse dinheiro é muito menor,
04:11porque ele não está ligado a nenhum programa pré-definido nem nada disso.
04:15O senhor faz alguma coisa para controlar a utilização desse dinheiro
04:20que o senhor também tem direito de indicar como emenda PICS?
04:25Porque ela é prima, irmã, alguma coisa assim, do orçamento secreto.
04:30A gente reclamava do orçamento secreto porque faltava transparência.
04:33Também falta transparência e controle no uso das emendas PICS.
04:38Como é que o senhor convive com essa falta de transparência e controle?
04:41Perfeito. Bom, primeiro eu discordo de você, Graebi.
04:45Eu acho que é muito diferente o orçamento secreto da emenda chamada, né, emenda PICS.
04:50Primeiro, eu acho muito importante esclarecer, porque eu já recebi esse questionamento na rua, né,
04:55emenda PICS não tem nada a ver com um deputado receber PICS na conta dele.
04:58Eu acho importante esclarecer isso porque eu já recebi esse questionamento na rua,
05:02emenda PICS é o que você colocou.
05:04É quando eu faço uma indicação para um governo ou para uma prefeitura,
05:08e esse governo, essa prefeitura, vai executar uma obra ou vai pagar o custeio de uma UBS,
05:14de uma U, aquele dinheiro que eu indiquei.
05:16Muito bem.
05:17Por que eu discordo de você que o orçamento secreto é primo da emenda PICS?
05:22Porque no orçamento secreto você não sabe quem indicou,
05:25você não sabe para onde é que foi, você não sabe qual ação financiou
05:29e é utilizado para você comprar, em regra, base parlamentar para votar projetos do governo.
05:35Por exemplo, a emenda PICS, todo deputado, né, como eu já disse,
05:40na emenda impositiva individual, pode utilizar, pode fazer uma transferência direta,
05:46por exemplo, eu fiz uma transferência direta para o governo do estado,
05:51que fez uma transferência para a prefeitura de Santo André
05:54para construir o Hospital do Idoso, 3 milhões de reais lá na Vila Luzita,
05:58na cidade de Santo André.
06:00O que que acontecia antes?
06:01O que acontecia antes é que passava pela Caixa Econômica Federal,
06:05a Caixa Econômica Federal mordia 10%, 15%,
06:08e aí os parlamentares criaram esse modelo em que você transfere direto
06:13ou para o governo do estado ou para a prefeitura.
06:16Eu tenho uma crítica como você tem para a emenda PICS,
06:19que é o seguinte, que foi inclusive a crítica de um acordo
06:22do Tribunal de Contas da União.
06:23Então, como é um dinheiro que sai direto do orçamento da União
06:29para ir para o estado e para ir para o município,
06:32não existe ainda clareza, nem na lei, nem na jurisprudência,
06:38se quem fiscaliza esse dinheiro é o Tribunal de Contas da União
06:42ou é o Tribunal de Contas do estado.
06:44E eu tenho críticas em relação a isso, acho que precisa ter uma definição.
06:47Na minha avaliação, deve ser o Tribunal de Contas da União
06:50que tem que fazer essa fiscalização, e isso precisa estar previsto em lei,
06:53coisa que não está previsto hoje.
06:55E eu acho que essa transparência precisa ser dada.
06:57Agora, tem uma diferença fundamental do orçamento secreto,
07:00que é, na emenda PICS, qualquer um, independentemente de ser governo ou posição,
07:05pode fazer indicação de orçamento impositivo.
07:08E você sabe quem indicou, você sabe quem recebeu,
07:13e você sabe qual ação foi financiada com aquilo.
07:17Então, se você entrar no meu site, o deputado Kim Cadagui,
07:20na Câmara dos Deputados, e você ver transferência especial Estado de São Paulo,
07:25você vai ver que foi para a ação de saúde na Prefeitura de Santo André.
07:29Então, assim, existe uma dificuldade de fiscalizar por parte dos tribunais de contas,
07:34que eu critico, que eu acho que precisa mudar em lei,
07:37mas o eleitor consegue ver das emendas PICS,
07:40não do orçamento secreto, porque tem emenda PICS dentro do orçamento secreto,
07:43mas, nas impositivas individuais, é perfeitamente transparente,
07:48e você consegue ver quem indicou, quem recebeu,
07:51e onde é que foi utilizado aquele que recebeu.
07:54Certo.
07:55Deputado, a gente estava aqui na cobertura da aprovação da reforma tributária,
08:00e o Wilson Lima, que não está participando do programa hoje,
08:03mas é repórter do Antagonista em Brasília,
08:06ele trouxe aqui a nota oficial da bancada do União Brasil,
08:08que tem 38 assinaturas, incluindo a do senhor,
08:12para que houvesse mais tempo de análise da proposta da PEC,
08:18da proposta de emenda à Constituição da reforma tributária.
08:21No entanto, ela acabou sendo aprovada naquela noite.
08:25Só poder explicar a sua posição, o senhor queria mais tempo,
08:28mas aí, na hora da tramitação,
08:30viu que era melhor aprovar do jeito que estava,
08:32mesmo tendo ressalvas ao texto,
08:34quer dizer, qual é o seu posicionamento a respeito disso?
08:36O meu posicionamento é que a gente deveria ter tido mais tempo
08:41para promover modificações no relatório final do deputado Agnaldo Ribeiro.
08:47Eu, por exemplo, consegui emplacar algumas modificações,
08:51que foi, por exemplo, voltar o dispositivo da PEC 110,
08:53que havia saído da PEC 45,
08:56que impedia aumento de carga tributária.
08:58Então, eu consegui reinserir junto com o relator,
09:01impedir que a carga tributária aumentasse.
09:03Além disso, a gente teve uma conquista importante,
09:07não só a minha, mas de outros parlamentares,
09:09para que hoje é zerada a tributação federal sobre a cesta básica.
