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Parlamentares da oposição no Congresso Nacional levantaram questionamentos sobre a condução da política externa brasileira em relação ao governo dos Estados Unidos.

A tese defendida por lideranças oposicionistas é de que o acirramento do discurso diplomático estaria sendo utilizado como uma ferramenta para mobilizar bases eleitorais e tentar reverter os atuais índices de rejeição do Governo Federal.

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Transcrição
00:00Eu sou Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial.
00:05Para começar, integrantes da oposição avaliam que os recentes ataques de Lula contra Trump e os Estados Unidos
00:12são uma tentativa desesperada do petista em retomar na ativa de interferência americana na soberania brasileira.
00:20Após o tarifácio no ano passado, o chefe do executivo conseguiu aumentar a sua popularidade.
00:26E para a parte da direita, essa crise diplomática é a estratégia para diminuir a rejeição do Planalto neste ano
00:34eleitoral.
00:35Com isso, aliados de Flávio Bolsonaro alertaram a gestão norte-americana, a gestão de Donald Trump,
00:41que um novo tarifácio ao Brasil pode ajudar eleitoralmente Lula.
00:45Ao mesmo tempo, esses interlocutores intensificam conversas com os Estados Unidos
00:50para viabilizar a retomada da lei Magnitsky contra autoridades brasileiras,
00:55além de pedir mais ações contra grupos criminosos, as facções, Comando Vermelho e o PCC,
01:02classificando elas como organizações terroristas.
01:05Chamar os nossos comentaristas, o Bruno Musa já está a postos, preparado, trazer suas impressões.
01:11Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
01:14É interessante os detalhes trazidos nessa notícia,
01:17quando faz uma referência ao tarifácio e a maneira como a atual gestão se utilizou disso,
01:24inclusive fazendo um ajuste ali no discurso,
01:29o nós contra eles, atentado à soberania, precisamos ser mais fortes, enfim.
01:35E há uma leitura de que o governo Lula poderia retomar esse tipo de estratégia de olho,
01:41claro, no processo eleitoral.
01:42Quais aspectos devemos nos atentar?
01:44Bem-vindo.
01:44Eu não te escuto.
01:46Bom, Bruno Musa, então...
01:48Eu não te escuto.
01:49Ok, eu entendi.
01:49Bruno Musa, sem a comunicação, daqui a pouco eu vou chamá-lo,
01:53e aí ele vai trazer a análise dele a respeito dessa notícia.
01:57Então, vamos chamar o Luiz Felipe Dávila.
01:59O Dávila também está preparado, apostos.
02:02Dávila, seja bem-vindo, ótima noite a você.
02:04Então, vou passar rapidamente para você fazer a reflexão a respeito dessa análise que muitos fazem, né?
02:11A história do tarifácio ajudou, em alguma medida, a gestão federal.
02:15O governo Lula, principalmente quando olhamos, nos atentamos às pesquisas realizadas à época.
02:21Agora querem forçar uma nova briga.
02:23Acham que isso pode ajudar eleitoralmente.
02:26Será que cola?
02:26Boa noite, Caniato, Mota, Musa, Beralda e a nossa querida audiência.
02:33O governo Lula adotou esse discurso nacionalista para atacar os Estados Unidos,
02:41mostrar essa ingerência indevida do governo americano em assuntos internos do Brasil.
02:46Isso criou uma onda e aí, evidentemente, a reação da oposição é alertar o governo Trump
02:54que qualquer forma de tarifa hoje beneficiaria a Lula.
02:58Lógico, porque toda essa narrativa nacionalista ia apresentar o Lula como defensor da soberania,
03:05contra a ingerência americana, contra a arbitrariedade do governo Trump.
03:08Então, é melhor não apelar para guerra tarifária neste momento,
03:14porque isso ajudaria o governo Lula.
03:16Agora, o governo Lula vem cometendo vários deslizes
03:21e nós provavelmente vamos tratar desse outro tema,
03:24que é justamente sobre a expulsão do membro da Polícia Federal,
03:29Marcelo Ivo, dos Estados Unidos.
03:31E, de novo, Lula tenta polemizar com o presidente americano
03:36justamente para dizer que essa expulsão é uma forma de ingerência dos Estados Unidos
03:42em assuntos internos, quando não tem nada a ver.
03:44Então, tem que tomar muito cuidado, porque esta hoje é a narrativa de Lula em relação aos Estados Unidos.
03:51Mostrar que o Brasil é dono do seu destino,
03:54o Brasil não vai aceitar nenhuma forma de ingerência norte-americana
03:58e que, na verdade, os bolsonaristas são serviçais de Trump.
04:03Então, isto é a narrativa política.
