Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O PIB brasileiro cresceu 1,4% no 1º trimestre de 2025 frente ao fim de 2024, segundo o IBGE. A alta foi puxada pela agropecuária, com salto de 12,2%. Carlos Kawall, sócio da Oriz Partners, analisa os números.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Nós vamos agora com o destaque do nosso site Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC.
00:05Na tela você já pode acompanhar comigo, olha.
00:08O PIB do Brasil cresce 1,4% no primeiro trimestre em linha com as expectativas, puxado pela agropecuária.
00:15Destaques dessa reportagem são que o crescimento se dá em relação ao quarto trimestre de 2024,
00:21segundo dados divulgados hoje pelo IBGE.
00:23O resultado, que veio em linha com a expectativa do mercado, foi puxado principalmente pela agropecuária.
00:30Que registrou alta de 12,2% no período.
00:34Com desempenho, a economia brasileira totalizou 3 trilhões de reais entre janeiro e março.
00:41Assunto para a gente agora se aprofundar, conversando com o Carlos Cabal, que é sócio da Oris Partners.
00:46Tudo bem, Carlos? Boa tarde, seja muito bem-vindo ao Money Times.
00:50Boa tarde, Natália. Boa tarde, Renan. Prazer estar aqui com vocês.
00:55Bem-vindo. O Felipe Machado, nosso analista, participa da conversa também, Carlos.
00:59Bom, acabei de falar do crescimento do PIB, 1,4% no primeiro trimestre.
01:05Quero começar te ouvindo sobre que fatores principais sustentaram essa alta
01:09e o quão sustentáveis eles são.
01:12A gente deve ter isso como uma tendência para os próximos meses ou não?
01:16Sim, acho que em primeiro lugar a gente tem que destacar o componente já esperado muito forte do setor agropecuário,
01:25que cresceu 12,2% em relação ao quarto trimestre do ano passado.
01:32Mas mesmo se desconsiderássemos a contribuição do agro, que é mais localizada no momento da safra,
01:39o PIB teria crescido a um ritmo de 0,8%, o que anualizado significaria um ritmo de crescimento acima de 3% ao ano.
01:50Então, esse é um grande contraponto em relação ao que aconteceu no último trimestre de 2024,
01:59quando o PIB cresceu apenas 0,1%, com tanto consumo como investimento em queda naquele trimestre.
02:08Então, isso levou a muitos a ter uma visão mais negativa com relação ao PIB de 2025,
02:18que fosse crescer mais para 1,5%.
02:22Mas agora, com esse crescimento de ano mais robusto,
02:26as expectativas já estão se encaminhando para um intervalo de 2% a 2,5%.
02:32Então, o número veio dentro do esperado, mas eu acho que indica um ritmo de crescimento para 2025
02:38acima do que imaginávamos no final de 2024.
02:43Certo, obrigada.
02:44Felipe, sua pergunta para o Carlos.
02:46Carlos, boa tarde.
02:47Carlos, você lembrou bem, né?
02:49A gente provavelmente vai ter um crescimento, uma influência grande do agro no primeiro trimestre e no terceiro trimestre.
02:56Geralmente, o segundo trimestre, quarto trimestre, ali não tem muita influência.
03:00Como é que você vê, assim, essa expectativa para o segundo trimestre?
03:03A gente vai ter o agro provavelmente mais baixo.
03:05Daí, a gente deve ter um PIB mais próximo ali do zero.
03:09Lembrando também que a gente tem juros tão altos.
03:11A economia deve se retrair um pouco mais no segundo trimestre?
03:15Bom, Felipe, o que você colocou é a grande questão, é o dilema que envolve nós economistas hoje.
03:22Quer dizer, de um lado, a gente tem uma parte da economia sendo afetada pelos juros mais elevados.
03:29E, desde a semana passada, pela decisão do governo de elevar o IOF nas operações de crédito.
03:36Então, agora a gente tem dois efeitos negativos sobre setores mais ligados à taxa de juros, como o setor automotivo, bens duráveis, construção civil.
03:45Por outro lado, a gente tem um mercado de trabalho muito forte.
03:51Essa semana tivemos a divulgação, tanto dos dados do Ministério do Trabalho, do Caged, como do IBGE, da PNAD,
04:00com uma taxa de desemprego chegando ao mínimo da série histórica.
04:06Uma criação muito forte de empregos no mês de abril.
04:10Então, já estamos falando do segundo trimestre.
04:13Então, ao que parece, dada a pujança do mercado de trabalho e as medidas de estímulo que o governo tem dado,
04:23tanto no crédito, consignado privado, como as sinalizações com relação ao imposto de renda,
04:30a isenção até R$ 5 mil no ano que vem, elas sugerem que o lado mais ligado ao consumo, ligado ao mercado de trabalho, baixa renda, enfim,
04:43continuará muito forte.
04:45E garantindo, portanto, essa ideia de que o PIB pode ser novamente acima de 2% nesse ano,
04:54o que, né, aí, consequentemente, dificulta o trabalho do Banco Central no que toca a convergência da inflação à meta.
