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  • há 17 horas

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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:04Todos queriam o mapa do tesouro.
00:07Por isso, a disputa pelas almofadas criou tanta confusão.
00:11Até que a Yara apareceu e colocou ordem na bagunça.
00:15Emília abriu as almofadas de tio Barnabé, mas não encontrou nada.
00:20Também não tinha nada nas almofadas que Long John abriu.
00:24O mapa estava na almofada do Rabicó.
00:27E Pedrinho achou o tesouro.
00:28Mas os piratas apareceram e tomaram a arca dele.
00:32E para a surpresa de todo mundo, o tesouro do Capitão Flint era uma dentadura.
00:39Quando tudo se acalmou no sítio do pica-pau amarelo, todos ouviram um uivo de lobo.
00:46O que será desta vez?
00:49Espera aí, espera aí, tio.
00:53Um uivo, um uivo de lobo.
00:57Um uivo.
00:58Aqui no sítio.
01:05Existe.
01:25Aqui no sítio.
01:28O que será isso, hein?
01:33Eu nunca vi bicho nenhum deixar raço desse jeito.
01:52Vem cá, chora.
02:02Olha só pra isso.
02:07Banabê.
02:10Banabê.
02:12Pode ser o Coisa Ruim, Banabê.
02:14É o capeta.
02:16Vem, carijola.
02:18Vem.
02:35Vai, Banabê.
02:36Olha, Banabê.
02:38Olha.
02:39Cheira.
02:40Sentiu?
02:41Não, Banabê.
02:44É o caminhão.
02:45Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
02:51não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
02:53não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
02:53não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
02:54não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
03:03não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não
03:15O que é isso?
03:46O que é isso?
04:15Tinha pra mais de uma dúzia de galinha aqui, gente.
04:21Uau!
04:24Abre.
04:39Dona Denta!
04:40Ô, Dona Denta!
04:42Dona Denta!
04:43Ih, mas olha, pelo jeito eu já vi que você está muito nervosa.
04:49Está me chamando de Dona Denta.
04:51Ai, desculpe, Dona Denta.
04:53Dona Denta, sumiram mais de cinco galinhas do galinheiro.
04:58Cinco?
05:00Mas nunca sumiram tantas galinhas de uma vez só?
05:06Será que aquele uifo de ontem à noite tem alguma coisa a ver com isso, Nastácia?
05:21Lobo não pode ser, não.
05:24Lobo-guará tem pegada do tamanho de cachorro.
05:28Arrasta o que é, então, hein?
05:30Não sei, não.
05:32Está aparecendo, Barnabé.
05:35Espe, Barnabé.
05:39E tem medo em ter de falar o nome, Barnabé.
05:42Atrás, desgraça, homem.
05:44Ora.
05:46Olha, olha.
05:53Olha, olha.
06:21Sai daí, sai, tchau, tchau.
06:26Lá vai.
06:28Tô indo.
06:30Não, telegrama.
06:32Obrigado, hein?
06:34Deixa eu ver aqui.
06:36Telegrama é salvo, hein?
06:39Será?
06:40Vamos ver se telegrama devemos.
06:43Vamos ver.
06:48Ai, meu Deus do céu.
06:53Minha filha Candoca.
06:56Diz que vai chegar amanhã.
07:01E agora, gente?
07:05Eu vou ter que arrumar tudo isso.
07:10Arrumar, ajeitar tudo isso aqui.
07:16Espera aí.
07:18Ela só vai chegar amanhã.
07:21Depois eu ajeito tudo.
07:25Vai dormir mais um pouquinho.
07:37Será que o bicho pegou alguém?
07:38Ai, meu Deus de novo.
07:40Acho que não.
07:42Deixa eu ver.
07:44Não tem marca de sangue?
07:45É.
07:48Mas tem um pelo de bicho aqui, ó.
07:53Pelo de quê, Barnabé?
07:56Acho que tem certeza.
07:59Absoluta, absolutíssima.
08:01Então só pode ser a coisa.
08:02A coisa?