09:14Com a reforma tributária, a gente conseguiu zerar os federais,
09:16os estaduais e os municipais sobre a cesta básica,
09:20decidindo a cesta básica mais barata da história,
09:22pelo menos desde a redemocratização em termos de tributos.
09:26O que eu defendi é o seguinte,
09:28eu apresentei várias emendas.
09:29Algumas foram acatadas, outras não foram acatadas pelo relator.
09:33Quando o partido chegou a mim com uma lista falando,
09:36olha, vários deputados querem ter mais tempo para discutir,
09:39eu falei, ótimo, eu tenho emendas que eu quero que sejam acatadas,
09:42eu tenho melhoras que quero que sejam feitas no texto,
09:45por exemplo, uma melhora que eu queria que fosse apresentada,
09:49que para mim não fazia o menor sentido,
09:50está no relatório inicial do deputado Aguinaldo,
09:53era o tal do cashback com base em raça e gênero.
09:56O cashback foi feito e foi idealizado para pessoas de baixa renda,
10:02ou seja, eu paguei um tributo, eu não tenho poder de compra,
10:06como é que eu retomo aquele poder de compra?
10:08Eu vou devolver aquele dinheiro para a pessoa mais pobre.
10:10Não faz o menor sentido você ter um recorte racial
10:13ou você ter um recorte de gênero em relação a isso.
10:16E eu conversei isso até com um deputado do PT,
10:18que falaram, olha, realmente, como é que eu vou executar isso daqui?
10:20Vai ter um negro rico que vai ter um cashback maior
10:26do que uma outra pessoa de uma classe social mais pobre
10:28porque aquela pessoa não é negra, porque aquela pessoa não é mulher?
10:31Isso é indesequível.
10:32E eu queria que essa minha emenda fosse acatada.
10:34Até o momento, ela não tinha sido.
10:38Da leitura do relatório final, ela foi e essa parte saiu do texto.
10:42Então, o que eu defendi foi o seguinte,
10:44se a gente puder ter mais tempo para debater,
10:46para melhorar o texto, ótimo.
10:47Se não, é melhor a gente aprovar esse texto,
10:51porque esse texto não aumenta a carga tributária.
10:54Esse texto simplifica o nosso sistema,
10:56que é o pior sistema tributário do mundo,
10:58dentre 100 avaliados, o pior sistema tributário do mundo.
11:02E a gente tem um PIB inteiro de contencioso.
11:05Ou seja, basicamente, toda a carga tributária brasileira
11:08está sendo discutida no judiciário.
11:09E isso causa um atraso gigantesco para o país.
11:12A gente nem se compara mais com o país desenvolvido.
11:15A gente agora está tomando bairro do Vietnã, da Indonésia, da Índia.
11:20Então, de países que fizeram a reforma do IVA há muito tempo.
11:24Assim como outros 172 países desenvolvidos fizeram.
11:27Então, eu achei melhor.
11:29Eu gostaria, sim, que a gente tivesse mais tempo de discussão.
11:32E acho que o Senado vai fazer uma discussão mais calma,
11:35com mais pé no chão, mais aprofundada.
11:38Mas, ainda assim, eu acredito que o texto que a gente aprovou,
11:41ainda mais com o período de teste de reforma que a gente vai ter,
11:44e com uma vitória histórica que precisa ser ressaltada,
11:47que foi uma vitória conseguida pelo nosso governador Tarcísio de Freitas,
11:50que foi o seguinte.
11:52Desde a Revolução de 1932, desde Getúlio Vargas,
11:55São Paulo nunca teve vez e voz no Pacto Federativo.
11:59Era sempre dinheiro saindo de São Paulo
12:00para ir para outros entes de federação,
12:03principalmente aqueles com os piores sindicadores socioeconômicos,
12:06o que criava um incentivo para que, quanto pior fosse o governador,
12:09mais dinheiro ele recebia de São Paulo.
12:10Muito bem.
12:11O que o governador Tarcísio conseguiu?
12:14A reforma tributária, do ponto de vista dos estados e dos municípios,
12:18ela vai ser administrada e regulamentada
12:20por uma coisa chamada Conselho Federativo.
12:22E o Conselho Federativo vai ser representado por todos os governadores,
12:25todos os prefeitos de capital,
12:27mas uma conquista que foi conseguida é o seguinte.
12:30Mesmo se tiver a maior parte dos governadores,
12:33mesmo se tiver a maior parte dos prefeitos,
12:35vamos supor que tenha uma aliança entre o Norte e o Nordeste.
12:37Eles não conseguem concentrar a maior parte dos governadores e dos prefeitos.
12:40Se eles não representarem a maior parte da população brasileira,
12:45nenhuma mudança pode ser feita.
12:47Ou seja, o Centro-Sul passa a ter poder de veto,
12:50coisa que a gente nunca teve.
12:51Então, eu achei melhor votar a reforma com este texto
12:55e com essa conquista histórica para o Centro-Sul,
12:58do que a gente arriscar não ter essa votação,
13:02ou ter uma votação que eles destacassem as partes boas,
13:05que eles fossem desfigurando o texto, tirando as partes boas,
13:08coisa que, no final, a gente conseguiu impedir.
13:10Esse foi o meu julgamento na hora,
13:12tanto de assinar o adiamento, como de votar o mérito.
13:15Carlos Gref.
13:17Deputado, ontem a gente recebeu aqui o Paulo Rabelo de Castro,
13:21que fez uma leitura muito, assim, cética da reforma.
13:26Ele disse, por exemplo, que a certeza de que não vai ter aumento de carga tributária,
13:32a rigor, não existe.
13:34A alíquota pode acabar sendo tão alta
13:37e que vai inviabilizar, inclusive, alguns setores de serviços, por exemplo.
13:43Então, a discussão toda foi feita sem números claros.
13:50Não existem projeções críveis, assim, definitivas,
13:59a respeito do impacto dessa reforma.
14:01O senhor tem certeza de que não vai ter aumento de carga tributária?
14:05O senhor consegue afirmar isso com absoluta tranquilidade
14:10em relação ao texto que foi aprovado?
14:13Consigo, porque tem uma previsão constitucional muito clara
14:16que a gente conseguiu inserir no texto de que não deve haver aumento de carga tributária.
14:21E a próxima discussão que a gente vai ter é de lei complementar.
14:23E lei complementar nenhuma pode revogar disposição constitucional.
14:27Agora, o que ele colocou de...
14:30Ou o que você mesmo acabou de colocar sobre...
14:33Olha, não há uma projeção definitiva.
14:35Nenhuma projeção em nenhuma reforma,
14:37em nenhum cenário econômico é definitivo.
14:39E por isso chama-se projeção.
14:41Agora, que a reforma foi feita sem ter nenhuma base,
14:44sem ter nenhum dado, isso aí é mentira.
14:47O CECIF estuda isso há décadas.
14:50Os impactos deste modelo do professor Bernardo Api
14:53e a taxa alíquota de referência é de 25%,
14:58que, levando em consideração a carga tributária brasileira,
15:02é algo que não aumenta nem diminui,
15:04que é a proposta da reforma tributária,
15:07apesar de eu defender que, na verdade,
15:09a gente deveria antes ter feito uma reforma administrativa
15:11para, por exemplo, eu tenho uma PEC,
15:13que eu apresentei na legislatura passada
15:15e eu reapresentei nessa legislatura,
15:17para cortar 15 bilhões de reais
15:19que juízes e promotores recebem
15:21acima do teto constitucional.
15:23Esse ano eu entrei com uma ação
15:24no Tribunal de Contas da União
15:26que impediu que juízes recebessem
15:29um bilhão de reais a mais,
15:30ilegalmente, no benefício retroativo
15:32que eles criaram para si mesmos.
15:33Então, a questão é a seguinte,
15:36há sim estudos, e há sim números,
15:38e há sim projeções,
15:39nas quais a reforma foi baseada.
15:41Não à toa, nas projeções,
15:44a alíquota de referência é de 25%.
15:46E um outro ponto, não à toa,
15:49a projeção que a gente tem também
15:50de crescimento de PIB
15:51é de 15% a 20% nos próximos 10 anos,
15:55em razão da simplificação tributária,
15:58que vai diminuir muito o contencioso,
16:00que são as disputas tributárias
16:01que a gente tem na Justiça.
16:02Por exemplo, um dos exemplos
16:04que eu mais gosto de dar
16:05é o caso do conjunto de atos tributários
16:10do ICMS do Estado do Goiás.
16:13São mais de mil páginas,
16:14só para tratar do ICMS,
16:16de um Estado.
16:17Toda essa complexidade,
16:19tanto de discussão de ICMS,
16:21como de ISS,
16:23acaba com a criação de um IVA.
16:25E é óbvio que a gente pode,
16:26como eu tenho críticas ao texto,
16:29e como a gente pode encontrar
16:31defeitos ao longo do caminho.
16:34Mas o ponto principal
16:35é a criação de um tributo,
16:38de um imposto sobre valor agregado,
16:39que é o que se faz no mundo desenvolvido
16:41e que é o que resolve
16:42a maior parte dos problemas
16:44da indústria e também dos serviços
16:46que envolvem seus insumos baratearem.
16:49Agora, só um complemento
16:50para esgotar esse assunto, deputado,
16:51porque o senhor falou
16:53dessa alíquota padrão do novo IVA,
16:56do imposto sobre valor agregado,
16:58que foi calculada com base nesses 25%.
17:00Agora, todo mundo já está comentando
17:01que deve ficar acima de 25%,
17:03para diversos setores,
17:05justamente por causa da lista de exceções
17:07que foi criada
17:08para privilegiar determinados setores.
17:11Obviamente, cada um com a sua justificativa.
17:14Você tem a questão da cesta básica zerada,
17:17você tem desconto
17:17para nove grupos de serviços e mercadorias.
17:20Até citei aqui ontem exemplos.
17:22Educação e saúde,
17:23transporte coletivo,
17:24produtos e insumos agropecuários,
17:26alimentos,
17:26atividades desportivas.
17:28Você teve a questão da imunidade tributária
17:30para as igrejas, etc.
17:31Então, se você tem diversos setores,
17:33mercadorias,
17:34que ganham esse desconto nos impostos,
17:37vai haver cobrança do outro lado.
17:38Então, mesmo que não haja um aumento
17:40total de carga tributária,
17:42muita gente pode precisar pagar mais.
17:44O senhor vê isso como
17:45uma lista de exceções que ficou muito grande,
17:48que o Senado precisa se deter ali
17:50para avaliar?
17:53Eu concordo com você.
17:54Eu acho que,
17:55num sistema de IVA,
17:57quanto menor o número de exceções,
18:00melhor.
18:01E se a gente for ajudar as pessoas mais pobres,
18:04que seja por um sistema de renda mínima,
18:05que seja robustecendo o Bolsa Família,
18:07por exemplo,
18:08porque nós temos estudos
18:11demonstrando
18:11que a política social
18:13feita por meio de tributos,
18:17feita por meio de política tributária,
18:19é muito menos eficiente
18:20do que você dar o dinheiro
18:21diretamente para a pessoa
18:23para saber qual é a prioridade da sua vida.
18:25É a experiência que o primeiro governo Lula 1 teve
18:28com o Fome Zero.
18:31Primeiro,
18:31o Lula tentou a solução estatizante,
18:33que é o seguinte,
18:34eu vou criar uma burocracia aqui
18:36que vai lá,
18:37vai atrás da comida,
18:38vai atrás do caminhão,
18:39vai atrás de levar a comida até a pessoa
18:40e vai resolver o problema de fome da pessoa.
18:43Deu errado,
18:44fracassou miseravelmente.
18:45Por quê?
18:45Tem um monte de problema logístico,
18:46você não encontra a pessoa na casa dela,
18:49você tem problema de cadastro,
18:50você tem uma burocracia
18:51que fica mais cara
18:52do que o programa social na ponta.
