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O programa Meio-Dia em Brasília desta terça-feira, 6 de outubro, fala sobre os movimentos iniciais pelo impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que passaram a ser defendidos com mais ênfase após as eleições de domingo.

Além disso, o programa também fala sobre a nova fase da campanha do presidente Lula, sobre a possibilidade (ou não) de aprovação da PEC que acaba com o regime de trabalho 6x1 e trata dos partidos que não atingiram a cláusula de barreira nas eleições deste ano.

Assista:

Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

O programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h.

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00:07Música
00:44O Antagonista
01:18O Antagonista
01:57O Antagonista
02:12O Antagonista
02:51Olá, boa tarde. Sejam todos muito bem-vindos ao Meio de Em Brasília, um programa do portal O Antagonista, exibido
02:57também na TV BMC.
02:58Hoje é terça-feira, 6 de outubro. Eu sou Rodolfo Borges e estes são os nossos destaques.
03:05Com maioria no Congresso, PL discute impeachment de Moraes e rejeita a cordão.
03:11Moraes autoriza regime semiaberto para Débora do Batom. Nunes Marques quer livrar Bolsonaro da prisão.
03:18Após derrotas, Lula agora afirma que o problema é o STF.
03:23Flávio Bolsonaro busca apoio de Ronaldo Caiado.
03:26Zema abriu o voto.
03:28Este é o Meio de Em Brasília, ao vivo.
03:38Após conseguir a maior bancada na Câmara e no Senado, entregantes do PL passaram a intensificar as conversas sobre um
03:46eventual impeachment de Alexandre de Moraes.
03:49Além dele, outro ministro que entra na alça de mira é Flávio Dino.
03:53Ontem, Michel Temer, ex-presidente e padrinho político de Moraes, declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
04:01Azul da Salária.
04:03O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança.
04:10Quer atenção?
04:11Expeito.
04:13Quem entendeu isso foi reeleito.
04:16Com os demais, deu-se a renovação.
04:18Renovação que apareceu fortemente na composição do Congresso Nacional e na força da candidatura à presidência da República,
04:28que chegou ao segundo turno em primeiro lugar.
04:31A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos doceiros.
04:36Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente.
04:42Quer, portanto, reconexão.
04:45E reconexão é Flávio.
04:49Um bom Brasil a todos.
04:52Após a publicação desse vídeo, surgiu a especulação sobre um possível acordão entre o PL e os ministros do STF,
05:00em troca da anistia a Jair Bolsonaro.
05:02O partido, no entanto, já deixou claro que não vai ter acordão.
05:06Ao menos, por enquanto.
05:08Vamos ouvir o líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho.
05:13É lamentável que o Brasil, nesse momento em que ele se encontra com todos os problemas que nós temos
05:19e com todos os desafios que estão na nossa frente,
05:22nós estejamos discutindo o Supremo Tribunal Federal.
05:26Nós acreditamos que o que aconteceu no Brasil também tem a ver com uma resposta da sociedade
05:31que está cansada com esse tipo de interferência, de hipertrofia de um poder sobre os demais poderes da República.
05:39Não foi tão direto, Rogério Marinho, de já falar sobre isso no programa de hoje.
05:43Ontem, em entrevista ao Papo Antagonista, o deputado federal mais bem votado em São Paulo,
05:47o Lucas Pavanato, defendeu o impeachment do Alexandre de Moraes.
05:50O Alexandre de Moraes já pode preparar as malas dele, que nós vamos pedir o impeachment dele.
05:55O meu compromisso como eleitor, inclusive na coletiva de imprensa assim que eu venci a eleição,
05:59eu disse isso, e o meu compromisso como eleitor é,
06:03uma vez em Brasília, meu primeiro discurso já vai ser pedindo o impeachment dele,
06:06agora nós temos uma bancada no Senado e esse cara tem que ser punido não por uma vingança apenas,
06:12mas para dar um recado de que ninguém está acima da lei e da Constituição.
06:15É uma vergonha que o ministro decida se pode ou não pode ser investigado,
06:19que o ministro abuse do seu poder e não seja punido.
06:21Então, se ele não tem a punição da justiça, ele terá pelo menos a punição política.
06:27Bem, nessa terça-feira, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gaia
06:30foi ainda mais longe, mais enfático do que o Pavanato, dizendo que sem,
06:34bem, entre aspas aí, né, sem anistia para ministros do STF.
06:39A bancada está aí, ó, vocês estão vendo o tweet dele.
06:42A bancada bolsonarista diz ter 49 votos por impeachment, né,
06:46e 5 a menos do que seria necessário.
06:48A gente já falou ontem aqui, inclusive, que o ranking dos políticos já calculou
06:51que os 54 votos já estariam garantidos.
06:55Antes de chamar o Wilson Lima aqui e o Ricardo Kessman para a gente começar a analisar,
06:59eu quero chamar a enquete do nosso canal no YouTube, que é sobre isso aí.
07:04Vai ter impeachment de ministro do STF na próxima legislatura?
07:07E a gente tem quatro opções.
07:09Sim, vai ser do Alexandre de Moraes esse impeachment.
07:11A segunda resposta, sim, é sim, vai ter impeachment e vai ser do Moraes e do Flávio Dino.
07:17Terceira opção, não, vai ter um acordão.
07:20E quarta opção, que não vai ter impeachment, mas porque o STF vai se autorregular,
07:24então vai ser desnecessário que esse impeachment ocorra.
07:28Bem, agora sim, vou chamar o Wilson Lima aqui e o Ricardo Kessman
07:32e vou começar perguntando para o Wilson, dando boa tarde.
07:36Vai ter impeachment de ministro do STF ou não vai ter na próxima legislatura, Wilson?
07:41Boa tarde para você, Rodolfo. Boa tarde para você, Ricardo.
07:43Essa é a pergunta de um milhão de dólares, né?
07:45Se eu soubesse, se eu pudesse cravar, meu amigo, já teria como botar os números na mega cena.
07:51Enfim, mais uma vez, boa tarde para você, meus amigos, para você que nos acompanha aqui ao vivo
07:57no Antagonista e também no canal BMC News.
08:00A questão aqui, ô Rodolfo, é porque tem vários elementos, tem várias condicionantes aí nessa história
08:07antes de cravar que vai ter.
08:09Hoje o movimento era para que sim, é que se tenha impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.
08:15Mas a conta não é tão simples assim não, meus caros.
08:18Eu vou explicar para vocês direitinho todo esse procedimento.
08:22Primeiro porque, como você colocou aí, né?
08:25O PL tem 49 votos, mas para chegar ao impeachment seriam necessários 54.
08:31Então, para isso, você precisa ali de um apoio de alguns integrantes do Centrão.
08:35Estou falando de partidos como o PSD, República...
08:38Complicantes, não. PSD, MTB ou até PP.
08:42Do PT isso não vai rolar. Esqueçam.
08:45Mas, então assim, precisa desse apoio.
08:48E essa turma tem medo do Supremo, por mais que o Supremo esteja enfraquecido.
08:53Então, o primeiro ponto é isso.
08:55O primeiro ponto é esse, melhor dizendo.
08:56É tentar convencer essa turma de que é uma boa ideia você
09:02enveredar por um impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.
09:05Segundo ponto.
09:07O STF tem dado sinais de que pode ter um pé no freio.
09:12Sinais bem tímidos, diga-se de passagem.
09:14Mas está dando alguns sinais.
09:16Só que isso vai depender também de como é que o Supremo vai reagir durante o segundo turno e também
09:23no início do ano que vem
09:25a esse congresso mais bolsonarista.
09:28Porque uma coisa é fato.
09:30Uma crise já está contratada.
09:31A primeira crise do governo, de um eventual governo, Flávio Bolsonaro com o Supremo, já está contratada.
09:37Que é a questão da anistia.
09:38Isso já está posto.
09:40E aí tem que ver como é que o Supremo vai reagir.
09:43Se o senhor Alexandre de Moraes, mesmo assim, tiver uma atitude mais raivosa,
09:50isso pode ser o estopim realmente de um procedimento de impeachment do próprio Alexandre de Moraes.
09:57Tem outra conta, Rodolfo, que é a questão da sucessão na mesa diretora.
10:04Porque hoje o Rogério Marinho, e por isso que o Rogério Marinho tem dado alguns sinais até dúbios,
10:11porque por um lado ele defende, por outro ele fala de uma harmonia institucional,
10:17o Rogério Marinho é candidatíssimo para presidir o Senado no ano que vem.
10:23Não só é candidatíssimo, como é favorito.
10:28O Davi Alcolumbre foi visto como derrotado depois das eleições do último domingo.
10:34E hoje, lá no Senado, pelo que eu andei apurando, o cenário para o Davi Alcolumbre é muito ruim.
10:41Só um milagre para fazê-lo ser o próximo, para fazer com que o Davi Alcolumbre tenha o seu mandato
10:49de presidente do Senado renovado.
10:51Então, assim, esse é o cenário, Rodolfo.
10:54Então, você precisa de um fato novo que intensifique essa briga do Supremo com o Congresso.
11:03A bancada bolsonarista espera que isso vá acontecer, e a gente acha que, eu particularmente acredito que isso vá acontecer.
11:10Tem o segundo elemento, que é da eleição da mesa de diretora.
11:15E aí, meus caros, nós temos que ver também se o Flávio Bolsonaro vai ser eleito.
11:22Porque se ele não vier a ser eleito, isso empodera o Supremo Tribunal Federal.
11:29Isso pode criar uma dificuldade para a bancada bolsonarista de tocar esse projeto.
11:33Esse projeto barra processo.
11:36Se o Flávio Bolsonaro foi eleito, facilita.
11:40Mas, de novo, não dá para cravar.
11:43Porque tem a questão de Jair Bolsonaro.