08:04Que coisa?
08:06A coisa!
08:12Até os meus besouros desmaiaram?
08:15Pode ser.
08:19Não parece pelo de nenhum animal conhecido, Pedrinho.
08:22Não é composto de seratina.
08:24E o que que isso quer dizer?
08:26Não é cabelo de gente, nem pelo de bicho.
08:33O que é isso?
08:34O que é isso?
08:36O que é isso?
08:40Vem ver, Barnabé.
08:41Vem, vem.
08:42Pra mim, só pode ser raposa.
08:44Não sei não, Anastácia.
08:46Não parecia o oivo de raposa, não.
08:49Ai...
08:50Era...
08:50Parecia um...
08:51Ai...
08:51Um bicho feroz, senhor.
08:53Era assustador.
08:55Socorro!
08:57Socorro!
08:59Socorro!
09:01Socorro!
09:13Socorro!
09:18Socorro!
09:18Socorro!
09:20Socorro!
09:22Socorro!
09:22João, socorro!
09:23Socorro!
09:24Pega!
09:25Não, pega!
09:25Pega ele!
09:26Tenta ele!
09:27Não, preocupa.
09:28Tem que vai fugir, hein.
09:30Ao foco, fala!
09:32Pega ele, paga!
09:33Pega, paga, paga!
09:34Pega!
09:34Pode ficar no meio.
09:38Faz o periódico...
09:39Fala!
09:50Vamos lá!
09:51Vamos lá!
09:52Vamos lá!
09:53De pressa! De pressa!
09:55Vamos lá!
09:56Chegue!
09:58Chegue!
10:01Volta aqui!
10:03Não saque!
10:04Vamos lá!
10:07Como é que nós vamos convencer esse moço a descer desse telhado?
10:10Será que eu pego uns bolinhos?
10:12Desce daí, moço! Anda!
10:15Fica aí no telhado!
10:16Quebra o pescoço!
10:18A senhora quer que eu possa ele descer com uma pedrada?
10:20Não, nem pense nisso, menino!
10:24Desça, amigo! Desça!
10:26Ninguém vai te fazer mal!
10:28Vem! Vem!
10:30Vou fazer bolinho!
10:31Vem!
10:36Vem!
10:37Vem!
10:40Calma!
10:42Uma boneca que fala!
10:45Um bom falante!
10:47Um sabugo de óculos!
10:49Onde é que eu fui amarrar o meu jegue?
10:52Você é medroso, hein?
10:55Deixa o moço falar em mim!
10:57Falar o quê, dona? Falar o quê?
10:59Que eu não sei nem por onde começar!
11:01Pelo começo!
11:02Não!
11:02Calma, boneca! Também calma!
11:04Calma que eu tô vindo de longe!
11:05Tô vindo lá do sertão de Pernambuco, de Cupissura!
11:08Tô correndo o légua com o pé rachado, fugido!
11:11De um bando de alguns carniceiros que quer me pegar!
11:14E o que foi que o senhor fez?
11:16Eu não fiz nada!
11:18Não fiz nada de nada!
11:19Vocês têm que acreditar em mim!
11:21Meu único pecado!
11:24Foi amado mais a moça!
11:27Acabei de ter filha do mais desalmado em todos os jagunços!
11:31O Trovoada!
11:33Trovoada?
11:34Você disse Trovoada?
11:53Tchau!
11:56Tchau!
12:07Tchau!
12:10Tchau!
12:30Tchau!
12:31Acorda! Acorda, anda!
12:34Isso é hora de dar o fim?
12:35Já não sabia que eu vim? Acorda!
12:41Você já chegou?
12:48Trovoada, moço?
12:49O senhor disse...
12:51Trovoada?
12:53O senhor conhece esse homem, tio Barnabé?
12:56Trovoada?
12:57Trovoada é o mais afamado cangaceiro do Nordeste, Dora Beto.
13:01O senhor diz que onde ele pisa, não nasce nem grama.
13:05É o chefe de um bando de cangaceiros.
