- 19/06/2025
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NotíciasTranscrição
00:00Então nessa ação penal 502-366-52, depoimento da Sra. Lílian Maria Arbex Bittar.
00:09Sra. Lílian, a Sra. foi chamada como testemunha nesse processo,
00:14no entanto pela nossa lei como a Sra. é esposa do acusado, Fernando Bittar,
00:18a Sra. não se qualifica como testemunha.
00:21Então nós vamos ouvi-la apenas nesse ato.
00:24Eu passo desde logo a palavra à defesa de Fernando Bittar.
00:28Obrigada, excelência. Bom dia, Lílian.
00:30Bom dia, a todos.
00:32Lílian, você mencionou a esposa do Fernando.
00:34Quanto tempo você é casada com o Fernando?
00:3620 anos.
00:37O senhor tem filhos?
00:37Sim, eu tenho filhos, Guilherme.
00:39Quantos anos?
00:40Vai fazer 17.
00:42Nesse relacionamento aí de 20 anos que você tem com o Fernando,
00:46o que você pode contar pra gente?
00:48Como que era a relação entre a família Bittar e a família Silva?
00:52Especificamente a relação do Fernando com o ex-presidente Lula e com a dona Marisa.
00:56Eu conheci a família Silva quando eu namorava o Fernando, tinha 17 anos,
01:03e conheci o tio Lula como o tio que ele não exercia o cargo.
01:08Ele era, pra mim, era o tio do meu marido.
01:12E praticamente quando eu entrei pra família Bittar, acabei entrando pra família Silva.
01:18Pra mim sempre foi uma família só.
01:20Em relação especificamente a dona Marisa com o Fernando e com o pai e o irmão do Fernando,
01:27como é que era a relação?
01:28Era uma tia?
01:29Era uma amiga?
01:30Era uma mãe?
01:30Como é que era a relação dela com eles?
01:32Embora eles sempre a chamassem de tia, a relação era de mãe.
01:36Eles sempre tiveram mais contato com a tia Marisa do que com a, de fato, a minha sogra, a dona Terezinha.
01:46Inclusive ela tinha um certo ciúmes disso em relação a isso.
01:50Eles eram muito mais próximos da tia Marisa.
01:52E o Fernando e o Fábio?
01:54Como é que a relação entre eles?
01:56Ah, sempre foi com o irmão.
01:57E a minha relação com o Fábio também é muito próxima com os irmãos dele, com o Sandra, com os Cláudios.
02:04Sempre muito próximos.
02:06O Fernando é mais próximo.
02:07O Fábio é mais próximo do Fernando ou dos irmãos de sangue dele?
02:11Do Fernando.
02:12O Fernando é do Fernando.
02:13Quando, ao longo desses 20 anos, como é que é a interação entre as famílias?
02:20O presidente, quando frequentava a sua casa, era uma coisa formal, era uma coisa íntima?
02:24Se puder contar pra gente sobre, pra poder demonstrar, como é que é o nível de intimidade que existia entre família Vitário e família Silva.
02:30Sempre foi uma relação de muita intimidade, uma relação familiar.
02:35Ele já frequentou o meu apartamento em São Paulo.
02:39Assim, uma relação...
02:40E aí, sei lá, a gente terminou de jantar um dia e todo mundo foi bater papo.
02:46Quando eu chego na cozinha, eu tava colocando a louça na lava-louça, sabe?
02:50Então, é assim, uma relação de família mesmo.
02:53Existe algum episódio específico do seu casamento envolvendo o presidente Lula que demonstre essa intimidade entre as famílias?
03:00Sim, tem dois episódios.
03:01Um que, quando teve aquela tradicional dança do casal, quando a gente terminou a dança,
03:08de repente, o olho, tá o tio Lula e o Jacó dançando de rosto colado.
03:13E no final, isso tem gravado, tem vídeo disso no casamento.
03:18E no final do casamento, o Lula pulou de cueca na piscina com os convidados.
03:24A senhora mencionou o Jacó. Como é que é a relação do Jacó com o Lula?
03:27Como é que é? É uma coisa muito próxima, eles são muitos amigos, é uma relação mais distante?
03:33É uma relação muito próxima.
03:35É muito próxima.
03:37O seu Jacó possui maus partos, não certo?
03:40Certo.
03:41Quando ele ficou doente, a família Alô Silva, especificamente o presidente Lula e a dona Marisa,
03:47tiveram alguma participação na ajuda da família Itá, com a nossa doença?
03:52Quando o Jacó descobriu a doença, não me lembro o ano ao certo, mas ele ficou muito debilitado
04:00e também muito chateado com a doença, então ele entrou um pouco em depressão.