11:45Enfim, vindo a anistia, e essa anistia sendo, digamos que, acatada pelo Supremo,
11:54isso também esfria um pouco essa vontade da turma de ver um ministro do STF fora do tribunal.
12:03Agora, particularmente falando, que seria didático essa resposta institucional para essa turma que está aí,
12:13isso seria.
12:14E digo mais, ou o PL aproveita essa janela, ou dificilmente essa janela de oportunidade vai se abrir novamente no
12:22futuro.
12:24É, Ricardo, boa tarde.
12:26O que você está achando aí dessa mobilização ou desmobilização para o impeachment de um ministro do STF?
12:33Boa tarde, Rodolfo. Boa tarde, Wilson. Boa tarde, amigos antagonistas.
12:36Bom, eu acho o que eu sempre achei.
12:39Que, no final das contas, e lamento muito por isso, se eu estiver certo,
12:43vai haver um grande acordão entre eles.
12:47Todas as etapas vão ser cumpridas.
12:50Primeiro, na parte da campanha, aqui na parte das eleições,
12:53todos os discursos inflamados contra o Supremo.
12:57Depois, muito provavelmente, assim que as eleições foram terminadas,
13:01vamos continuar assistindo à retórica.
13:04E aí, efetivamente, quando o governo tomar posse,
13:07a gente tende a ver, essa é a minha crença, essa é a minha análise,
13:11a gente tende a ver, repito, infelizmente, uma acomodação.
13:14Os ânimos vão se arrefecer,
13:17todo mundo vai fazer os seus devidos cálculos,
13:19vai, inclusive, levar em conta interesses pessoais, partidários,
13:24e até mesmo institucionais.
13:25Aí eu falo de lado a lado.
13:27Eu falo tanto por parte dos bolsonaristas,
13:29como o próprio Supremo, e no final das contas,
13:31eles vão assar uma pizza do tamanho do Brasil,
13:35nem mais de Brasília.
13:36O Flávio Bolsonaro, Rodolfo, e é por isso que eu acho,
13:40ele precisa fazer, desde o início do governo,
13:43muitas entregas.
13:44Ele tem que cumprir muitas de suas promessas.
13:47Isso tudo vai passar, necessariamente,
13:49por medidas tomadas no âmbito do legislativo,
13:52que vão ser contestadas pela oposição no STF.
13:56Então, ele precisa estar muito bem alinhado,
13:58afinado com o STF.
13:59Além disso, hoje, o Flávio Bolsonaro é investigado,
14:03formalmente, por conta do filme Dark Horse.
14:05Ele é investigado por lavagem de dinheiro,
14:07por evasão de divisas,
14:10e até por corrupção.
14:13Esse processo,
14:14essa investigação,
14:15deve culminar num processo.
14:16E ele vai responder a isso,
14:18se ele não fizer essa composição.
14:21A gente tem a situação do irmão dele,
14:23que já foi condenado nos Estados Unidos,
14:24e, obviamente, a situação do pai.
14:27Então, isso tudo vai ser colocado na mesa.
14:30Para além disso,
14:31não é só o Davi Alcolumbre,
14:33que tem grandes problemas relacionados ao Banco Master.
14:36Uma boa parte da bancada atual
14:39tem esses problemas com o Banco Master.
14:42A gente acabou de ler recentemente algumas notícias,
14:45inclusive,
14:45que 13 de 15 candidatos que disputaram as eleições
14:50e que votaram a favor do BRB comprar o Banco Master,
14:58e em outras votações também relacionadas ao Master,
15:00foram eleitos.
15:01Tirando o Ciro,
15:03o Ciro Nogueira,
15:04os demais parlamentares ligados ao escândalo Master,
15:08Jax Wagner,
15:09Hugo Mota,
15:12me foge da memória agora outros,
15:14eles foram eleitos também.
15:17Então, você continua tendo,
15:18dentro do Congresso,
15:20muita gente ligada ao escândalo Master,
15:23querendo colocar panos quentes.
15:25E talvez o próprio Daniel Vorcaro
15:27tenha aguardado para depois das eleições
15:30muita munição,
15:31ainda que pode acertar muita gente.
15:34Por isso que a minha leitura
15:35é que vai haver uma grande acomodação,
15:37vai haver um grande acordão.
15:39E vou repetir o que eu disse,
15:40se eu não me engano, ontem aqui.
15:42E não é só porque eu imagino que vai acontecer.
15:44Isso já aconteceu lá atrás.
15:47Na época lá das investigações,
15:49dos escândalos da rachadinha do Flávio Bolsonaro,
15:51no gabinete dele lá na Lerge,
15:53foi feito um grande acordão.
15:55O Dias Toffoli anulou,
15:57ele parou com todas as investigações
15:59no âmbito do COAF
16:00para poder privilegiar,
16:02para poder favorecer o Flávio Bolsonaro.
16:04A gente tem aquela foto infame, histórica,
16:07do Jair Bolsonaro indo à casa do Dias Toffoli
16:10e dando um abraço no Dias Toffoli.
16:13Depois a gente também teve,
16:15a época lá,
16:16dentro de todos esses arranjos,
16:18um acordo do ministro Gilmar Mendes
16:21com o Jair Bolsonaro
16:22para colocar indicados do Gilmar Mendes
16:25em postos-chave da administração
16:27de Jair Bolsonaro.
16:28Ou seja, isso já aconteceu.
16:30E para finalizar,
16:31a pergunta também que eu sempre deixo aqui,
16:34que eu me faço,
16:35em cima de todos esses discursos inflamados,
16:37do Nicolas, agora do rapaz aí de São Paulo,
16:40que foi o segundo recordista de votos,
16:43mesmo do Rogério Marim,
16:44toda essa turma que atira contra o Xandão,
16:47por que só o Xandão?
16:49Se não é uma vingança,
16:50se não tem nada a ver especificamente
16:52com o Jair Bolsonaro.
16:54Por que o Dias Toffoli vai ficar fora disso tudo?
16:56Sendo que o Dias Toffoli cometeu em tese,
17:00não posso falar que a palavra cometeu crimes,
17:03ele não cometeu crimes,
17:04ele não foi julgado,
17:05ele não foi processado,
17:06ele sequer é investigado por isso,
17:08mas ele cometeu de forma,
17:10vou chamar-se antiética,
17:12atos relacionados ao Banco Master
17:15e a sua própria relatoria,
17:17no caso,
17:17quando ele estava sob a sua jurisdição,
17:22sob a sua caneta,
17:23a relatoria do Banco Master,
17:24ele negociou as cotas lá do hotel Tayayá,
17:27omitiu isso de todo mundo
17:29e era o relator do caso Master,
17:31tomando atitudes,
17:32dando canetadas completamente exóticas no caso.
17:35Isso é menos grave do que o contrato da Viviane?
17:38Ou o próprio Flávio Dino,
17:39essas interferências diretas do Flávio Dino
17:42em todo o processo eleitoral?
17:44Então, por que só o Alexandre de Moraes,
17:45que vai ficar na mira?
17:47Por que não o Nunes Marques,
17:49também, que tem essa suspeita
17:50de valores muito maiores nisso tudo?
17:53Por que não Gilmar Mendes,
17:54que também tem uma ex-diretora do Instituto,
17:57também, que recebeu trinta e tantos milhões
17:59por causa de precatórios?
18:00É como eu tenho dito,
18:01você tem seis ministros hoje, dos dez,
18:04diretamente ligados a todo esse problema do Master.
18:07Se você for pensar exclusivamente o Alexandre de Moraes,
18:10não só vai ficar aparecendo perseguição, revanche,
18:13como será?
18:14Ou você põe o dedo na ferida
18:16e coloca um freio em todo o Supremo,
18:19ou então, amigo, deixa como está?
18:21Que, infelizmente, é o que eu acho que vai acabar acontecendo.
18:24Agora, Ricardo, só um detalhe rápido,
18:26é que sim, tem uma turma ali do Pele
18:28que também aposta no seguinte raciocínio.
18:34se envereda por um impeachment de um ministro.
18:37Isso pode servir de forma didática
18:39como se fosse uma espécie de espada de Damos
18:41sobre a cabeça do Supremo.
18:43Então, opa,
18:44olha, viu, gente, já tiramos um,
18:47então fiquem quietinhos aí,
18:49ajudem-nos nas nossas pautas,
18:52nos nossos interesses,
18:54para que outros não sejam cortados também.
18:58Então, há também esse cálculo.
19:01E, inclusive, uma defesa também de uma ala do Pele,
19:04a ala mais pragmática,
19:06ela pensa o seguinte,
19:07olha, no primeiro momento,
19:09deixa o Alexandre quietinho,
19:10mas vamos colocar essa,
19:11vamos deixar esse fantasma ali sobrevoar,
19:14povoar o Supremo,
19:16porque isso pode nos beneficiar com algumas decisões
19:18de interesse do futuro,
19:20de um eventual futuro governo Bolsonaro,
19:22então, Flávio Bolsonaro, melhor dizendo.
19:24Então, isso,
19:24esse cálculo também está sendo feito nesse momento, Ricardo.
19:28É, no final das contas,
19:29a resposta para essa pergunta
19:30e para a nossa enquete é
19:31depende do contexto.
19:33E eu vou falar sobre isso.
19:35Eu queria antes mostrar
19:36uma postagem do Rogério Marinho,
19:38faz cerca de 40 minutos que ele publicou,
19:41porque agora está acontecendo isso, né?
19:44O pessoal do...
19:45Vamos botar só a postagem do Marinho?
19:48Aí, ele tweetou isso quase agora,
19:50o destaque disso que ele está falando,
19:52ele está comentando uma reportagem do Globo,
19:53que está dando bastidores
19:55de como o STF está interpretando
19:58essa maioria pró-impeachment no Senado.
