Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O Carnaval não é só festa: é uma verdadeira plataforma de negócios que movimenta bilhões no Brasil. Em entrevista ao Jornal Times Brasil - Exclusivo CNBC, Rogério Oliveira, fundador do Coletivo Pipoca, falou sobre como marcas e artistas aproveitam blocos, camarotes e desfiles para gerar impacto, medir retorno de investimento e fortalecer suas marcas.

Ele explicou como o turismo, a economia criativa e pequenos negócios também se beneficiam da maior festa popular do país, e mostra como é possível equilibrar a presença de marcas com a experiência cultural do público.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Estou de volta e nosso assunto agora é o carnaval, que todos os anos movimenta bilhões de reais na nossa
00:07economia,
00:08especialmente nos setores de entretenimento, turismo e serviços.
00:12E cada vez mais, a maior festa popular do país tem se transformado numa plataforma de negócios.
00:19É exatamente sobre isso que eu vou conversar agora com o Rogério Oliveira, fundador do Coletivo Pipoca,
00:25que atua como ponte entre marcas, artistas e o carnaval.
00:30Rogério, boa noite para você. Obrigada por ter aceitado o nosso convite. Prazer recebê-lo aqui.
00:37Muito obrigado, Cris. Prazer em todo o mundo.
00:40Bom, nesse ano, a expectativa é de um recorde na economia.
00:44A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, estimou que o carnaval vai gerar 14 bilhões
00:53e meio em receitas.
00:54Queria começar entendendo o que mudou nesses últimos anos no perfil das empresas que investem na folia.
01:03Perfeito, Cris. Exatamente. As projeções, ano passado, o número já foi por volta de 14 bilhões.
01:08Esse ano, existem até algumas estimativas mais otimistas, apontando para 20 bilhões, que o carnaval deve movimentar esse ano.
01:16O que mudou, eu acho que foi uma conscientização de empresas, marcas, cada vez mais se dando conta de que
01:26não existe nenhum festival de música no Brasil,
01:31mais importante do que o carnaval, né? O momento simbólico do Brasil, do brasileiro, não só da música, da arte,
01:38da cultura.
01:38Então, você vê, de um lado, cada vez mais marcas querendo participar desse diálogo com o Fuleão,
01:45esse momento especial onde o Fuleão ali está de peito aberto para receber, para ter uma boa interação com marcas.
01:54E também, cada vez mais, o turismo crescendo também no Brasil, não só nessa época do carnaval.
02:01Os dados aí da economia mostram como o turismo tem crescido no país, o número de estrangeiros também.
02:09E o carnaval, como principal festa do país, também se beneficia desse aumento do turismo.
02:16Quer dizer, vocês trabalham com um número ainda maior que a CNC, vocês trabalham com 20 bi e não quase
02:2215.
02:23É impressionante.
02:24Você já falou de alguns segmentos aqui que, claro, são muito favorecidos nessa época de carnaval.
02:30Mas que outros segmentos você enxerga como muito beneficiados por esses dias de folia?
02:38Realmente, são muitos segmentos, Cris.
02:40Obviamente, a gente está sempre mais atento à cadeia cultural, à economia criativa,
02:44que já tem uma importância muito grande para o país.
02:47Hoje, a economia criativa já representa 4% do PIB no Brasil.
02:51tem potencial para muito mais, para ser um dos realmente vetores de crescimento do país.
02:57Então, a gente percebe que a cadeia cultural se beneficia muito nessa época.
03:01E cadeia cultural, portanto, a gente está falando, óbvio, desde de grandes novos e grandes artistas,
03:06mas até pequenos artesãos.
03:09A gente, por exemplo, encomenda bonecos de Olinda para artesãos lá de Olinda
03:14para serem feitos para alguns artistas, marcas, etc.
03:18Então, beneficia muito essa classe em turismo, obviamente.
03:23E também os municípios, né?
03:25Ou seja, você tem uma arrecadação de impostos indireta, né?
03:30Por exemplo, um município como São Paulo, né?