18:54O que deu certo?
18:55Política liberal,
18:56de voucher,
18:57de renda mínima,
18:58por assim dizer,
18:59ou de imposto de renda negativo,
19:01ou vários outros nomes
19:02que possam ter sido utilizados
19:03por liberais ao longo dos tempos,
19:05que é você dar o dinheiro para a pessoa
19:06e a pessoa definir o que é prioridade
19:08para a vida dela,
19:09que foi o Bolsa Família,
19:10que foi o robustecido agora.
19:12Então,
19:12eu concordo sim
19:13que a lista de exceções
19:15pode ter ficado grande demais,
19:18que o Senado deve revisar isso,
19:20mas,
19:20revisando isso,
19:21a gente deve robustecer
19:22programas de assistência social
19:24para que as pessoas mais fobres
19:25não sejam penalizadas
19:26em razão disso.
19:28Deputado,
19:28queria abordar duas questões aqui,
19:30o Graebo também deve ter considerações
19:32a respeito disso,
19:33que é o futuro
19:33do campo antipetista,
19:37de uma alternativa ao Lula
19:39depois da declaração
19:40de ineligibilidade de Jair Bolsonaro
19:41e, claro,
19:42sua pré-candidatura
19:43à Prefeitura de São Paulo.
19:44A gente viu agora
19:45no debate da reforma tributária
19:47um pouco de atrito ali
19:48entre o bolsonarismo
19:49e o Tarcísio de Freitas.
19:51Como é que você vê
19:52o futuro desse campo?
19:53Como é que o senhor
19:55e o MBL,
19:56de uma maneira geral,
19:57se posicionam
19:57a respeito disso?
19:58Qual é a sua visão
19:59sobre o horizonte
20:01do Tarcísio de Freitas,
20:02por exemplo,
20:03diante de muitas vezes
20:05das pressões bolsonaristas
20:07para que ele haja
20:08dessa forma,
20:09que o Bolsonaro agia
20:11de uma maneira mais reacionária,
20:13de uma maneira que demonize mais
20:15em vez de tentar construir,
20:16por exemplo,
20:17diálogos de consenso?
20:20Vamos lá.
20:21Eu acredito, primeiro,
20:22que o posicionamento,
20:25e eu, inclusive,
20:25vou dar um bastidor aqui
20:27do dia da reforma tributária.
20:29Um deputado bolsonarista
20:30importante,
20:31que ocupa uma posição,
20:32uma posição importante
20:34aqui dentro da Câmara dos Deputados,
20:36veio falar comigo
20:37no dia da votação
20:38da reforma tributária.
20:39E ele disse o seguinte,
20:40ele utilizou um palavrão
20:41que eu não vou repetir aqui,
20:42mas ele disse,
20:43nós cometemos um erro
20:44ao não aprovarmos
20:46a reforma tributária
20:47durante o governo Bolsonaro.
20:48Por quê?
20:49Porque a PEC foi proposta
20:51por um deputado,
20:52à época,
20:52da base do governo Bolsonaro,
20:54o deputado Baleia Rossi.
20:55Nós tínhamos a maioria,
20:57nós tínhamos a comissão especial,
20:59nós tínhamos todas as condições,
21:02nós tínhamos um presidente da Câmara
21:03que queria pautar
21:03e que queria aprovar.
21:05Nós tínhamos todas as condições
21:07de aprovar esta reforma tributária
21:09no governo Bolsonaro,
21:10mesmo porque ela tramitou
21:11durante a maior parte do tempo
21:13no governo Bolsonaro.
21:15E esta reforma
21:16é boa para o país
21:17e vai trazer bons resultados
21:18para o país.
21:20Porém,
21:21agora que nós perdemos a chance
21:23de aprovarmos esta reforma
21:25no governo Bolsonaro,
21:26não vamos deixar o Lula aprovar,
21:28porque senão ele vai ficar
21:29com os dividendos políticos.
21:30Este não é o tipo de oposição
21:32que eu faço,
21:33eu não estou aqui para fazer isso.
21:35Eu não dependo de mandato,
21:36eu não dependo de eleição,
21:37eu não dependo de política para viver.
21:39Eu não vou fazer oposição
21:40por oposição.
21:42Não é porque o Lula está no poder
21:43que eu vou negar
21:45uma reforma tributária
21:46que começou no governo Bolsonaro,
21:47que é uma boa reforma tributária,
21:49e que eu vou votar contra
21:51simplesmente porque vai beneficiar
21:52a economia.
21:53E veja,
21:54vai beneficiar a economia
21:55só no sentido de dar
21:57uma sinalização para o futuro,
21:58porque o governo Lula
21:59não ganha nada
22:00em arrecadação com isso,
22:01porque a reforma
22:03só entra em vigor mesmo
22:04em 2029.
22:05ou seja,
22:06nem o Lula nesse mandato
22:08ganha nada,
22:09nem no próximo mandato
22:10do próximo presidente da República
22:11ele também não ganha nada.
22:12Em 2029 é o 1%,
22:14é o começo da implementação
22:16de 10 anos
22:17de transição
22:18de reforma tributária.
22:20Então,
22:20eu acho que o governador
22:20Tarcísio de Freitas
22:21teve uma postura
22:23muito responsável,
22:24porque isso também
22:25não afeta em nada a ele.
22:26Ele,
22:27como governador,
22:28não ganha
22:28e nem perde
22:29arrecadação nenhuma.
22:30Se ele foi reeleito
22:31governador,
22:32ele não ganha
22:32e nem perde
22:33arrecadação nenhuma.
22:33isso começa a entrar em vigor
22:35em 2029.
