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  • há 5 dias

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00:07O que é o fantasma?
00:30Foi ele que ensinou o pedrinho a caçar sacins, lembra?
00:33Dona Benta contou pra gente a história do barão de Caraminguá.
00:37Quando eu fiquei sabendo o quanto ele maltratava os escravos, eu fiquei com muita raiva dele.
00:43Ao mesmo, dou a minha vontade de caçar o barão, só pra dizer umas verdades pra aquele cara de coruja
00:49mal-assombrada.
00:51Pronto, já estamos de volta no casarão.
00:54E dessa vez, é culto de o Barnabé. Se segura, fantasma!
01:01O Fantasma do Casarão, terceiro episódio.
01:05O que aconteceu? O meu detector não tá funcionando.
01:08Deve ter acabado a pilha.
01:10O meu detector não é movido a pilha, é movido a fantasma.
01:14Ah, então o fantasma acabou.
01:16Será que o fantasma foi embora?
01:18Claro que não.
01:20Esse despertador de discórdia, que é muito farsudo.
01:27Isso aqui é um detector de fantasmas de última geração.
01:31Ai, ai, ai, ai, ai.
01:33Tô gostando nada dessa história.
01:35Mas será que a gente fez barulho e acordou o fantasma?
01:38Mas por que ela ainda dorme, tio Barnabé?
01:40Nunca ouvi falar que a alma quando dormisse.
01:44Dormir é coisa de gente.
01:45Pode nem uma sonequinha.
01:47É, pode ser.
01:49A Cuca dorme de sete e sete anos.
01:54Essa conversa tá me dando um sorrinho.
01:57Deve ser sorrinha.
02:01Ai, ai, gente.
02:03Eu descobri que eu tenho compromisso inadiável.
02:07Onde você pensa que vai, Abicó?
02:10O valor e vem daquela sala.
02:30Onde você pensa que vai, Abicó?
02:43O fantasma se trancou no armário e o seu despertador nem apitou.
02:50Detector.
02:51Despertador.
02:52Detector.
02:54Despertador.
02:54Dá pra parar vocês dois?
02:56A gente precisa abrir aquele armário.
03:02Ai, ai.
03:13Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai,
03:23ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai,
03:26ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai,
03:27ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai,
03:27ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai,
03:28ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai
03:37Cadê o esconde em mim e seu Manoel?
03:40Será que aquele esqueleto pegou eles?
03:42Ai, meu Deus! E o Amicó?
03:44Sempre o esqueleto com o meu Amicó.
03:46O Amicó foi o primeiro a fugir, Narizinha.
03:49A única coisa que eu consegui pensar quando eu vi aquele esqueleto foi correr.
03:54Ai, eu tô... Eu tô muito cansado.
03:58Eu não aguento mais.
03:59Eu preciso... Eu preciso tomar um pouco de fôlego.
04:24Jovem, Jovem!
04:26Ai, onde é que a gente tá?
04:28Era o que eu queria saber.
04:30Que coisa maluca.
04:32Eu não tô entendendo nada.
04:35A parede se abriu.
04:37A gente deve ter passado por uma passagem secreta.
04:40Isso daqui deve estar em algum lugar.
04:43Isso, Pedrinho.
04:45Isso daí vai dar na toca da alma penada.
04:54Eu tenho aqui a peneira de Cruzeta.
04:57Eu vou me preparar pra pegar esse desgramado desse fantasma.
05:01Vamos por aqui.
05:03Ei!
05:04Ei!
05:04Ele acabou de acusar!
05:05Vamos atrás dele!
05:09Ei!
05:15Ei!
05:16Ei!
05:18Ei!
05:20Ei!
05:26Ei!
05:28Ei!
05:30Ei!
05:30Ei!
05:30Ei!
05:32Ei!
05:33O que?
05:34Eu não acredito que estão vendo.
05:37Os bolhinhos da Tia Anastácia.
05:40Ei!