04:06E a tia Marisa chamou o Jacó para estar convivendo com eles lá no palácio, fazendo caminhadas,
04:14eles faziam, inclusive a gente participava disso porque a gente também não saía de lá.
04:18E eles faziam ginástica de manhã, o Jacó fazia ginástica com ele, piscar, enfim, fez muito bem isso para ele.
04:26E com isso ele teve uma melhora na questão do Parkinson, inclusive da depressão.
04:32Ele chegou a passar bastante tempo em Brasília junto com o presidente, com a mulher dela?
04:37Muito tempo.
04:37Eu acho que de 2003, se não me engano, 2004, eu na verdade não me recordo as datas, mas ele ia direto para lá.
04:46Inclusive eu e o Guilherme ficamos com o Jacó em umas férias de julho e nós ficamos 30 dias lá em Brasília.
04:53Então, além do Jacó, você e seu filho costumavam também frequentar a Brasília?
04:57Muito.
04:58Como é que era a relação do presidente e da dona Marisa com o Guilherme?
05:03Ah, era como eu estradava o Guilherme como neta.
05:06Inclusive a tia Marisa me ajudava na educação do Guilherme, dava uns palpitinhos nela em relação com uma sólida.
05:18A sua relação com a dona Marisa era uma relação de sobra e anória?
05:22Sim.
05:22Com seus próximos e seus contras, eu imagino.
05:24Exatamente. Momentos que você quer estar perto e momentos que você se irrita um pouco.
05:31Falando especificamente do sítio de Atibaio, como é que surgiu na família Bittar a ideia do sítio de Atibaio?
05:37Quem trouxe essa ideia? Por que isso apareceu?
05:40O Jacó, ele apareceu, começou com essa ideia, porque na verdade ele tinha, ele tinha, recebeu o dinheiro de uma indenização
05:49e ele não gostava de ficar com dinheiro curado. Ele acreditava que era um bom investimento você estar comprando imóveis,
05:58algumas coisas desse tipo. E ele sempre foi de procurar coisas. Ele procurou casas, casa em Ituba, em Dayatuba, São Roque, enfim.
06:09E aí ele até chegar no sítio de Atibaio. Um dia ele chegou em casa, olha, achei esse sítio, acho que é a nossa cara,
06:18a localização dele favorece, porque ele estava sozinho em São Vicente, e o Caíno estava no Rio, a piscina em Campinas e a gente em São Paulo.
06:29E ele achou que era uma boa ideia estar comprando esse sítio.
06:33Será que esse sítio foi concebido com a ideia de abrigar todo mundo, de receber a família, de receber amigos?
06:39Qual que era a ideia desse sítio? Ou era um sítio que ele pretendia usar sozinho, ir lá gastar o tempo dele sozinho,
06:45ou era uma coisa que ele queria reunir todo mundo?
06:47Não, era uma coisa que ele queria reunir todo mundo.
06:49Ele aproveitou a questão que ele tinha recebido essa indenização e ele queria estar reunindo os amigos, tá?
06:58E isso, como é uma família só, a família Silva vem junto com essa...
07:03Nessa busca pelo sítio, sabe se o Fernando chegou a participar disso, se o Fernando chegou a visitar outros sítios?
07:11Como é que foi isso? Você viu isso?
07:14Olha, não vou te dizer que todos os finais de semana, mas o Jacó sempre ia em casa no final de semana
07:19para ele estar visitando algum sítio.
07:21Eu ficava um pouco irritada, porque no final de semana eu queria sair com meu filho, meu marido,
07:27e o Jacó estava lá enchendo o saco com essa história que ele queria estar visitando o sítio.
07:31Então, eu sei que eles saíam para visitar e eu, ah, hoje eu vou ver uma chacra em Dayatuba,
07:36hoje eu vou ver uma casa em Itu, cara, esse tipo de coisa, não sei dizer assim...
07:41Ah, além desse sítio de Atibai, outros sítios foram visitar, assim, ela até achar isso.
07:45Ah, mas eu não sei dizer quais, eu sei que ele falou, ah, eu vou para tal lugar.
07:50Enquanto encontrou o sítio, decidiu se comprar, você sabe dizer o valor desse...
07:58A senhora mencionou que teve esse valor recebido de uma indenização pelo Jacó.
08:02Esse valor foi... Como é que isso foi viabilizado a compra disso?
08:06O Jacó transferiu esse dinheiro e comprou direto? Por que transferiu o Fernando? Enfim, como é que foi isso?