03:33Que se a gente pegar aí há 10 anos atrás, era uma cidade que ficava vazia, né?
03:38Ficava as moscas.
03:39Eu sou paulistano, eu conheço bem a realidade.
03:42A gente sabe como ficava a cidade.
03:43E hoje é um dos maiores carnavais do país, né?
03:45Então, também tem esse benefício para os municípios, né?
03:51De ter uma arrecadação que antigamente não existia.
03:55Realmente, um acréscimo de receita aí para as cidades.
03:59É impressionante.
04:00Eu moro aqui há 20 anos.
04:01A diferença que a gente vê nos últimos anos em São Paulo,
04:04estou falando especificamente, é realmente incrível.
04:07Definitivamente, o carnaval virou uma plataforma de negócios.
04:10Como é que as marcas e os artistas medem o retorno sobre investimento em blocos, camarotes e desfiles?
04:20Virou uma plataforma de negócios.
04:22Eu até gosto de fazer um parênteses aqui, Cris, né?
04:24A gente, eu acho muito positivo que isso tenha acontecido.
04:29Mas é um parênteses que eu gosto sempre de fazer,
04:31da gente nunca perder a dimensão cultural do carnaval, né?
04:35Antes de qualquer coisa, o lado cultural do carnaval, dessa festa protegida por uma lei federal, né?
04:43É o lado mais importante.
04:45Que bom que ele também traz esse lado econômico aí, tá?
04:50A tua pergunta foi sobre...
04:53Qual foi a tua pergunta, Cris?
04:55A minha pergunta foi como que as marcas e os artistas conseguem medir o retorno de investimento.
05:02Porque, assim, a gente está num canal de negócios, por isso que eu puxo para essa questão dos negócios, evidentemente.
05:09E, claro que a festa, culturalmente falando, ela acaba sendo influenciada e cada vez mais incentivada se ela mexer na
05:19economia.
05:20Então, eu queria entender como é que as marcas e os artistas...
05:24É, como é que as marcas e os artistas conseguem medir esse retorno sobre investimento em blocos, em camarotes, em
05:30desfiles?
05:32Claro, é isso assim.
05:34As marcas, né?
05:34Eu acho que elas têm esse desafio, né?
05:36Um desafio de qualquer profissional que trabalha na área de comunicação, na área de marketing.
05:40É um eterno desafio, né?
05:42Sobre como medir o retorno de qualquer ação que você faz na ponta.
05:47Quanto que isso converte em novos clientes, em mais venda ou na divulgação da imagem, né?
05:53Na melhora da imagem da sua marca.
05:56E existem várias metodologias aí utilizadas por empresas.
05:59O que a gente vê cada vez mais as marcas utilizando, são realmente usando tecnologias, né?
06:04E conversão, para capturar dados dos clientes, né?
06:09Seja através de QR Code ou de promoções ativadas nesses blocos, para capturar novos clientes
06:16e conseguir ter uma mensuração mais imediata desse retorno.
06:20Sem ser essa mensuração mais imediata, daí o que você tem são mesmo pesquisas aí
06:27que medem o que a gente chama de awareness, né?
06:29O conhecimento daquela marca.
06:31Então, você faz essa medição antes do carnaval, pós-carnaval.
06:35E aí, isso você pode medir, às vezes, num bairro, né?
06:38Você tem aí hoje, por exemplo, clínicas de dentistas, né?
06:43Que estão abrindo novos bairros no Rio de Janeiro e estão ativando a marca deles em blocos
06:48que saem nessas regiões.
06:50E estão exatamente fazendo essa medição, né?
06:52O quanto que aquela clínica era conhecida antes do carnaval.
06:56Pô, depois desse patrocínio desses vários blocos de bairro, quanto que ela passa a ser lembrada
07:03e conhecida depois do carnaval, tá?
07:05Mas é isso.
07:05A gente vê um aumento cada vez maior do número de marcas.
07:08E a boa notícia, né?
07:10Eu acho que tem cada vez mais marcas, não necessariamente que se beneficiam diretamente das festas, né?