04:06É preciso saber reagir a ela e mostrar que a defesa da soberania brasileira
04:12não tem cores partidárias, tem a ver com a defesa do interesse nacional.
04:17Pois é, o Dávila mencionou o outro tema, sim.
04:21Diz respeito àquela decisão que foi tomada pelas autoridades norte-americanas,
04:26a expulsão de um policial federal brasileiro, integrante da Polícia Federal,
04:31e a manifestação do presidente da República.
04:34Daqui a pouco, a gente vai trazer as análises a respeito disso,
04:37essa repercussão e o que disse, né?
04:41Como interpretou o presidente da República?
04:44A gente vai trazer um item em separado.
04:46Deixa agora sim passar para o Bruno Musa.
04:48Havia um problema de comunicação, o Musa não me escutava.
04:50Agora sim, né, Musa?
04:51Bem-vindo, ótima noite a você.
04:53Quais aspectos dessa interpretação que vem sendo feita pelo governo
04:58nós devemos nos atentar?
05:00Muitos integrantes do Palácio do Planalto gostariam de forçar,
05:04pelo menos as informações de bastidores apontam para isso,
05:07querem forçar uma briga para reforçar a narrativa eleitoral
05:11do nosso contra eles?
05:12Precisamos defender a soberania?
05:15Então vocês precisam contar com a gente alguma coisa nesse sentido.
05:19O que devemos nos ater neste momento?
05:21Bem-vindo.
05:23Muito obrigado.
05:24Boa noite, Caniato, Davi, Laberaldo, Mota, todos que nos escutam.
05:27Nesse dia de Tiradentes, que eu acho que vale a menção a ele,
05:31que morreu ali por questionar o chamado quinto dos infernos,
05:3520% de imposto que nós éramos obrigados a pagar,
05:38e hoje já pagamos 35% do PIB para sermos espoliados
05:42e tirarem a nossa propriedade privada pelas mãos autoritárias da máquina pública,
05:47que é justamente a linha do que a gente vem falando agora
05:49a respeito de todos os temas que envolvem o Brasil.
05:52Sempre você tem a máquina nos forçando.
05:55E o que nós vemos hoje é, mais uma vez,
05:57o governo Lula forçando essa briga em nome do Brasil,
06:01ou seja, representado pelos pagadores de impostos,
06:03ele, abrindo a boca para falar e comprar briga contra o nosso maior parceiro comercial,
06:09ou melhor, o segundo maior parceiro comercial, o primeiro, é a China.
06:12E ele, esses Estados Unidos, são a maior economia do planeta Terra.
06:16Então fica evidente que aqueles momentos que fingiam trazer algum tipo de paz
06:22entre os dois países, era o que nós falamos aqui.
06:25Nunca existiu.
06:27Sempre foi da boca para fora.
06:28E, no meu entender, sempre foi muito óbvio,
06:30porque são ideologicamente opostos.
06:33O grande ponto é que comprar uma briga contra os Estados Unidos,
06:36sendo o Brasil uma economia muito mais frágil, muito mais fraca,
06:40é perigoso.
06:41E não é nem um pouco estratégico.
06:43Se quiser seguir com isso, infelizmente, em nome de um governo, um partido,
06:49todos nós, 200 milhões de pessoas,
06:50pagaremos as contas disso tudo por uma falta de estratégia.
06:54E tudo para manter aquela narrativa da soberania.
06:57Soberania é essa que está entregue a mais de 25% do território,
07:01entregue ao crime organizado, onde brasileiros precisam viver sobre as regras desse crime,
07:06desse Estado paralelo.
07:07Essa é a tal soberania que o Brasil diz querer manter?
07:11Será mesmo?
07:11Acho que vale a reflexão.
07:13Pois é.
07:13Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para trazer também as reflexões dele
07:18a respeito desse diagnóstico,
07:19esse raio-x que muitos integrantes do Palácio do Planalto fizeram.
07:23E entendem que é preciso retomar a narrativa de interferência norte-americana,
07:29defesa da soberania nacional,
07:31e alguns elementos poderiam ser utilizados para reforçar esse discurso.
07:37Quais alertas todos precisam ter a partir de um cenário meio que ensaiado, hein, Beraldo?
07:43Bem-vindo. Boa noite.
07:45Boa noite, Caniato, Musa, Mota, Dávila.
07:49Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
07:52Caniato, é o velho discurso de sempre, foi o que sobrou para o atual governo brasileiro.
07:56Eles não conseguem entregar absolutamente nada de concreto ao país.
08:02Não há ali um grande projeto econômico,
08:05não há um grande projeto social,
08:08não há um grande projeto de infraestrutura,
08:11não há um grande projeto de segurança,
08:14não há grandes projetos.