08:11Ele recebeu esse dinheiro e já tinha passado uma parte para o Fernando e depois ele...
08:17Eu, na verdade, eu não sei ao certo o valor total. Eu sei que ele tinha uma parte do dinheiro que ele tinha passado para o Fernando,
08:24depois ele... Na verdade, eu não me recordo, assim, exatamente essa transferência,
08:31mas eu sei que ele passou como doação para o Fernando.
08:35Sabe por que o Fernando não eventualmente apreciou, não taliu? Por que ele não comprou ele direto?
08:39Você não sabe me explicar o que é disso?
08:42O Jacó?
08:42O Jacó, é...
08:43O Fernando, ele sempre gostou de sítio.
08:46Tanto é que a gente se conheceu no interior porque ele tinha um sítio lá.
08:49E ele sempre cuidou muito de... Cuidou de sítio.
08:52Agora, hoje, eu morava lá no Rio. A Priscila nunca cuidou de sítio, então...
08:57E porque o Fernando era uma pessoa extremamente organizada em relação às coisas dele.
09:01Você mencionou agora que... Você se conheceu no interior porque o Fernando tinha um sítio lá.
09:07Por que o Jacó não abusava esse sítio que o Fernando já tinha no interior? Onde que é?
09:12Porque é muito longe, são 300 quilômetros.
09:14Onde que é? Onde que é o sítio?
09:15Chama...
09:16Em Madurita.
09:16É.
09:18Não era viável?
09:19Não, não era viável. 300 quilômetros.
09:21E aí, 300 para voltar, ainda mais com a doença do Jacó. Ele também foi deixando de ir para lá.
09:26É... Maiores detalhes da negociação do sítio, você participou? Isso que é uma coisa que...
09:33Não, isso é uma coisa entre o Jacó e o Fernando.
09:36Ótimo.
09:37É... Quando... Depois da aquisição do sítio, você chegou a ir ao sítio antes de reformas serem iniciadas?
09:43Sim, foi. Foi assim.
09:46É... Qual a sua profissão, Lívia?
09:48Sou desárea de interiores.
09:49Se teve alguma participação sua, alguma ajuda sua nessa primeira ida ao sítio eventual,
09:56é... A verificação seria necessária ter essa reforma, se não seria necessário?
10:01Houve alguma participação sua nesse primeiro episódio?
10:03Sim, nós fomos lá no sítio.
10:06Aí, eu... A cópia, porque a minha parte, era de fazer várias coisas, né?
10:10Mas nós fizemos... Eu chamei uma colega minha e nós fizemos uma planta,
10:14porque a princípio eu queria... Tinha uma coisa que me incomodava, que caía muita energia lá.
10:19Então, às vezes um estava tomando banho, o outro estava tomando banho, acabava caindo.
10:22Então, eu precisava trocar o quadro de energia.
10:25E, para isso, a gente precisava dimensionar.
10:28Então, eu precisava ter uma planta e uma coisa que é o que eu adoro na minha profissão,
10:31que é a parte luminotécnica.
10:33E eu queria trocar aquelas luminárias, que antes usava aquelas lâmpadas econômicas,
10:38que eu acho horrível.
10:40E eu queria trocar isso.
10:41Então, nós fizemos uma...
10:42Mas aí, no fim, a gente... O Fernando acabou não deixando.
10:45Tinha algumas outras coisas emergenciais para a gente fazer.
10:49É, você mencionou uma planta. Chegou a ser feita essa planta?
10:52Sim, foi feita.
10:53Você lembra quem fez?
10:54Sim, foi a Angélita Duarte, uma colega minha de curso.
10:58Existe documento que a fecha dessa planta foi feita?
11:01Sim, sim. Posso apresentar.
11:03Isso foi lá em 2011, então? Lá logo depois da aquisição do sítio?
11:07Ah, eu não me recordo se foi... Foi acho que...
11:092010.
11:10Isso, 2010.
11:11Ótimo. E essa Angélita, ela é uma parceira sua de trabalho, é isso?
11:15Sim, a gente fazia o curso de design de interiores na Pan-Americana,
11:19e ela já tinha mais experiência nisso, e aí ela fez a planta para mim.
11:24Ela tem alguma relação com a Fumica Silva?
11:26Não, não, nenhuma. Ela era uma colega de curso.
11:30Ótimo.
11:30O Fernando chegou a fazer algum tipo de intervenção nesse primeiro momento no sítio?
11:36Algumas formas pontuais de acessibilidade?
11:39A questão que você mencionou, a questão de elétricas, foi feita alguma coisa,
11:43alguma intervenção por parte da familiaridade de vocês?
11:46Sim. No início, a gente...