05:41Eu vou comer isso tudo sozinho.
05:44Hum, mesmo dormidos, os bolinhos da tia Anastásia são uma delícia.
05:55Ai, ai, ai, ai, ai, na hora que a gente mais precisa, essa turma desaparece.
06:11Hum, uma coisa certa, essa correria me deu uma fominha.
06:16Será que eu arranjo alguma coisa pra comer?
06:19Ai, ai, que doer, meu Deus.
06:21Ai, ai, ai, ai.
06:22Ai, o que é isso?
06:24Ai, o que é isso?
06:32Ai, o que é que eu estou?
06:35Ai, ai, ja, ai, ai, ai, ai, ai, socorro, socorro.
06:43Eu ainda não entendi por que a gente voltou pra cá.
06:45Na correria, eu deixei o meu detector aqui.
06:48Ah, olha ele aqui.
06:52Será que os clientes estão com ele de novo?
06:56Será?
06:57Olha, eu acho melhor a gente procurar o Pedrinho, o Anarizinho e o tio Barnabé, não é?
07:14Um, dois, três, um...
07:25Fantástico, ele evaporou.
07:27Ah, que bom. Melhor assim, não é? Bem melhor.
07:31Ufa.
07:33Ah, não.
07:35Ah, e agora?
07:36Sim.
07:36É, vou embora.
07:42Hum, esconde, filha, esconde.
07:44Melhor assim, olha! Melhor assim, olha só!
07:55Reposso!
07:55Não, lado.
07:55Não, Lógico! ener!
07:56Não faz brincar dele!
08:30Eu não disse, eu não disse que aqui é a toca da alma penada?
08:34Eu acho que nem o Manuel conhece esse lugar do casarão.
08:38Ai, isso mesmo, parece quarto de fantasma.
08:45Ai, que sujeira!
08:48Esse fantasma não serve nem pra limpar o quarto.
08:52A gente tem que voltar e chamar o Visconde com um dispersador, quer dizer, com um detector de fantasma essa
08:57bugosa.
09:06Cuidado, Narizinho!
09:08Só vou dar uma espiada, vai acontecer nada.
09:21Olha, gente, é um barão de caraminguá.
09:25A vovó contou a história dele pra gente.
09:29Ai, que cara estranha!
09:34Saúde, chubarambé!
09:36É, mas não fui eu que espirrei.
09:39Então, saúde, Narizinho.
09:41Também não fui eu que espirrei.
09:43Então, quem foi?
09:46Será que foi ele?
09:49Não, o chubarão!
10:05Ué, o que é isso aqui?
10:09Parece um artigo antigo de jornal.
10:13Pandemônio no Arraial dos Tucanos.
10:15Os moradores do Pacato Arraial estão vivendo dias de terror.
10:20Eles afirmam terem visto um fantasma do barão de caraminguá, famoso fazendeiro da época do café,
10:27que tinha a fama de ser muito cruel com seus escravos.
10:35Essa história do fantasma de caraminguá está ficando uma coisa séria.
10:46Aquele fantasma queria me transformar em pastas de marcelo.
10:50Por que será que ele está fazendo isso?
10:52Eu só quero reformar o casarão, eu não vou destruir nada.
10:55Parece que o fantasma não quer ninguém aqui dentro.
10:57O que foi que aconteceu aqui?
10:59Alguém se machucou?
11:00Não, graças a Deus ninguém se machucou.
11:02Ah, ainda bem, ainda bem.
11:04Ô, Isvaldo, existe realmente um fantasma aqui no casarão.
11:08Eu não tenho mais dúvida nenhuma.
11:10Peraí, peraí, vem aqui.
11:12Olha, se existe um fantasma que está nos assombrando, é o fantasma da sua situação financeira.
11:18Você precisa vender o casarão agora, porque os credores estão loucos, exigindo que sejam pagas as contas.
11:25Eu não vou vender o casarão, enquanto eu não esclarecer que história é essa de fantasma.
