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NotíciasTranscrição
00:00Então, nessa ação penal 503-5263-15, depoimento do senhor Ademir Bendini.
00:08O senhor Bendini, o senhor foi acusado de um crime pelo Ministério Público Federal.
00:13Nessa condição de acusado, o senhor tem o direito de permanecer em silêncio.
00:17O senhor fizer uso desse direito, isso não lhe traz nenhum prejuízo, segundo a nossa lei.
00:21Mas é a oportunidade, aqui na verdade, segunda oportunidade que o senhor tem,
00:24de esclarecer os fatos diretamente aos quais o senhor está sendo acusado.
00:30O senhor prefere falar ou o senhor prefere ficar em silêncio, o senhor Bendini?
00:33Não, vou me manifestar, manifesto, benitíssimo.
00:35O senhor Bendini, antes de nós entrarmos aqui no objeto da acusação especificamente,
00:41alguns esclarecimentos de ordem temporal.
00:45O senhor foi presidente do Banco do Brasil, qual foi o período exatamente?
00:50Abril de 2009, 6 de fevereiro de 2015.
00:56Certo, e em seguida o senhor assumiu a presidência da Petrobras, foi isso, não é?
01:02Isso.
01:03O senhor permaneceu até quando?
01:04De 9 de fevereiro a 31 de maio de 2016.
01:14O senhor deixou o presidente do Banco do Brasil e assumiu diretamente a presidência da Petrobras,
01:20ou houve algum interregno?
01:21Só do final de semana, não é?
01:25Essa acusação aqui, no sentido que o senhor teria recebido vantagem devida do grupo Debreche,
01:35envolve essa pessoa do senhor André Gustavo Vieira da Silva.
01:40O senhor pode esclarecer a sua relação com ele?
01:42Eu conheci o senhor André Gustavo Vieira da Silva, acho que no final do ano de 2013 aproximadamente,
01:50por indicação de uma pessoa que era muito próxima dele, que me indicou para falar com ele,
01:55era o senhor Joesley Batista do grupo JBS.
01:59Na ocasião existia uma guerrinha corporativa entre alguns vice-presidentes do banco,
02:06que haviam sido exonerados, que estavam levando isso constantemente para a imprensa,
02:10um determinado debate que não era, inclusive, verdadeiro.
02:15E um desses vice-presidentes parece que era muito amigo desse André Gustavo,
02:20e ele pediu, falou, fale com esse meu amigo, que ele pode, de repente, mitigar um pouco essa situação,
02:27dessas fofocas de imprensa, etc.
02:28Ele me deu o contato desse André Gustavo, e eu me reuni a primeira vez com ele,
02:33acho que no final de 2013 aproximadamente,
02:37e ele se prontificou a tentar acalmar um pouco aquela situação que estava correndo pela imprensa.
02:45A partir desse momento eu estabeleci um contato, não vou dizer de amizade,
02:50mas um contato de relação um pouco mais costumeira.
02:55ele era uma pessoa de um determinado conhecimento sobre cenários políticos, macroeconômicos,
03:05inclusive ele comentou comigo que já havia feito, que iria fazer novamente a campanha do primeiro-ministro de Portugal,
03:13era uma pessoa dessa questão da área de comunicação, enfim.
03:16Todo presidente de empresa, um grande presidente, ele mantém uma network em relação a esses assuntos de comunicação,
03:24de uma forma geral, eu também tinha esse tipo de relacionamento com outras agências de comunicação,
03:30e a partir dali se estabeleceu um contato eventual, enfim, uma relação de network mesmo.
03:35Um contato profissional, um contato de amizade, como é que foi?
03:40Não sei se eu entendi bem.
03:42Um contato mais, não chamaria de amizade, mas de relacional, de uma network de relação de mercado.
03:50O senhor teve alguma relação comercial com ele?
03:54Nunca.
03:55Contratou os serviços dele alguma vez?
03:57Jamais.
03:58A atividade profissional dele, o senhor mencionou, no ramo de comunicação, propaganda, é isso?
04:02Isso.
04:02O Banco do Brasil chegou a contratar a empresa dele de comunicação?
04:08Não.
04:12Entre os fatos da acusação aqui, encontra-se uma referência de uma viagem que o senhor teria feito com sua família para Nova York no final de 2015.
04:24O senhor confirma que o senhor fez essa viagem?
04:26Confirmo.
04:27O senhor ficou aonde, em Nova York, nesse período?
04:34Ah, eu não me lembro exatamente o nome do hotel, mas fiquei na cidade de Nova York mesmo.
04:39Era só o senhor ou também familiares?
04:41Não, familiares e algumas pessoas próximas.
04:44Quantas pessoas?
04:45Acho que nós estávamos em um grupo de sete pessoas, se não me engano.
04:49Quantos apartamentos foram utilizados?