11:48Aquelas coisas que você faz quando você, de cara, adquirir algum imóvel.
11:53Pintura, trocar o assento do vaso sanitário, tinha uma calçada que estava ruim, em volta a gente arrumou,
12:02tinha algumas infiltrações na casa, então a gente passou uma vendação, tinha caixa de mordura,
12:08tinha um problema na fossa também, que depois, mais frequente, a gente teve que mexer de fato
12:13alguma coisa maior na fossa.
12:17Nessa época, logo depois que o sítio foi adquirido, com essas reformas que você mencionou,
12:24que estavam a cargo do Fernando, ele ia bastante para o sítio para poder conduzir isso?
12:29Sim, ele ia.
12:30Comandou com os irmãos do Maradona, o Edvaldo e o Tid.
12:35Especificamente essas reformas que você mencionou, quem é a cor? Quem é a cor com isso?
12:40O Fernando.
12:42Sabe dizer, quem foi que você mencionou agora, os parentes do Maradona,
12:45quem foram os responsáveis por fazer, quem foi que foi lá e arrumou a parte elétrica,
12:49arrumou a questão da fossa, enfim, arrumou essa parte...
12:51Então, tudo que era da parte elétrica era o Tid, e da parte civil, o Edvaldo.
12:56Os dois serem irmãos do Maradona, é isso?
12:57Os dois serem irmãos do Maradona.
12:58Você recorda do nome deles mesmo?
13:00Então, o Tid, eu não lembro, não sei se Aristide diziam,
13:04Ah, eu não lembro, eu não lembro o nome do Maradona.
13:06Sem problema.
13:07É que a gente sempre falava Tid.
13:09Ótimo, sem problema.
13:11Além dessas reformas, você tem conhecimento que foi feito no sítio,
13:15outras intervenções, que é especialmente um anexo atrás da casa.
13:21Você sabe em que contexto que surgiu a ideia de fazer esse anexo?
13:25Por que ele foi construído?
13:27Sim, em alguma conversa que o Jacó teve com a tia Marisa,
13:32porque todas as preocupações, todas as conversas que ela tinha,
13:38familiares lá no palácio, o Jacó, a gente sempre estava junto.
13:42E ela mencionou a dificuldade de alocar as coisas do acervo.
13:48E aí ele falou, olha, estou comprando uma chácara
13:52e eu vou oferecer para vocês usarem como vocês quiserem.
13:55E aí ela tocou isso.
13:58O Jacó que contou isso para você, que ele ofereceu o sítio para fazer?
14:02Sim, foi ele que me contou.
14:05Não é estranho isso, Eliane, que o Jacó tem uma pessoa para um terceiro,
14:10pode construir aqui um anexo na minha casa?
14:13Ah, doutora, não é estranho porque não é um terceiro,
14:17é uma pessoa que é praticamente da família.
14:19A tia Marisa é uma pessoa...
14:20A convivência deles é...
14:23Se eu convivo com eles há 20 anos, o Jacó convivo com eles,
14:27acho que há mais de 40 anos que eles convivem.
14:29É uma coisa natural, não causou estranheza na família isso?
14:32Não.
14:34Sabe dizer quem conduziu essa obra?
14:36O Fernando teve participação nela?
14:38O Fernando teve alguma interação nessa obra?
14:40Não, quem conduziu isso foi a tia Marisa.
14:42O Fernando conduziu as coisas que o Sôr Estuál tinha e o Edvaldo.
14:46Sabe se houve algum pagamento por parte do Fernando,
14:50por parte da sua, enfim, para essa obra?
14:53Não estou falando daquela parte da elétrica, nada.
14:55Ficou especificamente dessa parte de anexo.
14:57Não, nada.
14:58Isso ficou a carga da tia Marisa.
15:03Além desse anexo, algumas testemunhas que foram ouvidas aqui em juízo
15:07mencionaram que algumas outras reformas,
15:10algumas outras construções foram feitas,
15:12entre elas uma adega,
15:14e um espaço embaixo, perto da casa do Maragona.
15:21Como relação...
15:23Você tem conhecimento dessa adega que foi construída?
15:25Sim, aquilo não é uma adega.
15:27Aquilo era uma casinha que tinha lá,
15:30que eles precisavam colocar os vinhos,
15:32inclusive aqueles quadradinhos lá de colocar os vinhos,
15:38que foi o Maradona e o Aurélio que fizeram.
15:40Eles compraram as madeiras e eles mesmos o que fizeram.
15:44Aquilo lá tem um desumidificador que não funciona,
15:47não é climatizada, nada.