07:17A gente tem aquelas marcas mais óbvias, como cervejarias, preservativos e marcas, setores desse tipo.
07:25Mas cada vez mais a gente vê outros setores aí também apoiando e participando aí da festa e apoiando os
07:31blocos.
07:32É claro que reunir milhares, até mais de um milhão algumas vezes, de foliões nesses mega blocos de carnaval
07:39exige uma operação especial.
07:42Como viabilizar financeiramente um evento dessa escala, Rogério?
07:48Pois é, Cris, é um desafio.
07:50Porque, e acho que é super importante falar disso, porque inclusive, acredito que é uma percepção às vezes errada,
07:58inclusive do público, né? Um desfile de carnaval, um bloco, ele é gratuito, na maioria dos casos, né?
08:05Exceto algumas cidades como Salvador, onde você tem a venda dos abadás.
08:09Mas na maioria das cidades, né? Olímpia, Rio de Janeiro, São Paulo, onde inclusive é proibido a venda de abadá.
08:15O bloco, ele não tem nenhuma outra receita, né?
08:18Não tem a venda do ingresso, não tem a venda de bebida, porque, pô, ainda bem, é algo que é
08:23feito ali pelos ambulantes.
08:24Há uma geração de renda também, né? Para essas pessoas.
08:28Então, realmente, a única ponte de renda que o artista e o bloco passam a ter são os patrocínios dessas
08:34marcas, tá?
08:35Então, é realmente a única forma, né? Para eles viabilizarem.
08:38E aí, é isso. Cada bloco, cada artista, o que ano a ano aí a gente vê de evolução,
08:43é encontrando formas novas, né? De ativar a marca.
08:47Muita coisa cada vez mais migrando também para o ponto uso, né?
08:51Para como explorar, né? A ativação dessa marca em outras plataformas que transcendam ali somente a experiência presencial,
09:02mas que também possam ganhar repercussão em outras mídias, além ali do presencial.
09:09Existe um risco de um overbranding das marcas, ou seja, uma superexposição que possa acabar cansando o consumidor
09:16ou até descaracterizando a festa?
09:19Com certeza, Cris. Inclusive, hoje eu estava lendo uma reportagem sobre isso, né?
09:23De alguns foliões no estilo de um bloco muito tradicional do Recife, mas que estava desfilando em São Paulo.
09:29Foliões reclamando do excesso de marcas que eles não conseguiam tirar foto das coisas culturais que mais nos interessavam, né?
09:37Então, eu acho que esse é um cuidado que o produtor do bloco, ele precisa, ele não pode cair nessa
09:45armadilha, né?
09:45De no desespero, de às vezes precisar de uma captação de uma marca, também prometer exposição demais.
09:51Por quê? Para a proteção da própria marca, né?
09:54A gente já viu muitos casos aí no Carnaval de marcas que acabam sendo atacadas, né?
10:01Para o folião. Ela está lá patrocinando o bloco e acaba sendo atacada por um folião
10:05exatamente porque ela entra de forma exagerada, não entende o contexto do Carnaval.
10:11Então, um gerente de marca, né? A recomendação que a gente sempre passa, né?
10:15A gente faz esse trabalho para muitas marcas hoje no Brasil.
10:18A gente sempre busca, né? Esse ponto comum, né?
10:22A ativação da marca, a presença dessa marca.
10:25Tem que ser boa para a marca, obviamente, mas tem que ser boa para o artista e boa para o
10:28folião, né?
10:29Esse meio do caminho, esse match perfeito é que faz o sucesso da presença da marca naquele desfile, naquele bloco.
10:37É, sem dúvida nenhuma. Tem que ser ganha-ganha para todo mundo.
10:40Rogério, muito obrigada. Prazer falar com você e bom fim de Carnaval.
10:44Prazer foi meu. Obrigado.
10:46E ainda tem muita coisa aí no próximo fim de semana, no pós-Carnaval.
10:50Convidando todos aí para participar e continuar ali na festa.
10:54É isso aí. Obrigada. Boa noite.
10:56Tchau, tchau.
Comentários

Recomendado