20:01E aí, acho que o destaque é aquilo ali,
20:03o Supremo precisa deixar de ser
20:05uma delegacia de polícia.
20:07Quer dizer, ele também dá
20:08a indicação do que os bolsonaristas
20:11esperam do Supremo,
20:12pelo menos publicamente.
20:13Eu publiquei uma análise
20:16dando o que eu acho que é
20:17a complexidade dessa questão
20:19a partir de agora.
20:20porque o bolsonarismo
20:23já conseguiu aquilo que ele precisava.
20:25O que o bolsonarismo precisava?
20:27Ter uma arma para se defender do STF
20:30ou para ameaçar o STF,
20:32se for necessário.
20:34O bolsonarismo se amansa
20:36perto do poder,
20:37é o título dessa análise,
20:38está lá no portão do Antagonista,
20:39quem quiser ler em detalhes.
20:41Então, o bolsonarismo já...
20:42Ainda que o Flávio não venha a ser eleito,
20:44e o Wilson destacou que,
20:45claro, se ele vier a ser eleito,
20:47vai ter mais força
20:49para enfrentar o Supremo Tribunal Federal,
20:50mas ainda que ele não venha a ser eleito,
20:52ele já tem uma forma
20:53de se proteger do Supremo.
20:54E aí, quando eu digo se proteger,
20:56e essa reportagem do Globo
20:57trata um pouco disso,
20:58o maior risco ali hoje,
21:00aparentemente,
21:01é o Flávio Dino.
21:02Porque ele tem dois inquéritos na mão,
21:03o das emendas parlamentares,
21:04e aquele que a Polícia Federal
21:07abriu a pedido do PT
21:09para investigar a interferência estrangeira
21:11na eleição,
21:12que poderiam e podem vir a ser usados
21:14ao longo do governo Flávio Bolsonaro,
21:16se ele vier a ser eleito,
21:17contra o Flávio.
21:18E aí, ele já tem agora no Senado,
21:20e na Câmara também ali,
21:21com uma boa quantidade de deputados,
21:24formas de se defender.
21:26Mas aí vai depender
21:27do que o Supremo estiver disposto a fazer,
21:30que é o que o Wilson já falou.
21:32Quer dizer, se o Flávio Dino
21:32der um primeiro passo,
21:34eles podem,
21:34mesmo sem querer,
21:36por assim dizer,
21:37usar essa arma que eles têm,
21:39que é um processo de impeachment.
21:40Quer dizer, eleger um presidente do Senado,
21:42que seria o Rogério Marinho,
21:43e ele receber um processo de impeachment
21:45contra um ministro do Supremo.
21:47Agora, como o Ricardo disse,
21:49e aí eu acho que essa é a armadilha
21:51que está se montando,
21:52a partir dessa eleição,
21:53para um possível governo Flávio Bolsonaro,
21:56é de que eles atuem,
21:58não na expectativa do que aparentemente
22:00fez muitas pessoas votarem no Flávio
22:02nesse primeiro turno,
22:03que é essa promessa de corrigir o STF.
22:06Então, se eles ficarem só numa vingança,
22:11digamos assim,
22:12ah, vamos soltar aqui o Jair Bolsonaro,
22:13consigam soltar o Jair Bolsonaro,
22:15e peçam só a cabeça do Alexandre de Moraes,
22:17em troca,
22:18de não tirar mais ministros do Supremo,
22:21isso pode ser interpretado,
22:22provavelmente será,
22:23por esse eleitorado que escolheu o Flávio,
22:26como uma traição,
22:28como a Dilma fez em 2014,
22:31um estelionato eleitoral,
22:33porque isso me parece a armadilha
22:35desses votos que o Flávio ganhou
22:37de um eleitorado que não se esperava
22:38que votasse nele.
22:40Eles, obviamente,
22:42desconfiam mais do Lula do que do Flávio,
22:44e, portanto,
22:44deram um voto de confiança
22:46para o Flávio Bolsonaro,
22:47de que ele não vai só,
22:48como o Ricardo disse,
22:49se vingar do STF, não,
22:50ele vai tentar solucionar o problema STF.
22:54Só que aí qual que é o problema, né?
22:55Se o Flávio soluciona
22:57e diminui o poder do STF,
22:59ele que vai indicar
23:00quatro ministros para o STF,
23:02ele perderia uma força
23:04que a gente já viu
23:05que é muito potente.
23:06Então ele abriria,
23:07o Flávio teria que abrir mão
23:09de um STF
23:11que daqui,
23:12no final do governo dele,
23:13caso ele venha a ser eleito,
23:15estará do lado dele.
23:16E aí,
23:18me parece que o governo dele
23:19estará sempre, né,
23:20ao longo desses quatro anos,
23:21se ele vier a ser eleito,
23:23com essa expectativa
23:24de que o acordão
23:25está acontecendo de alguma forma.
23:27E aí,
23:27a gente já falou aqui também
23:28várias vezes,
23:29de que tem muito projeto
23:30lá no Congresso Nacional
23:31para mudar o STF,
23:33para limitar a decisão monocrática.
23:35Quer dizer,
23:35eles vão ter várias ferramentas
23:38para lidar com essa desconfiança,
23:40para responder a essa desconfiança.
23:42Agora, a questão é,
23:44e está dito
23:44dentro dessa análise
23:45que eu publiquei,
23:46se o Supremo
23:46abrir investigação
23:48sobre o Alexandre de Moraes,
23:51provavelmente,
23:52ele vai libertar
23:53ou liberar
23:54o governo Flávio Bolsonaro,
23:55se vier a ser eleito,
23:56de fazer um impeachment
23:57do Moraes.
23:58Então,
23:59eles não ficariam
23:59obrigados a fazer isso.
24:01Eles teriam essa arma
24:02e não precisariam usá-la.
24:03E aí,
24:04fica só
24:04a questão que o Ricardo botou.
24:06Mas eles não vão fazer nada
24:07em relação ao Cássio Nunes Marques?
24:09Quer dizer,
24:09vão proteger o Cássio Nunes?
24:10Vão proteger o Toffoli?
24:11Isso vai ficar
24:12ao longo do governo
24:13Flávio Bolsonaro inteiro.
24:15E aí,
24:16a partir disso,
24:17inclusive,
24:18como aconteceu com o Lula agora,
24:19e nessa análise eu digo,
24:21o Lula,
24:21ele ganhou um discurso
24:22de democrata republicano
24:24em 1922,
24:25que também foi
24:25totalmente contingencial.
24:27Era só
24:28na perspectiva
24:29do governo Bolsonaro
24:30que ele tinha esse discurso.
24:31E ao longo do governo Lula,
24:32ele não conseguiu
24:33fazer frente
24:33a esse discurso
24:35de democrata
24:35porque ele esteve
24:36ao lado
24:37de todas as ditaduras
24:38possíveis
24:40internacionais.
24:40Todos os eventos
24:41de guerra,
24:42de conflito
24:43que ocorreram
24:44durante o governo Lula,
24:45ele esteve do lado errado.
24:45Então,
24:46ele não sustentou
24:46esse discurso
24:48de democrata.
24:48Talvez o Flávio Bolsonaro
24:49não consiga sustentar
24:51esse discurso
24:51de correção do Supremo.
24:52Wilson quer falar, né?
24:55Não, então,
24:55ainda tem uma ironia
24:56nessa história toda, né,
24:57Rodolfo?
24:58Porque,
24:58só para arrematar o assunto,
24:59o Flávio Dino,
25:00ele é apontado
25:01por setores da esquerda
25:02como um eventual
25:03substituto do Lula
25:04em 2030.
25:05E aí,
25:06olha que situação.
25:07Ou seja,
25:08se o Dino
25:09eventualmente
25:10vier a ser alvo
25:11de um procedimento
25:12de impeachment,
25:12ele fica inelegível.
25:15Tem esse detalhe,
25:15tem esse componente
25:16de caráter político
25:18que também vai entrar
25:20na fórmula.
25:20Porque, de novo,
25:21assim como
25:22o Flávio Bolsonaro,
25:24assim como o Lula
25:25precisa do Flávio
25:26para se eleger,
25:27do Lula,
25:27perdão,
25:28para se eleger,
25:29também há esse cálculo,
25:31né,
25:31de que o Flávio
25:32vai precisar
25:32de um petista forte
25:34para também
25:34se manter forte
25:35em uma eventual
25:36disputa por reeleição.
25:37Ele tem dito
25:38que não vai ser,
25:39que não é candidato
25:39à reeleição,
25:40etc,
25:40enfim,
25:41poucos acreditam nisso,
25:42mas ele vai precisar
25:43de uma figura
25:44forte da esquerda.
25:45e essa figura forte
25:47nesse primeiro momento
25:48aparentemente
25:49deve ser o Flávio Dino.
25:51Então ainda tem
25:51esse detalhe,
25:52esse detalhe curioso
25:54para se colocar na conta.
25:55E aí, olha,
25:55só mais uma especulação aqui,
25:57se o Flávio Dino
25:58sentir risco de impeachment,
26:00ele pode deixar o STF
26:01antes.
26:02E aí não precisa
26:03passar por um impeachment.
26:05O Ricardo quer falar
26:06rapidinho
26:07para a gente passar
26:07para o próximo.
26:08É bem rápido,
26:09porque eu me esqueci
26:10no meu comentário
26:11de levantar
26:13dois pontos
26:13que reforçam
26:14essa minha tese,
26:16essa minha análise.
26:16Ontem,
26:17a gente assistiu
26:18a dois movimentos
26:19muito fortes,
26:21coordenados,
26:22e não foi
26:22mera coincidência,
26:23não foram,
26:25não aconteceu isso tudo
26:26porque o Michel Temer
26:27e o Valdemar Costa Neto
26:29resolveram acordar
26:30e falar.