13:08E o bando todo, todo isso, sem fartar uns.
13:10Está correndo atrás da minha pessoa, Dora Beto.
13:12A senhora não pode.
13:13Mas não pode, de jeito maneira, dizer que eu estou por aqui.
13:16A minha nossa, era só o que faltava nesse sítio?
13:21Cangaceiros?
13:22Não, olha, olha.
13:23Eu, mas ventania.
13:24Ventania é a cabrita, a filha de Trovoada.
13:26A gente se ama por demais, mas a gente não pode estar junto.
13:28E é por causa desse amor, Dora Beto, que eu estou passando por toda essa negraça.
13:34Coitada.
13:35É o pai que não aceita o namoro?
13:37Não, essa menina não.
13:38Não, é por causa de que...
13:40Eu, mas ela...
13:41Ela, mas eu...
13:42Não tem reto.
13:43Não pode ser.
13:43Podia ter sido, mas não foi.
13:44Não pode ser, porque não pode ser.
13:45Toma-se!
13:46Conta essa história direito.
13:48Você está fazendo confusão.
13:53Minha filha, você chegou muito antes.
13:55No telegrama dizia que você só ia chegar amanhã.
13:57Pois é, mas o telegrama atrasou, porque isso aqui é um lugarzinho significante, né, papai?
14:01Uma terrinha atrasada, um terceiro mundinho.
14:03Não tem coisa nenhuma que funcione por aqui.
14:06Já vi que continua tudo do mesmo jeito.
14:08Pois, claro.
14:08Seu pai quer te ver pelas costas, aposto que ele não queria nem que você voltasse pra casa.
14:13Cala a boca, sua velha caduca.
14:15Não é verdade?
14:16Eu estou muito feliz por você estar aqui, viu?
14:19E o senhor não perde por esperar, viu, papai?
14:21Ai, como é que pode vir dentro de um chiqueiro desses, viu?
14:23Ai, há quantos séculos que ninguém limpa essa casa aqui, papai.
14:27Eu vou dizer uma coisa pro senhor.
14:29É muito nojento, viu?
14:30Esses bichos vão te dar a dizer uma doença, viu?
14:33Ai, que nojento.
14:37Anda!
14:40Pode colocar tudo ali.
14:49Pega o resto.
14:51Pessoalzinho mole esse do interior, viu?
14:54Tem calma, né, minha filha?
14:55Não vai caber.
14:57Anda, rápido, rápido.
14:58Eu estou falando com você.
15:00Meu Deus do céu, meu Deus do céu.
15:04Pega o resto, seu inútil.
15:07Só chegar nessa terra que nada funciona, viu?
15:09Nada.
15:09Ai, que nojo.
15:14Mas, o que que você acha desse moço, Nastácia?
15:19Ah, dona B.
15:20Pra mim, ele prometeu o casamento à menina.
15:23E na hora, a Gal, deu no pé.
15:26E agora, o pai tá querendo obrigar ele a casar.
15:29Eu conheço bem esse tio.
15:32Conheço bem uma boa bisca.
15:34Isso é o que ele deve ser.
15:35Boa, não.
15:38O senhor fica aqui, moço.
15:42Agradecido.
15:43Agradece a avó deles aí que deixou você ficar aqui no sítio.
15:46A dona Benta tem um coração de ouro.
15:50Quanto que os cangaceiros vão chegar?
15:52Mas, só para que nunca.
15:54Só para que nunca nessa vida não tinha.
15:57Eu sempre quis ser uma cangaceira.
16:00Qual a Maria Benta?
16:01Não fala isso nem de brincadeira, hein?
16:03Cangaceiro é tudo rente ruim.
16:05É tudo cabra safado, sem coração.
16:07O senhor, é igual a sua roupa.
16:11Com calzinha.
16:13Mas, mesmo tempo, tem bem um rasgado na roupa do diabo.
16:18Não tem nada.
16:20Não tem nada.
16:21Não tem nada.
16:22Não tem nada.
16:23Não tem nada.
16:24Não tem nada.

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