08:15Aliás, não há projeto.
08:16O projeto é se manter no poder.
08:18Esse é o grande desafio.
08:20E neste afã de se manter no poder,
08:23nós estamos vendo, assistindo o governo,
08:28os membros do governo mentindo descaradamente.
08:32E esse é mais um exemplo que temos
08:35de que tudo vale para preservar a narrativa que se deseja.
08:42Os Estados Unidos tomou uma decisão baseada
08:45numa coleta de informações e provas
08:48que demonstraram que havia um representante do governo brasileiro
08:52que tinha a prerrogativa de ajudar o ICE,
08:57que é a Polícia de Imigração Norte-Americana,
09:00a identificar aquelas pessoas que estavam cometendo crimes
09:04no território americano.
09:06Ou ainda que eram procuradas no Brasil,
09:11mas que estavam ilegalmente nos Estados Unidos.
09:15Não era o caso de Ramagem.
09:17Ramagem entrou com visto e estava aguardando a decisão
09:24sobre um pedido de asilo.
09:26Então, não havia nada de ilegal na permanência de Ramagem
09:31nos Estados Unidos.
09:32Entretanto, o governo norte-americano tomou ciência
09:37de que este representante do governo brasileiro
09:41estava agindo para fazer registros, monitoramento,
09:46tudo isso de forma ilegal dentro dos Estados Unidos.
09:50E baseado nesta conduta ilegal, inadequada,
09:55que foge completamente ao acordo de cooperação
09:59que permite a estada de um representante
10:02da Polícia Federal Brasileira nos Estados Unidos,
10:04este delegado foi convidado a se retirar dos Estados Unidos.
10:09Foi isso que aconteceu.
10:11E eu falava ontem, Caniato, que restava sabermos
10:15se este representante do governo brasileiro
10:18seria cobrado ou acolhido.
10:20E nós estamos vendo o que está acontecendo.
10:22O governo brasileiro, ele já se antecipa para dizer
10:27se tiver alguma coisa aí que nós vamos retaliar,
10:31que nós vamos usar a reciprocidade,
10:33o governo brasileiro vai chutar mais um representante
10:37do governo Trump do Brasil, porque já negou visto.
10:39Lembra que suspenderam visto um representante
10:41do governo Trump que ia visitar o Brasil?
10:44Pois é.
10:45Vão seguir nessa?
10:46E por que vão seguir, Caniato?
10:48Porque não importa a relação entre dois países.
10:52O governo brasileiro sequer considera
10:56a dimensão, o tamanho, a importância dos Estados Unidos.
11:00Não é o Trump.
11:01Trump é o presidente hoje.
11:02Não será daqui a três anos.
11:05Estados Unidos é o principal país das Américas.
11:09Deveria ser o nosso parceiro comercial preferencial,
11:12até por causa da proximidade.
11:14Mas não.
11:15Este é um país, é um mercado, é uma economia
11:19negligenciada pelo governo brasileiro.
11:21E agora vão apostar na narrativa,
11:24dando uma banana para a geopolítica,
11:27para os interesses econômicos,
11:29para o bem maior do Brasil e dos brasileiros.
11:33É isso que nós estamos assistindo, mais uma vez.
11:36Uma atuação completamente medíocre
11:38do ponto de vista internacional do atual governo.
11:41Pois é.
11:42A análise de integrantes da oposição
11:45que indicam que os integrantes do governo,
11:49pessoas que são muito próximas ao presidente da República,
11:53estariam usando a crise para fins eleitorais.
11:57ou, pelo menos, alguns aspectos
12:00da relação Brasil-Estados Unidos
12:02para turbinar o processo eleitoral,
12:04o discurso eleitoral
12:05e a narrativa que vai ser adotada.
12:07Deixa eu chamar o Roberto Mota.
12:09Também está com a gente neste feriado.
12:11Mota, seja bem-vindo.
12:13Uma ótima noite a você.
12:14Há indicações, pelo menos nessa notícia,
12:16que aliados de Flávio Bolsonaro
12:19estariam alertando a gestão de Donald Trump
12:21que um novo tarifaço poderia dar munição à Lula
12:25e aos seus auxiliares
12:28no processo eleitoral deste ano.
12:30E colocam também no mesmo bojo
12:32até a história da classificação
12:34dos grupos criminosos brasileiros
12:37como terroristas,
12:38que isso poderia, inclusive,
12:41dar munição para a atual gestão,
12:43falar em soberania,
12:45ataque à soberania nacional.
12:46Quais aspectos lhe chamam a atenção?
12:48Bem-vindo.