15:49É um espaço que está lá para guardar vinho.
15:51A meu ver, aquilo que eu entendo como adega, aquilo não é uma adega.
15:56Então eu fico com uma dúvida.
15:57Esse anexo que foi construído atrás,
16:00antes disso, junto com o acervo vinho vinhos da Juvrasil, é isso?
16:04Esse anexo que foi construído atrás,
16:08você disse que era para receber parte do acervo.
16:11Por que aquilo foi feito, então, em forma de quartos,
16:13e não simplesmente um depósito?
16:14Porque é um corredor com umas de quatro quartos.
16:16Na verdade, é um depósito com banheiro.
16:20Eu acredito que a tia Marisa, quando solicitou que fosse feito aquilo,
16:25ela pensou, porque os dois últimos quartos,
16:27que ficaram ocupados com as caixas,
16:30e que com o tempo foi liberando espaço,
16:33acho que ela pensou, vou construir um espaço para poder ser usado.
16:36Isso não fica um depósito sem uso.
16:39Agora, de novo, eu volto à pergunta que eu já fiz.
16:42Faz sentido a tamanha liberdade para um terceiro mexer na comunidade de vocês?
16:47Ah, eu vou indefinir essa pergunta, doutora.
16:49É opinião da testemunha?
16:51Não cabe.
16:53Tá bom, então eu vou reformular a minha pergunta, excelência.
16:56Vocês deram liberdade total para a dona Marisa fazer como ela entendia?
17:01Necessário?
17:02Sim, foi dar liberdade total para ela usar como ela quisesse.
17:04Por quê?
17:05Porque já pode isso no primeiro dia.
17:07Pela convivência que eles têm,
17:08pelo nível de amizade, intimidade, familiaridade.
17:14Você tem conhecimento, no começo dessa obra,
17:16quem foi responsável por conduzir lá?
17:19Foi o senhor Muay?
17:21Sim, tenho.
17:22Sabe por que foi?
17:23Por que você tem esse conhecimento?
17:25Como que você sabe disso?
17:27Porque o Fernando falava que era o Muay
17:29que estava tocando essa obra de uma tia Marisa.
17:32É isso que eu tenho lembrança.
17:34Você lembra se houve algum problema nessa obra no começo?
17:37Se o Fernando reclamou de alguma coisa nessa obra no começo?
17:40Sim, tinha um pessoal que estava fazendo muita ruaça.
17:43Eles bebiaam, estavam fazendo barulho.
17:45E aí o Fernando falou, eles iam para a cidade de Evas,
17:50sei lá, dirigindo.
17:51O Fernando ficou preocupado, falou,
17:53olha, você troca essa equipe, porque isso não está dando certo.
17:56E falou isso para quem?
17:57Falou para o Muay.
17:58Entendi.
17:59E depois disso resolveu o problema?
18:01Depois disso resolveu o problema.
18:02Tem conhecimento de quem passou a tocar a obra depois disso?
18:05Não tem porque quem cuidava disso era a tia Marisa.
18:07Então, o que ela resolveu, não, a gente não...
18:11Foi mencionada também aqui, né, por alguns funcionários Aldebrecht que foram morridos,
18:31que foi construída uma guarida no sítio.
18:33Existe uma guarida no sítio?
18:35Não, não existe uma guarida.
18:36O que existe é um...
18:37Foi construído um quarto atrás da casa do Maradona.
18:41Na verdade, uma casinha em anexo à casa do Maradona.
18:44Tem um quarto, umas beliches, um banheiro, uma sala e uma cozinha.
18:48É isso, mas guarida não tem.
18:49Ótimo.
18:51Essa obra foi realizada pelo que registro aqui nos autos,
18:54entre novembro de 2010 e 2011.
18:58Você se recorda, Lília, onde vocês passaram essa virada de ano?
19:03Nós passamos em Brasília.
19:05Na pós, e depois fomos passando lá no Alvorada.
19:09Junto com o presidente?
19:10Junto com o presidente, o presidente e a tia Marisa.
19:14Depois de vocês foram pra onde?
19:17Então, nós passamos a virada de ano lá no Alvorada,
19:20depois nós fomos pra pós-cidadinho,
19:23e depois fomos pro pós-cidadinho,
19:25com a nossa família Silva.
19:29Entendi.
19:29Vocês foram juntos com ele passar as férias na pós-cidadinho?
19:31É, na verdade, ele ficou bastante tempo lá.
19:33A gente ia mais três dias e voltamos pra São Paulo.
19:41Quando vocês voltaram,
19:42pelo que eu entendi, você e o Fernando voltaram antes do presidente?