22:36Ou seja,
22:37ele se colocou ali
22:38e ele foi fundamental
22:39para a aprovação
22:40da reforma,
22:41primeiro,
22:42com a vitória histórica,
22:44dando para o Centro-Sul
22:45o peso
22:46que ele sempre deveria ter,
22:47até mais,
22:48mas ele conseguiu
22:49um espaço histórico
22:50dando poder de veto
22:51para o Centro-Sul
22:52no Conselho Federativo
22:54e se colocou
22:55como um sujeito adulto,
22:57como um sujeito sensato,
22:59que não vai se posicionar
23:00contra uma reforma
23:01só porque aquela reforma
23:02está tramitando,
23:03sobre um governo
23:04do qual ele é adversário.
23:06Se aquela reforma
23:06é boa,
23:07eu vou dar aquela reforma,
23:08não interessa
23:08se eu sou contra o governo,
23:09que foi a minha postura
23:10e que eu acho
23:11que é uma postura
23:11muito correta
23:12por parte do governador
23:13Tarcísio,
23:14o que só torna ele
23:16mais,
23:18como posso dizer,
23:20credenciado
23:21para,
23:22se quiser,
23:23disputar as eleições
23:24presidenciais
23:24de 2026.
23:28Deputado,
23:28eu queria que o senhor
23:29explicasse
23:30o significado
23:31dessa escolha
23:32do seu nome
23:33pelo Movimento Brasil Livre,
23:35do qual o senhor faz parte,
23:37como um pré-candidato,
23:39vamos dizer assim,
23:40à Prefeitura de São Paulo
23:42e o que isso significa
23:44dentro do seu partido.
23:46Isso tem algum valor
23:47dentro do União
23:49ou não significa
23:50absolutamente nada?
23:51como é que as duas
23:52coisas conversam?
23:55Perfeito.
23:56Primeiro,
23:56dentro do Movimento Brasil Livre,
23:58eu acho que isso serviu
23:59para mostrar
23:59que tanto eu
24:01como o Guto
24:01temos propostas
24:03concretas
24:04e estudamos
24:05a cidade de São Paulo,
24:06a gente fez debate público,
24:07a gente esteve
24:08na Paulista
24:09escutando as perguntas
24:10de pessoas
24:11de várias zonas
24:12diferentes da cidade
24:13para ouvir
24:14as suas demandas,
24:15ouvir as suas perguntas
24:16e responder
24:16as suas perguntas
24:17e aquelas que a gente
24:18ainda não sabia,
24:19a gente simplesmente
24:19respondeu
24:21não sei,
24:22não sabemos,
24:23vamos estudar,
24:24vamos nos aprofundar.
24:25Eu acho que isso serviu
24:26para mostrar
24:27que a gente tem
24:27substância e conteúdo
24:29para trazer propostas
24:30para as cidades de São Paulo
24:31e isso foi muito bem recebido
24:34pela União Brasil.
24:35Eu confesso para vocês
24:36que mais,
24:37muito mais
24:38do que eu imaginava.
24:40A gente teve uma reunião
24:41da executiva do partido
24:42na semana passada
24:43e a receptividade
24:45que eu tive
24:46da minha pré-candidatura
24:47à Prefeitura
24:48foi muito grande.
24:49desde o líder
24:51do partido,
24:52o deputado
24:52Elmar Nascimento,
24:53passando pelo secretário-geral,
24:55o secretário
24:57Assemi Neto,
24:57passando pelo presidente,
24:59vice-presidente
25:00do partido,
25:00o Bivar
25:01e o Gueda.
25:02Então,
25:03eu vejo
25:04um dos meus articuladores
25:06políticos de campanha
25:07é o deputado estadual
25:08da União,
25:09que é o Saraiva.
25:10Então,
25:11eu vejo
25:11uma recepção
25:13e uma vontade
25:14do partido
25:14de ter uma candidatura própria.
25:16Agora,
25:17há uma disputa.
25:18o presidente
25:20do diretório municipal,
25:22que é o presidente
25:23da Câmara,
25:24Milton Leite,
25:25ele está na base
25:28do prefeito
25:28Ricardo Nunes.
25:30E,
25:30para eu conseguir
25:31a legenda
25:32para disputar
25:33pela União
25:34e ser pré-candidato
25:35a prefeito,
25:36eu preciso vencer
25:37nas convenções
25:39municipais,
25:40disputando
25:41com aqueles
25:42que apoiam
25:43o Ricardo Nunes
25:44e o vereador
25:45Hamilton Leite.
25:47Eu acredito
25:48e eu tenho
25:48trabalhado
25:49para angariar
25:50apoio
25:51para conseguir
25:52esta pré-candidatura.
25:54Eu repito,
25:55o peso
25:56que a minha vitória
25:57nas prévias do MBL
25:58teve
25:59dentro do União
26:00foi maior
26:01do que eu esperava.
26:03O respaldo
26:04que eu estou tendo
26:04dentro do partido
26:05é maior também
26:07do que eu esperava.
26:08Porque eu também
26:09sempre tive,
26:10desculpa,
26:10só para me alongar
26:11um pouco mais,
26:12eu sempre tive
26:13uma postura
26:14de independência
26:15em relação ao partido.
26:17Então,
26:18o partido votou
26:20o arcabouço fiscal
26:21do Haddad,
26:22eu fui contra.
26:23O partido votou
26:24a medida provisória
26:25dos ministérios,
26:26eu fui contra.
26:27O partido orientou,
26:29mas a maior parte
26:30da bancada não votou,
26:32a favor do PL
26:33e da censura,
26:34eu fui contra.
26:35Então,
26:35eu sempre tive
26:36uma postura
26:36de independência
26:37e sempre fui muito
26:37respeitado em razão disso.
26:39E eu pensei
26:40que essa postura
26:41de independência,
26:41de certa maneira,
26:42me isolasse
26:43do partido.
26:45Mas o que eu vi
26:46é que com o resultado
26:47das prévias do MBL,
26:49o partido respeita
26:51o meu nome
26:51e tem simpatia
26:53pelo meu nome
26:54para atender
26:55os meus pleitos,
26:56para estar aberto
26:58a escutar,
26:59inclusive,
27:00o meu pedido
27:01para ser pré-candidato
27:02pelo partido.