12:49A soberania nacional foi redefinida,
12:53Caniato, ontem, ontem, ontem,
12:56quando uma operação policial
12:58aqui no Rio de Janeiro,
12:59feita em conjunto com a polícia da Bahia
13:01para capturar bandidos baianos
13:03que estavam operando os seus negócios
13:06aqui no Rio de Janeiro,
13:07ela deixou turistas
13:09que tinham ido fazer turismo
13:11em regiões do narcotráfico, né?
13:13Uma coisa que eu nunca entendi muito bem.
13:15Mas eles estavam lá.
13:16E aí eles ficaram ilhados
13:19em cima do morro
13:20por causa do confronto
13:22com os narcotraficantes.
13:24Essa é a soberania nacional.
13:26Boa noite para você.
13:28Boa noite aos meus colegas de bancada.
13:30Boa noite à nossa audiência.
13:31Eu acho isso uma grande bobagem.
13:35Eu nunca achei
13:36que essa história de tarifa
13:38tinha qualquer influência
13:40sobre o voto da maioria das pessoas.
13:43O que dirá, então,
13:45imaginar que o cidadão brasileiro
13:48vai achar ruim
13:50que os Estados Unidos
13:52classifiquem as facções
13:53como terroristas?
13:55Vai achar que isso é um
13:57tentado à soberania?
13:58E vai votar na esquerda
14:00por causa disso?
14:01Olha, esse raciocínio,
14:03para mim,
14:04não faz nenhum sentido.
14:06Aliás, a maioria das pessoas
14:07nem consegue acompanhar direito
14:10como está essa história
14:13das tarifas.
14:14Na minha opinião,
14:15a única tarifa
14:17que tem relevância
14:18nessa eleição
14:20é a taxa das blusinhas.
14:22Essa, sim,
14:24causou um prejuízo
14:25irrecuperável,
14:27mas ao governo.
14:28Na verdade,
14:30na minha realidade,
14:32nas ruas onde eu ando
14:34e com as pessoas
14:36a que eu converso,
14:37a opinião de
14:38a maioria delas
14:40é que
14:41a timidez
14:42do governo Trump
14:44em reagir
14:46às provocações
14:48do atual governo federal
14:50do PT,
14:51isso, sim,
14:52é o que ajuda a esquerda.
14:54Deixa eu passar
14:55mais uma vez
14:55para o Dávila,
14:56porque é preciso também
14:57entender
14:58o quanto
14:59a administração
15:00norte-americana
15:01pode ser influenciada
15:02por um alerta,
15:03por exemplo,
15:04de um aliado
15:04de Flávio Bolsonaro.
15:06Se alguém chegar
15:07e disser,
15:08olha,
15:08se vocês
15:09aplicarem uma tarifa,
15:11vocês estarão ajudando
15:12o Lula
15:12a se reeleger.
15:14As coisas funcionam
15:15nesses termos,
15:16Dávila?
15:16Porque senão
15:17fica parecendo
15:18que a gestão
15:19é suscetível
15:20a palpite
15:20e sugestão
15:21de figuras
15:23que não tratam
15:24na esfera diplomática,
15:25né?
15:26Conta pra gente
15:27como é que funciona
15:28esse tipo de comunicação
15:29na prática.
15:31Isso é totalmente
15:32fantasia,
15:33Caniato,
15:33achar que a política
15:34externa americana
15:35para o Brasil
15:36será feito
15:37com conversas
15:38de pé de ouvido
15:39com uma pessoa A
15:41ou pessoa B.
15:42Isso não existe.
15:43Os Estados Unidos
15:44tem um departamento
15:45de política externa,
15:47tem lá a famosa
15:48setor,
15:49o que ele chama
15:49desk de América Latina
15:51e ali está o Brasil
15:53e tem gente
15:54especializada em Brasil,
15:55a própria
15:57interlocução
15:57com a embaixada
15:58aqui,
15:59com várias pessoas.
16:00é, na verdade,
16:01um mosaico
16:02de conversas,
16:03dados,
16:03informações
16:04que acabam
16:06moldando
16:06a política externa
16:07dos Estados Unidos
16:08em relação ao Brasil.
16:09Então,
16:10não existe essa pessoa
16:11que tem um poder
16:12excepcional,
16:13uma influência
16:14inacreditável
16:15que pega o telefone
16:16e liga
16:17para o presidente
16:17dos Estados Unidos
16:18e aí dali ele vai
16:19definir a política
16:20externa americana.
16:21As coisas não funcionam
16:22assim.
16:23Então,
16:23isso é,
16:24na verdade,
16:25lorota
16:26para se contar
16:27em época de eleição
16:28para dizer que a pessoa
16:29tem grande influência
16:30junto ao governo
16:31norte-americano.
16:32Isso não existe.