19:45Voltamos antes.
19:46Vocês chegaram aí pro sítio?
19:48Fomos.
19:48Quem?
19:49Eu, Fernando e Guilherme.
19:51O presidente, alguém da família Silva não estava presente?
19:54Não, eles estavam no Bairro Já, no Porto dos Andrados.
19:58E depois que eles retornaram dos Portos Andrados, eles foram pro sítio?
20:00Sim, aí eles foram pro sítio.
20:02E quem estava presente nessa oportunidade e que eles foram pro sítio pela primeira vez?
20:10Eu, Fernando, Guilherme, Jacó, e depois chegou a Marisa, o Tio Lula e o Fábio e a Renata.
20:19Você e o Fernando iam muito pro sítio Atibaia?
20:23Vocês não iam?
20:24Vocês nunca frequentavam?
20:25Como é que era isso?
20:26No começo eu senti, ia bastante.
20:29Até mais do que eu gostaria.
20:31Mas, depois a gente acabou deixando um pouco de ir, porque o Guilherme foi ficando maior,
20:39aí queria estar aqui em São Paulo, com os amigos.
20:41Então a gente acabava passando, ia pra lá, passava o dia, voltava.
20:46Agora, fala do primeiro, desse primeiro momento que vocês viam mais.
20:50Vocês sempre iam como membros da família Silva ou vocês iam sem membros da família Silva?
20:55Eu sempre iam sem membros da família Silva, mas eles eram pessoas que também se sentavam?
20:58Eles eram figuras, eram pessoas que estavam sempre lá.
21:02Mas não necessariamente a nossa ida não estava, eles tinham que estar também, não era isso.
21:11E o Jacó, frequentado o sítio também?
21:13Frequentado.
21:14Bastante tempo?
21:16Ele frequentou bastante, depois a doença também foi se agravando.
21:22E ele estava muito tímido também, de ficar perto das pessoas, porque ele tremia.
21:26Então é, ele foi, de fato, deixando de ir.
21:29Quando vocês iam, Miguel, falando do começo ainda, vocês dormiam onde, você e o Fernando?
21:36Nós dormimos em todos os lugares.
21:38Dormimos naquele quarto que tem a lareira, que tem uma outra suíte do lado.
21:42Já dormi no anexo, por conta do Guilherme, que levava amigos e aí dormia todo mundo lá.
21:48Dormi no sofá, porque eu tinha medo, teve um episódio que a Mel foi picada pela cobra.
21:52Dormi no sofá de bota, com medo de levar uma picada de cobra.
21:58E assim, na verdade, não tinha uma regra para dormir.
22:03A prioridade sempre eram os idosos.
22:05A avó Marília, quando ia lá, ela dormia no quarto.
22:07Quem é a avó Marília?
22:08A avó Marília é a ex-sogra da tia Marília.
22:13Também é o sítio.
22:14Também é o sítio.
22:15Ela dormia onde, como ela ia?
22:16Ela dormia na suíte do lado do quarto com a lareira.
22:20Tá ótimo.
22:21Eam vocês e o Jacob, onde ela dormia?
22:23O Jacob dormia no quarto com a lareira.
22:25Quando iam com você, onde vocês dormiam?
22:26O quarto com a lareira.
22:27Quando iam com vocês, o presidente, o Lula, onde o presidente dormia, onde você dormia?
22:31No quarto com a lareira, a gente dormia no quarto do lado.
22:33Tá ótimo.
22:34Por que o presidente dormia no quarto, que é o assunto principal, e você dormia no quarto
22:42do lado?
22:42Qual a lógica disso?
22:43A lógica é uma questão de educação.
22:47Um idoso está indo dormir e você vai deixar no quarto melhor.
22:52Na verdade, a meu ver, para mim, o que eu necessito, para mim, aquele quarto não é o melhor.
22:58Porque lá, quando o Guilherme dormia no quarto com a gente, eu prefiro a outra suíte, porque
23:05ela tem uma cama.
23:07É a cama de casal e a cama de solteiro.
23:08E na outra, quando a gente dormia lá, o Guilherme dormia no chão.
23:11E eu ficava com medo de ter escorpião, alguma coisa, de colocar um colchão no chão.
23:16Hoje o Guilherme está com 17 anos, mas na época ele era bem mais novo.
23:20Então, tinha 10 anos.
23:21Falando ainda também desse comecinho que vocês iam mais, Lívia, vocês levavam as
23:27coisas de vocês e deixavam coisas lá?
23:29Como é que era a logística dessa preparação?
23:31Claro, deixava casaco, chinelo, tênis, escopo de dente, creme, roupa de fã.