26:31O Michel Temer
26:32publicou
26:33aquele vídeo
26:34em apoio ao Flávio Bolsonaro.
26:36Vamos lembrar
26:37que o Michel Temer
26:38não só colocou
26:39Alexandre de Moraes
26:41no STF,
26:42como foi o Michel Temer
26:44o interlocutor
26:45entre Alexandre de Moraes
26:46e Jair Bolsonaro
26:47no ápice
26:48de toda a briga
26:50do Bolsonaro
26:50com Alexandre de Moraes.
26:51Foi logo após
26:52aquele 7 de setembro,
26:53se eu não me engano,
26:54foi em 2021
26:55que o então presidente
26:58Jair Bolsonaro
26:59lá na Avenida Paulista
27:00falou que não mais
27:01iria obedecer
27:02as ordens do Supremo,
27:04ele falou de todas as formas,
27:06havia uma possibilidade
27:07inclusive de prisão
27:09do ministro,
27:10do presidente Jair Bolsonaro
27:11nos dias seguintes,
27:12foi o Michel Temer
27:13que interveu
27:14nessa história toda,
27:15que aí ele,
27:16Michel Temer,
27:16escreveu uma carta,
27:17vocês vão se lembrar,
27:18em nome do Jair Bolsonaro
27:20para o Alexandre de Moraes,
27:22para o Alexandre de Moraes,
27:24para o ministro Alexandre de Moraes,
27:26e nessa carta,
27:28o Jair Bolsonaro
27:30chamava o Xandão
27:31de grande jurista,
27:33todo mundo se lembra,
27:34foi um vexame à época,
27:36o Bolsonaro recuou,
27:37amarelou,
27:38foi o Michel Temer,
27:39aí agora do nada
27:40o Michel Temer resolve ressurgir
27:42e dizer,
27:43olha,
27:43eu vou apoiar
27:44o Flávio Bolsonaro
27:46e temos que caminhar,
27:48o país tem que olhar
27:49para a frente,
27:50não foi à toa
27:51que no mesmo dia
27:52veio o Valdemar Costa Neto,
27:54numa entrevista
27:55para a Globo News
27:56e fala aquilo
27:57que o Flávio Bolsonaro
27:59disse à época
28:00da CPI Lava Toga
28:01e tudo mais,
28:03a quem interessa
28:04colocar fogo no país,
28:05não nos interessa
28:06colocar fogo no país,
28:08o Valdemar Costa Neto
28:09falou isso ontem,
28:10então são duas frases,
28:12são dois movimentos
28:12que não foi,
28:14como eu disse,
28:14foram coordenados
28:15e de figuras muito expoentes
28:17na política nacional,
28:19por isso que reforça
28:19a minha tese.
28:21Pois é,
28:21olha,
28:22vamos seguir falando
28:22do Supremo Tribunal Federal,
28:24aqui porque o ministro
28:24Alexandre de Moraes
28:25autorizou a cabeleireira
28:27Débora Rodrigues,
28:28condenada a 14 anos de prisão
28:29por conta dos atos
28:30lá do 8 de janeiro,
28:31a progredir de pena
28:32para o regime semiaberto.
28:34A decisão é do dia 2 de outubro
28:36e reconhece 212 dias
28:38de remissão da pena
28:40por trabalho,
28:40leitura e estudo.
28:42Apesar da mudança de regime,
28:43Moraes determinou
28:44a manutenção
28:44da prisão domiciliar
28:46por considerar que ela
28:47é uma forma de cumprimento
28:48de pena mais benéfica
28:50do que o regime semiaberto.
28:51Já o ministro
28:52Cássio Nunes Marques,
28:53relator da revisão criminal
28:54de Jair Bolsonaro,
28:55indicou a pessoas próximas
28:57que vai defender
28:57a libertação
28:58do ex-presidente.
28:59Mas ele,
29:01o Cássio Nunes,
29:02pretende colocar o caso
29:03em pauta
29:04no plenário do STF
29:05apenas após
29:06as eleições.
29:08Vamos começar
29:09essa história aqui
29:10com o Ricardo Kertzmann
29:11para a gente saber
29:12que, Ricardo,
29:12o que você está achando
29:13desses movimentos aí
29:15à luz do primeiro turno?
29:17Bom,
29:18não deixa de ser
29:18um aceno
29:19do Alexandre de Moraes.
29:21É onde eu falo,
29:22esses caras vão se acomodar.
29:23Mas é um aceno
29:24correto,
29:25um aceno corriqueiro
29:26e dentro das regras.
29:28Há a progressão da pena.
29:29A Débora está em prisão
29:30domiciliar,
29:31ela agora vai passar
29:31para esse regime
29:32que é mais benéfico ainda,
29:34ela deixa de ter
29:35que ficar até determinados,
29:37ela só pode hoje
29:38ficar dentro de casa,
29:40ela passa a poder
29:40ir para a rua
29:41e voltar a determinados horários.
29:43É uma progressão normal.
29:44Essa moça,
29:46ela é dentre tantos
29:48lá daquele 8 de janeiro,
29:49ela é uma das mais injustiçadas.
29:51Ela merecia ter sido condenada,
29:53obviamente,
29:54por depredação
29:56ao patrimônio histórico
29:58e até mesmo
29:59por atentado
29:59ao Estado Democrático de Direito,
30:01por tentar impedir
30:02no livre exercício dos poderes.
30:05Ela e um monte
30:06daqueles que estavam lá.
30:08Mas condenar ela
30:09por participar de quadrilha
30:10organizada armada,
30:12a mulher tinha um batom,
30:14isso não é arma.
30:14Ah, mas tem a história
30:16do crime multitudinário.
30:18Se ela estava no meio
30:18da confusão,
30:19coloca ela também,
30:20ela vai responder
30:21pelo mesmo crime
30:21porque tinha dois ou três
30:23policiais armados.
30:24Isso é um absurdo,
30:25isso é uma excrescência.
30:27Uma injustiça com ela
30:28e com um monte de gente.
30:29Foi condenada também
30:30por tentativa
30:31de golpe de Estado.
30:33Pô, ela participou.
30:34Nem ela e nem 99%
30:37daquelas pessoas
30:38que atentaram
30:39contra o Estado Democrático
30:40de Direito,
30:41que é diferente
30:41de golpe de Estado,
30:42que depredaram
30:43patrimônio histórico.
30:45São coisas separadas.
30:47Ela participou
30:48de algum movimento,
30:50de alguma reunião
30:51para poder dar
30:52um golpe de Estado?
30:53Porque quem participou
30:54efetivamente
30:54dessas reuniões
30:55foi o Jair Bolsonaro
30:56e meia dúzia
30:57de aloprados
30:58mais íntimos dele.
31:00Foram eles
31:00que trocaram
31:02as tais minutas
31:03do golpe,
31:04foram eles
31:04que mandaram
31:05policiais federais.
31:06Isso tudo são provas,
31:07isso tudo que estou falando aqui
31:08não é um machismo
31:09da minha parte.
31:10Mandaram
31:12arapongas,
31:12lacapangas,
31:13fazer tocaia
31:14contra ministros
31:15do Supremo.
31:16Foi o próprio Bolsonaro
31:17que convocou
31:18uma reunião
31:19com três chefes
31:20de Forças Armadas
31:21para propor um golpe
31:23e ouviu
31:24do comandante da Marinha
31:25que topava.
31:26Foi o da Aeronáutica
31:27e do Exército
31:28que disseram que não
31:28e um deles
31:29inclusive ameaçou
31:30da ordem de prisão,
31:32voz de prisão
31:33ao Bolsonaro
31:34se continuasse com o assunto.
31:35Isso tudo
31:36são fatos,
31:36são testemunhos,
31:37são provas,
31:38não é achismo.
31:39Quem atentou
31:41efetivamente
31:41contra o Estado
31:42democrático de direito
31:43e tentou um golpe de Estado
31:44foi Jair Bolsonaro
31:45e meia dúzia de alopravos.
31:47Essa turma do 8 de janeiro,
31:48não.
31:49O problema é que as pessoas
31:50ou por ignorância,
31:52ignorância no sentido
31:53de desconhecer
31:54ou por fanatismo,
31:56acham que a trama golpista,
31:58tudo isso,
31:59se resumiu
32:00àqueles atos
32:00de vandalismo
32:01no 8 de janeiro
32:02e ficam com aquela história
32:03que golpe de Estado
32:05com bíblia na mão,
32:06com canivete na mão,
32:07com batom na mão.
32:08Não, gente,
32:08não é isso.
32:09É só ter um pouco
32:10de,
32:11um pouco menos
32:12de olhar fanático
32:14e querer se interessar
32:15pelo conjunto da história
32:16que vocês vão perceber
32:18que houve sim
32:19a tentativa,
32:19mas não foi o caso
32:20da Débora,
32:21nem dela
32:22e nem de 99%,
32:24como eu disse,
32:24daquelas pessoas
32:25que estavam no 8 de janeiro.
32:27Wilson,
32:28impossível enxergar
32:29qualquer ato agora
32:29que venha do Supremo
32:30sem olhar
32:31para o primeiro turno
32:32da eleição, né?
32:34Exatamente,
32:34positivo e operante.
32:35Eu vou falar rapidamente
32:36porque a gente tem
32:36muito assunto ainda
32:37no programa,
32:38então senão a gente
32:38não consegue dar conta
32:39da pauta.
32:39A questão é a seguinte,
32:41Rodolfo,
32:41a decisão do dia 2 de outubro,
32:43não é?
32:44Me surpreende o fato
32:45dela ter sido divulgada
32:46só agora,
32:46porque se ela
32:47tivesse sido divulgada
32:48antes,
32:49isso poderia ter dado
32:50uma ajuda
32:51muito, entre aspas,
32:52para o presidente Lula.