04:52Da minha família, da minha parte, foram dois apartamentos.
04:57Quem que pagou as despesas?
04:59Isso aconteceu o seguinte, Miritíssimo, voltando um pouquinho, no final, no carnaval desse mesmo ano aí de 2016,
05:07nós estávamos tentando com a família arrumar um resort para passar o período do carnaval.
05:15Só uma questão aqui, essa hospedagem, pelo que eu entendi, em Nova York, foi final de 2015 e início de 2016?
05:20Perdão, é.
05:21No início de 2015, nós estávamos procurando um resort para poder passar o período de carnaval, um período de descanso.
05:31Eu estava tendo dificuldades de achar um local, estava tudo muito cheio por conta do período.
05:39E um dos locais que a gente tinha interesse era um resort que tinha em Porto de Galinhas, lá em Pernambuco,
05:44onde, inclusive, o senhor André, eu me lembrei, ele tinha até uma residência, porque ele é natural de lá.
05:50Eu fiz um contato com ele, dizendo se ele tinha algum contato lá nesse hotel, que é o Hotel Nanai,
05:57ver se ele podia conseguir uma reserva excepcional lá para mim, diante desse período.
06:02E ele disse que sim, que ele tinha, ele e o irmão tinham muito contato lá com a família,
06:07e ele iria proceder e conseguir essa reserva para mim.
06:10Isso foi feito, ele passou nos dados da reserva, fui para lá com a família,
06:16paguei todas as minhas despesas no cartão de crédito, diferente do que tinha sido falado inicialmente.
06:22Isso acho que já está comprovado.
06:24Posteriormente, no final do ano, quando a gente estava com o desejo de ir para Nova York,
06:29eu deixei para programar essa viagem muito em cima, porque diante dos meus afazeres,
06:33eu tinha dificuldade de programar com muita antecedência qualquer período de afastamento.
06:39Nós tivemos dificuldade porque não conseguimos hotel de forma alguma lá em Nova York,
06:44porque foi muito em cima da hora.
06:46Eu estava praticamente, nós estávamos, a família estava praticamente desistindo da viagem,
06:50e a gente tomou a decisão de repente de procurar novamente um resort por aqui.
06:54Mas também estava com muita dificuldade.
06:56Na verdade, o meu contato com o André foi para ver se ele novamente conseguiria uma reserva extraordinária para mim nesse mesmo resort.
07:04E porque eu comentei com ele que, na verdade, a minha vontade era ir para Nova York,
07:08mas eu não estava conseguindo hospedagem.
07:11Ele falou, mas espera aí, se você está com vontade mesmo,
07:13eu até imaginava que ele tinha uma agência de turismo,
07:17depois eu vinha saber que era de um amigo dele,
07:18eu posso tentar antes essa hospedagem para você.
07:22Você aceita?
07:24Eu falei, aceito.
07:24Se der certo, eu prefiro Nova York.
07:27E passado um ou dois dias, ele me ligou,
07:29me ligou, passou alguma mensagem dizendo que tinha conseguido, sim, uma reserva.
07:33Aí eu pus ele em contato com a minha filha,
07:38na verdade ele pôs uma pessoa em contato com a minha filha,
07:40para passar os detalhes da reserva e assim por diante.
07:44E eu perguntei para ele como é que eu faria,
07:45então, a questão da forma de pagamento e essas condições todas.
07:48Ele falou, olha, a agência de viagem,
07:50ela tem que, por conta do período, pagar antecipadamente a reserva,
07:54porque não pode haver cancelamento.
07:55Então, eu já fiz o pagamento dessa reserva
07:59e você acerta comigo quando retornar.
08:02Isso foi feito.
08:04Inclusive, ele tinha, depois também,
08:07me colocado à disposição um motorista para me atender nesse período,
08:11que era uma pessoa conhecida,
08:13ele perguntou se eu tinha motorista lá para me atender.
08:15Eu falei que normalmente eu contratava o serviço de uma pessoa que eu conhecia,
08:19mas ele prontificou, não, eu já me acertei,
08:23e nós temos um motorista lá, depois eu acerto todas as despesas
08:26e me paga na volta.
08:28De fato, o motorista estava lá me aguardando na ocasião.
08:32Qual era o nome do motorista?
08:33Você recorda?
08:34Acho que era seu Eduardo, mas não lembro o detalhe do nome.
08:39Eu só dei uma gratificação lá pelo serviço prestado,
08:44porque o próprio motorista falou que o serviço já estava acertado.
08:47Na verdade, depois eu vinha saber, no contato com esse motorista lá,
08:50que ele prestava serviço para o seu Joesley, também da JBS,
08:55que era muito próximo, muito amigo do seu...
08:57Quanto foi a hospedagem lá em Nova York?
09:00Desculpa?
09:01Quanto foi a hospedagem?