23:40Isso é mais um primeiro momento que vocês frequentavam mais ou até hoje tem coisa de
23:43você?
23:44É que assim, é uma lógica.
23:45Quando você está indo bastante, você acaba deixando.
23:47Aí, conforme você vai, vou lá só passar o dia.
23:49Acabava que eu não levava nada.
23:51Ah, meu casaco está lá, vou trazer.
23:52Sabe, essas coisas assim?
23:54Como a gente foi deixando de ir, passava só o dia, não levamos mais coisas para lá.
24:01E existem coisas de vocês, móveis, utensílio doméstico, decoração, coisa que seja sua
24:08e do Fernando, que esteja no sítio?
24:10Sim, tem.
24:11Levamos várias coisas.
24:12Levei coisas de cozinha, panela, coisas que eu gostava.
24:16Tem uns móveis que eram da minha varanda, que eu levei, quando eu reformei a varanda,
24:21eu levei para lá.
24:23Tinha um vaso vermelho que eu levei também, que inclusive as crianças acabaram quebrando.
24:28Enfim.
24:28A família Silva, especificamente o ex-presidente, a dona Marisa, sabe dizer, se com um tempo
24:38eles passaram a frequentar mais esse sítio do que no começo?
24:42É, eles começaram a frequentar bastante depois que o tio Lula ficou doente, né?
24:47Inclusive ele passava, quando ele fazia a quimioterapia, ele passava a semana lá, vamos
24:54por ele fazer a quimioterapia na segunda e ele já ficava lá.
24:57Primeiro porque o clima de lá é muito mais agradável e a tia Marisa também não gostava
25:02que ele ficasse recebendo muitas visitas.
25:05Então lá ele estava guardadinho lá para poder se cuidar.
25:10E quando eles começaram a utilizar mais o sítio...
25:13Eu vou interromper um minutinho aqui.
25:15Doutora, nós estamos 25 minutos ouvindo a depoente, sem qualquer menosprezo, mas a
25:20depoente sequer se qualifica como testemunha.
25:23Então eu vou pedir, faça mais algumas perguntas aí com objetividade para nós abreviarmos
25:27o tempo do juízo.
25:28Eu vou fazer as perguntas que eu achar necessário, se você se entender ou se eu defere.
25:32Eu vou começar a deferir, doutora, porque eu acho que é um pouco abusivo ficar chamando
25:36parente de acusado para depor como testemunha e ficar tão longo o depoimento assim.
25:42Não existe nenhum tipo de explicação no meu treinamento pátrio.
25:46Se você quiser indeferir, isso é o que está à vontade.
25:49Certo, eu vou começar a indeferir, doutora.
25:51Sugiro que faça a pergunta dos objetivos.
25:54Eu estou fazendo, doutora.
25:55Não, não estava.
25:57Enfim.
25:58O ex-presidente, a dona Marisa, chegaram a deixar coisas deles lá no sítio?
26:04Deixavam?
26:05Existiam um problema nisso?
26:06Não.
26:07Ainda fira essa pergunta.
26:09É a opinião da testemunha.
26:11Ótimo, excelência.
26:15Você mencionou, Marília, que ao longo do tempo vocês começaram a ir menos no sítio,
26:18certo?
26:19Certo.
26:20Houve alguma inversão de frequência com a família Silva?
26:23Ainda fira essa pergunta igualmente, doutora, porque se já foi perguntado para várias
26:26as outras pessoas, já foi falado aqui.
26:33Você mencionou, Marília, que o presidente se conhece, ele cuidou da lutância dele e
26:39pessoalmente dele no sítio, certo?
26:40Certo, certo.
26:41Sabe dizer se, inclusive, os médicos visitados vão ir lá?
26:47Na verdade, quando tinha algum problema, a gente ligava para o...
26:52Certo, eu vou indeferir essa questão também porque é irrelevante, doutora.
26:56É difícil dizer que você fez assim, doutora.
27:02Ah, doutora, a doutora rola parênteses como testemunhas aqui, nós temos que ficar ouvindo
27:05parênteses que nem prestam compromisso.
27:07Doutora, ela viveu os fatos.
27:09Pelo amor de Deus, o que é isso?
27:10Estamos há quase meia hora aqui ouvindo.
27:13Doutora, ela viveu os fatos, doutora.
27:15Mais alguma pergunta?
27:16É testemunha de fato.
27:18O que é isso?
27:18Isso é postura?
27:20Não, não é testemunha.
27:21Não se qualifica como testemunha.
27:23Vejam lá o CPP.
27:24Realmente é.