27:03Alguma chance
27:05de vencer
27:05a oposição
27:06do Milton Leite
27:07aqui em São Paulo?
27:08Ele é um nome
27:09enraizado na cidade,
27:11é um nome
27:13poderoso
27:14da política
27:15local.
27:16Como é que se
27:17organiza uma
27:19candidatura
27:20para se contrapor
27:21a alguém
27:21que está tão
27:22à vontade
27:24aqui na cidade
27:26e que tem
27:27tanta força?
27:29Deputado,
27:30só dando um contexto
27:31aqui,
27:31emendando na pergunta
27:32do Grae,
27:32porque é a mesma
27:33resposta,
27:35a gente viu
27:36toda uma articulação
27:37para decidir
27:39se o campo
27:40da direita
27:41deveria apoiar
27:41um candidato
27:42mais bolsonarista
27:43e chegou-se a aventar
27:44a hipótese
27:45de Ricardo Salles,
27:46ex-ministro do meio ambiente,
27:47se candidatar,
27:48ou se deveria
27:49apoiar um candidato
27:51mais ao centro,
27:52que seria o prefeito
27:53Ricardo Nunes.
27:54Quer dizer,
27:54como o senhor
27:55furaria essa bolha
27:57numa candidatura
28:00para se opor
28:01ao Guilherme Boulos?
28:02Porque são esses nomes
28:03que estavam sendo
28:04colocados antes
28:05da sua vitória
28:06nessas prévias
28:07aí do MBR.
28:10Vamos lá.
28:11Primeiro,
28:11eu não necessariamente
28:13preciso derrotar
28:15o vereador
28:16Mildolente
28:16na convenção municipal
28:17para ter
28:19a minha pré-candidatura.
28:20Eu posso,
28:22ao longo
28:22dos próximos seis meses,
28:24com pesquisas
28:25e trabalhos
28:26de pré-campanha,
28:27mostrar que
28:28o meu nome
28:28é mais viável
28:29para derrotar,
28:31e aqui eu preciso
28:31tomar muito cuidado
28:32com a legislação eleitoral,
28:34mas eu posso demonstrar
28:36com o trabalho
28:37de pré-campanha
28:38que meu nome,
28:39numa eventual
28:39pré-candidatura,
28:41é mais competitivo
28:42para derrotar
28:43uma pré-candidatura
28:44do Guilherme Boulos
28:45do que
28:46uma pré-candidatura
28:47do atual prefeito.
28:49E isso
28:49a gente pode demonstrar
28:50com pesquisa,
28:51a gente pode,
28:52daqui a seis meses,
28:53discutir
28:53como é que eu estou
28:54para funcionar,
28:56qual que é a rejeição
28:57do prefeito,
28:58que na minha avaliação
28:58é alta hoje,
29:00e quanto mais
29:00ele se tornar conhecido,
29:01mais alta vai ficar,
29:03essa é a minha avaliação,
29:04a gente vai ver isso
29:04no futuro,
29:05nas pesquisas do futuro,
29:07então não necessariamente
29:08ele precisa sair
29:09derrotado
29:11numa convenção municipal,
29:12ele pode simplesmente
29:13ver que
29:13estar na base
29:15de apoio
29:16de um pré-candidato
29:17que vai ser derrotado
29:17não vale a pena,
29:19esse é um ponto.
29:20Um outro ponto,
29:22e aí me desculpa,
29:23Felipe,
29:23eu esqueci a sua pergunta.
29:24Não,
29:25como se posicionar,
29:27já que você tem
29:27um embate
29:28no campo
29:28contra o Guilherme Boulos
29:30entre Ricardo Nunes
29:31e um eventual
29:32candidato bolsonarista,
29:33quer dizer,
29:34o senhor já está
29:34meio que respondendo,
29:35dizendo,
29:36quer dizer,
29:36se eu me tornar viável
29:37nas pesquisas,
29:38eu posso ser
29:39essa opção,
29:40é isso?
29:41É isso,
29:42e eu acho, sim,
29:43que o debate municipal,
29:45como a gente viu
29:45em 2020,
29:47é um debate
29:47muito menos nacionalizado
29:49e muito menos
29:50ideologizado,
29:51o que eu vou
29:52debater
29:53se eu for
29:54escolhido
29:55pré-candidato,
29:56o que eu vou
29:56debater na televisão,
29:58o que eu vou
29:58debater nas entrevistas,
30:00são propostas
30:01para a cidade
30:01de São Paulo.
30:02Eu não vou
30:03debater
30:03se eu estou
30:06com o apoio
30:06do Lula,
30:07se eu estou
30:07com o apoio
30:07do Bolsonaro,
30:09isso aí,
30:09os candidatos
30:10que vão ter
30:10o apoio
30:11do Lula
30:11e do Bolsonaro
30:11que vão ficar
30:12colocando
30:13os seus padrinhos
30:14políticos
30:14na campanha eleitoral.
30:15O que vai me
30:16preocupar
30:17é apresentar
30:18soluções
30:18para a cidade
30:19de São Paulo,
30:20porque na minha
30:21avaliação,
30:22primeiro,
30:23o que eu acho
30:23que é o correto
30:24a se fazer
30:24quando você
30:25é o candidato
30:26a prefeito.
30:27Segundo,
30:27porque eu acredito
30:28que é a melhor
30:29estratégia eleitoral
30:29também,
30:30porque eu acho
30:31que a pessoa
30:31está muito mais
30:31preocupada
30:32numa falta,
30:34por exemplo,
30:35de papel higiênico
30:36numa UBS,
30:37que a gente está
30:37chegando no cúmulo
30:38de ter isso,
30:39do que em saber
30:40se o sujeito
30:41tem o apoio
30:41ou não do Lula
30:42ou tem o apoio
30:42ou não do Bolsonaro.