09:01Quanto?
09:02Quanto, quanto.
09:03Valor?
09:04Isso.
09:04Pelo que eu vi aqui nos autos, eu não me lembrava com detalhes,
09:09mas acho que era um valor próximo àquilo mesmo,
09:11em torno de quase 10 mil dólares.
09:12Eu tenho aqui um e-mail, evento 1, né, que é 55,
09:16uma referência a 9.854, seria mais ou menos isso.
09:21Isso, perfeito.
09:23Dólares?
09:23Isso.
09:24E quanto foi o serviço do motorista?
09:26Benitíssimo, eu acredito que...
09:29Porque o que aconteceu na minha volta?
09:31Eu paguei o André Gustavo, primeiro com sobras, recursos da própria viagem,
09:35recursos, parte em dólar, parte em reais,
09:38até porque eu tinha feito uma série de despesas com o grupo,
09:41que eu estava lá usando o meu próprio cartão,
09:43nós fizemos um acerto, quando voltamos,
09:46e eu entrei em contato com ele,
09:49ele me deu um valor mais ou menos fixo em reais,
09:51que eu, se não me engano, eu não tenho certeza absoluta,
09:54era por volta de 37 mil reais, aproximadamente,
09:57e eu presumia que, inclusive, o serviço do motorista estava incluso em relação a isso,
10:02que ele falou que era a despesa total.
10:04Eu paguei o André Gustavo, então, em espécie,
10:07essa entrega eu fiz a ele no próprio prédio da Petrobras, em São Paulo,
10:13porém, não dentro do ambiente da Petrobras,
10:15quando não era assunto relativo a trabalho,
10:19tinha um café dentro de uma livraria,
10:22que ficava ali no próprio prédio da empresa,
10:26e, numa determinada ida dele a São Paulo,
10:28se não me engano, foi no início de março, aproximadamente,
10:32nesse café, eu até desci com o segurança,
10:35nesse café o segurança pode comprovar isso,
10:37e eu fiz a entrega do valor que corresponderia a 37.
10:42Alguém presenciou essa entrega?
10:44Olha, o segurança, pelo menos, acompanhou-me até a entrada do café,
10:48eu não sei se ele presenciou, eu fazia a entrega.
10:51O senhor pegou algum recibo, coisa parecida?
10:53Não, até porque eu não tinha pegado o recibo também da parte inicial,
10:57simplesmente foi um acerto entre duas pessoas,
10:59ele foi me fazer uma gentileza,
11:01conseguiu resolver o problema,
11:02e eu reembolsei por isso.
11:05Quando o senhor foi ouvido na polícia,
11:11eu tenho depoimento aqui,
11:12Anax 3721, o senhor declarou o seguinte,
11:17pagamento do hotel foi realizado pelo depoente,
11:18diretamente do hotel,
11:20isso do Nanai,
11:21na segunda ocasião,
11:23depois do estado do André,
11:24conseguiria Nova Iorque,
11:26André Gustavo disse que através da agência
11:28de viagem tentaria primeiro conseguir em Nova Iorque,
11:33acabou correndo,
11:34que dada a necessidade de pagamento prévio,
11:35a agência o provenciou,
11:36e o depoente pagou no retorno da viagem,
11:39que o depoente não se recorda da forma
11:41que pagou a agência,
11:42mas se compromete a apresentar o comprovante.
11:45É, porque a confusão que eu estava falando
11:47em relação a isso,
11:48é que eu imaginava que a agência era dele,
11:50depois pelos autos eu fui entender
11:52que a agência não é dele,
11:53era uma terceirizada que era de um amigo dele.
11:56E esse comprovante que o senhor mencionou
11:57aqui no depoimento do inquérito,
11:59cadê ele?
12:00Comprovante?
12:01É, o depoente não se recorda da forma
12:03que pagou a agência,
12:05mas se compromete a apresentar o comprovante.
12:08Não, a comprovação,
12:09eu não sei como saiu em relação ao depoimento,
12:11mas a comprovação que eu posso ter
12:13em relação a essa,
12:15talvez a essa pessoa que presenciou esse encontro.
12:17E na ocasião do depoimento do inquérito,
12:20o senhor não se recordou
12:20que o senhor tinha pago em espécie,
12:22o senhor André,
12:23nessas circunstâncias que o senhor declara agora?
12:26Não me recordei.
12:28Era um evento tão banal em relação a isso,
12:32depois que eu fui buscando pela memória
12:34em relação a essas coisas,
12:36que eu me lembrei daí que eu paguei isso,
12:39até a própria família me ajudou a lembrar
12:41que, de fato, essa tinha sido a forma do pagamento.
12:44E o senhor não tem nenhuma prova
12:46dessa devolução do dinheiro?
12:48Infelizmente, não.
12:49Certo.
