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No Sociedade Digital desta segunda (09), o autor do livro Global Workers, Gustavo Sègnès, destacou o potencial dos profissionais brasileiros no mercado digital global e defendeu mais valorização do talento nacional na era da tecnologia.

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#JovemPan
Transcrição
00:00A realidade desse profissional, portanto, é, ele aplica o conhecimento dele
00:05em um processo seletivo que eu imagino também seja internacional.
00:08Eu queria que você falasse um pouquinho sobre esse processo,
00:10como as empresas vão captar esses profissionais.
00:13E a realidade dele é viver de acordo com a regra daquele mundo,
00:17e não mais a égide do que seria a nossa legislação trabalhista, por exemplo.
00:21Você tem dois tipos de contratação, isso é importante.
00:23A grande maioria trabalha como PJ.
00:26Ele monta a sua empresa e ele fatura diretamente a empresa lá de fora.
00:31Mas existe outra categoria que são profissionais que são CLT.
00:37As empresas que eu trabalhei, que eu contei há 15 anos que eu trabalho nesse perfil de empresas,
00:41são empresas que fazem essa intermediação.
00:44Elas recrutam e contratam profissional no Brasil através da CLT.
00:50Então, existem profissionais que trabalham dessa forma
00:54e têm os mesmos benefícios como plano de saúde, odonto, seguro de vida.
01:00Então, é possível também.
01:01Existem essas duas formas de contratação para os profissionais no Brasil.
01:05E é curioso o processo, eu pelo menos fico muito curioso com a mentalidade da empresa
01:12ao fazer essa busca.
01:13Como é que ela estrutura esse processo?
01:16Ela encontra parceiros como as empresas que você citou que trabalha,
01:22que organizam localmente inúmeros processos.
01:26Então, tem um processo acontecendo nas Américas,
01:28um processo acontecendo na Europa e etc.
01:31Selecionam esses profissionais e como é que funciona isso?
01:34Ótima pergunta.
01:35Existem basicamente duas formas...
01:37Por que uma empresa estrangeira, vou mudar um pouco a sua pergunta,
01:42estaria interessada em um brasileiro?
01:44Existem dois motivos.
01:45Um, se a empresa quer abrir operação no Brasil.
01:49Cultura local.
01:50Ela quer expandir.
01:51Ela está numa fase, recebeu um investimento,
01:53está indo para um Series A, Series A, B,
01:57começa a receber investimento e quer expandir globalmente.
02:00O Brasil e o México são os grandes países...
02:03Dois mercados gigantes.
02:04Por mais crises que a gente enfrente em todas as áreas,
02:07a gente sabe, o Brasil sempre cativa,
02:10interessa a investidor estrangeiro,
02:12especialmente nessa questão de mercado.
02:14Nós somos mais de 200 milhões e...
02:15Isso, tem um potencial enorme.
02:16Um potencial enorme.
02:18Então, uma é essa possibilidade.
02:19Ou seja, a empresa quer contratar profissionais no Brasil
02:22porque ela quer expandir no Brasil.
02:24Em geral, ela começa com um time mínimo de umas cinco pessoas.
02:27É para entender o mercado local e essa coisa toda.
02:29Exato.
02:30Começa com um country manager,
02:31duas pessoas que vão fazer a parte de vendas
02:33e mais dois para atender clientes.
02:35Isso é um modelo.
02:36Nesse modelo, não é só para profissional de tecnologia.
02:39Isso é importante se dizer.
02:40Há espaço para profissionais de vendas,
02:42de marketing, de design, de RH.
02:44Mas existe um outro...
02:46Nesse modelo, ela está estruturando a operação.
02:48Exato.
02:49Precisa até de jurídico.
02:50Tá.
02:50Concorda?
02:51Ela precisa montar a estrutura no Brasil.
02:52O outro grande grupo que é aí que os profissionais de tecnologia ganham vantagem
02:58é uma empresa, por exemplo, de Singapura
03:00que tem um projeto na China
03:03e não tem...
03:04E quer um desenvolvedor.
03:07E não interessa onde esse desenvolvedor esteja.
03:09É a mão de obra.
03:09Exato.
03:10Aí o brasileiro aplica para esse processo.
03:13Ele está competindo com o americano, com o canadense.
03:16E ele foi escolhido por diversas razões.
03:18E aí depois eu posso te dizer
03:19por que o brasileiro é um profissional
03:21que tem tudo para tirar vantagem...
03:22Então já me diga, que eu já fiquei interessado.
03:24Tá.
03:24E aí seria essa segunda opção.
03:27O brasileiro é supervalorizado.
03:29A gente tem que afastar essa síndrome de vira-lata.
03:32Tem uma síndrome fortíssima, não tem, não?
03:33Tem.
03:34A gente acha que a gente não é bom.
03:35Mas pelo contrário.
03:36Nesses meus 15 anos de experiência,
03:38o brasileiro é muito valorizado.
03:41Criatividade, jogo de cintura,
03:43relacionamento interpessoal.
03:45Enquanto algumas culturas precisam ler um livro
03:47para aprender a como fazer amigos.
03:49O brasileiro faz naturalmente.
03:51E tem outras variáveis que não são só da...
03:53Eu citei exemplos da personalidade,
03:55habilidades comportamentais.
03:57Mas fora isso,
03:58a gente tem um fuso horário muito bom.
04:01A gente está a duas horas mais ou menos dos Estados Unidos,
04:04pelo menos da costa leste americana,
04:06e a gente está a três, quatro horas a menos da Europa.