27:26Não há nenhum tipo de medação, doutora.
27:28Mais alguma pergunta, doutora?
27:29Não, não há, doutor.
27:30Se eu quiser indeferir, o senhor vai indeferir.
27:32Sim, perfeito.
27:33A senhora se recorda, doutora, que em 2014 houve uma reforma na cozinha do sítio?
27:42Sim.
27:43Eu queria entender um pouquinho como surgiu a ideia dessa reforma.
27:46Você pode contar pra gente?
27:48Posso.
27:49A cozinha sempre foi uma coisa que a gente queria reformar porque ela era pequena.
27:54E os armários, os móveis estavam um pouco deteriorados.
27:59Como a gente era pequena, porque a gente estava sempre bastante gente cozinhando, todo mundo
28:04ia pra cozinha, enfim.
28:06Então era uma coisa que a gente sempre teve vontade.
28:10E aí teve um almoço de Páscoa, que estava, nossa, acho que tinha mais de 20 pessoas nesse
28:16almoço.
28:17E aí eu falei pro Fê, eu falei, Fê, a gente vai ter que, dá pra ter que fazer a reforma
28:22da cozinha.
28:23E aí eu chamei uma colega de trabalho pra gente fazer o projeto de acordo com o que
28:32a gente queria.
28:33Só que, assim, na verdade eu chamei a parceira, desculpa.
28:36Pode ir, pode ir.
28:37Pode ir.
28:38Pode falar.
28:38Eu chamei essa parceira porque como eu sou designer de interiores e na reforma a gente
28:43tinha que quebrar algumas paredes, isso não está na minha competência.
28:47Então eu acabei chamando uma arquiteta.
28:49Eu quero voltar um pouquinho.
28:50Você falou que a gente estava lá, que eram 20 pessoas.
28:53Quem estava nesse almoço de Páscoa e começou a você discutir a reforma da cozinha?
28:57Estava eu, o Fernando, o Calil estava nesse almoço, estava a tia Marisa, a tia Lula,
29:05a Pabra, a Renata, alguns amigos, o Tercílio, a Ana Lúcia, o Samek, a Olivia, o Paulinho,
29:12a Lili.
29:13Que monte, gente.
29:13Que monte.
29:14E quem foi essa parceira sua que fez esse projeto?
29:18Foi a Cecília Castro.
29:21Chegou a ser feito um projeto de fato?
29:23Foi, foi feito.
29:24A planta, tudo.
29:25Eu passei, na verdade, eu passei o brief pra ela daquilo que o Fernando queria e aí ela
29:33fez conforme a gente tinha solicitado.
29:35Ótimo.
29:36Como é que foi?
29:39Foi esse projeto que foi feito no final ou não foi esse projeto?
29:41Não, não foi.
29:42Como é que aconteceu isso?
29:44Então, ela fez o projeto pra gente e tal, de acordo com o que a gente queria.
29:49E aí, antes de começar a tocar a obra, chamar o Edvaldo, chamar o Arsineiro, a gente estava
29:58num dia lá no almoço e eu falei, ah, gente, fizemos o projeto, a gente vai de fato reformar
30:05a cozinha e tal.
30:06E aí, começando a contar.
30:07Ia ser assim, ia saber, eu mostrei o projeto e Priscila gostou.
30:12A Priscila, inclusive, estava nesse dia.
30:14Priscila e irmã Fernando.
30:15Isso, eu acho que o Cario não estava nesse dia e aí todo mundo ficou palpitando, né?
30:21Cada um fala uma coisa, porque todo mundo, de fato, ficava lá na cozinha, usando a cozinha
30:26e aí a Tia Marisa resolveu palpitar como uma boa sogra que ela era.
30:33Olha, eu sou a mais velha da casa, como a boa italiana, matriária, eu tenho uma ideia
30:40melhor e eu quero tocar isso.
30:44Aí ela até conversou com a Cecília, fizeram algumas reuniões lá no sítio.
30:51Só que esse assunto, para mim, é um assunto que me deixa muito chateada, porque numa
30:57dessas reuniões lá no sítio, o Fernando acabou cedendo à Tia Marisa, porque ela falou,
31:03olha, não gostei desse projeto, vamos fazer uma coisa maior, a gente ia quebrar duas paredes
31:07e vai aumentar a cozinha para a sala.
31:09E aí ela quis fazer uma coisa maior e aí o Fernando, como sempre, acabou cedendo.
31:15E isso, para mim, me deixou muito chateada.
31:18Foi um assunto que lá em casa virou motivo de confusão.
31:22Eu vou interromper aqui pelo tamanho do áudio.
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