12:50A não ser o testemunho do segurança,
12:51que pode ser buscado,
12:53do meu encontro com ele,
12:54mas não sei se ele presenciou
12:55algum tipo de entrega.
12:56E por que o senhor não rolou esse...
12:58Hã?
12:59Que o senhor não rolou esse segurança
13:00desde o início, como testemunho?
13:03Não, não achei que era importante,
13:04enfim, não sei.
13:06Certo.
13:06Sobre os termos dessa acusação específica
13:10que o senhor teria recebido valores do Grupo Odebrecht,
13:14acertado valores do Grupo Odebrecht
13:16com essa intermediação do senhor André,
13:19isso corresponde à realidade ou não?
13:22Nego veementemente essa situação,
13:24jamais solicitei ou autorizei que alguém solicitasse
13:28qualquer tipo de vantagem devida,
13:31jamais pratiquei qualquer ato de ofício,
13:33sou um funcionário de carreira de 40 anos de trabalho,
13:36jamais tive envolvido em qualquer estação ilícito,
13:40as minhas gestões frente ao Banco do Brasil
13:42e da Petrobras,
13:44sempre foram primadas pela total transparência,
13:48nunca teve nenhum tipo de questionamento
13:52em relação a esse meu trabalho.
13:54Isso se trata de um complô,
13:56eu acho que...
13:57Aquela história, eu acho que um erro clássico
14:00é quando você tem um determinado,
14:03cria uma determinada teoria
14:05e depois vai se buscar os fatos
14:08e se entorta os fatos para se adaptar à teoria.
14:11Eu acho que ficou fartamente comprovado
14:13e já foi alterado vários depoimentos
14:16assim por diante para tentar adequar
14:18isso à teoria inicial,
14:21mas jamais eu fiz esse tipo de solicitação
14:23e eu sou uma pessoa idônea,
14:26isso se trata de um grande engano
14:28e eu estou sendo vítima de uma acusação falsa.
14:33Esse empréstimo que o grupo Odebrecht,
14:39o seu Odebrecht Ambiental,
14:40tinha o Banco do Brasil,
14:42que foi...
14:43Desculpe, a agropecuária, né?
14:45E que foi alongado,
14:49durante ainda a sua gestão,
14:52houve discussões sobre isso no Banco do Brasil,
14:55o senhor participou dessas conversações?
14:57Internamente ou externamente em relação aos acusados?
15:01O senhor quer saber?
15:02Ou as duas partes?
15:03Isso.
15:03Então está ok.
15:05Isso aconteceu o seguinte,
15:06Meritíssimo,
15:07eu acho que foi no início do segundo semestre de 2014,
15:12o André Gustavo,
15:13por conta desses contatos,
15:14a gente sempre se encontrava
15:15para traçar cenários,
15:17coisas da espécie,
15:18que ele sempre me atualizava sobre isso,
15:22ele me pediu...
15:25Aliás, ele afirmou que ele estava trabalhando
15:28com o senhor Fernando Reis,
15:30que então seria o presidente da Odebrecht Ambiental,
15:36e se eu não faria uma gentileza de receber o senhor Fernando Reis,
15:40que tinha muita vontade de me conhecer,
15:42e não me falou especificamente,
15:44era uma agenda relacional.
15:47Eu falei que não teria dificuldade nenhuma,
15:48até por ser presidente de uma grande empresa,
15:50que era cliente do banco,
15:52que ele me procurasse então no escritório de São Paulo,
15:55onde normalmente eu atendo as grandes empresas,
15:58eu atendia,
16:00e eu acho que até dei uma data
16:02para que ele comparecesse nesse evento.
16:06De fato, isso ocorreu,
16:08o senhor Fernando Reis foi para uma reunião então marcada,
16:12eu não sei precisar a data,
16:14porque se pegar a agenda de um presidente do Banco do Brasil,
16:18acho que deve ter uma base de mais de mil reuniões por ano,
16:21então é difícil ter esse fato isolado assim com precisão.
16:27Mas eu me lembro que na verdade o senhor Fernando Reis
16:30procurava mesmo uma agenda,
16:32uma mais de relação institucional,
16:36eu percebi que ele tinha de uma determinada maneira
16:39uma proximidade com o senhor Marcelo,
16:41e eu acho que estava querendo também ganhar espaço
16:43ali dentro do grupo empresarial,
16:45ele citou uma situação que eu tive
16:48alguns desentendimentos com o senhor Marcelo Odebrecht,
16:51uma pessoa muito difícil,
16:54por ocasião de transações,
16:57de discussões de operações passadas.
16:59Uma especificamente dizia a respeito
17:01ao financiamento do estádio do Corinthians,
17:04lá em São Paulo,
17:06que eu expliquei claramente que o Banco do Brasil,
17:11aquele projeto não se encaixava tecnicamente
17:14nas condições para isso,
17:16ele estava tendo dificuldade de conseguir
17:18esse financiamento no mercado,
17:21tentou forçar a barra,
17:22nós acabamos até tendo algumas discussões
17:25em relação a isso,
17:26mas o Banco do Brasil prevaleceu
17:28a vontade dos técnicos e minha,
17:31e nós não fizemos esse empréstimo.
17:34Tivemos também, depois, um outro atrito,
17:36porque na época das concessões,
17:37ele gostaria,
17:40a empresa dele,
17:41ela tinha conseguido o grau de investimento,
17:45mas ele estava participando
17:46de uma forma muito ávida,
17:48em uma série de concorrências e concessões,
17:51isso já estava elevando demais
17:53o endividamento do grupo,
17:54e ele, preocupado em perder o grau de investimento,
17:59levou para uma discussão
18:02no sistema financeiro,
18:04no próprio sistema legislativo,
18:06uma possibilidade de se criar um instrumento,
18:10que é praticado em alguns países,
18:12que é uma espécie de contrário,
18:15o nome em inglês é ESA,
18:17é Equity Support Agreement,
18:19onde a garantia é dada
18:21pelas próprias consórcios,
18:26as SPFs.
18:28Nesses detalhes, né?
18:29Mas aí o senhor teve a reunião, então,
18:30com o senhor Fernando Reis?
18:32Tive a reunião com o senhor Fernando Reis.
18:33Isso foi em 2014,
18:34o senhor não tem a data precisa?
18:35Não tem a data precisa,
18:36mas eu me lembro que,
18:37provavelmente,
18:38no início do segundo semestre de 2014.
18:41O Fernando Reis tocou, então,
18:43nesses assuntos,
18:44dizendo que precisava melhorar o relacionamento,
18:46eu falei, olha,
18:46não tem que melhorar o relacionamento nenhum.
18:48O senhor André Gustavo participou dessa reunião?
18:50Não, não, de forma alguma,
18:51só o presidente,
18:52ele não tinha nada a ver com esse tema.
18:54Certo.
18:56Fernando Reis, então,
18:58explicou isso,
18:59eu falei que não tinha necessidade
19:01de melhorar o relacionamento,
19:02até porque o Odebrecht,
19:04com certeza,
19:04está entre os cinco maiores clientes do banco,
19:06ele sempre teve acesso a mim,
19:08a qualquer momento,
19:10natural isso,
19:11para o presidente de qualquer banco
19:12ter acesso ao maior grupo,
19:14e ali, naquela ocasião,
19:16ele entendeu o assunto,
19:18e depois, na sequência,
19:20ele falou, olha,
19:20você vê como está ruim o relacionamento,
19:23nós estamos com uma série de operações
19:24que estão aí,
19:26pleiteadas junto ao Banco do Brasil,
19:29e elas não estão evoluindo.
19:30Então, ele citou algumas operações,
19:33era uma operação da própria empresa dele,
19:38que buscava participar de um processo
19:39de licitação em Portugal,
19:42duas operações,
19:43eu acho que de Angola,
19:45que era de uma empresa,
19:46de uma subsidiária do grupo,
19:47em Angola,
19:49uma operação,
19:50era a segunda tranche
19:51de um financiamento
19:52do estaleiro Paraguaçu,
19:54e esse próprio alongamento,
19:57pelas que eu me lembro,
19:59da Odebrecht Agroindustrial.
20:01A Odebrecht Agroindustrial
20:02foi uma empresa relativamente nova
20:04que o grupo tinha,
20:06quando eles entraram
20:07nesse setor de álcool e açúcar,
20:10compraram várias unidades,
20:13se tornaram uma unidade muito grande
20:15em relação a isso,
20:17mas a gestão deles
20:18não estava vindo a contento
20:19e a empresa não vinha apresentando
20:20bons resultados.
20:22Ele tinha vários financiamentos
20:23no mercado,
20:27eu acho que envolviam oito bancos,
20:28toda a dívida dele,
20:30e o próprio grupo apresentou
20:32a esses credores dos bancos,
20:35um pedido para que fosse feito
20:38um alongamento
20:39de todo esse conjunto de dívidas
20:41para que se adequasse
20:43ao fluxo de caixa da empresa.
20:45Essa operação passou, então,
20:47a ser analisada
20:48por todos esses bancos,
20:51naquilo que a gente chama
20:52de uma operação sindicalizada.
20:54Entretanto,
20:56um dos financiamentos anuais
20:59desse custeio,
21:00ele já estava ou vencido
21:02ou em vias de vencimento,
21:03e uma das condições colocadas
21:06para que o sindicato de bancos
21:09passasse a analisar
21:11as demais operações
21:12era que essa operação
21:13estivesse em situação
21:14de normalidade já alongada.