32:54Mas aí, de novo,
32:56eu estou partindo
32:56daquela premissa
32:57de que, de fato,
32:58houve um voto útil
33:00para o Flávio
33:01como forma de protesta
33:03em relação aos abusos
33:04do Supremo Tribunal Federal.
33:06Agora, Rodolfo,
33:07um detalhe interessante
33:08é o seguinte,
33:08agora há pouco,
33:09eu acabei de ter
33:10essa informação,
33:11o Jair Bolsonaro,
33:13ele peticionou junto
33:14ao ministro
33:15Alexandre de Moraes,
33:16para que ele pudesse
33:18receber a visita
33:19do Flávio Bolsonaro
33:21antes do segundo turno.
33:23É bom lembrar
33:24que o Alexandre de Moraes
33:25proibiu as visitas
33:26de caráter político
33:27ao ex-presidente
33:28da República.
33:29Então, a depender
33:31do que vier de resultado,
33:34vamos ter aí
33:35uma outra possível
33:36sinalização
33:37do Alexandre de Moraes
33:38para a turma ali
33:40do Flávio Bolsonaro.
33:42Imediatamente,
33:43o Alexandre de Moraes
33:45já remeteu
33:46esse pedido
33:49do Jair
33:50para a Procuradoria
33:51Geral da República
33:52e agora a gente tem
33:53que aguardar, né?
33:53Porque se vier
33:54o parecer do GONET
33:56dando aval
33:57para a visita
33:57do Flávio
33:58ao Jair Bolsonaro
33:59e o Alexandre de Moraes
34:00dando a canetada
34:01também a favor
34:03dessa visita,
34:04autorizando essa visita,
34:05aí de novo, né?
34:07Aí é a confirmação
34:08de que,
34:09no mínimo,
34:10no mínimo,
34:10no mínimo,
34:11o Supremo Tribunal Federal
34:12sentiu e sentiu
34:13muito a vitória
34:15do Bolsonaro
34:15as mesmas urnas.
34:16É,
34:17novos ares no STF.
34:18Aliás,
34:18tem um outro indicativo
34:20de que alguém sentiu
34:21esse resultado das urnas.
34:23Olha,
34:23sabe quem resolveu
34:24falar mal
34:24do Supremo Tribunal Federal
34:25agora?
34:25O presidente Lula.
34:28Estamos carregando
34:30nas costas,
34:31sabe,
34:31uma coisa muito grave
34:33que é a promiscuidade
34:34que ficou estabelecida
34:36na Suprema Corte Brasileira
34:38depois da transdenância.
34:41É por isso
34:42que eu tenho falado
34:43que eu fui
34:45da primeira reforma
34:46do Poder Judiciário.
34:47É importante
34:48que os militantes
34:49saibam
34:50que a primeira reforma
34:51do Poder Judiciário
34:52nesse país
34:53foi feita por mim,
34:54pelo Márcio Thomas Barcos
34:56e pelo ministro Jobim
34:57quando era presidente
34:58da Suprema Corte.
35:00E não deu o resultado
35:01que a gente queria
35:03porque o contra-articismo
35:05tomou conta
35:06dos conselhos.
35:07Olha aí, hein,
35:08o Lula,
35:08há muito tempo já
35:09que vem falando
35:10de reformar o STF,
35:12segundo ele.
35:12Está no modo tentativa
35:14de danos aí, né?
35:15Ele também defendeu
35:15ações mais rígidas
35:17para a segurança pública.
35:19Na segunda-feira à noite,
35:19o PT divulgou uma cartinha
35:21para orientar
35:22os seus correligionários
35:23a não brigar
35:24com o eleitor
35:25e dizer que o Flávio
35:26é candidato do sistema
35:28também
35:29e a defender
35:29a PEC da reforma
35:30da segurança pública.
35:32Quer dizer, olha,
35:33pressou levar uma surra
35:34no primeiro turno
35:35do PT
35:36para começar
35:38a mudar o discurso.
35:39Wilson,
35:40é possível acreditar
35:41nessas coisas
35:41que o Lula
35:42está dizendo aí?
35:44Olha,
35:44eu vou te falar
35:44uma coisa,
35:45é uma só se acreditar
35:46em Sérgio Pereira
35:47e nota de 13 reais,
35:48vou te falar.
35:49E o pior é o seguinte,
35:50o mais inacreditável
35:52é que,
35:52por mais que o Lula
35:53fale agora
35:54de reforma
35:54do Poder Judiciário
35:55e etc,
35:57não adianta o Lula
35:58falar uma coisa
35:59e a militância
36:00do PT
36:00chamar o seu,
36:02o eleitor
36:03do Flávio Bolsonaro
36:04ou aquele eleitor
36:05que não foi
36:05para a zona de burro.
36:06E o pior é o seguinte,
36:07Rodolfo,
36:08de um lado
36:08tem esse discurso ali
36:10de tentar prometer
36:11um país novo,
36:13só que do outro lado
36:14o PT resolveu
36:15ressuscitar
36:16a política do medo,
36:17aquela de José,
36:18aquela da campanha
36:19do Serra de 2002.
36:21Eu acho que a gente
36:21tem esse vídeo
36:21na agulha.
36:23Dan,
36:23vamos colocar esse vídeo,
36:24por favor.
36:26E a verdade
36:28é que ficou claro
36:29para todo mundo hoje
36:30que o Estado
36:32sozinho
36:32não dá conta
36:34da segurança pública.
36:35E por que
36:36que não dá conta?
36:37Porque a bandidagem
36:38cresceu,
36:39o crime organizado
36:41cresceu,
36:42ficaram sofisticados,
36:44se transformaram
36:45numa indústria
36:45multinacional,
36:47se transformaram,
36:48sabe,
36:49entraram no Poder Judiciário,
36:51entraram nos partidos
36:52políticos,
36:52entraram nos clubes
36:53de futebol,
36:54entraram em tudo
36:55quanto é lugar.
36:59É isso,
37:00agora está todo mundo
37:01apelando para o medo,
37:02né?
37:03Cuidado,
37:04cuidado com o Flávio Bolsonaro,
37:05cuidado com essa
37:07com a questão
37:07da criminalidade,
37:09né?
37:09A turma do Flávio Bolsonaro
37:10tem ligação direta
37:11com facção criminosa
37:12e por aí vai,
37:14sabe?
37:15Gente,
37:16o Lula
37:17está tentando
37:18enganar o eleitor
37:19como ele sempre
37:20tentou enganar
37:21o eleitor.
37:22Só que,
37:23de novo,
37:23o sentimento
37:24que se vê hoje
37:25é um sentimento
37:25de mudança.
37:26O eleitor
37:27no geral,
37:28ele não,
37:29o eleitor
37:29de centro
37:30não é necessariamente
37:31um partidário
37:32do Flávio Bolsonaro.
37:34O eleitor
37:34que foi para as urnas
37:35no final de semana
37:36e que votou
37:38no filho
37:39do ex-presidente
37:40da República,
37:41votou porque não
37:42queria encarar o Lula
37:42mais quatro anos.
37:43É essa que é a grande
37:44verdade.
37:45E aí o Lula
37:46agora precisa
37:46dar algum sopro
37:47de esperança
37:48para essa população.
37:50Agora,
37:50Rodolfo,
37:51e Ricardo,
37:52de novo,
37:52o grande problema
37:53do Lula
37:54é que ele não tem
37:54como,
37:55ele não tem argumento,
37:56ele não tem fato,
37:57ele não tem nenhum
37:59subterfúgio
37:59para mostrar
38:00para o eleitor
38:01que ele é
38:02esperança
38:03de alguma coisa.
38:05Agora,
38:05também,
38:05muito me surpreende
38:06também a turma
38:06do PT.
38:08Tem uma turma
38:09aí de acadêmico,
38:10de influenciador digital,
38:11de humorista,
38:14que, olha,
38:15chamou o eleitor
38:17bolsonarista
38:17e o eleitor
38:18de centro de burro,
38:19neófito,
38:21paspalho,
38:22e agora está pedindo
38:23o voto desse eleitor.
38:24Eu lembro daquele
38:24historiador gaúcho,
38:26que eu não vou dizer
38:26o nome dele,
38:27mas que eu questiono
38:29muito o trabalho dele,
38:30porque é de historiador,
38:31ele tenta,
38:32conta mais histórias,
38:33mas a própria academia
38:34não o leva muito a sério,
38:36porque ele chamou
38:37o eleitor de,
38:39como é que é,
38:40bossal,
38:42ignóbil,
38:43enfim,
38:45dispara uma série
38:45de xingamentos.
38:46Amigo,
38:47não é assim que a esquerda
38:48vai conseguir conquistar
38:50o voto desse camarada.
38:51Chamar o eleitor
38:52de burro
38:53é uma tática
38:55rasteira,
38:56ridícula
38:57e inútil.
38:58Sinceramente,
38:59é uma tática
39:00burra
39:01dessa turma da esquerda.
39:02Até joga contra, né?
39:03Ricardo,
39:04que parte desse discurso
39:05do Lula te convenceu?
39:08Não me convenceu nada.
39:10O Lula nunca me convenceu
39:11de nada
39:11e nunca vai me convencer
39:12de nada.
39:14O que mais me chama atenção
39:15nesse discurso do Lula
39:16é quando ele fala
39:17que ele está carregando
39:18nas costas
39:19a promiscuidade
39:21do STF.
39:22Olha, presidente,
39:22o senhor não está carregando
39:23nas costas, não.
39:24O senhor está carregando
39:25no seu colo, né?
39:26Porque o senhor faz parte
39:28dessa promiscuidade aí.
39:29Qual é?
39:30O senhor sabe
39:30que o senhor está acusando aí.