30:44E mais do que isso,
30:45o Nunes
30:46tenta angariar
30:48o apoio
30:48da direita,
30:49mas mesmo
30:50a direita
30:51bolsonarista,
30:52mesmo com o Nunes
30:54estando ao lado
30:55do Eduardo
30:56Bolsonaro,
30:57estando ao lado
30:58do Jair Bolsonaro,
30:59ele não cola
31:00como uma figura
31:01de direita,
31:02nem como uma figura
31:03bolsonarista.
31:04A gente já viu isso
31:05nas eleições
31:06de 2020,
31:06veja,
31:07o MBL teve candidato,
31:10o Bolsonaro teve
31:10um candidato
31:11que foi o César
31:11com o Somano
31:12e o candidato
31:14do MBL
31:14sem padrinho
31:15político nenhum
31:16por um partido
31:16nanico
31:17com 15 segundos
31:18de televisão,
31:19teve os mesmos
31:2010% do Celso
31:24do Somano
31:24que teve a venda
31:25do presidente
31:25da república
31:26e saiu
31:26por um partido
31:27enorme.
31:28Então,
31:28assim,
31:28a eleição
31:29municipal,
31:30na minha avaliação,
31:32ela é menos
31:33ideologizada,
31:34ela vai se focar
31:35mais nos problemas
31:36da cidade
31:37que se avolumam,
31:38que aumentam
31:39e que,
31:40na minha avaliação,
31:42ficando cada vez
31:43piores,
31:44vão entrar cada vez
31:44mais no debate
31:45público do que
31:47padrinho político
31:48A ou padrinho
31:49político B.
31:50Agora,
31:50inegavelmente,
31:51eu tenho um
31:52posicionamento
31:52de direito,
31:54um posicionamento
31:54de direito republicano,
31:56um posicionamento
31:56de direito democrático,
31:58um posicionamento
31:58de direito economicamente
32:00pragmático,
32:01com base em evidência
32:02científica,
32:03em política pública,
32:04naquilo que funcionou,
32:06e é esse posicionamento
32:08que eu vou defender.
32:08Agora,
32:10eu não tenho a menor
32:11intenção e nem acho
32:12que seja possível
32:13eu me eleger
32:14só com base
32:15na minha ideologia.
32:16Eu preciso ter uma base
32:17sólida de proposta
32:18e mostrar
32:19que os outros
32:20pré-candidatos
32:20não têm,
32:21ou pelo menos
32:22que a base
32:22de propostas
32:23que eles têm
32:23não é efetiva
32:26o suficiente
32:26para resolver
32:27os problemas
32:27da cidade.
32:29Deputado,
32:30só para encerrar,
32:30então,
32:31já que a gente
32:31entrou nessa pauta
32:32e falou só
32:32de questões estratégicas
32:34eleitorais,
32:35um resumo
32:35dos pontos
32:36que o senhor
32:36considera cruciais
32:38para melhorar
32:39a cidade de São Paulo.
32:40Quais seriam
32:41três pontos
32:42de foco
32:43de uma eventual
32:44campanha sua?
32:46Acho que o primeiro
32:47ponto é segurança.
32:49A segurança,
32:50constitucionalmente,
32:51é a competência
32:51do Estado.
32:53O Estado de São Paulo
32:53que é responsável
32:54pela segurança,
32:55mas,
32:55inegavelmente,
32:57as cidades assumiram
32:58um papel de protagonismo
32:59na segurança pública.
33:00A cidade de São Paulo,
33:02especificamente,
33:03ela tem uma força
33:03chamada Romu,
33:05que é uma espécie
33:05de rota municipal.
33:07E eu acredito muito
33:08no modelo misto
33:11de ronda ostensiva
33:12com polícia comunitária,
33:14que é o que funciona
33:15no Japão,
33:16por exemplo.
33:17Inclusive,
33:17nós temos,
33:18no âmbito do Ministério
33:19da Justiça,
33:21um acordo de cooperação
33:22com o governo japonês
33:23para instituir
33:24e para ensinar
33:25as nossas polícias
33:26a terem um modelo
33:27de polícia comunitária
33:28do Japão,
33:28que é a Koban.
33:29Então,
33:30você tem um policiamento
33:31que conhece as pessoas
33:33daquele bairro,
33:34você tem um policiamento
33:35que é ostensivo,
33:36que você tem a sensação
33:37de segurança
33:38e que você diminui
33:39a criminalidade
33:40só pelo fato
33:41de você ter a presença
33:42daquele efetivo lá.
33:44Eu acho que tem
33:44muito efetivo parado,
33:47muito efetivo
33:48fazendo segurança
33:49de palácio
33:49e pouco efetivo
33:51nos lugares
33:51que, de fato,
33:52você tem a maior incidência
33:53de criminalidade.
33:55E falta inteligência também.
33:57A gente pode agir
33:58de maneira...
33:59Eu ouvi vocês falando
33:59hoje mais cedo
34:00sobre o COPOM,
34:01mas o COPOM
34:02que eu vou me referir aqui
34:02é o Centro de Inteligência
34:03da Polícia Militar,
34:04não é o Comitê
34:05de Política Monetária.
34:07Você poderia ter
34:08com a Guarda Civil
34:10Metropolitana,
34:12com o COPOM,
34:13com o Ministério Público,
34:15um gabinete integrado
34:16para você conhecer
34:18quais são os focos
34:19de crimes
34:19e quais são os crimes
34:20cometidos
34:21em determinadas regiões
34:22para você agir
34:22com inteligência.
34:23e isso é perfeitamente
34:25possível fazer
34:27no âmbito
34:28de uma administração
34:29municipal
34:30em parceria
34:31com o Estado
34:31e em parceria
34:32com o Ministério Público.
34:33Segundo ponto,
34:34Cracolândia.
34:35Cracolândia é um problema
34:36que a gente tem
34:37que é crônico
34:38e que nós temos
34:40agora uma pesquisa,
34:41inclusive envolvendo
34:42uma universidade brasileira,
34:44que é a Universidade
34:44de Estados Unidos
34:45e que deve terminar
34:47em junho de 2024,
34:49que é uma pesquisa
34:50de vacina
34:51contra o Crac.
34:52Para mim,
34:53isso é do alviçareiro,
34:55a gente ter a perspectiva
34:57de no ano que vem
34:58terminar uma pesquisa
34:59que pode nos trazer
35:01uma vacina
35:03para combater o Crac.
35:05Isso,
35:06aliado a uma política
35:07que também vai ter
35:09que ser dialogada
35:09com a Defensoria
35:10e com o Ministério Público
35:11de internação compulsória
35:13para cuidar
35:14daquele usuário,
35:14porque o usuário de Crac
35:17é um cara
35:17que está se matando,
35:18ele está se destruindo.
35:20Eu discordo veementemente
35:21de movimentos,
35:22por exemplo,
35:22como o Craco Resiste,
35:24que acha que aquele ambiente
35:25é um ambiente
35:25que tem que ser preservado,
35:26porque é um ambiente cultural,
35:28porque é um ambiente
35:28do mais pobre.
35:30Não,
35:30eu não acho nada disso.
35:31Eu acho que esse sujeito
35:32precisa de assistência social,
35:33ele precisa de moradia,
35:34ele precisa de saúde,
35:35ele precisa de educação,
35:35ele precisa de trabalho.
35:37E todas essas políticas
35:38integradas
35:39precisam trabalhar entre si,
35:40junto com a inteligência
35:42para combater o tráfico,
35:43junto com o trabalho
35:44de pesquisa,
35:45que eu acho que a Prefeitura
35:46da cidade de São Paulo
35:47tem um orçamento,
35:48tem R$34 bilhões em caixa.
35:50Vamos ver o quanto
35:51vai sobrar até a campanha.
35:52Mas, por enquanto,
35:53tem R$34 bilhões em caixa
35:54que poderia muito bem
35:55ajudar a financiar
35:56essa pesquisa
35:57que seria revolucionária
35:58para combater o tráfico.
35:59E, por último,
36:01saúde pública.
36:01hoje, se fala há muito tempo
36:04em prontuário eletrônico
36:06e não se aplica.
36:08Hoje, a Prefeitura
36:09usa um software
36:10que custa cinco vezes
36:13aquilo que os softwares
36:14premiados de mercado custam.
36:16Ou seja,
36:16alguma coisa de errado
36:17tem aí.
36:18No mínimo,
36:19uma irregularidade administrativa
36:20tem aí
36:21que a gente vai ter que rever
36:22esses contratos
36:23da cidade de São Paulo.
36:24Dá para ter prontuário eletrônico,
36:26a gente tem orçamento
36:27para isso
36:28e a gente tem como adquirir isso.
36:30E, além disso,
36:32otimizar
36:33as unidades de saúde.
36:35Hoje, o que eu mais escuto
36:36de reclamação
36:37dos profissionais de saúde
36:39da cidade de São Paulo
36:39é que a população
36:41não sabe para onde ir.
36:43Ou seja,
36:44ela precisa de um atendimento,
36:45por exemplo,
36:45ela precisa de uma receita.
36:47Se ela precisa de uma receita,
36:48ela precisa ir para uma UBS.
36:49Ela vai para uma UPA,
36:50que é uma unidade de emergência.
36:52E aí, você acaba
36:53fazendo retrabalho
36:55ou tendo que passar
36:55de uma unidade para outra.
36:57Então, precisa ter
36:57uma conscientização, primeiro,
36:58do que faz o que faz
36:59uma UBS,
37:00o que faz uma UPA,
37:01o que faz uma AMA.
37:02E, para além disso,
37:04investir em saúde da família,
37:06porque a maior parte
37:07das doenças
37:08que depois vão parar
37:08no Estado,
37:09porque como é que funciona
37:10a organização
37:11da administração da saúde?
37:13A Prefeitura,
37:14ela cuida
37:14da atenção básica,
37:16da atenção primária.
37:18O Estado cuida
37:19do que a gente chama
37:19de MAC,
37:20média e alta complexidade.
37:23O que eu escuto
37:24dos profissionais de saúde,
37:25inclusive,
37:25teve um congresso aqui
37:26recente sobre oftalmologia,
37:27é que, vou pegar o caso
37:28da oftalmologia como exemplo,
37:3080% dos casos
37:32que vão parar
37:33nos hospitais
37:34de média e alta complexidade
37:36de oftalmologia,
37:37poderiam ser evitados
37:39se na atenção primária
37:41o profissional
37:41tivesse o treinamento
37:42de detectar
37:44aquele problema
37:45e solucionar
37:45aquele problema
37:46na base.
37:47Então,
37:47saúde preventiva,
37:49com orientação
37:50para quais unidades
37:51dispostas,
37:52então,
37:52com o DVI
37:53e com o prontuário
37:54eletrônico,
37:54com o aplicativo
37:55para você marcar
37:56consulta,
37:57para você receber
37:58os seus exames
37:59e para você ter
37:59os seus exames,
38:00independentemente
38:01da unidade de saúde
38:02que você vai ser atendido,
38:03para mim,
38:03tem que ser uma das prioridades
38:05em termos de propostas
38:07para um pré-candidato
38:07da prefeitura de São Paulo.
38:08Desculpa me alongar,
38:09Felipe Graebi.
38:10Imagina,
38:11muito obrigado
38:11pela participação,
38:12pela disponibilidade,
38:13pelos esclarecimentos,
38:14deputado federal
38:15Kim Kataguiri
38:16da União Brasil,
38:17pré-candidato
38:18à prefeitura de São Paulo.
38:20A eleição municipal
38:20é no ano que vem,
38:212024.
38:23Kataguiri,
38:23boa noite,
38:24bom trabalho.
38:26Boa noite,
38:27Felipe,
38:27boa noite,
38:27Graebi,
38:28obrigado pelo convite.
38:37Obrigado.
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