21:17O pleito inicial deles
21:18é que se alongasse duas safras,
21:20que dá um valor
21:21que foi citado aí,
21:22que eu acho que é próximo a isso,
21:24de quase 3 bilhões de reais,
21:27sendo que da primeira safra
21:29o valor era de 1,7 bilhões.
21:31Era uma operação técnica,
21:33difícil,
21:34o banco estava exigindo
21:36uma série de coisas
21:37como agregar garantias,
21:41enfim,
21:41melhorar as condições
21:42da operação
21:43para que isso ocorresse.
21:45Na ocasião que eu estava
21:46com o Sr. Fernando Reis,
21:47é lógico que eu não acompanhava
21:48em detalhes todo
21:49e qualquer tipo de operação,
21:50mas aquelas mais vultuosas
21:51que poderiam trazer algum impacto
21:53no resultado do banco.
21:55Eu pedi licença para ele,
21:56saí da sala,
21:57fui na sala,
21:58no salão ao lado
21:59que nós trabalhávamos em colegiado,
22:01chamei o vice-presidente
22:02da área comercial
22:03e perguntei das operações
22:04para ele.
22:05Ele falou,
22:06olha, presidente,
22:07essas operações,
22:07a sua grande maioria
22:08já foram negadas
22:09na origem lá na agência.
22:11A operação de Portugal,
22:13porque ele pede
22:14um funding de 10 anos
22:15e nós não temos funding
22:17de 10 anos
22:18para trabalhar nessa operação.
22:19As operações de Angola,
22:21porque são operações
22:21de risco elevado,
22:22nós não temos interesse
22:23em fazê-la.
22:24a do estaleiro Paraguaçu
22:27estava condicionada
22:28a uma solução
22:29da empresa Sete Brasil,
22:30que se encontrava
22:31em situação de dificuldade,
22:34até porque o estaleiro
22:35estava sendo construído
22:37para ser fornecedor
22:39dessa empresa Sete Brasil.
22:41E, por último,
22:42falou dessa operação
22:43da agroindustrial,
22:43que essa operação
22:44estava seguindo
22:45o trâmite técnico normal,
22:47mas que era uma discussão
22:48alongada, difícil,
22:49mas que provavelmente
22:50iria sair,
22:50até porque era interesse
22:51do banco sair.
22:53Tanto é que essa operação,
22:55depois ela veio
22:56a ser aprovada,
22:57assim como a operação
22:58sindicalizada
22:59de reperfilamento
23:00também acabou ocorrendo
23:02com todos os bancos.
23:04Entretanto,
23:04a aprovação
23:05dessas operações,
23:06dado o tempo
23:07que isso levou
23:08para ser negociado,
23:10acabou acontecendo
23:11já depois
23:12que eu tinha saído
23:13do banco
23:13e já estava
23:14trabalhando na Petrobras.
23:16Mas aí o senhor
23:16teve essa reunião
23:17com o senhor Fernando Reis
23:18em 2014,
23:19no Banco do Brasil
23:19sobre isso,
23:20o senhor teve outras reuniões
23:21do senhor Fernando Reis
23:22sobre esse assunto
23:23no Banco do Brasil?
23:26Tive sim,
23:27meritíssimo,
23:27mas não no Banco do Brasil,
23:29não mais,
23:29mas eu gostaria
23:30de fazer um acréscimo
23:31pelo que eu li
23:31nos autos,
23:32ele faz uma afirmação
23:33totalmente errônea,
23:35inverídica ou mentirosa.
23:38Ao final da reunião,
23:39ele se aproxima de mim
23:40e fala,
23:42pô, gostei muito do contato,
23:43eu posso ter o contato
23:44do senhor,
23:44assim por diante,
23:46e como é que eu faço?
23:48Falei,
23:48está aqui os telefones
23:49da secretaria do banco,
23:50quando você precisar,
23:51pode pedir para a secretária
23:52e marcar de acordo
23:53com a disponibilidade,
23:54eu vou lhe atender.
23:55Ah, mas você não quer
23:56que eu marque a reunião
23:57pelo nosso amigo em comum?
23:59Falei,
23:59Fernando,
24:00primeiro que no Banco do Brasil
24:01não tem necessidade
24:02absolutamente nenhuma
24:03de ter amigos,
24:04porque aqui existe um processo
24:05de governança muito correto,
24:07você pedindo,
24:08isso faz parte
24:09de um atendimento profissional,
24:11você pode acionar diretamente,
24:12não tem necessidade
24:13de intermediário
24:14para vir falar comigo
24:15com o presidente
24:15de uma empresa.
24:17Bom,
24:17muito bem,
24:18esse assunto nunca mais
24:19para mim veio à tona,
24:21meritíssimo,
24:22isso só voltou a acontecer
24:24um novo contato
24:26no dia 26 de janeiro
24:29do ano seguinte,
24:32de 2015,
24:34onde havia uma solicitação
24:36do seu Fernando Reis
24:37e do seu Marcelo Odebrecht
24:39para uma reunião comigo,
24:40eu me encontrava em férias,
24:42diferente do que está ali
24:43no depoimento,
24:45não era,
24:45acho que talvez,
24:46o empresário que estava em férias,
24:47sim,
24:47eu estava em férias,
24:49eu estava no exterior,
24:51inclusive,
24:52eu tinha retornado
24:53para o Brasil
24:53alguns dias antes,
24:55eu,
24:55próximo do meu retorno
24:56ao trabalho,
24:57eu havia conversado
24:58com a minha secretária,
25:00vendo o que tinha
25:01de pautas,
25:02de pendências,
25:02de solicitações
25:03de reuniões,
25:05e eu resolvi,
25:06então,
25:07como eu moro em São Paulo,
25:08atender
25:09algumas agendas
25:10na própria segunda-feira
25:11que eu estava retornando
25:12com alguns clientes,
25:13algumas reuniões internas,
25:15e entre elas,
25:17eu atendi a essa reunião
25:18que havia sido solicitada
25:19por eles.
25:21Para minha surpresa,
25:22na reunião
25:23havia sido dito
25:24que era uma reunião
25:24entre o Marcelo e mim,
25:27até porque
25:27isso era o habitual
25:28que já tinha ocorrido
25:29inúmeras vezes,
25:30eu já era presidente
25:30do banco há seis anos,
25:32mas ele apareceu
25:33com o Fernando Reis
25:34nessa reunião.
25:35Ele quem apareceu?
25:36O Marcelo.
25:37O Marcelo Odebrecht
25:37apareceu com o Fernando Reis
25:38nessa reunião.
25:39Para mim também
25:40não teve dificuldade nenhuma.
25:42Mas o Diandré Gustavo
25:43teve algum envolvimento
25:44nessa reunião?
25:44Não, nenhum,
25:45absolutamente nenhum.
25:46Isso foi solicitado
25:47via secretarias
25:48das duas partes,
25:50solicitado pela Secretaria
25:51do Odebrecht
25:52e direto
25:52à Secretaria do Banco.
25:56Nessa reunião,
25:58basicamente,
25:59ele foi fazer
26:00uma explanação
26:01sobre a situação
26:03do grupo
26:03face
26:04aos impactos
26:06que a Operação
26:06Lava Jato
26:07já estava em curso
26:09e já haviam citado
26:11a empresa,
26:12trariam
26:13para o grupo.
26:14Isso era uma preocupação
26:15e, na verdade,
26:17todos os bancos
26:17meritíssimos
26:18já desde o ano anterior,
26:19no ano 2014,
26:21vinham fazendo
26:22um monitoramento
26:23dessa situação
26:24por conta
26:25de uma preocupação
26:26sobre um efeito
26:27arrasto
26:28e dessas empresas
26:29de repente
26:30se tornarem inadimplentes
26:31seria um grande impacto
26:32no país.
26:34Mas, dado
26:35a confusão
26:36que estava no momento,
26:37ainda era
26:38momento de eleição,
26:39um ano eleitoral,
26:41nós estávamos
26:42muito angustiados,
26:43nós, os bancos,
26:43nós até nos reunimos
26:45com bastante frequência
26:46para analisar
26:46esse tema.
26:48Estávamos aguardando
26:49um posicionamento
26:50do Banco Central do Brasil
26:51como agir
26:51em relação a isso,
26:52até porque,
26:54pela natureza
26:55do que estava
26:55se desenvolvendo
26:56essa operação,
26:57nós entendíamos
26:58que nós devíamos
26:59já agravar o risco
27:00dessas empresas
27:00que estavam citadas
27:01nessa operação
27:02e isso aumentaria
27:03o provisionamento
27:04dos bancos.
27:06Então,
27:06esse tipo de contato
27:06entre os presidentes
27:08e vice dos bancos
27:09com essas organizações
27:10que estavam aí citadas,
27:12elas já vinham ocorrendo
27:13na verdade
27:14durante todo
27:15o segundo semestre
27:16de 2014.
27:17E essa reunião
27:18foi no Banco mesmo?
27:19Essa reunião
27:19foi no Banco do Brasil,
27:20lá em São Paulo,
27:21na Paulista,
27:22mas basicamente
27:23se discutiu então,
27:24ele passou um cenário,
27:27ele comentou
27:28sobre uma dificuldade
27:29que ele estava
27:30vivenciando
27:31em duas das empresas
27:32dele,
27:33sendo que uma
27:33era dessa
27:33do Fernando Reis,
27:35que essas empresas
27:36tinham sido bloqueadas
27:38pela Petrobras,
27:39tinham recebido
27:40um bloqueio cautelar
27:41no final de 2014,
27:44foi em dezembro
27:45de 2014,
27:47isso poderia trazer
27:48um impacto
27:49no fluxo
27:49de recebimento
27:50da própria empresa,
27:52mas mostrou um pouco
27:53ali da,
27:54qual era a ideia
27:55de saneamento
27:56que a empresa
27:56estava se preparando
27:58para se reposicionar
27:59e fazer frente
27:59aos compromissos
28:00que ele tinha
28:01em relação a isso.
28:02Uma reunião
28:03absolutamente técnica,
28:04tranquila,
28:05deve ter durado
28:07um pouco mais
28:07de uma hora,
28:08enfim,
28:08recebi ele lá
28:09em São Paulo
28:10no dia 26 de aneiro.
28:10Foi tratado
28:11desse alongamento
28:13daquela dívida
28:14da agroindustrial
28:15lá?
28:17Possivelmente sim,
28:18porque ele fez,
28:19ele descortinou
28:20todas as empresas
28:21do grupo,
28:22a dificuldade,
28:24os principais compromissos
28:26frente não só
28:26ao Banco do Brasil
28:27como ao sistema
28:28financeiro
28:29de cada uma
28:29das suas empresas
28:30e esse caso
28:32da Odebrecht
28:33Agroindustrial
28:34é uma que ele
28:35tinha preocupação,
28:36porque ele tinha
28:36um sindicato
28:37de oito bancos,
28:38nós discutimos
28:39sobre isso,
28:40falei,
28:40mas foi,
28:42falei,
28:42isso aí está
28:43num encaminhamento,
28:44isso aí deve estar
28:44próximo de uma solução,
28:46enfim,
28:47ele não estava
28:47muito preocupado
28:48com essa operação.
28:50E o senhor
28:50chegou a dar
28:51algum posicionamento
28:52sobre esse problema,
28:55vamos dizer,
28:55que ele colocou
28:56o senhor
28:57da preocupação
28:58para as empresas
28:59do impacto
29:00do Lava Jato,
29:01o senhor...
29:02Se eu coloquei
29:03ou se ele
29:04trouxe um posicionamento?
29:05Não,
29:05ele colocou
29:05um posicionamento
29:06para o senhor
29:06e qual foi
29:07a sua reação,
29:08a sua resposta,
29:09o senhor teve
29:09alguma posição
29:10que o senhor
29:11passou para ele?
29:11Não,
29:12até porque eu não
29:12tinha nem como
29:13posicionar algo
29:14naquele momento,
29:14falei que nós
29:15estávamos numa
29:15questão de monitoramento
29:16e que nós
29:17estávamos preparados,
29:18nós bancos,
29:18de uma forma geral,
29:20era buscar alternativas
29:21justamente para
29:22vários alongamentos
29:24ou possibilidades
29:25onde se agregasse garantias,
29:27onde se mitigasse
29:28um possível inadimplência
29:29que seria um risco
29:30sistêmico muito grande
29:31para o país.
29:32O senhor tem uma ideia?
29:33Na época,
29:34o levantamento
29:35que a gente tinha
29:35em relação a crédito
29:37no sistema financeiro
29:38local brasileiro,
29:40em relação
29:40a todas as empresas
29:41citadas,
29:41era por ódio
29:42de 100 bilhões de reais.
29:43isso foi
29:45inclusive objeto
29:46de uma apresentação
29:48que eu fiz
29:48ao governo,
29:49a várias entidades
29:50do governo
29:51sobre esses impactos,
29:54foi nessa reunião
29:55que participou
29:56a AGU,
29:57o CGU,
29:58o Ministério Público Federal,
29:59na pessoa do
30:00Procurador-Geral,
30:03a advocacia
30:04eu já falei,
30:04acho que o Ministério
30:05da Justiça,
30:06o Ministério
30:06da Fazenda,
30:08sobre uma forma
30:09de se separar
30:10naquele momento
30:11da operação
30:12que fosse punido
30:14ou verificado
30:15e todas as pessoas
30:17que tinham cometido
30:18os maus feitos
30:18ou atos ilícitos,
30:20mas que se achasse
30:21uma determinada solução
30:22para mitigar
30:24o impacto
30:24nas empresas
30:25frente ao crédito
30:26que ela tinha,
30:27frente à questão
30:28de empregos,
30:29o impacto na economia
30:30de uma forma geral,
30:31até porque além
30:32dos 100 bilhões
30:32de crédito direto,
30:33a gente estimava
30:34que nesses consórcios
30:36que essas empresas
30:36participavam,
30:38nós estávamos estimando
30:39algo em torno
30:40de 400 bilhões
30:41de reais
30:41que poderiam estar
30:42em relação a isso.
30:43Tá certo.
30:44Vamos interromper
30:45um minutinho
30:45pelo tamanho do áudio.
30:46do áudio do áudio do áudio.
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