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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está preparado para a guerra e para negociações. A afirmação é uma resposta às ameaças de intervenção militar feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu agir devido à repressão violenta contra manifestantes no Irã. Reportagem: Eliseu Caetano.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/28N4OkwX0j8

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Transcrição
00:00Eu quero começar falando da situação no Irã, já saindo um pouquinho aqui do nosso quintal e chamando o nosso Eliseu Caetano
00:06pra falar sobre as manifestações e também o fim de semana de protestos no Irã.
00:10Mais de 500 pessoas já teriam morrido nessas manifestações contra o regime do Ayatollah Ali Khamenei.
00:17E há provocações que foram feitas também pelas autoridades iranianas contra Donald Trump.
00:23Vamos entender tudo isso com o nosso querido amigo Eliseu Caetano, que está aqui preparado pra falar conosco ao vivo.
00:28Bem-vindo, boa tarde pra você.
00:31Salve, salve, Evandro Cine. Muito boa tarde pra você, pros nossos colegas debatedores aí no estúdio
00:37e pra todo mundo que acompanha o queridinho das tardes da programação da Jovem Pan.
00:41Aliás, em tempo, Evandro Cine, feliz volta das férias, hein?
00:44Assim como você e o Galangani, eu também quero saber como é que eu faço junto a chefeia pra ter direito a tantas férias por ano.
00:52E ó, aprender a surfar também, ó.
00:54Deixa eu te falar um negócio, Eliseu. Deixa eu falar um negócio pra você.
00:57Você não tira férias oficiais porque você tá sempre em férias aí no lugar onde você mora.
01:02Andando de lancha, tomando espumantes, carros conversíveis pelas avenidas com as palmeiras ao fundo.
01:09Isso são eternas férias, Eliseu Caetano.
01:12Então, cuide de sua vida.
01:13Como diria o povo lá no meu Rio de Janeiro, eu moro onde a turma passa férias, viu?
01:20Graças a Deus.
01:21Aprendi a ser bom vivão assim com o Bruno Musa.
01:24O Bruno Musa que gosta dessa vida boa, viu?
01:27Ele tá dando umas dicas também pra eu ficar um pouco mais perto do grupo do 3 em 1, entendeu?
01:32Conte pra nós aí, Eliseu, quais são os seus destaques hoje?
01:38Vambora que tem muita notícia internacional.
01:40Você falou que no 3 em 1 hoje vamos andar de mãos dadas com as notícias nacionais e internacionais também, viu?
01:45O Irã segue registrando diversas manifestações em diversos lugares do país ao mesmo tempo, viu?
01:52A crise lá é grave.
01:54De acordo com informações divulgadas pelas agências internacionais de notícias,
01:58pelo menos 500 pessoas teriam morrido nessas ondas de protestos que acontecem em todo o país.
02:06O número de presos políticos por parte do regime de Ali Khamenei já ultrapassa 10 mil.
02:13Pelo menos 10 mil e 600 pessoas, de acordo com informações também das agências de notícia,
02:19estariam presas nesse momento, teriam sido detidas ao longo das últimas horas.
02:24E claro, essa situação chegou aos olhos de Donald Trump, que mirou agora no regime do Ayatollah Ali Khamenei, viu?
02:32Nesse domingo, pouco antes de sair daqui da Flórida, onde passou o final de semana, na casa dele em Mara Lago,
02:39em direção à capital, Washington DC, para começar a semana de despachos lá na Casa Branca,
02:44Trump afirmou que o governo dele tá avaliando, sim, possíveis respostas à repressão,
02:48ou às repressões violentas a esses protestos lá no Irã, viu?
02:54Inclusive, ele confirmou que Teherã teria enviado emissários a Washington
03:00para conversar sobre um possível acordo nuclear, viu?
03:04Essas declarações foram feitas durante uma conversa informal com jornalistas,
03:08a bordo do avião presidencial.
03:09Não houve, até o momento, uma declaração formal da Casa Branca
03:12ou um pronunciamento também do presidente.
03:16Trump disse que acompanha a situação muito de perto e classificou ainda como muito grave
03:21o uso da força contra os manifestantes.
03:24Segundo ele, os Estados Unidos não descartam, nesse momento, sim,
03:28nenhuma opção diante do aumento do número de mortos,
03:34mas que até o momento também nenhuma decisão foi tomada.
03:37E esse trecho, né, não descarta nenhuma opção,
03:44é o que tá tomando noticiário nessa tarde de segunda-feira por aqui.
03:48Todo mundo querendo saber que reação americana seria essa
03:51ou quais reações americanas poderiam ser essas, né?
03:55Aqui nos bastidores da capital americana, Washington DC,
03:58se fala que seriam medidas diplomáticas, talvez novas sanções
04:02e até medidas de segurança, mas que essas respostas dos Estados Unidos
04:08vão depender da evolução da repressão no país.
04:13Essa onda de violência que acomete o Irã é uma das mais violentas dos últimos anos
04:18e é desencadeada por uma enorme insatisfação popular,
04:22dezenas de cidades afetadas e muita gente denunciando aí prisões em massa
04:26e o uso excessivo das forças por parte das autoridades iranianas.
04:32Muito por conta da desvalorização do real, que é a moeda local,
04:36por conta da questão da falta de segurança também no país
04:40e a população está insatisfeita.
04:42O nosso querido Luca Bassani, correspondente na Europa,
04:45fez agora há pouco no 3 em 1 análise das mais pertinentes.
04:48Ele disse o seguinte, ele disse, Sine, que essa situação no Irã
04:52era por causa de que essa parte, parte dessa população atual,
04:59nasceu depois da Revolução.
05:01Então eles não querem mais esse governo repressivo,
05:04eles querem viver o Ocidente.
05:06E é uma análise que também aqui nos Estados Unidos já se fala muito, viu, Sine?
05:09Exatamente, Elisa Caetano.
05:10Inclusive a gente tem, se não me engano, uma manifestação do presidente Donald Trump
05:13a respeito dessa situação. Vamos rodar.
05:16Parece que tem muitas pessoas mortas e que não eram para ter sido mortas.
05:20Isso é violento.
05:21Se você chamar eles de líderes, não sei se são líderes.
05:24Eles apenas seguem com violência.
05:26Mas estamos olhando para isso de maneira bem séria.
05:29Os militares estão olhando para isso.
05:31E estamos buscando por opções bem fortes.
05:33Nós faremos uma determinação.
05:36Bom, nós vamos falar sobre...
05:39Nós faremos a internet funcionar o melhor que possível.
05:41Nós começaremos com o Elon,
05:43porque, como sabem, ele é muito bom nessas coisas.
05:46Ele tem uma boa companhia.
05:48Então, falaremos com o Elon Musk e ligarei para ele assim que terminar aqui com vocês.
05:53Eu acho que eles apenas querem paz.
05:55Eles querem ter liberdade.
05:56Eles protestam atrás e liberdade.
05:58Irã não liberou a liberdade por muito tempo.
06:00E os protestos, eu não acho que eles estejam tentando implementar a paz.
06:04Mas eles estão tentando buscar alguém para ajudá-los.
06:07Eles estão sob decisão.
06:09E agora parece que eles estão levando tiros.
06:10O que é algo muito ruim.
06:14Eliseu Caetano, muito obrigado pelas informações.
06:16Eu quero agora sair do Eliseu Caetano e já trazer a repercussão também com o nosso Luca Bassani,
06:20inclusive em relação às manifestações do chanceler iraniano,
06:23que diz que há uma responsabilidade dos Estados Unidos nesses protestos que acontecem no país.
06:29Luca Bassani, quais são os detalhes?
06:31Bem-vindo, meu amigo.
06:32Boa tarde a você, Evandro, a todos que nos acompanham.
06:35De fato, uma situação tenebrosa que se desenrola no Irã durante os últimos 15 dias.
06:41Afinal, desde 28 de dezembro de 2025, de maneira ininterrupta,
06:45os manifestantes tomaram várias cidades do país
06:48e até mesmo vários confrontos contra a polícia,
06:51contra a própria guarda revolucionária têm acontecido.
06:54O chanceler do país culpa o governo norte-americano
06:58por insuflar toda a população contra o governo,
07:02dizendo que eles estão aproveitando esse momento
07:04e as violências descritas e noticiadas durante as últimas horas
07:09são resultado direto disso.
07:11Inclusive, o governo teocrático de Ali Khamenei
07:14culpa a CIA e a Mossad, ou seja, agências de inteligência dos Estados Unidos e de Israel,
07:19por conta de infiltrações nas manifestações,
07:23dizendo que isso acaba aumentando uma crise que não é tão grande assim.
07:28Por outro lado, o presidente Massoud Pazeshkian,
07:33ele diz que está disposto a escutar as demandas dos manifestantes
07:36e tomar controle da economia,
07:38mas pede para que a violência, para que esse tipo de vandalismo
07:42que tem acontecido, ele não aconteça mais a esses moldes.
07:46O fato é que nós temos um blackout digital de cerca de 72 horas no país,
07:51inclusive as minhas próprias fontes no Irã não dão notícias
07:54a pelo menos 48 horas, porque esse blackout varia de cidade para cidade.
07:59E também muitos locais estão restringindo acesso à energia
08:02para impedir com que eles até mesmo recarreguem os telefones,
08:06possam fazer as manifestações de forma iluminada
08:09e depois enviar, quando a internet for reestabelecida,
08:13essas imagens, essas informações ao Ocidente.
08:16Realmente é uma situação muito difícil,
08:17inflação acumulada nos alimentos no período do último ano em 72%,
08:22a inflação geral em 42%,
08:25o rial iraniano, como Eliseu bem disse, derreteu.
08:28Hoje é a moeda mais desvalorizada do mundo.
08:31Um dólar americano vale mais que um milhão e meio de rials do Irã.
08:36Ou seja, ele já tem nota de um milhão
08:38para que possam pagar pelas coisas comuns do dia a dia.
08:41É realmente uma situação muito difícil
08:43e essa fragmentação geracional.
08:46Grande parte da população iraniana tem aí na faixa dos 25 a 35 anos,
08:51portanto, pós-Revolução Islâmica de 1979,
08:54e eles querem mudanças, eles querem maior autonomia,
08:57maior integração com o resto do mundo,
08:59não esse isolamento tanto causado pela religião
09:02como pelas decisões econômicas do próprio governo.
09:05Óbvio que a gente está monitorando,
09:07há um interesse dos Estados Unidos em uma mudança de regime,
09:10mas não é algo tão fácil se tratando de um país tão vasto
09:13em território e também com mais de 90 milhões de pessoas.
09:16É muito diferente do caso de Gaza,
09:18até mesmo o caso da Venezuela,
09:20o Irã é um gigante nas montanhas,
09:22está lá com o mar Castro,
09:23está também muito próximo da Península Arábica,
09:26uma região muito estratégica,
09:28ou seja, a chance de dar errado uma mudança de regime abrupto
09:31é muito grande,
09:32e os americanos sabem disso,
09:34por isso tem tratado tudo com muita cautela.
09:36Agora, Luca Bassani, tem uma contradição nessa história,
09:39que é o fato de as autoridades iranianas
09:42dizerem que estão em comunicação com os Estados Unidos,
09:45ao mesmo tempo em que o líder,
09:47Ali Khamenei,
09:48publica uma imagem bastante crítica a Donald Trump, né?
09:53Exato, e o que é mais irônico disso tudo
09:55é que a população está privada da internet há três dias,
09:58mas a liderança do governo tem acesso às redes sociais
10:01e faz uso das mesmas, né?
10:03Para ser uma espécie de ferramenta de propaganda.
10:06O próprio Ayatollah Ali Khamenei,
10:08o líder supremo do Irã,
10:09ele publicou uma charge em que Trump
10:11sairia dentro de um sarcófago quebrado,
10:13dizendo que ao longo da história,
10:15muitos faraós,
10:16muitos daqueles antigos líderes
10:18foram destronados e destruídos,
10:20e o mesmo acontecerá com o presidente norte-americano.
10:23Nesse sentido,
10:24a segurança de Trump foi reforçada,
10:27porque o Irã também é conhecido
10:28por financiar vários grupos fundamentalistas,
10:31jihadistas ao redor do mundo,
10:33que tem adeptos em vários países.
10:35Portanto,
10:36essa pode ser também uma ameaça indireta
10:39para que esses simpatizantes da causa iraniana
10:42possam agir em nome da República Islâmica,
10:45e isso também eleva as preocupações.
