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A próxima edição do #RockinRio, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. O festival terá 8 mil horas de experiências de marcas, mais de 100 ativações e cerca de 1 milhão de brindes distribuídos. Além das experiências, a edição contará com cerca de 400 produtos licenciados.

O desafio, não só na #CidadedoRock, mas também em outros festivais e eventos de cultura e entretenimento, como #Lollapalooza, #TheTown, #CCXP, #CoalaFestival, #BienaldoLivro, #JoãoRock e outros, é gerenciar o fluxo de pessoas e eliminar a fricção das filas. A ideia é transformar o que antes era visto como uma métrica de sucesso para as marcas em uma experiência fluida, previsível e confortável para o participante.

O Meio&Mensagem entrevistou Ana Assis, diretora de marketing de balas e gomas da Mondelēz Brasil; Eduardo Rubinstein, diretor de entretenimento e cultura da Coca-Cola Brasil; Enricco Bennetti, CEO e CCO da agência BFerraz; e Nathaly Glashan, head de marketing de KitKat na Nestlé Brasil, para falar sobre o assunto.
Transcrição
00:00Se vai ter uma fila, porque muitas vezes é inevitável que se tenha uma fila,
00:04como é que aquilo pode ser o mais previsível, o mais confortável possível?
00:09Pensa que a gente vive na era da previsibilidade.
00:11Então, você sabe quanto tempo falta para a sua comida chegar via aplicativo?
00:16Quanto tempo falta para o carro que você pediu também via aplicativo chegar?
00:20Então, esse é o público que está dentro do festival.
00:25É melhor que esse aqui seja bom.
00:26É, sua fila está muito comprida.
00:28Acho que estamos quase chegando.
00:29É bom estarmos. Estamos na fila há uma hora.
00:31Aqui vamos nós.
00:32Finalmente.
00:38A gente aprendeu que o que era sucesso no passado deixou o seu sucesso agora.
00:44Antes a gente falava muito de que PI de sucesso, métrica de sucesso,
00:48é ter uma fila gigantesca na qual o seu espaço.
00:51Aquilo ali derrotava de alguma forma sucesso.
00:54Enfim, que as pessoas estão interessadas em ir para o seu espaço
00:57para resgatar o brinde ou viver uma experiência.
00:59O que a gente entendeu como aprendizado é que isso deixou de ser verdade.
01:04Eu acho que é gerenciar a fila, que é um grande desafio.
01:09E eu acho que um segundo ponto é você conseguir ter alguma coisa,
01:13seja um brinde ou uma experiência, que isso possa ficar depois na memória
01:18dessa pessoa que participa dessa experiência.
01:20A expectativa no Rock in Rio é de ter mais de 130 mil pessoas.
01:24No Rock in Rio, não com a minha marca.
01:27Então o que a gente pensou foi, como é que eu atendo o maior número de pessoas
01:30sem gerar uma fricção?
01:31Então essa é a ideia.
01:33O ponto da fila é uma coisa que a gente está fazendo esse ano
01:37de uma maneira diferente, que é um web app,
01:41que você vai poder escanear no momento que você chegar no evento
01:46e você agenda a sua entrada dentro da nossa ativação.
01:49E aí com isso, você pode se planejar em fazer outras milhares de coisas
01:53que você pode fazer dentro do evento.
01:56A gente implementou a fila virtual, que é basicamente uma aliada nossa
02:01do ponto de vista tecnológico, que você vai para o nosso espaço.
02:04Então para retirar o brinde, você não precisa mais ficar na fila.
02:06Porque você, através do QR Code, que tem presente ali no nosso espaço,
02:11você escaneia ele e você, através de um registro simples,
02:14de um cadastro simples, você automaticamente entra numa fila,
02:18fila essa virtual, em que você é avisado a sua hora
02:21que você deve para o espaço para retirar o seu brinde.
02:23Então com isso você não precisa ficar na fila
02:25e você consegue aproveitar o festival na sua, né?
02:29Peletude, que é no final o nosso grande objetivo, né?
02:31O segundo item que mais está presente nas pochetes, a gente fala, né?
02:35Nas bolsas, é o chiclete.
02:36O primeiro é a água e o segundo é o chiclete.
02:38Então a gente imagina que as pessoas queiram o chiclete no mínimo,
02:40é isso.
02:41E aí a gente tem o Whistler, que é uma ativação pelo celular,
02:44que a pessoa pode entrar, se cadastrar e ela vai meio que cortar a fila.
02:49Então ela só vai rapidinho no stand, pega o chiclete e sai.
02:52A gente sair de uma lógica de pensar o número de impactos totais
02:56que uma marca deseja numa ativação e olhar para o impacto individual, né?
03:00Como aquela experiência vai funcionar para cada uma das pessoas
03:03e não para as 200 mil pessoas que vão eventualmente passar pelo seu espaço.
03:08A gente precisa fazer um exercício sempre de qual é a experiência individual,
03:12o bom e velho POV, né?
03:14Muito falado nas redes.
03:15O festival é quase que um laboratório vivo.
03:17Vai aprendendo na hora.
03:19E de fato eu tenho relatório que sai de hora em hora.
03:21De tá saindo legal ou não tá, as pessoas estão engajando ou não estão,
03:25tá tendo fricção, tem alguma coisa acontecendo no festival que eu não tô sabendo.
03:28A ativação não acontece somente nos momentos de festival, nos dias de festival, né?
03:35Mas como que a gente consegue realmente extrapolar, explorar aquele patrocínio ao longo do tempo?
03:41Então é muito importante que essa construção comece muito antes, né?
03:46E que o ápice dela seja justamente o período do festival,
03:50mas também existe inclusive um período posterior à ativação.
03:54Então que esse pré, o durante, o pós seja parte da estratégia, né?
03:59Acho importante também que esteja claro, né?
04:02O papel da marca nessa jornada,
04:04que a experiência da marca não adicione fricção,
04:07mas pelo contrário, que ela adicione valor na jornada das pessoas, né?
04:11Seja durante, seja antes, seja depois.
04:15Então a marca, ela precisa ser um aliado das pessoas.
04:18Tchau, tchau.
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