16:33O governo americano
16:34sabe muito bem
16:35o que tem que fazer
16:35em relação ao Brasil,
16:36apenas esses alertas
16:38são importantes
16:38para sentir a temperatura
16:40eleitoral de determinados
16:41temas aqui.
16:42É óbvio que essa questão
16:44de defesa
16:45de soberania nacional
16:47num país
16:49que é,
16:50hoje,
16:51é absolutamente
16:52irrelevante
16:53na política externa,
16:54é a única coisa
16:55que sobra
16:56para camuflar
16:57a ausência
16:58de uma política
16:59externa brasileira.
17:00Não podemos esquecer
17:01que a política
17:02externa brasileira,
17:03aquela que deveria
17:04defender os interesses
17:05do Brasil,
17:06inexiste
17:06nesses 20 anos
17:07de governo Lula.
17:09A política externa
17:10foi transformada
17:11nesse puxadinho
17:12da política
17:13partidária,
17:15ideológica,
17:16militante,
17:16que jogou o Brasil
17:18na absoluta
17:19irrelevância externa.
17:21Ninguém se importa
17:23com o Brasil hoje.
17:24O Brasil não tem
17:24mais opinião
17:25que pesa
17:26em relação
17:27a absolutamente
17:28nada.
17:29Porque essa política
17:30militante,
17:31essa história
17:31de querer dar
17:32caneladinha
17:33nos Estados Unidos
17:34e na Europa
17:34e se aliar
17:36unicamente
17:37ao tal do sul global,
17:39isso é totalmente
17:43irrelevante
17:43no mundo de hoje.
17:44Por isso,
17:45o Brasil escolheu
17:46o péssimo caminho,
17:47o caminho
17:47da ideologia militante,
17:50da política externa
17:52partidária
17:53e ignorou
17:54a postura
17:55do Brasil
17:55internacional,
17:57negligenciando
17:57uma excelente
17:59tradição
17:59do Itamaraty
18:00em defender
18:01os interesses
18:02nacionais.
18:03Pois é,
18:04mas quando mencionam
18:05o processo eleitoral,
18:06deixa eu passar
18:06para o Bruno Musa.
18:07Bruno,
18:08recentemente,
18:09o presidente da República
18:10em um discurso,
18:11ele chegou a mencionar
18:13que na visão dele
18:14é muito importante,
18:16ele usou o seguinte termo,
18:18regular as redes sociais,
18:19não, ele falou regular
18:20tudo que for digital
18:22e aí lá na frente
18:24nesse discurso
18:25ele disse que era
18:26preciso essa regulação
18:27para proteger o país
18:29de interferência
18:30estrangeira
18:31no processo eleitoral,
18:32alguma coisa
18:33nesse sentido.
18:34E eu queria que você
18:36trouxesse um pouco
18:37da sua percepção
18:38sobre intenções
18:40e desejos,
18:41por exemplo,
18:41do governo norte-americano.
18:43Uma coisa é um governo
18:44simpatizar mais com A,
18:45com B ou com C,
18:47outra coisa é o governo
18:49arregaçar as mangas
18:51para interferir de fato
18:53no processo eleitoral.
18:55Lhe parece o que?
18:56Uma narrativa,
18:57uma fantasia
18:58feita pelo presidente
18:59da República?
19:02Sim,
19:02até uma irresponsabilidade,
19:04porque veja só,
19:05Caniato,
19:05aquele discurso
19:06de que quando a pessoa
19:07eleita ela governa
19:08para todo mundo,
19:09isso é uma grande mentira.
19:11Afinal de contas,
19:12quando um governo
19:14X ou qualquer
19:16ele foi eleito,
19:17ele deveria pensar
19:18realmente nos interesses
19:19do Brasil como um todo
19:20e não colocar
19:21o seu perfil
19:23ideológico
19:24à frente.
19:24Claro que isso é inevitável,
19:26o caminho que ele vai seguir,
19:27mas nesse caso
19:28está sendo explícito.
19:29E o pior
19:30é que ele usa,
19:31obviamente,
19:32de todos os recursos
19:35extraídos
19:35de toda a sociedade
19:36para fazer
19:37uma política partidária
19:39que não beneficie
19:40o país
19:40do ponto de vista econômico,
19:42institucional,
19:43de geração de renda
19:44no médio
19:45e no longo prazo.
19:46Não há esse pensamento
19:47estratégico,
19:48há um total descalabro
19:50na política externa
19:51brasileira,
19:52não é de hoje,
19:53a gente já vem falando
19:54isso há muito tempo.
19:56Então,
19:56é importante
19:57nós entendermos
19:58e colocarmos
19:59ou desromantizar,
20:00talvez seja uma palavra
20:01melhor colocada,
20:02nessa parte da política.
20:04Os governos
20:05mentem,
20:06o burocrata
20:07ele precisa mentir
20:09para falar
20:09que está fazendo algo
20:11para o bem do país.
20:12Pense bem,
20:13imagina se o governo
20:14ao longo desses últimos
20:15três anos
20:16viesse a pública
20:16e falasse,
20:17pessoal,
20:18estou aumentando
20:19os impostos
20:19porque eu gasto demais
20:20e preciso aumentar
20:22a minha arrecadação.
20:23Seria mais fácil
20:24a população se revoltar
20:25pelo aumento
20:26de impostos
20:27ou qualquer outra
20:28causa que ele venha
20:30a lutar.
20:30Ora,
20:31vou bater de frente
20:32com os Estados Unidos
20:33porque eu sou contra
20:34o posicionamento
20:34ideológico
20:35de Donald Trump.
20:36Você precisa pintar
20:37a noiva bonita,
20:38precisa justificar
20:39que é para o bem
20:40da população,
20:41que é pela soberania,
20:42porque senão os gringos,
20:44os ianques virão aqui,
20:45tomarão as nossas terras
20:47ou que os altos impostos
20:48são importantes
20:49para tirar dinheiro
20:50dos ricos
20:50que já tem muito
20:51e não pensam nos pobres
20:52e não querem a divisão,
20:54a tal da justiça social,
20:56blá, blá, blá,
20:57a mesma ladainha,
20:58não apenas do PT,
21:00a mesma ladainha histórica
21:01durante mais de século
21:03no mundo todo.
21:05Ou seja,
21:06chegamos no ponto
21:06onde a população
21:07começa a ficar
21:08mais amadurecida politicamente
21:10e precisa separar
21:11o joio do trigo.
21:12Separar o emocional
21:13do racional.
21:14E a gente precisa
21:16ter nesse racional
21:17um preparo maior.
21:19O que nós queremos
21:20com esse conflito
21:22com os Estados Unidos?
21:23Nós temos eleições agora,
21:25imaginemos que o Lula
21:26seja reeleito.
21:27Terá mais alguns anos
21:28para enfrentar o Trump
21:29que continuará sendo presidente
21:31pelo restante
21:32do seu mandato.
21:33Qual será a relação
21:34e como isso beneficia
21:36economicamente,
21:37principalmente,
21:38aos brasileiros?
21:39Será que há
21:40um benefício
21:42ou uma luta ideológica
21:44para tentar
21:45angariar votos
21:46nas eleições?
21:46E depois,
21:47o que vem?
21:48Mais sofrimento
21:49pela frente
21:50com toda a crise doméstica
21:51que já temos plantada?
21:53Então,
21:53eu acho que passou
21:54do ponto
21:55da gente olhar
21:55realmente com lupa.
21:57Entender que os discursos,
21:59eles são mentirosos
22:01e eles têm um viés
22:03eleitoreiro,
22:03grande parte deles.
22:05Para o governo do PT,
22:06que já ficou no poder
22:08disparado
22:09o maior número de dias
22:10frente ao segundo maior partido
22:12que foi o MDB
22:13desde 1985,
22:14passou do tempo
22:15de provas concretas,
22:17de entendermos
22:18que tudo isso
22:18são narrativas
22:19e que a vida média
22:20do brasileiro
22:20em termos reais
22:21não avança.
22:24Deixa eu passar
22:24para o Cristiano Beraldo,
22:25para o Beraldo
22:26fazer um complemento
22:27também nessa análise
22:29que os nossos comentaristas
22:30estão fazendo.
22:31Você, Beraldo,
22:31para além do episódio
22:32que envolve a saída
22:33do policial federal,
22:34que daqui a pouco
22:35a gente vai trazer
22:36uma atualização,
22:37mas a gente tem visto
22:39discursos recorrentes
22:40do governo brasileiro,
22:42principalmente do presidente,
22:45sobre maneiras
22:46como o governo norte-americano
22:48se posiciona
22:49em relação ao Brasil.
22:50Pode ser sobre
22:50as facções criminosas,
22:52as questões tarifárias,
22:54também a regulação
22:56das redes sociais
22:57ou regulação
22:58das plataformas digitais
22:59ou até a maneira
23:01como as empresas americanas
23:02atuam por aqui.
23:03Queria que você
23:04trouxesse um pouco
23:06da percepção
23:07sobre como que os Estados Unidos
23:09enxergam o Brasil
23:10em um processo eleitoral.
23:12O fato de alguém
23:14estar no poder
23:14ou em vias de vencer
23:16um processo eleitoral,
23:17isso não fomenta
23:19os Estados Unidos
23:20a atuarem nos bastidores
23:22para impedir
23:22determinada pessoa
23:24de chegar lá.