10:47Inclusive,
10:48o secretário de Estado,
10:49Marco Rubio,
10:50telefonou a Benjamin Netanyahu
10:52durante o último final de semana
10:54para discutir possíveis intervenções conjuntas
10:56no país persa,
10:58lembrando que os Estados Unidos e Israel
11:00agiram de forma conjunta
11:01em junho de 2025,
11:03na famosa Guerra dos Doze Dias,
11:05que destruiu grande parte dos equipamentos,
11:08das instalações nucleares iranianas,
11:10e elevou muito as tensões por todo o mundo,
11:13dada a importância estratégica dessa região,
11:15e por se tratar de grandes exércitos.
11:18Logo,
11:18voltaremos com mais informações,
11:20mas o cenário não é nada positivo,
11:22principalmente após tantas mortes
11:24de manifestantes e tantas prisões arbitrárias.
11:26Muito obrigado pelas informações,
11:28Luca Bassani.
11:29Um abraço para você,
11:29um ótimo trabalho.
11:30Nós preparamos também uma ilustração
11:32para você entender um pouquinho
11:33do que mobiliza a população
11:35contra esse regime teocrático.
11:37Houve uma mudança geracional profunda,
11:39porque a maior parte da população
11:40nasceu depois da Revolução
11:42e não compartilha dos mesmos valores
11:44que são aplicados há décadas,
11:46até hoje.
11:47Há também uma forte repressão interna,
11:50sobretudo da guarda revolucionária,
11:52com a aplicação severa
11:54dos dogmas religiosos xiítas
11:56de quem conduz esse regime ideocrático.
11:59E aí,
12:00a população,
12:01essa geração,
12:02não aceita essa mudança
12:04ou a permanência desse regime,
12:06ao mesmo tempo em que a repressão se mantém.
12:09Há um isolamento diplomático também,
12:11principalmente acentuado pela guerra
12:13com Israel e os Estados Unidos,
12:15agora em 2025.
12:17A gente acompanhou boa parte desses conflitos
12:18e uma fragmentação dentro da elite do regime.
12:22Tensões entre os religiosos radicais
12:24e aqueles mais moderados
12:25que entendem que a maneira
12:26como o radicalismo está sendo aplicado ali
12:29faz com que essas manifestações
12:31se tornem cada vez mais frequentes,
12:32o que poderia colocar em risco
12:34esse regime teocrático.
12:36Ô, Fábio Piperno,
12:37eu gostaria que você trouxesse a sua análise
12:38sobre a maneira como os Estados Unidos
12:41são colocados como protagonistas
12:43deste conflito
12:44e a tentativa do regime
12:46do Ayatollah Ali Kamenei
12:49de, digamos,
12:50excluir a própria população
12:52da comunicação
12:54ou da informação
12:55que a faça se tornar
12:56ainda mais estridente
12:58nessas manifestações.
13:00Eu vou começar por esse último tópico,
13:02o da tecnologia,
13:03que o Lucas Baçane
13:04chamou a atenção, Evandro,
13:05e você reforçou.
13:07Porque talvez isso
13:08tenha raiz
13:11no que aconteceu em 2009
13:12e lá o regime iraniano
13:14tenha, digamos,
13:16extraído algumas lições.
13:18Em 2009,
13:19ocorreu um forte movimento
13:22oposicionista no Irã.
13:24Naquele momento,
13:25havia uma oposição
13:28daquelas oposições consentidas,
13:30mas um pouco mais verdadeira,
13:33de fato,
13:34alguém que, obviamente,
13:36não imaginava derrubar
13:37o regime dos Ayatollahs,
13:38porque ele também tinha essa origem,
13:40mas fazia, sim,
13:44uma oposição
13:46a algumas ideias
13:47que o Irã tinha,
13:49o Hussein Moussav.
13:50E aí, o que aconteceu?
13:51Naquele momento,
13:52ele se comunicava com o mundo
13:53pelo Twitter,
13:54porque ele foi colocado
13:55em prisão domiciliar.
13:57Depois disso,
13:57as redes dele
13:58acabaram cortadas e tal,
13:59e ele foi totalmente desconectado.
14:01Mas é óbvio que
14:03tem tudo isso aí
14:05que você apontou,
14:06uma série de insatisfações,
14:08um problema geracional
14:09é verdadeiro,
14:10só que tem uma coisa,
14:11há mais ou menos 80 anos,
14:13os Estados Unidos atuam
14:14ou para desestabilizar
14:17regimes iranianos,
14:19como fez, por exemplo,
14:20na deposição lá atrás,
14:21ainda nos anos 50,
14:22do primeiro-ministro Mossadegh,
14:24e aí foi entronizado
14:25Reza Palev,
14:27que tem a ver com esse conflito
14:28de hoje,
14:29porque o filho dele
14:31é uma das alternativas,
14:32a principal alternativa
14:33de oposição,
14:34está querendo voltar.
14:35e aí Reza Palev
14:37era um títer americano
14:39lá,
14:39até cair por conta
14:40dos movimentos
14:41aí da Revolução Islâmica,
14:43que óbvio,
14:44implantou um outro tipo
14:45de ditadura no país,
14:47só que aí,
14:47uma ditadura hostil
14:49ao Ocidente,
14:50ao contrário da outra,
14:52com o agravante
14:52de que nacionalizou
14:53a indústria do petróleo.
14:55Exatamente,
14:55Fábio Piperno,
14:56e eu quero trazer
14:56um pouquinho
14:57daquela manifestação
14:58que foi postada
14:58pelo Alica Menei,
14:59trazendo uma crítica
15:00a Donald Trump,
15:01que mostra Donald Trump
15:02numa espécie de sarcófago
15:04que está se desintegrando
15:05com os símbolos
15:06dos Estados Unidos.
15:07E aí ele diz,
15:08essa figura paterna
15:09que se senta ali
15:10com arrogância e orgulho,
15:11julgando o mundo inteiro,
15:12também deveria saber
15:13que geralmente
15:13os tiranos e opressores
15:14do mundo,
15:15como o faraó,
15:16Nimrod,
15:17Reza Khan,
15:18Maomé e outros
15:19do mesmo tipo,
15:20quando estavam no auge
15:20de seu orgulho,
15:21foram depostos.
15:22Este também será deposto.
15:24Agora é interessante,
15:25né, Alica Menei,
15:26fazer essa crítica
15:27que poderia servir
15:28para si mesmo,
15:28mas ele está jogando
15:29para Donald Trump.
15:30E eu quero entender
15:31de você,
15:31Alan Gani,
15:32como é que você avalia
15:33o posicionamento
15:35de Donald Trump
15:35e também dos Estados Unidos
15:36em relação a esses
15:37conflitos no Irã,
15:38com essa escalada agora
15:39envolvendo também
15:40manifestações populares.
15:41Olha só, Evandro,
15:42os Estados Unidos
15:43operam,
15:45isso é uma máxima
15:47na história recente
15:48norte-americana,
15:49para mudanças de regime.
15:51É um trabalho
15:51acadêmico
15:52de uma doutoranda
15:53do Menchalmer,
15:54que é hoje
15:55talvez o maior especialista
15:56em geopolítica do mundo
15:57da University of Chicago,
15:59que ela levanta
16:00tentativas de mudança
16:01de regime
16:02por parte dos Estados Unidos
16:03de 1947
16:05a 1989,
16:08se eu não me engano.
16:08Neste período
16:09foram 64 tentativas
16:11de mudança de regime
16:12de interferência
16:13direta no país.
16:15Não é de hoje,
16:16o Piperno lembrou muito bem
16:17essas duas tentativas
16:19lá atrás,
16:20mas se a gente for
16:21agora num passado
16:22mais recente,
16:23quando os Estados Unidos
16:24jogaram aquela bomba
16:27para destruir o arsenal
16:29ali de urânio,
16:30supostamente para armas
16:31de destruição em massa,
16:33armas nucleares,
16:34já era uma tentativa
16:36de mudança de regime
16:37de estabilização ali.
16:39E agora,
16:39eles enxergam,
16:40a administração Trump
16:42enxerga uma janela
16:43de oportunidade,
16:44porque você tem
16:45uma revolta civil,
16:47e eu não tenho dúvidas
16:49de que dentro
16:49desta revolta civil,
16:51claro,
16:52o Serviço Secreto
16:53dos Estados Unidos
16:54atuaram para
16:55insuflar essa manifestação
16:57e tentar derrubar
16:59essa ditadura
17:00teocrática do Irã.
17:02Muito parecido,
17:03Evandro,
17:04com o movimento
17:04que a gente viu
17:05na Síria.
17:06A Síria,
17:07algo muito parecido.
17:10Ali,
17:10a população civil
17:11se revoltando
17:12até que cai
17:13o regime
17:14de Bassara Laçada
17:15e fica muito clara
17:16a conexão
17:16com os Estados Unidos.
17:18Inclusive,
17:18quem assume,
17:19e aí é o risco,
17:20quem que assumiu
17:20o governo na Síria
17:22era um ex-integrante
17:23da Al-Qaeda.
17:25Fala,
17:25Cássio Miranda.
17:27Concordo com o Alan,
17:28mas eu vou pontuar
17:29um aspecto aqui
17:30que eu acho que vale
17:30ser ressaltado também.
17:32A gente tem vivido
17:33nos últimos anos
17:34o que se chama
17:35de proxy wars,
17:36ou guerras por procuração.
17:38De um lado,
17:39nós temos Rússia,
17:40China,
17:41muito se falou
17:42sobre o Irã
17:42e os drones iranianos
17:44usados inclusive
17:45na guerra
17:46Rússia-Ucrânia
17:48e com o enfraquecimento
17:50da Rússia.
17:51A Rússia está colocando
17:52todos os seus recursos
17:53no combate
17:54com a Ucrânia.
17:55Com o distanciamento
17:56da China,
17:57mesmo que indireto,
17:58desse tipo de guerra,
18:00há uma sobreposição
18:01neste momento
18:02do outro lado,
18:04que é o lado
18:04capitaneado
18:05pelos Estados Unidos
18:06e por parte
18:07da Europa.
18:08Basta nós olharmos
18:10a movimentação
18:11hoje na Ucrânia,
18:13onde Donald
18:14Trump tem forçado
18:15um eventual acordo
18:17entre os dois líderes
18:19de Rússia
18:19e Ucrânia.
18:21Basta nós olharmos
18:22para a atuação
18:22na Venezuela,
18:24que a Venezuela
18:25indiretamente
18:26também era
18:27integrante
18:29deste bloco
18:29China,
18:30Rússia,
18:31Irã,
18:32e basta nós olharmos
18:33também
18:34para a atuação
18:36mais contundente
18:37de Donald Trump
18:38no conflito
18:39Israel-Ramasa
18:41ali na faixa de Gaza.
18:42Então os Estados Unidos
18:43na gestão
18:44Trump
18:44têm reassumido
18:46um protagonismo
18:48geopolítico
18:49que talvez
18:50na última década
18:51ou nas últimas décadas
18:53os governos
18:54norte-americanos
18:55deixaram de lado.
18:56Os Estados Unidos
18:57nunca deixaram
18:58de ser a superpotência
19:00do mundo,
19:00mas o faziam
19:01de forma
19:02mais distante.
19:04Nesse momento
19:04Donald Trump
19:05faz
19:06fomentando
19:07conflitos
19:08e por vezes
19:09até atuando
19:10diretamente
19:11nesses conflitos.
19:12Agora eu quero contar
19:13para vocês quais são
19:14as questões econômicas
19:15que também mobilizam
19:16esses conflitos
19:17que tem aí
19:17a influência
19:18dos Estados Unidos
19:19que é
19:19o impacto devastador
19:21de fortes sanções
19:21econômicas
19:22sobretudo pelo programa
19:23nuclear iraniano
19:25que é algo
19:25em que o país insiste
19:27uma inflação crônica
19:28o derretimento
19:29do real
19:29então um dólar
19:30vale mais de
19:31um vírgula
19:32quatro milhão
19:33de reais
19:34altos níveis
19:35de corrupção estatal
19:37má gestão de recursos
19:38porque você não tem
19:39nada que controle
19:41que fiscalize
19:41porque tudo está
19:42na mão
19:43dos poderosos
19:44do regime
19:45e também uma economia
19:46altamente dependente
19:47do petróleo
19:48e pouco diversificada.
19:50Agora o Alan Gani
19:50estava trazendo para a gente
19:51um dado interessante
19:52sobre a quantidade
19:53de vezes que os Estados Unidos
19:54tentaram influenciar
19:56nas políticas
19:56e nos regimes
19:57de outros países
19:58mas recentemente
19:59a gente acompanhou
19:59uma situação bastante crítica
20:01envolvendo a Venezuela
20:02mas há uma preocupação
20:03também ali do México
20:04de Cláudia Scheinbaum
20:06que disse
20:07que via
20:08com bastante temor
20:09a possibilidade
20:10de uma intervenção
20:11mais brusca
20:11também dos Estados Unidos
20:12no vizinho México
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