39:32Ou não é promiscuidade,
39:34por exemplo,
39:35um ex-ministro do Supremo
39:37ser consultor
39:38do Daniel Vorcaro,
39:39cobrar para ser consultor
39:40do Banco Master
39:41e intermediar uma agenda,
39:43intermediar uma reunião
39:44do senhor
39:45no Palácio do Planalto
39:46com o Daniel Vorcaro
39:47fora da agenda.
39:48Porque é interessante isso, né?
39:50Isso não é promiscuidade,
39:51isso é republicano.
39:52Isso e tantas outras medidas.
39:54A questão é a seguinte,
39:55o Lula
39:56se abraçou
39:57a Alexandre de Moraes,
39:59se abraçou
39:59a Gilmar Mendes,
40:00se abraçou
40:01a Flávio Dino,
40:02se abraçou
40:03a Cristiano Zanin
40:04para poder tentar
40:05se segurar na cadeira
40:06e tentar blindar
40:07de qualquer forma
40:08esses ministros
40:09no STF.
40:10ele assumiu
40:11esse risco
40:11porque ele contava
40:12com uma eleição
40:13que ele e Lula,
40:14e ele disse isso
40:15no discurso dele,
40:16achavam que se daria
40:17em primeiro turno,
40:18ainda que eu acho
40:19que isso tudo é uma mentira,
40:20sempre morreu de medo
40:21de perder a eleição,
40:22como deve estar morrendo
40:23mais ainda de medo
40:24de perder a eleição.
40:25Só que é o seguinte,
40:26quando ele se uniu
40:27a essa turma
40:27para desesperadamente
40:29interferir nas eleições,
40:30a medida do TSE,
40:32então,
40:32de última hora,
40:33ficou,
40:34a prova é clara,
40:36é cabal disso aí.
40:37Então,
40:37quando ele se alia
40:38a essa turma,
40:39ele não carrega
40:40nas costas,
40:41ele carrega no cordo,
40:42e agora vai ter que pagar
40:43o preço junto
40:43com todos os outros.
40:45Olha,
40:46o José Valenchefer
40:47comentou aqui
40:48no nosso canal
40:51do YouTube,
40:51aqui no chat,
40:53ele chamou atenção
40:53para a cara do Alckmin
40:55ali do lado do Lula,
40:56o Alckmin que está aí
40:57sendo ventilado
40:57como ministro da Fazenda
40:59do quarto governo Lula,
41:00não mereceria
41:01pelo que fez
41:02como ministro do desenvolvimento,
41:03e ainda é mais
41:04uma humilhação
41:05para o Haddad aí,
41:05o PT, aliás,
41:06adora humilhar o Haddad,
41:07isso botar o Lula,
41:10prometer o Alckmin
41:11para o ministério da Fazenda
41:13é admitir o fracasso
41:14do Fernando Haddad
41:14no ministério da Fazenda,
41:15senão botava de volta o Haddad.
41:16Vocês estão vendo aí na tela,
41:18vou pedir para vocês
41:19para buscar
41:21esse QR Code aí
41:22e votar lá na gente
41:23para o Prêmio IBS,
41:24a gente está entre os 10 melhores
41:25canais de política,
41:26você votando,
41:27a gente vai para os 3 melhores
41:28e participa
41:29da disputa final
41:30para ser eleito
41:31o melhor canal de política
41:33do Brasil,
41:34e se você está aqui
41:35é porque você acha isso mesmo.
41:36Vamos continuar
41:37com o noticiário aqui,
41:38agora falando do Congresso Nacional,
41:39porque teve muita gente
41:40que perdeu também
41:41a eleição por lá.
41:42Em busca da manutenção
41:43do seu prestígio político
41:44em 2027,
41:45Davi Alcolumbre,
41:46que é o presidente do Senado,
41:47sinalizou aliados
41:48que a PEC,
41:49que acaba com o regime
41:50de trabalho 6x1,
41:52deve ficar para depois
41:53das eleições.
41:54Esse é um assunto
41:55para o Wilson Lima
41:56no quadro
41:57Bastidor do Meio Dia.
42:11Davi Alcolumbre
42:12criou um problema
42:13daqueles
42:14para ele mesmo,
42:15porque
42:15o seguinte,
42:17quando ele resolveu
42:18marcar
42:19nessa semana
42:21a sessão de debate
42:22da PEC 6x1,
42:23o plano inicial
42:24do Davi Alcolumbre
42:25até domingo
42:27era o seguinte,
42:28eu vou tratorar,
42:30vou colocar
42:31esse negócio
42:31de votação
42:32e vou entregar
42:33essa pauta
42:33para o Lula,
42:34para o Lula,
42:35eu vou levantar
42:37de bandeja,
42:38vou levantar
42:39isso aqui,
42:39vou levantar
42:40essa pauta
42:40e o Lula
42:40vai lá,
42:41pimba,
42:41só corta.
42:42Só que o seguinte,
42:44só que o plano
42:44deu errado,
42:45faltou combinar
42:46com os ursos,
42:46faltou combinar
42:47com o eleitor.
42:48Essa que é
42:49a grande verdade.
42:50E agora,
42:51o Davi Alcolumbre
42:52tenta se colocar
42:53com dois pés
42:54em canoas diferentes,
42:55um pé em cada canoa.
42:57A ideia dele,
42:58pelo que eu consegui
42:59apurar,
42:59é a seguinte,
43:00eu vou colocar
43:01em discussão,
43:02Lula,
43:03você vai ter aí
43:04um discurso
43:05de que o processo
43:06avançou,
43:07etc,
43:07etc,
43:07etc,
43:08mas eu não posso
43:08me comprometer
43:09com a votação
43:10nem com o mérito.
43:11E aí ele vai deixar
43:12essa confusão,
43:14esse pepino
43:15para depois das eleições.
43:17Por quê?
43:17Porque se ele coloca
43:18agora
43:19essa pauta
43:20a PEC
43:21em votação,
43:22ele fecha as portas
43:23com o bolsonarismo.
43:24E o Davi Alcolumbre
43:26ainda tem o sonho
43:27de se manter
43:28na cadeira
43:29de presidente
43:30do Congresso Nacional.
43:32É muito difícil
43:33que ele consiga,
43:35porque agora
43:35ele vai ter que partir
43:36para o tudo ou nada.
43:37Para ele conseguir
43:38manter essa cadeira,
43:39ele tem que torcer
43:40e muito
43:41para que o Lula
43:42seja reeleito.
43:43Um cenário
43:44que a gente nunca viu
43:45desde a redemocratização.
43:47Eu vou lembrar
43:48que desde 89,
43:50nenhum presidente,
43:51que nenhum candidato
43:52que terminou
43:53o primeiro turno
43:54na liderança
43:55perdeu no segundo turno.
43:57Não houve essa virada.
43:58Então assim,
43:58agora o Davi Alcolumbre
43:59tem que partir
44:00para o tudo ou nada.
44:02Então por isso
44:03que agora
44:03ele está
44:03em uma situação
44:04bem delicada,
44:06como eu falei
44:06agora há pouco
44:07no primeiro bloco.
44:08Hoje,
44:09o que se fala
44:09no Senado
44:10é que Rogério Marinho
44:11tem uma avenida
44:12para ser eleito
44:13o próximo presidente
44:15no Senado.
44:16Há uma disputa
44:16entre ele
44:17e a Tereza Cristina,
44:18mas como o Rogério Marinho
44:19foi o coordenador
44:20de campanha do Flávio,
44:21ele é visto
44:21como o nome
44:22mais confiável.
44:23E agora
44:24o Alcolumbre
44:25tem esse belo pepino
44:26Rodolfo e Ricardo
44:29para administrar.
44:30Ou seja,
44:31ele fez uma aposta
44:32bem,
44:33bem,
44:34bem equivocada
44:34que surpreende
44:35a todo mundo.
44:37Olha,
44:37o contorcionismo
44:38que o Alcolumbre
44:39está fazendo agora
44:39é admirável.
44:40Desde a época
44:41em que ele foi eleito,
44:42a Cátia Abreu
44:43levou a pasta,
44:44interrompeu a votação
44:45naquela disputa
44:47com o Renan Calheiros,
44:49o Alcolumbre
44:50se provou aí
44:50realmente um sobrevivente,
44:51mas agora parece
44:53que o desafio
44:53é bem maior
44:54do que ele já enfrentou
44:55para permanecer
44:56na presidência do Senado.
44:58Vou continuar falando aqui
44:59que o senador
45:00Flávio Bolsonaro,
45:00ele está em Goiânia,
45:01onde vai tentar
45:02obter o apoio
45:03do Ronaldo Caiado,
45:04o ex-governador
45:05de Goiás,
45:06que perdeu
45:06no domingo
45:07a eleição
45:08para presidente,
45:09ficou com pouquíssimos votos.
45:11Nessa segunda-feira,
45:12o Romeu Zema,
45:12que é ex-governador
45:13de Minas e também
45:14perdeu a eleição presidencial,
45:16declarou apoio
45:16ao Flávio.
45:17Que vão estar lutando
45:19por um Brasil melhor,
45:20mas nós ainda temos
45:22uma grande batalha
45:23agora,
45:24dia 25,
45:24derrotar o Lula
45:26e o PT.
45:27Eu não vou me omitir
45:28nem ficar em cima
45:29do muro
45:30nesse momento
45:31tão importante.
45:32Voto contra o PT,
45:34voto no Flávio Bolsonaro.
45:36O Brasil
45:37não aguenta
45:38mais quatro anos
45:40de Lula.
45:41Bem,
45:42do outro lado,
45:42o Lula vai tentar
45:43conquistar os votos
45:44dos eleitores
45:44que não compareceram
45:46às urnas.
45:47Ricardo Kertzpan,
45:48como é que você está
45:50projetando
45:50esse segundo turno?
45:52Vai fazer alguma diferença
45:53o Zema e o Caiado
45:54apoiarem declaradamente
45:55o Flávio?
45:56O Lula vai conseguir
45:57tirar o pessoal de casa?