23:25Porque esse é o discurso
23:26que muitos acabam defendendo
23:28por aqui, né?
23:29Falam em interferência
23:29de fora.
23:30É preciso regular
23:31as redes sociais
23:32porque senão
23:33os Estados Unidos
23:34virão aqui.
23:36Olha, Caniato,
23:37no ponto de vista prático
23:39da realidade,
23:40do mundo como ele é,
23:42o Brasil é um país
23:45desimportante
23:46para os Estados Unidos.
23:47E por que eu digo isso?
23:48Porque tem uma escala
23:49de importância
23:51para os Estados Unidos
23:52na relação com países
23:54que fazem a diferença
23:57e que os Estados Unidos
23:58se dedica,
23:58dedica tempo
23:59para poder organizar
24:01essas relações.
24:02Especialmente agora,
24:03em que os Estados Unidos
24:04estão envolvidos
24:05numa série de desafios globais,
24:08ainda permanece o desafio
24:10de resolver a guerra
24:11entre Rússia e Ucrânia.
24:12Agora tem toda essa situação
24:14com o Irã,
24:16que é gravíssima,
24:17que consome muitos recursos
24:19militares e financeiros
24:21e tem repercussões
24:22inflacionárias,
24:23tem uma série
24:24de outras repercussões
24:25dentro dos Estados Unidos
24:27e no mundo.
24:27Nós temos questões
24:30extremamente importantes
24:31na África,
24:33porque existem conflitos
24:35na África
24:36que geram impacto
24:38na própria produção
24:39de petróleo,
24:40uma série de outras
24:41questões importantes.
24:43Tem a relação com a China,
24:45tem a relação com o Vietnã,
24:47tem a Coreia do Sul,
24:49tem o Japão.
24:50Então,
24:51todo esse mundo complexo
24:54demanda dos Estados Unidos
24:55uma atenção muito grande,
24:57porque o grande desafio
24:59que está diante
25:00dos norte-americanos
25:02é a permanência
25:04dos Estados Unidos
25:05da América
25:05como a grande liderança global.
25:08Esta posição
25:09está ameaçada
25:11pela China.
25:12Isso é um fato concreto.
25:13Então,
25:14diante disso tudo,
25:15quando a gente olha
25:15para a posição
25:16que o Brasil ocupa,
25:19não é uma posição
25:20relevante.
25:21Ela só se torna
25:22relevante
25:23naquilo que diz respeito
25:25ao tráfico de drogas.
25:27Por quê?
25:28Porque o governo
25:29de Donald Trump
25:30identificou
25:31que as drogas
25:33que entram
25:33nos Estados Unidos,
25:34especialmente vindo
25:36da América do Sul,
25:38produzem internamente
25:40problemas gravíssimos,
25:42tanto de criminalidade
25:44como problemas
25:45de ter que cuidar
25:47de uma parcela
25:48da população
25:49que é
25:52viciada
25:52em drogas.
25:53Então,
25:54isso sim impacta
25:55os Estados Unidos.
25:55Eles vão agir.
25:57O governo brasileiro
25:58pode gostar,
25:59pode não gostar,
26:00pode espernear.
26:01Eles vão agir,
26:02assim como agiram
26:03na Venezuela,
26:04assim como lançaram
26:06bombas contra
26:07embarcações
26:08que estavam
26:09transportando drogas.
26:11Isso vai acontecer
26:12em relação ao Brasil,
26:13eu não tenho a menor
26:14dúvida disso.
26:15Agora,
26:17a mudança
26:18de governo,
26:19se for uma mudança
26:20para um governo
26:21que melhore
26:22as relações
26:23com os Estados Unidos,
26:24os Estados Unidos
26:24vão achar ótimo.
26:25Vai ser muito bom,
26:27aí sim,
26:28fortalecer
26:29a relação
26:30com um país
26:31que tem um governo
26:32que quer ser parceiro
26:33dos Estados Unidos.
26:34aconteceu com a Argentina.
26:36Javier Millet
26:37é a prova disso.
26:39Então,
26:39Caniato,
26:40os Estados Unidos
26:40não vão gastar
26:41a energia,
26:42a força
26:43para vir ao Brasil
26:45e fazer ali
26:46uma maracutaia
26:47para poder
26:48influenciar.
26:49Não é esse jogo.
26:51Eles estão
26:51bombardeando o Irã,
26:53potência nuclear,
26:54com uma tecnologia
26:56jamais vista.
26:57Estados Unidos
26:58e Israel
26:59estão fazendo
26:59coisas impressionantes
27:01do ponto de vista
27:02militar.
27:03Então,
27:04não é
27:04essa situação
27:05do Brasil
27:05que se torna
27:06relevante
27:07para os Estados Unidos.
27:08Agora,
27:09o que nós temos
27:10é que observar
27:12a posição
27:13do governo
27:14brasileiro.
27:15O Brasil
27:16hoje,
27:17ele é
27:17presidido
27:18por uma espécie
27:19de Homer Simpson.
27:20Uma figura
27:21que
27:23esbravejava,
27:25
27:25ouviu
27:26um elogio,
27:27aí ficou
27:27todo feliz.
27:28Ah,
27:29agora
27:29somos amigos.
27:31Está vendo,
27:31Bolsonaro?
27:32O Trump
27:33quer ser
27:33meu amigo.
27:34Ai,
27:35agora
27:35eu vou mostrar
27:36para você
27:36como é que
27:37se faz
27:37diplomacia.
27:39E ficou
27:39nessa conversa
27:40assim,
27:41embasbacado,
27:42impressionado.
27:43Nossa,
27:43o homem mais
27:44poderoso do mundo
27:45falou bem de mim,
27:47quer ser meu amigo,
27:48falou que vai
27:48conversar comigo
27:49de novo.
27:50Aí,
27:51o nosso
27:51Homer Simpson
27:52vai para a Ásia.
27:54Tem uma reunião
27:56com Donald Trump,
27:58vocês vão se lembrar
27:59disso.
27:59Nesta reunião,
28:01ela foi precedida
28:02de um encontro público
28:03com a participação
28:04da imprensa,
28:05que era só o que
28:06Donald Trump
28:07queria.
28:08Donald Trump
28:09conversou
28:10sobre N
28:12assuntos
28:12na presença
28:13do presidente
28:14brasileiro
28:15e a ponto
28:16do presidente
28:17brasileiro
28:17ter ficado
28:18tão incomodado
28:19que ele disse,
28:19olha,
28:20vamos deixar as perguntas
28:21para depois,
28:22vamos lá para a nossa
28:22reunião privada.
28:24E o que
28:25que foi
28:25aquela cena?
28:26Donald Trump
28:27saiu dali
28:28para ir para a China
28:29negociar
28:30terras raras.
28:31O que ele
28:32queria demonstrar
28:33para a China,
28:34para Xi Jinping,
28:35é que ele
28:36tinha construído
28:37uma ponte
28:38de relacionamento
28:39amistoso
28:39com o Brasil
28:41e que caso
28:42aquele acordo
28:43com a China
28:43não saísse,
28:44ele tinha uma
28:45alternativa
28:46com o Brasil.
28:47Pois bem,
28:48Donald Trump
28:48saiu desse
28:49encontro patético
28:51com o Homer Simpson
28:53brasileiro
28:53e foi a China
28:54que fechou
28:55o acordo
28:55de terras raras
28:56e resolveu
28:56o problema
28:56dele.
28:57E nós
28:58ficamos aqui
28:59assistindo,
29:00parece aquele
29:01cachorro feliz
29:02quando vê o dono
29:03depois que o dono
29:04volta de viagem
29:04abando o rabo
29:06e tal.
29:07É patético,
29:08é uma postura
29:09absolutamente
29:10indecorosa
29:11do ponto de vista
29:12diplomático,
29:13sem nenhuma
29:13inteligência,
29:14sem nenhuma
29:14estratégia,
29:15sem nenhuma
29:15visão geopolítica,
29:17sem entender
29:18o que é o mundo.
29:20A nossa
29:21diplomacia
29:22hoje,
29:22Caniato,
29:23é sentar
29:24num jantar
29:26com o presidente
29:27chinês
29:28e pedir ajuda
29:29para ele
29:29vir ao Brasil
29:31e interferir
29:32nas redes sociais.
29:33Esse é o tamanho
29:34do papelão
29:35internacional
29:36que nós fazemos.
29:37E agora,
29:38este episódio,
29:39em relação
29:40ao representante
29:41do governo brasileiro
29:42que foi pego
29:43no flagra
29:44nos Estados Unidos,
29:45isso acontece
29:46quando o presidente
29:46brasileiro
29:47está em tour
29:48pela Europa.
29:49então tudo
29:50tem dimensão
29:51internacional.
29:52Aí fica machão,
29:53vamos retaliar,
29:55ah, eu vou também
29:56dar o troco,
29:57Donald Trump
29:58que espere
30:00por toda
30:01a minha astúcia.
30:03Mas todo mundo
30:04sabe que isso
30:05é uma conversa
30:06absolutamente ridícula
30:08sendo dita
30:09por quem
30:09não tem
30:10nenhum histórico
30:11de agir
30:12de forma
30:13inteligente,
30:14estratégica
30:14e pensada.
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