04:09Se você for comparar com uma Índia ou com a China,
04:11então o Brasil tem até esse privilégio geográfico,
04:14de fuso horário e moeda.
04:16Aí o pessoal vai me matar,
04:18quem está querendo viajar para fora,
04:20mas quanto mais o dólar se valoriza...
04:22Melhor para o profissional.
04:22Melhor para o profissional e melhor para a empresa pagadora.
04:25Em geral, a baliza é o dólar independentemente do país.
04:28O cara que vai para a Ásia vai receber em dólar.
04:30Em geral, é o dólar.
04:32É sempre uma oferta anual.
04:34O americano e o pessoal lá fora pensam muito
04:37com um pacote anual.
04:39E aí a gente tem que dividir por 12 ou por 13,
04:42dependendo da forma de contratação,
04:43para ter uma ideia de quanto a gente vai receber mensalmente.
04:46Mas é isso.
04:47O brasileiro está no momento certo, no lugar certo.
04:50Agora, é óbvio que quando a gente pensa pela ótica do profissional,
04:53existe muita vantagem nesse processo.
04:57Primeiro porque talvez aqui dentro,
04:59em alguns mercados,
05:01já se tenha esgotado perspectivas de você dar saltos.
05:05Dependendo do perfil do profissional,
05:07ele já chegou ali no limite dele,
05:10onde ele estaria.
05:12A remuneração é um outro ponto.
05:15Em cargos, o Brasil vive...
05:17Tem um teto.
05:18Tem um teto e você acaba que...
05:20O custo também para as empresas,
05:22independente do modelo, seja PJ ou o modelo CLT,
05:27o custo para a empresa é alto.
05:29E ela acaba estabelecendo ali um padrão.
05:32E o cara às vezes fala,
05:33poxa, eu poderia buscar muito mais.
05:35Então, para o profissional,
05:37sobram motivos.
05:39A expansão da carreira.
05:39Ter no currículo que, poxa,
05:41o cara trabalhou para uma empresa fora e etc.
05:44É networking.
05:45Enfim, por aí vai.
05:47Quando eu olho para o lado da empresa,
05:50e aí não é que está contratando este profissional do mundo,
05:53mas eu olho para o lado da empresa aqui no Brasil.
05:57O cara que ficou aqui,
05:59que tem o salão com 500 pessoas
06:02olhando umas para as outras num mesão ali e tal,
06:05que controla a hora de entrada e saída,
06:08criteriosamente do almoço,
06:11aquela coisa toda.
06:14Esse cara,
06:16ele vai demorar quanto tempo para entender
06:19que o mundo mudou e que o jogo é outro?
06:21Eu acho que as empresas que disputam esses profissionais,
06:26o Global Worker,
06:27elas já entenderam o jogo.
06:29Porque a gente não falou,
06:31não entrou nesse ponto,
06:32de quais são as habilidades necessárias
06:35para funcionar um Global Worker.
06:36Então, o exemplo que você deu
06:38é um exemplo que eu acho que é um profissional
06:41com horário fixo e volume.
06:44É um profissional,
06:45talvez com uma qualificação um pouco menor
06:47do que o perfil do Global Worker
06:49que as empresas estrangeiras vêm procurar aqui.
06:51Então, uma empresa estrangeira está disputando
06:54com um grande banco digital daqui.
06:58E aí, essas empresas brasileiras...
06:59Uma multinacional.
07:00Uma multinacional que oferece pacotes,
07:02bonificação muito mais alta.
07:05E aí vai muito do que esse profissional busca.
07:07Eu acho que o traço principal é flexibilidade.
07:10É o que mais aparece nas novas gerações,
07:13geração Z,
07:14e é o que mais se busca.
07:16Sai um ranking recente do qual seria o objetivo maior,
07:20a qualidade mais desejada
07:22na busca por emprego e flexibilidade.
07:25Claro, o salário está sempre junto,
07:27mas flexibilidade aparece como a número um.
07:30E aí, essas empresas ganham vantagem
07:32porque há uma onda desse retorno ao presencial
07:35que para esse perfil de profissional
07:38e para esse perfil de empresa não existe.
07:41Existe um estudo,
07:42que depois eu posso compartilhar com você,
07:43do Fórum Econômico Mundial.
07:45Isso é importante dizer.
07:46Quando eu escrevi o livro,
07:47eu não usei só a experiência,
07:48eu pesquisei bastante.
07:49Claro, tem dados aqui.
07:49O Fórum Econômico Mundial estima que hoje,
07:53em 2024 para 2025,
07:5470 milhões de profissionais trabalham dessa forma.
07:58Ou seja, são global workers.
08:00O termo que eles usam é um relatório
08:02The Future of Work.
08:03Isso.
08:03E é The Digital Global Jobs.
08:06É como eles chamam as vagas para global workers.
08:08Então seriam os empregos digitais.
08:10As vagas digitais,
08:12que não necessariamente só para profissional de tecnologia,
08:15mas eles chamam de vagas digitais.
08:16Daqui até 2030,
08:19então em cinco anos,
08:20a gente vai ter mais de 20 milhões de vagas.
08:23Então quem tem esse receio
08:24de que está tendo uma onda de retorno ao presencial,
08:27isso é uma coisa muito local
08:29e de grandes empresas.
08:31Porque esse perfil de global workers,
08:33a estimativa é que só tende a crescer.
08:35E o Brasil, inclusive,
08:36é citado nesse relatório
08:38como um estudo de caso
08:40de um país que é um celeiro natural
08:42de exportador de profissionais
08:44para esse novo mundo digital.
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