45:59Olha,
46:00eu não diria que faz diferença,
46:01mas é um apoio importante.
46:03São ex-governadores
46:05que foram avaliados
46:07em seus,
46:07muito bem avaliados
46:08em seus estados.
46:09O Romeu Zema,
46:12inexplicavelmente,
46:12ele teve uma votação
46:14tão pífia,
46:15de um modo geral
46:16no Brasil inteiro,
46:17ele teve 320 mil votos,
46:19mas aqui em Minas,
46:20ele não atingiu,
46:22se atingiu,
46:22foram 100 mil votos,
46:24ou está ali
46:24em pouco menos
46:25ou um pouco mais
46:26de 100 mil votos,
46:27assim,
46:28é uma votação
46:28inexpressiva.
46:29Então,
46:30transferir votos,
46:31nem Zema,
46:32nem Caiado
46:33vão ter essa capacidade,
46:35mas são apoios,
46:36sem dúvida,
46:37alguns importantes.
46:38Com relação ao Lula,
46:39de querer investir
46:41na diminuição
46:42da abstenção,
46:44olha,
46:44é uma tarefa
46:45para lá de difícil,
46:47se não é impossível.
46:47Primeiro que a tendência
46:48é em segundo turno
46:50a abstenção ser maior,
46:51isso é histórico.
46:53E para piorar,
46:54o Lula conseguiu
46:56ter desempenho
46:58pior já
46:59em primeiro turno
47:00em regiões
47:01em que ele ganhou
47:02as eleições,
47:04ou seja,
47:04se essas pessoas
47:05forem votar,
47:06não vai alterar
47:07substancialmente
47:09o cenário.
47:09mesmo porque
47:10você imagina
47:11mobilizar
47:12sei lá quantos milhões
47:13de eleitores
47:14para ir às Unas votar,
47:17isso exige
47:17uma estrutura
47:19ou uma infraestrutura
47:20tão gigantesca.
47:22O que pode fazer?
47:24Mandar ônibus,
47:25van,
47:26dar vale-transporte,
47:28tirar,
47:29tirar,
47:30isentar,
47:30se é que já não existe isso,
47:32porque nas outras eleições
47:33isso aconteceu,
47:34não cobrar
47:35o transporte público
47:37para as pessoas
47:37irem votar,
47:38não há muita margem
47:40para poder levar
47:40milhões e milhões
47:41de eleitores
47:42para votar só nele,
47:44Rodolfo,
47:45porque a abstenção
47:47não é toda
47:47de eleitores do Lula.
47:49Então é uma tarefa
47:50para lá de difícil
47:51que eu acho que não vai ser
47:52bem sucedida
47:53de forma alguma.
47:54Pois é, Wilson,
47:55você está vendo
47:55alguma chance
47:56para essa campanha
47:57do Lula
47:57de segundo turno?
47:58Olha, o discurso
47:59a gente já viu aqui,
48:00o discurso não é muito bom,
48:01porque ele está mudando
48:03o discurso
48:03no meio do processo
48:05e além disso
48:06tem essa dificuldade
48:06também logística.
48:08O eleitorado do Lula
48:09é conhecido
48:11por ir votar menos
48:12e as pesquisas
48:13até meio que sofrem
48:14um pouco por conta disso,
48:15você tem que calibrar
48:16na pesquisa ali
48:16para prever
48:17que vai ter
48:18um eleitorado do Lula
48:19que não vai comparecer.
48:20Ao mesmo tempo,
48:21o Flávio
48:21parece que tem
48:23a eleição aí
48:24ao seu dispor,
48:25mas também tem que
48:26calibrar o discurso
48:26para não assustar ninguém
48:27mais do que já assustou
48:29ou para,
48:30como me parece,
48:32não aliviar demais
48:35o discurso
48:35em relação ao STF.
48:37Acho que são coisas
48:38que eles vão ter que calibrar.
48:40É, assim,
48:41na minha visão, Rodolfo,
48:42o que o Lula
48:45pode contar
48:46é com os debates
48:47da Band
48:47e da TV Globo.
48:49Eu acho que
48:49pouco provável
48:50porque o Lula
48:51usou.
48:52Aí que vem
48:53a ironia
48:54dessa história toda.
48:56Por isso que o Ricardo...
48:57Ricardo,
48:57quando você fala
48:58que você não acreditava
48:59muito na questão
48:59do Lula,
49:00que você acha
49:00que o Lula
49:04não fala a verdade
49:05quando ele afirma
49:07que ele esperava
49:08ganhar o primeiro turno,
49:10eu discordo um pouco,
49:11meu amigo,
49:12porque no PT
49:13realmente tinha uma turma
49:14que acreditava
49:14mesmo realmente
49:15nessa possibilidade.
49:16Tanto é que o PT
49:17usou praticamente
49:18todas as armas
49:19no final do primeiro turno
49:20para tentar liquidar a fatura.
49:22O PT sabia disso,
49:24sabia que se essa disputa
49:25fosse para o segundo turno,
49:28seria muito complicado
49:29para o Lula,
49:29mesmo que ele tivesse
49:30terminado primeiro,
49:32nessa etapa inicial.
49:34Há, de fato,
49:35um sentimento
49:36antipetista muito forte
49:37que o Lula
49:38vai ter muita dificuldade
49:40para poder
49:42minimizar isso.
49:42E aí,
49:43para piorar a situação,
49:45Davi Alcumbre,
49:46o PT tinha
49:48duas grandes armas
49:50para esse segundo turno.
49:52O primeiro
49:52seria a aprovação
49:53da PEC
49:53que acaba com o regime
49:546x1.
49:55Essa,
49:56esquece.
49:57Esquece essa arma
49:58porque o Davi Alcumbre,
49:59como eu falei agora há pouco,
49:59já sinalizou
50:00que ele não deve
50:02entregar isso
50:03para o Lula
50:03antes das eleições.
50:05E a segunda arma
50:06é o depósito
50:08do aumento
50:08do Bolsa Família,
50:10aquele reajuste
50:12de 15%.
50:12A expectativa
50:14é que o primeiro
50:14é que o efeito
50:16desse benefício
50:18já seja
50:18é que as pessoas
50:20sintam o efeito
50:20logo na
50:21daqui a 10 dias,
50:2310, 15 dias.
50:25Então,
50:25só que isso vai chegar
50:27muito em cima
50:27da hora
50:28do segundo turno.
50:30Então,
50:31olha,
50:32nessa situação toda
50:34realmente o Lula
50:34vai ter que contar
50:35com a força
50:36dos debates.
50:37E aí que vem
50:38uma dúvida
50:39que começa
50:40a surgir ali
50:41na campanha
50:42do Flávio.
50:43Vale a pena
50:43ir para os debates?
50:45Faz sentido
50:46nesse momento
50:46em entrar
50:48num confronto direto
50:49contra o Lula?
50:52Já tem gente ali
50:53dentro do PL
50:53defendendo que o Flávio
50:54fica quietinho em casa
50:55pelo menos
50:56no primeiro debate,
50:56deixa a confusão toda
50:57para o último debate.
51:00Então,
51:00assim,
51:00e aí a gente também
51:02tem que ver
51:02como é que
51:05seria o desempenho
51:06do Flávio
51:07nesses debates,
51:08que é outro elemento,
51:09que seria o fato
51:10novo que pode
51:11virar essa eleição.
51:13E só para fechar
51:13a figura de vez,
51:15até agora,
51:15Rodolfo,
51:16até agora,
51:17meu caro Ricardo,
51:17o PT não entregou
51:19o vídeo
51:22da festinha
51:22íntima
51:23do Flávio Bolsonaro,
51:24viu?
51:24Prometeram,
51:25prometeram,
51:25prometeram,
51:26até agora não entregaram,
51:27ou seja,
51:27eles não têm
51:27esse vídeo coisa nenhuma.
51:31Wilson,
51:32a gente até republicou,
51:33acho que foi o UOL
51:34que publicou
51:35um levantamento
51:36aí da votação
51:37dos municípios
51:38onde o Bolsa Família
51:39é mais,
51:40digamos,
51:41tem mais gente
51:41dependendo do Bolsa Família
51:43e aparentemente
51:44não teve
51:45impacto disso,
51:47desse aumento,
51:48desse anúncio
51:48do aumento
51:49para o Lula.
51:49O Lula teve
51:50votações menores
51:51nesses municípios
51:54do que teve
51:55em 2022.
51:56Então,
51:56para além do drama
51:57da escala 6x1 aí,
51:59que não tem mais
51:59porque o Alcool Lula
52:00entregar para o Lula
52:01nesse momento,
52:02tem também,
52:03aparentemente,
52:04uma neutralização
52:04dessa história
52:05do Bolsa Família.
52:06vamos para o último assunto
52:07do programa,
52:08a Federação Pessoal Rede,
52:10o PDT,
52:10o Avante
52:11e a Federação
52:11Renovação Solidária
52:13formada por PRD
52:14e Solidariedade
52:15ficaram abaixo
52:16dos requisitos
52:17da cláusula
52:18de barreira
52:18na eleição
52:192026.
52:20Vocês estão vendo aí
52:21um quadrinho,
52:2214 partidos atingiram
52:23a cláusula de barreira
52:24e 16 não,
52:25e aí vocês podem ver
52:26aí embaixo
52:26ilustrados
52:27que partidos conseguiram
52:28e quais não conseguiram.
52:30Assim,
52:30os partidos que não
52:31atingiram
52:32a cláusula de barreira
52:33não terão mais direito
52:34ao fundo partidário
52:35a partir do início
52:36do ano que vem.
52:37Do outro lado,
52:38o Partido Novo conseguiu
52:39atingir a meta
52:39e terá esse suporte.
