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O líder do governo do Irã, Ali Khamenei, emitiu um alerta aos Estados Unidos sobre "danos irreparáveis" caso haja uma intervenção direta no conflito do Oriente Médio contra Israel. A declaração pública contrasta com a fala do presidente Donald Trump, que afirmou que o próprio regime de Teerã procurou a Casa Branca recentemente para tentar iniciar uma negociação.

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Transcrição
00:00Começo contando que o líder supremo do Irã, o Ayatollah Ali Khamenei, advertiu os Estados Unidos a não aderirem ao esforço de guerra de Israel contra a República Islâmica, dizendo que isso causaria danos irreparáveis.
00:12Vamos conversar então com o Luca Bassani. É uma questão importante de se analisar, porque eu acho que é a primeira manifestação mais contundente dele depois que esse conflito escalou, né Luca Bassani? Bem-vindo.
00:26É isso mesmo, Evandro. Boa tarde a você e a todos que nos acompanham.
00:31Ontem nós, inclusive, falávamos sobre a postagem de Donald Trump, dizendo que sabem onde está Ali Khamenei, que ele poderia ser facilmente eliminado, mas que por enquanto não o matariam.
00:42O Ayatollah, então, hoje pela manhã, fazendo um discurso à nação, disse que a nação iraniana não é aquela que se rende e que caso os Estados Unidos entrem diretamente nesta guerra com o Estado de Israel,
00:55os danos seriam irreparáveis. Não deixou claro, não detalhou essas ameaças, mas vemos que é um aumento da escalada, pelo menos no aspecto retórico, ameaças mais evidentes.
01:06Vale a gente dizer que o presidente Donald Trump, aparentemente, ainda não tomou uma decisão, apesar de nós observarmos a chegada de grande parte de caças norte-americanos,
01:16entre outros importantes porta-aviões, destroyers, navios de guerra, se aproximando do Estado de Israel,
01:24e, naturalmente, todas essas várias bases militares norte-americanas dentro do Oriente Médio, no Bahrein, no Catar, na Arábia Saudita, na Síria, no Iraque.
01:34Então, tudo isso pode, obviamente, favorecer uma ação norte-americana, mas que também divide opiniões dentro dos Estados Unidos.
01:42Afinal, o presidente Donald Trump foi eleito com o discurso de que não iniciaria novas guerras,
01:47e, muito pelo contrário, terminaria rapidamente as guerras em curso no mundo, até agora, os esforços diplomáticos dos Estados Unidos não foram suficientes para isso,
01:56e a gente vê que há a divisão do Partido Republicano.
01:59Os isolacionistas, assim chamados os MAGA, que defendem o Make America Great Again,
02:05que os Estados Unidos deveriam olhar para as suas próprias questões, os próprios problemas com a imigração, com a pauta dos costumes,
02:10e esquecer o resto do mundo, enquanto tem aqueles republicanos mais tradicionalistas,
02:15que imaginam que essa é uma oportunidade que não pode ser perdida para que os Estados Unidos eliminem
02:20um dos principais inimigos que tem no tabuleiro geopolítico mundial, que é o Irã, desde 1979.
02:27Qual decisão de Donald Trump? Ainda não sabemos, mas os israelenses estão muito crentes que isso pode acontecer.
02:34Inclusive, alguns oficiais, falando à imprensa, disseram que há a possibilidade dos Estados Unidos entrarem,
02:39que não é uma questão de ser, mas uma questão de quando, porque o apoio de Donald Trump,
02:44principalmente aquele retórico, já está sendo concedido, que poderia mostrar uma inclinação
02:50a tomar decisões também no campo bélico.
02:52Obrigado pelas informações por enquanto, Luca Bassani, já chamo você para a gente conversar mais.
02:57Fábio Piperno, a Lika Menei vem a público agora e diz que é melhor os Estados Unidos se afastarem desse conflito
03:04depois de um recado de Donald Trump no começo dessa semana,
03:07de que é fácil localizar a Lika Menei e que os Estados Unidos ainda não o eliminaram porque não quiseram.
03:14Como é que você avalia a troca de farpas e o fato de a Lika Menei dizer que danos irreparáveis
03:21estariam a caminho caso os Estados Unidos mantenham?
03:25Bom, em relação ao que diz Khamenei sobre os danos irreparáveis, é claro que isso é retórica de guerra.
03:31É muito difícil imaginar até que ponto os Estados Unidos poderiam sofrer algum tipo de consequência.
03:41Mas eu acho que aí cabe uma outra discussão.
03:45O que é que os Estados Unidos vão fazer lá no Oriente Médio a essa altura?
03:50Quer dizer, atravessar o mundo para participar de um outro conflito?
03:53Bem, mas até onde se sabe, o Irã não tomou nenhuma atitude agressiva contra alvos americanos.
04:02Então, vejam só, é claro que isso contradiz todo o discurso de campanha de que os Estados Unidos iriam sair desses conflitos
04:09e iriam promover a paz, porque afinal de contas a paz também significa economia de recursos dispendidos em conflitos pelo mundo.
04:18E eu sempre lembro aqui que o presidente Trump logo tomou posse, afirmou que em poucos dias resolveriam os conflitos entre Rússia e Ucrânia também, Israel e Hamas.
04:30E não há nada disso que venha ocorrendo, muito pelo contrário.
04:33Agora, então, abre-se a possibilidade de que os Estados Unidos participem de um terceiro evento militar.
04:40Algo inimaginável há alguns meses atrás.
04:42Agora, então, além dessa questão que eu acho que, às vezes, ela deixa de ser avaliada com maior clareza,
04:51e é óbvio que os Estados Unidos vão até lá em socorro de um aliado,
04:55mas espera lá, se o aliado está ganhando a guerra com tanta facilidade,
04:58também por que precisam desse, digamos, desse suporte americano?
05:03Então, há questões que ainda não estão muito claras.
05:06Outra coisa, vamos imaginar, sim, que daqui a pouco os aetolás, um regime que também fabrica mártires, né,
05:15se dê por praticamente vencido.
05:18Ora, bom, já que vai se dar por praticamente vencido,
05:22por que será que não ocorreria ao regime tentar atitudes desesperadas de última hora,
05:29como, por exemplo, a gente está vendo agora, eles conseguem lançar mísseis a dois mil quilômetros,
05:34e se amanhã depois, já que está tudo perdido mesmo,
05:38resolverem, por exemplo, mandar mísseis para alguma capital europeia?
05:43Dois mil quilômetros está nesse raio de alcance.
05:46Então, é muito perigoso uma superpotência sair do seu quintal
05:51para desembarcar nesse conflito e colocar mais gasolina nessa fogueira.
05:57Como é que você avalia, Gustavo Segre, essa possibilidade?
06:00Esses danos irreparáveis não fica muito claro de quem seriam, né?
06:03Não me parece que sejam dos Estados Unidos.
06:06É mais um dano irreparável para o próprio Irã, eventualmente.
06:09Mas ele não pode falar isso.
06:11Entrar numa briga com potências como Estados Unidos,
06:15ou como Rússia, do outro lado, ou China,
06:17não é brincadeira.
06:19Então, o que o Ayatollah está tentando é dar um pouco de tranquilidade
06:23para a sua população, normal.
06:25Ele não pode falar, estamos perdidos, vamos ter que nos render mesmo.
06:29Então, ele faz alguma ameaça.
06:32Concordo com o que diz Piperno, me parece que o risco é muito alto,
06:35mas é possível que o Irã pense, perdido por perdido, fazer dano para alguém.
06:41Mas não vejo o link hoje com a Europa.
06:44A Europa está não se manifestando de um lado,
06:48especificamente como está fazendo os Estados Unidos.
06:50O melhor é ter cautela.
06:53E, obviamente, a força bélica,
06:56a potência bélica do Irã,
06:58dia após dia, com os ataques israelis,
07:00vai diminuindo.
07:01E isso é um fator a considerar,
07:03caso o Irã que queira extrapolar um pouco essa ameaça
07:08e partir para alguma coisa mais real.
07:10Esperamos que não.
07:11Fala, Kriegner.
07:13Evandro, acho que a gente precisa considerar,
07:15para além da intenção,
07:17ou mesmo inclinação política ou pensamentos do presidente Donald Trump,
07:22a gente tem que considerar como que é formulada
07:24a política externa americana.
07:27E aí a lei americana.
07:28A gente tem a segunda cláusula da Constituição americana,
07:31tem também o Tratado de Assistência Internacional,
07:35que foi ratificado pelo Senado na década de 60,
07:38renovado na década de 90,
07:40que diz que os Estados Unidos têm um dever legal, jurídico,
07:44de proteger os seus aliados.
07:45Então, a Condoleezza Rice, que foi secretária de Estado,
07:48ela repetia várias vezes ao longo de seu mandato
07:50e até hoje, inclusive, fez recentemente declarações no sentido
07:54dizendo que, para os Estados Unidos,
07:57o custo de não se engajar nos conflitos internacionais
08:00é maior do que de se engajar.
08:02Então, a gente tem que olhar para essa questão
08:04não só como qual é a perspectiva do presidente Trump.
08:08A gente sabe da personalidade,
08:10a gente sabe das bravatas,
08:11a gente sabe dos riscos, tudo isso.
08:13Mas existe uma questão interna que qualquer que fosse o presidente
08:17precisaria responder também.
08:19Um aliado dos Estados Unidos está sob severo risco de guerra e de ataques.
08:24E agora, o que os Estados Unidos vão fazer,
08:26uma vez que a sua tradição de política externa o obriga a entrar?
08:30E também existem instrumentos jurídicos lá dentro
08:33que o obrigam a entrar também nesse conflito.
08:36Como é que vai ser essa entrada?
08:37É aí que fica a questão.
08:38Falando sobre a personalidade de Donald Trump,
08:41ao receber a mensagem ou o recado de Ali Kaveney,
08:44ele mencionou
08:45boa sorte se você não quer partir para a mesa de negociação.
08:49Luca Bassani, o que mais que Donald Trump disse?
08:53Pois é, Evandro, nós vemos que a guerra,
08:55ela continua acontecendo do ponto de vista bélico,
08:57mas do ponto de vista das narrativas também,
08:59já que o presidente Donald Trump disse
09:01que o Irã o procurou para negociar durante os últimos dias.
09:07Disse, inclusive, que muitos deles estão tentando achar agora
09:11um novo acordo nuclear,
09:13algo que poderia servir aos modos colocados pelos Estados Unidos,
09:16mas ele disse que talvez seja tarde demais,
09:19porque o prazo colocado de 60 dias pelos Estados Unidos inicialmente
09:24se esgotou.
09:25Inclusive, aquele encontro que aconteceria em Oman,
09:28ele acabou sendo cancelado em virtude da guerra
09:31e simplesmente disse ao Ayatollah boa sorte.
09:37O presidente Donald Trump, ele sabe muito bem
09:39a posição vantajosa que Israel ocupa nessa guerra
09:43e que seria também herdada pelos Estados Unidos
09:46essa mesma posição, caso ele escolhesse ir com tudo
09:49para também atacar o Irã.
09:52Apesar de nós sabermos que isso poderia novamente
09:55descredibilizar bastante a imagem dos Estados Unidos
09:58na região, que já é bastante fragilizada,
10:01depois de tantos conflitos, principalmente nos últimos 20 anos.
10:03A gente não pode esquecer, por mais que não faça parte
10:05do Oriente Médio, a intervenção do Afeganistão
10:08acabou de maneira desastrosa.
10:1020 anos, praticamente, de permanência americana no país
10:14para trocar o Talibã pelo Talibã
10:16depois de vários trilhões de dólares gastos.
10:19No Iraque é a mesma coisa.
10:20A guerra no Iraque, a queda de Saddam Hussein,
10:24que de maneira alguma era um líder bom,
10:26era também um líder tirânico, assim como o Sayyatollah,
10:28mas ela fez com que o Irã ampliasse a sua influência
10:31no próprio Iraque e também outros casos de bastante relevância,
10:36como o caso da Síria, como o caso da Líbia.
10:38Então, o custo político que isso pode representar
10:41é também algo bastante grande, mas, como disse o Krigner,
10:45é uma janela de oportunidade que outros presidentes norte-americanos
10:48esperaram ter em suas mãos, sejam eles democratas ou republicanos,
10:52acabar com o regime iraniano, ou pelo menos ter no Irã
10:56um regime menos hostil ao Ocidente, menos hostil a Israel
10:59e aos interesses norte-americanos, naturalmente, na região,
11:02seria uma vantagem muito grande.
11:04Por isso mesmo que eu acredito, particularmente,
11:07que ele poderá se engajar nesse conflito durante os próximos dias,
11:10vamos ficar aqui monitorando toda a situação.
11:12Obrigado, Luca Bassani, já converso contigo também
11:14sobre manifestações do chanceler alemão.
11:16Zé Maria Trindade, como é que você avalia o ponto
11:19em que esse conflito se encontra?
11:21Parece que há, agora, a necessidade de uma decisão,
11:24o sim ou não dos Estados Unidos.
11:29Esta é a lógica que foi empurrado o presidente norte-americano,
11:33Donald Trump.
11:34Olha, Cine, há muito tempo, há muito tempo mesmo,
11:38eu li um livro do Donald Trump sobre negociação,
11:41que seria sobre negociação,
11:43e achei muito interessante, ele conta a história dele,
11:46como ele construiu a fortuna,
11:48a preferência dele por imóveis de luxo,
11:51o pai dele também trabalhava na área imobiliária,
11:54mas construía casas mais populares,
11:57e ele contando como negociou com cada ponto
12:01para construir em áreas nobres
12:02e com toques de requintes,
12:05detalhes de riqueza mesmo,
12:08para trabalhar com um novo mundo.
12:10E ali, o intuito do livro era exatamente mostrar
12:13a arte de negociar.
12:15E hoje eu vejo o Donald Trump,
12:17assim, totalmente diferente daquela estratégia
12:20que ele ensinou no livro,
12:21que ele adotou lá atrás,
12:23ele nem tinha passado por televisão ainda, né,
12:26quando escreveu o livro.
12:27Então, assim, a gente vê um ponto perigoso
12:30que é negociar, né,
12:32quando se fala em negócios,
12:33quando se fala racional,
12:34mas é quando discute um assunto delicadíssimo
12:39como esta divergência entre Israel e Irã, né.
12:45Isso aí tem raízes religiosas,
12:48políticas, emocionais,
12:50que não admitem esse tipo de conversa
12:53e esse tipo de agressividade
12:55que é comum no mundo dos negócios,
12:58onde o sim e o não imperam,
13:01você está de um lado,
13:02eu não quero, pode negociar,
13:04faz cara de raiva,
13:06mas, na verdade, você está adorando,
13:08porque está levando vantagem,
13:09mas tem que fazer uma cara
13:10de que não está gostando, enfim.
13:13Nisso aí, nesse tipo de relacionamento,
13:15é preciso outras habilidades.
13:18São as habilidades dos diplomatas
13:20de relações exteriores de cada país.
13:23E os Estados Unidos têm profissionais competentes
13:26que negociaram e fizeram a imagem
13:29dessa grande nação até hoje.
13:31falar como falou o presidente dos Estados Unidos
13:34com o Ayatollah,
13:38que é a figura supremo,
13:39falou ironizando na Suprema,
13:41o Supremo, ele é o Supremo do Irã,
13:44eu não concordo,
13:44muita gente não concorda, mas é, né.
13:47E aí estão também pontos irreversíveis.
13:50Achei temerário
13:51e é isso mesmo que você falou.
13:53Os Estados Unidos agora têm que dizer
13:55sim ou não para entrar na guerra.
13:57A ideia é que, mentalmente, já entrou.
14:00O Irã já está com o áudio dos Estados Unidos.
14:02Ô, Piperno, e o Irã?
14:04Teria que dizer sim ou não
14:05para a possibilidade de sentar à mesa
14:07e fazer uma negociação com os Estados Unidos?
14:11Mas, qual o direito de uma grande potência
14:15se exigir isso do...
14:17Pois é, mas é o que está em jogo agora.
14:19Claro, claro, claro.
14:20É o que se exige do Irã,
14:21aliás, há muitos anos,
14:22e não é à toa que o Irã lá atrás,
14:24inclusive,
14:25fechou um acordo com o presidente Obama.
14:27Não vamos esquecer que o Irã
14:28foi a mesa de negociação,
14:31o acordo 6 mais 1.
14:33E, aliás, antes disso, inclusive,
14:36era um acordo porque...
14:37Era um acordo de 6 mais 1
14:38porque envolvia Estados Unidos,
14:40Rússia, União Europeia, ONU,
14:42enfim, todo mundo garantindo
14:44algumas inspeções, né?
14:46Aliás, inspeções ao programa,
14:48enfim, ao programa nuclear.
14:49Houve a suspeita de que o Irã não,
14:52enfim, abriu tudo,
14:53que parte disso havia,
14:56enfim, foi mantido de forma secreta.
14:58É verdade.
14:59Esse tipo de suspeita, sim,
15:01ela existe.
15:03Mas aí a outra pergunta é,
15:05em algum momento houve
15:06inspeção ao programa nuclear de Israel?
15:10Porque, ao que se sabe,
15:12então, o clube atômico,
15:14ele conta com oito integrantes,
15:18os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU,
15:22Índia, Paquistão, Coreia do Norte,
15:25mas observadores, experientes e tal,
15:29enfim, atribuem também a Israel
15:31essa capacidade, o domínio da tecnologia
15:34e também a posse de artefatos.
15:38Então, vejam,
15:40é óbvio que a teocracia iraniana,
15:43a ditadura iraniana,
15:44não é um regime,
15:46obviamente, dos sonhos,
15:47de absolutamente nenhum espírito livre,
15:50nenhum espírito democrático.
15:53Mas isso vai ter que ser resolvido internamente.
15:56Do ponto de vista externo,
16:00veja,
16:02foi, na verdade, o Irã
16:04que se tornou o país
16:07frequentemente atacado
16:11pelas hostilidades de potências ocidentais.
16:14E eu já falei várias vezes aqui,
16:16isso aconteceu com a queda de um primeiro-ministro nacionalista
16:19nos anos 50,
16:20e a implantação do regime do Shah.
16:22Depois disso, em 1980,
16:25o Ocidente estimulando Saddam Hussein
16:27a invadir o Irã,
16:29o que acabou resultando em uma guerra sangrenta
16:31e que exauriu os dois países
16:32por oito anos
16:33e vitimou um milhão de pessoas.
16:35Então, a bem da verdade,
16:37o agressor,
16:39historicamente,
16:40o agressor dessa história
16:41não é exatamente o Irã.
16:43Fala, Kregner, o que foi?
16:44Eu acho que aqui
16:45a gente tem um problema seríssimo
16:47nessa análise,
16:48porque a gente está desconsiderando
16:51quem é o líder do Irã.
16:53O Irã é um Estado nacional,
16:54com certeza,
16:55liderado por um regime
16:57que desrespeita
16:58todas as categorias
16:59de direitos humanos
17:00e que declara
17:02desde 79
17:03com o Ayatollah da época,
17:06o Khomeini,
17:07até hoje,
17:08com o Kamenei,
17:09dizendo que
17:10Israel deve ser
17:11varrido do mapa,
17:12Piper.
17:12Nesse aqui que é a diferença.
17:14A gente não pode dizer
17:15que um Estado
17:16está em pé de igualdade.
17:17Ah, vamos avaliar
17:18a arma de um,
17:18avaliar a do outro.
17:19Tem que avaliar
17:20de todo mundo.
17:20Mas, espera aí,
17:21existe um Estado
17:22cujo líder,
17:24apoiado pelo seu sistema político,
17:26está dizendo
17:26nós vamos varrer
17:28uma outra nação no mapa.
17:31Não está falando
17:31sobre fronteiras,
17:32não está falando
17:33sobre disputa agrícola.
17:34Não, não.
17:35É contra a existência.
17:36A partir do momento
17:37que esse Estado
17:38começa, então,
17:39a dar passos escusos
17:41para desenvolvimento
17:42de bomba nuclear,
17:43isso sobe
17:43na prioridade de ação,
17:45especialmente do Estado
17:46que vai ser vitimado.
17:48Olha só,
17:48depois de 2023
17:50no ataque lá de outubro
17:51em Israel,
17:52o que o Khamenei falou?
17:54O Ayatollah,
17:55o supremo líder
17:56do Irã,
17:57ele disse
17:57o ataque foi feito
17:58na medida
17:59que o Oriente Médio
18:01precisava.
18:02Como é que é isso?
18:03É um Estado
18:03que depois ficou comprovado
18:05que estava fornecendo
18:06treinamento e dinheiro
18:07para o Hamas
18:08para poder invadir Israel.
18:09Então,
18:10não dá para a gente,
18:11esse argumento tem sido
18:11repetido muito por aí.
18:13Ah, mas e a bomba de Israel?
18:14Bom, Israel não está
18:15ameaçando a existência
18:17do Irã.
18:18Também não ameaçou
18:18de nenhum outro Estado
18:19dizendo,
18:20olha, nós vamos acabar...
18:21Não, não.
18:22Mas não disse,
18:23nós somos contra o povo persa
18:24e nós não queremos o Irã.
18:25Isso não aconteceu.
18:27Agora, da parte do Irã,
18:28isso acontece
18:28dia sim, dia não.
18:30Na verdade,
18:30toda sexta-feira
18:31quando eles levantam a mão
18:32na mesquita
18:33para gritar
18:33morte a Israel.
18:35Que foi, Piperno, vai lá.
18:36E há mais de 10 anos,
18:38Israel ameaça
18:40bombardear o Irã
18:41por conta do programa
18:42atômico iraniano.
18:43Por defesa?
18:44Não pela existência.
18:45Eles não estão gritando ali,
18:47nós odiamos os persas.
18:49O contrário é real.
18:50Eu quero trazer até um argumento
18:51que a gente ouviu
18:52na última segunda-feira,
18:53agora, no Direto ao Ponto,
18:54sobre esse tema.
18:55Um dos especialistas,
18:57o Alexandre Ostroviek,
18:58lançou uma pergunta
19:00a alguém que trouxe
19:00esse argumento, Piperno,
19:01que você está falando
19:02sobre a sanha de invasões
19:05e o de aumentar
19:06territórios de Israel.
19:08e ele menciona,
19:09veja,
19:10eu te pergunto,
19:10há quanto tempo
19:11Israel não tem nenhum
19:12conflito com o Egito?
19:14Ou há quanto tempo
19:15Israel não tem nenhum
19:16conflito com a Jordânia?
19:17Porque ambos os países
19:19decidiram ou resolveram
19:20respeitar que existem ali
19:23estados diferentes,
19:24ou seja,
19:25um não ameaça o outro
19:26e aí não há necessidade
19:27de invasões,
19:28de lançar bombas e mísseis.
19:30Como é que você avalia
19:31esse argumento,
19:31Piperno?
19:32Porque ele está usando isso
19:33para se comparar com os
19:34outros países que sim,
19:36sempre fazem algum tipo
19:38de ameaça a Israel,
19:39diferente destes que não.
19:41Ou seja,
19:41será que é Israel mesmo
19:43quem está provocando
19:45tudo isso?
19:46Esse foi o argumento dele.
19:47Não é que Israel
19:48esteja provocando tudo isso.
19:51Isso é uma outra questão
19:52que tem que ser vista
19:53de uma outra ordem.
19:54Por exemplo,
19:54o Egito assinou
19:56um acordo com Israel
19:58em 1977,
20:00o acordo de Camp David.
20:01Menar em Beguin de um lado,
20:03Anuar,
20:03Sadat do outro,
20:04regime de Micáter.
20:05E desde então,
20:07os países têm,
20:09enfim,
20:09relações,
20:10digamos,
20:10normais.
20:12Só que,
20:13o argumento
20:14não é com relação,
20:17a crítica não é com relação
20:18ao relacionamento de Israel
20:20com esse país,
20:21com quem ele,
20:22afinal de contas,
20:23assinou tratados legítimos
20:25e que são respeitados.
20:26O argumento,
20:28a crítica é principalmente
20:30com a expansão
20:33em territórios palestinos.
20:35Olha o que acontece
20:36na Cisjordânia.
20:37Olha o que acontece
20:37em Gaza.
20:38Porque, veja,
20:39o problema de Gaza
20:40não começou agora
20:40em outubro de 2023.
20:42Quantas foram
20:44as colônias?
20:45Quantos são
20:46os assentamentos
20:48que foram implantados
20:50de forma unilateral,
20:52né?
20:52Dentro da política
20:54expansionista de Israel
20:55nesse tempo todo.
20:56e, vejam só,
20:58se a gente sair um pouco
21:00só dessa questão
21:01Israel-Palestina,
21:03eu diria o seguinte,
21:04olha o que aconteceu
21:05nos últimos 50 anos,
21:07por exemplo,
21:07nas relações com o Líbano.
21:10Israel chegou
21:11a ter tropas
21:12dentro do Líbano
21:13por mais de 20 anos.
21:14Fala, Kriegner.
21:15Eu acho que seria
21:16muito bom
21:17se a crítica do Irã
21:18e dos Ayatollahs
21:20se resumisse
21:21somente
21:21a qualquer avanço
21:22expansionista
21:23por parte de Israel.
21:24isso seria dentro
21:25do direito internacional,
21:27seria dentro
21:27de inúmeras outras medidas
21:29que poderiam ser tomadas.
21:30O que nós temos
21:31é o registro histórico
21:32de falas,
21:33movimentações,
21:34inclusive investimento
21:35do regime iraniano,
21:38agora dos Ayatollahs
21:39desde 79,
21:40em organizações terroristas
21:42contra o Israel,
21:43dizendo sobre a erradicação
21:44do Estado de Israel
21:45e falando, inclusive,
21:47de toda a população
21:48ali israelense,
21:48não somente judeus,
21:50mas de toda a população
21:51israelense também.
21:52Nós estamos falando
21:53de um Estado
21:53que crê
21:54na extinção
21:55de um outro Estado.
21:56Isso é seríssimo.
21:57Isso aqui não é uma questão
21:59só de,
21:59ah, eu discordo
22:00da maneira como fulano
22:01faz a política doméstica
22:02ou externa.
22:03Nós estamos falando
22:04de um atentado
22:04contra a existência
22:06e isso tem nome
22:07muito claro, né?
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