11:30Por isso eu pedi ajuda aqui da turma do sítio.
11:33Visconde, Emília, esse é Osvaldo, meu assessor.
11:36Ó, como vai?
11:38Mas o que, seu homem?
11:39Ó, onde você andou com a cabeça, hein?
11:42Brincando de caçar fantasmas como uma boneca de pano, um sabugo de milho?
11:50Olha, boneca de pano, sabugo de milho, com muito orgulho, seu cara de caldozinho.
11:56Calma, Emília.
11:58Osvaldo, eu acho melhor você ir embora, viu?
12:00Eu vou continuar as investigações com os meus amigos aqui.
12:03Você que sabe.
12:05Ó, só vai tarde.
12:07Vamos continuar as investigações.
12:09Vamos.
12:11Pode ir.
12:12Pode ir.
12:13Pode ir.
12:13Posso, por favor.
12:14Não.
12:15Faço aqui mesmo, senhor.
12:16Tá bom.
12:29Dona Berta, eu estou indo lá na venda do Elias.
12:32A senhora quer alguma coisa?
12:33Você está indo até o Arraial, é?
12:36Tô.
12:37Eu vou até lá com você.
12:38Tá quieta, dona Berta.
12:39A senhora está tão bem aí, sossegadinha, lendo o seu livro?
12:42É, olha o que eu encontrei.
12:45O que é?
12:46Esse artigo diz que no passado o Arraial dos Tucanos foi assombrado por um fantasma.
12:52Meu São Jorge, não me diga, dona Berta.
12:54É, é por isso que eu quero ir até o bar do Elias.
12:58Alguém lá deve saber mais histórias sobre esse assunto.
13:02Vamos lá?
13:02Vamos.
13:03É, o Elias, o seu Pandora, alguém deve saber alguma coisa sobre esse tal barão, né?
13:08Vamos lá.
13:09Escuta, as crianças já voltaram.
13:10Ainda não, senhora, mas até a gente voltado, as copas já estão ali.
13:13Toma, dona Anastasia.
13:16Pronto, você mandou o Arraial, dá-se o refresco de pitango.
13:21Oh, boa tarde, dona Berta.
13:23Boa tarde, senhor Anastasia.
13:24Boa tarde, senhor Anastasia.
13:25Dona Berta, tira as taças.
13:26Boa tarde.
13:27Dona Berta, eu vou dar uma olhadinha ali nas batatas, porque a semana passada elas estavam
13:31tristes, certo?
13:32Nem o Rabicó quis comer.
13:35A senhora sabe, né, dona Berta, que eu venho aqui, que eu não tenho outro lugar mais perto.
13:39Que hora, tira Anastasia, tira Anastasia, as minhas batatas estão ótimas, viu?
13:43Ah, é?
13:43É.
13:44Duvido, eu adoro.
13:45Isso é que eu quero ir.
13:46Vamos lá, que eu vou lhe mostrar.
13:48Vamos.
13:52Seu cantor, o senhor já ouviu falar no barão de Caraminguá?
13:58No fantasma do barão de Caraminguá?
14:00Ué, não se fala em outra coisa aqui no Arraial?
14:02Dizem que ele anda assombrando os operários lá do casalão do seu Manoel.
14:07Ah, sei.
14:08Mas é que eu li uma notícia antiga do jornal que comentava que esse fantasma já tinha
14:15assombrado o Arraial há muito tempo.
14:17Oi, dona Berta, a minha bisavó contou pra minha avó que o barão era um homem tão
14:23ruim que maltratava tantos escravos, mas tanto que os escravos preferiam morrer.
14:27E foi os escravos que amaldiçoaram ele.
14:30E aí ele virou essa alma penada que tá por ali.
14:33É.
14:34Não me diga.
14:36O barão era um homem tão rico, mas tão pão duro, que guardava um tesouro.
14:40É, não me diga.
15:08A CIDADE NO BRASIL
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