52:42O Partido Novo conseguiu
52:43se reerguer,
52:44né,
52:45Wilson e Ricardo,
52:47diante desses resultados,
52:49principalmente de partidos
52:50de esquerda,
52:52realmente sobreviveu o Novo.
52:54E vamos começar com o Ricardo.
52:56O que vai acontecer
52:56com esses partidos
52:57de esquerda agora,
52:58Ricardo?
52:59Olha,
53:00a tendência
53:00não é só
53:01desses partidos
53:02de esquerda,
53:02quando criaram
53:04a cláusula de barreira,
53:05a ideia é que,
53:06ao longo dos anos,
53:07das décadas,
53:08fossem diminuindo
53:09o número de partidos,
53:11porque,
53:12vamos combinar,
53:13não existem
53:1430,
53:1540 ideologias diferentes.
53:17Ter um partido político
53:19no Brasil,
53:19por causa
53:20do fundo partidário,
53:22que é diferente
53:22do fundo eleitoral,
53:24se tornou um ótimo negócio,
53:25porque você monta um partido,
53:27fica lá sentado
53:28em cima de um dinheiro
53:29menor ou maior,
53:31a depender,
53:31obviamente,
53:32da bancada,
53:33mas você fica sentado
53:34em cima de um dinheiro
53:35e não precisa entregar nada.
53:36E muitas das vezes
53:37eram partidos de fachada
53:38que os donos
53:40desses partidos,
53:41os presidentes
53:41desses partidos,
53:42pegavam o dinheiro
53:43todo para si.
53:43A gente teve uma série
53:44de denúncias,
53:45de investigações
53:46nesse sentido.
53:47Muitos desses partidos
53:50também sempre se serviram
53:51apenas como linha auxiliar
53:53de partidos maiores.
53:54No caso do PSOL,
53:55por exemplo,
53:56e o PT,
53:57isso sempre foi público
53:58e donatório.
53:59Então, eu acho ótimo
54:00que isso vá diminuindo
54:03ao longo dos períodos eleitorais,
54:05vão diminuindo,
54:06vai diminuindo
54:07o número desses partidos.
54:09No caso do Novo,
54:10eu fiquei muito feliz
54:11em ver que o Novo conseguiu
54:13atingir essa clausa de barreira.
54:14Aliás, o Novo conseguiu
54:15fazer três senadores,
54:17se eu não me engano,
54:18dez deputados federais,
54:20quinze deputados estaduais
54:21no Brasil inteiro.
54:22Foi a melhor performance
54:23do Novo desde que foi criado.
54:26Porém,
54:26para quem lá atrás,
54:28e o Ricardo era
54:29uma das pessoas
54:30que olhava a fundação,
54:31a criação do Partido Novo
54:33com muito bons olhos,
54:34para quem viu aquele Novo
54:36e vê o Novo hoje,
54:38não existe mais.
54:38São partidos
54:39completamente diferentes.
54:41O Novo hoje,
54:42eu falei do PSOL
54:42em relação ao PT,
54:44o Novo se tornou
54:45efetivamente
54:45linha auxiliar
54:47do bolsonarismo,
54:48do PL.
54:49Então,
54:49não é mais aquele Novo
54:50que não usaria
54:51o fundo partidário,
54:52o fundo eleitoral,
54:53que tinha todas
54:53aquelas premissas.
54:55E se você me perguntar
54:56isso é errado?
54:57Não,
54:57não é errado,
54:58foi uma mudança
54:58de rumos.
55:00Os participantes do Novo
55:01naquela época
55:03e na transição
55:04entenderam o seguinte,
55:05olha,
55:05se a gente querer
55:06continuar se comportando,
55:08vou usar uma expressão
55:08popular aqui,
55:09ainda que um pouquinho
55:11chula,
55:11mas se a gente quiser
55:12continuar se comportando
55:13como uma virgem
55:15no meretrício,
55:16então nós não vamos
55:18para lugar nenhum,
55:18a gente vai sumir
55:19como esses outros partidos
55:20estão sumindo.
55:21Aí o Novo resolveu
55:22dar uma guinada
55:24em direção ao bolsonarismo
55:25por questões de sobrevivência,
55:27ou seja,
55:28se aquele Novo romântico
55:30terminou,
55:31esse outro Novo existe
55:32e que bom
55:33que é um partido
55:33que tem ideias
55:34no mínimo liberais
55:36para a economia
55:37e que não coaduna
55:38com essas coisas
55:39mais atrasadas
55:39que a gente tem
55:40dos partidos da esquerda
55:41que foram varridos
55:42pela cláusula de barreira.
55:44Olha,
55:45antes de pedir a opinião,
55:46a análise do Wilson aí,
55:47só queria informar
55:48que tem uma notícia
55:48do portal antagonista
55:50agora do Guilherme Hesse,
55:50que é um repórter lá em Brasília,
55:52ele está antecipando aqui
55:53que a União Progressista,
55:54a Federação,
55:55vai anunciar o apoio
55:55ao Flávio Bolsonaro
55:56no segundo turno.
55:58Diante disso também,
55:59Wilson,
55:59como é que ficam
56:00os partidos aí
56:00na Câmara agora?
56:03Eu queria pegar
56:04um detalhe irônico,
56:06Rodolfo e Ricardo,
56:08que assim,
56:09olha como é que
56:09a política muda.
56:12Um dos maiores defensores
56:13do financiamento público
56:15de campanhas eleitorais
56:16foi justamente o PSOL,
56:17o PSOL e o PDT,
56:19que é essa esquerda,
56:20e aí agora
56:21eles não atingiram
56:22a cláusula de barreira
56:23e,
56:24ironicamente,
56:25o Novo,
56:25que começou
56:27como um partido independente,
56:29que não depende,
56:30que não queria usar
56:31recurso público,
56:32conseguiu atingir
56:33a cláusula de barreira.
56:35A questão é a seguinte,
56:37com essas limitações
56:39impostas pelo próprio
56:40Congresso Nacional,
56:42é bom lembrar que isso aí
56:42não é uma ideia
56:43da justiça eleitoral,
56:44é uma ideia do Congresso,
56:45você vai ter um afunilamento
56:47e realmente o objetivo
56:49foi cumprido
56:50de você ter ali
56:52uns partidos de esquerda,
56:54outros de direita
56:55e você vai ter um centrão.
56:57E aí tem um detalhe,
56:58pela configuração do Congresso,
57:00o PL,
57:01é um partido super forte,
57:03você ter um centrão ali
57:04do MEI,
57:05com aproximadamente
57:07200 votos,
57:08mas houve essa redução
57:10de poder da esquerda,
57:12tanto,
57:12inclusive,
57:13agora,
57:13com o financiamento público.
57:15Então,
57:15a tendência,
57:18Ricardo,
57:18Rodolfo,
57:19amiga e amigo
57:20de um antagonista,
57:21é que,
57:21no futuro,
57:22por exemplo,
57:23o PSOL
57:24deve votar
57:25uma condição
57:26de partido naníquo,
57:27porque agora
57:28vai depender muito
57:29da capacidade
57:30de diálogo
57:31dos seus parlamentares
57:32com as redes sociais
57:33e com o seu eleitor direto.
57:35Ou seja,
57:36Samuel Bonfim,
57:37Erika Hilton,
57:38enfim,
57:38por aí vai.
57:39Então,
57:40é um partido...
57:40E o PDT,
57:41que é um partido histórico
57:43da esquerda,
57:44esse realmente
57:44tem tudo
57:46para morrer
57:47de demissão
57:47nos próximos anos.
57:50Dentro da esquerda,
57:51o partido
57:52que ainda sobreviveu
57:54foi o PSB,
57:54tá?
57:55Mas,
57:56no limite,
57:58no limite,
57:59no limite
57:59da sua...
58:00da cláusula de barreira,
58:02ou seja,
58:02o PSB também
58:03vai ter que se virar
58:04nas próximas eleições
58:05se ele quiser
58:07sobreviver
58:07nos próximos anos.
58:10Nesse ritmo,
58:11o caminho que se enxerga,
58:13o horizonte
58:13que a gente percebe
58:14a partir de agora
58:15é que temos...
58:16é que no futuro
58:17pode ser que a esquerda
58:18seja apenas o PT.
58:19E aí,
58:20realmente,
58:21vira uma situação
58:22de PT de um lado,
58:23PL do outro
58:24e um centrão ali
58:25cada vez mais consistente.
58:26E um PT sem Lula,
58:28né?
58:28Que aí já é um outro PT.
58:30Bem,
58:30vamos chamar aí
58:31o resultado da enquete.
58:33Vai ter impeachment
58:34de ministro do STF
58:35na próxima legislatura?
58:36Para 36%, sim.
58:39E vai ser do Alexandre de Moraes.
58:4134% acham
58:42que não vai ter impeachment
58:42porque vai haver
58:43um acordão.
58:4525% acham
58:46que vai ter, sim,
58:47impeachment
58:47do Moraes e do Dino.
58:49Talvez isso seja
58:49mais torcida
58:50do que uma opinião
58:52de fato, né?
58:53E 5% acham
58:54que não,
58:55que o STF
58:56vai se autorregular
58:57e vai dispensar
58:58a necessidade
58:59de um impeachment
59:00ou, digamos,
59:01a obrigação
59:01de um impeachment
59:03se vier um governo
59:04Flávio Bolsonaro,
59:05se tiver o Lula,
59:06aí já é uma outra história.
59:07A gente está contando hoje
59:08com o resultado
59:10do primeiro turno
59:10que provavelmente
59:11vai ser do Flávio.
59:12Mas a gente vai ter que esperar
59:13daqui a duas semanas
59:14para saber o resultado.
59:16Muito obrigado pela atenção.
59:17Sigam acompanhando
59:18no Portal do Antagonista
59:19e até amanhã.
59:48Transcrição e Legendas Pedro Negri
59:50e até amanhã.

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