05:03É, exatamente.
05:04Ia te perguntar sobre a inflação e sobre os dados da indústria nesse contexto todo, Carlos.
05:11Então, a indústria, ela vinha exatamente numa trajetória mais negativa no final do ano passado, né.
05:20Os indicadores já nesse primeiro trimestre foram um pouco melhores,
05:27embora ela tenha mostrado uma contração de 0,1%, né, em relação ao último trimestre do ano passado, né,
05:36exatamente porque ela tem dentro dela um componente que é mais cíclico, ligado, né,
05:41às taxas de juros, como eu mencionei, o setor de durável, setor automotivo e a indústria de construção, né.
05:48Mas como aquilo que move o PIB, a maior parte do PIB, é o setor de serviços, né,
05:53e a gente tem por trás dele um mercado de trabalho muito forte,
05:58eu acho que o contraponto é exatamente, né, o fato de que o setor de serviços,
06:03ele atingiu junto com o próprio PIB o maior patamar da série histórica.
06:09Não é o caso da indústria, mas é o caso do setor de serviços que deve continuar, né,
06:14se beneficiando dessas políticas de expansão fiscal e de crédito.
06:18Perfeito. Felipe, mais uma pergunta sua.
06:20Carlos, olhando aqui para os números, né, a gente viu esse primeiro trimestre, 1,4%,
06:25depois em 2023, também o primeiro trimestre tinha sido 1,4%,
06:29e antes disso, um trimestre, um primeiro trimestre tão bom,
06:32tinha sido só em 2015, né, estamos falando de 10 anos.
06:35O que que explica isso, né, o Banco Central subindo os juros,
06:38estamos tentando segurar a economia e o PIB continua subindo, continua subindo.
06:43O que que explica isso?
06:44Como é que, por que que o Brasil não consegue reduzir esse crescimento com juros tão altos?
06:51Então, tirando aquele, o fator que eu citei, né, que a safra agrícola,
06:56ela é um elemento que depende, né, evidentemente de questões climáticas
07:00e muito menos, né, daquilo que é feito pelo Banco Central,
07:04o que a gente tem, né, e muitos analistas já têm enfatizado isso,
07:09mas não custa, né, lembrar novamente,
07:12é a de sintonia entre a política monetária, que está tentando pisar, né, no freio,
07:17desacelerar a economia para exatamente gerar a convergência da inflação à meta,
07:23e a política fiscal do governo e também a política de crédito, né, pisando no acelerador.
07:29Então, é essa inconsistência entre, de um lado, a alta do juro e, de outro, a elevação dos gastos, né,
07:37que explica que o equilíbrio se dá com uma taxa de juros muito mais elevada, né.
07:43Então, é esse o grande problema que nós temos hoje no Brasil, né.
07:48A economia está bem, mas ela está dentro de uma condição anômala,
07:52porque o juro real é muito elevado.
07:54E, nesse sentido, se houver uma desaceleração,
07:58esse nível de endividamento que nós temos hoje a juros elevados,
08:02tantos das empresas para as famílias,
08:05vai fazer com que a queda, né, no momento em que a economia desacelerar,
08:10ela seja mais dolorosa do que seria se tivéssemos a sintonia entre essas duas políticas.
08:17E, Carlos, para a gente finalizar, eu queria ouvir como que você está, né,
08:21acompanhando e vendo essa polêmica, todas as discussões em torno do IOF.
08:27Então, acho que o governo pegou de surpresa, né, a todos,
08:33não só no mercado financeiro, que é mais sensível àquela parte que foi, né,
08:39alterada, incidindo sobre operações de câmbio,
08:42mas também, né, o setor produtivo como um todo,
08:45dado que o grande fator do aumento de arrecadação é o IOF sobre o crédito, né.
08:53Então, o encarecimento de crédito, acho que prejudica todos os setores da economia, né,
08:59e, de novo, né, é inconsistente com aquilo que o governo vem fazendo ao mesmo tempo,
09:06que é dar estímulos crescentes, né, para que o consumo cresça, né.
09:12Então, acho que foi uma medida, vamos dizer, mal pensada, né,
09:17não se avaliou as consequências dessa medida sobre o setor produtivo,
09:21e as pressões do setor produtivo, hoje, sobre o Congresso,
09:25estão na direção de tentar reverter, né, parcial ou totalmente essa medida, né,
09:31até porque ela distorce o sentido do imposto que tem apenas fins regulatórios, né,
09:38na medida em que o governo busca arrecadar 60 bilhões de reais até o final do ano que vem,
09:45ele claramente está usando um imposto regulatório indevidamente para fins arrecadatórios.
09:52Então, agora cabe ao Congresso, né, se olhar sobre essa questão e tomar uma decisão
09:59se suspende ou não aquilo que o governo anunciou na semana passada.
10:03Tá certo, estamos acompanhando, claro, de perto essa história.
10:06Carlos Cabal, sócio da Horis Partners, muito obrigada pela participação ao vivo com a gente aqui no Money Times.
10:12Boa tarde para você.
10:13Obrigado, boa tarde.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado