Pular para o playerIr para o conteúdo principal
No Sociedade Digital, Leonardo Abrão, da Abrão Filho Banking & Câmbio, analisa a evolução das fintechs e como a tecnologia revolucionou o mercado financeiro e cambial nos últimos anos.

Assista à íntegra: https://youtu.be/NCipbG-9ess

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
Transcrição
00:00Sociedade Digital no ar, nós vamos juntos nessa próxima meia hora discutir o mundo da tecnologia
00:06dentro do universo das finanças, as fintechs que já estão há bastante tempo no mercado
00:13fazendo um barulho danado e resolvendo a vida de muita gente, transformando a vida de muita gente.
00:20Este é o nosso assunto dessa semana.
00:23O Leonardo Abrão, que é o meu convidado desta semana, já está aqui para esse nosso bate-papo.
00:28Leonardo, obrigado pela tua presença.
00:30Obrigado, eu.
00:31Mas antes eu preciso fazer um disclaimer para você que nos acompanha.
00:35Você está assistindo ao programa, ouvindo ao programa e diz assim,
00:38meu Deus, eu conheço essa pessoa, ele não é o André Miceli.
00:42Não, não sou o André Miceli, sou o Carlos Aros.
00:45Estou aqui porque André Miceli está ao longo dessas semanas aqui, duas, três semanas.
00:52Ele vai estar ausente e aí ele diz assim, Aros, por favor, vá lá e cuide da loja.
00:58E como Sociedade Digital é esta lojinha do meu coração, eu estou aqui de volta para acompanhar você nessa jornada.
01:08Então, temos este combinado.
01:10Eu e você juntos até o retorno de André Miceli.
01:14E aí a gente vai tocando o barco por aqui.
01:19Tá ok?
01:20Deixa eu agora cumprimentar direito você, Leonardo.
01:25Estou intrigado.
01:26Prazer.
01:26Estou intrigado.
01:29Não era...
01:30Vou tentar te desintrigar.
01:31Vamos desintrigar.
01:32Porque vocês já estão no mercado há bastante tempo.
01:36Você vê, somos senhoras fintechs, senhores estapupeiros.
01:41Anciões.
01:42Ancião, pudei não.
01:43Das fintechs, não.
01:45É, pior que quase, você vê que eu estava ali fazendo a maquiagem, né?
01:48E o cara falou, pô, cabelo bonito, mas pô, tem bastante fio branco, né?
01:52Ela tomou com quase 40, 38, né?
01:55Aí denunciou que quando você chegou nesse mercado era tudo mato.
01:59Era, cara.
01:59Foi em 2011, né?
02:01Foi quando a empresa foi fundada, mas eu comecei antes.
02:04Eu comecei...
02:05A empresa vai fazer 14 anos, eu estou há 20 no mercado.
02:09Então, comecei em 2025, tira 20 anos, 2005, né?
02:17Então, comecei em 2005 como office boy e eu vi muita coisa analógica, né?
02:21Muita coisa mecânica.
02:22Você falou toda a transição desse mercado, né?
02:24Peguei, você tinha ali a questão da startup, ou da starfall, da stardown, né?
02:30É, algumas.
02:31Que eram as empresas emergentes, que não tinham nenhum grau tecnológico, que tinham muito
02:36intento por inovação, por desburocratização, mas não necessariamente tecnologia implementada.
02:44E quando eu fundei a empresa em 2011, a gente também não tinha tecnologia proprietária,
02:49linha de produção proprietária, desenvolvimento em loco, em house.
02:53A gente foi criando essa prerrogativa ao longo dos anos.
02:58E vocês começaram entregando que solução para o mercado de cara, lá em 2011?
03:04Bom, o mercado era muito mais centralizado do que é hoje.
03:06Então, assim, quando você vê essa gama de players, você tem instituições de pagamento,
03:12você tem iniciadores de transferência e pagamento, você tem credenciadores,
03:19você tem as fintechs de crédito, né?
03:22Que foram as primeiras a serem regulamentadas, as SCDs, as Ss entre pessoas, as SEPs.
03:30Você não tinha essa gama, essa miscelânea de players atuando no cenário.
03:35E até também a questão de instituições financeiras tradicionais, bancárias e não bancárias.
03:40O número era bem mais resumido do que o que você tem hoje.
03:43Você tinha os grandes players que já estavam ali estabelecidos.
03:46Os grandes players, aí você pega corp e varejo, e você tinha as famílias.
03:50Você ainda tem os bancos familiares, né?
03:52Os bancos que a gente chama de middle, alguns são middle de nicho, industriais, de comércio.
03:57E outros são bancos que só existiam para atender a cadeia econômica que a família estava inserida.
04:02Então, bem menos concorrência, bem menos barateamento, muita centralização, uma centralização muito maior do que a que existe hoje.
04:12Apesar de hoje ainda haver muita centralização.
04:16Mas o desafio foi esse, né?
04:18Quer dizer, não existe uma regulamentação, nem uma ideia empresarial ou comercial do que é uma tech cambial, uma tech bancária,
04:25uma IP transfronteriça, que faz cross-border, né?
04:28E como que a gente ia se inserir e monetizar o negócio, né?
04:33Mas o desafio, voltando para a sua pergunta, era...
04:37Cara, como que eu vou conseguir movimentar o dinheiro?
04:39Porque eu não tinha nenhum tipo de previsão legal para isso, para me enquadrar.
04:43E aí foi quando a gente achou a normativa do Bacen de correspondentes no país.
04:48Correspondentes bancários e cambiais.
04:51Que é onde você não tem domicílio bancário próprio, posição cambial financeira própria, né?
04:55Você está ali plugado, né?
04:57Teoricamente, uma instituição financeira bancária ou não faz um plug and play com você.
05:01No nosso caso, era um plug and surfer.
05:03Porque, velho, hoje ainda é muito deficiente o mérito tecnológico no nosso mercado.
05:08Há 14 anos atrás, ou há 20, quando eu comecei...
05:11É.
05:12Mas era isso, né?
05:13Vamos começar com uma correspondência bancária e cambial.
05:15Era uma empresa individual na época, né?
05:17É uma SA já faz cinco anos.
05:19E o desafio foi esse, né?
05:21Nenhum entendimento técnico legal ou tecnológico legal para o nosso modelo de negócio, né?
05:27E aí vocês entram em um processo em que o mercado estava entendendo o que era essa novidade.
05:34Ainda não estava muito bem delineado esse processo que hoje, para nós é claro, né?
05:38Sim.
05:38O que são as fintechs?
05:39O que são as instituições financeiras?
05:42As pagamentos financeiras.
05:44Cada uma delas ali segmentada.
05:46Não tinha havido ainda um movimento de consonância entre Banco Central, a SUSEP, a CVM, todos
05:54os players olhando e falaram, não, peraí, precisamos, em um movimento só, abraçar o mercado, né?
05:59Hoje tem o Open Insurance também, né?
06:01Que é da SUSEP, as Insurtex, né?
06:03Cada uma desses órgãos olhou e falou, não, peraí, nós precisamos criar condições
06:07para esse mercado se estruturar e ele não pode ser marginal.
06:10Porque senão a gente quebra a estrutura.
06:12Até porque senão você acaba sendo omisso e anomalias que podem oferir risco ao sistema
06:17financeiro como um todo acabam surgindo, né?
06:21Então as autarquias e os órgãos vinculados às autarquias precisam se antecipar ou correr
06:25atrás do prejuízo e regulamentar.
06:28E aí vocês hoje são, vocês eram uma startup de câmbio, vamos colocar dessa maneira.
06:35Sim.
06:35Até de câmbio manual, tá?
06:37De câmbio, tem uma casa de câmbio aqui entrando no prédio, né?
06:41E o primeiro empreendimento nosso, online, digamos assim, foi um comparador e processador
06:48e e-commerce, tá?
06:49Uma search engine e e-commerce de câmbio turismo, que era o cambiar.com.br.
06:55O Daico Val, que tá aqui pertinho, né?
06:57Da família Dayan, tinha 35 lojas ali, proprietárias do banco dentro do buscador.
07:01O banco Travelex, que na época era banco Confidence e popularizou muito as lojinhas, né?
07:07As postos físicos de câmbio.
07:09Tinha toda a sua capilaridade ali dentro do buscador.
07:12Então a gente começou com o câmbio manual online, fazendo comparação de preço, de custódia,
07:21de oferta por capilaridade, controle de capacidade financeira, de compra, de venda.
07:27E começamos assim, né?
07:30E hoje vocês estão onde?
07:33Cara, é...
07:34O número chama atenção, ó.
07:37Vê se tá correto o que eu recebi aqui, ó.
07:40Que em 2024, vocês movimentaram mais de 4 bilhões e meio em operações cambiais.
07:46De reais, sim.
07:47Acho que mudou um pouco daquela operação lá...
07:50Mudou.
07:50...2011 pra cá.
07:52Mudou porque a gente saiu, né?
07:54Até antes de 2011 com o Cambiar, a gente saiu do B2C, que eu fazia através de plataforma
08:00nossa, né?
08:01De comparação e venda, para o B2B e o B2B2C.
08:05Ou seja, eu comecei a fazer o atacado.
08:06Comecei a trazer cliente em massa.
08:09Cliente em massa através de duas figuras, né?
08:11Uma é o agente autônomo de câmbio, que é uma figura comercial que a gente vestiu
08:15tecnicamente, tecnologicamente e tecnologizou ela.
08:20Informatizou e tecnologizou.
08:21E o outro foi também informatizar e tecnologizar parceiros comerciais, né?
08:26Porque sempre houve uma grande dor, principalmente por partes de escritórios de advocacia, advogados
08:32autônomos, contadores e assim por diante, de conseguir resolver problemáticas de transferência
08:37de dinheiro e abertura de contas bancárias.
08:40Então, a gente começou a regrar o negócio, informatizar e tecnologizar essas duas figuras
08:44e prover para elas ambientes virtuais, para elas interagirem conosco, né?
08:48E aí, a gente começou a trazer cliente em massa, com alto volume e aí também vem
08:54aí mais desafios, né?
08:55Porque você tem que continuar dando vazão com qualidade e com legalidade.
08:59Segurança, que é dinheiro.
09:00Exatamente.
09:00Legalidade e segurança, né?
09:02Falando não só de LGPD, mas de cyber security.
09:04De tudo.
09:04Então, sim, foram 4 bi e meio de reais, algo do tipo, em 2024.
09:11E a gente vê potencial de crescimento ainda maior, né?
09:15O mercado ainda é muito centralizado, porque por mais que você tenha mais players atuando,
09:2185% do mercado bancário, falando de conta de consumo, de consumer banking,
09:33e cambial, falando de cross-border e das suas ramificações, né?
09:37De remittance e assim por diante, estão no top 4 de varejo, né?
09:43Então, você ainda tem muito a diluir, tem muito a descentralizar dessas casas aí
09:49que já estão estabelecidas há um bom tempo, né?
09:52Qual que foi o grande desafio?
09:54A gente falou um pouco da questão regulatória e tal, e esse acho que é um desafio até hoje.
09:58Mas, do ponto de vista de transformações tecnológicas mesmo,
10:01você falou que eles passaram a ter desenvolvimento dentro de casa,
10:04a gente hoje tem um nível de complexidade maior, de interfaces,
10:10a partir das quais vocês vão ter que plugar soluções de vocês,
10:14a própria questão do segurança, o cybercrime evoluiu muito.
10:19Quais foram os grandes checkpoints para você ao longo dessa jornada, pensando em tecnologia?
10:24Rapaz do céu, foram...
10:25Alguns.
10:26Foram muitos.
10:27Mas assim, cara, eu acho que o principal foi o fato da gente nunca ter tido wallet, né?
10:32Ou seja, domicílio bancário próprio.
10:35Então, por mais que eu tenha ambientes, né?
10:37Eu tenho softwares web, eu tenho sistemas operacionais web, né?
10:40Por mais que eu tenha OSS web, e que eu embarque ali, né?
10:44Esses parceiros, esses agentes, eu também tenho internet, câmbio, banking para o cliente final.
10:49Como eu não tenho domicílio bancário próprio, como eu estou dependendo de uma instituição financeira bancária...
10:56Para quem está nos acompanhando e entender, é assim, você faz toda a parte da transação,
11:00só que você não guarda o dinheiro de ninguém, você não é um banco.
11:02Exato. Eu não custodeio, né?
11:04É de um banco para o outro.
11:05Isso, é bank to bank, é.
11:06Você não pega o dinheiro, ah, peraí, eu vou guardar aqui e vou devolver lá.
11:11Não rola isso.
11:12É bank to bank, então assim, eu não realizo custódia monetária, compensação monetária,
11:17nem liquidação doméstica ou transfronteriça, né?
11:21Eu estou sempre regrando o negócio, produtando, né?
11:24Produtando o protótipo do produto bancário e cambial, precificando ele e literalmente tecnologizando ele, né?
11:32Quer dizer, o que no âmbito de user interface, user experience, a gente pode realizar
11:36para que aquilo seja palatável, né?
11:38Flua bem para o usuário final.
11:39E o desafio é esse, né?
11:42A questão da gente sempre estar plugado numa instituição financeira bancária,
11:46no caso são duas, né?
11:47O Banco BS2, o antigo Banco Bom Sucesso, que aportou na gente em 2022.
11:54E o Banco Travelex, que eu estou com eles desde o fundador lá do Marco Schau,
11:59daqui que era o Banco Confidência.
12:00Então você acaba encontrando limitações, porque você está correndo numa linha de desenvolvimento, né?
12:05De inovação ali tecnológica.
12:08E a casa que te provei a posição, nem sempre ela está nessa mesma velocidade ou com os mesmos intentos, né?
12:16Então você harmonizar esses dois ritmos, você casar eles para que tudo corra afuniladamente, sinérgico, né?
12:23Eu acho que já foi muito pior, né?
12:26Para entender o que a gente queria fazer, como a gente está posicionado, o que era lícito, o que não era.
12:30Hoje é bem menos, bem mais fluido, mas ainda assim desafiador.
12:34Hoje vocês são, você se colocaria como?
12:37Você é mais uma empresa de tecnologia ou mais uma empresa financeira?
12:41Cara, você sabe que eu não sou normatizado pelo Bacen, né?
12:45Eu não faço, eu não sou um player enquadrado no ecossistema do Sistema Financeiro Nacional,
12:51porque eu estou plugado num banco.
12:52Um banco.
12:52O banco, portanto, que tem que cumprir com essa...
12:55Exato, né?
12:56Ele tem que me fiscalizar, né?
12:57Eu falo, o que esse cara está desenvolvendo, fazendo, mercantilizando online nos canais virtuais dele, né?
13:03Mas o Bacen pediu uma gentileza para mim, e eu atendi, através de um banco que a gente tem contrato,
13:09que eu mencionei aqui, isso em fevereiro.
13:12Ele falou, ó, meu, a gente queria falar com o Abrão Filho, queria falar com o Léo.
13:16E foram três e-mails, né?
13:18Eles conversando com o banco.
13:20E no último e-mail, ele falou, ó, ele não é normatizado, ele não está sob o nosso guarda-chuva,
13:24mas a gente queria só trocar uma ideia.
13:26Eu aceitei de bom grado, né?
13:28Foi muito bacana.
13:30Foi uma hora e meia, quase duas horas de conversa virtual, de videochamada.
13:37Mas...
13:37Só uma repetição, eu comecei...
13:38Se você é uma empresa mais de tecnologia ou...
13:41Aí, na reunião, o Bacen uma hora pergunta, Léo...
13:45Mas, cara, beleza, juridicamente, você é um correspondente de instituição financeira, né?
13:48Esse é o seu KINAI.
13:49Mas eu estou vendo aqui que um correspondente cambial ou bancário também pode ser
13:53um agente autônomo de câmbio seu em X plataforma,
13:57ou um parceiro comercial seu em Y plataforma.
14:01Pô, e como e aí?
14:02Quer dizer, você está provendo tecnologia, desenvolvimento de ambientes web ou locais para esse cara?
14:07Ou você é correspondente do banco e está...
14:10Eu falei, cara, eu tenho um know-how, não só cambial, tá?
14:15Bancário, cambial, todos os submercados, o mercado financeiro, bem apurado, até mais do que o tecnológico.
14:19Mas se eu não tiver essa infra-tech, se eu não tiver todo esse arcabouço,
14:25eu não consigo processar e nem o banco vai conseguir processar.
14:28Tem que entregar a informação.
14:30Se não processar de maneira lícita, eficiente, assertiva, em tempo real, 24 por 7,
14:36o banco não faz e eu não vou ter o que fazer, né?
14:39Então, hoje, acho que o tech, cara, ele está meio a meio com a atividade pura de ser um banker.
14:44Eu sou um banker, eu sou um banker autônomo.
14:47Para quem é old school, né?
14:49Você tinha e tem ainda hoje, nos bancos de corp e de varejo,
14:53profissionais que usam o relacionamento da família
14:56para abrir conta bancária e fazer investimento e fechar câmbio.
15:00Eu fiz isso sendo autônomo e tech, né?
15:03Foi o que aconteceu.
15:04Eu fiz isso.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado